Oba, comentários! Mais uma vez, peço desculpas pela demora... To com uma penca de deveres para terminar, um Blog para atualizar e um vestibular para fazer hahahahahaha
Bem, hora de responder às pessoas (tenho q parar com essa mania de citar... Os posts ficam gigantes...):
@EDIT: Rá, agora que sei usar a spoiler tag, ficou tudo mais fácil!
Spoiler: Comentários Anteriores...
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Sem mais delongas, ao capítulo de hoje.
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Capítulo 25 – Atos de Guerra (Parte 5) – Fogo
A guerra contra Morgaroth continua...
(Narrado por Andarilho do Vento)
É hoje o dia D! Graças aos reforços trazidos por Solaria, a esposa de Mandarinn, estamos prontos para enfrentá-lo. Brand acordou com um humor alegremente sombrio: estava pronto para mandar demônios para o abismo, e tratou de organizar as tropas. Como eu era um dos poucos Cavaleiros de Elite restantes, ele fez questão de me dar equipamentos melhores oriundos do Continente de Zao, que me dariam mais velocidade, força e defesa. Perfeito.
Nossos bravos Feiticeiros e Paladinos estavam prontos, e os Druidas, fossem humanos ou elfos, viriam logo atrás. O cheiro de carne queimada, de pó e decomposição assaltou nosso olfato e quase nos fez recuar. Mas não hoje.
Ouvimos rugidos vindos do final do ducto vulcânico; eram demônios e, a julgar pelos ecos, cerca de dez. Eu sorri maleficamente e ordenei aos Cavaleiros que me seguisse a fim de bloquear o avanço dos seres vermelhos e imponentes.
— Vamos, senhoras! — Zombou Brand enquanto usava seu Arco-de-Chifre Composto para atirar com precisão nos monstros — Não viemos tão longe para tricotar! Temos um mundo para salvar!
“Exevo Gran Mas San!” — Gritaram os Paladinos em coro, fazendo chover luzes santificadas naquele ambiente escuro e corrupto. Os demônios começaram a queimar e agonizar,mas mantinham-se fortes e tentavam esmagar-nos com suas enormes caudas e queimar-nos com os incêndios que conjuravam.
Os feiticeiros recuaram para dar lugar aos Druidas e sua Ira da Natureza.
“Exevo Gran Mas Tera!” — Proferiram 3 Druidas Veteranos em coro, chamando cipós,vigas, raízes e afiadas folhas em seu auxílio, prendendo as crias do inferno que, incapazes de cortar-lhes as amarras, eram enforcados pela ira da Mãe Natureza.
Três demônios caíram nessa empreitada. Restavam sete. Vi-me bloqueando dois deles, pois meu parceiro havia caído sem que me houvesse dado conta. Comecei a enfrentar dificuldades, pois não havia um Druida Veterano sequer perto de mim, e minhas poções reforçadas de cura estavam chegando ao fim. Apesar de minhas investidas, a dupla demoníaca não queria recuar por nada nesse mundo.
Um deles conseguiu dar-me um pontapé que me perfurou o abdome, quase ceifando minha vida ali mesmo.
Contorci-me de dor e ingeri uma poção rapidamente; contudo, seu efeito estava demorando mais que de costume para se manifestar, e os demônios logo perceberam minha fraqueza e preparavam-se para investir.
Fechei meus olhos e a imagem de Ireas veio à minha mente. Ele estava em minha casa, em Svargrond, com um daqueles manjares de que tanto gostava em sua mão esquerda e um bloquinho de papéis em suas mãos. Diziam-me que ele adorava desenhar, e que o fazia muito bem. Ele me observava com seus lindos olhos da cor das safiras, pedrarias tão comuns de Ankrahmun... E sorria para mim.
Eu estava deitado em minha cama coberto de ataduras. Ele se acercou de mim e acariciou lentamente meus cabelos.
— Hora de descansar — Ele me dizia, beijando minha testa — Você já se esforçou demais... — Ele descansava seu rosto sob sua mão esquerda, fitando-me com um sorriso e um olhar bem terno.
Sentia a morte chegando cada vez mais perto. Logo aquela visão agradável começava a embaçar e sumir, e o silêncio logo chegaria. O silêncio do descanso eterno.
— Acorda, preguiçoso! Desaprendeu a lutar?!
Eis que sou novamente trazido,bruscamente,ao mundo dos vivos. Meus olhos se abriram rapidamente em um espasmo, e vi os demônios caírem ante o machado de um bárbaro que conhecia bem: Liive do Inferno.
