Não tenho muito tempo para comentar, mas vou dizer que adorei o capítulo e não esperava que ele morresse dessa forma... E isso é bom.
Só não vai dar uma de roteirista da Marvel e reviver ele.
Valeu! :happy:
Versão Imprimível
Não tenho muito tempo para comentar, mas vou dizer que adorei o capítulo e não esperava que ele morresse dessa forma... E isso é bom.
Só não vai dar uma de roteirista da Marvel e reviver ele.
Valeu! :happy:
Se estiver disposto, passe a comentar frequentemente. Os escritores agradecem... Eu, por exemplo, me animo bastante quando leio as críticas.
Fico feliz que tenha gostado. Volte sempre!
Era isso que eu queria, deixar os leitores com grande expectativa... Uma história não tem graça quando o enredo é óbvio demais, né? Prometo não decepcionar, obrigado pelo comentário.
O Hovelst teve uma opinião parecida. Eu já esperava, pois vocês dois são os únicos que criticam as atitudes dos meus personagens. Se por um lado eu sou contrariado, por outro eu reflito. Isso é muito legal.
Eu pensei em diversas mortes emocionantes para o Vincent, mas acabei optando por uma finalização simples. Em animes "shounen", por exemplo, é raro ver um protagonista morrer (e permanecer morto), ainda mais de maneira tão direta. Apesar de minha clara inspiração, me esforço para inovar.
Estou tendo cuidado redobrado com os próximos capítulos. Mais uma vez, agradeço pela análise sólida e sincera.
Isso é muito bom! Ser surpreendido é uma ótima sensação... Por sinal, fiquei surpreso ao ler seu comentário, pois você anda bem sumido. Apareça mais vezes, moço!
22/03/08
Aguardem! ;)
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Caraaaa ñ vejo hora pro próximo capítulo véio,fikou ótimo,claro certos detalhes podem ser melhorados,mas tá ótimo vc tem futuro se estudar um poko as manhas pra se escrever histórias
Protagoras sempre me fazendo rir com esses comentários incertos, que não se sabe se foi elogio ou difamação. É uma honra ter um dos usuários mais sagazes do fórum no meu tópico. :riso:
Para não perder o costume, vou comentar cada parte do comentário:
Concordo. Nem cheguei a pensar nisso...
Não são todas as nações que dispõem dessas tecnologias. De qualquer jeito, sou obrigado a levar em consideração essa sua ótima observação.
É mesmo, eu acabei deixando passar um comentário bastante duvidoso. Na história toda, teve umas duas ou três frases que eu hesitei em postar, devido a dupla interpretação. Essa foi uma delas.
Eles saíram por que Vincent estava lá fora, mas o herói mandou todo mundo entrar... Digamos que o povo foi obediente. :o
Meio difícil explicar sem entregar algo sobre o enredo... Posso afirmar que o Vincent queria viver mais e essa decisão só dependia dele. Entendeu? Não? Então espera a história acabar. :P
Hmm, é verdade... Apesar da desculpa dele estar desnorteado (devido ao duelo) ser bastante cabível, foi desatenção minha deixar passar essa informação.
Quem sabe eu não viro um "escritor de verdade"? É uma idéia, é uma idéia... Valeu pelos elogios, daqui a três dias tem novo capítulo. ;)
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O Arauto do Expurgo
Capítulo VIII
Máscara
Um homem moreno e grandalhão adentrou o salão e foi recebido com aplausos por todos. Desajeitado e sorridente, retribuiu a atenção com acenos e agradecimentos.
– Jean, meu amigo! Venha, venha cá! – chamou um simpático homem de meia-idade, tentando arrastar o recém-chegado na direção da multidão. – Essa festa é sua, todos estão aqui para te ver. Aquelas moças precisam de sua atenção especial, elas estão loucas para falar com você – e apontou discretamente para um grupo de quatro belas damas que se abanavam com seus leques.
– Desculpe-me, senhor, mas...
– O Senhor está no céu – interpelou o sujeito, rindo e apontando para o alto teto do salão.
– Antes de me divertir, eu gostaria de falar pessoalmente com o rei – continuou Jean. – Quero agradecer por essa homenagem, o senhor entende?
– Alfred acordou indisposto, eu conversei com ele essa manhã – respondeu, enquanto coçava os longos bigodes distraidamente, revelando preocupação. – E se você me chamar de “senhor” novamente, eu mando os guardas te prenderem – concluiu, em um falso tom severo.
– Você faria isso com o homem que salvou sua filha? – brincou Jean.
– Eu faço coisas que você nem imagina – respondeu o chanceler, gargalhando. – Agora venha! Todos estão querendo falar com o nosso grande herói.
***
– É uma honra conversar com Jean Palladino... – disse uma bela mulher, com sua voz melodiosa. – Me chamo Serena.
– O prazer é todo meu – respondeu Jean, automaticamente.
A noite estava sendo longa e ele aparentava cansaço. Já tinha conversado com dezenas de homens e mulheres interessados em seus atos heróicos e, por isso, esperava mais um dialogo previsível e tedioso.
Serena era alta para os padrões femininos, seus olhos negros e brilhantes combinavam com os longos cabelos da mesma cor. Utilizando de sua irresistível sutileza e sensualidade, conseguiu ficar a sós com Jean. Os dois passeavam no jardim adjacente ao Palácio de Ouro.
– Onde você está morando? – perguntou a mulher com um sorriso radiante, apesar de não demonstrar curiosidade.
– Eu não achei correto permanecer no Palácio, então o rei providenciou uma pequena casa não muito distante – respondeu Jean, tentando manter o bom humor.
– Você ficou mais bonito com esse novo visual – comentou Serena, referindo-se ao fato de Jean ter cortado a maior parte dos seus cabelos rebeldes e estar vestindo roupas caras ao invés de suas habituais calças rasgadas.
Ele não correspondeu ao elogio, pois estava absorto em pensamentos. Serena, procurando chamar atenção, alteou o tom de voz:
– Você sabia que eu era grande amiga da mãe de Myra? – perguntou, sem tirar os olhos de Jean. – Natasha adorava esse jardim. Passava muitas horas sentada naquele banco, admirando o chafariz e dando comida aos passarinhos...
– O chanceler me disse que ela era uma mulher adorável – comentou Jean, sorrindo sinceramente pela primeira vez desde que tinha saído do Palácio.
– Palladino! Precisamos falar com você! – soou uma terceira voz, vinda de não muito distante.
Alguns metros à frente, um jovem rapaz acenava. Estava acompanhado por um homem fardado, muito mais baixo e aparentemente mais velho, que parecia estar muito nervoso. Jean teve um breve calafrio ao reconhecer os dois. O sorriso desapareceu rapidamente do seu rosto.
***
Serena estranhou a situação, mas acabou concordando, a contragosto, em esperar Jean na entrada do Palácio. Retirou-se lentamente e deixou os três homens conversando sozinhos.
– O que vocês fazem aqui? – perguntou Jean, claramente aborrecido, quando a mulher já estava distante o suficiente para não poder ouvir.
– Nós conversamos e decidimos que seria suspeito não comparecer na festa em sua homenagem – respondeu o mais jovem, em um sussurro. – A guarda real está investigando cada trabalhador do Palácio... Eles acham que ainda podem achar algum traidor envolvido no rapto. E não estão errados, não é mesmo? – indagou com um sorriso nervoso.
Jean estava aflito. Não parava de olhar para os lados, temendo ser surpreendido por alguém.
– Está sendo difícil principalmente para o Gary, pois ele é um dos soldados mais confiáveis e requisitados – continuou o rapaz. – Você entende que estamos em uma situação delicada? Tudo o que eu mais quero é ir embora dessa cidade. Colabore para que isso aconteça.
– O garoto está certo, Palladino. Você já chegou há três dias e ainda não recebemos uma mísera moeda – acrescentou Gary, que estava calado até então, com uma expressão muito séria. – Onde está a nossa merecida recompensa?
– Vocês fizeram tudo direito? – perguntou Jean. – Se vocês seguirem o plano, tudo vai dar certo.
– O velho vai morrer em alguns dias, pode ter certeza... O Jeff cuidou disso – falou Gary, olhando de soslaio para o jovem. – Mas eu quero um adiantamento, Palladino! – completou, quase gritando.
– Acalme-se, fale baixo, por favor. Eu ainda não tenho muita coisa, insistiram para eu permanecer na cidade e me deram uma casa e algumas roupas, mas foi apenas isso – explicou Jean, gesticulando freneticamente e olhando para os lados. – Eu só peço a paciência dos senhores.
