Curtir Curtir:  0
Página 2 de 5 PrimeiroPrimeiro 1234 ... ÚltimoÚltimo
Resultados 11 a 20 de 47

Tópico: GRIM

  1. #11
    Avatar de Neal Caffrey
    Registro
    27-06-2006
    Idade
    34
    Posts
    3.043
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Citação Postado originalmente por Manteiga Ver Post
    @CRonaldo
    Discordo, o prólogo não precisa ser curto. Precisa introduzir e só. Um exemplo é o prólogo da obra "O Código da Vinci". Se me lembro bem, Brown escreveu umas três páginas ou mais de prólogo, alguém que tenha lido recentemente pode confirmar?
    Não. Dan Brown escreveu menos de duas páginas de prólogo, no livro que comprei recentemente. O que eu quis dizer é que eu estranhei, mas mesmo no livro, não é o mesmo tanto de coisas. Mas mesmo assim, o Elementals tem uma forma de escrita perfeita que prende certamente a atenção de quem passa por aqui.

    Publicidade:


    Jogue Tibia sem mensalidades!
    Taleon Online - Otserv apoiado pelo TibiaBR.
    https://taleon.online
    Última edição por Neal Caffrey; 09-08-2008 às 14:25.
    Jason Walker e o Retorno do Príncipe
    Sexta história da série de Jason Walker e contando. Quem sabe não serão dez?

    Este fórum exige que você aguarde 120 segundos entre posts consecutivos. Por favor, tente novamente em 1 segundos.

  2. #12
    Avatar de Claudio Di Martino
    Registro
    13-08-2006
    Localização
    Americana
    Idade
    35
    Posts
    288
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    bem, não tenho muito o que comentar, sou relativamente novo na sessão e é a primeira história sua que estou lendo. Confesso que apesar de grande eu gostei bastante pois como já disseram, prende a atenção.

    Só vou dar uma opinião pessoal aqui que pode ou não ser considerada, mas que eu prefiro.

    Tem uma parte em que ele encontra o dito quarto onde acontecem as coisas estranhas. Eu notei que você escreveu por extenso, mas vale lembrar que num texto, se você precisar escrever um número maior do que dez, pode fazê-lo em número mesmo sem escrevê-lo por extenso.
    eu acredito que facilitaria pra quem ler, achar o "quarto 710", ao invés de achar o "quarto setecentos e dez". Com os numerinhos já imagina-se melhor o ambiente. Não que você tenha descrevido mal o lugar, pelo contrário, mas dá aquele up a mais que não é desprezível.

    bom, é só, espero que você continue. Assim eu posso continuar a acompanhar

    (eu imagino a porta com o númerozinho mesmo algum problema?:wscared
    RPG Tibia, onde TUDO é possível!

    Imagem meramente ilustrativa

  3. #13
    Banido Avatar de Hovelst
    Registro
    15-03-2007
    Idade
    33
    Posts
    1.102
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Bah...
    Foi deprimente ler dois comentários aqui.

    Citação Postado originalmente por CRnaldo 10
    Achei o prólogo um pouco extenso, e eu o nomearia mais como Capítulo I do que prólogo. Mas eu achei bem interessante. Me prendi bastante à história deste prólogo. A única coisa que eu sinto meio cansativo de ler é a linguagem na segunda pessoa formal, no caso tu. Eu acho um pouco cansativo, apesar de ser a forma correta de se escrever. No mais, vou continuar acompanhando, Elementals. Parabéns.
    Citação Postado originalmente por Claudio Di Martino
    bem, não tenho muito o que comentar, sou relativamente novo na sessão e é a primeira história sua que estou lendo. Confesso que apesar de grande eu gostei bastante pois como já disseram, prende a atenção.
    O que importa se for grande? Joguei o capítulo no Word só para ver o tamanho e deu três páginas.
    Não tem nada de grande. É um tamanho normal de capítulo. Desde quando prólogos precisam ser pequenos? Um prólogo introduz a história, e não necessariamente precisa ter no máximo uma página?
    Álias, isso varia de autor para autor, mas não há nenhuma regra que diz: " Um prólogo precisa ser pequeno". Na verdade, conheço apenas um autor, que em um prelúdio escreve pouco, e esse é Dan Brown. Não vou comentar minha opinião sobre ele, mas esse tipo de introdução é para dar suspense.

