Jvzs:

Li o seu texto hoje de manhã, antes de ir pra aula, e deixarei aqui um breve comentário sobre ele, para que seu trabalho não passe em vão:

A ideia do texto foi boa, e você desenvolveu uma estrutura bacana, que seguiu pelos princípios que fundamentam uma boa história. Entretanto, o contexto para que ocorresse a história para mim foi bastante fraco. Quero dizer, qual a motivação que o demônio teve para escolher ele para torturar? Não que você tenha deixado esse quesito em branco, mas ficou ainda a questão: por que EXATAMENTE ele? Se fosse um hábito do demônio fazer isso com várias pessoas, seria mais fácil de entender.

Eu queria poder comentar mais, mas já tem um tempo que li o texto, de forma que não vou me recordar de muitos detalhes, e meu tempo hoje é bem limitado.

@Disputa B

Texto 1:

Um texto muito bom, prendeu minha leitura do início ao fim, e isso não é fácil, quando seu leitor tem TDAH ehaeahuehaeu
me distraio muito fácil e dificilmente consigo ler todo um texto sem parar hora nenhuma para focar em alguma outra coisa.
But... você cometeu um erro grave ao meu ver, que pode até acarretar na sua eliminação: a fuga do tema. É verdade que os correios são citados em grande parte do texto, mas a impressão que tive é simplesmente que Kevin e Wally são personagens secundários na história e que, independente de sua participação, o enredo se desenrolaria de maneira bastante similar. Esse foi o ponto-chave que fez sua história cair nos padrões, em minha opinião.

Texto 2:

Gostei bastante da ideia que teve para seu texto. Fez de sua composição uma espécie de notícia, como um diário de bordo para relatar acontecimentos do correio. Ao contrário do Texto 1, seu texto focou-se totalmente dentro do tema, mas faltou um pouco mais de criatividade, em minha opinião. Quero dizer, você limitou-se a narrar coisas de dentro do próprio jogo, na quest da postman. Não obstante, ainda confundiu-se na hora de descrever algumas cenas, e só pude entender o que queria dizer por conhecer o contexto da quest in-game.

Pelo fato do Texto 2 ter tido esses problemas, meu voto vai para o Texto I, apesar da leve fuga ao tema.

@Disputa C

Texto 1:

Apesar de ser uma ideia contextualmente boa, o limite de caracteres parece que te atrapalhou bastante. Fazer um personagem assassino tornar-se um herói e ter um "feeling" que deve se redimir é algo que deveria ser bem trabalhado, explorado ao longo de vários capítulos. Nenhum antagonista vira o mocinho da noite para o dia, e foi isso que deu a impressão de que o Noxius Ned fez. Além do mais, por que raios o Chester Kahs iria confiar uma missão dessa importância a um traidor e bandido? A chance de que o Noxius se voltasse contra a TBI novamente era enorme, podendo ainda aliar-se ao criminoso. Além disso, a bruxa pareceu extremamente foda e, no fim, foi "facilmente" derrotada. Isso me fez lembrar muito dos personagens da Akatsuki, no manga/anime Naruto, em que Kishimoto fez personagens extremamente poderosos e teve que apelar para conseguir que os protagonistas os derrotassem. Isso perde muitos pontos a meu ver, porque simplesmente não soube trabalhar bem o personagem.

Texto 2:

Mais uma vez a mesma ideia, do roubo da coroa. Isso me pareceu bem... esquisito. Não que não possam haver coincidências, mas deu a impressão de que ambos usaram uma ideia clichê, e isso torna o texto já meio previsível, o que desanima um pouco a leitura. Até os erros foram mais ou menos parecidos com os do autor do texto 1, pois o tema do suborno foi bem forçado. Se a jóia era tão cara assim, a ponto de pouquíssimas pessoas terem acesso ao dinheiro para comprar uma, o que o faz pensar que algumas míseras moedas de platina seriam o bastante para que a mulher abrisse o bico? Foi meio sem sentido isso. E você também pecou no mesmo quesito sobre criar um vilão extremamente poderoso, e "roubar" para fazê-lo perder. Só que no caso do autor do texto I, o poderio era em combate e, no seu texto, era a questão de ser um mestre no roubo silencioso. Colocar tamanha gafe que o ladrão cometeu é o mesmo que desconstruir toda a imagem que fez dele anteriormente.

Texto 3:

Cara, eu tenho a impressão de que os 3 autores meio que combinaram a trama. Tá que dessa vez não houve o uso do roubo da coroa, mas sim o sequestro de pessoas, mas, uma vez mais, o autor pôs vilões poderosos demais, e que, pela própria descrição feita anteriormente, jamais seriam abatidos em combate desse modo, nem cometeriam erros crassos como o escritor citou. O limite de caracteres também não permitiu que desenvolvesse mais a história, dando a ela um fim muito abrupto, o que é ruim. Não tenho muito mais a dizer, a não ser que leia os textos que fiz sobre o Texto 1 e 2, pois são similares as críticas aos três.

Uma dica que dou aos 3 participantes é a seguinte: Um bom vilão não tem que, necessariamente, ser muito poderoso. Adeque o poder dos personagens ao enredo que se segue, para não ter que desconstruir a imagem que trabalharam ao longo da história, de modo a conseguir completá-la.

Uma vez que os três textos tiveram níveis similares, ficou difícil dar meu voto, e, para fazê-lo, me baseei no que teve a melhor história. Por isso, meu voto vai para o TEXTO 1, apesar de achar que cabia muitas melhorias nele ainda.