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Tópico: O Mundo Perdido

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  1. #1
    desespero full Avatar de Iridium
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    Saudações!

    Peço perdão, novamente, pela demora em comentar; eu gostei do capítulo. Foi curto, mas deu um gosto dos eventos que estão por vir. Espero que sua nova abordagem na escrita te renda bons resultados. Realmente, escreva quando der, puder e quiser; as palavras tendem a fluir melhor.

    E agora entendi por que você estava comentando sobre a palavra "tartamudear" no whatsapp. Fazia tempo que eu não via essa expressão em algum texto xD

    No mais, fico no aguardo do próximo!

    Abraço,
    Iridium.

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  2. #2
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    Padrão Capítulo 41 - Entardecer pt. I

    Citação Postado originalmente por Iridium Ver Post
    Saudações!

    Peço perdão, novamente, pela demora em comentar; eu gostei do capítulo. Foi curto, mas deu um gosto dos eventos que estão por vir. Espero que sua nova abordagem na escrita te renda bons resultados. Realmente, escreva quando der, puder e quiser; as palavras tendem a fluir melhor.

    E agora entendi por que você estava comentando sobre a palavra "tartamudear" no whatsapp. Fazia tempo que eu não via essa expressão em algum texto xD

    No mais, fico no aguardo do próximo!

    Abraço,
    Iridium.
    Opa, Iri. Não precisa se desculpar, o pior sou eu que demorei tanto pra trazer esse novo capítulo.

    E sim, tartamudear é uma palavra culta que aposto que só 5% dos brasileiros conhecem. Se você perguntar pra algum aleatório o que significa, capaz que ele diga que é um tatu fazendo tatuzices.

    Fique com esse novo capítulo.






    Bem, me desculpem pela demora. Tentarei diminuir ela, se possível, mas não garanto nada.

    Neste novo capítulo, nossos heróis buscam pelo mito que dará a resposta sobre como curar George de sua doença.

    Espero que gostem!



    No capítulo anterior:
    O trio conhece o Governador Pierret Arheaxon, um poderoso usuário de machados que conseguiu derrotar Watson em um golpe. Após alguma conversa, eles vão falar com o sacerdote-mestre de Polerion e são enviados para procurar um lenhador que conhece sobre o mito.




    Capítulo 41 – Entardecer pt. I





    Passava do meio-dia. O céu estava nublado, e uma leve névoa perambulava e se espalhava pelas ruas de Polerion. O trio seguia em silêncio pela rua pavimentada com pedras de cor âmbar, focado em sua missão e em nada mais. Poderiam ajudar alguns cidadãos com seus problemas, mas eles não tinham tempo a perder, além de não ser problema deles.

    Eles se dirigiram ao sul da cidade, onde passaram pelo largo portão guardado por vários homens, seja encima ou embaixo, guardando a entrada. Eles passaram tranquilamente, pois eles já sabiam quem eles eram. Só não gostavam de Watson, pois ele tentou atacar o governador. Mas em sua mente, ele tinha seus motivos.

    Fora dos portões, eles encontraram uma continuação da grande cidade: Era um grande complexo de armazéns e tendas, onde muitos trabalhadores andavam aqui e ali carregando pedras, sacos cheios de areia e terra, lenha, troncos partidos e por ai vai. Ao fundo era possível ver alguns moinhos, sendo o mais alto com a maior concentração de pessoas. Havia pedreiras à direita do trio e bosques sendo derrubados à sua esquerda. Assim, eles finalmente perceberam que aquele era um grande centro de coleta, onde muitos recursos eram trazidos para a cidade.

    [Lokan] — Imagino que nunca tenha visto algo assim, Watson. Bom, aqui é a região de coleta da cidade, que está sempre em atividade. Essa é uma das áreas mais abundantes em recursos de Polerion, e apesar do grande número de trabalhadores, não vem uma grande quantidade de recursos para a cidade como se imagina. Boa parte é vendida e a outra usada no distrito industrial, localizado ao oeste. Contudo, é bem interessante, não acha?
    [Watson] — Não ligo. — Disse baixo e sorrateiro, enquanto avançava ao sul, almejando encontrar a casa do tal lenhador. Polos e Lokan trocaram olhares surpresos.

    O trio continuou seguindo o caminho. Era difícil saber onde vivia esse tal lenhador, afinal, havia vários lenhadores ali. Eles não tinham uma descrição exata nem dele nem da casa. Quando Lokan se deu conta disso, ele afundou seu rosto em sua mão.

    [Polos] — O que foi?
    [Lokan] — Como podemos procurar por alguém que nem sabemos como ele é?
    [Polos] — Nós perguntamos, ora. Alguém deve conhecê-lo.
    [Lokan] — Essa é a questão, droga! Não sabemos como ele é!
    [Polos] — Falemos sobre um lenhador que vive no sul que conhece o Agneir. Pronto.

