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Tópico: Bloodtrip

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    Cavaleiro do Word Avatar de CarlosLendario
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    Padrão Capítulo 6 - Estado de Vigília

    Citação Postado originalmente por Edge Fencer Ver Post
    E aí, Carlos!

    Comi mosca no capítulo 4, então comentarei os dois últimos agora.

    Ambos os capítulos ficaram excelentes! Eu comentei antes que a escrita no presente soava diferente pra mim, e agora eu acho que já sei a razão disso: a narração fica mais dinâmica e imersiva, dando a impressão que a gente está vivenciando os acontecimentos no momento da leitura, e não como se fossem eventos distantes (como acontece nos textos escritos no passado). Acho que você achou o ponto certo, continue assim que está ficando ótimo xD.

    Quanto à história, rapaz, aconteceu bastante coisa hahaha. Gostei muito da batalha de palavras entre o Nightcrawler e o Soulslayer, rolou até uma discussão filosófica sobre o direito de matar ali, foi uma ótima sacada. Também gostei da descrição da batalha do Trevor contra a Irmandade, mesmo ficando a beira da morte ele lutou muito bem - espero que Muriel e os outros consigam salvá-lo. Sinto que os próximos capítulos também serão bem intensos como esses últimos.

    A história está ficando ótima, cara, sem dúvida uma das melhores que vi aqui na seção por enquanto. Aguardo ansiosamente o próximo!

    Abraço!




    Notei agora a imagem da sua assinatura, steins;gate é muito foda xD
    Dá-lhe Edge, obrigado pelo comentário e pelos elogios. A escrita no presente parece mais fácil pra mim, então focarei melhor nela. Acredito que funciona melhor dessa forma.

    Não posso dizer se vai ficar mais intenso ou não, mas espero que fique do seu agrado mesmo assim.

    (Realmente, Steins;Gate é incrivelmente foda, é meu quinto anime preferido. Fico imaginando como o Okabe lidaria com uma situação como a que Nightcrawler lidou na biblioteca, talvez falaria que é obra da SERN xD)

    Citação Postado originalmente por Iridium Ver Post
    Saudações!

    Caramba, muito foco de acontecimentos nesse capítulo: destaque para a magia nova (as agulhas de sangue ali foram OP XD), o surto do Borges, a Alminha e os pedaços novos da treta sobre Carlin e Thais segundo a Irmandade. Devo dizer que optar por narrar no presente te favorece mais, Carlos! Achei o capítulo mais fluido, tanto no combate quanto nos diálogos. Você está no caminho certo.

    Gostei muito do capítulo, e aguardo o próximo!


    Abraço,
    Iridium.
    E aí Iri, obrigado pelo comentário e pelos elogios.

    Tem muita coisa pra rolar ainda, isso é só o começo. Garanto que a história vai ficar muito melhor futuramente.

    Espero que goste deste capítulo.






    Bem pessoal, devido as Justas, a próxima semana não contará com capítulo novo. Eu também tenho a semana inteira de recuperação escolar, então fica inviável pra mim escrever um capítulo. Pra compensar, este capítulo está maior do que o normal, com 10 páginas do Word. Então, não vai ser algo muito rápido de se ler, logo, arrume tempo para isso.


    Espero que gostem.




    No capítulo anterior:
    Trevor luta com vários membros da Irmandade, mas perde quando Soulslayer se envolve na luta. Dartaul, Borges e Nightcrawler seguem para Carlin ao invés de Yalahar. E a Irmandade Bloodway envia um rastreador para Carlin para esperar pela chegada de Nightcrawler e dos outros e descobrir o que planejam. Enquanto isso, Soulslayer também encontra uma moça, desesperada para se juntar à Irmandade.



    Capítulo 6 – Estado de Vigilia




    O porto de Carlin parecia uma reprodução mínima do inferno.

    Centenas de pessoas tentavam ao máximo entrar nos três navios distribuídos na doca e na costa próxima do porto, enchendo-o de pessoas, em sua maioria mulheres, desesperadas para fugir da cidade que fora cortada no meio do dia pra noite. As pessoas dentro do navio não podiam sentir mais do que pena daquelas pessoas, apesar de no fundo terem um desejo de não quererem que elas se juntem a sua viagem para Yalahar.

