Eeita que a coisa ficou feia! hahaha
Belo capítulo, gostei dos detalhes das lutas, em alguns momentos vi a cena passar pela minha cabeça enquanto lia. Vc tem talento!
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Eeita que a coisa ficou feia! hahaha
Belo capítulo, gostei dos detalhes das lutas, em alguns momentos vi a cena passar pela minha cabeça enquanto lia. Vc tem talento!
ja cheguei na parte que o dan e os outros vao para main to chegando perto dos ultimos capitulos eu chego la :D
E ai, Dantio. Estou de volta a sua história.
De ontem até hoje eu li desde o cap 5 do livro três até esse atual, e digo que tinha esquecido o excelente modo que você escreve a sua história, e o que fez tantos gostarem dela, e ainda por cima, fazer ela chegar as 117 caralhudas páginas. Lembro que foi sua história que me fez querer criar a minha e me fez entrar pra esse chatinho, porém, interessante mundo da literatura. Então, nada mais justo eu apoiar o titio que mantém a sua história a quase 4 anos, não?
Gostei bastante dos capítulos até agora, várias revelações e coisas bastante interessantes vem acontecendo. Achei legal o modo de como você conseguiu dar vida a personagens do Tibia que ninguém liga e como você descreve eventos passados, esse deve ser um dos pontos mais fortes da sua história. Espero que voltar a ler ela me ajude a escrever um pouco melhor(Já que não to tentando tirar a ferrugem da minha escrita por falta de vontade).
Agora, volte a ler a minha história. Nada mais justo, considerando que a minha nem leitor fiel tem mais.(Nem leitor)
Olá galera!
Desculpa pela demora! Tive uma viagem de férias no meio do caminho...
Fiquei esperando mais comentários aí acabei me enrolado!
Deixo aqui o meu muito obrigado a vocês quatro que comentaram (Arckyus, Lipe Tenebroso, CarlosLendario e Lucifer), as respostas aos comentários seguem abaixo!
Espero que vocês gostem desse capítulo!
Spoiler: Respostas aos comentários
Capítulo 6 — Amigos ou Inimigos?
Horas antes, no Castelo Real de Thais:
— Notícias sobre o nosso pequeno aventureiro? — perguntou o Revolucionário em seu trono.
— Como nós suspeitávamos, eles não voltaram para Carlin — respondeu Harsky. — O lenhador foi até Northport procurar informações e descobriu que eles foram vistos zarpando para Venore. Parece que eles conseguiram o apoio dos piratas rebeldes. Mas não se preocupe senhor, os corsários já foram enviados para encontrar e destruir todas as embarcações.
— Muito bem — respondeu o Revolucionário um pouco incomodado. — Mas por via das dúvidas, use a bola de cristal e avise ao Victious. Se aquele garoto conseguir chegar a Venore, eu o quero morto imediatamente.
— Senhor... — Harsky hesitou. — Falando nisso... Na última vez que falei com Victious, ele disse que alguns rebeldes podem ter sobrevivido... Entre eles Izan e Stutch... Embora escondidos, os tradicionalistas ainda resistem...
— Os tradicionalistas não serão um problema! Nós temos o nosso infiltrado! — O Revolucionário sorriu. — Avise ao nosso homem que se os rebeldes encontrarem o garoto antes de nós, eu vou querer saber!
Atualmente, no mar próximo a Venore:
O bote bateu com toda força na água, mas se manteve inteiro. O goblin embainhou sua pequena espada e com os remos começou a se distanciar da embarcação em chamas.
Após alguns minutos remando, o pequeno barco já estava a uma distância segura do navio e naquela escuridão, ninguém o enxergaria.
Grynch pegou um cantil com água em sua sacola e o entregou a Dan, que tentou fazer o Druida beber.
Eles estavam na metade do caminho para Venore quando Lignuns enfim acordou. Inicialmente, ele pareceu estar engasgado com algo, mas então ele abriu os olhos e se sentou. Dan e Luna apenas sorriram aliviados.
— Onde estamos? O que aconteceu? — Lignuns perguntou.
— Você foi atingido e ficou desacordado. — Dan respondeu calmamente. — Grynch nos tirou de lá...
— Mas... — Os olhos do druida encontraram o distante navio em chamas. — O Falcão do Mar...
— Eles colocaram fogo nele... — dessa vez foi Luna que respondeu. — E Kurt se foi...
— Maldito... — Os olhos enraivecidos do druida encontraram o Navio Mortal que se distanciava da embarcação em chamas. — Esse capitão vai pagar pelo que ele fez ao Kurt e ao Falcão do Mar!
— Vai sim... — Luna concordou. — Mas não hoje! Você precisa descansar! Estamos chegando em Venore e nossa missão atual é salvar os seus pais!
Lignuns anuiu e eles seguiram calados.
Quando já estavam bem próximos, Luna identificou dois cavaleiros no porto. Eles tinham as armaduras negras de cavaleiros e capacetes de guerreiros.
— Eles estão de guarda... Protegendo o porto... — comentou a garota. — Acho que ainda não nos viram... Será que eles nos ajudariam?
— Chefe diz não confiar governo venore! — Grynch forçou mais o remo em um lado, mudando de direção. — Goblin não arriscar...
Após mais um período de silêncio, eles atracaram no estaleiro da cidade, que àquela hora já estava fechado.
— Para onde vamos agora? — perguntou Dan ao Goblin.
— Goblin não saber... Humanos decidir... Humanos três dia encontrar cura... Primeiro sol três dia, ir, chefe estar porto!
— E então? O que faremos?— Dan agora perguntou para Luna e Lignuns.
— Tem uma taverna famosa nessa cidade... — comentou Lignuns. — Taverna Rock Pesado, se não me engano...
— Pode ser um bom lugar para perguntarmos sobre a cura! — Luna se animou. — Você sabe onde ela fica?
O Druida negou com a cabeça.
— Goblin saber! Goblin levar lá!
Assim, Grynch saiu do estaleiro, sendo seguido pelos jovens.
Era madruga e Venore estava sombriamente deserta. Nenhuma só alma andava pela cidade e todas as portas e janelas estavam fechadas.
Após descerem pela Rua dos Sonhos e entrarem à esquerda na Travessa Mística eles encontraram a porta de entrada para a “Taverna Rock Pesado”.
Os jovens não ficaram totalmente surpresos ao encontrarem o local fechado, com um cartaz imenso colado na porta.
“O Depósito Central e a Taverna Rock Pesado estão fechados por tempo indeterminado.
Qualquer aglomeração de três ou mais pessoas durante a noite também está proibida.
Assinado: Victious (Líder dos Escolhidos)“
Dan começou a contar calmamente quantos eles eram: “Um, dois, três...”
— Vocês! — alguém chamou por eles. — Fiquem parados aí!
Dois cavaleiros, com as mesmas armaduras negras, haviam, do mesmo modo que eles, dobrado a esquina, saindo da Rua dos Sonhos e entrando na Travessa Mística.
— Eles devem ter nos visto vindo para cá! — comentou Lignuns.
— E aparentemente, nós estamos ilegais! — Dan apontou para o cartaz.
— Corram! — gritou Luna.
Luna sacou uma flecha e atirou contra um dos cavaleiros, mas a seta bate na armadura negra e caiu. Depois disso, os três jovens e o pequeno goblin saíram em disparada.
As botas de velocidade do Dan fizeram efeito, ele atravessou algumas ruas e quando se deu conta, era o primeiro do grupo com alguma vantagem. Preocupado, o feiticeiro deu uma olhada rápida para trás e viu que os cavaleiros já estavam quase alcançando os seus amigos.
— Ei, Dan! — Alguém chamou por ele.
Um cavaleiro de cabelos pretos, com armadura prateada e capacete viking, estava escondido na entrada de uma grande loja, que naquele momento estava fechada. Ali na soleira, o cavaleiro fez sinal de silêncio e em seguida apontou para a porta aberta de uma casa em frente àquela loja.
No calor da emoção, Dan não conseguia se lembrar direito de onde ele conhecia aquele rosto sob o capacete viking, mas tinha certeza que já tinha o visto em algum lugar, há algum tempo atrás. Assim, Dan não hesitou e entrou naquela casa.
Lignuns, Luna e o goblin seguiram o feiticeiro, que tentou abrir a porta seguinte sem sucesso. Quando eles se deram conta estavam presos em um local fechado.
Os dois cavaleiros inimigos também entraram na casa e os jovens se preparam para o combate, mas o segundo deles gemeu e o cavaleiro viking surgiu tirando sua espada dentada das entranhas deles.
— Você! — exclamou Luna ao reconhecer o cavaleiro.
— Carina! — o cavaleiro gritou para alguém que eles não conseguiam ver. — Abra!
A porta seguinte então se abriu, revelando uma mulher bonita, de cabelos loiros e vestido púrpura.
— Venham... — ela sussurrou.
Os quatro ficaram imóveis. Eles não sabiam direito o que estava acontecendo e nem em quem confiar. Dan se perguntava se o cavaleiro de armadura prateada e a mulher de vestido púrpura eram realmente amigos, e mesmo se fossem, se o certo não seria ficar e ajudar na luta.
— Vão! Agora! — gritou o cavaleiro de capacete viking, enquanto defendia um golpe com seu escudo de aço e contra-atacava com sua espada.
Luna assentiu e atravessou a porta, sendo seguida de perto pelos outros.
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E aí?
Quem vocês acham que é o Cavaleiro Prateado?
