Não comentei o outro capítulo pq vc estava de castigo, demorou demais.
Muito bom esse, esperava que a mãe estivesse viva sim, mas não que fosse quem é :|
Vamos lá, tá chegando na parte boa!
Versão Imprimível
Não comentei o outro capítulo pq vc estava de castigo, demorou demais.
Muito bom esse, esperava que a mãe estivesse viva sim, mas não que fosse quem é :|
Vamos lá, tá chegando na parte boa!
Vishhhh ... por essa não esperava haha ...
Mas acho que é apenas a Bruxa com algum feitiço se fazendo pela Bruxa ... ou não hahahaha !
Gogogo Dan ! Força =) !
Olha Dan, devo dizer sinceramente que simplesmente grudei nessa história igual a super bonder em dedo de criança.
Estava passando aqui pelo site num fatídico dia de domingo sem sequer ter mais uma conta - sim, estou há muitos anos sem jogar - apenas para dar aquela relembrada nos bons tempos quando, sem querer, me deparei com essa belíssima e muito bem montada história.
Não estou mentindo quando digo que li os seus 3 anos de trabalho em cerca de 12 incansáveis - e extremamente agradáveis - horas.
Após todo esse tempo de leitura só tenho uma coisa a dizer: Parabéns cara, mesmo.
Todos esses personagens, suas conexões e interrelações, a trama desenvolvida, a escrita.. Nota 11 numa escala de zero a dez.
Você inclusive despertou em mim um projeto bem antigo de escrever uma história nesta seção, quem sabe!
A trajetória do Dan e seus amigos me deu algumas(muitas) boas ideias.. rs :D
Mas bom, não vou me prolongar muito, estou comentando apenas para dar uma força e também para avisar que apoio o seu antigo projeto de interrelacionar mais as histórias criadas por aqui. Vou maturar minhas ideias e mais pra frente podemos conversar a respeito disso.
De qualquer forma, ficam aqui novamente as minhas congratulações. TOP !
grande abraço :y:
Olá galera!
Segue agora o segundo pequeno capítulo, o 12!
Que bom que o Arckyus e o Fujitera ainda estão comentando! Fico feliz por ver que nem todos desistiram da história.. heheheh
E muito obrigado também pelo comentário Shinon! É sempre bom descobrir um novo leitor, ainda mais quando vem acompanhado de um comentário desses! Espero ver uma história sua na sessão em breve!
O próximo capítulo é o último desse livro e eu devo mesmo postá-lo no dia em que a história completa 3 anos!
Capítulo 12 – Sua Mãe é uma Bruxa
Luna e Lignuns enfim haviam derrotado as outras amazonas e se aproximaram cautelosos.
– Você não é a mãe dele! – a Paladina foi a primeira a intervir. – Se você fosse não tentaria matá-lo!
– Não sei não, Luna – agora foi a vez de o druida falar. – Você viu o modo como as outras amazonas olharam para ela quando o Dan citou o nome da Gabriela... É possível que ela seja mesmo a mãe do Dan...
– Sou eu mesma! – ela olhou nos olhos dos dois enquanto falava, ainda abraçada com o feiticeiro. – Eu sou Gabriela, a mãe de Donan e também do meu outro filho, Konan. Eu jamais iria matar um dos dois.
Luna ainda não parecia convencida e olhou para Lignuns pedindo uma ajuda que não veio.
– Mas... – Dan se livrou dos braços de sua mãe e levantou os olhos para lhe fazer uma pergunta. – Por que você me abandonou? Por que eu fui criado pelos druidas?
– Bem, meu filho... Eu entendo que você tenha muitas perguntas e eu estava preparando uma torta antes de vocês chegarem... Sentem-se à mesa e eu vou servir a torta para vocês! – Gabriela sorriu discretamente e caminhou até o fogão.
– Vamos lá Lignuns, me ajude! – pediu Luna. – Não é possível que você também esteja acreditando nela!
– Eu sei que é estranho... – respondeu o druida pensativo. – Mas você viu os olhos dela? São iguais aos dele!
– Luna! – Dan olhou para ela decidido. – Ela é a minha mãe! Eu sei! Agora vamos sentar e ouvir o que ela tem a dizer!
Assim, os três sentaram à mesa enquanto a mulher manuseava o fogão.
– Se ela é a mãe do Dan mesmo. Por que ela quer invadir Carlin? – perguntou Luna ainda incomodada.
– Luna, chega! Eu já disse que é ela! – Dan ainda estava assustado com a situação, mas também parecia estar já sem paciência.
– Mais importante que isso... – Lignuns parecia estar pensando alto dessa vez. – O lenhador no bar nos disse que Gabriela era a líder até que uma bruxa chegou do Sul e tomou o seu lugar... Por que ele diria isso se a Gabriela é a própria bruxa?
– Não sei por que ele diria isso! – Dan gritou para que seus amigos se calassem por um instante. – Mas sei que vamos descobrir isso em breve, ela disse que vai nos explicar tudo, tenham paciência. – a última palavra pareceu uma ironia.
– Tudo bem, Dan! Ela é a sua mãe! – a Paladina então se virou para o druida: – Lignuns, quão poderosas são as bruxas? – ela falava como se estivesse apenas tirando uma dúvida. - Elas podem mudar a sua aparência física e parecer outra, não podem? Nós já vimos uma feiticeira fazer isso... – completou recordando de uma professora da ilha do destino.
– Poder podem... Mas essa magia tem limites e pode ser revelada facilmente, seria difícil enganar todo um exército de amazonas com isso... Teria que ser usado um feitiço mais poderoso... – Lignuns seguiu pensativo. – Uma troca de corpos, talvez... Mas isso é para bruxas muito poderosas... Ela precisaria dar uma comida para a outra pessoa... Uma sopa... Uma maçã... Ou... – o druida levantou a cabeça e olhou assustado para Gabriela que enfim vinha do fogão trazendo uma bonita torta. – Uma torta!
– Lignuns, chega! Já falei para vocês pararem com is... – a torta caiu no chão fazendo um baque seco. – O que foi, mãe? – perguntou confuso ao ver a comida no chão.
Quase não foi possível perceber os lábios da bruxa se mexendo e o som que saiu foi inaudível, mas a mão estendida na direção do druida e a fumaça preta que surgiu foi a prova de que alguma magia estava sendo feita.
Quando Dan olhou de volta para o seu amigo, não o encontrou. Era apenas possível ver um pequeno sapo verde pulando no chão.
Próximo: [Capítulo 13 - Não é a Minha Mãe]
Muito bom apesar de bastante curto!
Gostei da ideia do sapo, bem pensado haha
Quantos aos leitores, cara, acredito que os comentários tenham diminuído porque a história agora
chegou à um momento de mais explicações e menos ação.. no entanto devo dizer tbm que sempre
que vejo o tópico aqui tem uns 3,4 visitantes lendo no momento.. :y:
Bora pra frente que ainda tem muita história! :D
Opa Jovem!!! Estamos aqui acompanhando a historia!!! E ai qual será o planejamento para os outros livros???
Caramba Dan, entrei no fórum do TibiaBR depois de alguns anos e fiquei realmente surpreso de ver sua história aqui e sempre atualizada, lembro que em 2011, ficava lendo sua história dia e noite, e quando fui pra praia ficava lendo em vez de ir pro mar, até postei isso aqui e você me mandou uma prévia dos próximos capítulos na minha MP.
Você realmente tem talento cara, fiquei realmente feliz ao ver que sua história estava até hoje sendo continuada.
Abraços, ednezer.
PS: Print da sua mensagem que tenho salva até hoje :P : http://prntscr.com/4o3xb0
Muito bom capítulo! Pena que foi tão curto :(
Quando sai o próximo? ^^'
Bom galera, mas um livro chega ao fim...
Espero que tenham gostado... Ele pode ter tido menos ação que nos dois primeiros, mas tiveram bem mais revelações...Eu pessoalmente gostei muito dele do que do anterior! :D
Vou precisar de pelo menos um mês pra estruturar o Livro IV. Então em outubro/novembro eu volto aqui com mais informações (data de lançamento e tal)!
Mas já adianto que: Será uma temporada importante para um dos personagens mais queridos de vocês (vocês já vão ter ideia de qual) e além disso nossos heróis irão para outra das principais cidades do Tibia (uma das três grandes do continente).
Aguardo os comentários de vocês! Se puderem, digam o que acharam desse livro como um todo e, se não for pedir demais, dos outros dois primeiros também. Isso vai me ajudar a fazer um livro IV que agrade mais vocês! Mas se não quiserem falar nada e só comentar que tem lido pra dar aquela força já está bom demais!!! :D
Como o livro acabou, vou responder diretamente cada comentário desse último capítulo:
Shinon: Que bom que você curtiu a ideia do sapo! :D
Gostei muito da sua ideia, espero que você comece a sua história logo!
Bora pra frente que ainda tem muita história ²
Cicero Kwey: Opa! Que bom que você voltou! Já te respondi um pouco ali em cima! Mais tarde eu vou voltar com o nome oficial e a data da estreia do próximo livro! Mas se tudo der certo serão mas de 10 livros... Os próximos dois ainda no continente... Depois mais uns três em alguns lugares importante fora do continente (area premiun)... E por fim, mais uns dois ou três pra concluir a saga!
ednezer: Que bom que você voltou cara! Espero que a história ainda esteja melhor do que ir pro mar! :D
E aí o que você achou da história desde a última vez que você tinha lido? :D
Arckyus: Mal pelo capítulo curto :(
Obrigado por estar sempre comentando, cara! E estar sempre me dando aquela força! :)
Espero que tenho gostado do capítulo!
Capítulo 13 – Não é a Minha Mãe (Season Finale)
– Mãe, o que você fez? – gritou Dan olhando para o seu amigo-sapo.
– Sua mãe não esta no controle! – Luna gritou em resposta, enquanto apontava uma flecha para a mulher. – É a bruxa do sul que está aí!
– A garota está certa! Esse é o corpo da sua mãe, mas ela não está aqui! – a mulher parecia nervosa e estava visivelmente incomodada. – Agora vão embora!
– Mas? – Dan demorou a entender o que estava acontecendo, mas quando entendeu, pegou novamente a sua espada. – Devolva o corpo dela agora! – brandiu apontando com sua arma.
