Você usa de uma ótima escrita, visto o uso do travessão e um linguajar bem específico, bem simples e cativante. Gostei do fato, como o Gabriellk~ citou, da personagem não se jogar mata a dentro para caçar bichos espontaneamente. Ter um objetivo, que no caso era alimentar-se. Essas dúvidas ao redor da Swettie ainda irão dar muito pano pra manga ainda, rs.
Espero a continuação.
Abraço.
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Gostei da leitura, a forma que organiza a história deixa um tcha para prosseguir na leitura, é que muitas vezes pequenos detalhes são deixados de fora ao escrever e você ordenou de uma ótima forma, parabéns vou acompanhar na medida do possível.
Fiz um comentário ontem, porém este cel troll sumiu com ele.
Primeiramente, bem vinda a seção!
Gostei da personagem e dos tais mistérios em volta dela. A cidade que você escolheu é uma daquelas pouco usadas, Port Hope. Também abordou sobre a Sociedade dos Exploradores e seu início em Tiquanda, o que já deu uma notinha a mais pra história.
O fato citado pelo gabriellk sobre a personagem não correr pela selva pra matar feito uma doida os bichos que há nela também foi algo positivo. Mas fiquei com pena do panda, pra que comer um panda? D:
Ah, e ainda achei que todo aquele monte procurando pela druida era para vingar o panda... Doideira
Bem, continue. Estarei acompanhando, e além de tudo, devo dizer que a escrita está ótima, nada a criticar. Talvez eu tenha deixado algo passar, talvez não, mas vamos ver nos capítulos seguintes.
Bem, bem-vinda à Seção! Sua história está de parabéns, de verdade! Gostei do fato de você ter escolhido uma cidade que combina com o espírito de um Druida, bem como ter encaixado as situações de combate de monstros para a filosofia druídica, ficando algo mais roleplay e menos "tibiano" (no sentido do powergaming).
Sua escrita é muito boa, meus parabéns! Espero que continue.
Na medida em que você postar, farei meus comentários de forma mais detalhada, mas não creio que terei muito que criticar. Estou à disposição, caso precise.
Quarto capítulo com as respostas aos comentários no fim do post! Obrigada a todos que comentam, de coração!!
Capítulo IV: Descobrindo o passado
Passaram-se algumas horas e, durante esse tempo, fiquei preguiçosamente deitada na rede de Kea, que agora não me era mais estranha. Ouvi alguns barulhos na porta da pequena casa da paladina, que foram responsáveis por fazer-me levantar. Aproximei-me, pronta para o ataque, quando a porta subitamente abriu e encarei uma Kea com um olhar caçador, o sangue de um animal escorrendo pelas suas lanças e um grande lobo sendo carregado por ela.
— Kea! Pelos Deuses! Você quer ajuda?
— Argh! Argh! Deixe disso, jovem. Só estenda uma toalha no chão, para que eu deixe essa fera.
Rapidamente, me dirigi ao projeto de cozinha da senhora e peguei uma toalha. Estendi-a o mais rápido que pude no chão e Kea deixou o lobo cair bruscamente, nem se importando com o olhar sofrido do animal. Havia apenas uma lança encantada cravada no peito da fera, que me fez perguntar:
— Apenas uma lança? Como você o matou tão rápido? — Fiquei olhando-a um pouco perplexa. — Aliás, você nem me contou que era paladina.
Ao ouvir minhas últimas palavras, vi um sorriso de satisfação no rosto da minha nova companheira.
— Eu tenho muita habilidade. E sobre ser paladina... Deixei sua imaginação voar — disse orgulhosa de si. — Depois que me chamou de Druida e eu lhe respondi negativamente a respeito da cor dos cabelos, pensei em lhe contar, mas desisti.
— Por quê? — Perguntei intrigada.
— Para você ver que estava errada. Sabe, Swettie, existem muitas coisas no mundo de Tíbia que desconhecemos, por isso tome cuidado com o que sai afirmando por aí.
— É, você me enganou — respondi humilde.