    Prólogos, normalmente são grandes e não pequenos. Eu achei muito engraçado esse comentário de vocês dois e não me contive quanto a vir aqui.

    Citação Postado originalmente por Claudio Di Martino
    Tem uma parte em que ele encontra o dito quarto onde acontecem as coisas estranhas. Eu notei que você escreveu por extenso, mas vale lembrar que num texto, se você precisar escrever um número maior do que dez, pode fazê-lo em número mesmo sem escrevê-lo por extenso.
    eu acredito que facilitaria pra quem ler, achar o "quarto 710", ao invés de achar o "quarto setecentos e dez". Com os numerinhos já imagina-se melhor o ambiente. Não que você tenha descrevido mal o lugar, pelo contrário, mas dá aquele up a mais que não é desprezível.
    Eu gostaria de saber onde está escrito essa regra. Está em alguma gramática? Nunca vi.
    Álias, a forma de escrever numerais também varia, dependendo de cada tipo de autor. Mas mesmo assim, nada muda na leitura se você colocar em números. Não muda nada na ambientação.
    Essa última parte em negrito, acabei por dar risada. Desde quando escrever por extenso é desprezível? Nada muda. Continua na mesma merda.

    Isso na verdade, quem decide é o autor, ou seja, o Elementals.

    Enfim, eu não tive a intenção de ofender ninguém aqui, mas é que o comentário de vocês conteve uma opinião preciptada e "errada".

    Sem mais,
    Hovelst

  4. #14
    Avatar de Scholles
    Registro
    31-08-2007
    Localização
    Porto Alegre
    Posts
    499
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Citação Postado originalmente por CRonaldo 10 Ver Post
    Achei o prólogo um pouco extenso, e eu o nomearia mais como Capítulo I do que prólogo. Mas eu achei bem interessante. Me prendi bastante à história deste prólogo. A única coisa que eu sinto meio cansativo de ler é a linguagem na segunda pessoa formal, no caso tu. Eu acho um pouco cansativo, apesar de ser a forma correta de se escrever. No mais, vou continuar acompanhando, Elementals. Parabéns.
    Acho que você não viu, mas eu não usei completamente o '' tu ''... Apenas nas falas do ceifador. Isso é algo que será explicado depois, mas nem é muito '' mistério ''. (Sim, irei continuar!)
    Não. Dan Brown escreveu menos de meia página de prólogo, no livro que comprei recentemente. O que eu quis dizer é que eu estranhei, mas mesmo no livro, não é o mesmo tanto de coisas. Mas mesmo assim, o Elementals tem uma forma de escrita perfeita que prende certamente a atenção de quem passa por aqui.
    Muito obrigado *-*

    Citação Postado originalmente por Manteiga Ver Post
    @CRonaldo
    Discordo, o prólogo não precisa ser curto. Precisa introduzir e só. Um exemplo é o prólogo da obra "O Código da Vinci". Se me lembro bem, Brown escreveu umas três páginas ou mais de prólogo, alguém que tenha lido recentemente pode confirmar?

    @Drasty
    O modo itálico também me lembrou Brown xd

    @Topic
    Eu confesso que gostei muito do prólogo. Me envolveu e deu pra imaginar mais ou menos o hospital e o tal Kurt. Também gosto muito do desenho, o que ajudou a imaginar o "ceifador". Vou ver o rumo que vai tomar, mas pode certeza que irei acompanhar =D

    Só fiquei com uma dúvida, ele matou ou não a mãe? o.o

    Manteiga.
    Os prólogos de Brown são normalmente de 1 página para menos. Muito obrigado pelo elogio. Sinto em ter deixado subentendido, mas ele deixou a mãe viva.
    Citação Postado originalmente por Claudio Di Martino Ver Post
    bem, não tenho muito o que comentar, sou relativamente novo na sessão e é a primeira história sua que estou lendo. Confesso que apesar de grande eu gostei bastante pois como já disseram, prende a atenção.

    Só vou dar uma opinião pessoal aqui que pode ou não ser considerada, mas que eu prefiro.

