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Tópico: Dan da Cidade de Carlin

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  1. #1
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    Ahn.. Muitas coincidências. Até um o monge vidente foi coinciencia, ou um mago maluco, tanto faz. Você ira entender daqui a algum tempo.

    Você escreveu muito bem esse capítulo, parabéns. Nenhum erro à vista. E caramba, eu encasquetei com o Cipfrield viu? Eu torço que ele esteja certo sobre o Dan.

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  2. #2
    Avatar de Sombra de Izan
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    Padrão Experiencias

    Engraçado que o pessoal de rook tem boa memória, mas sendo o cipfield druida e sendo do templo daria impressão dos druidas poderem usar magias holys, é uma ótima ideia, mas vamos ver como eles se saem contra os ratos.

  3. #3
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    Padrão Capítulo 5 - A Primeira Caçada

    Pessoal, vou responder os comentários lá embaixo, depois olhem lá!

    Galera, quem ler... por favor comente! Mesmo que seja pra criticar =)

    O capítulo saiu meio grandinho, mas prometo que os próximos serão menores.

    Resumo: [Capítulo 4]
    No capítulo anterior de Dan da Cidade de Carlin, nosso aventureiro conheceu Lignuns, um jovem que pretende ser druida, ele entendeu que Cipfried tem uma forte conexão com a natureza e assim possui muitos poderes. Dan também descobriu que seu irmão saiu da ilha de Rookgaard há 8 anos atrás. Por fim, Dan conseguiu uma espada de madeira e saiu para caçar ratos com Lignuns.


    Capítulo 5 - A Primeira Caçada


    Foram necessários apenas alguns minutos para os jovens chegarem no centro da cidade de Rookgaard.

    Naquele lugar, alguns aventureiros mais experientes vendiam armas e equipamentos para os mais novos. Os jovens se entreolharam lamentando ainda não terem dinheiro.

    Dan ficou admirado com a cidade, ela se parecia muito com a cidade de Carlin, as construções e os pisos, feitos de pedras, eram muito semelhantes aos da sua cidade natal, só que Rookgaard era bem menor.

    Dan comentou sobre isso com Lignuns e se surpreendeu com a resposta:

    – Ela é praticamente do mesmo tamanho da minha cidade.

    Dan já tinha ouvido falar de Northport, uma cidade portuária ao norte de Carlin, mas não a conhecia, não sabia que ela era tão pequena.

    – Quando chegarmos no continente, você vai me mostrar a cidade de Northport. – disse o jovem sorrindo para o seu amigo – Combinado?

    – Combinado. – disse Lignuns retribuindo o sorriso.

    Assim, Northport entrou na lista de lugares que Dan pretendia visitar, onde já estavam o Porto da Esperança e a Baía da Liberdade.

    Ele ainda estava olhando admirado para a cidade de Rookgaard quando seu amigo lhe mostrou a entrada para os esgotos.

    – Vamos! Temos que entrar ali! – disse Lignuns apontando para um bueiro, bem no meio do largo central da cidade

    Ele se adiantou e retirou a tampa. Dan reparou que havia uma escada e foi o primeiro a descer.

    O odor era horrível lá embaixo, as águas com esgoto estavam em todo lado e as passagens pareciam estreitas. Dan avistou vários ratos ao seu redor, eles tinham uma cor cinza, quase preta, um longo rabo e grandes olhos negros. Os ratos pareciam ser maiores do que o normal, como se fossem cachorros.

    Os jovens repararam que estavam em uma pequena ilha, cercada pelo esgoto, os ratos não podiam alcança-los, e nem eles conseguiriam alcançar os ratos.

    Dan estava se perguntando como poderia ataca-los, até que uma ponte surgiu entre a pequena ilha e o local onde estavam os ratos. Dan não entendeu o que havia acontecido até que viu Lignuns segurando uma alavanca.

    – Achei que essa alavanca iria servir para alguma coisa – disse Lignuns sorrindo para Dan, que retribuiu o sorriso e se apressou em atravessar a ponte.

