Resultados da Enquete: Que Facção deveria Ireas Escolher?

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Enquete de Múltipla Escolha.
Resultados 1 a 10 de 460

Tópico: A Voz do Vento

Visão do Encadeamento

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  1. #11
    desespero full Avatar de Iridium
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    Padrão Segundo Pergaminho, Capítulo 7

    Bom dia gente!

    Primeiro, vou responder o comentário do Lacerdinha:

    Só deixo pro próximo só de sacanagem SHUASHAUSHAUSHAUHS

    Bem, o que ela é... Veremos! Veremos, meu caro!

    Bem, só te digo uma coisa, não tem nada a ver com
    o broche, até porque é a descrição do Ornamented Brooch,
    que vai ser útil (talvez) para o Ireas de agora em diante...

    -----

    Sem mais delongas, ao capítulo!

    ----

    Capítulo 7 - Dois Oásis no Deserto (Parte 3)

    A busca de Ireas é retomada.

    Fiquei olhando aquela múmia com curiosidade e raiva simultâneas. Por que ele não desembuchava de uma vez? Que coisa mais irritante! Respirei fundo, pisquei lentamente e voltei meus olhos para a múmia uma vez mais.

    — Que seria...? — Tentei forçar-lhe a revelar mais.

    — Ah, Ireas... — Replicou Tothdral em um tom de deboche — Não é assim que eu jogo. Se quiser saber, que seja você o revelador da verdade. Já lhe dei uma orientação e dois caminhos nela contidos. Escolha. Eu não posso, e não vou, lhe revelar mais nada.

    — Mas... — Tentei protestar.

    — Ireas, deixe estar — Wind interveio — Tothdral já nos deu alguma ajuda. Podemos falar com os Efreet. conheço Baa'leal e Malor como ninguém. Pode ser que eles tenham a resposta!

    Os Efreet? Eu tinha lá minhas dúvidas. Wind já declarara para mim que via a causa dos Efreet como a mais justa, mas eu não estava assim tão certo.

    — Meu bem, podemos revisitar ambas? — Indaguei-o — E se eu escolher a errada? Ficarei eternamente sem respostas! Não tenho muito tempo de sobra... Em breve retornarei a Svargrond... — Meu semblante tornou-se melancólico — ...E de lá não mais sairei.

    Wind soltou um largo suspiro e assentiu. Nós reverenciamos Tothdral e saímos da Torre Serpentina. Eu me mantinha cabisbaixo, com os olhos voltados ao chão. Wind me guiava pela cidade. Em um dado momento, ele parou frente a frente comigo. Sua mão esquerda ergueu gentilmente meu queixo, fazendo com que eu voltasse meus olhos para ele.

    — Você não precisa voltar para Svargrond se não quiser. — Ele disse — Não que eu não me importe com a mulher de seu irmão, mas acho que você pode encontrar alguém para cuidar dela e exercer a função de Xamã de lá...

    — Meu bem... — Balbuciei, triste.

    — Você tem uma vida inteira pela frente, meu amor! — Protestou Wind — E eu quero estar ao seu lado!

    — Eu entendo... — Respondi-lhe entristecido — E quero que você esteja comigo. Tornar-me o Xamã de Nibelor não me impede de ter relacionamentos, Wind. Mas não quero pensar nisso agora. Preciso achar minha mãe... E responder a todas as perguntas que há muito me assombram e seguem.

    Ele assentiu e virou seu rosto para a esquerda.

    — A casa de Brand é aqui. — Disse-me — Que tal chamarmos os rapazes para nos ajudar?

    ***

    — Claro! Não vejo motivos para não ajudarmos!

    Era Jack quem assentia com muita alegria. O paladino de olhos verdes logo aderiu ao grupo. Explicamos rapidamente o que se passava e o que teríamos que fazer. De todos ali presentes — Wind, Brand, Jack, Emulov e eu —, eu era o único que não havia feito os testes para juntar-me a uma das Facções.

    — Ireas, você levantou um ponto importante — falou Brand — Sem ter alianças com os Djinns, você pode transitar entre os muros de ambas fortalezas. Proponho o seguinte: eu e Wind podemos investigar a Fortaleza Efreet, visto que nós dois nos aliamos a eles, enquanto você e Emulov visitam a Fortaleza Marid, tudo bem assim?

    — Olha, por mim, tudo bem — Repliquei — Mas, e você, Jack?

    — Sinto muito... — O paladino me fitou com triste sorriso — ...Tenho coisas a resolver na Baía da Liberdade. Ao que parece, as coisas por lá estão meio... Tensas e Icel me chamou para ajudá-lo. Partiremos amanhã pela manhã.

    Nós assentimos e passamos o resto da noite discutindo os detalhes. Por algum motivo, Wind manteve-se calado, sério e de braços cruzados. Estaria ele... Com ciúmes Preferi não indagá-lo. Apesar de ser do conhecimento de todos que tínhamos um relacionamento, não queria fazer nenhuma exposição pública dos sentimentos do Yalahari. Seria algo baixo de minha parte.