– E o que você vai fazer? – a bruxa riu tentando mostrar tranquilidade. – Você não pode me matar! Eu tenho o controle e posso desfazer esse feitiço a qualquer momento! O máximo que vocês vão conseguir aqui é matar a Gabriela! Agora o reforço já deve estar a caminho, vocês podem ir embora ou ficar e morrer!
– Ou podemos lhe obrigar a desfazer o feitiço! – disse a Paladina concentrada em sua flecha e com o olhar fixo na mulher.
– Gabriela estaria praticamente morta antes que eu desfizesse o feitiço! – retrucou a bruxa.
– Talvez a única opção seja arriscar! – e então a garota soltou a flecha.
– Não! – gritou Dan desesperado.
A seta voou sem mudar de direção e atingiu a barriga da mulher, que se inclinou com a dor, praguejou e começou a andar com dificuldades em direção à escada para o andar de cima.
– Chega, Luna! Cuide do Lignuns! Deixa que eu assumo daqui! – gritou Dan colocando a mão na frente da garota antes seguir a bruxa escada acima.
O andar superior era um terraço aberto. Com uma faca na mão e um pouco inclinada tentando evitar a dor no ferimento da flecha, a mulher fazia ameaças:
– Fique parado aí! Estou fraca para a magia, mas ainda posso lhe esfaquear!
– Acabou, bruxa! – Dan disse surpreendentemente calmo. – Quando as outras amazonas chegarem, nós vamos contar a verdade. Elas vão saber quem você é de verdade. Nós vamos descobrir um jeito de desfazer o feitiço e trazer minha mãe de volta. Você pode acabar com tudo isso agora sem mais sofrimento...
– Aí é que você se engana! – disfarçadamente, a mulher começou a andar para trás. – Eu não perco, nunca perco!
– O que você está fazendo? – Dan se preocupou ao notar que a bruxa estava indo em direção à beirada do terraço.
– Eu posso cancelar o feitiço durante a queda! Sua mãe vai morrer! E eu vou retornar ao meu corpo! – sem mais disfarçar, a mulher virou as costas e correu.
Luna ainda estava subindo, Dan podia ouvir, mas não prestou atenção nisso quando decidiu correr atrás da bruxa.
Enquanto ele corria, as asas nas suas botas se agitavam e lhe davam uma velocidade extra, suficiente para que ele quase alcançasse a mulher antes de ela chegar na beirada. Ao notar que não conseguiria segurá-la a tempo, Dan esticou a sua espada o máximo que pode e transpassou o lado da bruxa.
A mulher sentiu o golpe e parou de correr, ato contínuo, Dan agarrou o corpo da sua mãe e se jogou para trás, estatelando ambos no chão.
Sangue escorria no chão e a nova capa azul esverdeada do jovem já estava cheia de manchas vermelhas.
– Mãe! Você está bem? – perguntou Dan desesperado.
O sangue ainda brotava do corpo da mulher e a bruxa, apesar da dor que sentia, ria, ria alto e longamente, enquanto o feiticeiro se desesperava ao ver o corpo de sua mãe desfalecer.
– Adeus seu jovem bobo! – disse a bruxa com dificuldade após terminar a gargalhada.
E então, a mulher fechou os olhos e os abriu em seguida. Ao invés do misto de riso e dor, essa nova mulher apresentava apenas um olhar perdido.
– Ai... – ela sentiu a forte pontada de dor. – Quem é você?
– Mãe? É você aí? – perguntou Dan que queria ficar feliz mas sentia que sua mãe estava morrendo.
– Filho? Konan? – perguntou a mulher que já começava a ter dificuldade para enxergar. – Não pode ser... Você deveria estar mais velho...
– Não, mãe! – Dan olhava pra ela naquele misto de admiração e tristeza. – Sou seu outro filho... Donan...
– Meu bebê... Achei que nunca mais lhe veria... Mas como você sabia?... – a dor se aprofundou e ela perdeu a voz.
– Fique calma, mãe... Você precisa se recuperar...
– Lignuns! – gritou Luna ao ver o jovem druida aparecer subindo as escadas. A garota tinha acabado de chegar ali e estava em pé do lado de Dan. – Onde você estava? Deixa pra lá... Venha até aqui! Rápido!
O druida correu atabalhoado enquanto falava:
– Voltei a ser humano! Parece que a magia de transformação expira após certo tempo ou ... – ele se calou quando viu seu amigo com uma lágrima no olhar enquanto a mãe dele fechava os olhos e perdia as últimas forças.
– Ela está morrendo... – Dan praticamente gemeu.
Lignuns não respondeu, apenas começou a futucar a sua mochila até encontrar a runa branca que Cerdras havia lhe dado. Ele pegou a pedra, apontou na direção da mulher e a pedra se desfez no ar, liberando uma magia aprisionada.
No mesmo instante, as feridas de Gabriela começaram a cicatrizar, ela começou a recuperar a cor de sua pele e, pela segunda vez, abriu os olhos.
Dan não se fez de rogado, se jogou sobre ela e a abraçou.
– Meu pequeno Donan... – disse a mulher com um largo sorriso no rosto. Após ver o druida e a paladina, Gabriela voltou a falar: – Você me colocaram de volta no meu corpo! Como vocês fizeram isso?
– Bem, mãe... Acho que você me deve algumas perguntas primeiro! – retrucou Dan, sorrindo.
– Tudo bem! – Ela encarou a paladina e completou: – Só me responda uma coisa: Ela é sua namorada?
– Não, mãe... – Dan riu e Lignuns o acompanhou. Apenas Luna fez uma cara feia.
– Como vamos saber que ela está falando a verdade agora? – perguntou a garota.
– Luna, você só pode estar brincando! – Dan riu, acompanhado novamente do seu amigo.
– Vocês já foram enganados uma vez, podem ser enganados de novo! – respondeu Luna autoritária como sempre.
– Tudo bem... – Gabriela contemporizou. – A menina está certa... Vamos descer e conversar... Vou lhes contar toda a história...
– Isso! – exclamou Dan. – Mas sem tortas dessa vez!
– Sem tortas... – concordou a mãe do jovem. – A última que eu comi ainda está me fazendo mal...
A paladina concordou, a contragosto, e os quatro desceram as escadas.
No andar de baixo, encontraram um grupo de sete valquírias. Elas haviam acabado de subir e traziam uma jovem amazona amarrada.
– Gabriela! – se assustou uma oficial. – O que a senhora está fazendo com esses invasores? Eles atacaram diversas de nossas companheiras!
– Eles me libertaram! – respondeu a líder em um tom firme. – Vocês não perceberam que uma bruxa havia tomado o meu corpo, mas eles perceberam!
– Sinto muito, senhora... – respondeu a valquíria resignada.
– E quem é esta prisioneira? – perguntou Gabriela, se referindo à jovem amarrada.
– Acreditamos que ela tenha ajudado os invasores... – a valquíria respondeu incomodada, como se arrepende-se de cada palavra dita.
– Isso é verdade? – a líder agora perguntou ao seu filho.
– É sim... – ele respondeu receoso das consequências de sua resposta.
– Muito bem! Solte-a, ela será agora a minha primeira oficial! – ordenou. – Como você se chama?
– Xenia, senhora! – Naquele momento, a jovem amazona esqueceu toda a dúvida que ela tinha sobre a sua vocação e colocou um largo sorriso no rosto.
– Muito bem Xenia, leve agora suas colegas para baixo e prepare uma expedição para a próxima hora! Vocês precisam levar os meus libertadores de volta para a casa em segurança!
A jovem valquíria apenas anuiu com a cabeça e desceu as escadas com as demais.
Assim, os quatro sentaram-se à mesa para terem a conversa há muito tempo esperada. Gabriela começou contando de quando a bruxa apareceu, como ela havia confiado naquela mulher e como acabou sendo traída. Dan tinha muitas perguntas, mas primeiro sua mãe o obrigou a resumir um pouco da sua vida. Gabriela não pareceu muito surpresa com as histórias do seu filho e, com o pouco tempo que restou, enfim revelou parte da história dos pais de Dan.
Seu pai, Aratan, foi enviado pelo Rei de Thais para uma missão especial, e assim eles chegaram a Carlin quinze anos atrás. Infelizmente, a missão acabou dando errado e o bravo Aratan nunca mais voltou para casa. Gabriela, por sua vez, não perdeu as esperanças e tentou convencer a Rainha Eloise de Carlin a enviar uma missão de resgate. Com a recusa da governante, Gabriela não teve outra escolha a não ser apelar para a ajuda das amazonas, que na época pretendiam derrubar a Rainha. Antes que isso acontecesse, Eloise descobriu tudo e durante uma reunião das amazonas, as guardas de Carlin apareceram, prenderam muitas delas e apenas poucas conseguiram fugir. Gabriela conseguiu fugir, mas a Rainha a declarou foragida e o Reino de Thais teve que fazer o mesmo para não aumentar o atrito entre as duas cidades. Assim, a foragida Gabriela foi encontrar o grande amigo de seu marido, o então Marinheiro Ray. Gabriela pediu para que Ray cuidasse do menino Konan, o que ele aceitou de muito bom grado. Ainda fugindo, ela foi cercado por amazonas, mas felizmente, algumas delas a reconheceram e ela foi aceita entre elas. Gabriela apenas não contava com uma coisa: ela estava grávida. As amazonas possuem regras claras, meninas devem ser treinadas e meninos mortos. Após sonhar que seu bebê era um menino, Gabriela fugiu. No meio da floresta ela encontrou um jovem druida chamado Alexsander que lhe ajudou no parto. Após o bebê nascer menino, ainda suando e com as dores do parto, Gabriela tentou pedir ao druida que cuidasse do menino e que lhe desse o nome de Donan, mas tudo indica que ele não entendeu muito bem o segundo pedido.
Todos estavam cheios de dúvidas quando Xenia apareceu e anunciou que a expedição já estava pronta.
– Muito bem. Eu vou estar sempre nessa torre, quando estiverem por perto, me avisem que eu desço para encontra-los! Mas por hora... vocês precisam de um lugar para descansar e ter uma boa noite. Xenia, leve-os para Northport!
Lignuns logo sorriu e seus amigos também ficaram contentes. A valquíria sinalizou para que eles descessem a escada e foi dar uma última palavra com sua líder antes de segui-los.
– Senhora... Recentemente, eu ouvi histórias de que algumas pessoas ficaram doentes no vilarejo de Northport. Talvez não seja melhor leva-los para outro lugar? – indagou Xenia.
