Ola companheiros!
Bom, eu gosto muito de historias de RPG, e sempre tive vontade de escrever algo, acho que aqui seria um bom lugar para começar com isso, e também para vocês me ajudarem a melhorar com dicas (que são sempre bem vindas!)
Bom ai vai minha tentativa de historia. auheauehuaheau
O Domador de Ursos
Spoiler: Índice:
Capitulo I - Sentimento Adormecido
“Pequeno era o menino,
Grande seu dom.
Em seus olhos, brilho feroz,
Dócil como um cão.
Pequeno era o menino,
Gigante seu oponente,
Atroz urso branco,
O temor iminente.
Mas não para o pequeno,
Em seus olhos, o brilho feroz,
Calou o estrondo,
Calou o atroz,
Calou o urso branco.
A fera, o menino domou.”
A canção sobre o Domador de Ursos já fora a muito esquecida pelos habitantes do pequeno povoado, localizado numa ilhota do arquipélago ártico, Senja era o nome do vilarejo, e os tempos de alegria e festas já haviam deixado aquele gelado e pacato lugar.
Mas em uma pequena casa, bem no meio do vilarejo, havia uma pessoa, tal que nunca se esquecia da velha canção, não que ela acreditasse em mitos e lendas (entre as poucas pessoas que ali habitavam, ninguém costumava acreditar), mas quando pequeno, esse poema o fascinava. Porem ha muito tempo o instinto aventureiro havia abandonado aquele coração acomodado.
— Norberto! Norberto! — Se ouvia lá de fora em um tom incomum para quem em Senja vivia. — Quem ousa me incomodar? — Perguntou irritado o habitante da pequena casa. Sem obter resposta alguma, e muito incomodado, o homem mediano, forte e de barbas castanhas que atendera por Norberto largou seu grande cachimbo de carvalho sobre o criado-mudo também de carvalho, levantou-se de sua confortável poltrona verde, deu uns 8 passos dirigindo-se a porta e então a abriu.
Ao abrir a porta de madeira ele começou uma frase que logo foi incapaz de terminar. — Quem ousa me pertur...— Logo observou que quem lhe perturbava era seu jovem vizinho, Baltazar, menino parrudo de cabelos negros, casaco branco e calças e sapatos marrons, com apenas 18 invernos vividos. Mas o que lhe fez perder a fala não foi a visão do menino, e sim a visão do que o menino carregava. Era um pequeno Husky, de costas cinzas e peitos brancos, por hora avermelhados, pois o cão estava morto e ensanguentado. Os Husky são cães muito dóceis e queridos em Senja, e Norberto, em especial, era um amante da natureza, e principalmente dos animais.
— Mas o que aconteceu com esta pobre criatura? — Disse Norberto agora em um tom triste e revoltado. —Quem poderia ter feito algo tão horrível a um ser tão dócil? — Ele sabia que não teria sido Baltazar, pois o menino parrudo, apesar de bem mais jovem, era provavelmente seu único amigo, e sabia que seria incapaz de cometer tal atrocidade.
O menino então, quase chorando, disse a Norberto: — Eu estava indo caminhar pela floresta ao norte... — Baltazar gostava de buscar aventuras e conta-las depois, por menores que fossem, pois nunca havia passado por perigos ou coisas do tipo (o máximo que ocorrera foi quando se deparou com o “feroz” lobo selvagem, digo entre aspas mesmo, pois naquela pequena ilha, ate os lobos eram serenos). — ...E logo que adentrei a floresta, dei uns 20 passos, e então algo estava diferente, haviam alguns pinheiros quebrados e tombados... — A esse ponto, um sentimento há muito tempo adormecido começava a despertar dentro de Norberto. Tremulo, o jovem continuou falando: — E logo reparei na neve algumas pegadas, enormes! E logo pensei, pelo tamanho do estrago nas arvores, foi algo grande que fez isso. E ali estava, o pobre coitado, já definhando. Então a primeira coisa que me veio em mente foi trazê-lo a você, pois achei que seria capaz de cuidar dele, mas cheguei aqui tarde demais. — O menino então abaixou a cabeça, deitou cuidadosamente o corpo do cãozinho ao chão a frente da porta e começou a chorar.
Apenas uma, uma única e solitária lagrima escorreu sobre o rosto pálido de Norberto, ate se perder entre suas barbas. E com a raiva, algo inusitado lhe tomou a mente. Norberto quando jovem costumava ser como Baltazar, andar pela ilha atrás de “grandes” aventuras, provavelmente buscando, se tornar um mito, assim como o da antiga canção. Mas com o tempo foi se acomodando, e deixando esse sentimento aventureiro de lado, pois nenhuma aventura fora lhe reservada, ao menos ate agora. Mas no momento em que observou o pobre animal ensanguentado, ele resolveu que iria adentrar a floresta novamente, apos muitos anos longe dela, e buscar o monstro que teria feito tal crueldade ao pobre Husky.
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Bom ai esta!
Por favor comentem opiniões e dicas, agradeço desde já!
Abraços
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