    Tem uma parte em que ele encontra o dito quarto onde acontecem as coisas estranhas. Eu notei que você escreveu por extenso, mas vale lembrar que num texto, se você precisar escrever um número maior do que dez, pode fazê-lo em número mesmo sem escrevê-lo por extenso.
    eu acredito que facilitaria pra quem ler, achar o "quarto 710", ao invés de achar o "quarto setecentos e dez". Com os numerinhos já imagina-se melhor o ambiente. Não que você tenha descrevido mal o lugar, pelo contrário, mas dá aquele up a mais que não é desprezível.

    bom, é só, espero que você continue. Assim eu posso continuar a acompanhar

    (eu imagino a porta com o númerozinho mesmo algum problema?:wscared
    Mais uma vez, agradeço os elogios. Olha, como o Hovelst falou, não há um padrão correto. É usado o que o autor prefere, mas geralmente é escrito por extenso.

    Citação Postado originalmente por Hovelst Ver Post
    Bah...
    Foi deprimente ler dois comentários aqui.





    O que importa se for grande? Joguei o capítulo no Word só para ver o tamanho e deu três páginas.
    Não tem nada de grande. É um tamanho normal de capítulo. Desde quando prólogos precisam ser pequenos? Um prólogo introduz a história, e não necessariamente precisa ter no máximo uma página?
    Álias, isso varia de autor para autor, mas não há nenhuma regra que diz: " Um prólogo precisa ser pequeno". Na verdade, conheço apenas um autor, que em um prelúdio escreve pouco, e esse é Dan Brown. Não vou comentar minha opinião sobre ele, mas esse tipo de introdução é para dar suspense.

    Prólogos, normalmente são grandes e não pequenos. Eu achei muito engraçado esse comentário de vocês dois e não me contive quanto a vir aqui.


    Eu gostaria de saber onde está escrito essa regra. Está em alguma gramática? Nunca vi.
    Álias, a forma de escrever numerais também varia, dependendo de cada tipo de autor. Mas mesmo assim, nada muda na leitura se você colocar em números. Não muda nada na ambientação.
    Essa última parte em negrito, acabei por dar risada. Desde quando escrever por extenso é desprezível? Nada muda. Continua na mesma merda.

    Isso na verdade, quem decide é o autor, ou seja, o Elementals.

    Enfim, eu não tive a intenção de ofender ninguém aqui, mas é que o comentário de vocês conteve uma opinião preciptada e "errada".

    Sem mais,
    Hovelst
    Eu costumo fazer capítulos de 3~4 páginas. Também não considero muito, mas isso vai de cada um, já que eu tenho MUITO hábito de ler. O '' desprezível '' foi apenas um erro de interpretação sua, Hovelst. Ele quis dizer que não é ' desnecessário ' dar um ' up ' na história. Apenas disse que achava que a história aumentaria de qualidade se escrito 710... Mas, valeu por responder os outros comentários.


    MUITO obrigado pelos comentários. E saibam que eu não hesitarei em visitar suas histórias assim que elas não forem de tibia hsuehsueh o/

  5. #15
    Avatar de Claudio Di Martino
    Registro
    13-08-2006
    Localização
    Americana
    Idade
    35
    Posts
    288
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    @holvest

    (definição de prólogo pelo Michaelis, pequeno dicionário da lingua portuguesa)

    Prólogo: 1. Parte introdutória ou prefácio de um discurso, poema, obra literária etc. 2. Pequena parte musical que precede e prepara uma grande composição.
    Em minha mente, o prólogo é exatamente o que o dicionário define, uma introdução.

    Se for pra fazer um prólogo enorme, que seja um capítulo de uma vez

    E mais; eu disse em meu comentário que nunca li os textos dele, logo eu não tinha conhecimento de que ele costuma escrever como capítulo umas 4 paginas de Word (como ele disse em seu comentário um pouco acima). Também não me lembro de ter falado que prólogo grande é mau sinal. Pelo contrário, disse e reforço aqui: eu gostei.

    A sua opinião sobre escrever numerais em extenso ou não, eu nem pretendo discutir pois é opinião sua, nem você deveria discutir o que eu disse, talvez por ser opinião minha.