– Após algum tempo com a bruxa no meu corpo, alguém me ensinou a navegar pelos sonhos. Eu estive em diversos lugares e sei exatamente quem foram essas pessoas que ficaram doentes, é por isso que estou mandando eles para lá. Você não estava lá quando aconteceu... Você não sabe quem é aquele menino Lignuns... Se soubesse me entenderia...
[FIM]
---------------------------------
Próximo Capítulo: Capítulo 1 - Uma Vitória Incompleta (Livro IV)
Muito boa a historia dan, continue assim hehe.
ganhou um novo leitor :)
Boa Dan, como já esperado um Season finale de mais explicação do que ação.. Esperamos que o próximo livro seja mais agitado!
(O que provavelmente será, visto que o Lignuns pelo jeito tem um tom de Naruto guardando algo dentro de si...) rs
Altas expectativas por aqui! E prometo que em breve sairão os capítulos da minha história. :D
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QUALÉ GALERA, registrem-se e deêm uma comentada junto conosco! Isso é muito importante pra quem escreve e também
é uma forma de diversão interativa pra quem lê!
DAAAAAAAAAAN, nossa cara, quantas páginas hahaha. Bom saber que tu ainda continua com essa fic depois desse tempo todo.
Vou ler tudo aqui, algum dia eu termino.
Eita, agora fiquei curioso...
Vamo agitar o livro aí hahaha
Muito bom Dan, é difícil achar um livro que me prende assim...
Apenas passando para responder os comentários e dar algumas informações...
1 - Showman23 está preparando a capa do livro IV, quando ela estiver pronta eu vou postá-la!
2 - Estou dando uma revisada nos capítulos dos livros I e II! Vou deixar todos com a formatação que eu usei no livro III e vou aproveitar para corrigir os eventuais errinhos que deixei passar!
3 - Tudo isso pronto, eu vou poder começar a postar os capítulos do Livro IV!
Em resumo, mês que vem eu volto com a capa do livro e com a previsão para o primeiro capítulo!
Agora respondendo os comentários: (quem não comentou ainda, favor comentar :D)
Rafael Kyow: Valeu por comentar! Sempre que puder, dê um alô! Se tiver qualquer crítica, sugestão ou curiosidade é só falar!
Shinon: Obrigado pelo apoio! Acredita que nunca vi Naruto? No próximo season finale, prometo mais ação! :y:
Rhyko: Que bom que não me abandonou! Quando terminar de ler, me diga o que achou!!!
Arckyus: Cara, obrigado por seu um leitor fiel! Espero não te decepcionar!! :)
História super querida do fórum, mas assumo que comecei a ler hoje com mais atenção e carinho. Achei bem interessante o prólogo e o capítulo I, eu gosto de histórias que envolvem Druidas, não sei porque hehehe!
Abração
Dan, coloca se puder screenshots no final de cada episódio, fica mais emocionante :)
Em primeiro lugar, obrigado ao Botogordo e ao Drake Shilidarth pelos últimos comentários!
Em segundo lugar, segue a capa do próximo livro!
Pretendo começar a postar os capítulos ainda em janeiro!!!
Muito bom, brincou com minha imaginação!
Esse trecho, creio que esteja errado
"– Está vendo! Você acordou o menino! – disse Alexsander olhando com uma cara feira para o seu amigo."
ADOREI!
Que bela historia!Voce manja muito!
Hmm,sabe,tenho acompanhado essas historias faz tempo,entao decidi criar a minha.A historia que eu comecei a postar aqui ainda esta em seu prologo,a historia se chama "A Magia Suprema".Por favor,sei que você poderá dar dicas contrutivas que me ajudem,ja que tem uma bela experiência.
Boa sorte com a sua historia!
Obrigado aos dois novos leitores (Melkener e jonasold). Já que os leitores antigos se foram, novos leitores são tudo que essa história tem agora.
Então, segue agora o Livro IV. Particularmente, esse é o meu preferido. É uma pena que o II e o III não foram tão bons e muita gente não vai chegar a ler o IV.
Capítulo 1 – Uma Vitória Incompleta
Em Venore, na antiga sede da AVIN (Agência Venoreana de Inteligência):
O local estava bastante movimentado naquele dia. Desde que os aliados do Revolucionário assumiram o controle da cidade, a antiga sede da agência de inteligência local passou a ser a sede do governo de Venore.
Na principal mesa, o líder Thales estava discutindo com seus assessores as próximas ações, até que o seu amigo, talvez o único em que ele confiava, abriu a porta a entrou no salão. Todos estavam ansiosos para ouvir as palavras do Cavaleiro, mas ele apenas retirou o seu elmo e não disse nada até enfim ser questionado.
– E então? A vitória é nossa? – perguntou Thales. Apesar de eles terem uma língua secreta, o Paladino achou que não precisava utilizá-la naquele momento, pois todos os presentes naquela sala eram do seu grupo, sem conta que ele mesmo ainda tinha sérias dificuldades em pronunciá-la.
– Sim, Victious! – respondeu se referindo ao seu líder pelo nome de guilda dele. – Demorou, mas a vitória é nossa! Não há mais resistência aberta em Venore!
– Muito bem, Luke! Eu já estava pensando em descer novamente para dar um fim nisso. – Thales estava desviando o olhar novamente para a mesa, quando se lembrou de algo. – Onde estão os corpos? – antes que recebesse uma resposta ele completou: – Estou pensando em expô-los para dar exemplo.
– Bem... – Luke hesitou. – Eles estavam cercados em uma casa e os feiticeiros invocaram o fogo do núcleo da terra... Foi tudo incinerado... – ele foi enrolando até concluir: – Não temos os corpos...
Thales pareceu não gostar daquela insegurança:
– Luke... Você tem certeza que eles estão todos mortos?
– Eles não podem ter sobrevivido àquele ataque... Mas eu não posso garantir que nenhum deles tenha fugido antes... Os moradores dizem que não viram nada... Mas eu sinto que estão escondendo algo...
Thales se levantou.
– Mate todos que estiverem escondendo algo! Eu não quero mais problemas nessa cidade! O Revolucionário a confiou a mim!
– Tudo bem, Victious! Eu farei isso! Mas eu lhe asseguro que depois de hoje, os tradicionalistas não serão mais problema! – concluiu tentando demonstrar a confiança que lhe faltou antes.
– Assim eu espero! Agora vá! – ordenou Victious antes de sentar-se novamente.
– Sim, senhor... – Luke colocou novamente seu elmo de guerreiro e saiu, fechando a porta atrás de si.
Apesar de seguir andando confiante, o Cavaleiro estava incomodado com aquela situação, não lhe agradava a ideia de matar alguns moradores, principalmente porque ele conhecia bem alguns deles.
Venore foi construída em cima de um pântano e suas ruas nada mais são do que longas pontes de pedra. Assim, após uma breve caminhada pela cidade, Luke estava de volta ao local da batalha.
A casa “no chão” e em brasas não deixava dúvidas de que ninguém poderia estar vivo ali, mas era difícil para o Cavaleiro acreditar que após todos aqueles dias de batalha aberta, os rebeldes seriam aniquilados assim tão rapidamente.
As duas casas ao lado daquela destruída seriam o início mais obvio para a investigação. Luke escolheu aleatoriamente à da direita, se aproximou e bateu na porta, mas não houve resposta.
– Abra a porta, agora! É o governo de Venore que ordena! – gritou Luke, mas mais uma vez, não houve resposta.
O Cavaleiro bateu na porta mais algumas vezes e demonstrou um pouco mais de paciência do que qualquer um poderia esperar de um membro da guilda que se chama “Os Escolhidos”, mas no fim das contas ele deu passo atrás e em um forte golpe com o pé direito colocou a porta abaixo.
– Luke... O que você está fazendo? – perguntou uma voz doce e feminina, um pouco atrás dele.
Era Valliris que se aproximava.
A bela jovem, ex-namorada do atual governador da cidade, parecia assustada com a atitude do Cavaleiro.
– Você derrubou a porta... Você sabia que existem pessoas vivendo aí? – A pergunta era quase uma lamentação.
– Eu sei, Valliris... – Apesar de concordar com ela, o Cavaleiro não queria ouvir aquelas palavras. – Mas isso é assunto do governo, então vá embora!
– Você não pode fazer isso! – A jovem estava decidida. – Eu esperaria isso do Thales... E talvez de outros “escolhidos”, mas não de você!
– Victious e a nossa guilda têm preocupações maiores! Agora vá embora! Eu já disse que é assunto do governo! – Luke girou a cabeça para casa e após alguns instantes olhando para o local, que parecia vazio, ele voltou a encarar a jovem. – O que exatamente você está fazendo aqui? – perguntou calmo e desconfiado.
– Bem... Eu... – Ela hesitou. – Estava só passando...
– Você estava ajudando eles, Valliris? – Luke agitou a cabeça. – Mas que droga!
– Eles lutam pelo Rei... Pelo Rei legítimo... – Os olhos da bela moça ficaram marejados. – Luke... Por favor... Não conte nada ao Thales...
– Eles lutam por um Rei morto... Sinto muito, Val. – O olhar do Cavaleiro assim como a sua voz carregavam tristeza. – Victious vai saber o que fazer... E eu não posso trair o meu amigo...
Poucas horas depois, em Thais, no Castelo Real:
– Senhor! – Harsky entrou atabalhoado no castelo e pouco se preocupou com a conversa de seu líder com Quentin, o mestre do templo local. – Tenho novidades!
– O que está fazendo, Harsky? Não vê que estou ocupado? – perguntou o desconfiado Revolucionário.
– Tudo bem... – Quentin interveio. – Creio que nossa conversa já estava encerrada há muito tempo... Eu já estava de saída mesmo...
O velho monge cobriu sua cabeça com o capuz de seu manto marrom e se dirigiu à saída. O revolucionário se manteve calado até ter certeza que Quentin já estava fora de seu castelo.
– Espero que sejam boas notícias, pois você acabou de estragar um dos meus planos...
– Segundo meus informantes, Venore não tem mais resistência... Parece que todos os rebeldes foram mortos...
– Isso era apenas questão de tempo... – retrucou sem se impressionar. – Mas isso incluí Stutch?
– Creio que sim... Meu bravo ex-companheiro estava entre os rebeldes... É possível que alguns tenham escapados, mas de toda forma, os que sobreviveram estão condenados a viver como ratos e não serão mais incomodo...
– Ao menos um alento, após aquele contratempo em Carlin... – O Revolucionário forçou os lábios por alguns instantes antes de colocar um ligeiro sorriso no rosto. – Agora, aproveite que você está aqui e traga logo aquele bêbado até mim...
