
Postado originalmente por
CarlosLendario
Capitulo triste...
Agora você conseguiu fazer uma real cena de carnificina. Muito tenso o que os Brotherhood fizeram com os cidadãos! Caras sem dó... E quando eu terminasse a Dreamer's challenge, eu planejava fazer parte dos Broterhood of bones, mas agora vou ser dos Nightmare knights! Viva aos knights o/
As obrigações estão chegando mesmo para Ireas, ter que cuidar da mulher de seu irmão, e ainda também cuidar duma cidade... Mas ele prefere Svargrond, é obvio, né? Gosto daquela cidade também.
E devo estar quebrando o suspense da historia falando isso, mas acho que essa "mestra" dos brotherhoods seja a mãe do Ireas. É só reparar o capitulo em que ela apareceu fazendo aquele bagulho com o liive. Se acertei, é só falar pra eu editar, se quiser
Belo capitulo Iridium, parabéns! Aguardo proximo.
Obrigada!
Bom,não te pedirei para editar, pois gosto dos palpites das pessoas acerca dos mistérios que há em meu roleplay. Bom, é uma pena que vc não se juntará aos Ossudinhos ao final da DC Quest (sim, eu já decidi... O Keras será um Bones quando eu fizer a DC ^^)
Bem, quanto ao dilema Svargrond-Ankrahmun... Será difícil, pois Ireas tem laços afetivos com ambas... Vamos ver como a história segue. No final, ele fará a escolha que for mais satisfatória para o coração dele xD
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Sem mais delongas, ao capítulo de hoje
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Capítulo 24 – Reforma
Quando Ireas assume suas responsabilidades... E cria uma nova magia.
Acordei com um humor tão bom no dia seguinte que nem parecia que havia acontecido uma carnificina na cidade que tanto amava. Mal havia despertado de meu merecido sono, chegou um mensageiro até mim com notícias de minha cunhada. Ao que parecia, ela estava bem e se recuperando de todos os ferimentos. Fiquei extremamente aliviado ao ver que a futura mãe estava sã e salva.
Eu estava estranhamente animado, pronto para começar a trabalhar. Fui até Jezzara, e comprei um pacote cheio de manjares de fruta-do-dragão para começar meus afazeres. Antes, queria ter uma palavrinha com Tothdral... Precisava saber se aquela múmia estava bem...
Olhei para as ruas da cidade; os restos mortais de muitos ankrahmanos ainda estavam lá. Eu já sabia como proceder, mas necessitava do aval do Faraó para continuar. Eu senti uma grande dose de pesar cobrir meu semblante quase que instantaneamente. Eu já tinha certeza que Ishebad estava morto juntamente com Rahkem, cujo corpo ainda estava sendo procurado. Eu sentiria muita falta daquele velho senhor, que me tratara como um neto. Tothdral entendia a minha dor.
Quando estava me aproximando da Torre Serpentina, vi Tothdral carregando um enorme sarcófago. A múmia fitou-me com pesar através de seu olho dourados.
—Ele morreu dormindo — disse-me a múmia com sua voz gutural e majestosa — A última coisa que viu antes de ir ao além-mundo foi seu presente, meu caro Keras... — Ele se aproximou lentamente — Meu irmão... Sempre foi um cara meticuloso, de letra bonita e boa educação. — ele cerrou seu olho em sinal de luto — Nunca destratou ninguém... Sempre se manteve fiel aos desejos do faraó, e conseguia preencher toda a papelada em tempo recorde e ainda com um discreto sorriso... — Ele voltou a me fitar — Gostaria de deixar bem claro que tenho grandes expectativas para a pessoa que você elegerá Grão-Vizir. Essa pessoa tem que estar à altura dos padrões de meu irmão. Nem eu, nem o Faraó aceitaremos menos que a perfeição, pois é essa a palavra que define a vida de meu irmão...
Pela primeira vez em minha vida, vi uma lágrima escorrer do olho dourado de Tothdral. O Comtemplador de Estrelas, geralmente tão frio e distante, mostrava-se triste e saudoso, tão humano quanto jamais pensei que pudesse ser.