    Após chegarem do outro lado, a ponte levantou–se novamente. Dan procurou Lignuns e o viu puxando outra alavanca.

    – Encontrei essa alavanca desse lado, imaginei que serviria para isso, talvez seja melhor deixar a ponte suspensa, para impedir que os ratos subam para a cidade.

    Dan concordou com a cabeça e seguiu à frente pelo caminho do esgoto. Alguns passos a diante ele encarou o seu primeiro rato, era mais fedorento do que Dan esperava. Ele não sabia o que fazer direito e ficou parado. O rato investiu contra ele e lhe feriu, Dan então reagiu e desferiu um golpe no rato com sua espada de madeira. Além de fedorento, o rato também era mais forte do que o esperado. Enquanto isso, Lignuns estava atrás, sem conseguir alcançar o rato, que continuava a ferir o seu amigo.

    – Dan! Dê um passo atrás! Eu quero ajudá–lo!

    Dan não queria deixar o seu amigo atacar o rato, ele queria acabar com aquele sozinho, mas já estava ficando seriamente ferido com luta, e assim, ele acabou dando um passo atrás. Com isso, Lignuns pode finalmente alcançar o rato e ataca–lo. Eles puderam golpear o rato ao mesmo tempo, que rapidamente caiu morto.

    Lignuns sorriu para Dan, um sorriso de satisfação por terem eliminado o primeiro monstro na vida deles. Dan retribuiu o sorriso, apesar de não ter conseguido matar o rato sozinho como queria.

    Lignuns olhou para Dan e viu que ele estava seriamente ferido.

    – Nós vamos continuar? Talvez seja melhor nós voltarmos ao templo do Cipfried para você se recuperar – sugeriu Lignuns.

    – Não se preocupe! Eu estou bem! Vamos continuar! E achar essas Rapiers! – respondeu Dan, que na verdade não estava nada bem, mas não queria parecer fraco, nem ser o motivo para parar a primeira caçada deles.

    – Tudo bem! Mas agora eu vou na frente! E você coma alguma coisa antes de continuarmos! – Respondeu Lignuns.

    Dan queria ir na frente e não queria parar para comer, mas não tinha escolha, era aquilo ou parar a caçada. Ele pegou o pedaço da carne de cervo que havia guardado e comeu. Aquilo o reestabeleceu um pouco, não totalmente, mas o suficiente que eles pudessem continuar caçando dentro do bueiro.

    Mais alguns passos à frente, um novo rato apareceu. Lignuns se adiantou e começou a atacar o rato, que revidava, em seguida, Dan se aproximou e passou a golpeá-lo também. O rato já estava sendo derrotado quando outro rato apareceu e se aproximou rapidamente, antes de eles derrotarem o primeiro, o segundo começou a investir contra Dan. Lignuns deu o golpe final no primeiro rato e foi ajudar Dan, que ficava cada vez mais ferido.

    Lignuns reparou que o rato havia recebido poucos golpes, ele puxou Dan para trás e se pôs entre o jovem e o rato. Lignuns trocou golpes com o rato, mas conseguiu derrota-lo. Ele virou para trás e já se preparava para reclamar com Dan por não estar ajudando, quando viu o estado que ele estava. Dan havia ficado seriamente ferido, por pouco não foi o fim para o jovem aventureiro, que já estava inconsciente.

    Quando Dan acordou, viu Cipfired a sua frente, pronunciando palavras incompreensíveis e movendo as suas mãos. Dan reparou que suas feridas estavam cicatrizando.

    – O que você está fazendo? – disse Dan confuso e ainda sem conseguir pensar direito.

    – Dan, eu sou um Monge – respondeu Cipfried calmamente. – Nós curamos as pessoas! A empatia que temos com a natureza nos permite isso! E você teve muita sorte! Seu amigo lhe salvou!

    Aos poucos, Dan foi recuperando a consciência e se dando conta do feito heroico de seu amigo, que o trouxe para o templo, e ficou muito grato, além de perceber que por pouco sua jornada quase terminou precocemente, "vou tentar ser menos teimoso e me arriscar menos".

    Dan olhou ao seu redor, mas não viu seu amigo.