    Visite um hospital; quando encontrar um quarto escrito na porta: "setecentos e quinze", ao invés da plaquinha com "715"(95% dos hospítais), talvez entremos em consenso.

    Em minha concepção é mais facil imaginar com número do que por extenso.
    Opinião pessoal nunca foi sinonimo de opinião correta.
    E você não me ofendeu, não se preocupe

    @elementals

    Fico feliz que vai continuar, tenha certeza que acompanharei




    Publicidade:


    Jogue Tibia sem mensalidades!
    Taleon Online - Otserv apoiado pelo TibiaBR.
    https://taleon.online
    RPG Tibia, onde TUDO é possível!

    Imagem meramente ilustrativa

  6. #16
    Avatar de Scholles
    Registro
    31-08-2007
    Localização
    Porto Alegre
    Posts
    499
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão


    CAPÍTULO 2:
    ÓDIO

    Centenas de pessoas estavam esperando fora da igreja, em um patamar onde duas escadas levavam até a entrada do local sagrado. Gente que tinha chegado mais cedo cumprimentava todos os que chegavam agora, e lágrimas escorriam pelos rostos de alguns poucos. Lentamente, a massa entrou na igreja e foi se acomodando nos assentos, logo aos lados do tapete vermelho estendido. Um murmúrio de excitação percorreu a todos com o começo da música orquestrada; cessou assim que o padre se ergueu da cadeira.

    Os casais escolhidos pelos que hoje iriam se unir, no geral, grandes amigos, estavam em suas melhores roupas, todos espalhadas em volta do altar.
    Os ouvidos mais atentos escutaram um único carro freando na calada da noite, e logo a noiva pisou no tapete vermelho, o vestido branco deslumbrante em contraste com sua pele negra. Minutos se passaram com as passadas lentas da mulher, acompanhada de seu pai; a música mudou para uma um pouco mais agitada, mas com uma batida ainda suave, e então o noivo entrou com sua mãe.

    Quando ambos pisaram no final do tapete, subiram o altar, logo á frente de uma bela escultura de Jesus, que devido à umidade, formara pátina em alguns cantos. O padre fez um discurso breve (muitos estavam ostentando em suas faces o sono devido ao horário do casamento), logo lendo o trecho da Bíblia escolhido pelos noivos. Ao terminar, o noivo e a noiva disseram as palavras finais e se beijaram. Os que ainda não tinham chorado, o faziam agora, com exceção de alguns poucos.

    ***

    A cerimônia já havia acabado e todos já estavam na saída, conversando fervorosamente, alguns já indo embora; porém um homem continuava sentado na primeira fileira de bancos.

    O padre se dirigiu a ele, com os óculos minúsculos pendurados sob seu nariz engordurado, o cabelo branco caindo livremente em cima de seu rosto bondoso. Deveria estar beirando os sessenta e cinco.

    - Senhor, tenho que trancar a igreja, poderia fazer o favor de se retirar? - falou, tentando não parecer hostil.

    - Joe. Não me reconhece? - o homenzarrão falou, os cabelos negros e desgrenhados. Era alto, tinha uma caixa torácica forte e era magro (o que, porém, não o impedia de ser largo e pesado). Sua voz ressoou grossa e rouca.

    O padre primeiramente não veio a se lembrar, mas após alguns segundos, arregalou os olhos e soltou uma exclamação, que por pouco não foi um palavrão. Falou, atônito:

    - Johnny! Você voltou?

    - Não, Joe. Estou de visita.

    - E o que está achando da cidade?

    Um estranho brilho pareceu perpassar os olhos de Johnny, que involuntariamente fechou a mandíbula. O leve sorriso que estava em sua face mudou rapidamente para um esgar de dor.

    - Uma bosta. Uma bosta completa. Desde que você e o resto daqueles filhos-da-puta começaram a meter baboseira na mente dos turistas e dos moradores, a cidade não virou mais a mesma. Não é mais aquele local de gente inocente que era antes. E também virou um local rotulado como sendo a sede dos fanáticos. Antes, tínhamos menos de dez turistas por mês, e agora temos quase mil! - explodiu. Pareceu tomar fôlego, e ao perceber que Joe ainda estava chocado, continuou - Não há mais calma por aqui. Virou um inferno. As ruas estão lotadas e os carros enchem nossas estradas. Quando isso estava iminente, eu dei o fora.