    ***

    Todos adormecemos na casa de Brand. Novamente, mantive-me distante de Wind. Não conseguia me aproximar, por mais que quisesse. Fiquei uma boa parte da noite sentadona cama, com o lençol a cobrir-me da cintura para baixo enquanto fitava a lua. O luar me acariciava as faces e clareava meus pensamentos.

    Uma noite em claro era o que eu precisava. Sem sonhos, sem pesadelos. Escutei uma doce melodia vinda de fora da casa. Acerquei-me da janela. Nada. Não havia nada.

    "O que diabos é isso?" Pensei. "Por acaso é algum tipo de pegadinha?". Examinei atentamente o ambiente. O som vinha de uma flauta de madeira; fiquei mais e mais curioso para saber quem era o instrumentista. Meus olhos voltaram-se para uma sombra a poucos metros da pirâmide.

    Era... Yami! Eu reconheceria aquele penteado e aquelas roupas aonde quer que ele estivesse! De repente, o som parou. Ele descolou a flauta de seu lábios e abriu seus olhos dourados lentamente. O brilho deles era visível à distância.

    Um sorriso melindroso veio em seus lábios; em seguida, vi seu corpo converter-se em púrpura neblina e mesclar-se ao vento, desaparecendo tão rápido quanto se materializara à minha frente.

    Esfreguei meus olhos, incrédulo; o que havia acabado de acontecer?

    ***

    Amanheceu; eu havia conseguido dormir um pouco, mas ainda me via perturbado pela visão da madrugada. Decidimos acompanhar Jack até o porto, onde vi Yami desancorar o barco para iniciar mais um dia de trabalho.

    — Saudações! — Cumprimentou Brand — Esse rapaz deseja ir à Baía da Liberdade.

    — Com o maior prazer. — Replicou Yami educadamente, com uma reverência e um rápido olhar para mim — Se estiver na posse das moedas, farei-o de pronto.

    Jack atirou uma sacolinha marrom para o alto, e Yami rapidamente a pegou com a mão esquerda. Desenlaçou o embrulho e contou as moedas, sorrindo melindrosamente para nós. Fitei Wind, e percebi uma leve pontada de raiva em seu olhar.

    — Pois bem, aos negócios! — Falou Yami alegremente — Rapaz, fique à vontade. Sente-se onde quiser e aprecie o mar. A viagem até Vandura não será muito longa.

    Nos despedimos de Jack e o deixamos partir. Consegui distinguir um comecinho de diálogo entre o Paladino e o Capitão do navio.

    — Sou amigo de Keras... — disse Jack.

    — É mesmo? — Replicou Yami em um tom estranho, que me fez sentir calafrios — Que interessante...

    ***

    Eu, Brand, Wind e Emulov. Um quarteto composto por um Druida Veterano, um Paladino Real, um Cavaleiro de Elite e um Mestre Feiticeiro. Chegamos à saída norte de Ankrahmun, que nos levaria direto ao deserto.
    Descemos a rampa de arenito e calcário e seguimos deserto adiante, sempre nos orientando pela enorme cordilheira de Kaa'labal.

    — Se precisarem de ajuda, não hesitem em correr. — Instruiu Brand — Você e Emulov têm um número de Grandes Feitos que torna essa missão ligeiramente mais perigosa, sem falar que combate corpo-a-corpo não é o forte de vocês. Djinns são perigosos: não deixem que eles os alcancem ou é morte certa.

    — Certeza de que não prefere ir comigo à Mal' Ouquah? — Indagou Wind, visivelmente preocupado.

    — Desculpe, meu bem... — Repliquei sem jeito — Aquele local é tóxico demais para mim. Não sei se teria condições de ficar lá por muito tempo.

    Wind assentiu tristemente. Seguimos em frente, com o Sol de meio-dia a nos cozinhar sem piedade. Como era o único capaz de manipular gelo e água, conjurava alguns blocos de tempos em tempos, a fim de evitar que morressemos de desidratação.

    Em um dado momento, decidimos parar. Havia um oásis a alguns metros de nós. Estava receoso, pois sabia que alguns nômades haviam montado acampamento por lá. No entanto, suas barracas não mais se encontravam lá. Havia algo errado. Muito errado...

    — Não gosto disso... — Murmurei.

    — Como? — Indagou Brand, olhando o entorno — Deixe de neurose. Não há nada aqui.

    — É exatamente isso que me preocupa... — Repliquei — Esse local costumava ser habitado por nômades. Não entendo o que os faria sair daqui tão depressa...

    — Devem ter encontrado algum local melhor perto do litoral — Falou Emulov. Era a primeira vez que eu o ouvia falar — Talvez seja esse o motivo...

