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Tópico: A Arte do Dreamwalking

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  1. #1

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    Início da Parte II

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    Capítulo I - Você Sabe


    Vento frio, águas violentas, tudo estava propício para um desastre. O barco que vinha de longe estava completamente perdido. Afinal, aonde queriam chegar? A tripulação humana esperava encontrar a Terra dos Deuses, e praticamente se sacrificaram em busca da terra prometida. Que nada. A comida havia acabado, estavam três dias à mercê da morte. E não demorou muito para acontecer o previsto. Ondas gigantes chocavam-se contra o barco de madeira frágil, que já enchia-se de água. Até que aguentou bastante. O choque ocorreu, o barco virou. Seis pessoas foram jogadas violentamente contra a água. Cinco delas ficaram presas em baixo do barco, sem conseguir sair. Na vela do barco, um papel destoou e começou a se despedaçar na água. As únicas palavras que o sobrevivente conseguiu ler foram: "Querido Lardor". Neste exato momento, desmaiou.


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    O sol apareceu, e Teshial estava perdido. A luz do sol cegava-lhe. Estava adaptado e com hábitos noturnos, e dificilmente saía de dia. Era raro nascer um sol tão forte por aquelas terras. Onde está Sparlyn? Porque não está em casa? Quando eu preciso dele ele some!

    Infelizmente ele sabia como a tropa de elite de Cordae trabalhava. Tentava negar o inegável, sentia-se com esperança, mas Sparlyn havia sumido. Sumido para sempre? Eis a questão.

    Repentinamente, o sol sumiu. Simplesmente desapareceu. Nuvens carregadas cobriam-no, e Teshial estava à mercê de uma tempestade. Mas que diabos?

    Sentiu uma pressão no peito, e, de repente, entendeu. As alterações climáticas no mundo dos sonhos ligavam-se diretamente com a raiz da sua vida. Se ele estivesse irritado ou assustado, teria chuva. Se estivesse alegre e contente, teria sol. Ele ainda estava tentando mudar isso. O que assustou-o foi o fato de não saber que estava sonhando, isso deixou-o inquieto. Uma frase veio à tona na sua mente: Ele disse que está a par do que você descobriu e anda fazendo. Maldito Cordae. Maldito Cordae. Desde quando ele sabe o que estou fazendo? Como?

    Então tudo tornou-se claro, definitivamente. Desgraçado. Descobriu tudo por causa desta pequena brecha, não é? Mas não foi ele que tratou de rastrear-me. Apenas uma pessoa sabia o que eu estava fazendo. Lembrou-se de quando Sparlyn tocou-lhe o que era raro. Sentiu uma pequena picada, como se uma fina agulha estivesse entre seus dedos. Mas, para variar, não desconfiou de seu melhor e único amigo. MALDITO! Teshial havia entendido que tudo era uma farsa, e por isso evitava relações com outros elfos. Mas ele não sabia que se encontrava numa trama muito maior do que jamais poderia imaginar.



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    O sol esquentava-lhe. Pouco a pouco, começou a abrir os olhos. Estava tonto, devia ter engolido muita água salgada. Mas sobrevivera, sobrevivera! Estava diante de uma massa de areia larga e longa. Árvores ao fundo assemelhavam-se a uma floresta. Onde eu estou? Mamãe? O que aconteceu? As perguntas não paravam de vir em sua cabeça. Decidiu, com precaução, adentrar na mata. Mas logo viu que estava enganado. Haviam poucas árvores, e poucos metros mais a dentro, viu uma planície muito extensa, e, ao fundo, quatro torres que idealizavam um reino. Meu Deus!. Tornou a correr loucamente, em direção às torres. Suas pernas curtas e magras faziam-lhe tropeçar seguidas vezes, mas ele não desistia. Seus passos curtos faziam-lhe chutar-se, e até mesmo cair, mas ele não desistia.



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    Batidas ao fundo, muitos passos. A terra estremecia. Teshial acordou-se, e foi dar uma olhada. Eu tinha esquecido! A guerra! Os Lybael recrutaram toda essa gente? Não é possível, deve haver aí umas cinco castas mescladas! Estão marchando para a entrada da cidade.Teshial aprontou-se e abriu a porta de casa, correndo. Sabia o que deveria fazer.