Jeff tinha os cabelos ruivos presos em um curto rabo-de-cavalo, algumas espinhas em seu rosto evidenciavam sua pouca idade. Gary, apesar da baixa estatura, era um homem terrivelmente imponente. O primeiro mantinha uma expressão compreensiva e temerosa, enquanto o segundo parecia prestes a perder o controle.
– E se não der certo? Como a gente fica? E se formos pegos?! – inquiriu Jeff, pouco confiante. – E ainda tem aquela garota... Eu fiquei sabendo que ela não quer aparecer na festa, ninguém consegue fazer Myra sair do quarto.
– Qual o problema agora? Foi você que me explicou detalhadamente os efeitos daquele sonífero. Foi você que insistiu que esse plano iria dar certo. Você é o pivô dessa grande aventura, Jeff – argumentou Jean, sorrindo para o comparsa de uma maneira pueril e convincente. – Ela não tem como se lembrar de nada! Vamos lá, você é o melhor do ramo... Não existem pistas, certo? Portanto, não subestime suas próprias habilidades. Apenas não nos abandone, continue firme, forte e confiante. E tudo vai dar certo, meu amigo.
Jeff pareceu mais tranquilo com o pequeno discurso. Gary, no entanto, ficou ainda mais desconfiado, olhando de um para o outro e estranhando aquele comportamento condescendente.
Aproveitando o momento de silêncio, Jean observou toda a extensão do jardim e procurou Serena com os olhos. Ela ainda esperava no portal do Palácio, como haviam combinado.
– Você matou um homem na frente da garota. Ela deve estar apavorada. O erro foi seu, Palladino – afirmou Gary subitamente. – O nosso plano não envolvia cadáveres. Você poderia esclarecer essa parte da história? – concluiu com um amargo tom inquisitivo.
– Eu cuido de tudo – falou Jean, ignorando a pergunta. – Eu vou falar com Myra, ela vai me ouvir e tudo vai dar certo. É só uma garota, não se preocupem.
– Então seja rápido, antes que aquela mulher comece a desconfiar da nossa conversa – aconselhou Gary. – Ela está olhando para cá.
Jean não disse mais nada, acenou com a cabeça e retornou ao Palácio. Despistou Serena com a desculpa de que iria ao banheiro, comentou com o chanceler que estava indo conversar com Myra e subiu a grande escadaria do lado direito do salão redondo. Ao entrar no vazio e largo corredor do segundo andar, sombriamente iluminado a luz de velas, suspirou longamente e apertou o passo.
***
Encostada na porta do quarto de Myra estava uma mulher magra e loira, que vestia apenas uma camisola de seda. Suas grandes olheiras contrastavam com os traços muito finos do seu rosto cândido. Ela fumava silenciosamente, olhando para o chão. Era impossível dizer se tinha percebido a aproximação de Jean.
– Boa noite, Lucina – falou ele, com uma breve reverência.
– A festa é lá embaixo, nenhum convidado está autorizado a subir – disse a mulher, amargamente. – É impressionante, apenas três dias de fama e você já está se sentindo em casa...
– Desculpe-me pela indelicadeza. Eu sei que é tarde, mas preciso conversar com sua irmã.
– Agkar inteira está convencida de que você a salvou... – falou Lucina, muito lentamente, cuspindo cada palavra. – Mas eu não acredito.
– Você já me disse isso. Mais de uma vez – afirmou Jean, pacientemente. – Me deixe falar com Myra, por favor. Eu serei breve.
Em uma investida violenta, Lucina arremessou o cigarro no rosto de Jean, queimando sua bochecha esquerda. Ele gritou de dor, mas conteve sua raiva e não demorou a pedir novamente para falar com Myra.
– Eu não confio em você – disse ela, exalando fumaça no rosto de Jean. – Mas eu vou te dar uma chance. Vamos entrar juntos.
Lucina abriu o aposento com uma chave dourada e entrou logo depois de Jean. Assim que encostaram a porta pelo lado de dentro, não puderam mais ouvir a música e as conversas do andar de baixo.
Um capítulo com qualidade, que me prendeu mas não me entreteu, talvez pelas revelações e tals, mas sem muita ' ação ' e ' aventura '
Obs: Usei muito ' ' e '' '' hoje sem perceber
Essa parte ficou confusa, tive que ler 2x pra entender. Parece que ele fala que Jean está no céu, não que o 'Senhor Deus' está no céu, acho que o '' s '' maiúsculo ajudaria.Citação:
– Desculpe-me, senhor, mas...
– O senhor está no céu – interpelou o sujeito, rindo e apontando para o alto teto do salão.
Acho que você sacou quando escreveu que Palladino fica um pouco desapropriado por dar uma sensação ' paladino, Palladino 'Citação:
– É uma honra conversar com Jean Palladino... – disse uma bela mulher, com sua voz melodiosa. – Me chamo Serena.
– O prazer é todo meu – respondeu Jean, automaticamente.
O resto do capítulo seguiu normalmente, com as revelações e etecetera, bem feitas, e não encontrei mais nada pra quotar.
Bezundas pra você
=*
É uma nova fase. Talvez a mudança de cenário tenha sido radical demais... Prometo um nível maior de adrenalina no próximo capítulo. :P
Verdade. Acabei esquecendo desse detalhe por falta de costume.
Palladino é um sobrenome normal. Pode até soar estranho, mas eu não acho que seja inadequado ao clima da minha história.
Um capítulo bem escrito, mas infelizmente ele não foi novidade.
O caminho geral que tu escolheu para esse personagem não era difícil de adivinhar. (E eu acho que tu sabe disso, certo?)
É aquela coisa, tu apresentou esse personagem como sendo "perfeitinho" demais. Não vou me alongar muito nesse assunto porque, se não me engano, ja falei disso num comentário anterior.
Uma coisa que eu estranhei... A mulher desconfia do cara, fala "cuspindo as palavras", queima a cara dele com cigarro pra não deixar dúvidas de que ela não vai com a cara dele, e tudo isso pra chegar no final e dizer "mas eu vou te dar uma chance"? Digamos que essa fala dela demonstra ainda uma certa dúvida quanto aos fatos, e isso contradiz as ações prévias. Ao meu ver, ela não jogaria um cigarro na cara de alguém sem ter certeza que essa pessoa não presta. (E pelas ações dela, teria sido muito mais plausível se ela tivesse resistido contra a entrada do Jean no quarto [e até tomado precauções como designar guardas para a porta, etc etc.]. Se uma pessoa não presta, o natural é que você não queira que essa pessoa esteja com a tua irmã mais nova num quarto isolado, mesmo que você esteja com ela [aliás, não entendi por que ela achou que faz diferença ela estar junto, já que ela aparentemente não teria condições de fazer nada caso o Jean tentasse algo.].)
Bem, o capítulo é agradável, mas faltou um "algo mais", e eu não diria que adrenalina seria a solução ideal para o problema, mas sim uma reflexão mais profunda sobre que caminhos tomar, e por quê tomá-los.
(E eu vou te dizer, se alguém chegasse e falasse pra mim, mesmo que fosse em tom de elogio, que minha história está dando uma ótima "história de capa e espada", eu ficaria bem transtornado, pois ao meu ver isso é uma generalização tão vaga como dizer que uma história é um "conto de fadas" ou um "conto policial", são termos que querem dizer muito menos coisa do que aparentam, são imprecisos. É que nem tu atribuir, na História, o termo "Marxista" a um teórico. Isso não quer dizer absolutamente nada.
Eu não aceitaria ver um texto meu rebaixado a uma generalização, e acho que nunca um autor deve ter como objetivo fazer uma "história do gênero X, ou Y". Pra mim isso é um demérito, uma grande falta de criatividade.
A maioria das histórias boas são dialéticas, buscam relacionar vários "estilos" e gêneros, e assim ficam ricas.)
Próximo Capítulo?
A.E. Melgraon I
Ando desapontado com o fórum. Cada vez menos comentários nesse tópico! Eu até entendo o pessoal que comentava constantemente e parou... Mas o pior é quando eu flagro algum usuário desconhecido dentro do tópico. O individuo lê (eu presumo, pelo tempo que passa aqui dentro) e vai embora sem fazer uma simples crítica. Desestimulante.
Eu tenho os Capítulos IX e X completos e já estou passando os dois últimos para o papel. Pretendia postar o nono ainda nesse sábado, mas decidi adiar até o próximo, pois recebi poucos comentários.
Eu não obrigo ninguém a ler, mas se for dar uma conferida, pelo menos COMENTA, né? Nem que seja para falar que não gostou... Não custa nada, não faz cair os dedos.
Acho que essa é a única parte do fórum onde os visitantes economizam posts ao invés de gastar sem necessidade. A seção de histórias é o avesso das boards sobre Tibia.
