Opa Iri, imaginei que iria gostar da Blossom. Aparentemente você tá começando a pensar melhor sobre a história e algumas circunstâncias que levam aos ataques da Irmandade, logo tu entende o título da história.
Obrigado pelos elogios a escrita, minha evolução parece notável, mas ainda tenho muito a melhorar. Não posso parar enquanto não me sentir totalmente satisfeito.
A outra história provavelmente só ano que vem irei dar continuidade, isso se eu tiver paciência também. Preciso terminar essa primeiro.
Salve botas, obrigado pelos elogios. Isso é só o começo, as coisas vão ficar ainda melhores.
Será que é um culto do demonho? Ou só uma seita maluca? Continue lendo pra saber!
só o troxa ai msm que achou que tem malicia em "se descobrindo cada vez mais"
E aí Edge, obrigado pelos elogios. Manter as coisas sem forçação de barra é uma das coisas que foco em trabalhar durante a construção de um roteiro, para assim a história ter mais valor e ser mais interessante.
Nightcrawler será um personagem de destaque, mas não ofuscará os outros, isso é certeza.
Espero que goste de O Mundo Perdido!
Bem pessoal, venho lhes trazer mais um capítulo. Espero que gostem.
No capítulo anterior:
O famoso Nightcrawler junta-se aos investigadores e ao chefe de guarda Trevor para o caso da Irmandade Bloodway. Enquanto isso, a comitiva enviada para as cavernas de Carlin é atacada por uma figura misteriosa, além de confirmar a morte da rainha Eloise.
Capítulo 3 – Sem Precedentes
O trio observa, desamparados, chocados e abismados, o navio de Trevor, ou melhor, da guarnição thaiana, reproduzindo um ato bárbaro em tempo real. Lembra algo como um teatro bizarro, onde os atores não tinham compaixão um pelo outro, apenas lutavam pela atuação perfeita e nada mais, buscando deixar a peça inesquecível e inalcançável. A diferença entre o teatro e o navio é que a cena do navio é real.
Os quinze soldados se encontram todos dentro do navio, lutando uns contra os outros, num jogo maldito de sobrevivência. Sangue jorra de feridas abertas com selvageria, enquanto espadas se encontram com as outras numa dança pesada e desumana. Os soldados aos poucos se cobrem de sangue, assim como a vela do navio, que a todo momento recebe mais e mais sangue, assim como o piso do navio e suas laterais. Para completar, a traseira do navio, de alguma forma, está incendiada, e o fogo está se infiltrando devagar dentro do navio. Entretanto, este está baixo no momento e provavelmente desaparecerá antes de fazer um estrago real.
Tirando Nightcrawler, todos estão chocados e sem reação, parecendo em transe. O detetive parece simplesmente decepcionado, não tendo intenção de demonstrar compaixão pelas vidas perdidas que ainda teimam em continuar lutando. O choque do trio é forte o bastante para eles não escutarem os múltiplos sons do momento, desde o pelejar das lâminas até a carne dos homens sendo aberta pelas mesmas, deixando todo o foco de sua mente para seus olhos, que observam as feições desesperadas, assombradas e assustadas dos soldados. Pior é para um dos chefes da guarnição, que via seus subordinados matarem uns aos outros, sem nem notar que alguém os chama.
— Trevor! Trevor! — Clama Nightcrawler, balançando-o e tentando acordá-lo do transe, sem sucesso. Ele então esbofeteia o rosto do mesmo, fazendo-o dar dois passos pra trás e então acordar.
— Hã...? Crawler?
— Não, sua mãe tirada da tumba. Temos que sair daqui, seus soldados não tem mais salvação.
— Espere! Eles não sabem o que estão fazendo, preciso ajudá-los!
— Não tem como. Foi feito pelo mesmo membro da Irmandade que estava nos observando. Não tenho certeza ainda do que é, então é melhor irmos andando.
Trevor assente pesadamente e vira-se para os outros companheiros, também dando tapas em seus rostos para acordarem do transe.
— Ah...! Que merda, pra que isso? — Reclama Borges, irritado.
— Pra irmos logo! Não podemos ficar aqui!