O guarda abaixou a cabeça e saiu, retornando poucos segundos depois trazendo, na sua frente, um homem de cabelos castanhos. O guarda praticamente o arrastava, segurando-o pela gola da sua já encardida camisa branca.
– Diga o seu nome! – Hasky ordenou enquanto sacudia o homem.
– Por favor... Não grite... Minha cabeça...
– Fale logo a droga do seu nome! – Harsky gritou ainda mais alto.
– Meu nome é... Hugo...
Harsky ficou inconformado com aquilo, girou o homem para olhá-lo nos olhos e após soltá-lo, vociferou com ele:
– É mentira! Seu nome é Todd! Fale a verdade ou eu te mato aqui mesmo!
O homem ficou tão assustado com aquilo que caiu no chão e apesar de pretender se defender, não conseguiu formular uma única frase.
Mais calmo que o normal, o Revolucionário se inclinou em direção ao bêbado.
– Fique calmo, Todd... Nós sabemos quem você é e de onde você veio... Se você nos ajudar, nada de mal vai lhe acontecer... Mas se você continuar mentindo, eu não vou conseguir controlar o meu amigo aí...
O homem calmamente então levantou, olhando o Revolucionário nos olhos.
– Você é Todd, o contrabandista, certo? Você veio de Carlin... Os homens daquela cidade lhe deram dinheiro para que você levasse mais cerveja para eles e se possível conseguisse o apoio do Rei de Thais para a causa deles... Não é verdade?
Já fazia algum tempo que aquele homem negava ser Todd, “eu cruzei com um Todd na estrada. Ele me disse que estava indo para Venore, procure por lá”, ele despistava quando alguém aparecia procurando por ele, “Carlin? Eu nunca estive lá”, mentia descaradamente para que não desconfiassem de quem ele era de fato.
Mas naquele momento, ele percebeu que não adiantava mais mentir.
– Sim... É verdade... – admitiu abaixando a cabeça.
– Muito bem. – O Revolucionário então sorriu. – Agora você vai nos contar como você entrou e saiu daquela cidade por diversas vezes sem ser pego pelas guardas...
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Próximo Capítulo: [Capítulo 2 - Problemas no Vilarejo]
Opa, um novo leitor! Lucifer (que nome hein!) rs
Obrigado pelo apoio e incentivo, mas me conte mais! Qual parte da história você já leu? O que mais gostou? O que menos gostou? Comentários?
Infelizmente, como não apareceu nenhum comentário até o dia 25.01 eu não pude postar o capítulo no dia combinado (seria duplo-post - proibido pelas regras do fórum).
Mas já que você apareceu, eu vou me inspirar na imagem abaixo:
Então só preciso de 1 semana pra revisar o capítulo com calma e postar ele aqui!
Nova data: 02 de Fevereiro de 2015. (essa data é improrrogável, a menos que ninguém comente até lá de novo)
Realmente impressionante. Vou acompanhar !
A culpa de não ter mais leitores é sua, que atrasou! Brincs :D
Continuo aqui e esperando mais caps :)
Tenho algumas ideias para a forma como eles vão evoluir ao longo da história, mas as magias, eles aprenderam algumas na ilha do destino (magias de level 8), e mais pra frente eles vão aprender algumas magias novas também (magias que precisam de um pouco mais de level, mas ainda de level baixo). Sobre a SD, eles vão ouvir falar dela em breve...
Na minha história, para eles aprenderem magias novas, vai ser necessário alguém ensinar pra eles...
Obrigado pelo comentário, é sempre bom saber que ainda tem pessoas acompanhando!
A culpa é minha mesmo!! :'( :'( :'(
Pode deixar que haverão mais caps!!
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VOLTO EM 3 DIAS COM O PRÓXIMO CAPÍTULO!
o.O eu acho que vai demorar só um pouquinho para eu chegar neste ultimo capitulo, to no 15 ainda kkkk =D
Lordinh, obrigado pelo comentário espero que você chegue logo no capítulo atual!
Agora, a todos que ainda acompanham, segue o novo capítulo (eu tinha prometido ele pra amanhã, mas antecipar não tem problema né? :D)
Espero que todos gostem! :y:
Comentem!!!!
Capítulo 2 – Problemas no Vilarejo
Já estava entardecendo quando as amazonas se despediram dos jovens e já era possível avistar as pequenas casas de pedra que compunham o vilarejo de Northport.
Os três seguiram por mais um quilômetro antes de alcançarem a placa “Bem Vindos a Northport”.
— Estranho... — Lignuns estava procurando alguma coisa, enquanto pensava alto. — Muito estranho...
— O que foi? — indagou Dan.
— O vilarejo não é tão silencioso... E minha mãe... Ela sempre fica por aqui recebendo os viajantes...
— Já é quase noite, ela já deve ter ido pra casa — sentenciou Luna.
— É... — concordou o druida. — Deve ser...
Ainda desconfiado, Lignuns seguiu na frente, guiando o grupo. Ele atravessou a praça principal da cidade em silêncio e foi direto à porta da sua antiga casa. O jovem não se fez de rogado e a abriu rapidamente.
A casa era simples, tinha um tamanho médio com muitos móveis, apenas alguns tapetes não muito trabalhados decoravam a parede.
— Senhor Graubart? — O druida ficou surpreso ao ver o seu velho vizinho sentado na mesa, aparentemente sozinho.
— Lignuns? — O senhor estava visivelmente surpreso, mas não parecia muito feliz. — Por que você não avisou que ia voltar? Podia ter mandado uma carta...
— Senhor, onde estão meus pais? — perguntou cortando a conversa.
— Eles estão ali. — Ele apontou para o lado esquerdo da casa, onde estavam as camas. — Estão descansando.
Só então os jovens notaram certo gemido vindo daquele canto. Lignuns correu até a primeira cama.
— Mãe...? — ele sussurrou enquanto olhava para quem estava na cama.
A mulher de cabelo castanho estava mais branca do que deveria e os jovens podiam sentir o calor que exalava do corpo dela. Ela tentou dizer alguma coisa para o seu filho, mas saíram apenas alguns murmúrios.
— O que eles têm? — Lignuns perguntou apressado. — O que aconteceu?
— Febre do Pântano... Eu acho... — O velho se levantou e se aproximou dos jovens. — Bruno começou a se sentir mal poucos dias após retornar de uma viagem a Venore.
— Meu pai está assim há mais tempo? — Lignuns perguntou enquanto corria para a outra cama.
O homem, também de cabelo castanho, estava mais branco, mais quente e parecia estar inconsciente.
— Ainda não há uma cura pra isso? — Lignuns questionou o velho novamente. — Magia? Nada? Os pais de uma amiga nossa estavam trabalhando nisso em Venore... — Lignuns pensou brevemente que se Megan ainda estivesse com eles, ela poderia ajudar.
— Até pouco tempo atrás não havia cura conhecida, mas as últimas notícias indicam que a febre não é mais um problema para Venore... Eles devem ter encontrado alguma cura...
— Vamos para Venore então? — Dan enfim falou. — Eu posso ir à frente correndo com as minhas botas para pegar a cura...
— A viagem a pé até lá dura semanas... — interveio o velho. — Não acredito que eles tenham tanto tempo...
— É uma ideia melhor do que ficar aqui e não fazer nada! — retrucou Luna.
— Talvez haja outra opção. — Lignuns entrou na conversa. — O Senhor tem um navio! O Falcão do Mar! Nos leve até lá!
O velho engoliu aquelas palavras voltou à mesa e se sentou.
— Já não tenho mais o Falcão do Mar. — Graubart abaixou a cabeça e respirou fundo. — Estou velho para a navegação, meus ossos não permitem mais que eu faça longa viagens... E desde a morte do Rei, piratas estão em todo o lugar, alguns deles estão agora mesmo aportados no nosso pequeno vilarejo... Não tive outra opção a não ser vender o meu velho navio...
— Alguns piratas estão aqui? Quantos são? — Lignuns estava extremamente interessado. — Você conhece algum deles?
— São cinco navios... O pirata da perna de pau é um deles... — antes que Graubart terminasse de falar, Lignuns já estava indo em direção à porta.
Os três atravessaram a praça correndo e seguiram até o porto.
Não foi difícil identificar o navio Striker em meio a outras embarcações menores.
— Bugga! Bugga! Mim goblin conhecer humanos! — exclamou a pequena criatura verde ao rever os jovens.
Os outros piratas estavam descansando e não deram muita atenção aos aventureiros.
— Raymond! — gritou Lignuns, ignorando o goblin.
Após poucos segundos, o pirata saiu do convés e deu um largo sorriso para os jovens enquanto seguia mancando até eles.
— Então nos vemos novamente! — Ele se dirigiu a Dan. — Droga... Você me disse que tem catorze anos, mas eu não me lembro se Aratan morreu há mais tempo. Mas pelos deuses, você é a cara dele! Você é filho dele não é? Como você se chama mesmo?
— Me chamo Dan! E segundo a minha mãe, Aratan era mesmo o meu pai! — Apesar de ter muitas perguntas sobre o seu pai para fazer, ele se conteve. — Mas agora o meu amigo Lignuns precisa de ajuda!
— Meus pais estão doentes, eles estão com a febre do pântano e nós precisamos ir até Venore para procurar uma cura — disse o druida sem hesitar.
— Bem... Esse navio era do Aratan! Ele apenas deixou para mim quando conheceu Gabriela e resolveu abandonar o mar! Então se um amigo do seu filho precisa de ajuda, nós vamos ajudar! Amanhã, na primeira luz, partiremos para Venore! Nós estávamos indo para lá mesmo! — o pirata gargalhou.
— Obrigado. — Lignuns agradeceu abaixando a cabeça.
— Não foi nada! Agora vão descansar! Teremos uma longa viagem amanhã!
Em Venore, na antiga sede da AVIN:
Um tapa estrondoso foi ouvido no salão principal.
— E então? Você vai abrir a boca ou vai ter que apanhar mais? — disse Thales a sua ex-namorada enquanto se certificava de que a pequena caveira em seu anel não havia se quebrado.
— Eu já disse... — a chorosa Valliris respondeu. — Eu não sei onde eles estão...
Com as mãos presas atrás do seu corpo, a jovem não podia limpar o sangue que escorria na sua bochecha. Thales admirou um pouco aquele rosto sujo de sangue antes de decidir o que fazer.
