Resultados 1 a 10 de 185

Tópico: Bloodtrip

Hybrid View

Post Anterior Post Anterior   Próximo Post Próximo Post
  1. #1
    Avatar de Manteiga
    Registro
    07-05-2006
    Localização
    Porto Alegre
    Idade
    32
    Posts
    2.877
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Putz, dei uma hibernada legal e perdi três capítulos numa tacada só.

    Bom, os comentários e apontamentos que eu tinha a fazer sobre os capítulos nove e dez já foram feitos pelo pessoal, vou apenas concordar com o que eles disseram lol. Vou dedicar esse post a algumas observações gerais sobre o capítulo onze: coloquei ali no spoiler alguns apontamentos sobre a escrita, principalmente. Como é bastante coisa, preferi deixar assim para o post não ficar muito grande =P

    Spoiler: Coisinhas


    Enfim, apanhado geral do que eu disse no spoiler:
    1 - Atente mais para o tempo verbal que você está usando na narrativa. Eu sei que às vezes a gente se empolga e acabam trocando o tempo sem perceber; acontece. Mas procura revisar o texto algumas vezes e deixar os verbos no mesmo tempo!
    2 - Dá uma cuidada com os pronomes relativos. Eles são meio chatinhos e muitas vezes parece preferível tacar um "que" e deixar batido, mas "que" não serve pra tudo e às vezes as frases ficam estranhas ou com o sentido comprometido quando você usa ele ao invés de um pronome mais adequado.
    3 - Essa não é propriamente um erro, então você tá no teu direito de ignorar isso, mas pensa no que eu comentei sobre as traduções literais do inglês. De vez em quando funciona, mas quase sempre não soa legal.

    ~~

    Mas isso foi a análise técnica. Vamos ao juri artístico x)! Eu gostei bastante desse capítulo, de verdade. Foi muito bom conhecer mais sobre o passado do Crawler, e tu optou por nos mostrar isso num momento bastante fortuito da tua história, então eu diria que o capítulo caiu como uma luva. Os teus diálogos ficaram muito bons e demonstram bastante bem o teu estilo: mais rápido, dinâmico, com pouca enrolação. Neste capítulo, mais do que nos outros, tu soube usar essa tua característica muito bem, parabéns! No geral, é um dos melhores capítulos, eu diria, mesmo que não tenha tido tanta ação. Eu só fiquei um pouco confuso com os acontecimentos finais... Como tu optou por descrever pouco do que estava acontecendo, eu me senti meio perdido no vácuo ali. Vou ter que ler o final mais algumas vezes para ter certeza que eu entendi quem é o sujeito que estava segurando o criminoso, qual era o teor do diálogo deles e o que aconteceu no finalzinho.

    EDIT: Esqueci de comentar isso e lembrei depois quando estava lendo o comentário do Edge HAHAHAH mas então: sendo bem sincero, à princípio eu tinha ficado um pouquinho incomodado com as extrapolações ao "canon" do universo tibiano que tu conduz na trama, já que muitas delas nem de longe fazem sentido num mundo medieval. Entretanto, depois que eu parei pra pensar, eu me dei conta que Tibia não é medieval; é fantasia (tem relógio de pulso lá, puta merda) e depois disso eu comecei a apreciar muito mais a tua história. Agora, eu pessoalmente estou adorando isso que você está fazendo de incorporar esses elementos alheios ao medieval no universo tibiano e acho que é um lembrete para os muitos de nós (como este que te escreve) que esquecem que Tibia não é medieval. Acho que essa é justamente uma das maiores qualidades da tua história até o momento, e espero ver mais disso no futuro!

    Enfim, ótimo capítulo, veio numa hora muito boa. No aguardo dos próximos!
    Abraços!

    Publicidade:


    Jogue Tibia sem mensalidades!
    Taleon Online - Otserv apoiado pelo TibiaBR.
    https://taleon.online
    Última edição por Manteiga; 16-01-2017 às 19:27.
    Dezesseis anos depois, estamos em paz.

  2. #2
    Cavaleiro do Word Avatar de CarlosLendario
    Registro
    23-03-2012
    Localização
    São Paulo
    Posts
    2.381
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão Capítulo 12 - Estrada de Incertezas

    Spoiler: Respostas aos Comentários



    E outra vez colocando as respostas num spoiler. Parabéns aos envolvidos.




    Bom, trago-lhes mais um capítulo, e devo avisar que os próximos - 13 e 14 - já estão ficando prontos. Sim, to me adiantando demais, mas eu estou muito focado nessa história e quero finalizá-la o quanto antes. Ainda tem outra, meu carro-chefe na seção, O Mundo Perdido, que está há muito tempo parada e nem pude remasterizar os capítulos dela ainda. Deixei isso pra depois que eu terminar essa daqui.