Kea então dirigiu-se ao lobo e começou a carneá-lo. Eu já conhecia aquele ritual, mas por gostar muito das grandes feras preferi não assistir ao espetáculo.
— Vou à taverna de Clyde, me acompanha? — Inqueri.
— Não — sorriu. — Vou terminar meu trabalho por aqui. Dê um abraço em Clyde por mim — e corou brevemente.
— O... O que? Não entendi direito.
Kea percebeu que fiquei tensa, mas não se importou:
— É isso mesmo, garota. Agora, vá.
Dei alguns passos até sair da casa de Kea. Durante caminho para a taverna de Clyde, fiquei pensando nas palavras da paladina. Ao chegar na taverna, vi Clyde limpando uma mesa. Ao me ver, ele se aproximou animado:
— Olá, Swettie! Que bom que apareceu! Pensei que não voltaria mais aqui — fez uma pausa e olhou-me atentamente. — Já sei! É por causa de Rashid que você deixou de v...
Entediada, tentei interrompê-lo:
— Er... Olá para você também, Clyde — fiquei envergonhada ao lembrar da noite passada, mas resolvi não fugir: — Obrigada por se preocupar comigo. Mas não era preciso mandar me buscar! — Respondi por fim em um tom mais grosso.
— Oh, Swettie... Como senti sua falta! Desculpe se exagerei, mas é que voc...
E então o vi caminhando em minha direção enquanto falava. Seus braços estavam abertos para um abraço.
— Ei, o que está fazendo? — Foi a última pergunta que consegui fazer.
Enquanto Clyde caminhava em minha direção, a adrenalina tomou conta de mim e meu rosto pegou fogo. Tentei, ainda, conter o movimento do taverneiro. Não consegui e o mesmo me abraçou. Imediatamente, enrijeci e fiquei ali paralisada.
Por muito tempo não consegui ouvir nada a minha volta, parecia que estava inconsciente. Depois de algum tempo me familiarizando com a taverna, pude ver um Clyde preocupado, gritando e chamando por ajuda. Kea aparecera, aceitando, talvez, o meu convite feito anteriormente.
— Kea! Kea! Me ajude, por favor — ouvi um pedido desesperado do taverneiro.
— O que aconteceu, Clyde? — Disse Kea confusa.
— Sw... Swettie. Ela ficou paralisada desde que a abracei.
— Como?! — ouvi a voz de Kea enciumada.
— É isso mesmo, Kea — Clyde então entendeu a situação e ficou envergonhado. — Desculpe-me, mas não achei que ela iria ficar assim.
Vi quando os dois olharam para mim, seus olhares preocupados. Percebi, também, que apesar do ciúme de Kea — devido ao abraço que Clyde deu em mim — a mesma estimava-me. Eles ficaram discutindo sobre algumas doenças e realmente acharam que eu estava com algum problema, porém aquela era apenas minha forma de defesa pessoal. Era difícil, aliás, quase impossível, um homem me abraçar. E... Logo Clyde. Eu havia jurado a Derrick que... Foi então que algumas lágrimas começaram a escorrer de meus olhos e logo em seguida cai em prantos. Os dois, que estavam ligeiramente afastados de mim, aproximaram-me para me consolar.
— O que houve? Fale conosco, Swettie — ouvi, pela primeira vez, a voz de Kea em um tom carinhoso.
Apenas a olhei, pois não tinha coragem de fitar Clyde.
A experiente paladina entendeu brevemente meus sentimentos, parecia que já havia passado por aquilo.
— Vamos, vamos sair daqui.
— Mas nem consegui conversar direito com Swettie, deixa-a ficar mais um p... — interveio Clyde entristecido.
— Não! — A voz de Kea foi dura. — Já estamos de saída.
