no coments no cap 3? ok vamos ao 4
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Capitulo 4.
Vascalir foi chamado. E logo chegou ao centro da cidade, onde estavam todos reunidos, acompanhado de dois outros guardas, Dallheim e Zerbrus. Vascalir era um cara alto que parecia já ter participado de algumas batalhas, pois carregava algumas cicatrizes nos braços e no rosto. Os outros dois guardas até pareciam gêmeos. Ambos carregavam um grande escudo e uma lança longa e tinham aparência de meio gordinhos, talvez pelo fato de estarem muito carregados com armaduras. Os três eram soldados vindo da ilha principal mandados para serem os guardiões de RookGaard.
—Vamos lá molecada! Preciso da ajuda de vocês aqui.
Todos os alunos restantes, que vieram juntos ha alguns anos, estavam ali.
— Se eles estiverem mesmo vindo, vou precisar que fiquem do lado de dentro das muralhas da cidade oferecendo suporte para que nós seguremos esses nojentos. Todos vocês vão até o deposito e tragam pedras para enchermos as catapultas.
Ouvindo as ordens de Vascalir todos os iniciantes correram em direção ao deposito e começaram a, não só colocar as pedras nas catapultas, como também a deixar algumas de reserva ao lado das mesmas.
Os três guardiões, juntamente de Cipfried, foram para a ponte de entrada na cidade e ali ficaram aguardando a horda chegar.
O sol começava a se por avermelhando todo o horizonte. A tensão tomava conta de todos os novatos. Fora-lhes ordenado que ficassem por conta das catapultas atirando em direção a horda.
Vascalir resolvera que ele e os outros soldados ficariam na ponte onde não poderia passar um grande numero de orcs, o que acabaria anulando o seu grande número.
De repente uma movimentação ao longe. E por de trás da montanha ao norte da ponte um bando de orcs desce em disparada gritando e balançando seus sabres.
— ATIVAR CATAPULTAS!— gritou Vascalir.
Pedras voaram por sobre as muralhas esmagando alguns orcs.
Ainda assim muitos passaram e subiram pelas escadas defrontando com os guardiões.
Wolfric e os outros estavam em uma catapulta na torre sobre uma lojinha logo a direita da ponte e de lá podiam ver toda a luta.
Era impressionante a habilidade de cada um dos quatro sobre a ponte. Vascalir balançava seu machado com uma destreza incrível e raramente precisava de mais de um ataque pra acabar com a vida de um orc. Dallheim e Zerbrus, apesar da aparência, também eram extremamente habilidosos. Com seus escudos empurravam vários e vários orcs de uma só vez, encurralando-os e fazendo um espeto deles com suas enormes lanças. E por ultimo Cipfried. Era impressionante. Ele não usava armas. Lutava apenas pronunciando alguns feitiços e lançando bolas de energia que arremessavam longe qualquer orc que fosse atingido. E quando algum se aproximava dele ao ponto de não poder lançar um feitiço, ele o derrotava com as mãos limpas com golpes que pareciam ter saído de um filme de kung fu!
A horda não parava de vir. Um após o outro os monstros iam caindo, hora pelos guardiões, hora pelas pedras lançadas pelas catapultas. Mas algo estava errado. Uma fumaça preta saia de dentro da academia. Ao olhar para trás, em direção as catapultas que estavam sobre o local, Wolfric viu uma invasão de orcs matar todos os iniciantes que ali estavam.
De cima da ponte, Cipfried também viu o que acontecia e então gritou para os alunos:
— Corram e ajudem na academia.
Sem pensar duas vezes Wolfric, Natasha e os demais deixaram seus postos e desceram as escadas em disparada para a academia.
Já havia orcs na praça e vários dos novatos lutavam bravamente protegendo a cidade.
Mas de onde vinham? Entrando na academia depois de matar alguns orcs, Natasha olhou em direção a escada que dava para o porão da construção. Era de lá que eles vinham.
— Vamos tentar utilizar uma tática igual a que Vascalir fez na ponte. Vamos bloquear a escada, pois só da pra passar de um em um ali. Assim que um subir nos cinco o matamos!
Seguindo as ordens de Wolfric os cinco correram em direção as escadas. Mas não era fácil chegar até lá. Já havia muitos no caminho. Outros novatos correram para ajudar e, sob a liderança do garoto, conseguiram chegar até as escadas.
— Vocês ai cerquem a escada que desce dos andares de cima. Já havia orcs lá e eles certamente irão descer. Vocês ai fiquem envolta da porta de entrada qualquer orc que tentar voltar vocês matam.
Era impressionante como ele parecia se transformar naquela situação. Tão tímido em situações normais e tão determinado e líder em situações como aquela.
Ao longe, sobre uma montanha, um par de olhos vermelhos se deliciava com toda aquela bagunça.
—Só mais alguns e estará completo o ritual— ele pensava.
Era o mago orc Kraknaknork. Um ser desprezível e malicioso, que não tinha habilidade nenhuma com armas e, por mais incrível que pareça, uma mínima habilidade com magias. O forte dele era o conhecimento. Era um dos poucos orcs existentes que sabia a linguagem dos humanos. Alem de ter um vasto conhecimento sobre itens mágicos. O monstro era vidrado em tesouros e sonhava em ter seu próprio reino. Usando de artefatos antigos que, sabe-se lá como os conseguiu, Kraknaknork pretendia conjurar um poderoso e ancestral demônio e controlá-lo para dominar primeiro RookGaard e depois todo o planeta Tibia.
—Ai vem mais uma— pensou o orc estendendo seu cajado e sugando uma bola de energia que vinha em sua direção.
Dentro da cidade as coisas pareciam melhorar graças aos planos de Vascalir e Wolfric.
Cipfried desceu da ponte e foi em direção a cidade onde no centro, fora da academia, ainda havia muitos orcs. Foi quando, diante de seus olhos, um orc atravessou seu sabre nas costas de um dos alunos levando-o a morte. O monge notou que algo estava errado. Assim que os joelhos do garoto tocaram o chão e a vida esvaiu de seus olhos, uma aura se formou em volta do garoto e, como se houvesse um imã gigante, a luz foi sugada em direção a montanha onde estava Kraknaknork.
—Não é possível!— se assustou o monge.
—E lá vem o ultimo! Hahahahaha!— gargalhou o orc.
A bola de energia foi sugada pra dentro do cajado do orc e este emitiu uma luz roxa muito forte. Como o sol já havia se posto, aquela luz pareceu tomar conta de toda a ilha. Por um instante todos pararam de lutar e cobriram seus olhos para se protegerem. Os orcs que estavam atacando começaram a agir de modo estranho, como se estivessem com muita dor. Até mesmo os orcs que já estavam mortos começaram a se contorcer no chão. Uma luz vermelha saiu de seus olhos e todos os que ainda estavam vivos caíram mortos.
A luz vermelha saída dos orcs também foi em direção ao cajado de Kraknaknork. Este por sua vez parecia estar em transe, pronunciando palavras desconhecidas como se conjurasse algo.
Cipfried estava imóvel sem acreditar no que estava acontecendo. Wolfric e os outros saíram da academia totalmente perdidos sem saber o que acontecia.
O monge correu em direção à ponte junto de Vascalir e os outros. Os alunos foram atrás e chegaram a tempo de ver algo que não tinha se quer certeza que estava ali ou se seus olhos os enganavam.
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