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Tópico: A Arte do Dreamwalking

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  1. #1

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    Capítulo I - A Criação do Dreamwalking (Parte I)


    Vainky era uma elfa bela e jovem, desejada por muitos elfos. Seus longos cabelos loiros chamavam a atenção por seu brilho e beleza. Seus olhos verdes e suas feições faciais eram perfeitas. Ela fora adotada quando criança e não sabe-se com certeza de que casta pertenceu. A questão é que seus olhos hipnotizavam outro elfo, chamado Teshial. Este sempre foi estudioso, e embora não fosse bonito, era mais ou menos da idade de Vainky. Teshial não possuía características marcantes. Tinha longos cabelos castanhos entrelaçados, olhos castanhos, lábios pequenos e um nariz moderadamente grande. Era alto, e sua pele, como a da maioria dos elfos, era muito branca. Se destacava por ser muito inteligente, embora não tivesse muito sucesso em relacionamentos.

    Os anos passavam e Teshial nunca teve coragem de expressar seus sentimentos à Vainky, embora tenha mudado. Mas já era tarde demais.
    Vainky casou-se com Aertahl, um elfo da guarda suprema daquele reino. Infelizmente, ele era malígno e temido por muitos. Sua imensa altura assustava e sua face demonstrava ódio. Teshial nunca soube ao certo o porque dela casar-se com um homem mal.

    Aertahl era o guarda prefirido do rei Cordae, que além de corrupto era muito malicioso. Cordae adorava um Deus chamado Mortiur, o destruidor. Realizava rituais envolvendo sangue e sacrifícios para este Deus, dizendo que Mortiur lhe dava o nome das pessoas que deveriam morrer em seu nome, através de sonhos. Porém, um dia, Cordae disse que Mortiur queria Vainky, e Aertahl, embora em contra-gosto, agiu em pról da fé e entregou-a. Teshial enlouqueceu e buscou maneiras de salvar Vainky, completamente sem sucesso. A bela elfa fora morta e Teshial mergulhou em depressão.

    O elfo estudioso mudou-se de Daeaith, a cidade conhecida como "Lar dos Brancos", e construiu uma casa longe das cidades, perto da fronteira norte do reino. Ele rompeu todos os seus relacionamentos e mergulhou-se nos estudos, pois estudar lhe fazia esquecer as coisas ruins.

    Teshial teve uma vida muito sofrida quando criança. Seu pai abandonou-o e sua mãe morreu quando ele tinha ainda dez anos. Ele foi criado por uma família pobre, porém era maltratado e deixado de lado. Seus pais adotivos priorizavam os seus filhos e Teshial vivia de restos. Ele fugiu com dezesseis anos, levando consigo boa parte do dinheiro de sua ex-família.

    Com o dinheiro, conseguiu construir uma pequena casa, onde viveu até a morte de Vainky. Agora, com vinte e três anos, morava isolado da civilização, apenas estudando. Depois de muito estudo, experimentos e formulações de hipóteses, Teshial encontrou uma segunda dimensão: a do sonho. Abrangendo a química, a física e muitas outras coisas ele conseguiu transformar seu sono numa espécie de "viagem ao vácuo". Desse modo, ele conseguiu manipular seu próprio sonho e estudava até dormindo. Com muito tempo de trabalho ele conseguiu criar uma mesa e uma cadeira, tudo no vácuo, na escuridão. O problema é que seus sonhos eram rápidos e era muito difícil retornar a um sonho anterior, então cada vez que ele acordava, o sonho acabava e tudo era destruído. Assim, no sonho seguinte, precisava criar tudo denovo. Embora não conseguisse manter-se no mesmo sonho, adquiriu grande conhecimento e, depois de tanto tempo fazendo a mesma coisa, conseguia modelar a mesa e a cadeira de uma forma extraordinária e rápida. A mesa possuía detalhes rústicos e era como uma escultura. A cadeira por sua vez era nobre e delicada. Possuía detalhes marcantes muito bem inseridos.