    — Deuses... O que aconteceu com essa cidade? — Disse o Capitão Bluebear, observando, com profundo pesar, as dezenas de pessoas que tentam entrar a força nos navios, caindo no mar ou sendo derrubadas e pisoteadas.
    — Parece que a cidade foi atacada. — Responde Nightcrawler, com um pouco de pena.
    — Bem, ator yalahari, não poderei parar nessa cidade, essas pessoas acabariam conosco para tentar entrar aqui e eu preciso de dinheiro. Ou melhor, a Marinha Civil Thaiana precisa de dinheiro. Manter navios não é lá tão barato assim, acredite.

    Dartaul e Borges se encontram próximos do capitão. O jovem pensa em protestar, mas o velho se adianta e o reprime com o olhar.

    — Já lhe foi ensinado, Dartaul. Não são nossos assuntos e não podemos salvar todos que vemos. Acredito ter anos de serviço o suficiente para entender isso.

    O investigador abaixa a cabeça, assentindo pesadamente.

    — Bem, o oeste da cidade ainda é parte do Golfo dos Reis, então, se puder ancorar lá e aguardar o movimento no porto diminuir, provavelmente conseguirá o que busca. — Propõe Nightcrawler, juntando as mãos em espera de uma resposta positiva.
    — Bem... Não vejo problema nisso. Desde que não venha uma horda tentando tomar meu navio, tudo bem. Vamos lá.

    O detetive sorri por de baixo da máscara, apesar de ninguém poder ver que ele está sorrindo. Entretanto, a máscara risonha no rosto já expressa bem como ele se sente.



    ~*~



    A situação na cidade não é das melhores. Além de metade dela estar isolada, e desta área estar com uma estranha aura vermelha imergindo do chão e tornando o ar ao redor levemente escarlate, as pessoas parecem inconfortáveis, desoladas, abismadas. Olhos tensos percorrem os perímetros de toda a região sul de Carlin, que está totalmente desorganizada, com casas e lojas saqueadas e lixo para todos os lados, tornando o clima nem um pouco favorável ou interessante para o trio.

    — É... Parece que a informação vazou. — Comenta Borges, observando os carlinídeos andando tensos e estranhos pra lá e pra cá.
    — Nunca vi essa cidade assim. — Disse Dartaul, vendo as pessoas com certa pena.

    Dois homens se aproximam, vindo da direção da guarnição e prisão de Carlin. Eles vão em direção do trio, um deles possui uma pasta pequena em mãos.

    — Ei, Borges, Dartaul! — Grita o homem da direita, cujo veste uma camisa vermelha e calças cinzas, assim como Dartaul e o homem da esquerda, além de ter cabelos baixos e castanhos, pele branca e olhos negros, por fim aparentando ser alguém de meia-idade. Eles se aproximam do trio como se fossem velhos amigos.
    — Ian! — Responde Dartaul, cumprimentando-o com um aperto de mão assim que seu colega fica próximo.
    — E aí, rapaz. Tenho informações novas a respeito dos responsáveis. — Disse Borges, também cumprimentando-o.
    — Bom... Nós também. Venha conosco pra guarnição, Dartaul também, e... — Disse, encarando Nightcrawler com estranheza.
    — Ah, ele? É um ator yalahari que está nos acompanhando, ele tem algumas informações também. — Explica Borges, tentando contornar o fato de que um grande detetive está ali.
    Bonjour! — Cumprimenta Nightcrawler, levantando a mão e juntando polegar e indicador, um sinal de que está tudo certo.
    — Bo... É... Ah, vamos.

    O trio se junta a dupla de investigadores para o caminho até a guarnição, enquanto conversam sobre algumas coisas.

    — Já possui seu próprio recruta, Ian? Tá ficando cada vez melhor, hein. — Comenta Borges, com um sorriso brincalhão no rosto.
    — Ah, haha. Esse é Rossi, um rapaz vindo de Edron.

    Rossi apenas sorri, não falando qualquer coisa. Ele parece ser mais velho do que Dartaul, mas sua idade não se distancia. Possui detalhes do rosto parecidos com os de Ian, a diferença entre os dois é que o jovem é mais magro.

    — Bem vindo ao time, Rossi. Pena que você teve que se meter num caso desse com tão pouca experiência.
    — Não tem problema...

    A guarnição está próxima, mas o assunto sobre a cidade se inicia.