    Lokan ainda não acreditava nisso, mas Polos colocou-se prontamente a procurar sobre ele. Começou indo a qualquer trabalhador próximo e perguntando sobre um lenhador peculiar que mora por ali, mas a resposta era sempre a mesma.

    [Trabalhador] — Existe centenas de lenhadores que vem e vão aqui todos os dias. Não há como dizer onde ele está se vocês nem sabem como ele é.
    [Polos] — É um lenhador que conhece uma lenda bem específica da região...
    [Trabalhador] — Todos nós conhecemos uma lenda ou outra. Então, não dá pra te ajudar dessa forma. Desculpe.

    Polos assentiu bufando e continuou andando, com os outros dois o seguindo.

    [Lokan] — Isso é ridículo, Polos. Nunca o acharemos!
    [Polos] — Onde está sua fé, sacerdote? Achava que todos vocês acreditavam em qualquer coisa desde que tivessem fé.
    [Lokan] — Como posso ter fé de que esse ser existe se nem sabemos como ele é?
    [Polos] — Pensando dessa forma, você sabe como Lezario é?

    O semblante de Lokan é tomado pela fúria.

    [Lokan] — Não se atreva a meter nosso criador nisso. É simplesmente ridículo invocar o nome Dele em vão.
    [Polos] — E é simplesmente ridículo desistir de encontrar o cara pois não sabemos como ele é! Você deveria ter cobrado mais informações daquele velhaco, e por causa da sua falta de noção que estamos nessa situação!
    [Lokan] — Então eu devo fazer tudo aqui? Eu sou o garoto de serviços? Quem deveria ter noção é você, pois eu não sirvo a ninguém!
    [Polos] — Pare de ser ridículo, mal lutar você luta, assim como todo sacerdote! Então algo você deveria fazer além de só ficar jogando coisinhas nos monstros!

    A discussão seguiu. Watson respirou fundo com frustração e olhou ao seu redor. Sentia que estava sendo vigiado, e não era pra menos; Havia vários homens de armadura em todos os cantos, olhando tanto os trabalhadores quanto eles. Então, ele se sentiu no dever de se meter naquela briga.

    [Watson] — Calem a boca os dois e olhem ao redor.

    Polos ia começar a criticar quando viu um homem estranho em seu campo de visão, observando o trio. Ele olhou ao redor e viu vários parecidos. Juntos, eles contaram treze deles. Eram homens com armaduras diferentes, com placas de ferro no peito até a cintura, como um colete, e por baixo uma malha grossa de aço. Tinham ombreiras que tinham imagens de uma cabeça de grifo em um dourado escuro, tinham manoplas de aço reluzentes e as mesmas placas protegendo as coxas e joelhos. Eles usavam máscaras estranhas no rosto e usavam capacetes pontudos. Tinham berdiches* em suas costas e cimitarras embainhadas na cintura. Havia um que se destacava, e este usava a metade de um casaco roxo, cobrindo só da cintura pra baixo e contendo uma imagem da cabeça de um grifo um de cada lado. Era o líder.

    Eles pararam de brigar e tomaram expressões preocupadas. Watson logo percebeu quem eram.

    [Watson] — São guardas de elite. Vi dois deles caídos no salão do governador. Aparentemente estão vigiando os trabalhadores e possivelmente nós também. Temos que tomar cuidado.

    Os dois assentiram e seguiram juntos para o sul. Passaram por dois daqueles guardas, que ficaram os encarando conforme avançavam. Passada a preocupação, voltaram ao foco, que era falar com alguns trabalhadores que encontravam pelo caminho.

    Seguiram nesse ritmo por horas. O sol estava se pondo e as nuvens se dissipando quando eles finalmente desistiram e se sentaram ao lado de um depósito. Perguntaram sobre o mito do norte de Polerion de uma criatura sábia, mas ninguém sabia responder. Era como se ninguém nunca tivesse ouvido falar desse mito. Polos suspirou pesadamente, derrotado.

    [Lokan] — Eu disse...
    [Polos] — Me dê uma ideia melhor ao invés de ficar criticando.

    Eles ficaram por algum tempo encostados, enquanto o sol no horizonte ao oeste esquentava levemente seus corpos já cansados e suados. Eles nem repararam quando um homem se aproximava deles, longe do raio do sol. Este homem era alto, usava uma túnica de linho branca surrada e tinha um machado de lenhador nas costas. Suas calças eram marrons e igualmente surradas como a túnica, e as botas pretas que ele usava estavam podres também. Um lenhador, sem dúvidas.

    [Lenhador] — Creio que o horário do intervalo já passou tem um bom tempo.

    O trio olhou pra cima, vendo o homem barbado. A lateral direita de seu rosto era estranhamente afundada, assim como seu olho.

