Diga aí Edge, obrigado por me salvar depois de cinco dias sem comentários. Parece até que o pessoal não gostou do capítulo
Fico feliz que tenha gostado da descrição da cena, bem como o jeito que Borges reagiu. Tentei deixar o mais real possível. E bem, a cena sofreu até mesmo uns cortes de violência, era pra ter sido ainda mais brutal, maaas lembrei que a Iridium ficaria na minha orelha falando pra baixar a bola e deixei pra lá. A verdade é que eu sou capaz de descrever cenas muito mais brutais do que essa aí, daquelas que reviram seu estômago fortemente e faz você parar de ler pra respirar um pouco. Mas eu não posso fazer isso aqui, o fórum tem regras a respeito de gore, então...
A respeito dos filhos dele... Esqueci de algo que deixaria mais justificado o abandono deles. Mas eles sabiam que Borges não iria tolerar que os dois se relacionassem, provavelmente iam jogar eles pra fora de casa eventualmente por mais que ele os ame, então eles se adiantaram a respeito disso e fugiram de casa. Além disso, eu baseei essa cena em um caso real que li em um chan(Não lembro qual, tem diversos, já fiquei de ghost em vários então não lembro onde vi cada um) alguns anos atrás, foi algo parecido, o cara que falou sobre, que gostava da irmã e os pais eram muito cristãos, então ele decidiu fugir com a irmã a ser rechaçado por eles.
E eu agradeço pelos elogios, principalmente. Entretanto, devo dizer que você vai se surpreender mais ainda
Bem pessoal, trago-lhes o novo capítulo e anuncio que o clímax começa a partir do capítulo 20, então, fiquem atentos: A merda começará a feder a partir de agora.
Espero que gostem do capítulo!
No capítulo anterior:
Borges narra para Nightcrawler o que ele considera o pior dia da sua vida. Ele relata a investigação de um crime que termina com seus companheiros mortos num caso fatal e seus filhos o deixando para ficarem juntos como amantes.
Capítulo 19 – Ratos Relutantes
É manhã. Nightcrawler avisara na última noite para todos se reunirem no centro da sala de plataformas, cujo andar se tornou o mais novo quartel-general do grupo.
É quase meio-dia e todos estão juntos ali, exceto Dartaul e Aika.
— Muito bem. Vejo que estão todos bem interessados no plano. — Disse Nightcrawler, de braços cruzados, observando todos ali: Borges, Alayen, Zoe e Trevor.
Apesar da frase do detetive, eles permaneceram calados.
— E tensos também... Mas que merda, hein. De qualquer maneira, relaxem, se não ficassem tensos, eu socaria a cara de vocês. Sem exceções. — Disse o detetive, encarando Zoe. Ela parece ficar assustada — Bem, o plano já está sendo preparado pelos meus contatos. Na hora certa, os soldados de Trevor entrarão em cena.
— Fiz como disse, mandei eles usarem o uniforme e armaduras yalahari. Mandei uma carta para Thais pra que Muriel traga magos pra cá, também. — Disse Trevor, sério.
— Ótimo, aos poucos o palco é montado. Gosto assim.
— Ah, e eles responderam hoje de manhã cedo. Os magos estão a caminho junto de alguns inquisidores da Inquisição Thaiana.
— Hã? O que diabos inquisidores querem comigo?
— Não sei também, mas não contestei. Eles são lutadores exímios, podem nos ajudar perfeitamente.
— Ok, ok. Espero que não atrapalhem. Enfim... Vamos continuando. Enquanto as preparações estão sendo feitas, vamos começar o plano desde já, com a primeira parte.
O grupo parece em dúvida.
— Mas o plano nem está pronto... — Comenta Borges, um pouco confuso.
— Ao final dessa tarde tudo estará certo, e essa parte é tranquila. Ao menos eu acho. Bem, vamos lá.
Nightcrawler pigarreia e estala os dedos. E então, ele tira seu chapéu, seguidamente de sua máscara, expondo seu rosto a luz do sol vinda de fora da torre, pelos espelhos. Todos se surpreendem com aquilo.
— Meu nome é Suzio Bahrl Resgakr. Sou um originário de Darashia, e eu odeio aquele lugar. Antigamente eu era um feiticeiro mestre, mas eu larguei isso após passar pelas... Plataformas do Inferno.
Todos, exceto Alayen, estão chocados com a revelação. Seus queixos caídos não permitem que falem alguma coisa, uma vez que é impressionante que o famoso e misterioso detetive Nightcrawler tenha nome, local de nascença e esteja revelando isso para eles. Além da parte vaga sobre seu passado.