Verdade. Você tinha falado sobre isso quando comentou o Capítulo V.
Isso também não foi uma generalização bastante vaga? :P
Olha, eu vou editar e colocar um "A maioria" no início. Mas sobre ser vago, eu apenas tentei resumir ou concluir o que eu tinha escrito antes em poucas palavras, porque ja tava bem tarde e eu ainda queria comentar em uma outra história. Eu fui vago, mas essa frase ia virar um texto se fosse explicada de modo mais preciso.Citação:
Isso também não foi uma generalização bastante vaga?
Mas tudo bem, tu não precisa concordar com o que eu falei sobre colocar a tua história "no mesmo saco" de tantas outras... Só falei que eu não gostaria de ter recebido um elogio assim, que parece uma faca de dois gumes onde o lado da lâmina que ta virado pra ti está muito mais afiado...
Sobre adiar a postagem de capítulos por falta de comentários, eu sei como é a sensação de não ter teu trabalho percebido... Mas cuida para não acabar desestimulado a ponto de desistir de postar o final.
A.E. Melgraon I
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Bem, Protagoras, só não me leve a mal ok?
Gostei de ver a tua reação. Eu extrapolo às vezes por gostar de uma boa discussão (no sentido bom da palavra), e acabo parecendo mais agressivo nas palavras do que eu realmente pretendia. Felizmente, tu contrariou o que eu disse sem perder a calma nem a racionalidade.
Meu objetivo era só expressar como eu não gostaria de ter a minha história rotulada. (E eu discordo sobre a classificação ajudar a ter um patamar para discussão, isso pode ser um problema quando surgirem argumentos como "partindo do pressuposto que essa história é uma história de capa e espada, vemos os problemas X e Y", pois isso é uma limitação no modo de ver a história. Podem existir particularidades no texto que contrariem a classificação em que ele foi inserido, e então? Isso não é um problema? Rotulando assim, corremos o risco de acabar deixando em segundo plano algumas características da história que deveriam ser vistas como assunto principal, mas que foram supremidas por um pré-conceito.
E eu acho ainda menos justo dar um titulo à história quando, como é o caso, ela nem está terminada ainda. E se o autor [no caso o Emanoel] quiser mudar o "Arauto do Expurgo" de rumo, como o título fica?)
Agora, sobre a comparação entre o fórum Tibia.com e o nosso, valhe ressaltar que nós tomamos um rumo diferente por aqui. É até meio chato dizer isso, mas embora nossos textos estejam na seção Roleplaying, muito do que é escrito aqui não se encaixa exatamente na dinâmica do RPG. Acontece que a maioria dos que escrevem aqui são roleplayers dentro do Tibia, e por isso nos identificamos mais com essa seção do que com outras.
Em suma, em boa parte do tempo, colocamos nossos textos aqui por falta de um local mais apropriado. Veja o meu caso por exemplo... Ja enjoei das histórias sobre Tibia. Mas, ironicamente, elas são justamente as que chegam mais perto do "objetivo RPG" daqui, por se tratarem muitas vezes de histórias-de-fundo para personagens que os escritores têm no jogo.
(E esse rumo que nós acabamos tomando foi totalmente não-intencional. Aliás, eu não vejo demérito nisso, pois o fórum Tibia.com tem um problema: Tem seus limites muito bem delimitados, o que muitas vezes restringe os usuários de lá apenas à produção de conteúdo relacionado com Tibia, o que é uma pena. Aqui nós não temos essa limitação, podemos escrever sobre quase tudo.)
(Ah, e de vez em quando surgem iniciativas para promover essa "dialética", mas até agora nenhuma delas deu muito certo.)
(último comentário não direcionado estritamente à história que eu escrevo nesse tópico, embora o que eu falei tenha a ver com a história do Emanoel indiretamente)
A.E. Melgraon I
Bem, não vou nem comentar sobre a demora...
Foi extremamente imprópria essa passagem de tempo. Pareceu-me que você não conseguiu fazer uma conexão entre a fala do chanceler e a da mulher.Citação:
***
– É uma honra conversar com Jean Palladino... – disse uma bela mulher, com sua voz melodiosa. – Me chamo Serena.
Há várias formas de se fazer isso nesse caso, mas cabe a você decidir. O que eu faria era tirar essa última frase do Chanceler e deixar a mulher se aproximar, para então, colocar a fala da mulher.
O que me lembra quando você faz isso, são os livros de Dan Brown, onde ele se utiliza desse recurso, produzindo capítulos minúsculos.
Porém, nem sempre é preciso colocar os asteriscos, afinal, estes são usados aqui para representar a pausa maior dos livros – isto é, aquele espaço maior entre um parágrafo e outro, aonde alguns autores chegam a representar essa mudança com algum tipo de imagem, como o asterisco ou outros. – onde após essa, costuma-se mudar o ambiente, as personagens ou o espaço.
E naquela situação, não há essa mudança e o texto poderia ter sido “conectado”.
Até para te ajudar a melhorar seu texto, tente evitar ao máximo colocar essa pausa (utilizada por muitos autores como um artifício para o suspense), porque isto além de cortar o enredo, mostra que o escritor não consegue entrelaçar o texto.
Não vejo a necessidade de colocar essa pausa. Pareceu-me algo normal, que ainda está entrelaçado ao texto, e não precisa da pausa.Citação:
***
Serena estranhou a situação, mas acabou concordando, a contragosto, em esperar Jean na entrada do Palácio. Retirou-se lentamente e deixou os três homens conversando sozinhos.
Concordo no que o Melgraon falou. Foi complicado de engolir essa, ainda mais quando ela disse que daria uma chance...Citação:
Postado originalmente por Melgraon I
É necessário sempre analisar as ações e as reações das personagens. Então, será mesmo que ela iria fazer isso? E que Jean ficaria apenas com raiva?
Eu não gostei muito desse capítulo. Ele ficou extremamente previsível, ou seja, para ser previsível, ele é...clichê!
E agora, você está em uma "sinuca de bico", porque ao menos que você consiga fazer um final drástico, a história, ao meu ver, está bem previsível.
Próximo?
Hovelst
Nove pessoas comentaram o Capítulo VII em duas semanas. Apenas quatro comentaram o Capítulo VIII em quinze dias. Vou adiar ao máximo a continuação dessa história, na esperança de que mais leitores apareçam.
Quem é ávido por leitura, por favor, compreenda. Quem está lendo, comente. Eu sei que já está chato pedir comentários, mas não foi apenas uma ou duas vezes que eu flagrei alguém "dormindo" no meu tópico. E essa demora é até boa, pois dá chance aos usuários mais inativos aparecerem.
Para ser sincero, o começo do capítulo era meio diferente, só seria revelado que o homem era Jean alguns parágrafos depois. Eu troquei as informações de lugar e resolvi não mexer na primeira frase.
Não foi timidez. Ele estava entediado... E preocupado com o seu plano. Eu achei que isso tinha ficado claro.
Além disso, existem homens que não podem ser seduzidos nem por uma bela mulher. Talvez Jean seja gay. :riso:
Passou bastante tempo entre a conversa com o chanceler e o encontro com Serena. Isso fica claro nesse paragrafo:
Além disso, o ambiente também mudou:Citação:
Postado originalmente por O Arauto do Expurgo
Quanto a segunda passagem de tempo que você quotou, concordo. Não foi realmente necessária.Citação:
Postado originalmente por O Arauto do Expurgo
Eu poderia responder por meus personagens, mas seria apenas um autor defendendo a sua obra. E eu não quero isso, pois desejo que vocês reflitam e tirem suas próprias conclusões.
Só peço para lembrarem que ainda não foi revelado todos os detalhes da situação. Vocês não conhecem os personagens profundamente, ainda mais no caso de Lucina. Portanto, no lugar de vocês, eu não ficaria indignado com nenhum tipo de "ação e reação" estranha. Em vez de pensar que isso é inadmissível, tentem imaginar os motivos desses acontecimentos.
Talvez seja presunção afirmar que posso virar o jogo, mas é que eu não acredito que o final dessa história seja realmente previsível. Creio que nenhum leitor é capaz de deduzir os acontecimentos dos próximos capítulos.
E qual é o problema em finais previsíveis? Eu adoro finais drásticos, mas se eu conseguir concluir essa história de uma maneira interessante, emocionante e bem redigida... Poxa, talvez seja mais do que o suficiente.
Existem histórias bastante previsíveis, sem muitas surpresas e/ou reviravoltas, e que conseguem ser ótimas. Não é o que acontece, e sim como acontece.