    — Carlin está próxima de cair, Borges. Descobrimos recentemente que os responsáveis pelo ataque foi um grupo conhecido como Irmandade Bloodway. Um número relatado de seis deles mataram quatro mil pessoas, seus corpos estavam igualmente distribuídos no chão, dentro das casas e até nos esgotos. Foi surreal.
    — Quatro... Mil? — Indaga Dartaul, ficando cada vez mais assustado.
    — E não é o mais chocante. Não sabemos como eles mataram tantas pessoas, sequer quantos eram. Provavelmente é o pior caso em que nos metemos.

    O grupo fica em silêncio por alguns instantes.

    — Tem algo mais? — Questiona Borges, um tanto desanimado.
    — Sim... É um dos motivos de ter tantas pessoas tentando fugir de Carlin atualmente.
    — E qual seria?

    Ian respira fundo.

    — A rainha está morta.

    Por um instante, apenas o vento podia ser escutado. Enquanto o vento uiva, suas mentes lutam para absorver a informação que lhes fora entregue.

    — O que diabos?! Como uma informação tão sigilosa como essa foi revelada ao público, Ian? Mas que porra a guarnição tem feito? — Vocifera Borges, tomando a frente de Ian e pegando-o pelo colarinho.
    — Não fomos nós, Borges! Um homem encapuzado apareceu em cima do Depósito de Carlin com a cabeça da rainha nas mãos e jogou ela contra o chão um pouco depois das pessoas reconhecerem ela! Você precisava ter visto a reação de todos quando ele deixou a cabeça cair e ela partiu ao meio e mostrou o que tinha dentro dela... Não tinha uma gota de sangue!

    Borges fita-o irritado e chocado, sem saber o que fazer.

    — Olha, é melhor irmos para a guarnição. Não há muito mais o que fazer.
    — Não. Foda-se a guarnição, tô caindo fora. Dartaul!
    — Mas... Senhor! — Disse Dartaul, tentando segui-lo. Nightcrawler fica para trás, observando-o ir na direção sul da cidade.

    Ian e Rossi ficam pensativos, mas o mascarado parece preocupado, entretanto, com outra coisa. Como se estivesse sendo observado.

    — Restou alguma coisa da guarnição de Carlin? Todas as mulheres morreram?
    — Vinte sobreviveram e estão no hospital do sudoeste da cidade, senhor — Responde Rossi, de forma apressada.
    — Como conseguiram a informação que a comitiva que foi atrás da rainha morreu? Foi pela mão da Irmandade, certo? Como chegaram lá?
    — Trevor deixou um amuleto particular dele para a guarnição, caso ele morresse, significaria que o restante morreu também. A Irmandade deve ter acabado com todos. — Disse Rossi, menos apressado, mas com algo estranho na fala. O detetive conseguiu sentir um choque no meio de uma das palavras ditas a ele.

    Nightcrawler entendeu o que estava acontecendo.

    — Certo... Eu irei atrás daqueles dois, tentarei acalmar Borges. Obrigado por tudo. Au Revoir! — Disse Nightcrawler, afastando-se dos dois com a mão levantada em despedida.

    A dupla observa o rapaz andando rápido, estranhando seu jeito enquanto esboçam uma feição de curiosidade sobre ele.

    — Bem... Vamos indo, Rossi?
    — Sim.


    ~*~


    O trio caminha normalmente até o sul. Estão indo na direção da Loja de Magias de Carlin, mas não possuem um rumo definido. Borges está notavelmente irritado, andando à passos pesados pela rua. Nightcrawler já tinha os alcançado.

    — Olha, vamos tentar pelo menos analisar a situação de Carlin, que tal? Vamos para onde este caminho justamente está nos guiando: A Loja de Magias de Rachel e Lea. Faz muito tempo que não as visito.
    — Não to nem aí pra situação de Carlin! Eu odeio essa cidade, governada por mulheres metidas a macho, que não tem uma única gota de cerveja a não ser nos esgotos! Maldito seja o rei Xenom, broxa desgraçado que não teve culhões de manter essa cidade afeminada nas mãos dele!

    Dartaul olha espantado para o seu superior, enquanto Nightcrawler ri baixo.

    — Ainda bem que tem bem pouca gente nas ruas agora. — Comenta Nightcrawler, lembrando-se da fúria das mulheres carlinídeas ao ouvir sobre Xenom.

    Após uma caminhada de alguns minutos, o trio chega até a loja, mas ao mesmo tempo em que ele pisa nos primeiros pisos da entrada, uma sensação grande de estar sendo seguido arrepia sua espinha. Ele fica mais sério e focado.