O rosto de Nightcrawler está como de costume. Ainda está com o olho esquerdo cego, com uma cicatriz escura e levemente vermelha. Seu rosto é um pouco moreno, mas possui diversas marcas de queimadura. Há rugas e pequenas cicatrizes em alguns locais, e o cabelo negro e desarrumado dão um bom contraste com o rosto sombrio do homem. Finalmente, ele cobre o rosto novamente com a máscara e coloca o chapéu de volta na cabeça.
— Vocês devem revelar seus nomes completos e algo de importância sobre seus passados. Isso irá desativar o disfarce de membros da Irmandade rastreadores que se disfarçarem com suas aparências.
— C-Certo... — Gagueja Borges, usando algum esforço para falar — Mas é pra todos saberem, não é? Onde está Dartaul?
— Dormindo, creio eu.
— Mas que vagabundo do caralho...
— Pois é, ele está com a Aika. Na noite passada, fui no quarto dela para ver se estava tudo nos conformes, mas não a encontrei. Fui ao quarto de Dartaul para chamá-lo, mas encontrei ela lá, dormindo com o rapazinho. Foi por causa disso que eu não chamei nenhum dos dois.
Alayen e Borges riem um pouco enquanto Zoe sorri.
— Que rápido... — Disse Zoe, serena.
— E eu digo... Que esperto aquele moleque! — Disse Borges, ainda rindo — O rapaz não perdeu tempo e já foi pra cima! Ou será que foi ela?
— Ei, ei, seriedade, por favor. O que quero dizer aqui é que Dartaul está se envolvendo demais com Aika e eu ainda suspeito dela. Por isso, não irei falar meu nome para os dois nem revelar meu rosto, e vocês devem fazer o mesmo.
— Depois de tudo isso, ainda suspeita dela? — Questiona Alayen, cruzando os braços.
— É, ué. Acha que sou um detetive que pode ser convencido tão facilmente? Aquela menina não mexeu um dedo quando Trevor chegou aqui. — Disse Nightcrawler, ajeitando o chapéu — Enfim, vamos continuar com a merda do plano. Falem logo sobre vocês.
Borges dá um passo a frente.
— Então eu começo. Pois bem, meu nome é Borges Suzano. Nascido e criado em Thais, nunca me envolvi com essas coisas de aventureiro, sempre fui investigador e depois investigador-chefe. Estive envolvido com o caso do Eclipse Solar, um ataque repentino de cultistas na Baía da Liberdade, e sobrevivi.
— Eclipse Solar, é? Interessante. Gosto desse caso. Continuem. — Comenta Nightcrawler, cruzando os braços.
Alayen segue ele.
— Sou Alayen Rias. Tive uma vida tranquila em Thais na infância, meu pai me treinava com espadas, e quando cheguei em Rookgaard crente que seria um cavaleiro, sai de lá como um feiticeiro. Eu era habilidoso com ambos estilos, algo que até impressionou meus pais. Eles então me levaram para uma amiga, no caso, Lea, em Carlin, e fui treinado por ela até três anos atrás. Nunca ocorreu nada de anormal na minha vida, então, é isso aí.
Trevor dá um passo adiante.
— Eu sou Trevor Van Aknimathas Sunno, filho de Granthir Aknimathas, ex-general de infantaria de Thais, e de uma condessa da Baía da Liberdade, Vanessa Van Sunno. Minha vida também foi tranquila na infância, apenas estudando. Contudo, com a morte de meu pai em batalha e de um ataque pirata e bandido à Baía, roubando a vida de minha mãe, entrei para o exército e me tornei rapidamente um cavaleiro. Participei de um cerco à colônia vinte anos atrás e tomamos de volta a cidade, além de ter me vingado dos piratas. Continuei no exército e hoje sou um Capitão de Guarda.
Zoe é a última.
— Bem... Sou Zoe Nubila Jkov. Sou de Svargrond, meus pais me levaram para Senja quando eu tinha três anos, pois eu sou albina e aquilo atraia a atenção de todos para nossa família. As pessoas de Nibelor espalharam rumores no passado que albinos estão conectados com a maldição de gelo de Ghazbaran, um arquidemônio do Triangulo do Terror. Dessa forma, fui conectada a Ordem dos Espíritos Claros, nascida em Senja e espalhada pelo norte desse mundo, como Carlin, Ab’Dendriel, Edron...
— Ora. Possui habilidades, então? — Questiona Nightcrawler, curioso.
— Sim... Habilidades visuais e controle do mundo espiritual. Posso saltar de um para o outro facilmente, mas como faz anos que não faço isso, devo estar bem enferrujada... Mas como fui criada até a vida adulta dentro da Ordem, não terei dificuldade em tentar de novo.
O detetive junta as mãos em êxtase e leva-as ao alto. Parece estar comemorando em silencio, além de estar alegre. Eles estranham o ato estranho.