— Luke! — ele chamou pelo seu general e aguardou até que ele desse um passo à frente. — Vetch zidraihtison Lorrachi — disse utilizando o idioma da guilda ainda com certa dificuldade.
— Sim, Victious — respondeu Luke sem hesitar.
O cavaleiro colocou um capuz na jovem para que ela não enxergasse o caminho e a guiou para fora do salão principal.
O silêncio estava predominando entre os dois, até que eles saíram da AVIN e Luke quebrou o gelo.
— Vall... — o cavaleiro estava sendo mais carinhoso do que ela já tinha alguma vez visto. — Você sabe onde eles estão... Por que não conta logo?
O silêncio veio como resposta. Um silêncio profundo e esclarecedor.
— Ele vai te torturar até você revelar... Ou pior... Ate você morrer... — Novamente o silêncio foi a resposta, mas dessa vez o cavaleiro não se incomodou. — Meu amigo está fora de si... O Revolucionário parece ser a coisa mais importante da vida dele...
Valliris ficou curiosa com o rumo que a conversa estava tomando, mas optou por manter o seu silêncio.
Alguns minutos de caminhada depois, o capuz foi retirado e para a surpresa da jovem na sua frente parecia estar a saída da cidade. Valliris ainda sentiu uma lâmina passar por entre as suas mãos e ao sentir que estava livre se virou para o seu captor com um misto de alívio e surpresa.
— Mas o que...? — a dúvida na sua cabeça lhe fez perder as palavras por um instante. — Foi isso que ele lhe mandou fazer na língua da guilda?
— Não... Ele ordenou que eu lhe levasse para as masmorras... Mas eu não quero que você morra Vall... — disse Luke sem esconder o incomodo com a situação. — Vá embora. Encontre os seus amigos e fique escondida com eles!
— Mas e você? — ela não conseguiu segurar a pergunta. — Thales vai matá-lo!
— Direi que fui atacado pelas costas e pronto! — Ele deu de ombro e em seguida deu um leve passo atrás indicando que desejava ir embora.
— Mas e se ele não acreditar? — Valliris estava preocupada com o seu captor, apesar de não deixar de achar que deveria mesmo era estar correndo para fora da cidade. — Ele pode achar essa história muito conveniente... E no mínimo vai querer saber quem te atacou...
— Talvez. — Luke parou de recuar. — Se você me dissesse o nome de dois ou três dos que ainda estão vivos...
Valliris hesitou. Aquilo parecia uma armadilha. As palavras que o seu ex-namorado havia dito na língua secreta poderia significar qualquer outra coisa, “descubra quem está vivo” ou “engane essa tola para que ela conte”. Com muitas dúvidas, ela simplesmente olhou nos olhos do cavaleiro esperando se sentir segura de algo.
— Stutch — disse ela ainda receosa.
A jovem então correu. Ela não parou até estar na escada da saída sul e somente após olhar para o lado de fora da cidade e ter certeza de que não havia ninguém lhe esperando lá, ela virou-se novamente para o distante cavaleiro que ainda estava parado no mesmo local, talvez na esperança de escutar um segundo nome.
— E Izan! — gritou Valliris antes de descer a escada e sumir.
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Próximo: [Capítulo 3 - Sangue de Rei]
Aí sim!
Muito com cap, esperando pelo próximo!
To interessado em saber a continuação da embarcação que vai a venore!
Posta ae :D
Estou adorando essa história, Dan. Personagens cativantes e interessantes, um roteiro bem bolado. Sério, nota 10.
Me pergunto se no próximo capítulo, eles serão atacados por piratas, ou terão uma viagem tranquila. No aguardo. ^_^
comecei a ler a historia muito legal parece um manual para quem quer saber como se joga o q acontece em rookgard etc
ainda vai demorar para eu ficar em dia com toda a historia vou aos pouquinhos
Olá Galera,
Em primeiro lugar desculpem pelo atraso....
Eu estava com o capítulo pronto e aí perdi o meu pendrive (na verdade eu emprestei e perderam ele por mim).
Eu já estava escrevendo o capítulo novamente, mas hoje o pendrive magicamente apareceu na minha mesa (alguém deve ter achado e ao abrir os arquivos descobriu que era meu).
Enfim, está aqui o capítulo 3! E para compensar, o capítulo 4 será postado semana que vem! Ele será quase como uma continuação...
Agora, animado pelo bom número de comentários, estou retomando ao costume de responder um por um.
Spoiler: Respostas aos comentários
Capítulo 3 – Sangue de Rei
Os jovens passaram a noite na casa dos pais de Lignuns, cuidando deles. Por um dia, o velho Graubart agradeceu aos deuses por ter uma ajuda naquela pesada tarefa.
Antes que o primeiro sol estivesse totalmente à vista, os três aventureiros já estavam no porto do vilarejo.
Eles foram recebidos por Grynch, o pequeno goblin verde, que os levou até o navio Striker. Não demorou até eles zarparem.
Além da embarcação comandada pelo Pirata Ray, outros três navios, um pouco menores, navegavam ao lado sob a mesma bandeira preta com uma caveira branca. O menor deles tinha uma vela em forma de triângulo e vinha por último. Lignuns jurou que conhecia aquele pequeno navio, mas não se lembrava de onde.
Os jovens deixaram suas coisas ao redor de um mastro e ali se sentaram para seguir a viagem.
O local parecia propício para um descanso, mas um barulho de madeira batendo em madeiro surgiu e foi se aproximado, até que logo o pirata da perna de pau estava do lado deles.
– Seu pai era um grande homem garoto... – Raymond disse calmamente para Dan.
O pirata se sentou com certa dificuldade e Dan esperou até ele parecer estar confortável para prosseguir com a conversa.
– Você conhecia bem ele? – perguntou o curioso feiticeiro. – Vocês eram amigos?
– Quase irmãos... – Raymond respondeu em um tom triste. – Meu pai trabalhava para o pai dele... Nós crescemos juntos... Mas quando o seu avô Ciryan se foi, morto por Orcs, seu pai decidiu se lançar ao mar... E foi aí que ele mandou construir esse navio, o Striker! – Demorou até um leve sorriso surgir no rosto do pirata. – Ele me nomeou como seu primeiro oficial e tivemos boas aventuras como navegadores, levando mercadorias de um lugar para outro. Quando seu pai abandonou o mar, ele ainda me deixou esse navio de presente. Eu nunca vou me esquecer disso... Por isso eu não tive como negar quando sua mãe me pediu para cuidar do seu irmão mais velho, Konan... Assim como eu não teria como negar nenhum pedido de você, Dan... – Ray pareceu dar-se conta de algo. – Dan? Que diabo de nome é esse?
– Na verdade... Meu nome deveria ser Donan... Ou talvez seja mesmo Donan... – Aquilo ainda era confuso para o feiticeiro. – Quando minha mãe me deixou aos cuidados do druida Alexsander ele deve ter entendido o meu nome errado... Mas enfim, desde então eu sou Dan...
– Raymond! – Lignuns entrou na conversa, ele estava ansioso para fazer uma pergunta. – Gabriela nos disse que Aratan morreu em uma missão para o Rei de Thais... Você não estava com ele?
– Não... – A tristeza era visível no rosto do pirata enquanto ele respondia ao druida. – Nós já não estávamos juntos há anos quando ele foi para essa missão... – Raymond então olhou novamente para o feiticeiro. – Tínhamos acabado de aportar em Edron quando o seu pai reencontrou a sua mãe. Eles tinham sido vizinhos em Thais durante toda a infância e nesse reencontro eles logo se apaixonaram novamente. Seu pai largou tudo, me deixou no comando do Striker e arrumou uma posição no exército thaiano em Edron. Não demorou até eles se casarem e voltarem para Thais. Seu pai já era um General quando o Rei o mandou para essa maldita missão... Ele subiu muito rápido na hierarquia do exército thaiano. Você sabe que têm uma veia real no sangue? Seu avô foi neto de um rei... Vocês são descendentes de Tibianus...
– Parece que você é tão de Thais quanto eu! – Luna sorriu para Dan.
– De fato, quase todos os moradores de Carlin são descendentes de Thais – interveio Lignuns. – Afinal, foram os thaianos que construíram aquela cidade...
– Aratan não tinha apenas sangue real – continuou Raymond. – Ele herdou a veia aventureira da família, diferentemente do falecido e gordo Rei Tibianus III.
Dan sorriu com aquilo. Finalmente ele estava conhecendo a sua linhagem e estava gostando do que ouvia, lhe soava bem ser “descendente de reis”. Luna não havia gostado dos últimos comentários do pirata e estava de cara feia pensando em uma resposta. Lignuns aproveitou aquele silêncio momentâneo para fazer uma nova pergunta.
– Raymond, mas você disse que eram marinheiros... Como você se tornou um pirata?
– Essa é uma longa história, aconteceu tempos depois. Pena que eu tenho uma esquadra de piratas para comandar. Contarei essa história em outra viagem! – O pirata se levantou com dificuldade. – Dizem que o Barba Sangrenta está por essas bandas... E que ele está convocando piratas famosos para a sua esquadra... – Ray sussurrou para os jovens em um tom sério, antes de seguir mancando em direção ao outro lado do navio.
Os jovens seguiram em silêncio por algum tempo pensando nas histórias que tinham acabado de ouvir, até que Luna avistou algo.
– Aquilo é uma cidade? – Ela estava olhando para o que havia na costa à direita do navio.
Lignuns e Dan se levantaram para olhar e viram algo que mais parecia uma floresta.
– Ab’dendriel! A cidade dos Elfos! – respondeu o druida sorridente. – Ou Déndron, na língua deles.
Olhando com mais cuidado, eles podiam ver imensas árvores, conectadas por pontes de madeira. Na mais alta delas, chamas oscilavam, como um farol. Era possível ver ainda um grande labirinto e próximo a ele, em uma ilha, um grande castelo.
– E o que é aquilo ali? – perguntou Dan.
– O Castelo de Elvenbane! Você não conhece? – Lignuns externou sua surpresa.
– Conheço sim... – respondeu Dan rapidamente. – Eu só nunca tinha visto...
Na verdade, Dan pouco sabia sobre aquele famoso castelo, ele apenas ouviu algumas histórias de cavaleiros que teriam ido até lá e derrotado um imenso dragão, e mesmo assim, era difícil de acreditar na maioria das histórias que os hospedes da sua casa contavam. Sempre que um cavaleiro recitava uma história como essa, Alexsander esperava o convidado ir embora e dizia: “Se ganhássemos uma moeda para cada Cavaleiro que diz ter matado o dragão de Elvenbane, estaríamos ricos... Aposto que se formos até lá o dragão vai estar vivo.”.