—Quer ajuda para levar o sarcófago? — Indaguei tentado fazer-me prestativo, tamanha era a compaixão que sentia.
—Não há necessidade... — Replicou a majestosa múmia limpando a lágrima que saía de seu olho dourado — Sou mais forte do que aparento... Você tem um dia cheio pela frente, Keras. Sugiro que vá falar ao Faraó...
Assenti afirmativamente e segui meu caminho com o pacote de manjares. O Faraó Arkhotep era uma múmia colossal, de aproximados dois metros de altura, com ombros largos, corpo musculoso, voz grave e majestosa como a de Tothdral e muitos enfeites sobre suas ataduras para mostrar sua riqueza e status. Para ele, também era um dia cheio, pois tinha que tomar decisões acerca de como reconstruir a cidade e sobre quem escolheria como Grão-Vizir, pois fora comunicado há pouco da morte definitiva de Ishebad. Ele estava sentado com os cotovelos apoiados em sua magnífica mesa... E parecia estar esperando pela minha chegada.
—Seja bem-vindo aos meus aposentos, Ireas Keras — Declarou o Faraó, solene — É bom saber que você decidiu voltar ao seu lar. — Ele me indicou a papelada que tinha em sua mesa com um tom de marasmo — Como vê, que essa cidade foi atacada e Ishebad assumira as linhas de defesa, toda a parte burocrática de meu reino ficou parada, só acumulando serviço...
— Precisas de um Grão-Vizir novo... — Deduzi rapidamente — Contudo, não posso sê-lo, pois já estou preso a outra promessa. Porém, tenho uma ideia em mente: procurarei alguém qualificado aqui nessas terras. Alguém que poderá dar conta desse serviço.
O Faraó assentiu satisfeitíssimo com minha sugestão, e ofereceu-me uma cadeira para me sentar.
—Você é especial, Keras — Disse-me o Faraó com fascínio em seus olhos lilases — Essa cidade... Não tem o mesmo esplendor sem a tua presença, e todas as criaturas se curvam ante você. O que me surpreende ainda mais é a sua juventude e sua ligação com a Mãe Natureza...
—Ela me deu tudo o que tenho hoje, senhor — Respondi com eloquência — Eu não teria sobrevivido a Rookgaard se não fosse pelo apoio que Ela me deu e aos poderes que me foram concedidos... — Entrelacei minhas mãos — Agradeço por fazer tal elogio à minha pessoa. Vim aqui para falar com o senhor acerca do futuro dessa cidade...
—Sou todo ouvidos — Replicou o faraó com um leve sorriso.
—Primeiramente, precisamos fazer uma limpeza — disse-lhe com um leve sorriso — Preciso de sua permissão para escoltar os sobreviventes às partes mais altas da cidade. Pirâmides que porventura ainda estejam de pé e cujos cumes não sejam de todo pontiagudos. Necessito de terraços para a população se abrigar enquanto eu prossigo com meu trabalho.
—É justo — Replicou o faraó com interesse — Algo mais?
—Sim — Continuei a falar — Quero sua permissão para remodelar Ankrahmun. Manter-me-ei fiel às tradições da arquitetura. Contudo, farei algumas modificações a fim de torná-la mais segura. Como ainda não tenho a planta, necessitarei de seu aval para prosseguir.
—Você tem minha permissão para fazer tudo o que precisar ser feito para trazer a paz, a vida e a glória de novo para meu reino — Disse o Faraó abrindo os braços — Contudo, você terá que arranjar um Grão-Vizir para mim, entendido?
—Sim, meu soberano — Disse com tom respeitoso enquanto ele me entregava um pequeno livreto com sua assinatura e carimbo — Começarei a trabalhar imediatamente.
O Faraó assentiu e sinalizou para que eu saísse e o deixasse em paz com a papelada. Eu havia deixado cinco manjares para ele, e restavam-me muitos ainda. Decidi iniciar meus serviços e fui falar com
Dario, um Elfo Continental.
Era um homem na casa de seus trinta e poucos anos, com cabelos loiros desbotados, cor de trigo, pele ligeiramente morena, olhos castanhos e o nariz bem desenhado. Parecia mais oriental que elfo.