    Por fim pessoal, pergunto a vocês: Querem mais um capítulo essa semana? Querem o capítulo 13 sendo postado antes de domingo? Digam nos comentários!



    No capítulo anterior:
    Nightcrawler lembra-se de um caso do seu passado envolvendo um sequestro e um final inesperado e chocante. Neste período, ele ainda empregava sua mente genial para um estado e alguns chefes, mas já sentia vontade de se afastar de tudo isso.



    Capítulo 12 – Estrada de Incertezas




    Suon não estava muito distante do meio do céu escuro quando Alayen saiu do Quarteirão de Comércio e foi para a Cidade Interna*.

    Ele observa a vista de cima da muralha, a frente do portão de bronze que separa as duas regiões. Então, desce as escadas e segue para o Depósito, por onde passa, visando chegar na taverna das proximidades. Provavelmente, sua intenção é se juntar a Borges, mesmo que o próprio talvez já estivesse bêbado.

    Ao chegar lá, ele nota várias pessoas nas muitas mesas do local. Ignorando-as por não ver nenhum homem grande dentre elas, ele vai ao balcão, onde o encontra com sua jaqueta negra no ombro. Há seis lugares, três da esquerda ocupados, no terceiro está Borges. Alayen se junta a ele, onde surpreendentemente percebe que o homem ainda se encontra sóbrio.

    — Ora, ora. Tá desanimado, homem? — Indaga Alayen, observando-o apenas com um copo de madeira de tamanho mediano com cerveja. O olhar de Borges era distante até notar o rapaz ao seu lado.
    — Ah... É, estou. Desde que entrei aqui pensei que esse lugar não tinha muita cerveja e veja só, não tem. Só um barril grandinho. — Responde Borges, apontando com a cabeça para um barril numa das três prateleiras atrás do balcão. Há muitos tipos de bebidas neles, mas não havia cerveja.
    — Tsc.
    — E nem é a pior coisa daqui. Já notou quem está servindo?
    — Bom, não me surpreendo. Até porque eu já vivi em Yalahar.

    Servindo uma bebida peculiar para um elfo na ponta do balcão, o ser vai até Alayen para saber o que ele queria. É incrivelmente baixinho, por isso há muitas mesas juntas atrás do balcão onde a criatura anda para que ele alcance os clientes.

    Um dworc.

    — Olá, senhor! — Começa a criaturinha com uma voz aguda, cruzando os braços — O que vai querer?

    O dworc possui uma máscara de caveira, seu cabelo é preso num osso e possui uma tanga, deixando o resto exposto.

    — Só cerveja, por enquanto. Soube que o estoque está limitado, então será mais caro?
    — Será o mesmo preço de sempre. Três moedas de ouro por copo.
    — Entendo... Você vende algo mais?
    — Vinho, hidromel, rum, vodca, uísque. Preparo algumas bebidas também.
    — Só cerveja mesmo.

    Borges estranha todo o diálogo, não achando natural de um dworc ser tão educado e direto. O mais estranho para ele é olhar para as mesas e notar outros seis dworcs servindo as pessoas, sendo estes fêmeas, usando tangas e sutiãs de madeira, além de possuírem um penteado de rabo de cavalo. São gentis e nada selvagens, também conseguem compreender a linguagem humana. Elas entram por uma porta para dentro da taverna para pegar outras bebidas e preparar as comidas.

    Um copo de cerveja cheio foi dado para Alayen, que se adianta e começa a beber. Borges fica de braços cruzados sobre o balcão, pensando. O mago espadachim parece notar certa preocupação no semblante do homem.

    — Preocupado sobre seu subordinado ou essa Irmandade já te perturbou bastante?
    — Os dois. — Disse Borges, um pouco rouco — Eu não esperava que Dartaul fizesse aquilo, tampouco que aquele sujeito lobisomem reagiria daquela maneira. Na verdade, ele provavelmente estava tão surpreso quanto a gente.
    — Pois é... Aquelas habilidades de faca são incomuns para um investigador como ele. Ele já contou algo parecido?
    — Creio que ele falava sobre treinar com facas na época que viveu com o pai. Disse também que já passou por Rookgaard e lá aprendeu a usar lanças, mas ele evita falar sobre esse lugar. Até porque quando ele veio pra Thais, ele desistiu de ser um paladino logo depois que ganhou a benção.
    — Que hilário. — Comenta Alayen, tomando um grande gole do copo — Bem, provavelmente alguma merda aconteceu quando ele esteve em Rookgaard. Isso costuma acontecer bastante. Aquela ilha é uma maluquice.
    — Bem, você já tava dando o fora de lá quando ele chegou, não é?
    — Talvez. Eu tenho vinte e sete anos. Os novatos geralmente ficam uns quatro anos lá, pelo menos foi assim comigo.
    — Dartaul saiu em dois anos de lá.