Clichê é estereótipo, uma idéia muito repetida. Previsível é, obviamente, o que pode ser previsto (visto com antecipação). Essas duas características não tem relação direta. E, ao meu ver, minha história está mais para a primeira do que para a segunda.
Obrigado pelos comentários. :)
Sim, realmente, eu errei em falar clichê=previsível..
Eu realmente não posso falar sobre O Arauto, mas o que acontecerá com Jean é previsível sim, mesmo que sejam vários os finais possíveis.
Realmente...Citação:
Postado originalmente por Emanoel
E aproveitando pra perguntar novamente:
Qual é sua próxima história?
Na minha opinião, você deveria continuar nesse "mundo", explorando as guerras e O Arauto, mesmo que aconteça algo com este nesta história, sendo assim, algo que antecedeu essa história...
Hovelst
Era exatamente o que eu pretendia. Mas acabei mudando de idéia, por estar bastante desanimado com o movimento da seção.
O Arauto do Expurgo, no total, vai ter algo em torno de 45 a 50 páginas (eu já postei 33 nesse tópico). Eu acho que não vale a pena escrever tanto, pois são poucos os que acompanham e a maioria dos usuários não tentam pegar um roleplay longo no meio.
É bem provável que eu escreva alguns contos utilizando esse mesmo "mundo", além de aproveitar personagens que apareceram ou foram citados. Mas, apenas histórias curtas... No máximo, duas páginas por capítulo.
Olha, eu não diria que ja sei o final. O último capítulo que foi postado ja havia sido previsto, mas isso não quer dizer que o mesmo se aplica aos próximos.
Afinal de contas, o Emanoel pode muito bem fazer o Jean tropeçar na escada do palácio e morrer, hehe. E justamente pelo fato dele ter o controle do rumo da história, e não nós, é que eu prefiro esperar e ler antes de tirar conclusões precipitadas.
Já sobre a postagem de capítulos, tu que sabe. Eu não faria isso, porque é um problema pra quem está acompanhando os capítulos desde o início... Digamos que ler um capítulo e esperar semanas para ler o próximo não vai ser de muita ajuda para o leitor entender a história.
Mas tu que sabe. De qualquer maneira, vou esperar o final com curiosidade.
A.E. Melgraon I
Só termine a história rapidamente se você achar que vai ser o melhor final possível para ela... Pode ser desanimador a seção ser congelada, mas a sua história é reconhecida e acho que você pode ter ânimo. :)
Eu não acompanho sua história, mas to louco para ela terminar para eu ler... =D
Enfim, faça o que você achar melhor, mas faça o melhor que você pode fazer. ;)
O Arauto do Expurgo
Capítulo IX
Lucina
Myra estava deitada na cama, coberta por um enorme e grosso lençol. O quarto da garota era amplo, bem arejado e iluminado. Nas paredes, grandes prateleiras sustentavam bonecas e alguns livros. Todos os objetos possuíam cores suaves, característica que criava uma enorme sensação de tranqüilidade no ambiente.
Lucina foi até uma das janelas e abriu a cortina. Deteve-se a observar o grande e belo jardim, onde Jean tinha passeado com Serena alguns minutos atrás.
– Todos estão preocupados, Myra – começou Jean, sentado na borda da cama. – Eu soube que você não quer descer para a festa. Está tudo bem?
A menina se encolheu, afundando sua cabeça no travesseiro macio. Parecia prestes a chorar ou gritar, mas nada fez.
– Acho que ela não quer conversar com você – disse Lucina, em tom de deboche, ainda observando o vasto jardim. – Eu já imagino por que... Myra contou que você matou um homem.
– Matei sim, Lucina... E foi mais de um. Matei os homens que raptaram sua irmã – respondeu Jean, tentando manter a calma. – Eu não tive escolha – completou.
Lucina virou-se e olhou fixamente para Jean. Seus olhos castanhos claros demonstravam desprezo e suas finas sobrancelhas levantadas evidenciavam ainda mais sua expressão facial duvidosa. O homem não desviou o olhar e, enquanto os dois se encaravam, Myra finalmente se pronunciou:
– Vincent...
– Você matou Vincent – completou Lucina. – Quando Myra chegou, há três dias atrás, ela estava muito abalada e me contou que você tinha matado um homem que encontraram no deserto.
– Estresse pós-traumático. Sua irmã passou por uma situação difícil...
– Vá para o inferno! Você acha que eu sou idiota? – berrou Lucina. – Você pode fazer o que quiser, Palladino. Pode omitir essa informação de todos e ser o herói da história, mas ouça bem o que eu te digo, não subestime minha inteligência.
– Crianças inventam histórias o tempo todo. Myra é uma garota frágil, tanto fisicamente quanto psicologicamente. Convenhamos que seja compreensível o fato...
Jean não conseguiu terminar sua frase, pois Lucina, em um ímpeto repentino, tinha arremessado um candelabro de prata em sua cabeça. O homem caiu no chão, mais uma vez gritando de dor, e o sangue quente escorreu rapidamente em sua testa.
– DEUS! VOCÊ É LOUCA?! – gritou, com os olhos fechados, tateando a procura de algum objeto para se apoiar. – Primeiro o cigarro e agora isso...
Lucina agiu rapidamente, furtando a arma que Jean levava na cintura e empurrando o homem de volta ao chão com seu pé direito. De maneira desajeitada, recuou alguns passos, apontou o objeto para o rosto dele e ameaçou:
– Não se mova!
Myra sentou na cama, assustada com a ferocidade da irmã, e passou a fitar Jean com um misto de medo e compaixão. A garota vestia uma fina camisola branca e tinha os cabelos muito bagunçados, parecia não ter saído do quarto há bastante tempo.
– Você tem alguma doença mental? – perguntou Jean rispidamente. – Era só o que me faltava, ser rendido por garotas em uma festa do pijama... Eu já contei milhares de vezes o que aconteceu. O problema é que você não quer acreditar em mim.
– Myra não está louca... Eu acredito na minha irmã.
– O que aconteceu foi um infeliz incidente... – respondeu Jean com uma voz aborrecida, porém mais calmo. – Eu não consigo compreender sua necessidade em me culpar, Lucina.
– Por que ela não lembra de nada? – vociferou Lucina ameaçadoramente.
– Eu não sei – respondeu Jean, categoricamente.
Lucina parecia cada vez mais confusa. Virando-se para Myra, perguntou:
– Ele te ameaçou?
– Eu lembro de estar no Palácio, dormir e acordar na estrada, sendo carregada por ele – respondeu Myra, que desatou a chorar. – Foi só isso.
– Está vendo? Já foi comprovado que os raptores utilizaram algum tipo de medicamento que fez a sua irmã dormir por bastante tempo. Essa informação consta no relatório atual dos investigadores – argumentou Jean. – Não existe mistério, você está procurando problemas inexistentes.
– E o homem morto? Ela estava acordada, ela viu...
– Tire essa arma do meu rosto e eu te conto tudo que quiser – disse Jean, que agora estava ajoelhado, com uma voz pastosa.
O homem não esperou permissão e levantou vagarosamente, apoiado na pequena mesa onde antes se encontrava o velho castiçal de três ramificações. Lucina não o impediu, mas também não abaixou a arma. Myra foi até seu armário e voltou oferecendo uma toalha imaculadamente branca para Jean. Ele aceitou, estancou o sangue que continuava escorrendo de sua testa e agradeceu.
– E o homem morto? – repetiu Lucina, com um olhar desconfiado. – Quem é Vincent e por que você o matou?
Myra apenas observava, olhando de um para o outro. Temia que algo grave acontecesse e não sabia se poderia confiar em Jean. Sentou-se, encostada na cabeceira da cama, rezando para que alguém aparecesse e acabasse com aquela confusão.
Jean apenas olhava para o candelabro estirado no chão. O objeto estava salpicado de sangue e reluzia tristemente em seu fulgor mortificado. A toalha cobria metade da face do homem, enquanto a outra parte do rosto mantinha uma expressão torturada e pensativa. Talvez estivesse esperando o momento certo para contra-atacar.
– Por que você carrega essa arma para todo lado? – interrogou Lucina, modificando sua pergunta. A mulher não sabia se estava tentando arrancar informações ou se simplesmente queria manter o homem falando, pois a situação era perigosa e o silêncio tinha se tornado deveras sufocante.
– Proteção. Eu sou um viajante, passo por todo tipo de situação de risco. Acabei me acostumando a sempre estar preparado para situações adversas – respondeu Jean, prontamente, pois já esperava essa pergunta. – Nunca se sabe quando vão atirar algo em sua cabeça, não é mesmo? – brincou, forçando um sorriso amarelo.