À medida em que apoiava minhas mãos no chão buscando forças para me levantar, alguns questionamentos passaram a assaltar minha mente. Eu não o esperava ali; antes da força Expedicionária Norsir ter saído de Hrodmir, ele havia deixado bem claro que não participaria do curso dos eventos. O que o teria forçado a sair de Svargrond? E por quê agora?
Consegui ficar de joelhos, e meu abdome já apresentava uma cicatriz bem marcada, típico queloide de guerra. Minha espessa franja ruiva caiu sobre meu olho esquerdo, cuja pálpebra estava tinta de sangue. Eu estava ofegante; não de cansaço, mas de uma raiva que começava a crescer em mim.
O bárbaro usou Estacas Abençoadas para converter os corpos daqueles demônios em pó. Quando ele havia terminado sua ação, eu ouvi o rugido de outros dois demônios morrendo também. Restavam, portanto, três. E o bárbaro acercou-se de mim com um sorriso zombeteiro e um olhar maligno, incomum à sua pessoa.
— E pensar que você já conseguiu dar-me um cacete federal em uma das Arenas de Svargrond... — Disse-me com reprovação em sua voz — Você está ficando fraco, caro Andarilho. — Ele me ofereceu a mão esquerda a fim de que pudesse me levantar. Aceitei de mau grado.
— Você está atrasado — Respodi-lhe em um tom não muito amistoso — Por que não veio junto com as demais tropas Norsires?
— Não gosto de multidões... — Respondeu-me com zombaria evasiva, com um irritante sorriso em seus lábios. Ele se virou para fitar o grandioso incêndio que forçava os Druidas a usarem mais energia em combate — Quanto tempo acha que falta para chegarem à Morgaroth?
— Não muito. Algumas horas mais, talvez — Respondi-lhe desafiador — Veja só, o trio de demônios sobreviventes recusa-se a cair...
Não precisei dizer mais nada,pois o bárbaro correu até eles com uma sede de sangue feroz. A fim de fazer valer minhas vitórias na Arena e desmentir os dizeres do ruivo, fui de encontro aos seres vermelhos, as crias do Inferno, os coisas-ruins.
“Exevo Gran Mas Frigo!” Gritaram os Druidas em conjunto; havia chegado bem em tempo para ver o vendaval gelado abater o trio de demônios que se mostrava completamente desfigurado pelos ataques de Paladinos e Cavaleiros. Havia muitos furos e cortes em seus corpos, e me fascinava a resistência dessas criaturas.
Um urro de alegria dado por um dos anões ali presentes iniciou o coro de celebração. Quando estava prestes a celebrar, recebo uma bofetada na cara que me faz ir ao chão.
— Seu irresponsável! — Era Brand quem urrava comigo e que me dera o soco — Não disse que era para você aguardar o ataque dos Paladinos antes de dar o sinal para os Cavaleiros avançarem?!? Por acaso você não percebeu que estamos quase sem Bloqueio?!
Eu já me preparava para protestar, mas Liive interveio, para minha surpresa.
— Tenha calma, Brand... — Disse o bárbaro com uma pacificidade anormal — Em uma guerra, as coisas costumam fugir ao controle dos generais... — Ele me lançou um olhar zombeteiro — Andarilho deve estar arrependido de ter-lhe desobedecido... Duvido que ele venha a repetir esse feito.
Senti meus punhos se fecharem fortemente, e juro que quase avancei no bárbaro desejando estrangular-lhe. Contive-me,contudo, e recebi o sermão de Brand a contragosto.
Ao menos estávamos onde queríamos chegar: os Portões da Câmara de Morgaroth. Um local que,segundo a lenda, seria habitado pelo demônio e estaria cheio de lava, bem nas entranhas do vulcão de Goroma. Brand nos instruiu a revestir nossos equipamentos com uma resina a base de fruta-do-dragão que, em teoria, servia para proteger-nos do fogo e calor intensos da residência do arqui-demônio.
— Agora é hora da festa... — Disse Rei Jack com um tom alegre, tentando romper com as tensões entre eu, Brand e Liive — Vamos separar homens de guris agora!
Ouvimos as portas baterem sob a ação de uma força interna. Um rugido rouco,majestoso e aterrador tomou conta do ar, e Brand sorriu.
— De fato... — Ele piscou seus olhos vermelhos lentamente enquanto se virava em direção aos portões. — ARQUEIROS!
Paladinos, fossem humanos, elfos ou, ainda que raros, anões, todos atenderam ao comando de Brand, deixando seus arcos e bestas tensionados. Os lanceiros já estavam com suas lanças Etéreas em riste, prontos para disparar se Brand assim quisesse.
— FEITICEIROS!