Comentem com o palpite de vocês (ou pelo menos pra dizer que não tem palpite :D )
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Próximo: [Capítulo 7 - A Irmandade Tradicionalista]
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Ótimo capítulo, Dan. O clima da história tá ficando bem tenso, com o grupo ficando sem um local ao certo pra permanecer e sem pessoas pra confiar. Mas creio que este cavaleiro prateado possa ser o Izan ou arrisco dizer que possa ser o pai do Dan(Já que a mãe dele apareceu a pouco tempo).
Só notei uma palavra errada:
Ah, também queria agradecer o apoio, bro. Na minha visão, adotar um pouco do estilo de escritores melhores que você podem ajudar na evolução da escrita, dependendo do estilo dela. Pena que os antigos escritores desapareceram da seção :/Citação:
— Tem uma taverna famosa nessa cidade... — comentou Lignuns. — Tarvena Rock Pesado, se não me engano...
No aguardo do próximo capítulo.
Muito bom capítulo! Tirando o fato que dá raiva esperar o próximo, a história tá muito boa... vc mantém o nível de ação sem revelar as questões que levam àquele momento, então fica uma mistura de adrenalina e mistério...
Só vê se adianta esse capítulo ae :D
Saudações e boa noite!
Passando aqui mais pra anunciar que vou voltar a acompanhar... Vou ter q reler o primeiro e segundo livros e ler o terceiro todinho pra voltar a entender tudo, mas ok... Na medida em que for finalizando um livro, postarei o comentário.
No mais, continue!
Abraço,
Iridium
Puts comecei a ler essa história em 2011, mas na epoca acho q n tinha o segundo livro e me esqueci, esses dias lembrei do nada e vim ver se tinha continuação, e pqp q excelente ver que tem! Parabéns, nao terminei de ler ainda, mas muito boa! 😊
Parabéns cara, comecei a ler a historia agora e já gostei muito.
Pretendo ler tudo até começar a acompanhar os lançamentos haha!
Parabéns.:sorcerer:
Nossa fa tanto tempo, da ultima vez que eu estive aqui eles ainda estavam em Rookgaard, li mais uns 3 capítulos, e vou ler o resto quando tiver mais tempo. Depois de muito tempo sem vir aqui, fico feliz em saber que a sessão ainda existe e esta de Pé, e claro, sempre com a melhor história, você Dan!
Olá galera!
Dessa vez não fiquei mais de duas semanas sem postar! :)
Espero que gostem desse capítulo! Algumas revelações e alguns novos personagens! :D
Estou feliz pelo número de comentários desa vez! Vou responder cada um! Obrigado galera! :y:
Foi boa a sua tentativa do Izan, você chegou perto! E acho que foi o único que tentou! :D
Bom ver que você voltou a acompanhar mesmo! E pode contar com os meus comentários na sua história! :y:
Acho que dessa vez o capítulo não demorou tanto!
E acho que você vai gostar desse capítulo, o Arckyus não aparece nele, mas lembre-se do que ele disse no capítulo 4: "A Irmandade precisa de mim..." :D
Fiquei emocionado com esse comentário! :)
Mas sério, acho que você não precisa reler os primeiros livros... Principalmente o livro II! Se você reler só o primeiro capítulo do II e depois continuar do III já consegue entender tudo!
Fico no aguardo do seu comentário (se estiver lendo mesmo pode dar atualizações do status da leitura) :D
Várias pessoas voltando :)
Espero que você não desista no meio! :y:
Estou aqui torcendo pra ver um comentário seu atualizado! :D
Novo leitor! :yupi:
E aí? Já leu tudo? tá em qual capítulo? Conte-me tudo por favor! :D
Obrigado cara! :)
Bom ver você de volta! :D
Espero que você consiga ler tudo e comentar os últimos capítulos! Dando uma forcinha pra sessão e pra essa história aqui! :y:
Capítulo 7 — A Irmandade Tradicionalista
A mulher de vestido púrpura, a quem o Cavaleiro chamou de Carina, os levou escada abaixo e depois para uma porta na parte de trás da casa.
Quando eles se deram conta, estavam no pântano.
Carina levantou um pouco o seu vestido, segurando-o com as mãos, e seguiu pântano adentro. Eles andaram por algum tempo por baixo da cidade até saírem à leste, e após alguns minutos eles entraram em uma floresta.
Quando encontraram um grande arbusto, a mulher loira se agachou atrás dele e os jovens fizeram o mesmo.
— Quem é você? — perguntou Lignuns.
— Eu sou Carina — ela respondeu de forma desconfortável.
— Isso era a única coisa que a gente já sabia... — desdenhou Luna.
— Podemos ficar em silêncio por um tempinho? — perguntou a mulher. — É possível que alguém tenha nos seguidos...
Todos concordaram, apesar do desconforto com aquela situação, mas Dan não resistiu por muito tempo:
— Luna... — ele chamou sussurrando pela garota que estava ao seu lado. — Quem é mesmo aquele cavaleiro com capacete viking? De onde nós o conhecemos?
— Não sei você, mas eu... — ela estava respondendo quando foi interrompida.
— Shiii... — reclamou Carina. — Por favor, façam silêncio...
Luna fez uma careta e com as mãos fez sinal de “depois” para Dan, que se resignou. A espera não demorou muito, pois logo o cavaleiro de armadura prateada apareceu, mas dessa vez, a proteção estava vermelha de sangue.
— Canik! — exclamou Carina. — Fiquei preocupada com você...
Ele era Canik, o aventureiro de Thais que ajudou Dan quando ele ainda estava na ilha de Rookgaard. Ele tinha dado conselhos valiosos e um capacete viking para cada um deles.
— Mais guardas apareceram... — Canik contou ofegante. — Eu tive que fugir também... — Canik deu uma boa olhada em cada um dos jovens até encontrar o pequeno Goblin. — Quem é você?
— Mim ser Grynch! — respondeu orgulhoso.
— Você é o goblin do Ray Striker? — Canik parecia confuso. — O que você está fazendo aqui?
— Mim proteger humano — ele apontou para Dan.
— E o que vocês vieram fazer aqui em Venore? — Canik perguntou para os jovens.
— Meus pais ficaram doentes em Northport, eles estão com a febre do pântano. — Lignuns respondeu. — Nós viemos buscar a cura...
— Bem... Nós não temos a cura aqui e não podemos pegá-la agora. — O Cavaleiro fitou cada um deles novamente. — Vocês precisam de um lugar seguro para passar a noite. — Ele olhou seriamente para a mulher de vestido púrpura. — Carina, precisamos leva-los para a Irmandade!
— Todos eles? Você confia neles? — Carina perguntou assustada. — Os líderes não vão gostar disso...
— Você não ouviu que os escolhidos estão procurando por um Druida vindo de Northport, — apontou para Lignuns — eles dois são amigos do Ray Striker — apontou para Dan e Grynch — e ela — apontou para Luna — você não faz ideia de quem ela é, mas eu sei! Precisamos leva-los para a Irmandade agora mesmo!
Carina pareceu impressionada com a firmeza do Cavaleiro, ela se levantou e começou a andar. Os outros a seguiram rapidamente.
— Luna, o que ele quis dizer? Quem é você? — perguntou Dan em um sussurro.
A garota ignorou solenemente o Feiticeiro e seguiu andando em silêncio. Dan entendeu que ela não queria falar sobre aquilo e não perguntou mais nada.
Eles seguiram por mais alguns minutos naquela floresta, cada vez menos pantanosa, até que Canik arrastou um emaranhado de folhas no chão e levantou uma escotilha de madeira.
Carina e os outros o seguiram. Eles desceram uma escada e entraram no que parecia ser um complexo sistema de caverna.
Após seguirem por diversos túneis, eles encontram uma porta improvisada de madeira com uma inscrição na parede acima "Irmandade Tradicionalista".
— Mas afinal, o que é essa Irmandade? — foi Lignuns que perguntou.
— Somos uma Guilda que luta pelo retorno da monarquia. — Canik respondeu rapidamente enquanto abria a porta. O Cavaleiro pareceu se arrepender por não ter sido muito claro e concluiu rapidamente: — Com um rei legítimo, herdeiro do Rei Tibianus III!
— Por favor... — pediu Carina. — Não reparem no nosso Quartel General improvisado... — disse ela com se estivesse se desculpando.
Um longo salão se abriu à frente deles. No local haviam itens de treino, mesas, cadeiras, brasas de fogueira, dentre outras coisas. Dan não conseguiu contar todas as portas, mas elas passavam de dez.
Como era madrugada, apenas um feiticeiro adolescente estava ali, em um canto lendo um livro com a luz de sua varinha. O garoto pareceu assustado ao vê-los entrar.
— Canik, Carina. O que vocês estão fazendo aqui? Hoje vocês deveriam estar escondidos na cidade, não?
— Os planos mudaram, Pequeno. — Canik respondeu rispidamente. — Nós vamos passar a noite aqui e amanhã vamos leva-los ao conselho da Guilda.
— E quem são eles? — o garoto questionou.
— Esses são Grynch, Dan, Luna e Lignuns — Canik apontou um a um e falou rapidamente, sem muita paciência. — Agora precisamos descansar! E você deveria fazer o mesmo, Pequeno! Ande logo e leve-os ao dormitório dos homens!
— Eu estava de guarda! — retrucou o garoto.
— Muito bem! Parabéns! — debochou Canik. — Mas agora eu que vou ficar de guarda aqui! Vá!
Contrariado, Pequeno fez sinal para que os jovens o seguissem.
— Você vem comigo. — Carina disse a Luna.
Quando Canik e as garotas já estavam longe, Pequeno resolveu fazer uma pergunta.
— De onde vocês estão vindo mesmo?
— Estamos vindo de Northport... — respondeu Dan. — Tivemos problemas no mar...
— Imagino... — concordou o garoto. — O mar não é mais o mesmo...