Lucina não riu e continuou o interrogatório:
– Você não é cidadão de Agkar. Como ficou sabendo do seqüestro tão rápido?
– A noticia se espalhou rapidamente. Os guardas começaram a comentar que a garota tinha sumido e não demorou muito para toda a população ficar sabendo.
– Eu acho que você tem informações demais para um simples viajante.
– E eu acho que você está exagerando com essa brincadeira – falou Jean, em tom sério, porém suave. – Olhe em volta, você é a única que desconfia de mim. Está sendo neurótica. Devolva a minha arma, antes que aconteça algum acidente.
– Você não está em posição de impor nada, Palladino – replicou Lucina, que parecia saber usar uma arma de fogo, apesar de tremer a mão constantemente.
– Por que você acha isso?
– Você matou um homem. Esse crime não tem perdão.
– PROVE QUE MATEI! – bradou Jean ameaçadoramente, não conseguindo conter seu temperamento explosivo.
Myra mais uma vez se encolheu, sentindo o clima pesado do aposento. Cobriu-se com a coberta e desejou estar em qualquer outro lugar.
– Você está assustando a garota – disse Lucina.
– Você começou com tudo isso! – replicou Jean espontaneamente, fazendo uma careta involuntária. – Eu só vim ver como Myra estava.
– Ela está com medo de você. Acho que já deu para notar, não é? – comentou Lucina em tom de ironia. – Tudo em você soa falso e incorreto, Palladino. Agora me conte por que matou Vincent e prove que merece a hospitalidade de Agkar.
– Essa conversa está dando voltas... Desse jeito, não vamos chegar a lugar nenhum. – comentou Jean, com a voz embargada e levemente rouca.
O homem puxou uma cadeira, jogou o pano sujo de sangue em cima da pequena mesa e se sentou. Seus movimentes foram rápidos e violentos, o que fez Lucina emitir um pequeno grito agudo e recuar bruscamente. Olhando seu próprio rosto, em um grande espelho, ele concluiu auspiciosamente:
– Se eu tiver sorte, a cicatriz será pequena.
Lucina atirou no teto e todos se sobressaltaram.
– Pare de brincar comigo – gritou ela. – Por que não me leva a sério? Eu quero respostas!
Jean encarou a mulher por alguns segundos, hipnotizado com o leve balançar dos seus longos e brilhantes cabelos loiros. Logo em seguida, levantou e sorriu.
– Antes desse tiro você poderia ser considerada uma grande ameaça, Lucina – ponderou Jean, indo na direção da mulher em largas passadas. – Mas agora, não passa de uma bela jovem com uma arma descarregada.
Desesperada, Lucina tentou atirar no peito de Jean. Entretanto, tudo que se ouviu foram cliques repetitivos.
– Não se preocupe – disse Jean, agora muito próximo dela, falando na distância de um beijo. – Eu sou piedoso – e sorriu com uma expressão vitoriosa.
Afastou-se da mulher e foi na direção de sua pequena irmã. Myra relutou em sair debaixo das cobertas, mas acabou cedendo.
– Eu preciso ir agora, querida. Digamos que não estou mais no clima de festa – falou ele, tão baixo que só ela podia ouvir, apesar de Lucina estar a apenas dois metros de distância. – Me perdoe por essa terrível cena que você presenciou.
Myra o abraçou, em estado de perplexa confusão, e chorou dolorosamente. Jean não demorou muito para se desvencilhar da garota e ir em direção a porta. Antes de sair, falou:
– Ele era um homem amaldiçoado, tanto quanto eu já fui. Acredito que fiz o certo... É uma história complicada, vocês não iriam entender.
E saiu do quarto, deixando as duas irmãs sozinhas. Myra soluçava e Lucina ainda segurava a arma, tremendo de raiva e frustração.
Olha, Emanoel.. O capítulo está bem escrito e tal, mas lamento, ele não me convenceu.
Por que Lucina tem esse interesse todo nas circunstâncias da morte de um cara que ela nunca viu na vida, e que ela nem sequer tem provas que existe?
E outra, achei a cena da tal Lucina pegando a arma muito artificial. Para mim parece não ter sentido ela pegar a tal arma e até tentar matar o Jean (estava sem balas, mas se ela puxou o gatilho mirando pro peito, ela não fez isso contando com o fato de a arma estar descarregada). Por favor, né? O cara ja tava com um talho na cabeça e desarmado, aí ela pega e ameaça matar ele com um tiro caso ele não fale por que matou um cara sobre o qual ela só sabe o nome, de acordo com um relato da irmã menor, uma criança?
Poxa, a irmã raptada dela está de volta, e a primeira coisa que ela pensa em fazer e ir resolver por conta própria, com as próprias mãos, um caso de assassinato que nem tem nada a ver com ela? Ta certo que ela desconfia que o Jean esteja envolvido com o rapto, mas de uma maneira ou de outra, a irmã dela está bem e a salvo. Na pior das hipóteses, o que o Jean ganhou foi a recompensa. E nem é ela que vai pagar a quantia, ou seja, não causou nenhum dano sério o suficiente para causar uma reação assim nela.
Aí ela fala, como uma justificativa: "Você matou um homem. Esse crime não tem perdão." - Olha, isso não me convenceu nem um pouco. Se fosse a morte de um parente, de uma criança, tudo bem - mas de um estranho? Ela até poderia querer que ele fosse punido, mas tem uma grande diferença entre desejar a punição de alguém e querer fazer justiça com as próprias mãos.
E como uma dondoca de corte dá um tiro de revolver e não se mija nas calças? Tu já ouviu o som do tiro de um revólver? Dá pra ouvir a quadras de distância, de tão alto. Imagina de perto... O barulho é ensurdecedor e tem um grande poder moral de opressão. Além do mais, ela estava com as mãos tremendo, portanto ela mesma estava sob tensão.
Sendo assim, falar que "todos se sobressaltaram", não é suficiente. A irmã menor dela, pelo menos, deveria ter no mínimo entrado em pânico (o que não aconteceu). Isso sem contar que um tiro atrairia a atenção de todos no palácio.
Espero um capítulo mais convincente.
Próximo Capítulo?
A.E. Melgraon I
Bem, Melgraon, casos como o da garota Isabella Nardoni provam que muitas pessoas sentem a necessidade de clamar por justiça, arranjar culpados e até tentar fazer justiça com as próprias mãos...
Eu construí a personagem Lucina levando em consideração que era uma mulher desacreditada e desesperada.
Quanto ao tiro de revólver, admito não ter levado em consideração o "poder moral de opressão", mas pensei bastante no barulho causado... Não é legal ficar contando nada do enredo, mas adianto que o próximo capítulo vai começar exatamente no ponto onde o nono parou.
Eu não sei quanto a você, mas se um cara misterioso e potencialmente perigoso (como o Jean) estivesse vindo em minha direção, eu atiraria até a arma funcionar.
Mas talvez eu não tivesse coragem para roubar o revólver... :o
Obrigado pelo comentário.
O caso da Isabella se encaixa no que eu falei:E ainda tem um agravante, a Isabella morreu possivelmente pelas mãos dos próprios pais, foi espancada, estrangulada e jogada ainda viva pela janela de um prédio... E pra piorar, a mídia controladora de mentes está insuflando o ódio nas pessoas há semanas a fio, sem deixar um dia sem que passe uma notícia na tv sobre o caso.Citação:
"Se fosse a morte de um parente, de uma criança, tudo bem - mas de um estranho?"
Ou seja, um caso beeeeeeem diferente do Vincent. Mas bem diferente mesmo.
E se "um cara misterioso e potencialmente perigoso (como o Jean)" quisesse entrar no quarto da minha irmã pequena, mesmo se ela não estivesse em uma situação frágil (como é o caso da irmã da Lucina), eu não permitiria, em primeiro lugar. Nem tentaria engajar em uma briga com ele (e isso inclui atirar castiçais, por exemplo, ou tentar tirar uma arma da sua posse), muito menos se ele estivesse no quarto da minha irmã, sendo que ele poderia pegá-la como refén, ou então por um acidente ela poderia ser atingida na briga (seja por um tiro da arma, seja por um objeto que eu atirasse nele).
Ou seja, ao meu ver essa cena não convence.
O caso do Vincent não tem as características que causam sede de justiça em desconhecidos. Ele teve uma morte rápida, quase indolor. Ele era um mero adulto desconhecido, sobre quem nem a irmã mais nova sequer sabia alguma coisa, só o nome. E Lucina sabe muito menos, pois nem sequer conheceu o tal cadáver. Isso tudo faz com que a situação seja muito menos trágica para ela.