    – Lignuns foi buscar as carcaças dos ratos que vocês mataram para vender para o Tom – disse o Monge.

    Dan nem parou para pensar em como Cipfried já sabia o que ele pretendia perguntar, pois logo viu Lignuns entrando no Templo e começou a imaginar o que seria aquilo que seu amigo trazia nas mãos.

    Ao ver que Dan estava acordado, Lignuns rapidamente começou a falar:

    – Olha isso Dan! Eu achei umas moedas dentro daqueles ratos! E junto com as moedas que eu consegui vendendo as peles deles para o Tom, eu consegui comprar esse escudo!

    Era um escudo muito bonito, redondo e feito de madeira. Dan admirou o escudo por um tempo, mas em seguida invejou o seu amigo pois queria um daqueles.

    – E advinha? – continuou Lignuns. – Ele vai ser seu! Você não gosta de ir na frente? Então? Vai na frente com esse escudo! – disse demonstrando toda a felicidade por dar aquilo de presente.

    Dan não conseguiu conter a felicidade. Ele ainda não estava totalmente curado, mas se levantou para pegar o escudo. Ele empunhou o escudo com a mão esquerda e começou a fazer movimentos como se estivesse se defendendo.

    – Agora esses ratos não terão chance alguma! – disse Lignuns sorrindo.

    – Vocês estão indo muito bem! – disse Cipfried interrompendo a conversa dos jovens. – Agora o que me dizem de irem lá e encontrarem o baú com as Rapiers?

    – Vamos! – disse Dan radiante.

    – Vamos! – respondeu Lignuns tão feliz quando o seu amigo.

    Dan já se sentia novo, Cipfried não tinha terminado de curá-lo, mas a felicidade pelo escudo o reestabeleceu por inteiro. Agora ele já poderia ir com o seu amigo encontrar aquelas espadas.

    E que amigo era aquele. Lignuns não só salvou a vida de Dan, mas também lhe deu um escudo. Era sem dúvida uma pessoa muito boa, Dan tinha muito que retribuir. Aquele momento fez Dan se lembrar que seu amigo teve alguma dificuldade para chegar na cidade de Rookgaard e que isso ainda parecia lhe magoar, "farei o que for preciso, matarei os monstros que tiver que matar, mas vou vingar de quem fez mal ao Lignuns e vou lhe ajudar a superar o que aconteceu, seja lá o que for".

    E assim, cada um com a sua espada de madeira em punho e Dan levando também um escudo, eles estavam prontos para descer novamente aos esgotos da cidade e encontrar as Rapiers. O sentimento neles era de que quando estivessem com essas espadas, eles poderiam derrotar qualquer inimigo naquela ilha.



    ------------------------------------

    Proximo: [Capítulo 6 - Em Busca das Rapiers]

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    Citação Postado originalmente por Zodyx Ver Post
    Muito bom...e esse monge,que vidente hein?!Haha.
    Valeu pelo comentário! E ele não é só vidente, faz muitas outras coisas também =p rs..

    Citação Postado originalmente por Lacerdinha Ver Post
    Ahn.. Muitas coincidências. Até um o monge vidente foi coinciencia, ou um mago maluco, tanto faz. Você ira entender daqui a algum tempo.

    Você escreveu muito bem esse capítulo, parabéns. Nenhum erro à vista. E caramba, eu encasquetei com o Cipfrield viu? Eu torço que ele esteja certo sobre o Dan.
    Que coincidências? É uma nova historia que você ta escrevendo?

    O Cipfried ainda vai ser muito importante pra eles enquanto eles estiverem em Rookgaard. =p


    Citação Postado originalmente por Sombra de Izan Ver Post
    Engraçado que o pessoal de rook tem boa memória, mas sendo o cipfield druida e sendo do templo daria impressão dos druidas poderem usar magias holys, é uma ótima ideia, mas vamos ver como eles se saem contra os ratos.
    É, essa parada de magias holy pros druidas tá sendo debatida naquele topico la no forum dos druidas (eu respondi lá =p)... vamos ver o que a cip vai fazer em relação a isso...
    Última edição por Danboy; 26-03-2019 às 23:05. Razão: Revisão
    Gosta de Roleplay?
    Então pegue uma xicará de chá, sente-se e leia a história de Dan da Cidade de Carlin.

