Saudações, senhores!
Pois é, acabou a primeira fase do Torneio... E eu caí. Uma pena, não consegui fazer um texto tão bom quanto achei que faria. Entretanto, nada de lamentos! Bem, agora que não tenho que me preocupar com prazos, eis que lhes presenteio com a volta de Ireas ao cenário da Seção!
Mas, antes, umas respostas caem muito bem...
Spoiler: Respostas aos Comentários
Sem mais delongas, ao Capítulo de Hoje...
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Capítulo 15 - Os Renegados: O Chamado do Mar (Parte 3)
... Pela Igualdade... Liberdade... Fraternidade...
(Narrado por Liive, o Bárbaro do Inferno)
Jack estava exultante; há poucos dias atrás, recebera a honra de ser o capitão de um dos navios da armada de Sírio. Eu estava muito feliz por ele, não só por ser um Thaiano que buscava justiça para um povo escravo, mas também pelo fato de ser uma chance de eu me redimir.
Nesses dias, escrevi a Sven, a Silfind e a Ireas, pois o Paladino me havia contado de sua última conversa com o Druida Norsir. É claro que eu estava preocupado — afinal, minhas últimas ações só trouxeram desgosto ao rapaz. Ainda assim, Ireas é um rapaz cuja amizade eu estimo, e não posso deixar de me preocupar com ele.
Eu, contudo, mantinha-me quieto, soturno, reflexivo... Frustrado. Como pude ser manipulado por meses a fio?! Como pude ser enganado dessa forma?! Aquela mulher... Seja lá o que for, seus poderes são grandes demais para serem conferidos a um mero mortal. Não... Ela não é humana. Esquecimento Eterno é qualquer outra coisa, menos humana...
Passos; ouvia o bater de solas de couro no chão duro de pedra no qual me sentava. A fogueira estava quase se apagando; ao me virar, deparo-me com Sírio Snow — ele parecia ter algo para mim.
— Saudações. — Falei, um pouco ríspido.
— Norsir... — Começou Sírio, sério — Confesso que, assim como Wind, eu tenho minhas desavenças com você, e pelo mesmo motivo: Ireas. Sabe, ele foi a primeira pessoa com quem falei depois de ter saído de Rookgaard, e muito eu ouvi a respeito dele por Cipfried e Asralius, que criaram o Druida como se fosse familiar deles. — Ele se recostou na parede de pedra, com seu olhar sério sobre mim — Não sei ao certo se confio em você, mas sei que sua ajuda é necessária. Assim como eu, você também foi vítima dos governantes do Grande Continente, com o diferencial de estar sob o governo de um jarl que é títere de uma Rainha...
Títere, marionete, juguete, peão... Não importava o nome, pois Sírio estava certo — Sven estava longe de ser autônomo. Eloise o comandava, e nós concordávamos com isso! A que ponto havíamos chegado?! Estávamos mansos, dóceis... Carlianos. Aquele manifesto me fazia enxergar isso cada vez mais.
— Está me ouvindo, Liive? — A voz do Sotero-libertino trouxe-me de volta àquele local, fazendo-me sair de meu transe.
— Estou... — Menti, meneando lentamente a cabeça.
— Como eu dizia... — Pigarreou o Vandurano, com um meio-sorriso — Eu te darei não só uma incumbência, mas duas: a você, Liive, será dado não apenas o Rei-Feiticeiro de Calassa, um dos mais velozes navios de minha frota, como também o posto de Segundo em Comando da Resistência! Então... Aceita?
Eu estava surpreso; logo eu, uma pessoa em quem Sírio certamente não confiaria? Realmente, o mundo dá voltas... Eu sorri um sorriso malandro para ele.
— Jamais recusaria. — Repliquei, levantando-me do chão de pedra. — Algo mais?
