Olá, Galera!
Três semanas, mais uma vez... Não é o ideal, mas é o que tem sido possível!
Muito obrigado pelos comentários: Ison, Arckyus, Black Ruler e WillRod00
Esse é o capítulo 12, já estou planejando o 13 e o 14 será o último deste livro!
Não tenho muito o que dizer aqui, espero que gostem desse capítulo, respostas aos comentários abaixo:
Spoiler: Respostas aos comentários
Capítulo 12 - O Infiltrado
— Mas que droga, Pequeno! — gritou Lignuns. — O que você está fazendo? Eu preciso salvar os meus pais!
— Sinto muito Lignuns, mas você é a minha missão! — Pequeno não parecia estar gostando daquilo. — Eu estive apenas poucos dias em Rookgaard, fui treinado em Thais para me juntar aos revolucionários. Esse é o meu teste final! Eles mandaram quatro cavaleiros para me ajudar nessa missão... Eu preciso garantir que você esteja morto... Eu não posso falhar...
Luna já estava com seu arco pronto para o combate, assim como Grynch com sua espada e Dan com sua varinha. Apenas Lignuns, ainda segurando a bolsa com a cura, tentava dialogar.
— A Irmandade confiou em você! Eles são seus amigos! Você não pode nos matar! — gritou o druida.
— A Irmandade nunca vai saber... Eu vou dizer que fui atacado por escolhidos e que não consegui defendê-los... E além de disso, — Pequeno deu de ombros — os dias dos tradicionalistas estão contados de qualquer forma. Eu já contei aos escolhidos onde fica o quartel general e nós estamos apenas esperando o melhor momento para invadir o local e matarmos todos eles! — O feiticeiro enfim se virou para os cavaleiros de armadura preta que estavam ali. — Podem matar todos. — sentenciou o garoto.
— Toma, Dan, Corra! — gritou Lignuns enquanto jogava a mochila com as curas para o feiticeiro.
— O que você está fazendo? — perguntou Dan enquanto segurava a mochila.
— Use suas botas, corra! Vá até o quartel general, avise-os da traição e depois leve a cura até os meus pais! Não há tempo vá! — gritou o druida. — Exori mim frigo!
A magia do druida atingiu a perna do cavaleiro que seguia em sua direção atrasando-o.
— Você deve estar de brincadeira... Eu não vou te deixar para morrer! — respondeu Dan.
— Então vá pedir ajuda! Você vai ser mais útil se usar suas botas para isso! Exori tera! — Dessa vez, o druida fez uma madeira no chão se torcer, fazendo o escolhido que ia em direção a Dan tropeçar.
— Vai logo! — Luna gritou para o feiticeiro.
Dan hesitou, mas logo se deu conta de algo: um dos escolhidos o seguiria, ele não tinha esperança de derrotar nenhum deles, então tirar um inimigo dali era realmente a melhor opção. Assim, Dan correu.
Ele passou pelo escolhido que ainda levantava, desviou de uma runa de fogo do Pequeno e seguiu correndo para escada.
Antes que Dan pudesse descer, uma explosão ocorreu na sua frente, arremessando Dan dois metros para trás.
Enquanto isso, Grynch fazia um combate equilibrado contra o inimigo que o atacava. Lignuns desviava dos golpes que recebia do seu escolhido e tentava se distanciar indo para o lado. Por fim, Luna enchia o seu inimigo de flechas, deixando-o ocupado em rebater as setas e impedindo-o de se aproximar dela.
Pequeno já estava sacando outra de suas runas roxas de explosão e o cavaleiro já avançava contra Dan para golpeá-lo com seu machado.
Dan rolou para o lado, fazendo o cavaleiro cravar seu machado no chão, e apontou sua varinha para Pequeno.
— Exori flam! — Dan disparou uma bola de fogo.
O garoto gritou ao receber o ataque mágico, tentou apagar o fogo do seu corpo e gritou “exura” mais de uma vez.
— Exori flam! Exori flam! — Dan seguiu gritando, mas dessa vez o alvo era o cavaleiro que se aproximava. — Exori flam!
Dan gritou três vezes, mas apenas duas bolas de fogo saíram e atingiram o cavaleiro, que apesar de estar queimado, não parecia estar incomodado com aquilo e seguia avançando.