Bem, desculpa por reforçar mais ainda o que eu falei antes, mas é que pareceu que alguns dos meus argumentos não ficaram claros o suficiente para te convencer. (Se eu tivesse explicado melhor antes, tu provavelmente não teria comparado o caso Nardone [que veio à minha cabeça quando eu dei o primeiro comentário sobre o capítulo, por sinal] com o "caso Vincent", Hehe. Eles são simplesmente diferentes demais entre si para permitir uma comparação.)
A.E. Melgraon I
Eu lembrei logo desse caso ao ler seu post, Melgraon! Pois não faz muito tempo que eu vi na televisão todas aquelas pessoas unidas e clamando por justiça, chegando ao ponto de xingar e tentar violentar os supostos assassinos. São realmente casos e pessoas muito diferentes (começando pelo fato de que minha história é fictícia), mas é inegável que existem pontos em comum. Exatamente por isso eu acabei lembrando.
Vamos ver o que os meus outros dois leitores cativos acham sobre o quesito "verossimilhança"... Dois? Eu espero que seja pelo menos isso! Com o passar do tempo, percebi que estou escrevendo diretamente para um grupo seletíssimo de pessoas.
E mudando um pouco de assunto, gostaria de avisar que não enrolarei mais na postagem dos capítulos. Ultimamente eu tenho tentado escrever outras histórias e cheguei a conclusão de que simplesmente não consigo botar nenhuma idéia sólida no papel antes de finalizar O Arauto do Expurgo. Esse conto inacabado acabou se tornando um fantasma que me persegue para todo lado, pois é chato deixar algo pela metade. Afinal, já foram mais de sete meses respirando essa mesma história.
Mas não se preocupem, pois estou empenhado nessa reta final e tentarei "fazer o que achar melhor e o melhor que eu puder fazer". ;)
Desde que postei o Capítulo VIII apenas três usuários comentaram (EleMenTals, Hovelst, Melgraon I), além do Pernalonga – que ainda não está lendo – e do Elmon (rapaz que acabou de postar). Então eu vou aguardar os outros dois comentários quase-garantidos antes de lançar a próxima parte. Não adianta forçar ou esperar demais, vou tentar escrever para quem está realmente interessado em ler.
Temos um preguiçoso em potencial! :P
Aprecio e agradeço o comentário, Elmon.
Apesar de ter demorado um pouco para vir comentar, ainda deixo claro que vou acompanhar a história até o final.
Bem, Emanoel. O que eu vou dizer o Melgraon já disse a maioria, então, eu vou mais realçar.
O que acontece aqui é exatamente o que o Melgraon já disse:
Por que haveria tanto interesse por parte da Lucina por causa de uma morte de um cara que ela simplesmente não conhece, nunca viu na vida e nem sabe se realmente existiu? Ela só sabe o nome dele e tem que confiar na irmã, que não passa de uma criança.
E por que essa sede pela morte de Vicent? O que diabos ela tem a ver com o caso? Absolutamente nada.
Ela não pode provar nada, até porque a irmã dela também pouco sabe.
Mas o que realmente não convence, é por que ela tem tanto interesse na morte de um estranho, e mais, por que ela luta tanto assim para saber sobre isso.
Valeria colocar sua vida em risco por um estranho? Você colocaria? Tentaria punir a todo custo uma pessoa que você acha que matou um estranho, chegando a tentar fazer justiça com as próprias mãos?
Eu mesmo não faria isso.
Até por que a morte de um estranho, que não pode ser provada, não afetaria em nada uma pessoa? Usar o pretexto de que isso é um crime, é muito superficial, e serve apenas como desculpa, porque na verdade, não há motivo para tanto interesse da Lucina sobre a morte de Vicent especificamente...
E isso não é tudo. Há ainda as ações de Lucina. São muito impensadas. Duvido muito que exista uma pessoa tão irracional assim. Ela já jogou um cigarro na cara de Jean e agora atacou-o.
Está certo que isso pode realmente acontecer, mas devemos pensar que o cara não ia simplesmente ficar olhando ela tomar esse tipo de atitude, até porque ele estava armado.
Será que ela atacaria uma pessoa armada?
E após ela atacá-lo, ela pegaria o revólver e continuaria normal? Porque após tirar sangue de uma pessoa, a pessoa vê realmente o que ela fez, ainda mais uma menina da aristocracia. Será que ela ainda teria coragem de tirar o revólver e apontar na cara dele?
E a irmã, simplesmente se encolheria na cama, ou entraria em pânico com tudo aquilo? Sua irmã apontando um revólver para a cara de uma pessoa e uma briga em seu quarto? Ela simplesmente teria essa reação?
Eu sei que uma cena de tensão é difícil de se fazer, mas antes de tudo, devemos analisar a situação. Será que realmente as ações que as personagens tomam aconteceriam de verdade? Será que as cenas mantêm a verossimilhança?
Precisamos analisar de diversas formas. E profundamente.
Realmente, esse capítulo não convence.
Hovelst
Venho aqui para apenas dizer que eu li... Infelizmente não tenho mais nada a falar que não tenham falado.
Desculpe pelo sumiço, estou com muitos problemas de conexão :(
O Arauto do Expurgo
Capítulo X
Reincidência
Logo depois que Jean saiu do quarto, Lucina foi até a janela e não demorou a ver o homem aparecer nos jardins. Em sua companhia estava uma moça jovem e atraente, que chamava a atenção, tanto pelos seus longos cabelos negros, quanto pelo elegante vestido de noite que usava. Lucina observou os dois andarem por toda a extensão da propriedade, passarem pelos portões e saírem do seu campo de visão.
– Você acha que Vincent era má pessoa? – perguntou, com a voz tremida.
– Não sei – respondeu Myra, que agora estava deitada, olhando para o teto do seu quarto. Apesar da sensação de conforto e segurança, o coração da garota parecia querer pular pela boca.
Lucina depositou a arma na pequena mesa, ao lado do pano sujo de sangue. Sentou no banco onde Jean estava anteriormente e fitou a irmã. Estava muito abalada, não sabia o que fazer.
– E Jean? Ele te tratou bem?
Dessa vez, Myra não teve tempo de responder. O chanceler emergiu rapidamente pela porta e seu rosto revelava grande preocupação.
– Eu encontrei Jean nas escadas, ele me contou que vocês discutiram e ocorreu um disparo acidental... – comentou o homem, olhando discretamente para o revólver sobre a mesa. – Muita gente ficou assustada com o barulho, mas... Bem, por que tinha acontecido outra coisa e... – parou de falar, passando a coçar sua garganta nervosamente, como se tivesse algo entalado.
Um pequeno grupo passava apressadamente pelo corredor e Myra pôde ver aflição estampada em seus rostos. Tudo indicava que o chanceler não estava preocupado com o tiro e sim com algum outro acontecimento alarmante.
– Vocês estão bem, não é mesmo? – perguntou ele, enquanto olhava nervosamente para o séquito no corredor e voltava a encarar suas filhas.
– Aconteceu alguma coisa? – perguntou Lucina, visivelmente confusa.
O homem tentou falar, mas engasgou em seco. Não conseguindo mais controlar sua emoção, chorou copiosamente.
– Uma tragédia... – respondeu, depois de alguns segundos.
***
Jean convidou Serena para entrar em sua casa. Era uma residência pequena e simpática, com uma lareira aconchegante.
– Você não falou nada pelo caminho e agora simplesmente me convida para entrar? – provocou a mulher com sua voz lasciva, enquanto sentava no sofá.
Jean sorriu. Serviu vinho para ela e, depois de sorver um gole de sua própria taça, respondeu lentamente:
– Talvez eu estivesse precisando de companhia.
– Eu creio que você está – disse Serena, sorrindo de satisfação.
Sentados lado a lado, beberam silenciosamente, enquanto trocavam olhares desejosos. Durante uma aproximação cautelosa, a moça comentou:
– O banheiro masculino é mais perigoso do que eu imaginava...
Jean riu e ela aproveitou o momento para lhe roubar um beijo. O homem finalmente se entregou aos encantos de Serena, esquecendo completamente a situação pela qual tinha passado.
***
O céu já estava clareando quando Jean despertou, em sua cama, ao lado de Serena. Levantou cuidadosamente para não acorda-lá e foi até o banheiro.
Depois de urinar, lavou as mãos e rosto. E foi nesse momento em que se lembrou da noite passada, recordou-se de Lucina e sua resistência em acreditar nele. Já tinha conquistado a simpatia de muita gente importante, inclusive do chanceler e do rei, mas qualquer deslize poderia ser fatal. Uma ponta de preocupação cutucava sua cabeça insistentemente. Era a necessidade de fazer algo.