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    Última edição por Gold Hamlet; 11-07-2011 às 10:02.
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  2. #2
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    Padrão Teshial

    Nossa de repente parou de postar, bem na hora que o teshial estava livro? Aguardo a continuação

  3. #3

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    Capítulo II - Do Além


    Seu mundo estava balançando. Teshial navegava no seu cérebro delimitado com muita destreza. Paranóia. Paranóia ou não, aquilo era impossível de acontecer, mas aconteceu. Ele já podia avistar de longe as tropas de Cordae, e estava bem no meio da área de combate. Do outro lado, já observava as tropas da casta Lybael, com seus ninjas à frente.
    De repente, tudo some, se apaga. Hã? É mais um sonho?

    Uma palavra ecoou em sua mente: paranóia. Que diabos está acontecendo comigo? Acordou, agitado. Sonho de um sonho de um sonho? Onde eu estou? Estou perdido? É mais um sonho? A situação já saiu do controle! Tratou de observar seu amuleto de localização dimensional. Ele brilhava. Enfim, na vida real.



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    Lardor acordou, extremamente confuso. Meu Deus, eu apaguei! Há anos isso não acontece! Estava na mata, sem destino. Não havia torre, não havia palácio, não havia reino. O que é que está acontecendo? Sua realidade estava ficando distorcida. As árvores verteram em chamas, a água virou lava. Ecos amedrontadores faziam um som de fundo, e o chão começou a tremer. Lardor logo pensou estar em um sonho, mas o que via lhe parecia muito real. Não adiantou se beliscar, tapa, soco. Certamente não era um sonho.

    De longe, uma criatura robusta começou a se aproximar. Possuía garras enormes e era muito grande. Seus olhos queimavam e seu enorme corpo possuía uma aparência vermelha. Lentamente, a criatura foi transformando-se, tomando aparências humanas. Sobre sua cabeça estava uma capa preta longa, e estava com uma máscara que escondia sua face. Seu corpo estava coberto por uma capa bem decorada, listrada de vermelho com preto. Em uma das mãos possuía um cajado robusto e na outra um livro completamente empoeirado. Lardor não entendia o que estava acontecendo, mas sentiu que estava à mercê da morte.

    - Lardor? É você mesmo? - A criatura falava com tom suave, amigável. Lardor manteve-se calado, então o mesmo prosseguiu:

    - Você não tem idéia de quanto o procurei! Você é muito precioso, Lardor! Eu conheci sua mãe, seu pai, toda a sua família! Eles eram grandes amigos meus. O que foi Lardor? Você está com medo?

    O menino começou a tremer. A temperatura estava elevadíssima, e ele suava frio.

    - Gostaria de poder te conhecer melhor, menino. Mas ando muito ocupado, e preciso ir resolver alguns problemas. Cuide-se. Ah, e siga a oeste, naquela direção - a criatura apontou com o dedo. - Em breve você chegará à um reino muito grande.

    Tudo começou a pegar fogo, o clima assumiu um aspecto vermelho. Lardor também verteu em chamas. Despertou, gritando. Alguém me ajude, alguém me ajude. Quando ele abriu os olhos, assustou-se ao ver que estava em uma cama, rodeado de pessoas curiosas.

    - Eu acho que ele é maluco. - Comentavam. - Coitada da criança, olha o estado dele!

    Lardor odiava ser chamado de criança, mas isso era o que menos importava a esta altura. Finalmente havia acordado completamente, e podia observar melhor ao seu redor. Ele foi pronunciar uma palavra, mas a mesma simplesmente não saiu. Ele abria a boca, gaguejava, gemia, tentava falar. Sua insistência inflamou sua garganta, e ele sentia que estava queimando por dentro. Suava frio, mais uma vez. Alguns velhos surgiram em uma porta à esquerda. Imediatamente, colocaram suas mãos na cabeça do menino, e começaram a pronunciar palavras desconhecidas. Lardor apagou.



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    Isso só pode ser obra de uma pessoa. Teshial colocou seu amuleto, abriu a porta de seu casebre, e saiu andando. Estava a entardecer. Sabia que teria que percorrer um longo caminho até chegar ao seu destino. Uma longa viagem, dias e dias.
    "Ou você morre como um herói, ou vive tempo o suficiente para se tornar um vilão".

  4. #4
    Avatar de Sombra de Izan
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    Padrão Olha a realidade

    Sabe lendo esse capítulo fiquei pensando, que quando ele olhou as coisas distoridas e depois ao normal, será que ele não viu o mesmo lugar em outra dimensão, ou seria um presagio do rapaz que havia chego



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