Diga aí Botas, obrigado pelo comentário e pelos elogios.
Certamente virá uma briga daquelas por aí, a história está caminhando a passos lentos (eu diria rápidos, mas tanto faz) pra isso e também para o presente. Eu já tenho sentindo a necessidade de avançar logo as coisas, pois acabei fazendo o capítulo mais longo da história meio que sem querer. Mas acredito que no final tudo estará devidamente explicado e assim poderei avançar para o final de Bloodtrip.
E sim, ele é muito importante pra história, mais do que você imagina. Por isso parei para descrever direitinho a origem de tudo.
Obrigado pelo comentário mais uma vez, tava pensando que ia fazer double post. Agradeço a presença constante e espero que minha história continue te ajudando a continuar escrevendo!
Muito bem, vamos continuando com o passado de Senzo. No próximo capítulo já chegaremos no ponto crítico da história. Fiquem ligados!
No capítulo anterior:
Senzo descobre como evoluir o Nancore e começa a produzir algo diferente: O Akonancore. Mas isso acaba o deixando com uma forte febre, e para se curar, ele se aproveita da visita de Nuito para que um de seus amigos que não o conhecia direito lhe trazer o que ele acredita ser a cura: O próprio Akonancore.
Capítulo 31 – Resmonogatari
Parte 5
Dor.
Que dor.
Que dor lancinante.
Sinto centenas de facadas no meu estômago. Tenho a sensação que algo deseja sair. Um pequeno monstro. Ele irá rasgar minha barriga e sair triunfante coberto pelo meu sangue e tripas, e gritará o canto dos livres.
Mas não irei deixar que isso aconteça. Pois tem alguém assistindo. Alguém com olhos prateados e linhas com bolas vermelhas na ponta, de formato perfeito, todas onde acredito ser o seu rosto. Não sei o que é. Talvez seja um demônio. Talvez seja um deus.
Ele duvida de mim. Acha que irei morrer, vítima da minha própria criação, como um alquimista estúpido e irresponsável. Pois eu tenho uma mensagem para você.
Me assista.
~*~
O ano é 341. Já fazem dez anos desde o fatídico dia onde foi criado o Akonancore.
Senzo está recluso num vilarejo ao nordeste de Darashia. Ele se destaca devido a uma torre que serve de farol. O local é um porto que recebe gente de fora, mas frequentemente sofre ataques de minotauros piratas. Parece até piada. Touros marinheiros.
O local é levemente gramíneo e recebe estações generosas de chuvas e belas safras das mais variadas frutas e legumes que se desenvolvem em ambientes complicados como esse. É possível criar cabras e galinhas, e desenvolver certo foco pecuário. Tudo é vendido para comerciantes de navios vindos do continente principal, de Ankrahmun e também vai para caravanas com destino a Darashia. Enquanto aquele lugar desenvolve coisas básicas como essas, Darashia cria os mais variados tapetes e joias, e seu foco em tapeçaria o destaca, mesmo com o poderoso oponente ao sul.
Essa indústria funciona normalmente todos os anos, e mesmo quando o alquimista louco veio para aquelas bandas, nada mudou.
Isso porque ele está sendo caçado por crimes hediondos.
Senzo está recluso em uma casa que ele mesmo criou, nos ermos daquela região, próximo do mar. Sua esposa vive normalmente na casa, embora sinta saudades da pirâmide que possuíam em Ankrahmun. Apesar dela ter descoberto como ele criou aquela evolução do Nancore, ela simplesmente olhou no fundo dos seus olhos e disse a frase mais sincera que Senzo ouvira em sua vida.
— Tudo bem. Não vou te abandonar, pois meus votos de casamento foram os mais sinceros desse mundo. E me envergonharia em trai-los.
Senzo, enquanto está no pequeno laboratório que construiu embaixo da casa, salvo do calor por um dispositivo reprodutor de frio que criou, pensa nessa frase pela milésima vez após ter escutado ela oito anos atrás.