Pequeno abriu uma porta e revelou um dormitório com treze camas. Apenas seis estavam ocupadas.
— Peguem a cama que quiserem — sussurrou Pequeno. — Desde que ela esteja vazia.
Cada um rapidamente escolheu um lugar para dormir e eles não falaram mais nada depois disso.
No dormitório das mulheres, Luna encontrou apenas dez camas, estando apenas quatro delas ocupadas. Carina a levou até um canto, longe de onde dormiam as outras mulheres.
— São poucas as mulheres na Guilda? — perguntou Luna.
— Atualmente somos seis mulheres e os homens são mais que o dobro. — Ela olhou o dormitório e só então entendeu a pergunta da Paladina. — Mas nem todos os membros dormem em dormitórios, os oficiais e os treinadores possuem quartos próprios!
— Entendi... O seu vestido é muito bonito... — comentou Luna tentando ser simpática com a mulher.
— Ah sim. Obrigada. — Carina entristeceu, deixando a Paladina preocupada. — Foi uma das poucas coisas que eu consegui salvar... Eles levaram tudo que estava na minha loja...
— Eles quem? — indagou Luna.
— Os Escolhidos... — respondeu a mulher ainda triste.
— Por que eles fizeram isso? O que aconteceu? — insistiu Luna.
— Bem... — Carina se ajeitou na sua cama para contar a história. — Não sei se você sabe, mas eu chamo Carina Carlson e nasci em Carlin, sou filha do balseiro que leva os aventureiros até as ilhas geladas do norte... Logo que retornei de Rookgaard eu fui recrutada para a Brigada das Mulheres de Carlin para trabalhar para a Rainha. Após um rígido treinamento, fui designada para ser a espiã de Carlin em Venore. Elas me deram dinheiro para que eu abrisse uma loja na cidade e mantivesse a Rainha informada de tudo o que acontecia em Venore. Tudo correu bem durante anos, mesmo após a morte do Rei, mas há alguns dias atrás os Escolhidos apareceram na minha Loja e começaram a me fazer perguntas do tipo “Como você arranjou todo esse dinheiro?” e “De onde você é?”, eu não sei como, mas de algum modo eles descobriram a minha identidade e foram lá prontos para me revelar... Felizmente os Tradicionalistas apareceram e me ajudaram a fugir. — Carina enfim sorriu. — Eu não consegui retornar para Carlin e a Irmandade Tradicionalista me acolheu. Assim, desde então eu sou membro da Guilda.
— Essa Irmandade Tradicionalista parece ser uma excelente Guilda. — comentou Luna. — Quem é o líder dela?
— Bem... A “Irmandade” é uma Guilda antiga em Venore e foi fundada pelo Druida Izan. Mas desde que o Rei morreu, novos membros entraram e ela passou a se chamar “Irmandade Tradicionalista”. — Carina pensou um pouquinho antes de continuar e pareceu fitar Luna para ter certeza que podia confiar nela. — Teoricamente o líder ainda é o Druida Izan, mas agora a herdeira do Rei Tibianus III está na guilda e é ela que tem dado a palavra final. Você vai conhecê-la amanhã! Nós a chamamos pelo codinome de Athena.
— Entendi... — Luna gelou.
A Paladina se virou para dormir em silêncio e passou praticamente a noite toda acordada, pensativa e ansiosa.
...
— Dan, levante... — Lignuns chamou pelo seu amigo. — Canik está nos esperando...
O Feiticeiro acordou e viu que eles eram os únicos que ainda estavam no dormitório. Ele se arrumou rápido e eles saíram.
O grande salão estava cheio com pequenos grupos de membros da guilda conversando entre si. Canik estava conversando com Grynch e Luna e ao vê-los apertou o passo até eles.
— Venham comigo! — Ele fez sinal para que eles o seguissem. — Eles estão nos esperando!
O Cavaleiro os levou até uma das portas e revelou uma sala com uma grande mesa de reunião no centro.
Um druida de cabelos pretos com um manto verde imponente estava sentando na cabeceira oposta e do lado direito da mesa estavam três cavaleiros, o primeiro era loiro e vestia a armadura amarela da guarda real de Thais, o segundo era ruivo e vestia a armadura cor de vinho dos guardas de Venore e o último era um senhor com cabelos brancos usando uma roupa mais social.
Outros dois lugares do lado direito estavam vagos, assim como a cabeceira mais próxima e todos os cinco lugares no lado esquerdo da mesa. Foi ali que Canik mandou eles se sentarem e ali também ele se sentou.
— Estamos todos aqui? — perguntou Canik apressadamente.
— Não vê que falta um membro do conselho? — retrucou de forma ríspida o cavaleiro mais social. — Athena ainda não chegou.
A porta então se abriu novamente e uma paladina entrou. Ela usava armadura de amazona, como a de Luna e tinha o rosto parecido com o dela, mas era um pouco mais baixa e seus cabelos eram completamente negros.
A Paladina notou que estavam esperando por ela e se dirigiu rapidamente para sua cadeira. Antes de se sentar, ela passou os olhos pelos convidados, mas sua cabeça parou em Luna e seu queixo caiu.
— O que? — Ela não acreditava no que estava vendo. — Luna?
— Sim, Júlia... — a garota respondeu de cabeça baixa. — Sou eu...
— Mas como? — Ainda sem acreditar ela levantou a cabeça até encontrar o druida do outro lado. — Onde vocês encontraram a minha irmãzinha? — A Paladina perguntou assustada.
— O que? — foi o que Dan gritou para Luna, talvez involuntariamente. — Você é filha do Rei TIbianus III? — ele perguntou novamente aos berros.
Dan virou-se para Lignuns esperando encontra-lo tão assustado como ele, mas não foi o que aconteceu. O jovem druida apenas ficou pensativo e inclinou um pouco a cabeça, indicando que aquilo não era tão improvável quanto parecia.
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E aí?
Quem já sabia? :D
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Próximo: [Capítulo 8 - Segredos e Magias]
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Deu pra sacar a grande novidade xD
Ótimo capítulo, como sempre! Mostrou que não precisa de ação pra criar um capítulo envolvente, nem ouvi me chamarem no trabalho hahaha
Só um pequeno detalhe:
Acredito eu que aquele ponto de interrogação em destaque não deveria existir, não?Citação:
Postado originalmente por Danboy
Ah, tava até meio óbvio. De onde que a Luna arrumaria toda a grana que ela tem no banco? Sabia que ela tinha relação com a nobreza, afinal, não tem premium scroll no mundo real de Tibia, hehe.
Aliás, ótimo capítulo. Ficou bem envolvente também, a narrativa é provavelmente o ponto mais forte dessa história, junto do enredo, isso torna ela muito boa de se ler, talvez até viciante. Preciso dessa habilidade. QUANTO QUER POR ELA? SERIO
Aguardando o próximo.
Saudações! Passando rapidinho pra dizer q terminei de ler os Livros I e II. Amanhã, se eu dispor de algum tempo, certamente finalizarei o III e aí poderei ler os capítulos de seu Livro IV.
Abração!
Iridium.
ja estou no livro iii estou resistindo a tentação de ler os ultimos capitulos postados so quero ler quando estiver atualizado:D
oláa Daan \o/ , poxa cara não acredito q estou acompanhando e vou sofrer com a espera ;-; kk, tava tão bom ler os capítulos sempre que dava.. eu nunca entrei no fórum do tibiabr .. o que me intriga por meu e-mail estar banido e eu ter tido dificuldade pra criar essa conta ;X , mas enfim, criei a conta só pra lhe prestigiar e pra que não pense em parar de forma alguma antes de finalizar essa estória incrível XD, é a primeira que leio mas sei que dificilmente encontraria outra a altura. Parabéns e espero não me esquecer de procurar novos capítulos no futuro XD
Olá galera!
Segue o capítulo 8 conforme planejado!
Cinco comentários no último capítulo! Muito obrigado a vocês (Arckyus, Iridium, Lipe Tenebroso, CarlosLendario e Black Ruler), é sempre bom saber que tem gente acompanhando a história! Vou responder os comentários aqui embaixo!
Capítulo meio espremido em meio a outros capítulos com mais ação, mas espero que vocês gostem!
O capítulo continua exatamente de onde parou o anterior!
Spoiler: Respostas aos comentários
Capítulo 8 — Magias e Segredos
— Nós a encontramos em Venore. — respondeu Canik. — Ela e os seus amigos também.
— E quem são vocês? — Athena perguntou para os outros três.
— Eu sou Dan da Cidade de Carlin e esse são... — o feiticeiro estava falando quando foi interrompido.
— Bem, isso não interessa... — Athena mudou de ideia rapidamente. —Luna! Você deveria ficar pra sempre em Rook! Foi o que o Vascalir disse que você faria na última carta dele ao nosso pai!
— Eu mudei de ideia. — retrucou Luna com certo desdém.
— Mas você não pode ficar andando por aí! — protestou a irmã mais velha, quase aos berros. — Nossas cabeças estão a premio!
— Faça o que você quiser da sua vida que eu faço o que eu quiser da minha! — gritou Luna em resposta. — Estou em Venore para uma missão e vou concluí-la com ou sem a ajuda de vocês! E depois vou para onde eu quiser!
— E que missão é essa que você veio fazer aqui? — perguntou Athena desconfiada.
— Pegar a cura para a Febre do Pântano o mais rápido possível!
— Ottokar tem a cura, mas ele fica do outro lado da cidade, não posso deixar você ir até lá! — respondeu Athena rapidamente.
— Você pode impedir a Luna de ir... — disse Dan entrando na conversa. — Mas nós iremos de qualquer jeito, com ou sem ela...
