Resultados da Enquete: Que Facção deveria Ireas Escolher?

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Enquete de Múltipla Escolha.
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Tópico: A Voz do Vento

Visão do Encadeamento

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  1. #11
    desespero full Avatar de Iridium
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    Padrão Terceiro Pergaminho, Capítulo 6

    Saudações!

    E lá vem mais Capítulo! Não sei se perceberam, mas já chegamos a um terço do Terceiro Pergaminho! Faltam nove capítulos para o fim e meio que uma pequena parte do arco, a parte mais "introdutória", foi encerrada. Espero que estejam gostando.

    Eu já confesso que vou sentir muita saudade de escrever as histórias do Ireas aqui, mas, para quem gostou, sempre terá as Versões Roleplay no meu L.T. ASUAEHAUEHAUEHUEH

    Vamos às respostas dos comentários da vez para dar continuidade:

    Spoiler: Respostas aos Comentários


    Sem mais delongas, o Capítulo de Hoje!


    ----

    Spoiler: Bônus Musical


    Capítulo 6 — Maldito Seja!

    Os fios do Destino tecem uma teia mortal…

    (Narrado por Kjesse)



    Aquela era a hora! Finalmente, eu tinha o último Keras em mãos. Digo, de sangue: a pequena Skadi era filha do adotado, portanto, mal poderia ser considerada um. Era hora de terminar o trabalho que havia sido iniciado anos antes em Sabrehaven, antes do despertar de Morgaroth… A muito Keras deveria ter sido sacrificado: se o tivesse sido, o poder da alma invernal de Nornur teria feito do Senhor da Lava o mais irrefreável dos seres.

    Apoiado sobre um dos joelhos, vi o menino querer sacar algo de sua bainha; certamente, um de seus machados. Atirei um bola de fogo negro em sua direção, acertando-o com força tal que ele deslizou um pouco pelo chão de madeira clara.

    — Onde eu estava? — Falei, com um sorriso sinistro. — Ah, sim… Estava prestes a queimar sua alma!


    ****


    (Narrado por Ireas Keras)


    Respirei fundo e assoprei o mais gélido e forte vento que pude; o velho, novamente pego de surpresa, foi atingido e caiu. A boneca foi jogada longe. Eu me levantei já com dois machados de gelo eterno em mãos. Kjesse bateu o cajado contra o chão, fazendo-o tremer e esquentar, como se houvesse lava no assoalho abaixo. Antes de cair, atirei os machados contra o velho, desviando do primeiro mas recebendo o segundo em seu flanco.


    ****


    (Narrado por Kjesse)

    — BASTARDO FILHO DA PUTA!

    Urrei de dor, recuando. O desgraçado ousou ameaçar minha vida! Pior: ele não só atirou machados contra mim, como teve a audácia de acertar meu flanco. Furioso, ateei fogo o machado ainda preso ao meu corpo, o qual derreteu. Imediatamente depois, com a ferida aberta em meu flanco, eu vi a arma desgraçada reaparecer na mão esquerda de Ireas, que me fitava com fúria em seu olhar.

    — Exevo Max Frigo! — Urrou o druida.

    Ele arremessou os dois machados em minha direção e uma onda de gelo veio rápida; conjurei uma redoma de chamas negras ao meu redor, mas o ataque foi mais forte que imaginei: apesar de ter refreado a maior parte do gelo e da neve, uma parte disso conseguiu enfraquecer minhas defesas e acertar meu corpo novamente. Caí pesadamente no chão, furioso.

    A éfige de Ireas ainda estava no chão; ele arregalou o olho, e eu fiz o que tinha que ser feito.

    — Você me paga, Vento do Norte! — Ainda no chão, apontei minha mão para a éfige, atirando uma rajada elétrica contra ela.

    Minha máscara estava quebrada; meu rosto sangrava e minha fúria transbordava. Estava tão concentrado no que fazia que não percebi o que estava por vir.


    ****


    (Narrado por Ireas Keras)


    — AAAAAAHHHH!

    A descarga elétrica veio forte; meus machados foram ao chão e eu caí de joelhos, ofegante. Podia sentir meu coração descarrilhado, arrítmico. Um grito agudo e abafado ressoou no ambiente logo em seguida. Eu olhei para trás.

    Era Siflind.

    — Kjesse! — A mulher gritou, horrorizada. — O que é isso?! O que está acontecendo aqui?!

    Eu paralisei, e Kjesse também; pela primeira vez em anos, eu pude ver como era o rosto daquele homem: seu rosto era velho e mórbido, exibindo os sinais da corrupção típica daqueles que seguiam o caminho das artes negras e necromânticas. As marcas em seu corpo começaram a brilhar em um sinistro tom de vermelho. A ferida aberta, sangrando livre e torrencialmente, começou a necrosar em vez de fechar. Engoli em seco e arregalei os olhos, assustado com aquilo.

    — Fuja. — Falei para Siflind, assustado. — Fuja!

    — O que você fez com ele?! — Gritou a Norsir, assustada e às lágrimas. — O que você fez com meu marido, Ireas?!