    - Não vou aceitar essa tamanha falta de respeito dentro da minha igreja! - Joe falou ríspido, mas ainda com a voz fraca - ainda estava abalado pela rajada de verdades que Johnny parecia saber.

    - Sei mais do que você pensa. - E então, completou: - Devon. - como que se sozinha a palavra já tivesse um sentido completo, levantou-se da cadeira e deixou Joe boquiaberto. O coração do padre bombeava mais forte, enquanto ele maldizia quem quer que tivesse convidado o antigo morador para fazer parte do casamento.

    ***

    O antigo galpão, que levava na memória várias festas e eventos, estava abandonado fazia já alguns anos. Empoeirado e desorganizado; conteúdos de caixas estavam esparramados livremente pelo chão; o cheiro fétido de anos sem pegar quase nenhum ar; a única janela, estilhaçada e deixando entrar uma pequena rajada de sol.

    O homenzarrão, do lado de fora, deu mais um chute na porta. Ela desemperrou e o sol iluminou, finalmente, o local. Era ótimo, longe de qualquer intruso - no máximo, um turista se aventuraria ali, e sairia quando pedissem (caso contrário, poderia muito bem expulsá-lo à força).

    Cautelosamente, abriu o fecho da jaqueta e pegou uma cruz de ouro puro de dentro do bolso interno (deixou o cinto visível, antes escondido pela vestimenta). A cruz não tinha nenhum retrato, porém tinha algo similar a um gancho na ponta. Ele encaixou este gancho com uma corrente, também de ouro, que tirou do mesmo local do objeto anterior.

    Colocou-a ao redor do pescoço longo. Com a jaqueta aberta, cruz pendendo sob o peito, entrou no recinto. Um guincho fantasmagórico explodiu detrás de uma pilha de caixotes de cerveja.

    - Como eu tinha pensado. - Johnny sorriu, falando mais para confirmar a si próprio do que qualquer outra coisa. Sentiu ondas de prazer percorrem seu corpo, enquanto a adrenalina era largada e ele colocava a mão atrás do cinto de couro, sentindo a superfície fria do revólver em contato com sua mão quente.

    As cervejas foram empurradas, caindo da pilha organizada com um barulho desengonçado de estouro e formando uma espuma branca no chão. A espuma estava produzindo um barulho que lembrava vagamente um ovo fritando. Quem que tivesse empurrado, não estava mais á vista. Johnny levantou o revólver aos olhos, mirando cuidadosamente. Um vulto se mexeu, escondido nas parciais sombras que o lugar ainda conservava. O homem apertou o gatilho, acertando em cheio no peito; fez sem medo, mas suas mãos tremiam. O sangue jorrou da pessoa que agora caía, formando uma poça; o sangue mudando de vermelho para quase um laranja ao se misturar com a cerveja.

    O homem andou cuidadosamente até o corpo, tentando ao máximo não sujar os tênis (caros, por sinal) para caminhadas, mas não conseguiu pelos líquidos no chão. A calça jeans ficou respingada e as meias, encharcadas. Sem cerimônia, colocou a mão sobre as axilas do cadáver e o levantou, sentindo bastante pressão sob os músculos. Carregou-o até a parede do lado oposto de onde tinha entrado e o deixou escorado, o sangue vertendo da boca. Os olhos fora de foco, a saliva escorrendo e a magreza sugeriam que ele tivera passado um tempo terrível.

    Johnny pegou um pequeno celular preto do cinto e clicou em um botão vermelho. A tela foi preenchida com a mensagem ‘’ ENVIADO PARA TODOS OS CONTATOS ‘’ e então começou a produzir um bipe contínuo e irritante.

    ***

    - Senhores, a maioria de vocês já me conhece. Grande parte morava comigo aqui, em Lake Dallas. Foram chamados neste galpão antigo, pois todos aqui têm, de alguma forma, ódio pelo que a cidade se tornou ou quem tornou a cidade assim. Creio que poucos sabem o que acontece por trás dos panos...