– Muitas pessoas morreram nesse castelo... – sussurrou Luna. – Não é verdade? – ela perguntou para Lignuns.
– É sim... Durante a construção de Carlin, a Legião Vermelha do Rei de Thais prendia nesse castelo todos os rebeldes, em condições precárias... Dizem que a irmã do Rei em Carlin enganou os soldados da legião vermelha, os druidas usaram magias para parecerem orcs e atacaram o castelo por diversas vezes até que a Legião Vermelha perdeu a paciência e marchou até a fortaleza dos orcs para destruí-los. Como era de se esperar, as criaturas não estavam preparadas para o ataque e foram massacradas. Dizem que um Orc Shaman amaldiçoou a Legião Vermelha, e, além disso, os Orcs uniram suas forças com diversas outras criaturas para se vingar. Eles construíram um túnel secreto, entraram pelo subsolo e massacraram todos os presos e soldados da Legião Vermelha. Desde então o castelo é habitado por essas diversas criaturas.
– Mas houve uma tentativa de retomar o castelo, por parte dos humanos – disse Dan que recebeu um olhar desconfiado do druida. – Não houve?
– Não, Dan... Não houve... Pelo menos eu nunca encontrei nada disso em nenhum livro...
– Houve sim... A Nova Legião Vermelha... – Dan não estava seguro do que ele estava falando, ele apenas se lembrava de ter ouvido isso de alguma conversa entre Cerdras e Alexsander, provavelmente eles pensaram que ele estava dormindo quando falaram aquilo.
– Acho isso pouco provável. Nós conseguimos ver o Castelo de Elvenbane do nosso vilarejo e eu já li muito sobre ele, mas nunca ouvi falar de nenhuma missão para retomá-lo. – Lignuns estava seguro daquilo, mas não queria contrariar o seu amigo. – Só se foi alguma missão secreta da Rainha de Carlin...
– É... Deve ter sido isso...
Os jovens passaram algumas horas da viagem apenas admirando a cidade de Ab’dendriel, enquanto o barco a contornava. Ainda era dia quando um nevoeiro tomou conta do local e eles nada mais puderam ver.
Tochas acessas foram presas no alto dos mastros, na tentativa de sinalizar aos outros navios a posição do Striker. Apesar de não conseguir ver os outros barcos, Dan podia ouvir, em alguns momentos, os barulhos das outras embarcações, que pareciam estar navegando muito mais próximas do que antes.
Quando a noite chegou, a Baía da Neblina ficou não só cheia de névoa, mas também extremamente gelada. Assim, eles se encolheram para se proteger do frio e tentaram dormir da melhor forma possível.
Com o passar do tempo, era possível notar que alguma claridade estava surgindo, embora o nevoeiro impedisse a entrada direta dos raios dos sóis. Poucas horas se passaram até eles enfim saírem da Baía da Neblina.
Os dois sóis estavam no alto. Logo que notou a posição deles, Ray Striker consultou sua bússola, ordenou a mudança de rota do seu navio e sinalizou para que as outras embarcações fizessem o mesmo. Não demorou até as quatro embarcações estarem seguindo rumo ao sul.
Um bonito dia estava diante deles, com um céu azul claro no alto e mar azul escuro refletindo os raios solares à frente. Os três jovens não resistiram àquele convite e foram até a frente do navio admirar a vista.
Após algumas horas observando, Dan encontrou três pontos pretos a frente que parecia ser ilhas.
– Que ilhas são aquelas?
– Não são ilhas... Estamos em alto mar, não faria sentido existirem ilhas tão pequenas aqui... – respondeu Lignuns pensativo com sempre.
– São navios! – respondeu Luna em um tom que fez seus amigos parecerem tolos.
Ao olhar com mais cuidado, Dan não teve dúvida de que a garota estava certa. Enquanto certo burburinho surgia atrás deles, ele ficou tentando enxergar a bandeira que as embarcações levavam, até que notou uma coisa – elas estavam vindo justamente na direção deles.
Uma trombeta soou.
– Marujos, preparar para o combate! – gritou o Pirata Ray.
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Próximo: [Capítulo 4 - Falcão do Mar em Perigo (Parte 1/2)]
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E aí? O que acharam do capítulo? Mais informações do que ações... O foco esteve em fazer revelações sobre a origem do Dan... O que acharam?
Já achei que não teríamos mais capítulos! hahahaha
Muito bom, capítulos que trazem informações são sempre surpreendentes, eu não esperava isso haha... esperando o 4!
Boa DanBoy! Muito bom este novo livro! Como sempre acompanhando!!!
Olá Galera,
Como prometido, capítulo seguinte na semana seguinte! :y:
Espero que vocês gostem! :D
Para tentar dar uma animada aqui, proponho o seguinte:
Se menos de 7 pessoas comentarem: eu posto o capítulo daqui a duas semanas.
Se 7 ou mais pessoas comentarem: eu posto o capítulo ainda na semana que vem!
Vamos ver o que vai dar! :D
Cara, sério, eu tenho que te agradecer. Acho que você é o único que ainda vem comentando capítulo a capítulo.
Até quarta-feira o único comentário na história era o seu e se não fosse ele provavelmente eu teria desistido de postar outro capítulo.
Só palavras de agradecimento não seriam suficiente, afinal não haveria mais história se não fossem os seus comentários, então coloquei uma surpresa pra você nesse capítulo.
Espero que você goste! :D
Valeu por estar acompanhando também! Já se foi a época em que a história tinha dezena de leitores... Cada comentário agora é mais importante do que nunca :y:
Capítulo 4 - Falcão do Mar em Perigo (Parte 1/2)
Por todo o grande barco, piratas pegavam suas armas, subiam e desciam as escadas do convés e andavam de um lado para o outro.
Dan e Luna assistiam àquilo tudo assustados, enquanto Lignuns tentava identificar as bandeiras que se aproximavam.
— As bandeiras têm fundo vermelho — comentou o druida. — Mas felizmente aqueles barcos não tem o tamanho do navio do temido Barba Sangrenta...
Lignuns foi interrompido por uma pequena criatura verde.
— Goblin levar humanos. —Grynch apontou para alguma coisa na parte de trás do navio e em seguida fez um sinal para eles o seguirem.
Em meio à confusão geral, eles atravessaram o navio e encontraram o pirata Ray dando ordens aos seus subordinados.
— Vocês três! — ele chamou os jovens após terminar de falar com os outros piratas. —Vocês vão com o Grynch até o último navio! Ele vai desviar da batalha e leva-los em segurança até Venore.
O tom de voz do pirata deixava claro que não havia espaço para discussões, mas Dan pareceu não perceber.
— Nós podemos lutar!
— Não seja tolo, garoto. O que você pode fazer? Atirar bolinhas de fogo?
— Posso usar a minha espada também! — Sem pensar, Dan sacou sua Espada de Carlin.
Ray fitou a espada com desdém.
— Essa espada pode ser mais forte que um sabre comum, mas ela não vai ser suficiente para perfurar as armaduras dos piratas de Devious o Caolho ou para repelir um ataque do sabre ensanguentado de Ron o Ceifeiro?
Lignuns sentiu um frio na espinha com aquelas palavras.
— São eles naqueles navios? — perguntou o Druida assustado. — Mas as bandeiras tinham fundo vermelho...
— Eles agora lutam sob a mesma bandeira do Barba Sangrenta — respondeu Ray. — Não há mais dúvidas de que o terror dos mares retornou e está convocando outros piratas para lutar por ele!
— E de quem é o terceiro barco?
— A terceira embarcação é o Navio Mortal. — respondeu Ray em um tom de desafio.
Lignuns engoliu em seco e olhou para os seus amigos.
— É melhor irmos mesmo embora...
— Ray! — Um Feiticeiro que estava entre os piratas deu um passo à frente. — Quero me candidatar para escoltar os garotos até Venore!
Os jovens ficaram surpresos por encontrar um Feiticeiro no navio. Ele aparentava ter vinte e poucos anos, tinha os cabelos loiros e vestia um imponente manto dourado com detalhes vermelhos.
— Não é necessário, Arckyus! — respondeu o Pirata rapidamente. — Eu confio plenamente no Grynch, ele pode garantir a segurança dos garotos.
— Mas Ray... — Arckyus deu outro passo à frente e se aproximou mais do pirata para poder falar mais baixo. — Você tem ouvido às notícias de Venore... A Irmandade precisa de mim...
— Tenha calma, Arckyus! — respondeu Ray sem paciência. — Nós estaremos em Venore em breve, mas agora temos uma batalha pela frente e eu preciso de você aqui! — Ray se virou e notou que os jovens ainda estavam ali. — O que vocês ainda estão fazendo aqui? Vão logo! — esbravejou ele.
Os três seguiram o goblin até um pequeno barco que foi içado pelos piratas e descido para o mar. Grynch remava como um humano e o bote avançava rapidamente.
— Lignuns... — Dan chamou pelo seu amigo. — O que é a Irmandade?
— Não sei, Dan... Provavelmente é uma Guilda... — Lignuns não deu muita atenção ao Feiticeiro, pois ele estava com um olhar na frente, tentando identificar o navio para o qual eles estavam indo. — É o Falcão do Mar, o velho navio do senhor Graubart. Raymond deve tê-lo comprado e reformado. Ele está como novo, por isso eu não o reconheci no porto...
Aquele era o menor dos navios piratas, com pouco mais da metade do comprimento do Striker e apenas uma humilde casa de popa. Ao invés de quadradas, suas velas eram triangulares e pareciam ser desproporcionalmente maiores em relação ao resto da embarcação.
O comandante do Falcão do Mar era ninguém menos do que o mais novo dos piratas, o Capitão Kurt. Ele recebeu os jovens com muita alegria e sugeriu que eles ficassem na sua própria cabine durante a viagem, argumentando que a segurança deles seria a sua prioridade máxima. Eles recusaram com educação e seguiram até a borda do navio, de onde poderiam ver toda a movimentação dos outros barcos.
Aos poucos o Falcão do Mar foi navegando em sentido sudoeste e tomando uma boa distância dos demais navios piratas.
— Lignuns — disse Dan após algum tempo. — Esse capitão do navio mortal... Parecia que você estava com medo quando o Ray falou sobre ele.