    Depois de ter modelado a mesa e a cadeira, Teshial costumava reparar na beleza de sua obra, mas, em um dos seus sonhos, assustou-se. Ele viu um detalhe em baixo de sua mesa. Uma pequena figura esculpida com grande delicadeza. Tratava-se de duas cobras vermelhas entrelaçando-se em um pilar. Parecia que as mesmas tentavam chegar em uma estrela, com desenhos extremamente pequenos, e detalhes em preto. Só era possível ver a figura porque a mesa era de um tom marrom claro, que combinava com a cadeira e tornava possível a observação, pois havia um contraste inverso das cores da figura com as da mesa. As cobras tinham tons vermelhos e o pilar era preto.

    Ele buscou descobrir o que eram aquela figura, e investigou no vácuo, completamente em vão. O vácuo era como o espaço, só que com pressão atmosférica. Teshial as vezes sentia-se suspenso no ar, mas não era possível ter certeza disso, pois aquilo era apenas o escuro. Ele conseguia impôr claridade na mesa e na cadeira, mas em nada mais. Afinal, colocar luz no vácuo iria mudar o que? Era como uma lâmpada trabalhando contra a escuridão absoluta.

    Teshial conseguiu criar folhas e objetos pequenos, para fazer pesquisas no vácuo. Ele colocou uma folha solta em cima da mesa e percebeu que ela havia se arrastado um pouquinho para a esquerda. Então ele levou o dedo indicador à boca, molhou-o na saliva e levantou sua mão apenas com o dedo levantado. Sentiu uma mínima correnteza de ar atuando sobre seu dedo, tão pequena que era quase imperceptível. Depois ele colocou um lápis em cima da tal mesa, e ele escorregou levemente para a direita. Logo ele entendeu que não havia chão e que estava um pouco inclinado para a direita.

    Depois de dezenas de sonhos, Teshial começou a encontrar dificuldades para manter-se no sonho. Ele percebeu que sua mente não estava conseguindo descansar durante o sono e que trabalhar no vácuo exigia muito esforço mental. Embora fosse resistente, uma hora o cérebro não aguentaria mais. Ele estudava o dia todo, e trabalhava enquanto dormia.

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    Última edição por Gold Hamlet; 09-01-2011 às 01:31.

  2. #2
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    Bom, gostei muito, vou acompanhar...
    Erros ortograficos, eu não vi nenhum.
    A Historia esta boa, não pare por que você tem talento.

  3. #3

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    Capítulo II - Guerras Internas



    Karter era um cavaleiro de passagem por Daeaith. Montava em um cavalo branco muito belo, sua crina brilhava com o menor movimento. O homem era alto e magro, seus cabelos eram castanhos curtos e seus olhos eram verdes. Era um homem desejado, forte e ágil. Ele possuía cicatrizes na testa e na perna. Estava trajando roupas nobres, não parecia ser um combatente, embora sua aparência e suas cicatrizes demonstrasse o contrário. Era jovem, parecia ter em torno de vinte e seis anos. Ele veio a Daeaith únicamente para conversar com o líder de uma casta guerreira, os Lybael, que significa "Lobo Guerreiro". Tal casta havia imposto um forte domínio na região, desafiando o rei Cordae. Karter provavelmente era um familiar de Cordae, encarregado de tratar de assuntos do tipo. Provavelmente fora um mercenário que se deu bem seduzindo uma princesa, ou uma mulher de alto cargo no palácio do rei.

    Desmontou do seu cavalo, prendeu-o em um poste de iluminação e bateu na porta três vezes. Estava diante duma casa extensa e bonita, embora não demonstrasse ser algo de nobres. Um homem baixo e narigudo atendeu-o. Karter se assustou um pouco com a feiúra do homem, mas manteve a postura e falou o que queria:

    -Fui enviado pelo rei Cordae e precisamos conversar.

    O homem mandou-o entrar. A casa, por dentro, era mal conservada e suja. As paredes estavam com sua cor desbotada, madeiras negras velhas e devoradas por cupins.

    -Precisamos conversar a respeito do domínio de sua casta aqui em Daeaith.

    O homem respondeu, descontraído:

    -Vejo que você não é um elfo. Se parece muito com um humano. Quem é você? Sente-se.