    Sua voz não era nem muito grave, nem muito fina. Era uma voz juvenil e qu soava um pouco inocente, talvez até mais que a minha. Emulov tinha modos que nos eram muito desconhecidos — usava estranhos talheres para comer e falava com um jeito sibilante, como se fosse um lagarto. Seus olhos eram amendoados, levemente rasgados nas extremidades. A íris era bicolor — o olho esquerdo era da cor de avelã e o direito, azul como safiras. Parecia ser tão tímido quanto eu, ou até mais.

    Em um dado momento da nossa jornada, quando decidimos finalmente prosseguir, aconteceu o que eu mais temia.

    Tempestade de areia! Protejam-se! — Gritei.

    Contra a areia, eu era impotente. Meus poderes de druida só me permitiam controlar plantas e água. O deserto contava com muito pouco ou nada desses elementos. A nuvem de areia veio veloz até nós, e jurava ter visto o desenho de enormes cavalos na poeira.

    Cobrimos nossos olhos e nos jogamos ao chão a fim de não sermos pegos naquela mortal armadilha. Ledo engano; a areia parecia ter vida própria. A lufada de poeira nos suspendeu no ar e separou-nos em duplas. Ouvia Wind e Brand gritando por mim e Emulov inutilmente. Em momento algum fui capaz de abrir meus olhos.

    Vez ou outra sentia a mão ou os longos cabelos de Emulov passando por mim. Segurei firmemente sua mão, torcendo para que aquele pesadelo logo acabasse. Fomos impiedosamente arremessados ao solo. Quando abri meus olhos, não acreditei no que vi.

    Era Yami. Outra vez. Seu semblante era o mais sinistro que já havia visto. Seu olho estava completamente dourado e havia arabescos verdes em seu corpo, que apresentava uma parte esvoaçante, que ia da cintura em diante. Ele sorria maleficamente para mim. Emulov estava desacordado ao meu lado.

    — Yami?! — Indaguei, furioso, tentando me levantar.

    Meu corpo não respondia. Eu estava paralisado! Só conseguia mover meus olhos; vi Yami se aproximar de mim e ajoelhar-se ao meu lado. Seu sorriso era belo e simultaneamente assustador. Ele se curvou e aproximou seu rosto do meu. Ah, se eu pudesse me mexer...

    — Minha mestra não está gostando nada disso... — Ele sussurrou para mim — Como gostei de você... — Sou sorriso torna-se mais leve e ele passa a murmurrar para si — Por alguma razão, você me atrai, e é de minha natureza Djinn usar meus...Sentimentos...a meu favor... — Ele torna a falar em tom normal — Decidi avisá-lo: largue essa história e vá viver sua vida. Deixe minha mestra em paz... Ou será pior para você. Muito pior, eu te garanto.

    Ele roçou os dedos de sua mão direita em meu rosto, arranhando-me com a unha de seu dedo indicador. Em seguida, eu o vi desaparecer entre os resquícios da tempestade de areia. Pouco depois, meu corpo voltara a responder, e fui capaz de me levantar.

    — Emulov! — Gritei nos ouvidos do rapaz enquanto o sacodia — Emulov! Acorde!

    — Ai... Minha cabeça... — Resmungou Emulov — O que houve? Onde estamos?! Ireas, o seu rosto! Quem fez isso?!

    Yami... — Respondi, ajudando-o a levantar — Foi ele quem criou a tempestade de areia. Decerto já nos vigiava desde que saímos de Ankrahmun... Desde a hora em que deixamos Jack para trás. Ele devia saber de nossa inexperiência, Emulov... E decidiu nos jogar aqui para nos testar.

    Olhamos para o nosso entorno. Yami nos havia jogado para um local distante das fortalezas dos Djinns. Não estávamos mais no deserto de Darama, e sim em uma cidade, que não Darashia.

    As edificações haviam sido engolidas pela areia, e a saída daquele local estava muito longe de nós. Yami nos havia posto em cima do que eu julgava ser um antigo posto de observação. Eu conseguia ouvir os lamentos de pessoas abaixo de nossos pés. Emulov tinha o terror estampado em seu semblante.

    — Sabe onde estamos? — Indaguei vagarosamente, igualmente aterrorizado.

    Drefia... — Sussurrou Emulov, translúcido de medo — A cidade morta... Os traidores da causa Marid... Ireas...

    — Não temos escolha — Disse com seriedade — Emulov, a saída de Drefia é oposta ao mar. — Apontei para o leste com meu braço esquerdo — Dizem que, à noite, os mortos-vivos conseguem escalar todo seu caminho por debaixo da areia, atingindo a superfície. Não sou tolo, os números deles são absurdamente maiores e, sem um Paladino que possa usar as Preces a nosso favor, seria burrice ficar aqui. Na certa, morreríamos.

    — O que você está sugerindo? — Indagou-me o Feiticeiro.

    — Estou sugerindo que você pegue sua varinha, runas e o que mais você tiver à mão que não envolva magia negra... Temos que limpar o nosso caminho até a saída de Drefia!

    Continua...

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    Última edição por Iridium; 30-03-2013 às 14:39.



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