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Ninja Dragon
As classes abastadas abortam em clínicas. E vão continuar fazendo isso. A diferença é que as classes mais pobres vão poder abortar em hospitais públicos. Que não têm muita qualidade, mas é melhor do que fazer em casa de qualquer jeito.
Você já pesquisou o custo disso?
Mesmo sabendo de AIDS e outras DSTs você tem noção de quantos jovens e adolescentes fazem sexo sem camisinha?
Imagina se tivesse aborto disponível na rede gratuita de saúde "ah, sem camisinha é mais gostoso, qualquer coisa eu aborto, é de graça mesmo".
Como o Wing disse, isso banalizaria totalmente o aborto.
É muita ignorância defender que depois de legalizado fosse oferecido gratuitamente...
E quem pagaria essa polpuda conta somos nós, com nossos impostos, que poderíamos estar tendo um retorno melhor se esse dinheiro fosse investido em coisas mais importantes.

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Ninja Dragon
Eu não tenho números, to com preguiça de procura. Mas pelo que eu andei lendo o número de abortos ilegais é bem grande. E o número de mães mortas por isso também.
E o número de pessoas que morrem reagindo à ação policial também é grande. Por isso vamos deixar os criminosos fazerem o que quiserem para não por em risco suas vidas e a dos policiais?

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Ninja Dragon
Mas e a pílula do dia seguinte? Você é contra ela também? Aliás, e a camisinha? Quando você usa camisinha você está matando um espermatozóide e um óvulo que teriam se encontrado e formado uma vida se você não tivesse impedido. E não dá pra dizer que existe "certeza de nascensa", já que sempre pode acontecer um aborto espontâneo. Segundo o seu argumento, teria que proibir qualquer método anti-concepcional (já que todos acabam com a possibilidade de vida) ou liberar tudo (já que nenhum dá certeza). A não ser que você me dê um argumento não religioso sobre por que uma célula de 46 cromossomos é sagrada e 2 células de 23 cromossomos não.
Não senhor. Um espermatozóide é só um espermatozóide, e um óvulo é só um óvulo. Separados eles não passam de células. Mas quando ocorre a fecundação, aquilo é um ser vivo em potencial.
Depois da fecundação, as chances do feto morrer são muito baixas.
Agora, a chance de um espermatozóide e um óvulo se encontrarem e gerarem vida são de uma em um milhão, pois até mesmo quando ocorre gravidez, só um entre outros milhões de espermatozóide é quem consegue fecundar o óvulo.
Não se pode obrigar as pessoas a gerar um ser com alto potencial de vida, mas uma vez que isso ocorre, elas devem ser proibidas de matá-lo.

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Ninja Dragon
Outra vez esse argumento dos países desenvolvidos.
Por favor gente, não usem ele. É deprimente. Se você ficar sempre pensando no Brasil como país pobre e sem solução ele nunca vai melhorar. Tem que pensar em soluções de países desenvolvidos, só assim ele vira desenvolvido.
Pare de ser ignorante, quando alguém se refere aos países desenvolvidos europeus e norte-americanos aos quais normalmente se fazem comparações, não se está referindo apenas ao desenvolvimento ecônomico daquele país, mas todo um contexto sócio-cultural.
Pra te dar um exemplo, a política de tolerância zero contra criminalidade, feita em Nova York, é algo que dá ( e deu) certo lá. Mas não nos países latinos, pois a cultura é outra totalmente diferente, por isso em Bogotá após o fracasso dessa política, eles conseguiram implantar uma condizente com a realidade de sua sociedade, e deu infinitamente mais certo.
Na questão do aborto, você não pode comparar países onde a taxa de natalidade já é baixa, as pessoas tem educação de qualidade e planejamento familiar com a realidade social brasileira.
Aqui o problema se resolve com educação.