— E quem você disse que era mesmo? — perguntou Athena confusa.
— Eu sou Dan da cidade... — ele estava respondendo até ser interrompido novamente.
—Dan de sei lá onde, você pode ir para onde quiser, mas a minha irmãzinha fica!
— Já estou cansada disso Júlia! — Dessa vez foi Luna que interferiu. — Foi por isso que eu quis ficar em Rookgaard, porque eu não queria ficar pra sempre sendo controlada por vocês! Eu vou fazer o que eu quiser e se você for me impedir de sair, eu vou achar um jeito de fugir!
Athena sentiu o golpe, se sentou e enfim virou para os seus subordinados.
— Vocês acham que eles vão conseguir chegar em segurança no outro lado da cidade?
— O pântano é um lugar perigoso, cheio de monstros, isso sem falar nos escolhidos que as vezes fazem ronda por lá... — comentou o cavaleiro vestido com a armadura da guarda de Venore.
— Alwin tem um ponto. — disse o velho cavaleiro com uma roupa mais formal. — Recém chegados de Rookgaard não venceriam um único escolhido.
— Humanos ter Grynch! — interveio o goblin mostrando sua pequena espada.
— Com todo respeito, — respondeu o cavaleiro de roupa formal novamente — mas você é apenas um goblin.
— Poderíamos emprestar um cavaleiro. — disse o druida na outra ponta antes que a criatura se manifestasse novamente. — Canik poderia escolta-los até o outro lado em segurança.
— Faria isso com muito prazer! — respondeu prontamente o Cavaleiro prateado.
— É uma boa ideia, Izan. — disse o cavaleiro social ao druida. — Mas eles não parecem ter sido treinados e podem colocar o nosso cavaleiro em perigo...
— Uncle tem razão. — Athena concordou. — Não podemos arriscar um dos nossos por uma missão de garotos...
Os jovens estavam prontos para protestar, mas o druida Izan acabou respondendo mais rapidamente.
— Podemos treiná-los... Ensiná-los o básico para sobreviverem no pântano...
— Eles precisariam de ao menos uma semana de treinos para terem alguma chance... — disse Uncle sem concordar nem discordar.
— Senhores... — Lignuns interveio. — São os meus pais que estão doentes em Northport. Nós precisamos levar essa cura para eles o mais rápido possível.
— Um dia de treino então! — respondeu Athena. — Vocês treinam bastante por hoje e amanhã podem ir atrás da cura com a proteção do nosso cavaleiro. É a nossa última oferta.
Luna e Dan olharam para Lignuns que pensou um pouco, mas enfim acenou positivamente com a cabeça.
— Então está decidido! — concluiu a líder. — Canik leve-os aos treinadores! O Conselho ainda possui outros assuntos a decidir...
Logo que eles saíram da sala, Dan virou-se para Luna.
— Quando você ia nos contar que você é filha do Rei?
— Eu não pretendia contar... Isso não é algo que eu goste que os outros saibam...
— Como assim? — Dan então se virou para o druida. — E você sabia? Como?
— Eu nunca tive certeza, mas já desconfiei... Luna disse que veio de uma família nobre... Vascalir tinha uma especial atenção com ela... E ela tem mais dinheiro do que nós teremos em toda nossa vida... Dentre outras coisas...
Dan não falou nada. Apenas ficou pensando se ele não era um tolo por não ter percebido antes.
O grande salão estava vazio naquele momento e Canik os levou para fora.
Eles andaram um pouco pela floresta até encontrarem uma clareira, onde um grupo de cavaleiros treinava corpo a corpo e um grupo de paladinos praticava tiro ao alvo.
Curiosamente, o treinador de todos eles era um Minotauro com uma armadura pesada. Canik se aproximou da criatura e sussurrou algo para ela, que respondeu com um resmungo antes de olhar para o pequeno goblin e depois parar o olhar em Luna.
— Atire! — disse o Minotauro, com uma voz grave, apontando para um dos alvos dos paladinos.
Mesmo daquela distância, Luna acertou o alvo.
— Me dê! — O Minotauro apontou para a aljava da garota.
Luna entregou suas flechas para a criatura, que ordenou novamente.
— Atire! — ordenou novamente o Minotauro.
— Eu não tenho mais flechas! — retrucou a garota.
— Então faça! — gritou a criatura.
— Eu não sei fazer... — Luna abaixou a cabeça.
O Minotauro rugiu e olhou para Canik antes de fazer um sinal positivo com a cabeça. O Cavaleiro olhou para os dois jovens e fez sinal para que eles o seguissem, deixando Luna e Grynch com o Minotauro.
Os três seguiram mais um tempo pela floresta até encontrarem um novo clarão, onde estavam treinando os feiticeiros. Bolas de fogo e de energia estavam voando pelo local, assim como grandes magias em forma de onda dos mesmos elementos. Dan pôde ver ainda alguns ataques de trevas voando.
Eles ficaram um tempo parados, em um local seguro, até que um sujeito com um manto preto e cinza, com algumas caveiras desenhas, começou a se aproximar.
— Digger! — Canik chamou por ele, logo que o viu. — Preciso que treine este feiticeiro por hoje. — O Cavaleiro deu um pequeno empurrão em Dan na direção do homem de manto preto. — Ele é recém-chegado e gostaríamos que ele aprendesse logo algumas magias!
O homem fitou a vestimenta do jovem feiticeiro.
— Você possui um manto bastante bom para um recém-chegado... — comentou ele.
— Foi um presente de um amigo... — respondeu Dan encabulado.
— Isso não é um problema — respondeu o homem com um sorriso estanho no rosto. —Vamos! Mostre-me as magias que você conhece!
Antes de fazer qualquer magia, Dan olhou para trás e notou que seus amigos já haviam partido.
Digger esperou Dan realizar todos os feitiços que conhecia, antes de lhe ensinar alguma coisa.
Durante toda a manhã, o jovem feiticeiro aprendeu como ampliar a sua Magia da Luz. As palavras “utevo lux” criavam uma luz fraca que iluminaria no máximo um ou dois metros, já as palavras “utevo gran lux” criavam uma luz extremamente forte, que poderia iluminar toda aquela clareira durante a noite.
Já no início da tarde, Digger ensinou a Dan como criar um verdadeiro ataque de fogo.
— Vão lhe julgar uma criança se verem você usando esse ataque simples de fogo — comentou o treinador. — Você precisa começar a utilizar um ataque de fogo de verdade.
As palavras mágicas eram apenas “exori flam” e apesar da bola de fogo que surgia ter o mesmo tamanho, ela parecia ser no mínimo três vezes mais destrutiva. Após algumas horas de prática, Dan já conseguia fazer sua bola de fogo derrubar diversos galhos das arvores ao redor.
Já estava entardecendo quando Diger julgou que confiar apenas no fogo não era prudente e que as bolas de energia da varinha do jovem era praticamente uma fraca magia de luz. Assim, ele ensinou ao jovem como fazer ataques de energia de verdade.
Quando a noite começou a cair, Dan já conseguia fazer uma bola de energia do mesmo tamanho que as suas bolas de fogo, apenas dizendo “exori vis”.
No final do dia, Digger se aproximou de Dan mais uma vez.
— Talvez eu pudesse lhe ensinar mais um elemento... — o feiticeiro perguntou calmamente quase sussurrando.
— Seria ótimo! Que elemento seria esse? — perguntou Dan. — Gelo?
— Gelo é para druidas — retrucou Digger desapontado. — Os principais elementos dos Feiticeiros são Fogo, Energia e ...?
— Trevas... — respondeu Dan abaixando a cabeça.
— Exatamente! Você já ouviu falar da runa de morte súbita?
Dan notou que Digger estava segurando algo em sua mão, não aguentou de curiosidade e levantou novamente a cabeça para a olhar. Era uma pequena pedra cinza, com uma caveira preta desenhada nela. Dan nunca tinha visto uma runa dessas, mas pelas histórias que ouvia, ele sabia que aquela era uma runa de morte subida, capaz de matar em um único ataque.
— Eu não sei se estou pronto para usá-la... — disse Dan visivelmente nervoso.
— Não. Ainda não está! — concordou Digger com um sorriso malicioso. — Mas um dia estará e terá que usá-la! Não será um feiticeiro de verdade se nunca usar uma runa dessas!
Dan estava extremamente nervoso com aquela conversa e sentiu um alívio quando Canik e Lignuns apareceram por trás de seu professor. O druida trazia um novo cajado, com uma pedra branca brilhante no topo.
— Já está muito tarde, Dan! — disse o cavaleiro prateado. — É hora de voltarmos!
Dan anuiu, agradeceu ao seu professor Digger e voltou para a floresta com os seus amigos.
Após algum tempo, eles reencontraram Luna e Grynch e seguiram para o Quartel General da Irmandade.
O feiticeiro adolescente estava novamente sozinho no grande salão, ao ver os jovens ele se levantou e sorriu.
— Achei que vocês já tivessem ido embora... — comentou ele.
— Isso não é da sua conta, Pequeno — respondeu Canik de forma brusca. — Está de guarde de novo, é? — perguntou desconfiado. — Ande, vá com eles para o dormitório!
Luna seguiu sozinha para o dormitório das mulheres, enquanto os outros foram para o dos homens.
— E então? Vocês vão ficar na Irmandade de vez? — perguntou Pequeno, aparentemente querendo apenas puxar assunto.
— Não — respondeu Lignuns. — Partimos amanhã pela manhã.
Pequeno não disse mais nada e os levou calado até a porta do dormitório. Aquele silêncio pareceu incomodar o druida.
— Quantos anos você tem? — perguntou Lignuns logo que eles atravessaram a porta.
