
Postado originalmente por
Ace of Manaus
@
Tem sim, bastante diferença, não precisa ser um gênio pra ver que o desejo sexual tem fator fortemente biológico, principalmente na juventude.Você diz que os jovens devem ser educados.Educação, usar o córtex cerebral.Ser jovem, usar a amígdala cerebelosa do sistema límbico.Independentemente se o ser em questão é o melhor educado ou inteligente do mundo, de que adianta se ele está condicionado biologicamente a não pensar racionalmente e receber os sinais recíprocos do outro?
Ta, entao quem estupra em idade inferior a 25 anos pode usar essa justificativa?

Postado originalmente por
Ace of Manaus
@
1º Você está tratando de emoções, como uma coisa só. Atração sexual não é só emoção, tem haver com resposta a odores, percepção visual, uma caralhada de coisas em que a evolução fez questão de trabalhar pra tornar o mais automática possível. Não, não é só emocional. Você compara isto com homicídio?O homem não nasceu para matar. De todos os animais que você pode citar como nascido para matar, o homem com certeza não é um deles. Ele nasce desprovido de qualidades para isso, como seu parente primata, o macaco.Há macacos que matam?É provável. Há homens que matam?É sabido.Mas em nenhum dos dois casos há um condicionamento cultural que pregue a morte, ou mais ainda o desejo de matar (com raras exceções).Então não dá pra comparar com a atração sexual.No homicídio há sempre a causa, na atração há falta de causa aliada ao condicionamento.
O instinto de caçar está presente no ser humano, seja na sua forma original ou na prática de esportes que ritualizam simulações de caçadas.
O abate de animais por esporte é praticado por povos em todo o mundo, independente de credo ou etnia. O ato de caçar tem implicações de caráter ético e, para a maioria das pessoas, trata-se de uma questão de foro íntimo.
Matéria, Instinto assassino potencializado em todos os homens:
http://super.abril.com.br/ciencia/te...o-446195.shtml
Somos movidos por emoção, instinto, adrenalina e outras coisistas mais na hora de matar.

Postado originalmente por
Ace of Manaus
@
2º Se você acha que a melhor solução é não dar a opção do aborto, tudo bem. Novamente, não estou apto a informar dados, mas fazendo um exercício da mente, algo me diz, que na maioria dos casos em que alguém sentiu necessidade de abortar (seja por irresponsabilidade ou por falha no uso dos métodos contraceptivos) a situação financeira não era lá das mais favoráveis. Eu não posso prever se deste acontecimento surgirá uma família sólida, e a futura criança crescerá em um lar digno, algo que realmente possa se chamar de vida. Você pode me citar muito bem, N exemplos de pessoas que podiam ter sido abortadas, mas que não foram, e findaram sendo bem-sucedidas, porém algo me leva a crer que em comparação com as que não foram, este mesmo N é mera base de uma exponenciação
]
31% das pessoas que abortam a legam condição financeira precária. Desses 31%, mais de 2 terço estão na classe média ou alta.
Classes com condições para o sustento de uma criança.
http://www.brasilsemaborto.com.br/

Postado originalmente por
Ace of Manaus
@
Quem esteve trabalhando com a moral o tempo todo foi você, o mais próximo que você chegou de ser cientifico, foi quando tratou uma convenção como absoluta.
Mas eu devo dizer que pelo menos três raciocínios seus, em nenhum momento me foram desconsiderados, o da banalização do aborto, o do alto custo que ele teria (conseqüentemente a classe social que estaria favoravel a usá-lo) e as conseqüências psicológicas que ele teria.São coisas a serem pensadas com muita calma.Talvez um acompanhamento medico pós-aborto ajudasse com a ultima, mas não sou nenhum especialista para falar a respeito disso.
Dei o exemplo moral por que você usou do “onde começa a vida?” “ele não é vida, ele não existe”.
A idéia era mostrar por linhamentos que existe moral contra. Logo não se é possível usar o argumento “ele não é vida”. Mas se você considerou o resto. Ta ok.
E como disse famílias desestruturadas? Difícil. Os que mais abortam são os ricos. Sad, but true.