    - Senhor Clander, aonde quer chegar? - interrompendo bruscamente Johnny, o homem falou - Não posso perder tempo aqui!

    - Não sou senhor nenhum. Apenas Johnny. Então, voltando onde eu estava... Joe não é o velinho piegas que aparenta ser. - algumas risadas começaram tímidas, e logo irromperam em gargalhadas - É, é, velhos tempos. Bom, antes eu disse que estávamos em Lake Dallas. Alguns devem ter percebido que não estamos. Se bem me lembro, estamos em Oak Point ou algum outro local aqui do Texas. O lugar em que quero chegar é que há uma seita que Joe participa. Eles idolatram uma pessoa, ou um demônio, o que seja. O que eu fiz nesses dez anos que eu saí daqui foi reunir informações sobre essa seita, apesar de ter muitas pausas e vários meses em que não fiz nada. Muitos devem achar que é perda de tempo. Mas eu tenho uma pessoa que quer isso muito, e me paga os objetos que facilitam isso e me dá moradia e comida. - continuou: - Eu não sei direito porque, nem ao menos como acontece, mas algumas pessoas ficam com apenas uma parte de sua vida, como se fossem monstros. - muitos começaram a rir descontroladamente. Johnny, porém, franziu o cenho - Acham isso engraçado?

    Johnny se virou e foi para trás de algumas caixas, deixando aquelas dezenas de pessoas esperando ansiosamente; voltou com algo tapado com um cobertor. O homem colocou-o no chão e puxou o cobertor. Um cadáver em decomposição, muitos presumiram. Mas logo notaram a podridão do ser e o buraco no peito, com sangue ainda manchando; a respiração ofegante.

    - Ah! Isso ainda está vivo! - uma voz de mulher, fina e esganiçada, quebrou o clima.

    - Descobri que estas coisinhas têm uma ligação muito forte com Joe. Encontrei dois desses zumbis dando voltas no quintal do padre. E ainda são resistentes pra caralho. Às vezes, três tiros não os abatem. São raros, muito raros os que saem de locais fechados. Tenho indícios de que a polícia está os caçando secretamente... Mas eu os chamei porque preciso de vocês. Quem não tem coragem o suficiente para segurar uma pistola e explodir os miolos de qualquer um que os atrapalhe, pode pegar se carro e voltar para suas casas.f
    Última edição por Scholles; 14-09-2008 às 01:00.

  7. #17
    Avatar de Keitaro
    Registro
    26-11-2006
    Idade
    33
    Posts
    494
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Gostei do visual sombrio do prologo, deixa muitos mistérios, e um visual tenebroso. Já o capítulo 1 é bom, mas apartir dele a história muda de rumo para uma ação, e deixa muito a desejar no ramo pscicológico, porem os leitores daqui devem gostar mais da ação. Não lhe conheço, mas teve um comentário que eu li, em que dizia que você não consegui terminar suas estórias. Eu tenho o mesmo problema, e acho que você colocou esta caracteristica no seu personagem Jonhy ao dizer "O que eu fiz nesses dez anos que eu saí daqui foi reunir informações sobre essa seita, apesar de ter muitas pausas e vários meses em que não fiz nada." bem talvez isso seja so ilusório. Não sei ao certo. mas em minha opnião gostária de personagens mais complexos.

    Em termos de linguística seu texto é fantástico, bem abstenho-me por aqui, esperarei o próximo capítulo ^^

  8. #18
    Banido Avatar de Hovelst
    Registro
    15-03-2007
    Idade
    33
    Posts
    1.102
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Então, espero que desta vez tenha enredo para seguir em frente.

    Quando ambos pisaram no final do tapete, subiram o altar, logo á frente de uma bela escultura de Jesus,
    Os que ainda não tinham chorado, o faziam agora, com exceção de alguns poucos.
    Está fora da norma culta. O mais correto seria "faziam-no".