Parou diante do pequeno espelho quadrado para observar sua própria face. E enquanto analisava minuciosamente os seus ferimentos, levou um dos maiores sustos de toda sua vida. Por trás do homem surgiu uma terrível criatura que o fitava com grandes olhos esbranquiçados. Virando-se bruscamente, Jean tornou a ver O Arauto.
– Acho que cheguei em uma péssima hora – zombou o monstro, reparando que Jean encontrava-se completamente nu.
– O Arauto do Expurgo em minha casa. É uma honra – disse Jean sarcasticamente, enquanto vestia seu roupão.
– É assim que estão me chamando?
– Algumas pessoas acreditam que você é um mensageiro de Deus e que sua missão é limpar as impurezas desse mundo – explicou Jean. – Para ser sincero, eu considero o título excessivamente pomposo.
– Foi por isso que você matou Vincent? – perguntou O Arauto. – Achou que ele merecia morrer por ter alguma ligação comigo?
– Se fosse por isso, eu já teria cometido suicídio. Afinal, você está aqui, não está?
O demônio sorriu brevemente, espichou suas enormes asas que mal cabiam no aposento e continuou encarando Jean, como se estivesse esperando alguma reação. O homem não demorou a se aproximar e perguntar violentamente, porém em um sussurro quase inaudível:
– O que você quer de mim?
– Eu não aceito perder, Palladino. Em todos esses anos, você foi o único que conseguiu me derrotar em meu próprio jogo. Não posso deixar que termine dessa maneira – disse O Arauto. – Eu quero que você faça o acordo novamente, aqui e agora. Com as mesmas vantagens e desvantagens de antes – continuou após uma pausa inquietante.
– Você acha que eu sou idiota? Eu não cometeria o mesmo erro duas vezes e você sabe disso.
– Eu sei muito sobre você, Palladino. Posso destruir seus planos e fazer de sua vida um inferno – argumentou O Arauto, aumentando gradativamente o tom de voz. Ele não estava nervoso, pelo contrário, demonstrava contentamento. – Não existe escapatória, ou aceita minha oferta, ou eu vou ter de acordar a bela moça que repousa no quarto ao lado.
– Quem acreditaria em você? É um maldito monstro! – bradou Jean, perdendo o controle.
– Quer experimentar? – provocou o demônio com uma expressão irredutível.
– Certo, certo... – ponderou Jean. – Mas essa será a última vez... Eu quero dizer, se eu escapar novamente, você vai me deixar em paz. Correto?
– Correto. Eu nunca menti para você e não vou começar agora.
O Arauto tocou a testa de Jean com apenas um dedo. Satisfeito com o resultado, disse:
– Está feito. Você já está sólido... Agora é a minha parte favorita – completou, mostrando dois dados macabros que tinham aparecido instantaneamente na palma de sua outra mão.
Jean conhecia o procedimento muito bem. Não demorou a pegar os objetos e deixar ambos caírem no chão.
– Onze! Você está com sorte – falou o demônio, excitado com o resultado, enquanto esticava seu longo braço para pegar os dados. – É bastante tempo, não é mesmo? Quem será a vítima?
– Vá embora. Terminamos por aqui – ordenou Jean, rispidamente.
O demônio gargalhou, deixando a mostra os seus dentes pontudos e podres.
– Vincent era esperto, sabia? Com exceção de você, ele foi o que chegou mais perto de escapar... – comentou O Arauto, com um largo sorriso no rosto nefasto, divertindo-se com o aborrecimento de Jean. – O rapaz era criativo, quase me enganou uma vez.
– Eu já mandei você ir embora.
Jean estava muito sério e suas palavras tiveram algum poder, pois O Arauto não sorriu mais. Antes de sair voando pela grande janela do banheiro, o demônio comentou maldosamente:
– Você é o meu primeiro e único reincidente. Boa sorte.
– VAI PARA O INFERNO! – gritou Jean, enquanto observava o monstro cortando o ar e se distanciando da casa. – Bem capaz de alguém ver essa aberração voando por aí – completou, em um tom de voz enfadado, porém mais baixo.
Quando o homem se virou, na intenção de voltar ao quarto, encontrou Serena com um semblante aterrorizado. A moça mantinha uma das mãos na maçaneta e a outra sobre a boca. Aparentemente tinha escutado boa parte da conversa.
– O que era aquilo? – perguntou com a voz fraca.
Jean não soube o que fazer. Olhou de um lado para o outro, desesperado com o terrível flagrante. Muitas idéias passaram pela sua cabeça, mas seus músculos enrijecidos não conseguiram realizar nenhuma ação.
– Vai embora daqui, Serena... – foram suas únicas palavras, depois de alguns segundos angustiantes.
A mulher permaneceu parada e muda, enquanto Jean passou por ela, atravessou o curto corredor e voltou ao quarto. O homem passou a coletar roupas e objetos de Serena, espalhados pela cama e chão. Andava de um lado para outro, alvoroçado e confuso.
– Você precisa ir... E eu preciso pensar, tenho muito para pensar... – falou o homem, atordoado, depois de tropeçar na mesma cadeira pela segunda vez.
Jean entregou todos os pertences e arrastou a moça pelo braço, enquanto ela se vestia apressadamente e em pé. Chegando à porta que dava para a rua, ele disse:
– Você realmente precisa ir... Eu sinto muito.
– Você está tão assustado...
Mas ele apenas ofereceu um sorriso nervoso, abriu a porta e empurrou a mulher para a rua com o máximo de delicadeza que conseguiu reunir.
***
Algumas horas mais tarde, Jean encontrava-se deitado no sofá, olhando para o teto. Não fazia idéia de quanto tempo tinha estado naquela posição, pensando no encontro com O Arauto e no seu próximo passo.
Foi grande a sua surpresa quando batidas entusiasmadas ecoaram na porta de madeira. Jean abriu distraidamente, sem ao menos perguntar quem era do outro lado. Gary entrou e saudou o homem com grande agitação. Sua alegria contrastava com a irritação da noite passada, até parecia outra pessoa.
– Comemore, Palladino! – falou o visitante, extremamente contente, porém com um tom de voz baixo e cauteloso. – O rei faleceu ontem à noite, pouco tempo depois que você saiu.
Olá! Desculpa eu ter sumido assim derepente, mas eu tava atolado! Bom o capítulo me passou uma sensação de passagem, isso aconteceu por causa da falta de detalhes.
Eu sinceramente prefiro não ter informação nenhuma a ter somente singelos detalhes. Além da seção de incompleto, você acaba não conseguindo imaginar o cenário. Para mim, isso é muito chato, porque quando leio eu vou tentando imaginar como seria a cena.Citação:
Postado originalmente por Emanoel
Isso ficou um pouco confuso. Eu fiquei sem entender se ele falava com Vincent ou com Jean.Citação:
Postado originalmente por Emanoel
Fiquei com a mesma sensação do outro parágrafo, sensação incompleto.Citação:
Postado originalmente por Emanoel
O resto do capítulo eu achei muito bom. Principalmente no que se diz sobre o Arauto. Pra mim é sem dúvida o personagem mais intrigante e memorável da história. Chega a ser uma personagem quase aterrozante para quem lê. Eu raramente consigo adivinhar suas ações.
Continue assim Emanoel, seu texto está muito bom.
Achei bem superficial o início, foi como se você tentasse corrigir o erro, mas não acho que a mulher se arrependeria depois do que fez.
Não esperava a parte da Serena, mas acho que foi um erro o Arauto ameaçar matar ela. O cara mata o Vincent, luta com a Lucina e ainda consegue ter compaixão com uma puta?!
Mas o capítulo foi bem escrito, sem nenhum erro que eu consegui perceber, e as situações e sentimentos fluíram bem.
Obrigado pelos elogios e críticas. :)
Realmente, eu poderia caprichar mais em algumas descrições. Na hora eu pensei que ficaria cansativo descrever a casa... Hm, engano meu, acabou ficando vago demais.
Que erro terrível! Acabei desenterrando "Vincent" e trocando por "Jean", sei lá por que... Já arrumei. :P
Não teve "correção" nenhuma. Por sinal, eu raramente mudo meus planos para a história, apesar de prezar por cada crítica.
O começo do Capítulo X, na verdade, foi escrito para ser o final do Capítulo IX. Mas eu preferi recortar e colar, para balancear os tamanhos dos capítulos e deixar melhor organizado.
Acho que você está equivocado. Já dizia Vincent no Capítulo II: "O Arauto, e os outros demônios que o seguem, não podem matar".
E Jean estava mais para aterrorizado do que piedoso. Ele estava com medo de que (mais) alguém descobrisse seus planos, soubesse do envolvimento com O Arauto, etc. Pelo menos foi essa a idéia que eu quis passar.