E assim saímos. Eu nem parecia que estava ferida fisicamente, porém, internamente, era como se eu estivesse totalmente derrotada e sem forças. Chegamos depois de uma lenta caminhada na casa de Kea. Ele preparou-me uma sopa, com algumas ervas, para que me sentisse melhor. Eu adorei ver como aquela mulher cuidou de mim, ela não falava nada enquanto fazia algo, apenas me cuidava e compreendia. Finalmente, as tarefas que ela havia de fazer terminaram, então ela sentou ao meu lado no chão, onde eu estava desde que cheguei, e falou:
— Vamos, conte-me tudo, sei que está em condições agora.
A imagem de Derrick veio a minha mente e se misturou com a de Clyde por alguns instantes. Tive um leve tontura, então desmaiei.
— Swettie! O que aconteceu? — Era a voz de Kea novamente.
— Eu... Onde estou?
— Você está no templo sendo curada. Brewster teve que lhe resgatar. Você estava delirando e com muita febre.
Um pensamento me incomodou. Isso já havia acontecido antes.
— Kea, vamos para sua casa. Precisamos conversar — falei já me levantando.
Você usa de uma ótima escrita, visto o uso do travessão e um linguajar bem específico, bem simples e cativante. Gostei do fato, como o Gabriellk~ citou, da personagem não se jogar mata a dentro para caçar bichos espontaneamente. Ter um objetivo, que no caso era alimentar-se. Essas dúvidas ao redor da Swettie ainda irão dar muito pano pra manga ainda, rs.
Espero a continuação.
Abraço.
Hahaha! Que bom que gostou! Sim, a nossa Swettie é uma jovem envolta de mistérios, muitas coisas a aguardam ainda. Espero que acompanhe mesmo a história! Obrigada pelo comentário!
Postado originalmente por Sombra de Izan
Gostei da leitura, a forma que organiza a história deixa um tcha para prosseguir na leitura, é que muitas vezes pequenos detalhes são deixados de fora ao escrever e você ordenou de uma ótima forma, parabéns vou acompanhar na medida do possível.
Olá, Sombra de Izan! Poxa, valeu mesmo! É muito bom receber elogios de roleplayers mais experientes como vocês. Eu sei apenas escrever, agora ter criatividade para continuar a história... Nem sempre é fácil! Vou ficar aguardando seu comentário nos próximos capítulos!
Postado originalmente por CarlosLendario
Oi, Swettie!
Fiz um comentário ontem, porém este cel troll sumiu com ele.
Primeiramente, bem vinda a seção!
Gostei da personagem e dos tais mistérios em volta dela. A cidade que você escolheu é uma daquelas pouco usadas, Port Hope. Também abordou sobre a Sociedade dos Exploradores e seu início em Tiquanda, o que já deu uma notinha a mais pra história.
O fato citado pelo gabriellk sobre a personagem não correr pela selva pra matar feito uma doida os bichos que há nela também foi algo positivo. Mas fiquei com pena do panda, pra que comer um panda? D:
Ah, e ainda achei que todo aquele monte procurando pela druida era para vingar o panda... Doideira
Bem, continue. Estarei acompanhando, e além de tudo, devo dizer que a escrita está ótima, nada a criticar. Talvez eu tenha deixado algo passar, talvez não, mas vamos ver nos capítulos seguintes.
~Carlos
Oi, Carlos! Então, obrigada pelas boas vindas, haha! Teu celular tá ruim mesmo, hein? Visitei outro tópico e tinhas falado a mesma coisa, hehe. Faz parte! Então, Swettie realmente é uma jovem druida muito misteriosa... E sobre esse negócio de matar bichos aleatoriamente, nem me veio a cabeça ainda Enfim, a primeira coisa que me veio a mente foi o panda, mas, poxa, você não viu que ela - por um nanosegundo - ficou com pena dele? Ela tem coração, oras! Enfim, era comida, né. Também sobre a multidão... Acho que o pessoal confundiu um pouco essa parte. Normal. Obrigada pelos elogios, aguardo seus comentários aqui nos próximos capítulos!
Postado originalmente por Iridium
Saudações!
Eu demoro, mas apareço, ahahaha!
Bem, bem-vinda à Seção! Sua história está de parabéns, de verdade! Gostei do fato de você ter escolhido uma cidade que combina com o espírito de um Druida, bem como ter encaixado as situações de combate de monstros para a filosofia druídica, ficando algo mais roleplay e menos "tibiano" (no sentido do powergaming).