Os mestres dos raios, do fogo e das maldições deram um passo à frente munidos de poções e suas runas mais poderosas e adequadas para a ocasião, as de Morte Súbita,Bomba Energética e Tempestade de Raios. Alguns já preparavam até runas típicas de Druidas — Avalanches — para lançarem em conjunto.
— DRUIDAS!
É claro, os Senhores da Natureza não podiam faltar. Eram, em sua maioria, elfos Continentais, armados até os dentes com magias de gelo e terra, com suas runas de Avalanche e Banho de Pedras prontas para serem lançadas. Por fim, o comandante-em-chefe das forças tibianas olhou para mim, Liive e um grupo formado por poucos humanos e muitos anões, que ficava mais numeroso à medida em que as tropas Kazordanis chegavam até o local em que nos encontrávamos.
— CAVALEIROS!
Era a nossa hora. Posicionei-me ao lado de dois anões: um, o da minha direita, ruivo como eu; o outro, à minha esquerda, era já um senhor de cabeleira grisalha e sede de sangue. Os portões estavam quase cedendo, e já podíamos ver a cara horrenda de Morgaroth do outro lado. Suas mãos enormes já posicionavam-se externas às portas que o mantinham cativo. Malditos Cultistas.
— O PORTÃO VAI CEDER! — Rugiu Brand com um sinal que nos obrigava a manter a posição. A madeira quebrava e voava longe, forçando a todos os presentes usarem seus escudo a fim de evitar uma morte dolorosa pelas farpas da porta, que mais pareciam estacas.
Um estrondo foi o que ouvimos e, quando nossos escudos voltaram às posições normais, Morgaroth já estava diante de nós. E Brand soltou o comando:
— ATACAR!!!
O que houve em seguida foi uma chuva de flechas, pedras, estacas de gelo, raios, trovões e nuvens de peste, todas desferidas contra o demônio. Os paladinos não tiveram tempo de entoar o coro da Caldeira Divina, pois o demônio fora mais rápido, e já invocava demônios para auxiliá-lo em sua conquista.
— Morram,vermes! — Rugia Morgaroth em zombaria — Seus poderes serão usados para alimentar Zathroth!
— Jamais! — Rugi em resposta, jogando minha espada contra o demônio, acertando seu músculo trapezoidal, causando-lhe dor momentânea. Ele riu e continuou a tentar incendiar tudo a sua volta.
Ele arremessou minha Espada Esmeralda para longe, e um sorriso de escárnio brotou em seu semblante indescritivelmente horrendo. Seus demônios nos forçaram a recuar alguns metros, e tivemos que nos apressar para não perecermos ali mesmo.
Sinalizei para que os anões me seguissem e bloqueassem os seres vermelhos antes que pudessem causar mais dano. Os Paladinos estavam buscando posições mais afastadas do conflito corpo-a-corpo. Em princípio, acreditei que fosse uma estratégia deles para evitar ferimentos graves, e não era.
Suas munições estavam quase no fim, e precisavam conseguir mais. Eu vi Brand e Jack passarem rapidamente por mim, como que pedindo para que lhes comprasse mais tempo, e eu atenderia as preces de ambos.
— Ei, vermelhão! — Urrei para o demônio que seguira os dois paladinos e perdera o rastro de ambos. Ele estava a vinte metros de mim, mais ou menos — É você mesmo! Quer um desafio?! Que tal me enfrentar?!
Ele urrou em resposta, atracando-se a mi com violência tal que abri uma cratera de profundidade razoável ao ir de encontro ao chão de pedra ígnea. Empunhei minha espada e preparei-me para investir contra a criatura das trevas.
— Morra em nome de Zathroth! — Urrou a fera conjurando uma esfera de eletricidade, a qual jogou contra mim.
Tal como um raio, levantei e desviei da bola mortal. Eu sorria como uma criança fascinada com a perspectiva de fazer algo perigoso e sair bem-sucedida de sua ação, com uma nova história para contar aos demais de sua idade.
Corri em direção à fera, que me recepcionou com um belo par de garras afiadas e mortais; por muito pouco ele não as fincou em meu peito, visto que eu havia escorregado pouco antes, e agarrei-me ao braço do ser vermelho.
— Trapaceiro! — Urrou a fera ao ver-me lá. Em resposta, zombeteiramente ofereci-lhe minha língua e finquei minha espada em seu musculoso antebraço, rompendo-lhe tendões e quebrando-lhe os dois ossos. Em represália, ele me arremessou de encontro à parede da caverna.
Minha cabeça girava; ainda que meus olhos se recusassem a abrir, eu sabia da presença do demônio. Seus passos faziam a terra tremer levemente, e, a julgar pelos intervalos das passadas, ele vinha devagar, certamente para apreciar minha morte.
Um urro da criatura faz-me abrir os olhos bruscamente.