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O Arauto do Expurgo já está quase finalizado. Ainda falta lapidar o texto em alguns pontos, mas a parte mais difícil já foi superada. Ao contrário do que eu falei anteriormente, a história terá treze capítulos, pois o que seria o Capítulo XI – inicialmente batizado de Colisão – foi dividido em dois menores. A postagem só vai depender da frequência dos comentários.
Na verdade eu não disse que necessariamente você precisaria escrever sobre o casa, mas que poderia simplesmente não falar nada. Tanto uma como outra podem ser exelentes depende só do autor. Nesse caso eu achei que poderia ficar interessante sem nenhum detalhe, mas essa é só minha opinião.
Logo vi.
Só treze?! É uma pena. Com treze capítulos dificilmente isso vai poder ser visto como livro. O tamanho as vezes conta. No ano passado eu fui com minha mãe ver o que podia ser feito de uma história antiga minha (Alvorada) e me disseram que dificilmente publicariam pelo tamanho.
Porém se é seu desejo terminar seu texto, que faça, as vezes é melhor terminar assim como está do que fazer um enche-linguiça (a.k.a Harry Potter). Estarem lendo sempre que possível e comentando aqui.
Abraços.
Esse capítulo retomou a qualidade perdida nos últimos dois.
Realmente, não tenho muito a comentar dessa vez - Apenas achei estranho ele aceitar entrar no jogo do Arauto, seja ele qual for. Sabe, a ameaça do Arauto foi bem clichê, por sinal, sendo que até a expressão usada pelo personagem foi bem básica: "posso tornar a sua vida um inferno".
Eu só espero que, quando e se as coisas forem esclarecidas (sobre "no que consiste o jogo", ou então "o que está acontecendo"), que o esclarecimento seja algo grande, e elaborado.
Digo isso porque tu fez bem em focalizar todo o enredo até agora em um ponto: O misterioso jogo do Arauto e suas igualmente misteriosas conequências. Porém, fazendo isso tu acabou por impor a si mesmo uma condição: O final precisará corresponder à expectativa dos leitores, que só vem aumentando desde o primeiro capítulo. Se a explicação final for algo simples demais, ou sem originalidade, toda a tua história terá sido em vão.
(E quem diz isso não sou eu, essa relação entre expectativa grande e resolução grande é algo que um amigo meu (Jorge, aquele que escreveu a crônica "Medo") aprendeu na disciplina de "Produção Textual" (ou algo assim) da faculdade de Letras da UFRGS.)
Nota: Bem, hoje finalizo minha visita ao fórum com a certeza de que foi uma boa noite de leitura. Os três tópicos em que comentei continham capítulos bem interessantes e bem-escritos. Meus parabéns ao Dark Psycho, Drasty e Emanoel (em ordem alfabética). Hoje deu gosto vir aqui no fórum criticar. Desculpem-me se, por ter gostado dos textos e portanto sido parcial, fiz uma crítica incompleta.
Próximo Capítulo?
A.E. Melgraon I
Compreendo perfeitamente. E eu realmente acho que aquela descrição curtíssima e inútil ficou meio deslocada no texto. Pretendo arrumar isso no futuro...
Estou pensando em fazer uma versão revisada de O Arauto do Expurgo. Sinto a necessidade de mexer em uma ou duas coisinhas antes de tirar as mãos desse projeto e guarda-lo a sete chaves.
Publicar nunca foi minha pretensão. Por enquanto, escrever é apenas um passatempo. Mas eu estou feliz, pois eu aprendi muito no fórum, dificilmente escreveria algo se não tivesse para quem mostrar.
Essa história não foi muito bem planejada, apenas fluiu em minha mente e acabou parando na tela do computador... Eu não resisti, postei no fórum assim que terminei o primeiro capítulo. O início estava escrito e o final brilhava em minha mente, porém todo o miolo foi improvisado. Brainstorming nunca foi meu forte.
Prefiro terminar agora, com segurança e satisfação, do que prolongar inutilmente e acabar metendo os pés pelas mãos. [+Rima Involuntária]
Além do mais, eu ainda pretendo contribuir com essa seção, escrevendo muitas outras histórias. Acaba O Arauto do Expurgo e começa uma nova saga... que possui meia página e ainda não tem nome. Estou trabalhando nisso. :rolleyes:
Nem me diga. O meu maior receio sempre foi não conseguir juntar as pontas e explicar satisfatoriamente. Estou trabalhando duro nesses três últimos capítulos.
Fico contente com o elogio. O texto do Dark Psycho também me agradou. E eu acabei de elogiar o Drasty no tópico dele, pois estou adorando a história. Acho que o nível do fórum está melhorando ultimamente, e sua contribuição com A Décima Porta também é um dos motivos, Melgraon. Espero que mais gente fique entusiasmada e que o movimento aumente por aqui.
Eu que o diga com o Anões e Elfos. Acho que o tempo passa entre os capítulos e a maturidade da escrita aumenta e ai sempre tem algo novo para ser alterado.
Eu também, mas depois de escrever 50 páginas, seria ótimo ver ele lindão lá num livro.
Idem. Agora, tem idéia de quando sai o Próximo Capítulo? Fiquei curioso depois do último.
Abraços.
Pareceu interessante.
Vou ler mais e depois comento.
Sem muitas coisas a falar,
Euronymous.
Eu não tenho muito o que comentar do capítulo. Eu achei que você retomou a qualidade da narrativa.
O capítulo está bom e só tenho dois pontos a citar.
Como já disseram ,você poderia ter descrito a casa. Eu mesmo odeio ter que imaginar uma descrição, porque não fica a mesma coisa.Citação:
Jean convidou Serena para entrar em sua casa. Era uma residência pequena e simpática, com uma lareira aconchegante.
Uma descrição nunca é cansativa, ao menos que ela seja feita com muita frequência. Aí, ela é só mais uma, que não se diferencia na narrativa.
A ameaça do Arauto foi um tipíco clichê. E se ele não pode matar, então, o que ele poderia ter feita com Serena? Aterrorizá-la?Citação:
– Eu sei muito sobre você, Palladino. Posso destruir seus planos e fazer de sua vida um inferno – argumentou O Arauto, aumentando gradativamente o tom de voz. Ele não estava nervoso, pelo contrário, demonstrava contentamento. – Não existe escapatória, ou aceita minha oferta, ou eu vou ter de acordar a bela moça que repousa no quarto ao lado.
Mas o que realmente é estranho, foi ele aceitar o jogo. O que ele teria a perder não aceitando o jogo? Será que Jean, um homem que aguentou as insinuações de Lucina, ficaria aterrorizado com O Arauto? Ele, para mim, é sereno, ou seja, consegue aguentar bem diversas situações, e sabe se sobressair de momentos em que ele está encurralado. E por isso, essa seria só mais uma situação.
Esse jogo do Arauto é realmente o alto da sua história. Eu creio que eu já descobri uma parte dele, mas ainda tem várias coisas impossíveis de se desvendar.
Até mais!
Hovelst
Oba! No sábado passado eu comentei que planejava postar o capítulo nessa semana. Mas ocorreu que no domingo eu li um comentário no fórum que me deixou balançado. Resolvi mudar alguns aspectos do final da história e aproveitei para reordenar informações.
Agora eu estou mais uma vez revisando os últimos três capítulos, cuidando para não deixar passar nenhum furo. Está sendo difícil modificar o final e manter a mesma carga dramática, mas não vai demorar muito, prometo. Desculpem-me pelo atraso.
Aguardarei sua crítica. Obrigado pelo comentário.
Sinceramente, quase todas as peças do quebra-cabeça já foram disponibilizadas. Inclusive, muitas informações valiosas estão nos três primeiros capítulos. Espero não decepcionar quem está esperando uma explicação detalhadíssima.
Mais uma vez eu terei de ignorar sua teia de questionamentos, Hovelst.
Quando a história acabar, ficarei feliz em partilhar dos meus intentos e contar sobre o "outro final" que eu acabei deixando de lado.
Até breve! ;)
Bah...
Sempre se desviando de minhas perguntas. Tens medo de revelar alguma coisa que não podia ser revelada, maricas?:dry:
Brincadeiras à parte, realmente muitos detalhes foram já revelados e estudei-os por vários momentos, mas mesmo assim, ainda existem partes do jogo, ou do Arauto que ainda estão confusas e nebulosas.
Estou esperando por esse.Citação:
Quando a história acabar, ficarei feliz em partilhar dos meus intentos e contar sobre o "outro final" que eu acabei deixando de lado.
Hovelst