— Treze. Por quê? — indagou Pequeno.
O dormitório ainda estava vazio, indicando que eles não precisavam falar baixo.
— Você é um pouco mais novo que a gente, mas eu não me lembro de você em Rookgaard... — respondeu Lignuns.
— Mas eu me lembro de vocês! — Pequeno respondeu com um sorriso. — Vocês são uma lenda por lá! Vocês derrotaram Kraknaknork!
— É verdade... — concordou Lignuns.
Sem estar muito convencido, o druida foi procurar uma cama longe daquele feiticeiro e Dan foi com ele.
Enquanto retirava sua capa e seu chapéu, para dormir, Dan notou que Lignuns pretendia dormir com o seu pesado manto verde de druida.
— Você não tira isso nem para dormir? — perguntou ele.
— Cerdras disse para eu nunca retirar ele... — respondeu Lignuns.
— Acho que ele quis dizer para não retirar o manto enquanto estivermos lá fora, em perigo...
— É verdade! Deve ser isso... — Lignuns retirou seu manto e colocou sobre as suas coisas ao lado. — Estou bem melhor agora!
Ao olhar nos olhos do seu amigo, Dan os viu completamente vermelhos novamente.
— Lignuns! Coloque o manto de novo! — gritou Dan.
Assustado o druida pegou o seu manto e o vestiu.
— O que foi? — perguntou o druida assustado.
— Nada... — respondeu Dan ao ver que os olhos do seu amigo haviam voltado ao normal. — Eu só pensei melhor... Nós nunca vamos saber com certeza se estamos realmente seguros, não é?— mentiu ele. — Então é melhor você ficar sempre com ele mesmo... Como o Cerdras mandou... — assustado, Dan não soube o que fazer e preferiu poupar o seu amigo de mais um problema naquele momento.
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E aí? Gostaram? Ansiosos pro próximo?
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Próximo: [Capítulo 9 - Criaturas do Pântano]
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Bom capítulo, principalmente a parte que o Dan parece rejeitar "as trevas"... um movimento arriscado para qualquer feiticeiro. Quero ver se ele mantém a decisão no futuro hahaha
Gostei também dessa história de capítulos durante a semana, já tava esperando o domingo haha
Lignuns pensou como eu nesse capítulo, mas eu realmente não faço ideia do que seja esse capiroto encostado no cara que deixa os olhos dele vermelhos e se contorcendo. Mais um semi-demônio pras histórias da seção? huahauhauha
Ótimo capítulo, como sempre. Deu uma forcinha pra me ajudar a terminar meu capítulo. Inclusive estou indo lá escrever mais.
aki estou eu novamente XD , gostei do capítulo xP..
apesar de ainda achar que o Dan deveria ser um Kina ;-; kk.
pronto ja cheguei no ultimo capitulo estou atualizado kkkk :y:
muito boa a trama envolvendo a luna ela sendo filha do king tibianus iii agora que o pau vai comer entre a turma do dan e o revolucionario:knight-axe:
Dan nos esqueceu :(
Olá galera!
Atrasei um pouquinho dessa vez... Peço desculpas!
E vocês podem vir aqui comentar recamando hein! :D
Os comentários são sempre bem vindos! Muito obrigado a vocês (Arckyus, Lipe Tenebroso, CarlosLendario e Black Ruler)!
Espero que gostem desse capítulo!
Spoiler: Respostas aos comentários
Capítulo 9 — Criaturas do Pântano
— Vamos, Dan! Já é hora de irmos!— foi o Pequeno que acordou o jovem naquela manhã.
Lignuns já estava de pé e ao ouvir aquelas palavras ele olhou desconfiado para o garoto.
— Irmos? Você também vai? — o druida perguntou.
— Ottokar é meu pai! — respondeu Pequeno. — Pedi à Athena para acompanhar vocês! Posso ajudar na segurança e ainda aproveito para visitar o meu velho!
Lignuns não ficou convencido. Após os três estarem prontos, eles saíram juntos do dormitório.
Do lado de fora, Grynch, Canik e Luna já esperavam por eles.
— Fique com eles o tempo todo, Pequeno — o cavaleiro prateado falou rapidamente. — Não vá me atrapalhar!
Pequeno anuiu com a cabeça e eles se dirigiram à saída do Quartel General.
Após saírem do complexo de cavernas, eles seguiram pela floresta e entraram no pântano. Poucos minutos depois, já era possível avistar a cidade.
— Por aqui, venham! — ordenou Canik mudando a direção para o sul.
—Esse não é o caminho para a casa do meu pai. — comentou Pequeno.
— O que você está pensando, Pequeno? — retrucou o cavaleiro. — Não vamos atravessar a cidade com eles à luz do dia. Vamos dar a volta pelo sul!
— Mas pelo sul... — gemeu o garoto. — É mais perigoso... Desde que eu sou criança o pântano fica cada vez pior...
— Chega, Pequeno. — respondeu o cavaleiro rispidamente. — Se você não quiser ir, você pode voltar para o Quartel General.
Pequeno não respondeu, apenas obedeceu e seguiu.
Na medida em que eles seguiam para o sul, o pântano foi ficando mais denso, fedorento e perigoso, com diversas criaturas surgindo para atacar o grupo.
Um búfalo d’água foi o primeiro e deu um bom trabalho para Canik que teve que lidar com as suas investidas.
Aves do pântano vieram depois. Apesar de mais frágeis elas estavam em grupo e todos foram atacados.
Luna derrotou a sua com uma flecha. Grynch usou a sua espada. Lignuns tocou o seu cajado no chão e da pedra branca no topo do objeto surgiram ataques de gelo que congelaram a sua ave. Pequeno sacou uma pedra roxa e disparou um míssil de energia que atingiu uma criatura em cheio. Por fim, Dan testou sua nova magia de fogo e também teve sucesso.
— Viu essa magia? — Dan cheio de empáfia perguntou para Lignuns. — Eu ainda sei lançar uma bola igual de energia!
Lignuns deu um sorriso misterioso, mas não disse nada.
O terceiro ataque aos jovens pareceu vir do próprio pântano. Lama, lodo e raízes se ergueram formando uma criatura.
—Fiquem atrás de mim! — ordenou o cavaleiro prateado.
Canik deu os primeiros golpes e parecia que ele não teria dificuldades, mas em certo ponto o pântano prendeu os pés do cavaleiro. Imóvel, ele não conseguia mais atingir a criatura, que se afastou e começou a atirar pedras nele.
Pequeno tirou sua mochila das costas, vasculhou um pouco e sacou uma pedra vermelha alaranjada. A runa disparou um ataque forte de fogo, que incendiou a criatura do pântano.
Em seguida, o cavaleiro prateado conseguiu se soltar e deu o golpe final no monstro.
— Não venha se exibir aqui, Pequeno! — Canik repreendeu. — Dá próxima vez apenas me obedeça.
Após olhar para frente novamente e avistar uma grande casa em ruínas ao sul, o cavaleiro decidiu que já era a hora de seguirem para oeste e saírem do pântano.
Dan achou ter visto algo verde se mexendo naquela casa e parou para olhá-la. Observando com mais cuidado ele viu que criaturas habitavam aquela casa, eram grandes como trolls, só que verdes. O feiticeiro então se deu conta de que já tinha ouvido falar daquela casa e daquelas criaturas.
Quando ele ainda estava em Rookgaard, Megan havia contado pra ele sobre a casa do druida Izan, que havia sido engolida pelo pântano, e sobre aqueles trolls do pântano.
O jovem começou a pensar que Megan deveria estar ali, ela conhecia o lugar e aquelas pessoas. Ela seria muito mais útil na busca pela cura do que ele. Dan se sentiu ainda pior quando lembrou que Megan havia prometido que ficaria em Rookgaard apenas para conseguir o antidoto para o veneno de aranha e assim salvá-lo. Naquele momento, Dan estava convencido de aquela não foi a melhor opção.
— Ei, Dan! — Canik chamou por ele. — Vamos ou não?
Dan se virou e viu que ele havia ficado para trás e todos estavam esperando por ele, mas além disso, ele viu dois cavaleiros de armadura negra se aproximando sorrateiramente por trás dos seus amigos.
— Escolhidos! — gritou Dan apontando para eles. — Atrás de vocês!
Todos se viraram e se assustaram.
— Vão para junto do Dan — Canik ordenou apontando para o feiticeiro. — Eu cuido deles.
Pequeno foi o primeiro a obedecer e recuou. Lignuns e Luna andaram apenas o suficiente para alcançarem Dan, que corria na direção deles. Grynch foi o único que desobedeceu e sacou sua pequena espada.
Os escolhidos atacaram rapidamente, colocando o goblin e o cavaleiro prateado em dificuldade para se defender.
— Será que eles dão conta? — perguntou Dan. — Devemos ajuda-los!
Antes que alguém pudesse responder, Pequeno gritou.
— Aqui! Tem outro! — O garoto com medo recuou alguns passos se aproximando ainda mais dos jovens.
Luna tomou a frente e começou a atirar sucessivas flechas no cavaleiro inimigo. Dan não quis ficar pra trás:
— Exori flam! — brandou ele.
Nada aconteceu.
— Exori flam! — ele tentou novamente, mas nada aconteceu de novo.
— Sua magia é muito poderosa mesmo... — debochou Lignuns com um sorriso discreto. — Exori tera.
Raízes surgiram do chão e prenderam o pé do cavaleiro, que tropeçou e caiu.
Vendo o cavaleiro caído no chão, Luna o encheu de flechas, enquanto Pequeno disparou sucessivos mísseis de energia. Ambos só pararam de atacar quando o cavaleiro parou de tentar se levantar.