    O padre se dirigiu a ele, com os óculos minúsculos pendurados sob seu nariz engordurado, o cabelo branco caindo livremente em cima de seu rosto bondoso. Deveria estar beirando os sessenta e cinco.
    Bah, cara.
    Achei desnecessário aqui você falar a idade do padre. Deixar apenas na descrição as marcas da velhice seria bem melhor. As rugas, as olheiras, os olhos cansados, são formas de mostrar isso mais veemente, e encobertar a idade da personagem, deixando o leitor imaginar. E não "induzir"-nos até uma imagem semi-pronta de um idoso de sessenta e cinco anos.
    Além disso, acho que quando uma pessoa é idosa, os cabelos já não caem mais sobre o rosto.

    - Joe. Não me reconhece? - o homenzarrão falou, os cabelos negros e desgrenhados. Era alto, tinha uma caixa torácica forte e era magro (o que, porém, não o impedia de ser largo e pesado). Sua voz ressoou grossa e rouca.
    Aqui, existem partes que poderiam estar em outro lugar, onde ficariam com mais ligação/conexão em relação à outra. Além de existir uma repetição.
    o homenzarrão falou, com uma voz grossa e rouca. Ele era alto, com cabelos negros e desgrenhados, e uma caixa toráxica forte contracenando com sua magreza.
    Dei uma remodelada na frase e achei que assim ficaria melhor. Tirei apenas a parte entre parentêses, mas se quiser colocá-la, à vontade.

    (caso contrário, poderia muito bem expulsá-lo a força).
    à força...

    Quem que tivesse empurrado, não estava mais á vista.
    . O homem apertou o gatilho, acertando em cheio no peito; fez sem medo, mas suas mãos tremiam.
    Na minha opinião, atirar não é questão de ter coragem ou medo, mas nesse caso, uma questão de impulso...Impulso e não medo.

    Olha Elementals. A impressão que fica pra mim com esse capítulo é um enredo bem batido. Não sei o que vai ocorrer, mas esse chamado por pessoas para ajudá-lo é um clichê bem batido. Seitas, também é uma coisa bem velha e "zumbis" nem precisa comentar.
    Você tem que tomar cuidado com esse enredo, porque se o ponto central dele foi o que acabamos de ler, vai ser clichê.

    Creio que seja isso.
    Hovelst

  9. #19
    Avatar de Scholles
    Registro
    31-08-2007
    Localização
    Porto Alegre
    Posts
    499
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Citação Postado originalmente por Keitaro Ver Post
    Gostei do visual sombrio do prologo, deixa muitos mistérios, e um visual tenebroso. Já o capítulo 1 é bom, mas apartir dele a história muda de rumo para uma ação, e deixa muito a desejar no ramo pscicológico, porem os leitores daqui devem gostar mais da ação.
    A história continuará priorizando o sombrio, porém acho que parará de ter o ' terror psicológico ' que teve no prólogo. Isso vale tanto a você quanto ao Hovelst, este capítulo não é a trama principal.

    Não lhe conheço, mas teve um comentário que eu li, em que dizia que você não consegui terminar suas estórias. Eu tenho o mesmo problema, e acho que você colocou esta caracteristica no seu personagem Jonhy ao dizer "O que eu fiz nesses dez anos que eu saí daqui foi reunir informações sobre essa seita, apesar de ter muitas pausas e vários meses em que não fiz nada." bem talvez isso seja so ilusório. Não sei ao certo. mas em minha opnião gostária de personagens mais complexos.
    Eu me referi ' não fiz nada ' ao sobre o que ele estava falando. Não, não deixei tamanha ruptura no capítulo, é apenas algo pouco trabalhado (que tenho quase certeza que irei destacar melhor futuramente).

    Em termos de linguística seu texto é fantástico, bem abstenho-me por aqui, esperarei o próximo capítulo ^^
    Muito obrigado pelo elogio e pelo comentário.