Ela é realmente muito boa pra mim. Nem parece que existe.
Ele se lembra dos muitos eventos desse período em que fugiu de Ankrahmun e ficou um tempo em Yalahar de novo. Nuito foi atrás dele há seis anos atrás, pois descobriu também sobre como o Akonancore é feito. Rapidamente o assunto virou rumor dentro de Yalahar, e era questão de tempo até ir para toda a sociedade mágica e inventora de Tibia. Ainda assim, o que causa mais choque é o fato de Senzo ter criado um item que cria outros itens, e não dele estar usando sangue humano para enriquecê-lo e desenvolver vida.
Os rumores sobre o Akonancore eram exagerados, como de costume. Diziam que ele criava inúmeros dragões para segui-lo e os destruía sempre que quisesse. Que ele criava os melhores equipamentos que existem em Tibia para enfrentar quem ousasse ameaçá-lo. Que ele podia criar asteroides e jogá-los em cima de exércitos para poder escapar.
Mas, de fato, Senzo já criou um dragão com o Akonancore. Assim como ressuscitou os dois ladrões que acabou matando depois que Miraya o descobriu. E os transformou em seus lacaios para conseguir os itens para a criação do Nancore em massa.
Senzo planejou muitas coisas. Queria mostrar sua criação para o mundo. Desenvolver o Akonancore de forma que não precisasse roubar sangue inocente. Naquela altura, ele já ganhou a fama de ghoul. E não falava mais com seus amigos há um bom tempo. Vive apenas com Miraya, sério e concentrado em seus objetivos, tentando fazer o Akonancore não depender de sangue e criar uma evolução útil pro Nancore.
Mas depois de tantas falhas, ele só pôde olhar para o caixote feito de porcelana combinado com alumínio na parede, com várias entradas finas na frente, por onde um ar frio sai, gerado a partir de um bloco de gelo que sempre se recria de novo. Um gelo com uma alma real presa dentro dele, gerada a partir do Akonancore. Pensa que foi uma invenção criativa e útil.
— Será que eu posso vender isso? — Sussurra para si mesmo, pensando. Nem mesmo deu um nome para aquilo. Só usa para resistir ao calor infernal do subterrâneo de Darashia.
Em meio a devaneios, nem mesmo notou que Miraya desceu para seu laboratório com uma bandeja de chá gelado. E que ela está agora na sua frente, servindo em copos para ele e para ela.
— Miraya... Nem reparei em você.
— Está no mundo da lua mesmo. Como esperado de um alquimista.
Senzo sente-se culpado, quase sentindo dores na barriga.
— Me desculpe por te arrastar por aí. Não te dei a vida que lhe prometi e ainda te dei o status de procurada. Sou um péssimo homem, um covarde. Correndo, fugindo, fazendo coisas erradas aqui e ali. Sinto-me muito mal por isso, de verdade. Comparado ao tanto que você me apoia e me ajuda, eu deveria ser capaz de fazer algo melhor por você, mas nem mesmo isso eu consigo fazer. Sou uma falha.
Miraya escuta-o enquanto bebe o chá. Deixa-o entre suas mãos e fita Senzo, despreocupada.
— Ah, Senzo. Por isso eu me casei com você. É uma pessoa que não importa quanto tempo passe, continua sempre a mesma.
O homem a encara com surpresa no olhar.
— Eu nunca busquei vantagens ao me casar contigo, seu palmito ambulante. Tudo que eu sempre quis é viver ao seu lado, não importa aonde ou como. Tampouco importa os fardos que eu tiver que segurar, nem os altos e baixos. Desde que eu esteja contigo, até o inferno será um paraíso.
Miraya aproxima-se de Senzo, passando por sua mesa. Ela põe seu copo nela, bem como o de Senzo, e senta em seu colo, abraçando-o.
— Tudo isso pois eu me apaixonei pela pessoa que está aí, dentro de você. Sua alma, sua personalidade, seu caráter. Não importa se você estiver matando ou salvando, você sempre será o mesmo esquisitão da academia que inventou o autômato mais lindo que eu já vi.