    (Última Atualização: Livro V: Capítulo 5 - A Guera de Reconquista (Parte 2/2), postado no dia 06.03.2017)

  4. #4
    Avatar de Lordinh
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    Padrão

    ai sim em?? Muito boa historia dan, estou a espera do proximo capitulo =D
    Eternamente Aldora

  5. #5
    Avatar de Sombra de Izan
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    Padrão ratos

    Gostei bastante desse capítulo, foi muito bem escrito ta de parabéns Dan de Carlin.




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  6. #6
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    Padrão Capítulo 6 - Em Busca das Rapiers

    Poxa, o pessoal abandonou a história... Pararam de comentar...

    O Sombra de Izan continua comentando e tá gostando da história, então segue novo capítulo!

    Resumo: [Capítulo 5]
    No capítulo anterior de Dan da Cidade de Carlin, os jovens aventureiros foram ao centro da cidade de Rookgaard e desceram aos esgotos para caçarem os seus primeiros ratos. Infelizmente, Dan ficou muito ferido e eles tiveram que retornar rapidamente. Cipfried curou Dan, e com o dinheiro que conseguiram na primeira caçada, Lignuns comprou um escudo de madeira para o seu amigo.


    Capítulo 6 - Em Busca das Rapiers


    Dan foi o primeiro a descer pelo bueiro e logo levantou o escudo para o caso de algum ataque.

    Após olharem ao seu redor, os jovens ficaram muito preocupados. Eles haviam matado alguns ratos poucas horas antes e naquele momento eles já estavam em um número maior do que o que eles haviam encontrado da outra vez.

    Lignuns puxou a alavanca para baixar a ponte, e como da primeira vez, a suspendeu novamente após eles passarem. Eles seguiram pelo corredor que havia à frente e não demorou muito para esbarrarem em um primeiro rato.
    O escudo de madeira foi muito eficiente para defender os ataques da criatura, mas eles tiveram que golpeá–lo bastante até derrubá–lo, mas de todo modo, Dan praticamente não foi ferido.

    No mesmo corredor que estavam, os jovens enfrentaram ainda mais dois ratos e os derrotaram com facilidade, um por vez, Lignuns foi guardando as peles das criaturas em sua bolsa, enquanto Dan mantinha o escudo à sua frente. Após cada luta, ele ficava melhor no manejo da sua espada e de seu escudo.

    Depois de matarem um terceiro rato, eles chegaram a uma bifurcação e se deram conta que os esgotos de Rookgaard não eram tão simples. Na verdade, aquilo era uma complexa galeria e eles não faziam ideia de para onde eles deveriam seguir.

    Após algum tempo olhando para um lado e para o outro, tentando adivinhar qual dos caminhos levaria as Rapiers, um rato apareceu do lado esquerdo.

    – Por aqui! – disse Dan indo em direção ao rato. – Os ladrões foram atacados por ratos. Então vamos pelo caminho que tiver mais ratos.

    Lignuns o seguiu e começou a também atacar o animal. Quando eles estavam quase derrotando a criatura, ela correu e Dan a seguiu.

    – Espera Dan, Cuidado! – gritou Lignuns tentando convencer Dan a não seguir com a perseguição.

    – Vamos pegá-lo! – respondeu Dan sem dar importância ao que seu amigo havia dito.

    Sem outra opção, Lignuns teve que segui-lo.

    Enquanto corria, Dan tentava golpear o rato a todo momento, mas a criatura conseguia escapar. Enquanto perseguiam aquela criatura, eles acabaram entrando em um beco e Lignuns avistou um buraco no final.

    – Ele vai querer entrar ali – disse Lignuns apontando para o buraco.

    – Eu não vou deixar! – respondeu Dan enquanto se preparava para tentar acertar a criatura novamente.