— Bem... — Lignuns engoliu seco novamente. — Ele pode não ser tão sanguinário como o Barba Sangrenta, mas é letal sempre que ataca um navio. Ninguém jamais conseguiu olhar seu rosto de perto e continuar vivo. Na verdade, ninguém jamais escutou a sua voz, ele fala apenas para o seu papagaio, que repete tudo para os marujos.
— Que bom que estamos fugindo da batalha, então... — comentou Dan.
— Não necessariamente... — Luna estava com os olhos fixos nos movimentos dos navios piratas.
Um deles estava mudando a sua trajetória e ao invés de seguir com os outros dois na direção dos três navios piratas comandados por Ray, estava indo na direção do Falcão do Mar.
— Marujos, preparem as velas, alterar direção, vamos a todo vento para o norte! — gritou o pirata Kurt.
O goblin protestou veementemente, com palavras incompreensíveis, e precisou ser contido pelos outros marujos para não avançar sobre o capitão.
— Não seja uma criatura tola! Se prosseguirmos vamos todos morrer! — gritou Kurt.
— Missão ser Venore! Bugga! Não norte! Bugga Bugga! — protestou novamente a pequena criatura verde.
— Kurt! Talvez haja uma solução! — gritou Lignuns. — O Falcão do Mar pode ser pequeno, mas consegue mudar de direção rapidamente e suas velas triangulares permitem que ele navegue contra o vento melhor do que qualquer outro navio — completou Lignuns ainda gritando.
— O que você quer dizer com isso, garoto? — retrucou o capitão também aos berros.
— Podemos tentar passar por eles, navegando contra o vento — Lignuns apontou para oeste, onde estava o continente tibiano e de onde vinham os ventos naquela tarde — e depois seguindo ao sul a toda velocidade. Talvez a gente consiga chegar a Venore antes de eles nos alcançarem. Nós temos uma chance! Se fugirmos para o norte eles irão nos alcançar de qualquer forma!
Alguns piratas resmungaram, concordando com o jovem druida, e Grynch seguiu olhando para Kurt esperando a resposta dele antes de protestar novamente.
— Tudo bem! Faremos isso! Atenção piratas, vamos seguir para sul!
Alguns piratas urraram concordando e o navio seguiu seu trajeto.
— Lignuns, você tem certeza do que está fazendo? — sussurrou Luna.
— Bem... O velho Graubart sempre me contou histórias sobre esse navio... Mas a resposta sincera é não... Não tenho certeza se isso vai dar certo, só sei que essa é a nossa chance... — ele sussurrou em resposta. — É a minha chance de salvar os meus pais... Não posso deixar que o capitão Kurt estrague tudo...
Luna e Dan nada responderam.
O Falcão do Mar rumou ao sul até estar a uma distância um pouco maior do que o alcance de uma flecha do navio inimigo, e então seguiu para oeste.
Enquanto a embarcação manobrava, Lignuns não tirava os olhos do outro barco.
— É o Navio Mortal... — sentenciou o Druida com tristeza.
— Tem certeza? Como você sabe? — questionou Dan.
— Ali no alto, vejam — apontou Lignuns.
Destacado sobre a cabine do navio inimigo, estava um pirata com um largo chapéu com uma grande pena presa sobre ele. E no ombro do pirata, era possível ver uma ave.
— Lá está o capitão com seu papagaio — concluiu o druida.
O Navio Mortal demorou quase uma hora para conseguir mudar de direção, e depois praticamente não saiu do lugar enquanto o Falcão do Mar serpenteava rumo à costa.
O grande navio já havia ficado alguns quilômetros para trás quando Kurt ordenou a nova mudança de direção, rumo ao sul.
Todos os piratas do Falcão do Mar celebraram quando ultrapassaram o Navio Mortal e notaram que o inimigo ainda estava tentando mudar de direção. Quando o Navio Mortal conseguiu enfim virar para o sul, a distância entre os dois já era de léguas. E os outros navios em batalha já quase não eram vistos.
Com o passar do tempo, contudo, o inimigo foi se aproximando, o vento foi diminuindo e a baixa velocidade do Falcão do Mar naquela situação começou a deixar todos preocupados.
O primeiro sol já havia partido e o segundo já estava mergulhando no mar quando eles enfim avistaram Venore. Contudo, a distância até a cidade era enorme e, naquele momento, todos se deram conta de que o ataque não poderia ser evitado.
Lignuns estava se sentindo culpado por sua estratégia não ter dado certo, mas parecia que nenhum pirata estava incomodado com isso e todos pareciam estar animados com a batalha. A única exceção era o próprio Capitão, que olhava de cara feia para o pequeno druida enquanto dava ordens para os seus comandados.
— Marujos, preparar para a batalha! — gritou Kurt.
O Navio mortal se aproximava pela esquerda, e o pirata Kurt, talvez involuntariamente, deu alguns passos no sentido contrário, se distanciando, enquanto os outros piratas seguiam no sentido contrário.
Curiosamente, o pequeno Grynch estava em pé na mureta do navio e parecia estar pronto para liderar os piratas na defesa da embarcação.
A embarcação inimiga também veio com seus piratas na mureta, eles pareciam mais preparados com seus sabres, chapéus e alguns com escudos. Os piratas de Kurt, por sua vez, eram mais próximos de simples saqueadores, muitos tinham apenas panos na cabeça e suas armas eram alabardas improvisadas.
Já era noite, quando mesmo estando muito próximo, o Navio Mortal não diminuiu a velocidade e abalroou o Falcão do Mar. Os jovens tiveram que se segurar na mureta para não caírem com o impacto. Alguns piratas não tiveram a mesma sorte e foram ao chão, o próprio Grynch caiu na mureta e se não fosse tão pequeno teria ido ao mar.
Instintivamente, Dan havia fechado os olhos poucos instantes antes do impacto. No segundo seguinte, quando ele abriu os olhos, os piratas inimigos estavam urrando e alguns já estavam dentro do Falcão do Mar.
Vendo aquele cenário de caos, o jovem feiticeiro se perguntou se aquilo tudo não era um pesadelo.
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Próximo: [Capítulo 5 - Falcão do Mar em Perigo (Parte 2/2)]
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Pra quem gosta de História, essas velas triangulares são as chamadas velas latinas e foram amplamente utilizadas pelos portugueses no início das grandes navegações.
E aí o que acharam desse caps? Ficaram ansiosos para a continuação?
Comentários please!!!!
Poxa, beleza! Me obrigou a ler sempre agora hahaha
Falando sério agora, sua história é uma das poucas que me intrigam. Já tentei ler diversas aqui, mas acabo ficando entediado. A sua é escrita de uma maneira simples, passando sua mensagem sem enrolação, e sendo intrigante, desafiador e misterioso ao mesmo tempo. Não pára não!
Sobre a homenagem, não tenho nem o que falar hahaha... Valeu mesmo! Se depender de mim, vc ainda vai chegar no último capítulo de sei lá quantos livros...
Muito Boa a Historia DanBoy!!! Gosto de historias de Piratas!!! hihi
Se eu fosse rico transformava tudo que você já escreveu em livros e publicava de graça
Com esse comentário, fluindo minha mente, fui de encontro a um sentimento saudosista: Ir nas bancas, ou livrarias da minha cidade, com algumas moedas e ir comprar algum gibi, ou mangá, ou revistas da marvel, só que nesse meu pensamento, seria de histórias do tibia, ou Dan, btw, seria massa.
Quanto a história, continuo a me surpreender com tamanha criatividade e originalidade.
Esse envolvimento do "caolho" e do Bloodbeard, a relação entre eles, nada mais "Tibia" do que isso :D
Enfim, achei bem tenso o final, e me identifiquei a última linha: sempre me pergunto isso em algum pesadelo. (Sim, num pesadelo, pensar: "será que isso é um pesadelo?") Hahaha
No aguardo! Se possível nessa primeira semana :D
Olá Leitores,
Não foi dessa vez que eu postei o capítulo uma semana antes... Mas foram quatro pessoas comentando... Só faltam mais três aparecerem... :y:
Vamos ver se agora vai! :D
Relembrando:
Se menos de 7 pessoas comentarem: eu posto o capítulo daqui a duas semanas.
Se 7 ou mais pessoas comentarem: eu posto o capítulo ainda na semana que vem!
Uhull!
Valeu pelas palavras!
Eu espero fazer uns 9 livros hein!
Valeu por continuar comentando! Acho que você vai gostar desse capítulo também!
Obrigado pelo apoio! Vamos ver se você vai continuar gostando!
Não foi na primeira semana dessa vez, quem sabe na próxima!
Dica: Se você pesquisar os piratas do tibia, talvez você descubra quem é o capitão do navio mortal! :D
É isso galera, segue o capítulo!
Capítulo 5 - Falcão do Mar em Perigo (Parte 2/2)
Enquanto os piratas inimigos que estavam na mureta simplesmente pularam para a outra embarcação, outros se balançaram em cordas amarradas nos mastros do Navio Mortal e saltaram para cair no Falcão do Mar. Alguns ainda tentavam estender longas tábuas entre os dois navios para formar uma passagem.
O caos estava formado e todos lutavam por suas vidas.
Luna sacou seu arco rapidamente e começou a atingir os inimigos, se distanciando um pouco dos jovens para buscar uma melhor posição. Dan e Lignuns não demoraram a utilizar suas magias de fogo e gelo.
— Não vamos conseguir! — gritou Luna ao notar que os piratas do Navio Mortal em breve estariam em maior número no Falcão do Mar.
— Mas precisamos fazer alguma coisa! Exori Min Flam! — exclamou Dan disparando uma bola de fogo.
O ataque do jovem atingiu o braço de um pirata distante que reclamou da dor, mas seguiu lutando contra os marujos do Falcão do Mar. Quase o mesmo aconteceu com um ataque gelado de Lignuns.
— Nossos ataques não estão adiantando! — comentou o druida. — Exori Min Frigo.
— Deveríamos nos render. — Luna atirou mais uma flecha.
— Matem todos! — disse uma voz aguda vinda do navio inimigo. — Não façam prisioneiros! — Era o papagaio no ombro do capitão do Navio Mortal.
O capitão inimigo estava em pé em cima da cabine da sua embarcação sussurrando palavras para a ave. Ele usava um grande sobretudo, a roupa era bonita e imponente, mas não parecia adequada para aquele calor. Um grande chapéu preto tapava o rosto do pirata e ele ainda tinha um grande machado de duas mãos preso na sua cintura.