Os jovens se viraram ainda a tempo de ver Canik e Grynch darem o golpe final no último dos escolhidos.
— O que aconteceu? — ainda tentando fazer alguma magia sem sucesso, Dan perguntou para o seu amigo.
— Faz quanto tempo que você não come? — perguntou Lignuns já dando a resposta.
— Minha mana acabou... — concluiu Dan. — Preciso comer alguma coisa.
— Exevo Pan — sussurrou Lignuns com as mãos juntas.
Na medida em que ele foi distanciando as suas mãos, um pedaço de pão foi surgindo entre elas. Quando a broa estava concluída, Lignuns a estendeu para o seu amigo.
Dan aceitou o presente e logo começou a comer. O feiticeiro ficou com um ligeiro sorriso ao notar que seu amigo já possuía as magias de um druida de verdade. Mas novamente, ao lembrar que Lignuns gostava de Megan, a menina veio na cabeça dele.
— Lignuns, — Dan chamou por ele enquanto eles andavam novamente. — Megan que deveria estar aqui... Ela poderia ter ajudado muito mais do que eu... Ela não deveria ter se sacrificado por mim...
— Não fale besteira, Dan — Lignuns deu de ombros para o que o feiticeiro falou. — O que aconteceu é o que deveria ter acontecido. Os deuses sabem o que fazem. E ela não se sacrificou, apenas decidiu ficar lá. Eu ainda espero que um dia a gente a encontre de novo!
Dan não ficou convencido, mas também não disse mais nada no restante do trajeto.
Após algumas horas, eles avistaram a entrada principal da cidade. Canik os levou por debaixo da cidade cautelosamente pedindo silêncio o tempo todo.
Em certo ponto, Lignuns notou algo no peito do Pequeno.
— O que é isso? — perguntou o druida apontando para algo negro piscando sob a camisa do garoto.
— Isso? — retrucou Pequeno, tapando o local com a mão. — Não é nada, oras! Vejam! — ele gritou apontando à frente. — A casa do meu pai!
Ato contínuo, Pequeno correu até o local, sob protestos de Canik.
Os jovens o seguiram com calma até uma casa bem rústica de madeira.
— Ottokar usou todo o seu dinheiro para ajudar o povo doente da cidade... — comentou o cavaleiro prateado.
Quando eles estavam subindo a escada de madeira até a casa, ouviram Pequeno gritar.
— Pai, não... Acorde!
Canik correu e passou a frente dos jovens.
Um senhor com uma longa barba ruiva estava deitado no chão, com algumas feridas e sinais de luta estavam por todo o lugar. Pequeno estava ao lado dele, em desespero
O Cavaleiro prateado rapidamente sacou uma poção e a colocou na boca do homem. Após poucos segundos, o senhor abriu os olhos.
— Trolls do pântano... — sussurrou ele, com dificuldade.
— O que tem eles? — perguntou Canik intrigado.
— Eles roubaram a cura... Eles levaram tudo...
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E aí? Gostaram? Ansiosos pro próximo?
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Próximo: [Capítulo 10 - Perseguição aos Trolls (Parte 1/2)]
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Muito bom! Hahahaha
Imagino que no próximo capítulo teremos alguns Trolls do pântano sendo esmagados... aguardando!
Swamp Trolls... Sempre eles. De todos os trolls, eu acho os mais inúteis, talvez porque eu nunca conseguia achá-los quando eu era noob. Só uma vez, e ainda quase fiquei preso na caverna pois fui sem corda, mas felizmente achei uma largada lá.
Espero que tenha um bom conflito entre essa "turminha da pesada que se mete em altas confusões" e os swamp trolls.
Aguardando o próximo capítulo :)
whoa!! muito bom como sempre xD já estava com saudades kk, assim como estou com saudades da Megan, igual os garotos ;-;
alguém por favor rooka o Dan pra ele mudar d profissão hu3.
se a turma do dan ainda eh pequena para encarar o revolucionario pelo menos pode arrepiar os trolls:D
go go swamp troll:knight-axe:
Aeeee Dan ! Após muito tempo vim visitar o Fórum de novo, e lembrei que acompanhava sua história ! Foi muuuuiiitooo bom ler vários capítulos de uma vez haha ! E muito bom ver que a história e você continuam firmes e fortes ! Parabéns mano, a história continua ótima !
Abraço !
Li a historia inteira em 3 dias :y: haha fiquei em duvida quanto a vocação que Dan deveria escolher haha lembrou de mim no começo do jogo que sempre jogava de druida por "pressão" por ter que curar meus amigos, porem sempre fui apaixonado nos feiticeiros, os mais poderosos haha :sorcerer: .
Atualmente estou jogando de sorcerer e fiquei muito feliz quando Dan escolheu a vocação kk' fiquei preocupado com ele se tornar um cavaleiro e se arrepender depois :nah: se Dan fosse de Solera eu o ensinaria que não precisa ser das trevas para usar algumas SD's pois todos tem um lado mal só não podemos deixar ele tomar conta de nós haha enfim continue com a historia que esta otima kk parei de upar só para ler ela... GOGO DAN :sorcerer:seria muito loco se o Dan se tornasse um sorcerer das trevas mas que é bonzinho : ) imagina o Dan com uma magic sword e uma demon armor que foderoso '-' quem sabe um dia kkkkkkkkkkk
Boa noite, Dan!
Avisando que enfim cheguei ao capítulo mais atual. Excelente ver as melhorias de narrativa entre um Livro e outro. Show de bola!
Estou gostando muito de cada capítulo. Esse último prevejo treta e doença xS
Vamos ver como Dan e Lignuns lidam com isso... Eu espero que os Medicine Pouch sejam recuperados!
No aguardo do próximo capítulo =)
Olá, Galera!
Em primeiro lugar, desculpem-me pela demora...
Eu não esperava demorar tanto tempo para postar... E espero não demorar tanto de novo!
Muito obrigado pelos comentários! É por eles que eu sempre tento postar logo!
Enfim, esse capítulo ficou muito grande... Acabei dividindo ele em dois!
Eu não devo demorar mais de duas semanas para postar a continuação! Esse livro já está se aproximando do fim! Mais três ou quatro capítulo no máximo!
E btw, esse é o capítulo número de 70 da história! E mês que vem a história irá completar 4 anos!!!!
Obrigado a todos vocês! Espero que gostem desse capítulo e comentem!!!!
Spoiler: Respostas aos comentários
Capítulo 10 - Perseguição aos Trolls (Parte 1/2)
– Quando isso aconteceu? – perguntou Canik.
– Foi pela manhã... – explicou o velho com alguma dificuldade. – Eu ouvi um barulho e acordei... Quando me dei conta, a casa estava infestada de Trolls... Eu tentei impedi-los de levarem o meu estoque de cura, mas apesar de fracos, eles eram muitos... Eles me atacaram e eu acabei inconsciente...
Lignuns abaixou a cabeça.
– Ray irá nos buscar amanhã – comentou o druida. – Está tudo perdido... Não consegui salvar os meus pais...
Dan sentiu uma tristeza profunda ao ouvir aquelas palavras e não se conteve.
– Nós vamos atrás dos Trolls e vamos recuperar a cura! – disse ele.
– Mas como vamos saber para onde eles forem? – desdenhou Lignuns.
– Trolls são grandes e pesados! Eles deixam pegadas! – Dan sorriu. – Foi assim que eu te encontrei em Rookgaard quando eles te sequestraram! Podemos fazer o mesmo aqui!
Lignuns ficou em silêncio, avaliando aquele plano.
– Não sei se posso ir com vocês... – comentou Canik. – Minha missão era apenas trazer vocês até aqui em segurança. Vocês deveriam ir embora de Venore logo depois...
– Goblin ir! – bradou Grynch. – Goblin proteger os jovens!
– Você não conhece o pântano... – lamentou o Cavaleiro. – É muito perigoso...
– Eu vou com eles! – interveio Pequeno. – Eu conheço essa região! E vou matar todos esses Trolls que atacaram o meu pai!
– Você não pode fazer isso! – retrucou Canik irritado. – Você deveria voltar comigo! A Irmandade não vai gostar...
– Que não gostem! Eu vou com eles e ponto!
– Meu filho... – o velho Ottokar se levantou. – O que você está fazendo? Não desobedeça aos Tradicionalistas... Eles são os únicos que podem salvar essa cidade...
Pequeno não respondeu, apenas se afastou balançando a cabeça e foi em direção à porta da casa.
– Canik, nós vamos com ele! Temos pouco tempo! – alertou Dan.
– Tudo bem... Podem ir! Eu vou voltar para o Quartel General!
Os jovens anuíram e já estavam se virando para sair da casa, quando Ottokar os chamou.
– Esperem! Vocês precisam saber de uma coisa... – o velho tossiu. – Eu conversei com Paul e Will esses dias... Eles me fizeram notar uma coisa: na mesma época em que o pântano começou a se rebelar contra Venore, o atual líder dos escolhidos começou a tender para as trevas... As criaturas e as doenças iniciaram um caos na cidade que permitiu aos nossos inimigos tomarem a cidade... Eu acredito que essas coisas estejam relacionadas... Pode ser que os escolhidos estejam controlando esses Trolls...
– Não fale besteira, pai! – desdenhou Pequeno. – Aqueles dois são uns palhaços, você realmente acredita neles?
– Eles não pareciam estar brincando! – o velho pareceu irritado com o desafio do seu filho. – Acho melhor vocês esperarem um pouco até eu me recuperar, e então eu vou com vocês até o pântano.
– Nós não temos tempo, pai. Você não ouviu o que eles disseram? – Pequeno ficou nervoso com aquilo. – E você precisa se recuperar direito! O ideal era você ficar aqui deitado por hoje!