    Eu sequer tive tempo de esboçar alguma reação; senti tentáculos, ou algo do tipo, feitos de carne crua e exposta enroscando em meu corpo e me puxando para longe de Siflind; o cheiro de carne podre e sangue talhado confundiu meus sentidos, e eu fui arrastado rápida e impiedosamente; diante do semblante horrorizado de Siflind, eu fui de encontro à parede de madeira do templo, a qual foi arrebentada com a força. Caído, fiquei estatelado no chão, muito machucado.

    Kjesse, entretanto, não parecia satisfeito.

    — Esse malfeitor herege, mulher, veio para te confundir! — Ele rugiu em um tom sinistro e perverso. — Ele veio para profanar nossos costumes e falar meias-verdades para Skadi, nossa filha! Ele é uma má influência, um resquício da Irmandade dos Ossos em nosso lar e deve ser pulverizado!

    Olhei para Siflind, sentindo dor a cada movimento milimétrico que tentava fazer; respirei fundo. Eu não sabia se ela faria algo por mim. Dificilmente ela faria; ela havia se tornado uma mulher vulnerável, fraca e submissa desde que aceitara o pedido de Kjesse.

    — Meu ódio… — Sussurrei, piscando devagar.

    Eu vi Kjesse conjurar mais tentáculos; o cheiro podre e repulsivo me dava náuseas. Eu vi as lágrimas nos olhos arregalados de Siflind, paralisada. Meu sangue começou a ferver, mas não era calor que eu queria. Eu queria o frio. O gelo. O ódio.

    — Meu ódio por você… — Sussurrei, sentindo o vento ao meu redor responder ao meu velado pedido. — Meu ódio… Não tem… FIM!

    Vi os olhos do velho decrépito fixos em mim; ele então os arregalou, sem entender o que estava ocorrendo diante de seus olhos.

    — Não… Não pode ser! — Ele balbuciou, recuando. Eu vi Siflind voltar seu olhar apavorado para mim. — Isso é… Isso é coisa de Pai Chyll!

    O Vento gelado me envolveu; neve, granizo e gelo responderam ao meu chamado em meio aos ares de Svargrond. Minhas feridas se curaram e senti minha pele congelar e ficar dura como pedra; minhas vestes, antes de couro por baixo das roupas pesadas de tecido, agora estavam azuladas e também endurecidas. Meus machados de gelo estavam embainhados, um à esquerda e outro à minha direita. O grosso casaco de pele, assim como as botas e as calças jaziam rasgadas no chão. Minha pele estava pálida e um pouco azulada. Meu olho, mais azul que antes, brilhava fantasmagoricamente e meus cabelos haviam perdido boa parte da cor, similar à tonalidade dos cabelos de Hjaern.

    — Mas que merda?! — Esbravejou Kjesse, assustado e furioso. — Matamos o seu culto aqui! Você não mais olha por essas pessoas! Você não é mais o deus de Hrodmir!

    — Errado. — Falei em um tom frio que não me era familiar — Essa terra é do Vento… É de Chyll e E EU SOU SUA FÚRIA ENCARNADA!

    Siflind saiu correndo; Kjesse comandou os estranhos tentáculos em minha direção. Eu simplesmente ergui minhas mãos e o Vento se encarregou do resto. Com uma lufada de ar frio, o vento cortou os tentáculos, congelando os pedaços em suspenso; Kjesse olhou ao redor, cercado pelos pedaços gélidos e cortantes que flutuavam no ar agressivo: e ele estava lá, indefeso, em meio à essa tempestade.

    — Ireas…. Eu não vou ceder à sua ameaça! Você pode me matar mas isso não acaba aqui! — Esbravejou o velho sacerdote, olhando para os lados desesperado por uma escapatória.

    — Quem você serve? — Indaguei, ainda com as mãos erguidas.

    Kjesse me olhou e, a despeito do desespero em seu olhar, eu conseguiu vislumbrar a certeza. Certeza de sua morte ali e instantes após o que viria a me falar, mas não era como se ele ligasse. Ele certamente sabia dos estragos que havia feito em minha e tantas outras vidas. Ele sorriu em escárnio para mim.

    — Eu sirvo o Pesadelo. Eu sirvo os Bichos-Papões. — Ele falou, emendando um riso maligno. — Eles estão perseguindo seus amados Teshial… E não haverá nada que você e o Vento do Sul poderão fazer para salvá-los!

    Abaixei os dedos anelar e mínimo de minhas mãos; os pedaços de carne congelada viraram-se contra Kjesse.

    — Você vai pagar por isso, velho maldito. — Rosnei. — Seu corpo e sua alma jamais encontrarão descanso. Diga a seus mestres… Que o Vento do Norte mandou um olá. E que nos veremos muito, muito em breve. Eu vou bater um ótimo papo com eles.