    O jovem então conseguiu dar o último golpe no rato, que caiu sem reação. Lignuns já se preparava para pegar a pele, quando reparou que Dan estava levantando o seu escudo com uma cara de preocupação.

    – Eu acho melhor você se preparar, – avisou Dan – vem mais ratos por ali...

    Dois ratos vinham na direção deles, eles iam ter que lutar com eles ao mesmo tempo. Eles estavam se preparando para o combate quando mais um rato apareceu, seriam três, e em seguida, quatro, logo que mais um apareceu.

    – Eles devem ter nos seguido enquanto nós corríamos atrás daquele rato. – disse Lignuns friamente.

    Dan entendeu a mensagem do seu amigo, era sua culpa, ele quis seguir o rato e agora eles estavam em apuros. Dificilmente eles conseguiriam vencer quatro ratos ao mesmo tempo. Ele tinha prometido a si mesmo que se arriscaria menos, mas acabou não cumprindo.

    Dan procurou uma saída, mas eles estavam em um beco, só havia aquela saída e um buraco no qual eles não faziam ideia de o que haveria lá em baixo.

    – Vamos descer! Me segue! – gritou Dan ao seu amigo antes de pular no buraco.

    Lignuns não gostou muito da ideia, mas não tinha outra opção, sozinho e sem escudo ele não teria a mínima chance, assim, rapidamente ele seguiu o seu amigo. Antes de descer, Lignuns ainda pôde ver mais dois ratos aparecerem, agora no total eram seis.

    Lá embaixo a situação não mudou muito, era uma sala fechada, não havia outra saída, e mais quatro ratos estavam lá embaixo, eles não tinham como vencê-los, não com aquelas espadas de madeira. Mas Dan avistou alguma coisa no fundo daquela sala.

    – Olha lá Lignuns, é o Baú das Rapiers! Com aquelas espadas nós podemos derrota-los! – disse Dan sorrindo e apontando para uma caixa em um canto daquela sala.

    Com Lignuns o seguindo, Dan colocou o escudo a sua frente e seguiu em direção ao local onde estavam as Rapiers. Os jovens empurraram os ratos que estavam no caminho até que alcançaram o Baú, Dan rapidamente tirou uma Rapier para ele e jogou outra para Lignuns. Eles jogaram as suas espadas de madeira no chão, empunharam as suas Rapiers e começaram a golpear os ratos.

    Dan se defendia com escudo, mas ele não conseguia bloquear mais de dois ataques ao mesmo tempo e estava sendo ferido. Felizmente, as lâminas das Rapiers causavam muito mais dano aos ratos do que as espadas de madeira, assim, rapidamente eles conseguiam derrubar aquelas criaturas, uma a uma.

    Logo que eles derrotaram o quarto rato, Dan caiu no chão. Ele estava gravemente ferido.

    – Dan! O que aconteceu? Você está bem? – perguntou Lignuns preocupado.

    – Eram muitos ratos, eu não conseguia defender todos aqueles ataques – disse Dan com muita dificuldade.

    – Eu sei. Agradeça aos deuses por você ainda está vivo. Vamos descansar um pouco aqui até você se recuperar – disse Lignuns tentando tranquilizar o seu amigo.

    Lignuns deixou Dan encostado em um canto e foi explorar aquela sala, não havia quase nada lá, ele encontrou apenas alguns pedaços de queijo e deu para Dan comer.

    Enquanto esperava seu amigo se reestabelecer, Lignuns sentou-se em um canto e constatou uma coisa:

    – Aqueles ratos que estavam lá em cima não desceram, eles ainda devem estar lá. – disse em um tom preocupado.

    Dan não respondeu, apenas concordou com a cabeça.

    Eles ficaram ali por algum tempo, se recuperando da batalha com os ratos e pensando. Eles entenderam porque os ladrões abandonaram o baú lá, eram muitos ratos, e ratos muito fortes. Provavelmente, os bandidos também foram parar naquela sala tentando escapar das criaturas.

    Após algum tempo ao lado do Baú onde encontraram as Rapiers, descansando e pensando em como iriam conseguir sair daquele buraco, eles se deram conta de que em breve eles sentiriam fome e sede.