    [Polos] — Não trabalhamos aqui. Estamos procurando alguém que saiba sobre um mito.
    [Lenhador] — E qual seria?
    [Polos] — De uma criatura sábia que vive no norte de Polerion, mas oculta para os mortais.

    O lenhador fechou o rosto. Sua expressão ficou bastante séria.

    [Lenhador] — Criatura... Sábia?
    [Polos] — Sim. Dizem que ela pode até ser um humano muito poderoso e que pode derrotar qualquer um sem esforço.
    [Lenhador] — Interessante... — Disse, cabisbaixo. Lokan e Watson mudaram a mudança em sua fala. Também notaram ele olhar disfarçadamente para os lados, como se quisesse se certificar de que não havia ninguém por ali. E não havia.

    O temor dos magos se concretizou. O lenhador puxou seu machado de suas costas e o leva de encontro ao rosto de Polos. Lokan o para com uma barreira espiritual pequena que quase quebra com o golpe, e em seguida Watson, sem se mexer, cria um pequenino campo de força na mão do lenhador, e o expande e explode ao mesmo tempo, queimando a mão do mesmo e lançando pra fora de seu alcance o machado. Em um ato calculista, a arma fincou na parede do depósito ao invés de cair no chão.

    Polos se levantou rapidamente e deu um chute reto na barriga do homem. Ele se chocou na parede de um depósito próximo e recebeu o forte e musculoso braço de Polos em seu pescoço, o prensando. Os outros dois magos vieram logo depois.

    [Polos] — Muito bem, espertão. Se você fez isso, é óbvio que sabe sobre esse mito, mas não quer contar pra gente. Mas vai contar, e vai sofrer se não abrir o bico.

    O lenhador tentava se soltar afastando o braço de Polos, mas o bárbaro era mais forte e não soltaria facilmente. Ele tirou um pouco da força da prensa para que o homem pudesse falar.

    [Lenhador] — Tá bom, tá bom! Eu achei que vocês eram bandidos a fim de conseguir o segredo da Caverna, mas nenhum bandido seria capaz de fazer o que fizeram agora. Foi só um teste, não quero problemas! Não volta a se repetir, juro!
    [Polos] — Certo, mas pode começar desembuchando tudo o que sabe.
    [Lokan] — É muito importante pra nós que você fale.

    O lenhador bufou.

    [Lakad] — Bem, meu nome é Lakad. Eu vi a face desse mito quando eu fui ao norte da ilha, perto de uma floresta de folhas vermelhas e laranjas. Subitamente fui parar dentro de uma caverna que não possuía teto, e no lugar havia nuvens grossas e cinzentas. Não lembro direito do que encontrei lá, mas é o máximo que sei. Por favor, me soltem!
    [Polos] — Você tem total certeza do que está falando?
    [Lakad] — Absoluta! Só não sei se conseguirão achar algo lá nesse entardecer, mas não faz mal tentar...

    Polos o soltou, e ele passou a mão esquerda pelo pescoço, tentando amenizar a dor. O trio agradeceu e partiu. Lakad ficou olhando para eles ao longe, enquanto ia atrás de seu machado.

    Perto da saída norte daquele campo, quatro guardas de elite estavam de prontidão no portão. Suas máscaras eram douradas e os berdiches maiores que o normal. Naquele ponto, já não era mais para vigiar trabalhadores.

    [Polos] — Mas que merda é essa? O governador está nos traindo?
    [Lokan] — Não é só o governador que tem controle desses guardas...

    Os guardas avançavam devagar com as armas em guarda alta. Polos e Lokan davam passos pra trás conforme se aproximavam, mas Watson se manteve onde estava.

    [Lokan] — O que está pensando, Watson? Vamos embora!
    [Watson] — Até parece que vou deixar um bando de humanos em fantasias ridículas me pararem...

    Watson andou em direção dos guardas e fez pequenas bolas de energia com uma forte eletricidade correndo ao redor delas. Elas cresciam conforme ele se aproximava, até que ele juntou as duas e criou uma grande bola de energia única, com raios a circulando. Quando ela chegou a metade da altura de um humano comum, ele a lançou contra os guardas. Ela estagnou-se no chão perto deles, que se afastaram, e em seguida começou a eletrocutar os mesmos. Eles se contorciam e gritavam de dor conforme eram eletrocutados pela grande fonte de energia, e seguiu-se assim até que ela desaparecesse. Quando ela se desfez, os quatro caíram no chão, aparentemente mortos.

    Os dois olharam boquiabertos para os guardas caídos. Watson virou-se pra eles, sério.

    [Watson] — Agora sim precisamos sair daqui.



    Próximo: Capítulo 41 - Entardecer pt. II
    Última edição por CarlosLendario; 04-03-2016 às 19:09.



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