Um calafrio sobe a espinha de Dartaul.
— Não se preocupem. Vocês também se juntar a eles.
Uma voz sombria corta o ar e assusta o grupo. Próximo de Dartaul, uma figura coberta por uma capa negra revela-se. Era possível ver sangue pingando de dentro da capa.
— E-Essa não... — Tartamudeia Dartaul, dando alguns passos pra trás.
— Corram! Eu vou segurá-lo! — Grita Trevor, tomando a frente com sua espada.
Dartaul ia protestar, mas Nightcrawler logo aparece e puxa-o pelo braço, ao mesmo tempo mandando Borges segui-lo também. Os três correm para dentro da vila, enquanto o homem permanece em posição para enfrentar o encapuzado.
— Estúpido.
— Você vai pagar caro pelo que fez! — Vocifera o guerreiro, cheio de raiva.
Ele avança contra o encapuzado, que apenas lança sangue de sua mão direita, visando cegá-lo por alguns instantes. Mas rapidamente a tática é percebida e Trevor se joga contra o chão, deixando o sangue passar direto, levantando rapidamente em seguida e lançando um golpe de lado contra o individuo, que simplesmente desvia levando a parte superior de seu corpo para trás. O encapuzado gira, levanta uma das pernas e chuta a barriga do adversário, afastando-o em alguns passos. Sem perder tempo, o homem sombrio pega uma faca da cintura e lança-a, mas o espadachim defende com a espada. Ambos voltam a uma posição normal, encarando um ao outro.
O vento uiva pela planície. A peleja sangrenta do navio já não é mais ouvida.
Ali, resta apenas ódio.
Seus companheiros conseguem chegar à vila, ainda vazia. Nightcrawler entra rapidamente em sua casa, vai até a sala e pega a pasta, que felizmente ainda se encontra no mesmo lugar. Ele agora corre pra fora, acompanhado da dupla de investigadores, que seguem para a saída de Greenshore.
— Não temos escolha... Vamos pra Thais. — Disse Nightcrawler, um pouco baixo e visivelmente desamparado.
— Espera, e Trevor? — Protesta rapidamente Dartaul, com preocupação notável em seu semblante.
— Não precisaremos fazer nada. Trevor não é fraco e num combate direto, aquele membro está destinado à morte ou a fuga.
— Ótimo, então vamos logo! — Disse Borges, apressando-se para a entrada, apesar de cansado pela corrida.
O trio rapidamente segue até a ponte de pedra. Ao pisar no primeiro degrau, Dartaul e companhia escutam um grito rompendo o silencio do lugar. Dartaul olha para trás, mas não compreende aquele grito, nem quem o lançou. Mas logo ao subirem na ponte, eles puderam ouvir mais gritos, que pareciam falas. Quando entenderam que era Trevor alertando-os, já era tarde demais.
Um homem encapuzado surge na frente do trio. Ainda há sangue pingando de suas mãos. Sem rodeios, Nightcrawler toma a frente deles e os mantém próximos. Em seguida, o mesmo puxa o pé esquerdo pra cima, revelando um fio transparente, que se parte e cria pequenas explosões nas duas pontas da ponte.
Os dois lados caem no rio, deixando apenas o meio de pé sob um pilar natural de pedra preso debaixo do rio. O detetive e os investigadores agora estão presos com o encapuzado, que nem mesmo deu atenção para o ocorrido, continuando imóvel. Sua capa está aberta, revelando um uniforme vermelha, com um cinto cinza-escuro e facas presas a ele. Suas mãos eram de uma cor próxima da madeira e escorriam sangue.
— Então... Cá estamos, frente a frente. Um membro da Irmandade e o principal caçador dela. Não é empolgante? — Disse Nightcrawler, animado, enquanto a dupla logo atrás está aflita.
O homem não responde. O detetive cruza os braços.
— Certo... Vejo que não é de papo. Afinal, deve ser difícil falar com isso aí no rosto, né? Ou melhor, no corpo.