—Que deseja? — Indagou-me com hospitalidade — Não é comum para mim ver druidas por aqui...
—Sou Ireas Keras, nós ainda não nos conhecíamos. — Repliquei-lhe com educação — Escuta, sua loja localiza-se no andar mais alto da cidade, certo?
—Creio que sim — Respondeu-me surpreso — É o ponto mais alto da cidade, mais alto até que as muralhas que nos protegem. Por que pergunta?
—Vê aqueles cadáveres nas ruas? — Indaguei-lhe ao apontar os restos mortais que eram testemunho da invasão da Irmandade — Precisarei limpar as ruas rapidamente se quiser prosseguir com a reestruturação da cidade — Ele me fitou com surpresa — Não se preocupe, o Faraó me deu o aval. Tudo o que preciso que você e Ormuhn façam é guiar os cidadãos sobreviventes para cá... E deixar o resto por minha conta.
—Bem, se essa é a vontade do Faraó... — Dario começou hesitante — Que assim seja.
O elfo moveu-se rapidamente para o andar de baixo, onde o morto-vivo de nome
Ormuhn o esperava. Comunicou-o rapidamente de meu plano e o fez ativar um mecanismo engenhoso de amplificação sonora.
—Habitantes de Ankrahmun, ouçam meu apelo! — Gritou Dario pelos amplificadores de madeira em formato de cone, cuja base e cume foram removidas — Venham para a Guilda dos Paladinos a fim de se refugiarem do grande dilúvio que se aproxima!
Para fazer valer as palavras do elfo, fitei o Céu com seriedade, e , através de meus olhos, usei meus poderes para reunir nuvens negras sobre a cidade. De imediato, ouvi um coro de vozes apavoradas e o som de passos de uma multidão deseperada para salvar suas vidas. Tão logo quanto Dario usou seu sistema genial para convocá-los, vi as ruas livres de Ankrahmanos. Era hora de trabalhar.
Fitei os céus com mais afinco, e ergui minhas mãos em direção às negras nuvens. Dario me observava com uma expressão preocupada.
—“
Exevo Gran Aqua*!” — Exclamei ao conjurar uma torrente celestial. A chuva rapidamente converteu-se em uma tromba-d'água, que lavou as ruas da cidade segundo meu comando. Os restos mortais que nela haviam foram despejados nos mares por mim. Consegui visualizar um grupo de tubarões que se refestelavam sobre a inesperada refeição. Contudo, alguns objetos dessas pessoas — broches, bolsas e outros pertences de valor sentimental — ficaram presos aos vimes que conjurei em seguida, entregando esses pertences aos familiares das vítimas.
Com um estalar dos dedos de minha mão direita, fiz a chuva se findar, e a água corrente foi-se de encontro ao mar,deixando a cidade livre para iniciar meu projeto.
—Agora, preciso projetar... — Disse a mim mesmo. Em seguida, virei-me para Dario e gritei — Escute, mantenha os habitantes em abrigos subterrâneos durante esses próximos dias! Preciso fazer os projetos da cidade, e sabe-se lá quanto tempo demorará a elaboração e construção. Além disso, caso haja outra invasão,eles estarão mais seguros. Apresse-se, por favor!
O Elfo assentiu e instruiu a população, enquanto eu procurava pela casa de Rei Jack para escrever.
De repente, sinto um par de braços agarrar-me o pescoço.
—Ireas, seu sumido! — Disse-me uma voz familiar — Senti sua falta!
Virei-me para encarar o responsável pelo abraço, e era Sírio Snow em carne, ossos, atos de pirataria e dreadlocks. O sotero-libertino me fitou com um sorriso gigantesco, o qual retribuí de modo discreto.
—Essa cidade não foi mais a mesma sem você... — Disse o feiticeiro com um sorriso triste — Aconteceram muitas coisas por aqui... E em minha terra também.
—Ouvi dizer que houve um levante anti-colonial em Vandura — disse-lhe com um sorriso — Imagino que esteja pulando de alegria nesse momento.