Sua escrita é muito boa, meus parabéns! Espero que continue.
Na medida em que você postar, farei meus comentários de forma mais detalhada, mas não creio que terei muito que criticar. Estou à disposição, caso precise.
Saudações,
Iridium.
Saudações, Iridium! Gostei muito do teu comentário! Pois é, concordo contigo no que tange a parte do powergaming, acontece que muitos deixam esses detalhes importante passar. Ainda não tive tempo, mas quero dar uma olhada na tua história também! Enfim, obrigada pelos elogios, espero conseguir atender a expectativa dos leitores!
@Tópico: Assim que possível, posto os próximos capítulos!
EDIT: Editei para postar o capítulo junto e não floodar.
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Hello Swettie! Bom, também sou novato por aqui e pretendo escrever alguma historia em breve também... estou pensando sobre ela ^^. Bem - Vinda !
Nossa, a historia ta muito boa hein. Percebe-se que a nossa protagonista já sofreu muito nesse coraçãozinho ( eu mato esse cara, eu mato!) , mas que guria ácida essa hein? Bastou falar algo que a irrite um pouco e "BOOOM!"
Mas ela é muito cativante! Estou gostando bastante da sua escrita! Engraçado que tem uma ideia sua, que antes de ler aqui, eu já estava pensando nisso... Colocar na narrativa algumas aventuras próprias....
Então, poucas narrativas do fórum cativam tanto, as vezes até começo a ler, mas não me empolgam tanto, mas a sua e a do Dan, AWESOME!
Hello Swettie! Bom, também sou novato por aqui e pretendo escrever alguma historia em breve também... estou pensando sobre ela ^^. Bem - Vinda !
Nossa, a historia ta muito boa hein. Percebe-se que a nossa protagonista já sofreu muito nesse coraçãozinho ( eu mato esse cara, eu mato!) , mas que guria ácida essa hein? Bastou falar algo que a irrite um pouco e "BOOOM!"
Mas ela é muito cativante! Estou gostando bastante da sua escrita! Engraçado que tem uma ideia sua, que antes de ler aqui, eu já estava pensando nisso... Colocar na narrativa algumas aventuras próprias....
Então, poucas narrativas do fórum cativam tanto, as vezes até começo a ler, mas não me empolgam tanto, mas a sua e a do Dan, AWESOME!
Continuarei aguardando lançamentos!
Olá, Peu Tx! Nossa, muito obrigada pelo comentário! Estou realmente alegre por lê-lo! Enfim, Swettie é uma jovem muito misteriosa, mas pretendo, ao longo da história, dar algumas brechas para que o leitor descubra um pouco da vida dela. Sim, ela muito ácida! MUAHAHAHA. Pois é! Vou tentar encaixar essas aventuras no meio da história, vamos ver como vai ficar.
E tenho que concordar com você, a história de Dan realmente é muito boa =D Espero não desapontar todos os leitores que vem lendo minha história, fico feliz que esteja acompanhando! Não deixe de comentar e poste sua história também!!
Aproveitando esse post, aviso que ficarei um tempo sem postar os próximos capítulos devido ao concurso! No mais, enjoy e não deixem de comentar!
Nossa tava lendo e imaginei a cara que a Swettie deve ter ficado, cada um tem um lado de defesa, uns zangados, outros riem e alguns ficam err paralisados, muito bom o capítulo e se concentre no torneio, disputar com três ou quatro não é nada fácil.
Olá, olá, galerinha!
Consegui terminar o quinto capítulo da história de Swettie há alguns dias e como ainda não conheço o meu tema no concurso, resolvi postar o capítulo aqui (eu sei que eu disse que não iria postar). Mas, lá vai! Espero que gostem, não vi muitos comentários nos últimos capítulos, mas tudo bem, porque a história é um pouco longa mesmo. Resposta ao comentário do Sombra de Izan no fim do capítulo. Comentem — por gentileza — com suas opiniões e críticas =D
Capítulo V: A descoberta do passado interrompida pelo presente
— Mas você não está em condições! Deite-se! — Ordenou a paladina.