    Mas se eles mal conseguiram matar quatro ratos, como passariam pelos seis que estavam no andar de cima?


    ------------------------------
    Próximo: [Capítulo 7 - Saindo do Buraco]
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    Última edição por Danboy; 26-03-2019 às 23:29. Razão: Revisão
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    Então pegue uma xicará de chá, sente-se e leia a história de Dan da Cidade de Carlin.

    (Última Atualização: Livro V: Capítulo 5 - A Guera de Reconquista (Parte 2/2), postado no dia 06.03.2017)

  7. #7
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    @ Dan

    Desculpe não ter postado antes e, se eu estou escrevendo uma nova história? Depende. Fica a dúvida. HAUHUAHA

    @

    Cara, você escreve muito... Usa bem as palavras e assim deixa o texto emocionante e mais realístico. Gostei bastante.
    E nossa, como é que eles vão enfrentar seis ratos lá em cima? Só o Dan e o Lignuns pra fazer essas coisas mesmo, UAHAUHA.

    Espero os próximos.

  8. #8
    Avatar de Danboy
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    Padrão Capítulo 7 - Saindo do Buraco

    Pessoal, segue o novo capítulo.

    Espero que gostem.
    Agradeço os comentários do Sombra de Izan, do Lacerdinha e o Luiz Gutierri.
    Quem não quiser deixar a história morrer por favor comente!

    Abraços.

    Resumo: Capítulo 6 - Em Busca das Rapiers
    No capítulo anterior de Dan da Cidade de Carlin, os jovem entraram nos esgotos da cidade de Rookgaard para procurar umas Rapiers, após descerem em um buraco, eles encontraram o baú com as espadas, e com elas, eles conseguiram matar quatro ratos, mas Dan ficou seriamente ferido e para eles saírem desse buraco eles precisariam enfrentar outros seis ratos.


    Capítulo 7 - Saindo do Buraco

    Aos poucos, os jovens aventureiros já se sentiam reestabelecidos da batalha contra os quatro ratos, mas o odor ruim do lugar os incomodava e o sentimento de não terem por onde sair começava a os deixar inquietos.

    – Vamos Lignuns! Vamos subir, matar aqueles ratos e dar um fora desse lugar! Já estou de saco cheio desses ratos! – reclamou Dan.

    – Calma Dan! Precisamos pensar! Como vamos matar todos aqueles bichos? – indagou Lignuns.

    Dan não respondeu. Ele não sabia o que iriam fazer, mas também sabia que ninguém iria busca-los e que se continuassem ali, eles iriam morrer de fome e sede, isso se algo pior não acontecesse antes.

    – Espere aqui, eu vou ver se os ratos já foram embora – disse Lignuns enquanto se levantava.

    Dan continuou sentado, ele viu seu amigo andar até o buraco em que eles desceram, se esticar para olhar e voltar com a mesma expressão no rosto.

    – Eles ainda estão lá. São seis ratos – disse Lignuns em um tom triste.

    Dan se levantou, segurando a Rapier em uma mão e o seu escudo de madeira na outra, e insistiu:

    – Vamos logo, quanto mais tempo a gente ficar aqui, menores serão as nossas chances.

    Lignuns ficou calado, consentindo com o seu amigo. Aquele fedor, a fome e a sede diminuiriam cada vez mais as suas chances, que já eram ínfimas. Ele ainda tinha um pequeno plano na cabeça.

    – Vamos tentar passar pelos ratos. Não adianta tentarmos lutar que vamos morrer. Vamos tentar passar por eles e correr para a saída. Provavelmente foi isso que os ladrões fizeram, por isso que eles abandonaram esse Baú aqui e não vieram busca-lo.

    Dan concordou, ele pretendia obedecer ao seu amigo, já era a hora dele ser mais prudente.

    Assim, eles foram lutar contra os seis ratos.

    Dan foi o primeiro a subir. Ele deu um passo à frente e levantou o escudo para se proteger. Ele conseguiu defender alguns golpes, mas logo começou a ser atingido, até que ouviu a voz do seu amigo atrás dele:

    – Já subi! Estou aqui! Vamos! Rápido! Passe por eles!