—Estaria mais alegre se Morgaroth não estivesse vivo... — Replicou-me com uma pontada de chateação — Se ele ainda estivesse adormecido, aí sim estaria extremamente alegre. Você estava falando em uma “planta baixa”... — Ele me guiou até seu barco — Venha comigo, tenho um bom estoque de papel e tintas do qual você pode fazer uso...
Eu segui aquele feiticeiro com alegria, até dei a ele o último de meus manjares. Estar com aquele amigo era algo que me deixava tranquilo, e afastava Wind de meus pensamentos...
***
(Narrado por Andarilho do Vento)
Enfim, os reforços chegaram, bem como mantimentos e munições. Mandarinn, ainda manco por causa dos ferimentos em sua perna e bem debilitado de nossa última batalha, ainda teve forças para ir de encontro aos braços da esposa, uma linda elfa ruiva de olhos turquesa. Ela conjurou pequenos pontos de gelo para curar seu amado. Nossa, que saudade de Ireas!
Estávamos nos aproximando da câmara onde Morgaroth se mantinha escondido. Graças aos anões que haviam chegado pouco antes do reforço Elfo-Continental, impedimos a saída de Morgaroth para a superfície de Goroma. Contudo, o Demônio continuava de pé, apenas se preparando para dar mais um ataque.
Apesar de estarmos ganhando terreno, a falta de notícias de Ireas me apertava o coração de um modo sem igual. Era verdade que eu já havia tido outros relacionamentos dessa mesma natureza. Contudo, o que o druida me fazia sentir não era explicável. Ele vinha me fazendo feliz e, pouco depois de revelar meus sentimentos e por ele ser correspondido, vejo-me em uma guerra que não tem dia tampouco hora para acabar.
Rei Jack notou minha aflição e acercou-se de mim.
—Logo essa guerra acabará — Ele me disse com um sorriso —, e você poderá voltar para seu druida. Sei que ele espera por esse dia tão ansiosamente quanto você.
—Tomara... — Respondi-lhe com um suspiro desencorajado — Não aguento mais esse local... Esses seres vermelhos estão começando a me dar nos nervos... — Fechei minha mão esquerda sobre minha mão direita — O que será que ele está sentindo nesse instante? Quisera eu saber... Espero que ele receba o bilhete logo...
***
Longe dali, o mensageiro que deveria enviar o bilhete não estava mais vivo. Seu corpo havia sido esquartejado e sua espinha, removida. Um homem segurava o bilhete em uma das mãos e o leme do catamarã improvisado na outra. Um bárbaro de olhos castanhos com um brilho rosado fantasmagórico, um machado ensanguentado, corpo forte e longos vermelhos cabelos. Liive do Inferno.
—Tsc.Tsc — Fez Liive com escárnio — Tentando frustrar os planos de minha mestra?
Continua...
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Nota da Autora: Está um tanto tarde. Logo, não postarei os gentílicos de hoje. No entanto, editarei esse post depois a fim de incluí-los. Boa noite =D
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Exevo Gran Aqua: Magia exclusiva de Ireas, cujos efeitos são similares ao Eternal Winter, só que para um nível mais baixo e ligeiramente mais fraca. Cria uma torrente que pode causa um dano de afogamento massivo, controlado pelo usuário conforme sua vontade. A água pode deslocar-se seguindo o comando dos braços de seu invocador.
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@EDIT: Agora, postarei os gentílicos que faltavam:
Elfo Continental: Elfo nativo de Ab'dendriel.
Kazordani: Habitante não-anão de Kazordoon.
Kazordônio: Anão de Kazordoon.
Elfo Insular: Elfos que não nasceram em Ab' dendriel. Ex.: Karith de Yalahar.
Thaiano Insular: Habitante de Fibula
Sotero-libertino, Vandurano: Habitante da Baía da Liberdade (Liberty Bay)
Norsir: Habitantes bárbaros de Svargrond. Estrangeiros são chamados de
Uskers (sim,parece com o nome dado à parte sul da ilha da Irlanda...)
Para Farmine e Gray Beach não há gentílicos: a primeira por ser domínio de Kazordoon, então pode-se aplicar o mesmo gentílico, e a segunda por não ser habitada por humanos...