    Aparentemente, ninguém tentou saqueá-la ainda, e ela está surpreendentemente limpa e organizada, diferente do resto da cidade. A atendente e comerciante de itens mágicos, Rachel, se encontra atrás do balcão, cercada por itens mágicos em estantes, como de costume.

    — Bem vin... Ah, mais investigadores thaianos? Eu já disse que não sei nada do que está acontecendo, tampouco Lea! — Disse Rachel, com um semblante irritado.
    — Ei, calma lá, mocinha. São investigadores, mas acompanhados por minha pessoa. — Disse Nightcrawler, tomando a frente dos dois.

    Os olhos verdes de Rachel se abrem mais ainda ao vê-lo, dando um belo contraste ao seu rosto jovial e aos seus cabelos ruivo-claros.

    — Faz tempo mesmo, não é?
    — Nightcrawler... Que pena que não posso sair daqui atrás para ir até você e... — Balbucia Rachel, ficando cabisbaixa por um instante. Dartaul e Borges tiveram impressões erradas até ela levantar o rosto de novo com um rosto totalmente diferente. De fúria. — FODER SEU ROSTO NA BASE DO SOCO! ONDE ESTÁ TUDO QUE VOCÊ ME DEVE, HEIN, FILHO DA PUTA?

    Os dois investigadores arregalam os olhos e dão alguns passos para trás. Nightcrawler coloca as mãos nos bolsos procurando algo, mas não encontra nada. Ele então levanta os braços e torce o pescoço para o lado.

    — Meu Deus... O que você quer aqui?
    — Perdão, minha bela Rachel, mas eu irei para Yalahar em breve e voltarei com tudo que devo. Felizmente o porquinho de lá está gordo.
    — Não me chame assim! — Urra Rachel, socando o balcão e fazendo-o tremer.

    Nightcrawler engole em seco.

    — Eu irei falar com a Lea... Sim? Se me der licença... — Disse o detetive, caminhando a passos cuidadosos, com os investigadores acompanhando ele devagar enquanto a comerciante fuzila-os com o olhar.

    Eles sobem as escadas para o próximo andar, chegando até a pequena biblioteca de Lea, onde a mulher se encontra sentada numa cadeira em frente a uma mesa redonda de madeira. Ela lê um livro de tamanho mediano, enquanto toma um chá em uma xícara branca.

    — Boa tarde, Le...
    — Cale-se, Nightcrawler. Estou farta de seus tumultos. — Interrompe Lea, com uma voz firme e direta.

    A maga de meia-idade coloca o livro sobre a mesa e levanta-se, mostrando um belo vestido preto, uma echarpe vermelha em seus braços, sapatos vermelhos e cabelo e olhos castanho-claros. Seu olhar é imponente, seu corpo belo e seus seios muito fartos.

    — Oh? Quando ficou tão grossa, Lea? Será que a intensa dor nas costas de ter que carregar esses peitos deixou você mais irritada com a vida?

    Lea cerra os punhos, tentando esconder sua raiva.

    — Bem — Pigarreia levemente — Você trouxe investigadores thaianos. Acho que deve ser a quinta vez que eles aparecem aqui só hoje.
    — Acredito que eles estejam atraídos por algo particular seu, imagino.

    A sobrancelha direita da moça começa a tremer.

    — Não tenho nada que atraia thaianos sedentos por poder. Na verdade, me incomoda muito ter tantos homens de uma nação rival nos ajudando. Mas o antigo pacto Carli-Thaiano não pode ser descumprido, é uma das coisas que nos mantém longe de uma guerra.
    — Bem, tenho que concordar. Enfim, estes são Dartaul e Borges, investigadores que estão me aju... Acompanhando.
    — Ajudando, né? Eu sei que quis falar isso. — Disse Borges, olhando-o de forma torta.
    — Também tenho certeza disso, pois ele é orgulhoso demais pra dizer que precisa de ajuda. — Disse Lea, rindo disfarçadamente.
    — Meu orgulho tem a mesma proporção que seus seios, moça.

    O sorriso dela desaparece. O olhar de Lea já é furioso e caçador.