    Dito isso, abaixei minhas mãos e os projéteis gelados fizeram seu serviço; o corpo de Kjesse foi cortado em meio ao vento e ao gelo, e seu sangue e partes de sua pele, carne, cabelos e entranhas foram se misturando ao redemoinho invernal até que não restasse mais nada de sua vil existência; tudo o que havia sido mutilado e triturado pelo vento foi comandado por mim a ser jogado no mar, contornando Hrodmir inteira. Ao menos, serviria de alimento às Quaras e outros habitantes do reino de Bastesh.

    Senti, de repente, o ar faltar em meus pulmões; eu, que outrora flutuava em meio ao vento gelado, caí de joelhos no assoalho abaixo de mim. Meu corpo parecia estar voltando à temperatura normal, mas era uma sensação horrível em vez de reconfortante. Comecei a tossir enquanto tentava respirar; meus cabelos voltaram à tonalidade normal e minha pele parecia mais rosada e viva se comparada com o estágio anterior.

    — Eu estava certa. Tio Kjesse não era tio Kjesse.

    Olhei para cima, ainda de joelhos. Uma menina de sete anos, mas um pouco alta para sua idade, com cabelos castanhos-claros e uma mecha azul bem clarinha, armados em dreadlocks e atados em um rabo de cavalo, com olhos castanhos cheios de inocência, piedade e força. Era ela o sangue de Hjaern. Skadi.

    — Como? — Indaguei, abraçando a mim mesmo em meio ao frio que sentia.

    — Tio Kjesse… Eu vi ele morrer, tio Ireas. — Skadi falou triste, porém firmemente. — Mamãe não viu. Mamãe nunca soube. Os bichos-papões vieram um vez… — Ela passou por mim e tentou recolher minhas pesadas roupas de frio. — É pesado! Não consigo…. — Ela ainda estava determinada a pegar meu casaco sem ajuda, e conseguiu, com esforço, arrastá-lo para mim. — Consegui! — Ela entregou o casaco para mim, orgulhosa.

    — Quando que… Você viu? — Indaguei, vestindo o casaco devagar, ainda estupefato com todos os ocorridos e por estar falando sobre morte com uma garotinha de sete anos.

    Ela se ajoelhou bem perto de mim, assustada. Parecia estar, enfim, sentindo o choque de suas palavras e do resultado de meu confronto com Kjesse.

    — Era um bicho muito feio, tio Ireas. — Falou a menina. — Ele parecia um tubarão… Suava… cheirava mal. Eu tinha acabado de ter pesadelo e não conseguia dormir… Mamãe estava doente e dormindo e tio Kjesse que estava acordado… Eu fui até ele… Eu vi o tubarão e… Me escondi. Eu ouvi tudo. Eu vi. Tio Kjesse morreu e o tubarão virou ele!

    A menina começou a chorar e eu a abracei; já vestido com o casaco e as luvas, meu corpo tremia menos e já estava mais recuperado.

    — O tubarão mudou essa cidade, tio! — Contava a menina às lágrimas. — Ninguém mais brinca, ninguém mais dorme… Todo mundo ficou triste, cansado, infeliz e raivoso! Ajuda a gente, tio! A gente quer poder sonhar de novo!

    — Eu vou fazer o meu melhor, Skadi. Eu prometo. — Falei à minha sobrinha no tom mais doce que eu podia. — Você e todo mundo aqui de Svargrond vai voltar a sonhar. É uma promessa que eu vou cumprir.

    Eu sabia que levaria um bom tempo. Anos. Talvez décadas. Porém, valeria o preço; eu veria os rostos dos Norsir erguidos e orgulhosos novamente. Descansados e prontos para as batalhas diárias e para quando a guerra de fato os chamasse a combater.

    Já mais aquecido, senti o vento soprar mais ameno; naquele momento, o Inverno não era necessário. O perigo havia, por ora, passado; eu toquei o chão e a Terra e o Vento fizeram a minha vontade. Vinhas fortes emergiram do chão nevado e substituíram as tábuas da parede destruída pelo combate. Elas se enroscaram, sobrepondo umas às outras e juntando-se à construção original. Ao final disso, o ambiente pareceu mais ameno e menos frio. O Outono veio para curar o que o Inverno não poderia. E foi como se um pesado véu negro tivesse sido rasgado e removido de Hrodmir.

    Quando Siflind voltou, ela voltou atordoada; Skadi saiu de meu abraço e foi até ela, contando tudo o que sabia. A Norsir, então, chorou. Chorou as lágrimas pelo segundo marido que perdeu. Chorou pelas três vezes que perdera os homens que amava. Chorou as lágrimas que não pôde chorar por Hjaern e chorou duas vezes a morte de Kjesse.

    Elas me acompanharam a Nibelor e eu enfim pude deitar no altar de pedra e sonhar. Construí, três dias após a morte de Kjesse, a Ponte dos Sonhos que ligaria Svargrond ao restante da Sociedade das Teias Infindas.



    Continua….

    -----

    Demorou mas chegou!! Espero que gostem xD

    Deixem seus comentários! O feedback é sempre muito apreciado!

    Até o próximo!



    Abraço,
    Iridium.

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    Última edição por Iridium; 19-03-2017 às 10:40.



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