    -Costumo ir direto ao assunto, mas tudo bem. Meu nome é Karter, venho de Nisty em nome do rei. Quanto ao fato de ser humano não gosto de falar muito sobre isso. Pois bem, qual é seu nome?

    -Me chamo Durdel. Sou um elfo-anão.

    -Então, agora podemos ir direto ao assunto?

    -Está bem homem. Quanto ao nosso domínio, que fique bem claro, não livraremos a cidade por merreca.

    -Não há negociação, meu caro Durdel. - Afirmou Karter.

    -Como assim? Estás dizendo que não pagarão nada? - Falou Durdel, irritado.

    Karter ajeitou-se na cadeira, franziu a testa e fitou Durdel com um olhar desafiador.

    -Seria muito fácil impôr domínio à um lugar e cobrar dinheiro para soltá-lo, meu caro. Esta estratégia para ganhar dinheiro é muito infantil e manjada. Sabes que o reino possui exércitos grandes.

    Durdel fitou-o com raiva. Parecia querer comê-lo com os olhos. Sentiu-se um pouco surpreendido pela experiência do homem em entender tudo de uma forma rápida, e ainda falar mal da estratégia da casta. Respondeu:

    -Deste modo fica difícil negociar, meu caro. Acho que não chegaremos a um ponto de concordância. Sinto muito, mas informe o rei Cordae de que não desistiremos até sermos pagos, e estamos falando de valores altos.

    Karter irritou-se e levantou da cadeira, nervoso.

    -Pode deixar, falarei com ele. Mas não espere negociações, estejam preparados para uma possível guerra. - Disse Karter, provocando.

    Durdel abriu a porta. Karter saiu, desamarrou seu cavalo e montou-o, a caminho de Nisty. Teria de percorrer um longo caminho de volta.

    Um diálogo curto e arrogante, não era dessa maneira que Karter queria terminar, embora com as ordens do rei Cordae seria difícil negociar. Sabia que levaria alguma repreensão do rei.

    Karter, antes de ser um negociador com a confiança do rei, fora um grande mestre das batalhas, inclusive foi uma peça fundamental na vitória do Reino Nidavellir sobre o Reino de Vanaheim.

    Ao todo eram nove reinos elfos, sendo o Reino de Asgard e o Reino de Midgard os maiores e com mais poderes econômicos. Uma batalha havia sido travada entre seis dos nove reinos, e Gahar, antigo rei de Asgard, venceu a batalha de trinta anos, e tentou unificar os reinos. A população reagiu e as castas guerreiras puseram-se à frente, vencendo uma longa luta de mais quinze anos. Deste modo, ouve diversas guerras internas, entre castas, pelo domínio dos reinos. Quatro reinos sem rei e sem controle. Foi então que criaram O Conselho das Terras Sagradas, que consistia na reunião dos reis de cada reino. Os mesmos decidiram eleger quatro novos reis, para os quatro reinos desgovernados, o que gerou outras guerras internas, para tirar o domínio das castas sob os reinos. O Conselho venceu, e a situação voltou ao controle. Gahar, o homem rude que promoveu todos estes conflitos, ficou contra O Conselho das Terras Sagradas e chamou seu primo Cordae para lutar ao seu lado. Por pouco outra guerra não ocorreu. Cordae juntou-se ao seu primo, mas O Conselho, depois de diversas negociações, cedeu um espaço do Reino de Vanaheim ao Reino de Asgard, contentando Gahar, que acalmou-se. Porém Cordae também queria expandir seu reino, e não teve o apoio do primo. Decidiu brigar com Vanaheim, e conquistou outra parte do reino. O Conselho ignorou o fato, já que outra guerra naquele momento poderia resultar numa matança geral, e até na extinção da raça elfa. O Rei de Vanaheim, Musash, foi neutralizado pelo Conselho, pois naquele momento era o menor reino e o mais afetado com as guerras, já que fora reduzido quase pela metade. Isto acalmou os reinos e a situação voltou a ficar sob controle, porém, Gahal e Cordae ainda não participavam do Conselho, alegando que O Conselho representava uma aliança dos sete reinos contra Asgard e Nidavellir.
    Última edição por Gold Hamlet; 13-01-2011 às 20:12.



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