Eu a fitei por longos minutos antes de voltar para cama, mas percebi seu olhar duro, de comandante, e então decidi ceder.
— É que tudo isso é muito difícil para mim — deixei escapar, como um sussurro, enquanto me dirigia para a cama.
— Tudo bem, jovem. Você não precisa falar nada agora — falou carinhosamente Kea. Nesse momento, a estranhei. Kea, costumeiramente, não era carinhosa comigo.
— Kea — chamei enquanto deitava. — Aquele abraço que Clyde me deu... — Minha voz falhou então me esforcei para dizer: — Nã... Não foi com má intenção — tentei ainda justificar envergonhada.
Olhei para a paladina e notei que seus olhos brilharam levemente com minhas palavras.
— Não seja boba! — Kea tentou disfarçar, mas sua voz e seu rosto a desmascararam: — Eu e Clyde não temos nada. Somos apenas conhecidos.
— Sim, eu sei — falei um pouco maliciosa e mais animada.
— Descanse — ela tentou dissimular, mas não conseguiu. — Mais tarde você me conta a sua história se quiser.
Vi quando a paladina sentou ao meu lado, ainda com um bonito sorriso nos lábios. Eu a imitei e também fiquei deitada sorrindo. Passaram-se longas horas e nós permanecemos ali, em silêncio, esperando minha recuperação. Durante essas horas, fiquei refletindo sobre tudo que havia passado para chegar ali, na pacata cidade de Porto da Esperança, e percebi que desistir por causa de... De Derrick era bobagem, pois eu estava sendo tola e fraca. Nesse momento, firmei meus propósitos e decidi continuar, firmemente, com o plano traçado na cidade de Thais. Durante meus devaneios, notei que Brewster de vez em quando vinha analisar minha condição, e, em uma dessas vindas, percebi seus olhares para Kea.
Já estava anoitecendo quando olhei para o pequeno banco de madeira onde Kea estava sentada. Ele era muito simples e frágil para uma paladina como ela. Não que não a sustentasse! É que não eram apenas os cabelos de Kea que eram longos: a paladina era alta, possuía o corpo muito bem equilibrado apesar do grande tronco e das fortes pernas. Eu a admirava e gostaria muito de ser como ela, pois apesar de nossas vestimentas serem parecidas, eu era muito mais frágil. Permaneci admirando Kea, que não notou meus olhares admirados. De repente, algo estranho aconteceu: vi a jovem senhora levantar-se e ir até uma das pequenas janelas do templo, e, com um olhar assustado, descer as escadas de madeira para falar com Brewster no andar de baixo. Ansiosa e curiosa pelo ocorrido, decidi sentar-me na cama cedida pelo abençoador para conseguir descer. Apoiei-me na beira da mesma e desci rapidamente para encontrar Kea e Brewster em calorosa conversa enquanto subiam as escadas. Os dois estavam tão imersos na conversa que nem me observaram, até que os interrompi e falei:
— Olá... Eu estou aqui.
— Oh! Olá, Swettie — falaram simultaneamente.
— Que bom que já está bem! — Kea falou tentando afastar a preocupação.
— O que está acontecendo? Vi Kea um tanto preocupada com algo que observou pela janela.
— Sim, eu vi algo estranho ao longe — respondeu firmemente a paladina.
— Kea visualizou uma pequena bandeira desconhecida no alto da montanha de Hairycles, o macaco profeta. Isso é impressionante, pois é muito difícil alguém conseguir visualizar algo tão longe — Brewster olhou de uma maneira singular para a paladina que pareceu constrangida com o elogio. — Er... Essa bandeira pode significar muitas coisas, mas, pelos Deuses!, desde o fundamento de Porto da Esperança nunca havíamos visto nada parecido. Presumo que seja um alerta para uma invasão — ponderou ainda o abençoador.