– Vão... – resmungou Ottokar. – Apenas pensem no que eu disse...
Assim, o grupo saiu da casa. Canik seguiu sozinho de volta para o Quartel General enquanto os outros começaram a seguir as pegadas dos Trolls.
Como esperado, as grandes marcas no chão indicavam que as criaturas tinham vindo pelo sul e para lá retornaram, em direção ao pântano.
Logo no início, Grynch se mostrou um exímio rastreador, sempre encontrando as pegadas antes de qualquer um dos jovens. O goblin seguia na frente com Pequeno, Luna ia no meio e os jovens magos seguiam por último.
Após algumas horas andando, Dan achou ter visto um paladino o encarar de uma árvore à sua esquerda, mas observando mais atentamente notou que não havia ninguém ali. Ao olhar para o outro lado, o feiticeiro novamente achou ter visto um arqueiro, mas no instante seguinte ele simplesmente desapareceu.
– Você viu aquilo? – Dan perguntou para Lignuns.
– O que? – indagou o druida.
– Tinha um paladino bem ali – Dan apontou. – Mas ele sumiu... E eu acho que vi outro paladino do lado de lá também – terminou apontando para o lado esquerdo.
– Tem certeza? – perguntou Lignuns, frisando os olhos para tentar enxergar.
– Na verdade não... – respondeu Dan pensativo. – Eles sumiram no ar...
– Fique atento e avise se realmente tiver alguém nos seguindo! Podem ser escolhidos! – alertou o druida. – Mas vamos, ande, temos que encontrar logo esses trolls!
Eles seguiram andando, com Dan extremamente atento ao que acontecia ao redor. Ele viu um paladino mais uma vez do lado esquerdo, mas agora aquele arqueiro estava tão próximo que o feiticeiro podia ver as feições no seu rosto. Após aquele paladino sumir, Dan virou-se rapidamente para o lado direito e lá estava outro paladino. O jovem encarou aquele arqueiro por alguns instantes, e assim que ele sumiu, Dan sacou sua varinha.
– É o mesmo paladino! – gritou ele.
Ao ouvir o grito, Luna sacou seu arco, os dois que iam à frente também pararam de andar e se viraram para trás.
– O que? Do que você está falando? – perguntou Lignuns confuso. – Você conhece um desses paladinos?
– Não! Não são dois! É apenas um paladino! Ele está nos seguindo, mas ele se move muito rápido e some de um lado e aparece do outro!
– Não... Isso não é possível... – Lignuns balançou a cabeça negativamente. – Nós sentiríamos se ele passasse... Teria vento... E ruído...
– Então ele se tele transporta! Luna, paladinos podem fazer isso? – perguntou Dan. – Não podem? – ele perguntou novamente, inseguro.
– Não, Dan... Não podem... – respondeu a paladina enquanto abaixava novamente o arco.
Dan olhou para Lignuns, mas o druida estava tão perdido quanto ele. O feiticeiro ainda começou a olhar ao redor novamente, na esperança de ver os arqueiros novamente, mas já começava a achar que eles eram uma miragem.
– Acho que sei o que está acontecendo... – comentou Pequeno enquanto se aproximava dos jovens. – Paul e Will parem de brincar e apareçam! – gritou o garoto, sem se preocupar em ser ouvido pelos inimigos.
Risos foram ouvidos dos dois lados. Um paladino apareceu de um lado e depois outro paladino do outro. Eles eram um pouco mais velhos, deveriam ter em torno de vinte anos. Ambos usavam as mesmas roupas e tinham o mesmo rosto.
– Irmãos gêmeos... – comentou Lignuns.
– Gritando por aí, Pequeno? – perguntou um deles.
– Não tem medo dos escolhidos? – completou o outro.
– Vocês são inacreditáveis... – o garoto parecia irritado. – Tiveram todo o trabalho de ir até o deserto e invadir a torre dos minotauros, para gastarem os anéis de invisibilidade com brincadeira...
– Os anéis são nossos e nós fazemos o que quisermos com eles! – comentou o arqueiro que estava do lado direito.
– Você sabe o que o líder dos escolhidos faz com o anel dele, não sabe? – comentou o arqueiro do outro lado. – Por que você não vai lá brigar com ele? – mal terminou de falar e ele começou a gargalhar, sendo acompanhado pelo seu irmão.
– Tudo bem... – pequeno não resistiu e também riu. – Agora vão embora! Nós não temos tempo!
– Ir embora para onde? – perguntou o arqueiro do lado direito. – Nós somos os membros da Irmandade responsáveis por patrulhar essa região...
– Façam o que quiserem então, nós estamos em uma missão!
– Que missão é essa? – perguntou o mesmo arqueiro. – Estão atrás de Trolls do Pântano?
– Como vocês sabem? – Pequeno perguntou assustado.
– Somos videntes... – respondeu o outro paladino.
– Um grupo grande de Trolls passou por aqui mais cedo... – o arqueiro do lado direito voltou a falar. – Eles voltaram para a caverna deles...
– Obrigado... – agradeceu Pequeno. – Vamos, pessoal...
– Nós vamos com vocês! – anunciou o paladino do lado esquerdo. – Eu sou Paul e o meu irmão ali é o Will... Ou será que é o contrário? – ele riu.
– Não é o contrário... – respondeu aquele que seria Will também rindo. – E quem são vocês?
– Eu sou Dan – respondeu o feiticeiro. – Esses são Lignuns e Luna. E aquele ali na frente é o Grynch.
– Um goblin com vocês! – Paul sorriu. – Eu vou te dizer que quase coloquei uma flecha nele!
– Não sei se isso seria tão fácil... – comentou Luna em um tom irônico.
Paul se aproximou da paladina, sussurrou alguma coisa e a garota riu. Dan fez uma cara feia, mas eles não tinham tempo a perder. Pequeno também não pareceu gostar da companhia dos arqueiros, mas fez um sinal para que todos continuassem o caminho.
Assim, eles seguiram pântano adentro. Com o chão ficando mais lamacento e mais raízes de árvores aparecendo, o caminho deveria ficar mais difícil, mas não foi o que aconteceu. Paul e Will pareciam conhecer cada pedaço daquele pântano. Eles sempre sabiam qual era o melhor lugar para pisar e pareciam saber exatamente de onde surgiriam criaturas, atirando flechas, antes mesmos que os jovens vissem os monstros.
– Nós crescemos nesse lugar – Dan ouviu Paul se gabar para Luna.
Apenas o fedor da região não tinha como ser evitado. Ele ia aumentando cada vez mais e aos poucos o grupo parou até de falar entre si. O fedor chegou ao máximo no mesmo momento em que o primeiro Troll do Pântano apareceu. Paul, Will e Luna encheram a criatura de flechas rapidamente. Após quase uma dúzia de setas encravadas, a criatura enfim tombou.
Paul não perdeu tempo e foi até a criatura, retirar as flechas para reaproveita-las.
– Você não perde o espírito de pobre, irmão... – comentou Will.
– Se você tem flechas sobrando então me dá! – retrucou Paul.
– Ali, venham... – Will comentou ao avistar algo, ignorando seu irmão. – Essa é a caverna dos Trolls do Pântano, foi aqui que eles entraram... Tenham cuidado! E a propósito, eles são fracos contra fogo! – o paladino piscou o olho e se afastou.
Ao ouvir aquilo, Dan sacou sua varinha. Pequeno pegou algumas runas alaranjadas na sua mochila e Grynch apenas olhou para o chão para se certificar de que as pegadas dos Trolls foram naquela direção.
Antes de entrar na caverna, Dan deu uma olhada rápida para trás e viu os paladinos sumirem novamente.
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E aí? O que acharam?
Esses dois personagens já tinham aparecido antes, alguém lembrava deles?
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Próximo: [Capítulo 11 - Perseguição aos Trolls (Parte 2/2)]
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Finalmente! hahahaha
Curti o capítulo, vc conseguiu fazer 2 gêmeos tão chatos que eu me irritei com eles hahaha... sinal de uma história envolvente!
Aguardo o massacre dos trolls :)
Saudações!
Muito bom capítulo, gostei dos novos personagens. De início, achei que eles seriam pequenos antagonistas da galera, mas gostei da mudança de planos. Realmente, fica mais fácil quando há guias para ajudar, não? XD
Poxa, esse livro vai ser mais curto então... Uma pena, mas você deve ter seus motivos. De toda forma, estou gostando do desenvolvimento e quero ver o desfecho que vai ser dado.
Quanto às coisas chatas -- Gramática, Ortografia e afins -- nenhum problema. Tudo bem revisado, como sempre.
No aguardo de mais capítulos!
Abraço,
Iridium
gostei bastante como sempre xP , descobri o segredo dos arqueiros ao mesmo tempo q o Pequeno haha
Ótimo capítulo como sempre, Dantio.
Esses dois gêmeos estavam sendo um pouco esperados por mim logo quando foram citados, só não achei que seria dessa forma. É justo eles conseguirem os seguir sem nem mesmo alertar ninguém, já que eles parecem conhecer muito bem o pântano. Senti também uma ponta de ciúme do Dan quando o carinha sussurrou algo pra Luna. Tô achando muita areia pro caminhãozinho dele, hehe.
E algo me diz que vai dar merda nessa caverna ai. Mas agora, só dá pra confirmar a veracidade disso no próximo capítulo.