O papagaio repetiu “matem todos” por mais três vezes e quando ele parou, os marujos inimigos pareciam ainda mais motivados.
Não demorou até um pirata do Navio Mortal matar dois do Falcão do Mar, rompendo a linha de defesa deles, e assim, aparecendo na frente dos jovens.
Lignuns foi o primeiro a agir.
— Exori min frigo.
A bola de gelo atingiu o braço no qual o pirata levava o sabre e os jovens acharam que ele já estava derrotado, mas o inimigo jogou o escudo no chão, pegou a arma com a outra mão e partiu para o ataque.
— Exori Min Flam! — A bola de fogo do Dan atingiu o peito do pirata, mas apenas corroeu a armadura, sem nem ao menos retardar o ataque.
Coube a Luna agir rapidamente e em uma flecha certeira, ela atingiu o buraco na armadura do pirata que caiu com a seta atravessada no peito.
Os jovens não tiveram tempo de comemorar, dois outros inimigos vieram pelo mesmo caminho e se dividiram, um foi em direção à garota e o outro em direção aos magos. Ambos tinham sabres e escudos. E pior, um terceiro já vinha logo atrás.
Luna disparou sucessivas flechas no pirata que avançava em sua direção, mas ele rebateu todas com seu escudo. Enquanto isso, Lignuns disparava bolas de gelo e Dan alternava entre bolas de fogo e de energia no inimigo que ia em direção a eles, mas o pirata recebia os ataques mágicos sem demonstrar nenhum dano.
Quando o ataque aos garotos já era iminente, o druida, em um ato em tanto inesperado, deu um passo à frente e tentou acertar o inimigo com o seu cajado. O pirata apenas rosnou e com o escudo arremessou o jovem a dois metros de distância, fazendo o druida colidir com a mureta do navio. Lignuns ficou inconsciente e seu cajado voou para o mar. Dan se desesperou, jogou sua varinha no chão e sacou sua sempre fiel Espada de Carlin.
O inimigo pareceu gostar daquilo e atacou o jovem com seu sabre. Dan defendeu o primeiro ataque e o segundo, e por alguns segundos ele pensou que a veia de Rei estava mesmo em seu sangue — apesar de ser um Feiticeiro, ele parecia ter talento para ser um Cavaleiro.
Luna não estava tendo a mesma sorte, o pirata inimigo havia alcançado a jovem, que não conseguia mais atirar flechas e apenas tentava desviar dos golpes de sabre enquanto andava para trás, até que uma corda no chão a fez tropeçar e cair.
De soslaio, Dan viu a garota cair. E também com o canto do olho, ele viu que o terceiro pirata corria em direção a ela. Diante daquela situação, o feiticeiro não pensou duas vezes e partiu para o ataque. O pirata defendeu o primeiro ataque e também o segundo, mas quando Dan partiu para o terceiro, o inimigo contra-atacou e acertou em cheio o braço direito do jovem, fazendo um profundo corte.
Dan gritou de dor e largou a Espada de Carlin. Antes que a sua espada tocasse o chão do navio, o jovem viu sua vida passar diante dos olhos. Ele ainda teve tempo de ver que mesmo caída, Luna conseguiu colocar uma flecha no pescoço do inimigo que a atacava, fazendo-o cair em cima dela. O terceiro pirata, no entanto, estava prestes a ataca-la e o arco da garota estava preso embaixo do inimigo morto.
O pirata que feriu Dan já manejava o sabre para atingir a barriga do jovem em um golpe mortal, mas sem pensar no que fazia, o feiticeiro esticou o braço que não estava ferido na direção do rosto do pirata.
— Exori Min Flam — disse Dan rapidamente.
A cabeça do pirata pegou fogo. Ele gritou de dor e caiu, mas não antes de perfurar a barriga do feiticeiro com seu sabre.
Dan sentiu a dor e sentiu suas forças exaurirem. Ele gemeu e caiu de costas no chão. Com o pouco de força que lhe restou, ele tirou o sabre da sua barriga e virou para olhar a garota.
Luna ainda estava presa, mas o terceiro pirata estava imóvel, parecia já sem vida. Ato contínuo, o pirata caiu de frente, revelando uma pequena criatura verde nas suas costas. Era Grynch.
O goblin retirou sua pequena espada do corpo do pirata e foi ajudar Luna a retirar o outro pirata morto de cima dela.
Ao ver que, pelo menos naquele momento, a Paladina estava salva, Dan sorriu e sem saber como, ele conseguiu dizer uma palavra.
— Exura — ele sussurrou, como um gemido, enquanto fechava os olhos.
...
— Dan! — gritou uma voz feminina que o feiticeiro bem conhecia.
Naquele momento, o jovem quase teve certeza de que tudo tinha sido um pesadelo. Ele podia jurar que ao abrir os olhos estaria na sua casa em Carlin, com os seus amigos ali em pé ao seu lado.
Mas não foi o que aconteceu.
Deviam ter se passado poucos minutos ou mesmo segundos.
Luna estava agachada olhando para o jovem, mas o cenário ao redor pouco tinha mudado, os piratas do Navio Mortal já eram maioria no Falcão do Mar e a ave estridente estava gritando novamente.
— Matem todos! Matem todos! Matem todos! — o papagaio repetiu as palavras anteriores, antes de acrescentar novas. — Queimem tudo! Queimem tudo! Queimem tudo!
As primeiras flechas de fogo voaram do navio inimigo, iniciando alguns focos de incêndio, mas sem fazer ainda muito estrago.
Ainda um pouco perdido, Dan se sentou e passou mão sobre a sua barriga. Quando não encontrou o ferimento, ele se perguntou se a magia tinha sido eficiente ou se ele tinha apenas imaginado a ferida na barriga. Luna não deixou que ele pensasse.
— Vamos! Grynch vai nos tirar o navio! Agora!
— Lignuns — sussurrou Dan.
O feiticeiro virou a cabeça e viu o pequeno goblin tentando colocar o druida desacordado sobre os seus ombros.
— Humano viver — gritou Grynch. — Agora nós ir!
Luna ignorou as palavras do goblin e correu até o druida. Ela colocou um braço do seu amigo sobre os seus ombros e sinalizou para que a criatura verde fosse à frente. Recuperado, Dan se levantou rapidamente e também correu até o desacordado Lignuns, colocando o outro braço sobre os seus ombros.
Eles seguiram alguns metros ao longo da mureta até encontrarem um pequeno bote suspenso, esperando apenas alguém girar o sarilho para descê-lo ao mar.
O Capitão Kurt estava bem ali e parecia estar apenas esperando os jovens.
—Muito bem, Grynch! — gritou o pirata. — Agora vá ajudar na defesa! Eu assumo por aqui!
— Não! — protestou o goblin. — Chefe dizer Grynch levar humanos! Chefe dizer outro humano defender navio!
— O Lorde Pirata me ordenou que levasse os garotos em segurança para Venore e é isso que eu vou fazer! — rebateu Kurt. — E o Raymond não está aqui! Eu sou o capitão desse navio e ordeno que você vá defender essa embarcação!
Luna olhou para Dan, horrorizada com aquela situação. Ela pretendia intervir, mas o goblin voltou a falar.
— Chefe tolo... — disse Grynch agitando a cabeça negativamente. — Chefe acreditar humano... Chefe dizer que humano não abandonar navio... Chefe dizer humano amigo de Chefe... Chefe tolo... — o goblin seguiu falando atabalhoadamente, agitando a cabeça.
Uma nova leva de flechas incendiárias atingiu o Falcão do Mar e Kurt abaixou a cabeça.
— Raymond acreditou em mim... — ele sussurrou. — Eu abandonei meu navio uma vez, mas ele ainda acreditou em mim... —O capitão levantou a cabeça e viu que dois piratas inimigos se aproximavam. — Vá Grynch! Leve-os em segurança para Venore! Eu vou defender o navio que Raymond me deu!
O capitão deu um passo à frente, sacou seu sabre e começou a trocar golpes com os dois inimigos ao mesmo tempo.
Grynch sinalizou para que os jovens subissem no bote e rapidamente começou a girar o cilindro para que o pequeno barco descesse.
Luna e Dan colocaram Lignuns no bote rapidamente e pularam para dentro em seguida. Dan se acomodou ali e foi acomodar seu amigo ainda desacordado, enquanto Luna ficou de pé para ainda tentar ver o que acontecia no Falcão do Mar.
A garota viu Kurt passar o seu sabre em diagonal no peito de um dos piratas, mas também viu o outro acertar um golpe em cheio no pescoço do capitão. Sangue jorrou, Kurt ajoelhou sem vida e foi ao chão.
— Não! — a garota gritou em desespero.
Grynch continuou girando o sarilho por alguns segundos, o suficiente para que a visão da garota fosse totalmente encoberta.
O barco parou de descer e o som de metal colidindo com metal indicava que o goblin estava lutando. Luna pensou em atirar uma flecha dali para, guiada pelo som da luta, tentar atingir o inimigo, mas desistiu por considerar o risco de atingir Grynch. Ela ainda especulou se poderia saltar dali até lá em cima ou então subir pela corda. Mas o barulho de metal tintilando parou e o bote voltou a descer.
Metade da descida já estava concluída quando o pequeno barco parou de descer novamente. Pela distância, não era mais possível distinguir pelo barulho uma eventual luta de espadas logo acima de todas as outras lutas que ocorriam ao longo do navio.
Luna e Dan foram ficando apreensivos. O feiticeiro checava a todo momento se seu amigo ainda respirava, enquanto a paladina tentava medir a distância entre o bote e a água.
— Se Grynch não aparecer, vou cortar a corda — sentenciou Luna. — Só não tenho certeza se esse barquinho vai resistir ao impacto com a água.
— Lignuns saberia — lamentou Dan sem nem olhar para a garota.
O bote então balançou. Os jovens olharam para cima e viram algo descendo pela corda, deslizando rapidamente. Grynch pousou entre eles. O goblin tinha um corte profundo na altura do ombro, mas não parecia estar incomodado com aquilo.
— Humanos, segurar — avisou a criatura, antes de cortar a corda.
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Próximo: [Capítulo 6 - Amigos ou Inimigos?]
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Pessoalmente, esse é um dos meus capítulos favoritos!
Tem muita ação e nele eu do destaque pra um dos meus persoagens favoritos... O goblin Grynch! :D
O que vocês acharam?
Comentários please!!!!