— Uma invasão? Mas... De que? — Questionei interessada e um pouco assustada.
— Ainda não sabemos, jovem druida. Vou enviar uma carta ao Rei Tibianus III para saber sua posição. Entrarei em contato também com Angus e Grizzly Adams, eles são tão velhos quanto eu aqui na cidade, certamente saberão como agir.
— Penso que é bom ficarmos um pouco longe de Porto da Esperança, pelo menos por enquanto, jovem — disse Kea enquanto colocava a sua mão em meu ombro.
— Não! — Kea que teve uma estranha reação ao ouvir minhas palavras. — Quer dizer, tenho algo importante a fazer aqui. Não posso ir, não agora — respondi para tranquiliza-la.
— Conversaremos mais tarde — falou friamente. — Agora, precisamos ir — dirigiu-se até Brewster e o cumprimentou formalmente: — Obrigada por curar Swettie, Brewster — E fez um gesto para que eu lhe agradecesse também.
— Não há de que, estou aqui para isso — desabafou o senhor de cabelos grisalhos. — Sempre que precisarem, podem aparecer aqui. Inclusive você, Kea, para curar esse corte profundo em seu rosto. Ele está há anos assim, ahn?
Vi Kea empalidecer um pouco com as últimas palavras de Brewster, mas rapidamente voltou a normalidade com seu rosto firme e sua voz fria. E foi assim que respondeu o abençoador:
— Obrigada. Se estivesse realmente precisando, eu viria — tentou sorrir para suavizar sua resposta: — Até breve! — E segurou-me pelo braço de maneira nada formal para sairmos do templo.
Ainda vi o olhar desapontado de Brewster pela fria resposta de Kea. Então, esqueci momentaneamente de meus problemas, da possível invasão a Porto da Esperança e questionei a minha companheira:
— O que foi isso? — Dei um sorriso encorajador.
— O que? — Dissimulou.
— Ora, primeiro Clyde e depois... Brewster! Que poder é esse que você tem, senhora Kea? — Me permiti brincar com ela.
Kea ficou vermelha e pareceu zangada com minha brincadeira. Meus olhos ficaram cautelosos enquanto eu fitava a paladina e procurava algum vestígio de humor em seu rosto. Demos mais alguns passos e nenhum riso escapou dos lábios de Kea. Quando finalmente chegamos na porta de sua casa, vi a paladina abrir um grande sorriso e começar a gargalhar. No começo, fiquei um pouco preocupada com a atitude da jovem senhora— porque Kea não era muito de rir —, depois notei que ela havia realmente se divertido com a situação.
— Desculpe a demora pelas risadas, Swettie. Mas tive que me segurar até aqui — falou simplesmente.
Estranhei aquela atitude, que me fez perguntar divertida:
— Por quê?
— Ora, o povo fala muito! E procuro ser discreta — se bem me entende — falou também se divertindo. — Mas deixe disso! Não há segredo algum. Os homens são fracos e facilmente encantam-se por qualquer mulher — complementou mantendo o olhar mais sério.
As palavras de Kea fizeram eu me lembrar de Derrick, então baixei os olhos um pouco entristecida.
— Hum... Vejo que lhe fiz lembrar de algo — a paladina falou com intimidade, que, dessa vez, não me deixou na defensiva: — Vamos, quer me contar algo agora? Já vi que nos queremos muito b...
Bruscos socos na porta de Kea a interromperam e fizeram com que eu e a paladina nos sobressaltássemos quase que instintivamente.
Spoiler: Resposta
Postado originalmente por Sombra de Izan
Nossa tava lendo e imaginei a cara que a Swettie deve ter ficado, cada um tem um lado de defesa, uns zangados, outros riem e alguns ficam err paralisados, muito bom o capítulo e se concentre no torneio, disputar com três ou quatro não é nada fácil.
Oi, Sombra! Obrigada pelo comentário incentivador e pela dica, vou realmente procurar me focar no concurso agora. Enfim, sobre a personagem: ela realmente é muito peculiar. Em breve, ou não, saberemos o porquê.