Postado originalmente por
Ace of Manaus
@
Isto está errado, e muito errado. Você comprara duas situações, e as coloca sob um mesmo patamar quando averigua o que é licito ou não.Soou tão sofista quanto: “Homens tem dois membros inferiores”, “Galinhas tem dois membros inferiores” logo “Homens são galinhas”.Não são só as quantidades de membros inferiores que classificam a espécie.Não é só o agredir um direito eminente da pessoa (Já começa por aqui, nem de uma pessoa estamos tratando, que coisa mais paradoxal) que torna os dois atos semelhantes.Você citou um exemplo, e apenas um único exemplo, (exagerado, diga-se de passagem) de um caso onde o infrator acha que tem algum motivo para atirar no deficiente.A mulher e o parasita, em TODOS os casos de gravidez estão ligados.É difícil não enxergar interferência humana, quando é a mulher quem trata de trazer este ser para a qualidade da existência.Alias, para o caso em que a existência do parasita, exclui a da mulher, qual das duas tem maior peso?
Em negrito vide acima
E responda da onde tira que ele não existe? Da onde tira que ele não é vida? De sua moral ou algum dado cientifico? Existe um exemplo, dado em 1984, muito louvado na época. Irei por no final do post. (eu acho ele muito “What?”)
Sinceramente, por irresponsabilidade dela e pela questão de vida ser superior a corpo. O que pesa mais é o “parasita” na minha moral.

Postado originalmente por
Ace of Manaus
@
É um progresso moral se despir de valores puramente culturais em função de fundamentos científicos, principalmente quando o assunto em questão trata de quando inicia a vida, e de a partir de onde é possível se realizar experimentos com aquilo que não possui direitos, propriamente ditos.Como ocorreu nas pesquisas com células tronco.
Qual o fundamento cientifico? Sem ele eu traduzo como:
Sim da minha mente.
Minha resposta :
Ok, sua mente não condiz com os 82% da população brasileira (vide o site brasil sem aborto).

Postado originalmente por
Ace of Manaus
@
Não gera expectativa de vida?Você está dizendo que as chances são nulas?Ou você está falando de dados percentuais?Não é muito difícil gerar dados percentuais, mesmo em situações onde há a imprevisibilidade do sistema.Mesmo quando você joga um dado de 6 faces para cima, e tem a existência da incerteza da mecânica de Heisenberg, as probabilidades e percentuais de cada número ainda estão lá.Não é você quem diz que deve-se lutar pela vida seja quais forem circunstancias?As chances existem.
Aspecto moral, vide la em cima. Mas se quer o embasamento moral:
Luta-se a favor da vida quando está certo dela.
Argumentos que me fariam mudar de idéia?
Mostre-me que será vantajoso para o Brasil.
Coisas como, abaixará o índice de criminalidade, Pobreza ou o numero de crianças na rua.... Coisas desse tipo. Dados concretos.
Mas, nesses que citei, não existe comprovação, até onde me lembro.

Postado originalmente por
Ace of Manaus
@
Ou não.Basta que os conceitos do estado sejam inteiramente morais, então consequentemente, há a possibilidade de eles serem intimamente ligados a epoca.Um estado embasado nas leis biblicas da gênesis, por exemplo, não precisa de azar.
Quanto a parte da progressão... Eu não sei se existem pessoas que trabalham unicamente para a experimentação e evolução das leis, como é inevitavel na ciência, já que a ciência é construtiva e não substituitiva.
Não é o caso do nosso Estado.
E
O nome deles são juristas. Prazer. Jack é um estudante e me formarei esse ano em direito.
Como prometido o argumento do violonista:
A filósofa norte-americana Judith Jarvis Thomson (n. 1929) escreveu, em 1971, um artigo “Uma defesa do aborto”, onde propõe ao leitor a seguinte situação imaginária (o que em Filosofia designamos como experiência mental):
«De manhã acorda e descobre que está numa cama adjacente à de um violinista inconsciente - um violinista famoso. Descobriu-se que ele sofre de uma doença renal fatal. A Sociedade dos Melómanos [dos apreciadores de música] investigou todos os registos médicos disponíveis e descobriu que só o leitor possui o tipo de sangue apropriado para ajudar. Por esta razão os melómanos raptaram-no e, na noite passada, o sistema circulatório do violinista foi ligado ao seu, de modo a que os seus rins possam ser usados para purificar o sangue de ambos. O director do hospital diz-lhe agora: “Olhe lamento que a Sociedade dos Melómanos lhe tenha feito isto - nunca o teríamos permitido se estivéssemos a par do caso. Mas eles puseram-no nesta situação e o violinista está ligado a si. Caso se desligasse matá-lo-ia. Mas não se importe, porque isto dura apenas nove meses. Depois ele ficará curado e será seguro desligá-lo de si”.
De um ponto de vista moral, o leitor teria a obrigação de aceitar esta situação? Não há dúvida de que aceitá-la seria muito simpático da sua parte, constituiria um gesto muito generoso. Mas teria de aceitá-la?»
Como responderia o leitor?
No caso, eu aceitaria passar os 9 meses. Só que como os Melómanos me fizeram isso, os mesmos acabariam tendo uma obrigação moral de me ajudar.
Se por acaso eu tivesse causado a doença no violonista, nem ia pestanejar. Ficaria 9, 10, um ano ou mais meses para salvar alguém que prejudiquei.
(acho mais semelhante com o aborto o caso de voce ter feito o mesmo a contrair essa doença.)