No aguardo.
kkk esses dois gemeos sao dois pentelhos :D
tomara que se juntem definitvamente a turma do dan iam criar muita situacao engracada kkkkkk
Cara, li toda a história em cerca de 4 dias, fantástica, sua forma de escrever, e cheguei aqui, e fiquei muito feliz em ver que você ainda está continuando, você ganhou mais um leitor. E por favor, não abandone essa história fantástica como alguns fizeram (fiquei decepcionado ao chegar no final de Ferumbras(na minha opinião, a melhor história aqui) e ela não estar concluida. Quero ver Lignus healando a galera, Luna usando Infernal Bolts e o primeiro Mas Vis do Dan hehe. Longa vida a sua história meu caro, parabéns!
Olá, Galera!
Os capítulos estão demorando mais do que eu gostaria, mas infelizmente, esse é o melhor que eu tenho conseguido fazer nesses dias...
Obrigado a todos vo(seis) pelos comentários: Arckyus, Iridium, Carloslendário, Black Ruler, Lipe Tenebroso e Ison
Esse é o capítulo 11, ainda vou precisar do 12 e espero encerrar esse livro IV no 13 ou no 14...
Espero que gostem desse capítulo e comentem por favor!!!!
PS: Eu sempre deixo uma pergunta no fim do capítulo para vocês responderem nos comentários, mas normalmente as pessoas não respondem :hmm:
Vocês não vêem? Ou vêem e ignoram pq acham chato? Ou vêem mas depois esquecem? Me tirem essa dúvida por favor! :D
Spoiler: Respostas aos comentários
Capítulo 11 - Perseguição aos Trolls (Parte 2/2)
O lado de dentro da caverna era extremamente fedido e escuro.
Dan não perdeu tempo.
– Utevo gran lux – gritou o feiticeiro, invocando sua nova magia de luz.
Um clarão tomou conta do local, revelando três Trolls do pântano bem ali.
Os jovens se assustaram, mas logo o grupo partiu para o combate.
Grynch saltou sobre um Troll, agarrando a sua cabeça e perfurando o pescoço da criatura com sua espada. Pequeno sacou uma runa avermelhada e disparou uma bola de fogo em outro Troll, enquanto Dan usou sua varinha para disparar uma magia de fogo na mesma criatura. Luna e Lignuns dispararam magias de gelo e flechas no terceiro monstro.
As lutas ainda estavam em andamento quando dois outros Trolls apareceram. Grynch terminou com o seu e saltou para um deles. Após terminaram de incendiar o Troll que atacavam antes, Dan e Pequeno logo começaram a colocar fogo no segundo que surgiu.
Não demorou até os cinco Trolls estarem no chão. O grupo respirou por alguns segundos, se aproximou um pouco mais e seguiu junto caverna adentro.
Grynch andava na frente o tempo todo, atento às marcas no chão. Em duas ocasiões, um Troll surgiu à frente, o goblin saltou sobre a criatura e a perfurou com a sua espada até que ela caísse.
Após mais algum tempo na caverna, um Troll do pântano surgiu por trás do grupo. Dan e Pequeno, que vinham cuidado da retaguarda, rapidamente atiraram fogo na criatura, até que ela caísse.
O caminho que o goblin seguia os levou a um lugar grande com uma imensa pedra suja de lodo no centro. Naquele local, as pegadas dos Trolls se multiplicaram e se dividiram por mais de uma saída.
Pequeno identificou uma luz fraca vindo de um delas e decidiu ir por lá.
– Não! – reclamou Grynch. – Goblin dúvida. Muito pegada. Goblin não saber.
– Fica tranquilo, goblin. Eu sei que eles foram por aqui. – Pequeno não esperou uma resposta e seguiu andando.
O resto do grupo não gostou daquilo, mas eles não viram outra opção a não ser seguir o garoto. Após andarem por alguns minutos, eles se deram conta de que haviam entrado no que parecia ser o porão de uma casa. As paredes eram de concreto e o chão era um velho piso de madeira.
Pequeno seguiu na frente e logo encontrou uma escada.
– A claridade vem de lá de cima – disse o garoto antes de subir.
Grynch tomou a frente dos outros jovens e examinou a escada. Ele notou que ela estava suja de lodo e com as pegadas dos Trolls do pântano, e só então, fez sinal para que eles o seguissem.
Já era noite e o andar de cima era um casarão em ruínas, com uma fogueira rústica no meio, provavelmente feita por Trolls. Pequeno havia disparado uma runa de bola de fogo em um deles que corria em chamas para fora da casa, onde o pântano reinava.
Outros dois Trolls estavam indo em direção ao garoto. Dan ajudou Pequeno a lidar com um e Lignuns e Luna cuidaram do outro.
Após os dois Trolls caírem, eles começaram a analisar o local.
– Essa deve ser a casa do druida Izan – comentou Dan.
– Realmente essa era a casa dele... – respondeu Pequeno. – Mas agora ela pertence aos Trolls... E eu aposto que eles trouxeram a cura para cá!
– Eu espero mesmo que a cura esteja aqui... – comentou Lignuns olhando para a lua por um buraco na parede. – O pirata Ray vai estar no porto pela manhã...
Enquanto o druida falava, Pequeno encontrou outra escada e subiu novamente sem esperar pelos outros.
– Goblin não gostar... – reclamou Grynch. – Goblin não certo...
– Vamos, Grynch – disse a paladina calmamente. – Ele tem acertado tudo até agora.
Assim, eles subiram as escadas novamente e encontraram o local infestado de Trolls, eram cinco pelo menos.
Grynch saltou para cima de um. Luna começou a disparar flechas e fugir de um que foi na direção dela. Dan e Lignuns começaram a disparar suas magias fogo e gelo. Pequeno estava correndo por entre os Trolls, atirando fogo neles através de suas runas.
Em certo ponto, um Troll avançou contra Dan, o deixando acuado contra a parede. O feiticeiro tentou usar a sua magia de fogo, mas sua mana havia acabado. Em desespero, ele pensou em sacar sua Espada de Carlin, mas achou que ela não seria efetiva contra aquelas criaturas, e assim, ele correu.
Dan passou por baixo das pernas daquele Troll e ziguezagueou por entre os outros. Ao chegar do outro lado, ele se virou e viu Grynch em maus lençóis. O goblin havia agarrado a cabeça de um Troll, mas outro o pegou e o jogou no chão. Grynch pareceu desorientado no chão e os dois Trolls estavam prontos para atacá-lo.
Foi Pequeno que salvou o goblin. Ele estava próximo dos Trolls, com uma runa roxa e quadrada na mão e fez surgir uma explosão entre os monstros, arremessando ambos contra a parede.
O feiticeiro adolescente ainda foi ajudar o goblin a levantar, antes de voltar a lutar contra as outras criaturas.
A batalha demorou e todos ficaram exaustos, mas os Trolls caíram e o local ficou calmo como nunca.
– Vamos... Só tem mais um andar... – disse Pequeno tentando animá-los. – Eles sempre levam as coisas para o terraço...
Grynch estava com dificuldades para andar, mas não reclamou. Enquanto andavam até a escada, Lignuns criou uma fruta e deu para que Dan comesse e recuperasse a sua mana.
– Sua mana está acabando muito rápido, é bom você começar a andar com poções de mana...
– Lembre-me novamente quando estivermos de volta em Northport... – pediu Dan enquanto subia.
Os jovens subiram as escadas e encontraram um terraço, sem cobertura e protegido por uma mureta. Todos sentiram um alívio imenso ao notarem que não havia Trolls naquele lugar.
– Ali estão! – Pequeno apontou para um canto. – São as bolsas onde o meu pai guarda a cura!
Os três jovens correram até lá. Grynch foi mancando atrás e Pequeno ficou parando retirando um colar que estava sob a sua camisa.
As bolsas eram cinza e pareciam velhas, mas ao abri-las, Dan encontrou frascos verdes.
– O que você acha? – ele perguntou a druida.
– Parece ser a cura! – respondeu Lignuns com um sorriso no rosto. – Vamos! – exclamou ele enquanto pegava uma bolsa daquelas.
Ao se virarem, eles viram que Pequeno estava segurando o seu colar perto da boca e parecia estar sussurrando algo.
– O que você está fazendo? – perguntou Dan confuso.
– Sinto muito... – foi tudo que o garoto disse.
Pequeno pegou o que parecia ser o pingente e o colocou no dedo, revelando que aquilo era na verdade um anel, com uma caveira esculpida.
– Os escolhidos que nos atacaram, usavam anéis como aquele! – disse Lignuns confuso e um pouco assustado.
Aos poucos, cavaleiros com armaduras negras foram subindo as escadas correndo, todos usavam anéis iguais ao do garoto e foram se posicionando ao lado dele. Ao fim, o feiticeiro estava acompanhado por quatro dos escolhidos.
– Sinto muito... – repetiu Pequeno. – Mas eu não posso deixar vocês saírem vivos daqui...
Dan, Lignuns e Luna ficaram em choque.
– Humano Traidor... – murmurou Grynch.
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E aí? Quem desconfiava dele?
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Próximo: Capítulo 12 - O Infiltrado
Pode deixar, que não abandonarei a sua história, meu caro. Seguem os links da história a qual me referi: http://forums.tibiabr.com/threads/11...s#.VePoO6BVhBc
http://forums.tibiabr.com/threads/33...77#post6910677
São duas pois ele escreveu a primeira, e parou, resolveu fazer tudo de novo, mas abandonou de novo, mesmo com a história já pronta. De toda forma, recomendo a leitura, simplesmente fantástico, melhor que muito livro que li por aí kkkkkkkkkk
E em relação ao novo capítulo, muito bem escrito, e em nenhum momento desconfiei do Pequeno, acho que por ele ter uma "aparência" frágil. Enfim, posta logo o próximo ae! ansioso! Longa vida a sua história.
PS: tem alguma história pra me indicar aqui na sessão? que ainda esteja em atividade?