    Alayen fita-o, surpreso.

    — Mesmo que ele não tenha demorado lá, ele não se orgulha disso e não gosta de falar sobre. Até entendo, tem certas coisas que nem mesmo eu gosto de falar, mas essa de Rookgaard... Parece um tabu pra ele.
    — Cara, se isso for verdade, Dartaul é insanamente habilidoso. E mesmo sabendo disso, ele decidiu se tornar um investigador?
    — Pois é. — Disse Borges, tomando outro gole da sua bebida — Não preciso nem falar no que senti quando vi aquele imbecil tacando facas pra lá e pra cá, juntando as mãos e fazendo prece pra Deus eliminar o mal.
    — Acha que ele continuará lutando contra a Irmandade mesmo depois daquilo?
    — Tenho certeza. Depois que aquele moleque puxa uma arma, usa e acerta, ele começa a ficar bem irritante, falando coisas sobre justiça e bondade. Quero ver se o mascaradinho vai aguentar a chatice dele.
    — Todo paladino que se preze fala sobre justiça e bondade. E falando sobre o Nightcrawler — Levanta o braço e vê seu relógio, notando que já são dez horas da noite — Vamos voltar. Outro dia o estoque de cerveja daqui vai estar cheio e aí sim você fode a sua conta bancária.
    — Pode crer. — Disse Borges, dando uma risada e terminando de beber seu copo. Ele coloca vinte e quatro moedas de ouro sobre a mesa, enquanto Alayen coloca apenas três moedas e termina seu copo, deixando-o sobre a mesa e acompanhando o investigador até seu destino.


    ~*~


    Thais. Uma casa no sudeste da cidade está sobre a vigia de dois soldados do lado de fora, e outros três dentro dela, jogando cartas na sala. Num dos quartos, está Trevor, com uma túnica verde comum e lendo um livro. Está cheio de bandagens nos braços e nas mãos, assim como no rosto, parte dela por cima de seus cabelos negros e baixos, mas muitos locais estão melhores e logo ele estará pronto para a ação de novo.

    Alguém se aproxima da casa. Usa uma armadura semelhante a dos guardas thaianos, mas possui uma faixa vermelha no braço direito com quatro estrelas de bronze: É um general. Os soldados o saúdam com uma reverência e deixam que ele entre na casa. Ele dispensa saudações dos outros homens na sala e dirige-se rapidamente para o quarto onde está Trevor.

    Ao chegar lá, o rapaz rapidamente nota sua aproximação, apesar de estar concentrado no livro. Ele não saúda seu superior, pois o próprio mostra em seu olhar que não deseja isso.

    — Trevor Van Aknimathas. Tenente de Guarda, um dos principais guerreiros da 1º Guarnição Thaiana. Estou certo?
    — Sim, senhor. — Responde o tenente, com uma voz um pouco rouca, porém, forte.
    — Estou admirado com o seu serviço aos nossos cidadãos e seu compromisso com Sua Majestade, o Rei Tibianus II. Enfrentou seis membros da famigerada Irmandade do Caminho de Sangue sozinho para proteger os cidadãos e seus próprios companheiros, quase morreu no processo, mas está aí, inteiro, vivo e reforçando seu conhecimento. É raro ver soldados gastando seu tempo lendo livros.
    — Ah... É um que eu gosto bastante. Conta sobre a guerra entre os Macacos de Banuta e os Baixos Lagartos** de Chor. Certamente o senhor gostaria de ler.
    — Dispenso. Hoje vim pessoalmente lhe comunicar que você agora é um Capitão de Guarda, pulando um cargo anterior a este, de Sargento. Preciso de você para uma missão importante e esse cargo requer este posto. E, é claro, é o que você merece pelo seu admirável serviço.

    Trevor, antes com uma cara levemente desanimada, agora parece mais animado. Ele sorri com a notícia e fecha o livro, colocando-o ao seu lado.

    — Muito obrigado, Sr. Bloodblade.
    — Me chame de Harkath deste dia em diante, Trevor. Serei rápido quanto a sua missão.


    ~*~


    Alayen, Borges, Dartaul e Nightcrawler se encontram no Arsenal dos Ratos, na sala das celas especiais, mesmo lugar onde pegaram os armamentos para enfrentar Canino. Eles observam Aika, que permanece dormindo desde que chegou.