— Excelente, excelente! A partir de hoje eu passo a acreditar em Deus! Eu estava realmente precisando de alguém assim para esse plano. Eu terei que reescrevê-lo, de qualquer maneira, mas não irá atrasar em nada. Não se preocupe com o resto.
Zoe assente e Nightcrawler volta a posição normal.
— Muito bem. Agora é o seguinte: Quando se encontrarem no meio de uma confusão ou até antes, falem o nome completo e algo do passado do outro. Isso pode dedurá-los facilmente.
— E quanto aos pombinhos? — Indaga Alayen.
— Depois eu vejo isso com eles. Por hora, preciso que vejam algo.
Nightcrawler se dirige até a mesa de alumínio próxima de uma das celas. Lá, ele pega um bloco de notas relativamente grande e senta-se numa cadeira. O grupo se reúne próximo dele.
— Ontem a noite, a Irmandade atacou de novo.
O grupo parece surpreendido. Há tempos que não há mais notícias deles.
— Alguém foi encontrado em cima da muralha próxima do nosso esconderijo, na direção do Quarteirão dos Mágicos. Esse alguém estava com toda a frente do corpo explodida, e havia sangue escorrendo pra fora da muralha, o que permitiu que ele fosse encontrado. Isso certamente foi um aviso deles de que eles já estão aqui, então, temos que agir.
— Mas já? — Disse Trevor, perplexo.
— Sim. O pior de tudo é que isso aconteceu ontem enquanto eu e Borges conversávamos. Talvez no tempo em que Aika levou para entrar no quarto de Dartaul. Isso fez algumas suspeitas serem levantadas, mas no momento, não passa de paranoia.
— Porra, quem diria, hein... Essa merda de Irmandade e aquele coração já estão dando paranoia demais na gente. E aquela garota é druida e feiticeira, deveria ser capaz de curar algum dano do tipo a ela ou algo assim... — Comenta Alayen.
Nightcrawler coloca fortemente a mão sobre a mesa, fazendo barulho e assustando os demais.
— É isso... É ISSO! — Disse o detetive, se levantando e continuando a assustá-los — O pulsante não funciona em quem tem envolvimento com a magia!
— Hã? Como assim? — Indaga Alayen. De alguma forma, ele sentia que o comentário dele ajudou a criar aquele pensamento.
— E acabo de perceber mais coisas. O pulsante possui um poder de possessão, como visto no navio de Trevor, com os soldados dele se matando. Eles veem uns aos outros como inimigos e começam a se matar. É preciso explodir um desses pulsantes para isso acontecer, pois ele possui uma essência de possessão em seu interior que se espalha pelo ar e possui pelo nariz. — Disse Nightcrawler, andando de um lado para o outro — Além disso, esse pulsante nunca influenciou em nada os magos que já vi lutando com eles. Não vi isso funcionando contra demônios também, como no caso de Orshabaal anos atrás. Ele não influenciou Aika também, nem Alayen, que estava próximo dela.
Todos ficam surpresos com as declarações. Zoe parece se animar com aquilo e também começa a pensar.
— Aquele caso escrito num de seus documentos, ocorrido próximo de Ab’Dendriel... Nenhum elfo morreu, apesar de objetos parecidos terem sido usados e membros da Irmandade terem sido encontrados mortos! — Afirma Zoe, com um sorriso no rosto.
— E os membros mais poderosos da Irmandade fugiram quando Muriel e seus feiticeiros apareceram em Thais. — Comenta Trevor, seguindo o ritmo.
— E eles evitaram a cidade de Edron durante todo esse tempo por causa da Academia Noodles de Magia. Os membros da Irmandade do Caminho de Sangue são fracos a magia.
Segue-se um momento de silencio, porém, não é ruim, pois todos ficaram empolgados e se sentindo realizados.
— Trevor, precisaremos do máximo de magos que pudermos. Pode cuidar disso?
— Certamente não será problema numa cidade como Yalahar. Mas também notificarei Wyrdin em Edron.
— Tá, Suzio, Nightcrawler, sei lá. Com essas coisas, você está dizendo que Aika está segura de todas as acusações já que os poderes da Irmandade não funcionam nela? — Indaga Borges, um tanto perplexo e também curioso.
— Ela não está segura, mas também está melhor do que antes.
— E como explica a mudança de personalidade dela?
— Crise de Dupla Personalidade.
Novamente eles são pegos de surpresa.
— Aparentemente, vez ou outra ela alterna entre personalidades, como a que usou para conversar comigo na primeira noite e a que tem usado até o momento. Então, ela não deve mais ser um problema, considerando tudo isso.
— Claro que ela é. — Disse Trevor, colocando uma das mãos na cintura — Ela foi atacada por um membro e sobreviveu, tem algo suspeito nela ainda.
— Isso aí. Fora aquela mancha vermelha que apareceu do lado dela outro dia. Ela não tá limpa. — Reforça Alayen, com certa seriedade.