Senzo quase sente lágrimas chegarem aos seus olhos. Nem mesmo sua mãe fora tão amorosa.
Na verdade, ele nem se lembra mais do rosto de seus pais, tampouco de sua irmã. Nem dos amigos que tinha antes de entrar no Centro das Almas de Ferro. Para ele, tudo que restou foi Miraya.
Apenas Miraya.
Mas então, ele lembra-se do homem que o inspirou a ser como ele é. Ele se chama Nuito, e ele ainda está em Porto Esperança, lançando as mais variadas pesquisas e artigos sobre Tiquanda, estudando sobre Chor, Banuta e até sobre os misteriosos dworcs. Dizem que ele já até montou um Terror Bird.
Enquanto isso, Senzo criou a ferramenta que provavelmente Uman possui em seu trono, junto de Fardos, mas ela foi exposta ao mundo da forma mais incorreta possível, tornando Senzo como numa espécie de Ferumbras. Ele pode até pensar que ultrapassou seu amigo, mas ele está vivendo melhor do que ele.
Ou não. Afinal, ele não tinha alguém como Miraya ao seu lado. No entanto, isso realmente supera receber todos os prestígios de pesquisadores, exploradores e até governantes do mundo todo?
Miraya solta-o e fica encarando por algum tempo, com um sorriso no rosto, segurando seus ombros. Seus olhos esverdeados pareciam vidrados e apaixonados pelo rosto do alquimista, e seu corpo manifesta uma respiração forte, de alguém que está de frente com a coisa que mais ama.
Parece que a sua pergunta está respondida.
~*~
342 anos depois da vitória de Uman. Noite de primavera.
Miraya está deitada em sua cama, soando, respirando forte, contorcendo-se. Senzo está sentado ao seu lado, parecendo se arrepender de sua decisão. Dentes cerrados, olhos focados no pote que está em suas mãos. No fundo, há uma pequena quantidade de um líquido avermelhado, escurecido no centro. É possível ver desenhos de veias humanas nele.
Senzo está profundamente arrependido. E com razão.
~*~
Ainda em 342, Senzo concentra-se com a energia emanada do Akonancore, transformando-o aos poucos em dardos finos e afiados. Ele os dispara contra um alvo vinte metros a frente.
Miraya faz o mesmo. Ambos acertam quase toda a área próxima do centro do alvo. Eles sorriem um para o outro.
Agora, eles geram mais desse Akonancore a partir do nada e dão a ele a forma de lanças afiadas. Há runas inscritas nelas. Ao acertar o alvo, ela explode, liberando espaço para continuar o treino. Entretanto, isso suja o chão de sangue.
Isso porque os alvos são minotauros que eles capturaram no solstício de verão.
~*~
Nuito está reunido com Ember e um grande grupo de exploradores de Tiquanda na taverna na região norte de Porto Esperança. É noite, todos estão bebendo, mas com certa tensão devido ao assunto da vez.
— É possível que Edron decida agir sobre Darashia. E se for o caso...
— Com certeza haverá guerra. — Disse Stevan, seguindo o raciocínio da maioria dos exploradores. — Se Venore decidir apoiar Edron, Thais vai acabar botando os olhos nessa guerra. Vai envolver Porto Esperança, também.
— Isso é exagero! Por que Thais se envolveria nesse assunto? — Pergunta um dos exploradores, tenso.
— Tem coisa envolvida que é de interesse dos thaianos, Braghen. O que Senzo criou pode mudar Tibia radicalmente. — Disse outro explorador.
— E os thaianos vão realmente guerrear com Venore pra por as mãos no Akonancore?
— E você acha que não?
— Pois eu acho que Carlin vai se envolver nessa merda e aí que vai explodir tudo. Uma guerra mundial! Já pensou?
— Só terão a perder! Como se Carlin e Thais tivessem navios rápidos e fortes como os de Venore! Vai ficar entre Venore e Edron pela hegemonia do mar local e das relações com Darashia! Eles fabricam as melhores riquezas de Tibia!