Ele levanta levemente o rosto, mas é possível ver que seu rosto é, na verdade, de um manequim, feito de madeira. Não há espaço para boca, nariz ou olhos, apenas uma ondulação no rosto lembrando a de um nariz, a profundeza dos olhos e nada mais. Aquilo intimida os investigadores, mas deixa o detetive cada vez mais animado.
— Sei que você quer me capturar. Também quer matar os outros dois. Mas não conseguirá. Observe esta última linha, no meu pé direito.
Uma linha branca se encontra na bota negra que o homem calçava. Há bastante tensão nela, como se estivesse próxima de se partir.
— Se eu partir essa linha, nós cairemos no rio. Não sem antes nos machucarmos um pouco com a altura, e, claro, matarmos VOCÊ no processo. Um manequim colocado no corpo intimida pra caralho, tenho que admitir, mas com tanta água entrando dentro dessa cobertura e tornando ela mais pesada vai te afundar e te matar, o que não será meu caso, mesmo que a correnteza dificulte minha volta. Estilo é ótimo, mas performance é mais importante.
O membro continua imóvel, mas o recado não precisava ser dado mais de uma vez.
— Nightcrawler... Não fugirá para sempre. Estamos sempre a espreita. — Disse, explodindo em sangue e desaparecendo no processo. Apesar do feito, nenhuma gota de sangue atingiu o trio.
Trevor finalmente os alcançou, parando ao chegar perto da ponte.
— Mas o que diabos aconteceu aqui?
— Ah... Um monte de coisas. Mas então, pode arranjar uma escada pra gente? Não, duas.
— Quer dizer que você faz esse plano suicida, todo bonitinho, pra no fim não ter nem um modo de sair daqui após os dois lados da ponte caírem? Que porra de gênio você é? — Reclama Borges, cruzando os braços, com insatisfação.
— Pois era para caso eu fosse encurralado, não você. Afinal, eu tenho certeza que um gordo de meia-idade que nem você não consegue pular dessa distância até o solo.
Dartaul disfarça uma risada. Borges fica irritado, mas entende que era verdade.
— Ah, Nightcrawler... Borges... Esqueci de mostrar algo importante. Peguei em Carlin, dentro do castelo da rainha. — Disse Dartaul, pegando uma folha de papiro de seu bolso, dando para o detetive, que a recolhe e desenrola-a.
Em apenas cinco segundos ele a lê e enrola-a de novo.
— Hm... Um deles tem interesse em Thais, então?
— Espera, o quê? Por que você não me mostrou isso antes, moleque?
— Pois nenhum de vocês seria capaz de entender isso. É uma linguagem feita para ser lida apenas por eles. Tem palavras-chave e outras que apenas eles entendem. Eu sei pois estudei isso, então, não é problema pra mim. — Disse, entregando para Dartaul, mas Borges toma-a de sua mão e começa a lê-la.
— Mas que... Merda é essa?
— Já disse, não vai entender. E eu não vou te explicar.
Trevor vem ao longe com duas escadas, uma em cada ombro.
— E o meu navio, Crawler?
— A julgar pelo fogo, ele não se espalhará. E seus soldados não tem salvação. Em Thais você pode conseguir a ajuda que precisa pra recuperar o navio e recolher os mortos.
Trevor fica cabisbaixo e assente, posicionando a primeira escada para em seguida subir na ponte. Finalmente iriam sair.
~ * ~
Thais está movimentada. O que não falta ali é pessoas, pois, afinal, a maior cidade do continente tibiano precisa de muitas pessoas. A maior concentração está num edifício maior, conhecido como Depósito, enquanto outros iam para o templo, para a taverna do Frodo ou para as partes mais fundas da cidade, nas áreas residenciais.
Dartaul, Borges e Trevor estão indo em direção do centro, buscando ir ao Depósito. Nightcrawler decidiu ir por outro lado, sozinho, para passar despercebido. Mas logo ao chegarem no centro da cidade, o homem da máscara de teatro já estava ao lado deles, os assustando.
— Acredito que Thais não seja o alvo deles, por hora. — Disse, olhando sua pasta de arquivos e folheando-a — Observei os registros de Nargor e foi um ataque brutal onde mataram todos os piratas que existiam na ilha. O lugar é uma ilha fantasma atualmente, ninguém entra ou sai de lá. Eles não fazem ataques grandes assim com essa frequência, ainda mais considerando que o alvo é Thais.