— Amanhã começaremos a operação. — Disse Sírio; arregalei meus olhos naquele momento — Você, como Segundo em comando, deverá avisar a todos e certificar-se de que estarão todos em posição. Sugiro que já tome o leme de seu navio, Capitão Liive, pois amanhã será um longo dia.
— Ótimo! — Rugi alegremente, pois a batalha estava próxima. — Avisá-los-ei imediatamente!
O navio era lindo: sete côvados de altura por vinte de comprimento. A madeira era escura (supunha ser de mogno ou ébano), e o formato do navio era esguio, que logo o fazia se destacar dos demais. Seu casco não era muito fundo, mas era amplo, e o convés duplo e as velas triplas eram de tirar o fôlego de tão majestosos. O navio era lindo — e estava novo em folha. Lambi meus beiços, pois mal podia esperar para lavar aquele deque duplo com o sangue dos Thaianos opressores.
Subi no barco sob os olhares de Sírio, desancorei-o e logo pus-me a realizar minha tarefa; a noite era escura e sem estrelas, e tudo estava a nosso favor. Fiz soar a sineta no parapeito da proa, fazendo despertar aqueles rufiões sedentos por batalha... E por sua liberdade.
O dia logo amanheceria, e não tínhamos tempo a perder. A Revolução tinha que começar...
***
(Narrado por Ireas Keras)
Enfim, chegáramos à cidade. Não aguentava mais aquela caminhada extenuante sob o sol do deserto; ainda que o clima estivesse seco e quente ( como de costume), ao menos ele ficava mais ameno na cidade de Ankrahmun.
— Aleluia! — Falei, deixando-me apoiar nas paredes de uma pirâmide, deslizando até sentar no chão de mármore — Nunca estive tão cansado... — Soltei um triste suspiro — Espero que Wind esteja bem...
— Eu também... — Replicou Emulov, sentando-se na base da pirâmide oposta — Por muito pouco, não saímos vivos daquele local...
Cerrei meus olhos, buscando um descanso. O que ocorreu em seguida foi rápido demais para acompanhar — de repente, senti um par de braços fortes levantar-me do chão, deixando-me no ar por muito tempo; em seguida, um beijo me fora roubado. E eu conhecia bem aqueles lábios.
— Wind! — Exclamei, abrindo meus olhos de imediato — Você está vivo! — Olhei para os aldos, certificando-me que não havia testemunhas além de Emulov. Enganei-me: Brand também estava lá.
— Olha só quem achamos! — Disse Brand em um tom alegre — É bom ver que os dois voltaram sãos e salvos! — Ele então se vira para mim e Wind, com um semblante mais sério — Sejam mais discretos... Nem todos aceitam tão bem a relação de vocês.
— Bem, serei direto... — Falou Emulov, tímido e gaguejando levemente — A tempestade nos levou à Drefia, a qual atravessamos a muito custo, lutando contra hordas e hordas de mortos-vivos; depois, fomos até Ashta' Daramai... Para a qual estamos cumprindo missões.
— Entendo... — Disse Wind, um pouco decepcionado, soltando-me e se afastando um pouco de mim — Então, vão ajudar Gabel... Certo. Vou mostrar a entrada dos fundos para vocês, mas que fique bem claro: vocês não souberam por mim da entrada. — Ele então sorri, e pisca para mim.
— Ah, encontramos algo em Ashta' Daramai! — Exclamou Brand, entregando-me um tomo de capa rubra — Era de sua mãe, Ireas, e contém informações valiosas sobre ela. Ao todo, são Nove, e estão espalhados por Tibia; esse é o primeiro do acervo, e acho bom que leia: a pista para o próximo Tomo deve estar contida nessas páginas.
Peguei o livro com surpresa, ódio e curiosidade simultaneamente. Que segredos aquele Tomo guardava? Quem era Esquecimento Eterno realmente?
Continua...
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Meio pequeno, um pouco parado, mas tá valendo!
Vamos que vamos, que as brigas vão começar, e com tudo!
Comentem! Adoro o feedback de vcs!
Até o próximo!
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