    Citação Postado originalmente por Hovelst Ver Post

    Bah, cara.
    Achei desnecessário aqui você falar a idade do padre. Deixar apenas na descrição as marcas da velhice seria bem melhor. As rugas, as olheiras, os olhos cansados, são formas de mostrar isso mais veemente, e encobertar a idade da personagem, deixando o leitor imaginar. E não "induzir"-nos até uma imagem semi-pronta de um idoso de sessenta e cinco anos.
    Além disso, acho que quando uma pessoa é idosa, os cabelos já não caem mais sobre o rosto.
    Não costumo falar sobre os personagens, porém não possuo capacidades descritivas o suficiente para diferenciar as idades,ou seja, posso fazer os leitores acharem que uma pessoa com sessenta seja de oitenta e assim por diante. Sobre o cabelo, well, existem pessoas que mesmo velhas continuam tendo cabelo. Mas um implante de cabelo pode ser encaixado ali também

    Aqui, existem partes que poderiam estar em outro lugar, onde ficariam com mais ligação/conexão em relação à outra. Além de existir uma repetição.
    o homenzarrão falou, com uma voz grossa e rouca. Ele era alto, com cabelos negros e desgrenhados, e uma caixa toráxica forte contracenando com sua magreza.
    Dei uma remodelada na frase e achei que assim ficaria melhor. Tirei apenas a parte entre parentêses, mas se quiser colocá-la, à vontade.
    Obrigado pelo aviso. Já vou avisar que não vou mudar, pois prefiro levar como um 'ensinamento' futuro. Ainda mais que eu posso comparar as partes originais antigas com as que estou fazendo novas.


    Olha Elementals. A impressão que fica pra mim com esse capítulo é um enredo bem batido. Não sei o que vai ocorrer, mas esse chamado por pessoas para ajudá-lo é um clichê bem batido. Seitas, também é uma coisa bem velha e "zumbis" nem precisa comentar.
    Você tem que tomar cuidado com esse enredo, porque se o ponto central dele foi o que acabamos de ler, vai ser clichê.
    Não, será como uma ' subtrama '. Porém, terá muita importância pro resto da história... Que não deve se parecer com isso.

    Obrigado pelo comentário. Abraços para vocês =D

  10. #20
    Avatar de Manteiga
    Registro
    07-05-2006
    Localização
    Porto Alegre
    Idade
    31
    Posts
    2.877
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão

    Bah, meu fórum pirouy esses tempos e parou de acusar os últimos posts, o que justifica meu balão no meu post em "Onda de Choque". Btw, cá estou com o mais que aguardado capítulo um. Como sou sempre o mais atrasado do grupinho dos prestigiadores de plantão da seção, não sobraram erros pra mim corrigir =( Se bem que eu mal arrumo os meus né >.<

    Bem, antes de ser alertado pro flood (e outras coisinhas mais), preciso dizer... Wow, maligno. Gosto disso :p Claro, com o tom certo de suspense, anda meio óbvio, mas nem muito aterrorizador. Vou ver como vai esse sombrio. Bem, reuniões secretas, zumbis... Nada de inovador, mas porra, não posso falar nada sobre isso nesse primeiro capítulo. Vou esperar ver no que vai dar, mas acho bom você trabalhar isso bem. Eu confesso que gostei do capítulo, com as falas deu pra imaignar como foi a cidade e como é. Vou esperar o dois para ver se argumento mais, mas só lhe peço quie desenvolva bem o sombrio e não faça clichês plx ;-;

    Manteiga.

    Publicidade:


    Jogue Tibia sem mensalidades!
    Taleon Online - Otserv apoiado pelo TibiaBR.
    https://taleon.online
    Dezesseis anos depois, estamos em paz.



Tópicos Similares

  1. Respostas: 130
    Último Post: 03-08-2008, 17:20
  2. Grim Reaper - Desenvolvimento
    Por Trans~ no fórum Tibia
    Respostas: 10
    Último Post: 22-07-2008, 20:10
  3. Royal Morfar Hunt Grim Reaper
    Por WedNesDay no fórum Tibia Videos
    Respostas: 5
    Último Post: 19-07-2008, 12:56
  4. Hunt Grim Reaper ~ 3 pessoas =x
    Por ..:: AthondoRRrr ::.. no fórum Tibia Videos
    Respostas: 2
    Último Post: 19-07-2008, 03:32
  5. Fandr, Artror - RP 226, EK 218 - Hunt Grim Reaper
    Por Fandrr no fórum Tibia Videos
    Respostas: 23
    Último Post: 05-07-2008, 18:28

Permissões de Postagem

  • Você não pode iniciar novos tópicos
  • Você não pode enviar respostas
  • Você não pode enviar anexos
  • Você não pode editar suas mensagens
  •