Dan sentiu o muro do terraço atrás dele e, mesmo parado, continuou atirando bolas de fogo, até que elas pararam de surgir. Dan sentiu um calafrio, sua mana havia acabado novamente. O feiticeiro olhou para o outro lado do terraço e viu seus amigos ainda lutando, em seguida ele olhou para o lado e viu a escada, mas antes dela, o garoto traidor.
O cavaleiro tentou atingi-lo novamente com o machado e Dan evitou o ataque correndo. Ele sabia que Pequeno não deixaria que ele descesse as escadas, então sacou sua Espada de Carlin e avançou contra o garoto.
Pequeno demorou a notar as intenções do feiticeiro, mas quando viu que ele pretendia ataca-lo, o garoto apontou sua runa roxa em direção ao peito de Dan.
Dan já estava quase alcançando o garoto, quanto a explosão surgiu e fez Dan ser arremessado contra a mureta e cair inconsciente. O próprio Pequeno foi para o chão com o impacto, apesar de não sofrer muitos ferimentos.
— Não! — gritou Luna enquanto arremessava flechas.
Lignuns e Grynch estavam muito ocupados com a luta e não viram o que aconteceu.
Pequeno logo se levantou.
— Vamos! Ajude a matar os outros! — ele ordenou ao escolhido que antes estava atacando Dan.
Luna já estava abalada ao ver Dan cair, mas ao tentar pegar uma seta e notar que não havia mais flechas na sua aljava, ela ficou completamente perdida. A garota sabia que não tinha mais como lutar sem munição e até pensou em correr, mas já estava sem esperanças.
Luna estava apenas encarando o cavaleiro que avançava contra ela, até que ele surpreendentemente caiu no chão, sem vida. Luna reparou que ele tinha uma seta encravada nas costas, mas não soube dizer de onde ela veio.
Lignuns ficou cercado por dois cavaleiros, foi atingido na barriga e gritou de dor, mas logo, ambos os cavaleiros começaram a ser atingidos por flechas que pareciam surgir do nada.
— Mas o que diabos está acontecendo aqui? — gritou Pequeno.
Um riso foi ouvido como resposta e novas flechas continuaram sendo atiradas.
— Já era, Pequeno... — era a voz de um dos gêmeos. — Vamos, nos ajude a matar esses escolhidos e eu prometo que vou fazer o possível para a Irmandade pegar leve com você.
— Não, seus idiotas! — o garoto estava com raiva. — Eu vou matar todos vocês! Eles nunca vão saber!
— Pequeno, Pequeno... — a voz parecia vir do centro do terraço, do mesmo local onde estavam surgindo as flechas. — Paul já está indo para o Quartel General contar da sua traição. Nós jogamos pedra, papel e tesoura, ele perdeu, então eu vim aqui limpar a sua bagunça e derrotar uns escolhidos, enquanto ele foi lá reportar a situação. Seus dias de espião já acabaram...
Pequeno não respondeu àquilo, ele apenas olhou a sua situação ao redor. Dos quatro escolhidos que vieram ajudar, apenas um ainda estava de pé, e mesmo este, estava apenas tentava se defender das flechas de Will.
Ao ver a situação mais tranquila, Lignuns e Luna correram até Dan, preocupados com a situação do feiticeiro.
Pequeno esperou um pouco, mas quando uma flecha surgiu e atingiu o peito do ultimo escolhido, ele usou uma de suas runas roxas bem no local onde a seta havia surgido. Em seguida, foi possível ouvir o impacto de alguém colidindo com a mureta do terraço e um ligeiro gemido de dor. Pequeno não perdeu tempo e apontou uma runa cinza com uma caveira desenhada para o local de onde veio aquele gemido.
— Adeus Will... — disse o garoto, quase sussurrando.
Então, o corpo do gêmeo apareceu, sem vida, com um arco na mão e um anel mágico inerte no dedo.
Pequeno rapidamente pegou outra de suas runas cinzas, enquanto aproximava o seu anel com formato de caveira da boca.
— Atenção! Eu fui exposto! Os tradicionalistas já sabem da minha traição! É possível que eles evacuem o Quartel General! Vocês precisam atacar agora!
— Entendido. — respondeu uma voz surgindo do anel. — Atacaremos agora mesmo.
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E aí? O que acharam desse capítulo?
Deu ruim?
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Próximo: Capítulo 13 - Atenção, Fumaça!
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