    — O que você quer aqui, Crawler?
    — Ah, como estava de passagem em Carlin, quis visitá-la, claro. Ver se ainda está bela, inteligente, ambiciosa, solteira...
    — Pra você, não.
    — Está insinuando que agora tem a aparência de uma bruxa velha e derrubada, então?
    — Não, é... Quer dizer... — Disse Lea, enrolada e tensa, tentando se explicar. — Diabo! Saia da minha biblioteca agora! Não quero ver você nem pintado de ouro aqui, e se vier eu lhe derreto e te transformo num monte de merda empilhada!
    — Que falta de classe. Tudo bem,eu irei, mas tire seus peitos da frente primeiro.

    Seus olhos se enchem de pura fúria. Ela respira devagar e fortemente, e quando ela expira pela terceira vez, suas mãos se enchem de fogo.

    — Deixe-me ajudá-lo a sair, então. — Disse Lea, com uma voz pesada e furiosa.
    — Corram.

    Nightcrawler abre caminho pela dupla e dá um salto até a escada, e quando Dartaul e Borges percebem, ela já está encoberta pelo inicio de uma explosão e ela está indo em direção deles. Eles começam a correr também, indo até a escada e descendo-a em alta velocidade. O fogo da explosão alcança a escada e espalha-se até uma parede próxima, fazendo-os continuar correndo.

    — Pare aí mesmo, Nightcrawler! Acha que vai sair daqui tão facilmente após irritar Lea?
    — Realmente, não será fácil... — Disse ele, olhando para trás e vendo Lea descendo com fogo nos olhos e nos braços. Literalmente.

    O trio dá alguns passos para trás enquanto olham para a maga furiosa com o detetive.

    — Obrigado, mascarado idiota. Irei morrer justamente por causa da sua boca grande. — Disse Borges, assustado.

    Lea cria círculos num espaço a frente de seu peito usando seus braços, este espaço contendo uma grande esfera com várias pequenas explosões ao redor de sua estrutura. A magia é exclusiva dela, provavelmente seu efeito pode ser controlado por ela.

    — É... Fudeu. — Comenta Borges, com um olhar aterrorizado, mas de aceitação.
    — Concordo. Exori Max Flam! — Pronuncia Lea, lançando a esfera de fogo com uma aparência semelhante a do sol contra o trio.

    Nightcrawler empurra os dois e se joga no chão, com a magia não o pegando por muito pouco. A esfera se choca com algo na entrada da loja, mas que não é visível, explodindo ao contato e lançando um grandioso resto de explosão para trás, durando pelo menos seis segundos. Quando aquilo passou, Lea pensa ter atingido um pilar da loja ou algo do tipo, mas não há nenhum fora da loja.

    É então que um corpo cai no chão, completamente chamuscado.

    — Ah, não... — Tartamudeia Lea, acreditando ter atingido alguma pessoa inocente.

    O trio corre até ele. Rachel pula o balcão para saber a situação do sujeito, levando consigo duas runas azuis de regeneração. Ao alcançá-lo, Nightcrawler pega o corpo pelo capuz que usa, levantando-o. Lea e Dartaul iam protestar quando ouvem um som metálico; Uma agulha enorme e vermelha cai no chão, junto de outras seis caindo junto, vindo da mão esquerda do individuo.

    A maga e a comerciante fitam chocadas vendo o corpo. Ele possui um uniforme vermelho, agora escuro devido ao efeito da magia, as partes visíveis de seu corpo – Ou melhor, da sua cobertura de manequim – estão negras e com pedaços caindo, revelando uma pele branca, mas com muitas áreas queimadas.

    Borges retira a cobertura do rosto à força e revela um rosto; Era Rossi.

    — Um membro rastreador. Notei isso quando ele falou sobre a Irmandade e sua fala tremeu levemente. Todos os membros desse tipo disfarçados não conseguem falar sobre seu grupo sem algum efeito acontecer neles.
    — Impressionante... — Comenta Lea, observando diversos detalhes do corpo queimado do homem — Impressionante que ele tenha resistido a minha magia sem virar pó. Parecia um pilar de tão forte.
    — Deve ser a cobertura de manequim... — Disse Dartaul, observando a mão queimada dele.

    Lea olha com grande estranheza para o corpo, e então para Nightcrawler.

    — Explique-se.
    — A única explicação que posso dar é que já estão atrás de nós.

    O corpo do homem se transforma em cinzas instantaneamente, caindo no chão.







    Próximo: Capítulo 7 - Seguidos

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    Última edição por CarlosLendario; 14-12-2016 às 17:48.



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