— Tá, tá, tanto faz! Com o tempo acharei soluções para isso. No momento, vamos seguir com o plano e deixar o casalzinho de segundo plano. Temos prioridades, pessoal. Agora, dispersar! Arrumem suas coisas, a segunda parte do plano é se hospedar nos aposentos de Yalahari para aguardar o dia do plano. Trevor, faça o que eu disse também.
Todos concordam e partem para seus deveres. Nightcrawler fica na sala parado, por algum tempo, e então volta a sentar na cadeira de alumínio. Ele tira um lápis de dentro do seu sobretudo e começa a anotar algo em outra folha do bloco de notas com certo nervosismo.
Um plano B.
~*~
Após pelo menos dez minutos, alguém aparece: Zoe. Ela desce as escadas até o final, e ao chegar, vê Nightcrawler ocupado com suas anotações. A jornalista possui uma mala e uma mochila, ambas cinzentas, e agora está usando um casaco branco com uma camisa também branca de botões por trás, e calças verde-escuras.
— Erm... S-Suzio? Posso te chamar assim?
— Não. Esqueça meu nome, por enquanto. — Disse Nightcrawler, sem parar de escrever.
— T-Tudo bem... Seu pseudônimo é um pouco complicado de se falar...
— Pseudônimo é tão difícil quanto e você falou perfeitamente agora mesmo.
Zoe engole em seco.
— Bom... Estou com tudo. Eu já tinha buscado antes as coisas e trouxe pra um quarto, agora elas estão comigo. Tenho alguns equipamentos na mochila e roupas na mala, é o que eu preciso.
— Tudo bem. Lá terá algumas armas, bem como o que eu e você precisarmos. Afinal, são os aposentos do governador.
— S-Sim... Então, já vou indo.
Zoe segue até a porta à esquerda em passos longos, visando sair logo dali e não incomodar mais o detetive. Entretanto, ele para de escrever por um instante e encara a mulher indo embora. De repente, um forte mau pressentimento inunda seu coração e quase tira-lhe o ar; parece estar deixando algo muito importante deixar passar.
— Zoe.
O corpo da jornalista paralisa de medo ao ouvir a voz sombria de Nightcrawler. Ela parece muito diferente de antes; mais pesada, mais rancorosa, mais perturbada. Zoe vira-se devagar, com um semblante de terror, vendo o detetive virado a sua direção, fitando-a profundamente.
— Venha até aqui, por favor.
A moça aproxima-se a passos temerosos do homem. Sobre o olhar sério e profundo dele, ela parece estar nua, sem capacidade de fazer alguma coisa. Ao chegar até ele, seu rosto levanta-se devagar para encará-la.
— Você havia mencionado que pertencia a Ordem dos Espíritos Claros, não é?
Zoe assente. Ela sente dificuldade em falar alguma coisa.
— Pois bem. Se não me engano, há uma habilidade deles do qual pode proteger uma pessoa selecionada pelo espírita. Acha que poderia usá-la em mim?
— Ah... B-Bem... Acho que s-sim. Mas para quê?
— Segurança.
Zoe concorda com a cabeça e vai para trás dele, deixa sua mala no chão, coloca suas duas mãos sobre os ombros do detetive e fecha os olhos. Após isso, segue-se um longo tempo de silencio, com a mulher concentrando-se ao máximo em uma conexão com o mundo espiritual. Finalmente, após pelo menos cinco minutos, uma aura com o mesmo formato do corpo de Nightcrawler forma-se nele e entra dentro do homem, deixando um vasto rastro de brilho sobre o mascarado, que vai desaparecendo.
Zoe abre os olhos novamente e tira as mãos dele, e deixa elas juntas enquanto se afasta dele.
— Não tenho certeza se consegui, mas acho que sim... Espero que isso o proteja durante nosso plano.
Nightcrawler suspira fundo, parece bem mais aliviado do que antes.
— O loop acabou.
— O... Quê? Loop?
O mascarado levanta o corpo e parece confuso. Zoe ainda está logo atrás dele, em dúvida. Quando ele a nota, fica um pouco assustado, mas aliviado.
— Ora, Zoe? Não estava indo embora?
— Er... Bem, s-sim. Até logo, Nightcrawler.
— Até.
Zoe vai embora novamente a passos largos, assustada e perplexa. Ela abre a porta e a fecha um pouco rápido, algo que o homem estranha. Mas ele não se importa e volta ao bloco de notas, continuando o que estava escrevendo.
Próximo: Capítulo 20 – O Discurso I
Pessoal, peço-lhes algo hoje: O que vocês estão achando da história? Que nota dão para ela? Mais importante, o que entenderam até agora? É importante que vocês falem, isso ajudará a história e pode até melhorá-la. Comentem!
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