Todos os exploradores discutem acalorados a situação atual. Mas parece que Nuito está bem distante dessa atmosfera.
Ele está no balcão da taverna, onde apenas Ember e um caçador estão sentados com ele. Nuito não consegue entrar na conversa simplesmente por estarem discutindo sobre o seu melhor amigo. Ele mal pode dizer se Senzo de fato é seu amigo ou não, já que faz anos desde uma péssima discussão que tiveram – e foi a última, também. Eles não se falaram mais, e Senzo parece ter se escondido em algum lugar de Darashia, embora os habitantes da cidade digam que não viram ninguém parecido com ele por lá. Então, não há como contatá-lo.
Faz cinco anos desde que o Akonancore foi revelado para o mundo. Senzo já era chamado de “O Neto de Ferumbras” em Yalahar e em Edron, principais núcleos de magia de Tibia. No continente principal, Thais e Venore expressam um interesse disfarçado no que Senzo criou. Embora ele use sangue humano, poucos comentam a respeito disso.
É quase como se todos pensassem como Senzo.
— Nuito.
Ember acorda-o de seus devaneios. Ele vira-se para trás e nota na elfa fitando-o.
Olhar para ela não parecia mais a mesma coisa que antes.
Ela está sempre usando regatas e blusas finas quando não está na selva. Seu cabelo cresceu de novo, está preso numa caprichada trança, e ela não usa mais a trança para tirar a atenção dos eventuais decotes que ela usa. Ela também está usando uma tiara florida, feita de algum material leve que lembra porcelana. Entretanto, aquilo não parece ser o maior destaque.
Ember está usando saia. Uma saia florida.
Por mais que elas não sejam pequenas, é realmente estranho alguém como ela usar esse tipo de peça de roupa. Mais que isso, ela sempre usa roupas finas e soltas quando está próxima de Nuito, e sempre o olha fundo nos olhos, não escondendo nada de seu corpo com os braços. É quase como se ela estivesse gritando por dentro “Ande, rasgue tudo isso de uma vez, estou cansada de dar sinais!” ou algo assim. Obviamente é um pensamento indecente, mas não há como não pensar nisso. Além disso, ela praticamente não mudou nada desde quando ele tinha 15 anos. Elfos demoram muito a envelhecer.
Nuito tem dado muita atenção as suas pesquisas, mas talvez ele devesse dar uma chance para coisas assim, como Senzo fez há mais de dez anos. Mas, como previu, não é sobre isso que Ember quer falar.
— Sim?
— Esse papo todo sobre o Senzo te aborrece bastante, não é? Pode falar.
— Bem...
Nuito olha para os dezessete exploradores reunidos em duas mesas de madeira, conversando ativamente sobre Senzo e sua criação.
— Incomoda mesmo, mas o que posso fazer? A culpa é dele, afinal de contas.
— A culpa provavelmente não é dele.
— E de quem seria?
— Sua.
Nuito sente um calafrio correr pelo seu corpo.
— Nuito, você sempre incentivou o Senzo a ir longe e eu sempre achei isso errado. Ele tem potencial para fazer maravilhas, assim como tem o potencial de fazer catástrofes. É a balança da vida, como diria os arcanistas de Ab’Dendriel. Se ele está escondido em Darashia, fazendo sabe-se lá o quê com o Akonancore, e ainda por cima envolvendo Miraya nesses experimentos, a culpa não é só dele.
— Isso não tem nada a ver, Ember. Senzo sempre teve essas ideias, o que eu fiz foi encorajá-lo, como um bom amigo faria. Mesmo sem saber o que ele realmente queria fazer.
— E não acha isso um erro terrível? Se sabia que Senzo podia causar essas coisas, por que nunca reconsiderou sobre apoiá-lo?
— Quem faz as escolhas é ele, não eu!