— Aí, grandão! — Era Jack quem exclamava, com a besta carregada em mãos — Venha brincar!
A criatura espumava de ódio à medida em que Rei Jack continuava a disparar mais e mais virotes em seu musculoso e rubro corpo. O sangue espirrava aos borbotões, e o demônio não parava de esbravejar toda a sorte de injúrias que pudera até seu último suspiro. Nem mesmo nossas mães escaparam da fúria do ser das trevas.
— Obrigado por conseguir mais tempo para nós,mas eu ainda te considero o cavaleiro mais tresloucado e irresponsável que já vi em minha vida.
Era Brand quem falava a sorrir; ele me ofereceu o braço esquerdo para me ajudar a levantar. A essa altura, Rei Jack encontrava-se banhado em sangue demoníaco, e procurava nas entranhas do demônio qualquer coisa que fosse de valor.
Liive, em contrapartida, refestelava-se em uma orgia de combate, atirando suas armas de encontro ao peitoral infame e herege da prole mágica de Morgaroth que, àquela altura do combate, era bloqueado por cinco bravos anões.
O Norsir havia acabado de cortar fora a cabeça de uma das crias do Inferno quando me pus firme sobre meus pés. Assim que meu olhar se cruzou com o dele, não pude evitar uma onda de ódio que se apossou de mim. Contrário às recomendações de Brand, afastei-me do Paladino Real e fui de encontro aos demônios que ainda estavam em nosso caminho.
A primeira vítima fora um demônio que cercara Solaria e Mandarinn, que novamente via-se acuado e no limite de sua resistência física e mental, com seu estoque de poções quase chegando ao fim. Empunhei minha espada como se fosse uma lança,dobrando meu braço direito a fim de deixar a lâminha em riste, e finquei-a com força sob as costelas daquela massa vermelha e carnuda. Em seguida, ouvi Mandarinn e Solaria conjurarem:
— “Exevo Gran Mas Vis”! — Disse o homem ao invocar a fúria dos céus, fazendo relâmpagos chicotearem o animal sem piedade.
— “Exevo Gran Mas Frigo”! — Conjurou a elfa,mergulhando o demônio em um caixão de gelo e neve. Em seguida, ela correu para reerguer o marido e lançou um olhar de agradecimento para mim — “Exevo Gran Mas Res” — Ela conjurou seu encantamento de cura massiva, que limpou-me as feridas e tranquilizou minha mente, afastando,temporariamente, a vontade estranha que tinha de estrangular Liive.
Um urro gutural e estranhamente majestoso fez com que eu me virasse abruptamente em direção ao som; vi um Pingagua e outros três anões voarem em minha direção,mais rápidos que as bestas disparadas por Rei Jack. Os quatro projéteis vivos foram ao meu encontro, e o impacto gerou outra cratera... E quebrou-me três costelas.
A dor era lacinante,terrível. Tão ruim a ponto de me impedir de levantar. Havia um gosto metálico em minha boca, e era sangue, não havia dúvidas disso.
— Valeu, Pinga! — Tive forças para gritar com sarcasmo, antes de doer-me a respiração, fazendo com que eu cuspisse muito sangue.
— Foi sem querer, cara — Disse-me o druida, ajudando os anões a se levantarem.
— Ah, que beleza... — Disse Mandarinn com sarcasmo e preocupação após examinar-me as feridas — Ele quebrou algumas costelas. Não se mexa, ou vai abrir uma ferida em seus pulmões e nadará em seu próprio sangue. — Em seguida, virou-se para sua esposa — Tome conta dele, meu bem. Tentarei manter Morgaroth e seus comparsas longe de vocês.
Eu jamais havia sentido temor por minha vida até aquele momento. Temia por mim, por meus amigos, e temia por Ireas. Temia não mais poder vê-lo; me doía mais o fato de não ter-me despedido do belo Norsir de forma adequada antes de partir para esse antro infernal. Temia perder minha vida aqui sem que ele se desse conta da verdade, e eu sabia que demoraria demais até que ele pudesse ter experiência o bastante para vir até essa ilha condenada resgatar meu cadáver e velá-lo adequadamente.
Temia sair dessa vida sem ter-lhe dito que amava e que queria bem; se eu me fosse dessa vida, quem cuidaria dele? Quem o ajudaria a encontrar a mãe?
Continua…
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Nota: Editado para modificar o curso dos eventos... E dar a Morgaroth uma batalha justa =D
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Poderia também ser Porto-esperantano (pra terminar em "no"), mas aí ficaria um pouco grande.... Acho que o "Portenho" ficaria dez... ou talvez "Esperantano"... de qqr forma, valeu pelos gentílicos, vou usar eles na minha história!
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