    Dan então empurrou o rato da sua frente e passou por entre dois, Lignuns foi atrás dele. Em seguida, Dan empurrou mais um rato e saiu do meio deles, mas Lignuns ficou preso com alguns ratos entre eles.

    – Vai Dan, corre! Vai pedir ajuda! – gritou Lignuns.

    Naquele momento, Dan ficou extremamente impressionado com a lealdade de Lignuns. Eles haviam se conhecido há pouco tempo, mas naquele momento, Lignuns estava dando uma prova de amizade inimaginável, aceitando morrer para que ele pudesse escapar.

    Dan sabia que Lignuns já tinha feito muita coisa por ele e sentia que agora era a hora de começar a retribuir. E ainda por cima, Dan sentia que a culpa era dele por eles estarem naquela situação.

    Dan começou a atacar um dos ratos que estava entre eles, sob protestos de Lignuns:

    – O que você está fazendo? Corre! Vai pedir ajuda! – gritava cada vez mais alto.

    Mas Dan continuou, ele empurrou e tirou o rato do caminho, ficando mais perto de Lignuns.

    Agora, os dois jovens estavam presos, e seis ratos investiam contra eles, Dan não conseguia defender todos os ataques com o seu escudo e era gravemente ferido a cada investida dos animais. Lignuns também era atacado e rapidamente ficava sem forças. Dan estava não apenas tenso com a situação, mas também muito decepcionado consigo mesmo, suas ações haviam colocado o seu novo melhor amigo em perigo e ele não estava conseguindo ajuda-lo.

    Por alguns instantes eles apenas se defenderam, sem atacar, até que seus olhares se encontraram, eles sabiam que não conseguiriam derrotar todos aqueles ratos, e que dificilmente saíram dali vivos, mas um sinal positivo com a cabeça de um para o outro indicava que eles deveriam pelo menos tentar, não podiam simplesmente se entregar.

    Dan começou a atacar um dos ratos que estava entre eles, Lignuns começou a atacar o mesmo rato, eles conseguiram abater esse rato e começaram a atacar um outro, mas já não tinham forças, ambos estavam gravemente feridos e suas espadas não eram fortes o suficiente.

    A situação era crítica e eles já não tinham mais esperanças quando uma lança atingiu um dos ratos, sendo aquele ataque foi suficiente para derrubá-lo. Os jovens não entenderam o que aconteceu, continuaram atacando um dos ratos, enquanto procuravam uma explicação. Em seguida, outro rato caiu vítima de uma nova lança, e depois outro. Assim que eles conseguiram matar mais um dos ratos com suas espadas, novamente uma lança derrubou o último rato.

    Eles estavam muito feridos, mas sorriram um para outro pela felicidade de ainda estarem vivos antes de verem enfim quem foi que os salvou.

    Era um jovem também, mas aparentemente um pouco mais velho que eles, ele segurava algumas lanças e vestia roupas marrons esverdeadas, com proteção para os ombros e para os joelhos.

    Ele parecia ser muito mais forte do que os outros aventureiros que eles já haviam visto na ilha de Rookgaard.

    – Muito Obrigado! Você nos salvou! Nós lhe devemos nossas vidas! Eu sou Dan, da cidade de Carlin, e – apontando para o seu amigo – esse é Lignuns, de Northport. Quem é você?

    – Meu nome é Richard e eu sou de Rookgaard mesmo.



    Será que vocês já viram esse personagem em outra história aqui do Forum? Fica a dúvida.

    ------------------------------------------------------------------

    Próximo: [Capítulo 8 - Richard, o Lanceiro Solitário]
    Última edição por Danboy; 27-03-2019 às 00:14. Razão: Revisão
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    (Última Atualização: Livro V: Capítulo 5 - A Guera de Reconquista (Parte 2/2), postado no dia 06.03.2017)

  9. #9
    Avatar de Spartacus Godslayer
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    Muito bom!!
    Continue assim, cada vez que leio fico doido pelo proximo capitulo!!



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