— Acorde, Nuito! Senzo era um rapaz solitário que mesmo tendo amigos, nenhum deles o compreendeu, apenas você! Pois ele sempre te admirou! E nunca foi difícil notar isso, mesmo com Miraya me dizendo!
Miraya e Ember eram amigas próximas. Talvez por isso que Ember está dando essa bronca nele.
— Eu não entendo. Ele me pedia opiniões, eu as dava. Ele queria fazer algo bom, um projeto interessante, e eu o ajudava, pois eu era o melhor amigo dele! O que fiz de errado?
— E se ele tivesse a ideia de engolir o Nancore, mesmo correndo o risco de morrer, mas falando que as probabilidades disso acontecer eram nulas, você o apoiaria mesmo assim?
— Mas o que é isso que você tá me dizendo, Ember?
— Eu estou seguindo a porra do seu raciocínio!
Nuito já está notavelmente irritado.
— Vai pra casa, Ember. Já estou farto desse assunto.
Ember pensa em responder, mas vê que aquilo não iria mudar nada. Já estava feito. E se tinha algo que a longevidade élfica lhe deu, é não criticar alguém por erros do passado. Afinal, é o passado.
— Que seja. Mas se um dia você decidir ir atrás dele, não irei te ajudar. Sabe bem do que fez.
A elfa sai do banco e vai a passos largos para fora do estabelecimento. Nuito respira fundo e vai até os exploradores pra tentar mudar o assunto.
— Eu conheci o cara, mas ele não era muito gentil, era meio estranho, na verdade. — Disse Stevan, lembrando-se de quando interagia com Senzo, dez anos atrás. Nuito lembra-se bem disso.
— Ele já quis seu sangue ou algo assim? Tinha a aparência de um ghoul, ou de um vampiro? — Questiona um dos exploradores, curioso.
— Tinha mais a aparência de um vampiro. Mas tinha uma esposa linda. O problema é que quando eu o conheci, ele já era envolvido com o Akonancore.
— É? Viu ele fazendo algo estranho?
— Vi. Uma vez ele me mandou pegar um pote com um negócio vermelho esquisito no laboratório dele. Ele disse que era remédio, mas tinha mais cara de... Akonancore.
— Espera. — Disse Nuito, chamando a atenção de todos. — Você deu Akonancore pra ele beber?
— Ele me pediu, ué. Virou tudo de uma vez, mas isso o salvou de uma febre. Não se lembra que quando o conheci, ele estava de cama?
Nuito sente seu coração bater mais rápido e o sangue ferver com força, avançando pelas suas veias como cavalos furiosos na chuva. Senzo já o disse no passado que beber aquilo era ficar a um fio da morte. Mas que o fez se tornar justamente o que ele era agora. Ele tinha o poder da criação na palma das mãos, e essa foi a principal razão deles terem brigado. Agora, ele sabe quem começou tudo, e quem foi o responsável por afastá-los.
Não foi ele, tampouco Senzo. Foi seu próprio amigo.
Nuito pula em cima da mesa e salta pro outro lado apenas pra pegar Stevan pela gola da camisa e levantá-lo.
— E VOCÊ ACEITOU?
— Ei, Nuito! — Protesta um dos exploradores. Mas ele não dá ouvidos. Stevan parece bem assustado, como os outros.
— Espera aí, cara! Eu não sabia que o Akonancore era aquilo! Nem você sabia da existência daquela merda, não é?
Nuito solta-o, mas soca seu rosto logo em seguida. Os exploradores se levantam rápido e o afastam de Stevan, mas ele não resiste. Ele simplesmente dá as costas para todos e vai até a saída, sobre o silêncio e olhar dos seus amigos e parceiros de exploração.
Antes de sair, ele olha para Stevan, que se levantou e agora passa a mão pela boca, onde levou o soco.
— Espero que esteja feliz. Você condenou o meu amigo.
Ele fecha a porta de madeira com um estrondo. Sem opções, se dirige até a sua casa.
Sabe que a hora de abrir aquele quarto chegou.
Próximo: Capítulo 31 – Resmonogatari VI
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