— Isso não importa, mascarado. Temos que procurar. — Disse Borges, sério.
— Procurar nessa cidade gigante um punhado de vermelhinhos? Ah, quem sabe não seja um bom serviço pra você, gordinho. Vai perder um bom peso. — Rebate Nightcrawler, sereno. Borges se incomoda bastante.
— Ô, Sr. Mistério, lembre-se que você está em Thais, sob minha jurisdição. Baixa a bola ou eu baixo os seus braços com algemas.
— Parem, vocês dois! — Protesta Dartaul, colocando-se entre os dois — Nightcrawler, você não tinha dito que dois assassinos dessa Irmandade iam se encontrar aqui em Thais?
— Segundo a carta, sim.
— Então, temos que pensar num lugar ideal de Thais em que eles poderiam se encontrar.
— Esse é o problema, jovem. Thais não é só a cidade. Temos Greenshore, uma vasta área até o Monte Sternum, as planícies do sul, Fíbula e o leste também.
— Bem, eu conheço Fibula! Posso ajudar vocês caso eles tenham decidido ir pra algum lugar de lá.
— Não é necessário. Se eles decidiram se encontrar na cidade, meu palpite está na nossa frente. — Disse, olhando para um edifício no centro da cidade, ao lado do templo: A biblioteca de Thais.
— Boa. Ninguém vai pra biblioteca esses dias. Vamos lá. — Comenta Trevor, indo na frente do restante, que o segue.
A biblioteca de Thais é, de fato, vazia em quesito de pessoas, mas em livros, é vasta. Os mais variados livros, dos mais variados tamanhos, podiam ser encontrados ali. O chão de madeira clara e as paredes brancas dão um aspecto calmo para o lugar, permitindo uma leitura tranquila.
Geralmente um bibliotecário fica atrás do balcão no primeiro andar, mas naquele dia, não há sequer uma mosca. Absolutamente ninguém. Nightcrawler pôs a mão no queixo.
— É, acho que fui certeiro demais. Não teve graça.
— Cala a boca, nem vimos o primeiro andar ainda! — Protesta Borges, cruzando os braços.
— Claro, não faço investigações superficiais assim.
O detetive ia subindo quando Trevor toma a frente pra subir. Dartaul parece bem receoso, mas sobe junto dos outros. O que encontraram já era esperado.
Sangue, muito sangue. O local próximo da cobertura da biblioteca está coberto de sangue, provindo do corpo do bibliotecário. Seu peito está aberto, assim como seus braços, jorrando do líquido vermelho. E na sua frente, impedindo a passagem para a cobertura, está quem esperavam.
— As vezes, eu odeio estar certo. — Sussurra Nightcrawler, um pouco intimidado. Mas comparado aos outros três, ele está muito calmo.
O membro vestia a mesma capa preta, mas esta possui várias marcas de sangue escuras pelo tempo. Além disso, tinha uma aura completamente diferente de qualquer outro, parecendo mais forte que deveria.
— Eu também. De qualquer forma, eu estive esperando por você, Nightcrawler. — Disse o encapuzado, de forma bem sombria.
— Ah... Interessante. Pois eu não. Se me der licença...
O sangue das paredes começa a descer, e o do chão sobe pelas pernas do homem. Todo o sangue do corpo do bibliotecário começa a subir pelo encapuzado, como se estivesse sendo drenado, intimidando mais ainda o grupo.
— Vamos começar nossa discussão. — Disse, fazendo, em um instante, todas as paredes do lugar ficarem cobertas de sangue, que bombeava e escorria por todos os lados, como se estivesse dentro de um corpo humano — Primeiramente... Meu nome é Soulslayer. E vocês?
Próximo: Capítulo 4 - Debate na Encruzilhada
Revisado novamente no dia 04/04/2018.
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. Reparei em BEM MENOS erros de conjugação. Pelo visto, como a própria Fefê já destacou, você está se descobrindo cada vez. HUUUMMMMMMM...
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