    — Afinal, o que vai acontecer com ela? — Questiona Borges, olhando com certo desinteresse para a jaula.
    — A manterei presa por um mês. Durante esse período eu vou observar o que ela vai fazer. Vocês podem ajudar, também.
    — Vai ficar entocado por um mês? — Indaga Alayen, cruzando os braços.
    — Lógico que não. Conversarei com alguns contatos e prepararei minha própria defesa em Yalahar. Preciso aproveitar enquanto a cidade está livre deles, pois não há como chegarem rapidamente aqui. Também irei pesquisar sobre algumas coisas que apareceram no nosso caminho durante esse período, como o que podem fazer nos locais onde eles cometeram seus massacres e principalmente o que o pulsante fará com a garota. — Disse Nightcrawler, suspirando. — Bem, vou resolver umas coisas aqui dentro, lembrem-se que os quartos estão lá no terceiro andar. Escolham o que quiserem, botem umas plaquinhas com seus nomes na porta e durmam.

    Nightcrawler vira-se e vai embora até a porta que leva a sala dos documentos, onde está o elevador, desaparecendo rapidamente. O trio fica de novo ali, sozinho.

    — Vou lá também. Usarei as escadas, então, até mais. — Disse Alayen, dirigindo-se as escadarias e subindo-as rapidamente.

    Borges observa Dartaul. O rapaz parece distante olhando para a garota dentro da cela, com um olhar relativamente triste. Parece mais calmo do que antes, quando lutou contra Canino.

    — Dartaul...
    — Sim?

    Borges fica em silencio por alguns instantes. Então, cruza os braços e faz uma careta.

    — Mas que porra foi aquela que você fez lá atrás? Enfrentar um membro de uma seita poderosa daquele jeito, sozinho? Estava sobre o efeito de alguma droga? Além disso, você próprio não falou pra mim que não faria mais essas coisas?

    Dartaul fica cabisbaixo. Seu olhar mostra que ele não sabe como responder.

    — Não adianta ficar tristinho não! Está traindo seus princípios? Quebrando o que prometeu a sua mãe?

    Dartaul permanece do mesmo jeito por alguns instantes. Entretanto, não por muito tempo. Quando ele levanta sua cabeça novamente, seu olhar é sério e sombrio.

    — Estou. — Sibila Dartaul, fitando friamente os olhos de Borges — E eu não darei a mínima pro que você falar.

    Borges para por alguns instantes, um tanto assustado com a reação do rapaz. Entretanto, ele volta a si, acertando um tapa no rosto do jovem. Ele leva a mão ao rosto, devido a dor.

    — E eu não darei a mínima se você se fuder depois. Mas antes disso, eu vou te parar, te dar quantos tapas for preciso e te acordar pra realidade e pro que você decidiu seguir pouco depois de entrar na Guarnição. Não desista, Dartaul. Estamos só começando, não é hora de agir feito um herói. Seja o Dartaul de sempre, certo?

    Dartaul abaixa a mão e seu olhar fica triste novamente. Entretanto, ele concorda com a cabeça, apesar de tudo.

    — Agora, vamos lá. Soube pelo Alayen que tem uma cozinha no segundo andar. Vamos ver o que tem de bom?
    — Claro. Espero que tenha umas carnes boas lá.
    — É! Espero que tenha mesmo, vou fazer um belo cozido à lá Suzano!

    Dartaul ri e eles sobem as escadas. A terceira plataforma os levaria para uma outra escada para o andar de entrada, onde há uma prisão. Este é o ponto de partida para os andares de cima, e é onde Alayen está.

    Subindo as escadas, ele passa perto da luz e nota algo na sua mão esquerda. Algumas pequenas bolhas vermelhas, parecidas com sangue, parecem estourar uma a uma em seu indicador. Rapidamente elas somem no ar, deixando um rastro parecido com pó, e todos aqueles sinais vermelhos em suas mãos desaparecem também. O mago olha com estranheza para aquilo, enquanto uma dúvida martela sua mente.

    O que um pulsante faz?




    Próximo: Capítulo 13 – Uma Estranha na Casa


    Notas:

    * Tradução livre para Inner City.
    ** Tradução livre para Low Lizards.
    Última edição por CarlosLendario; 20-01-2017 às 17:42.



    ◉ ~~ ◉ ~ Extensão ~ ◉ ~ Life Thread ~ ◉ ~ YouTube ~ ◉ ~ Bloodtrip ~ ◉ ~ Bloodoath ~ ◉ ~~ ◉



Permissões de Postagem

  • Você não pode iniciar novos tópicos
  • Você não pode enviar respostas
  • Você não pode enviar anexos
  • Você não pode editar suas mensagens
  •