Saudações, moçada!
Botas voltando, Torneio seguindo em frente, impeachment com sinal verde pra prosseguimento... Esse ano tá insano!
Lamento, novamente, pela gigantesca demora! Farei o possível para postar com maior frequência! E espero trazer a vocês, nesse post de no. 300 desse Tópico, um bom Capítulo!
Spoiler: Respostas aos Comentários
Spoiler: A Voz do Vento 2016, Extras #11
Sem mais delongas, o Capítulo de Hoje!
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Spoiler: Bônus Musical
Capítulo 47 — Esquecimento, a Eterna: A Fronteira Final (Parte 3)
Que Possa o Imperador Reinar por Muito Tempo.
(Narrado por Yami, o Primeiro)
Keras havia esquecido de colocar-me de novo na Lâmpada; geralmente, ele fazia isso após sentir que eu não era mais necessário naquele momento, ou que eu estava sendo, de alguma forma, inoportuno; o fato era que eu estava do lado de fora e sem a menor vontade de ficar recluso em minha Lâmpada; eu havia dormido bem durante o jantar de apresentação dos familiares de Emulov, e decidi dar uma volta pela propriedade.
Abri a porta de correr o mais silenciosamente que pude; não queria que Keras acordasse segundos após minha pequena transgressão. Em vez de caminhar, deixei meu corpo mais leve e pus-me a flutuar, descendo as escadarias; um barulho abafado pelas paredes me chamou a atenção. Era o barulho de algo sendo jogado em direção a metal; algo que não fazia muito sentido ali.
Assim que desci as escadarias e fui para o cômodo que parecia ser uma sala de jantar, vi Emulov e um Lagarto com vestes femininas saírem de uma outra porta com os rostos tomados pela tristeza. A Lagarto retirou-se de cena e, com ela, foi-se embora a luz que havia no cenário. Emulov parou em frente à porta, encarando-me. Eu parei de flutuar e pousei no chão sem fazer muito barulho.
— Ainda acordado? — indagou o Zaoano, sério.
— Sim… — Repliquei, monotônico. — Keras não me liberou do serviço, mas também capotou antes de fazê-lo. E você?
— Insone… E aproveitando para colocar conversa em dia com minha mãe. — Replicou Emulov. — Melhor você voltar e descansar, Yami… Os dias a partir de amanhã serão muito, muito longos…
Dito isso, o rapaz silvou e veio em minha direção, subindo as escadarias; eu esperei até que ele desaparecesse na escuridão para olhar aquela porta. Havia algo errado ali, dava para sentir. Desde que eu abri o vórtice para Zao, o rapaz estava agindo mais estranho que de costume. De fato, sua personalidade parecia ter mudado radicamente nos últimos tempos, e aquilo poderia ser preocupante.
Aproximei-me da porta e continuei a ouvir os barulos estranhos, e meus olhos se arregalaram quando consegui distingir algo a mais lá embaixo.
O som de grunhidos ininteligíveis, mas que lutavam muito para serem entendidos.
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(Narrado por Emulov Sun)
Demorou um tempo até eu conseguir digerir aquela informação… Meu pai… O bravo Yao Kai… O perito em táticas de combate… O mais honrado e exímio combatente que conheci… Corrompido. Ensandecido. Pútrido. Morto… E vivo.
Ajoelhei-me sobre minha cama de olhos fechados; a fúria dentro de mim queimava como as chamas que eu já sabia usar a meu favor; doía-me saber que outros Lagartos haviam sido corrompidos e que os Dragões seriam culpados por isso. Sempre me contaram histórias sobre os Dragões e como eles haviam nos salvado de nós mesmos. No entanto, jamais imaginaria que agora teríamos que nos salvar de nossos salvadores… Antes que sua praga continuasse a nos afetar, e a nos matar um a um.
Eu não deixaria minha ira morrer; tomei essa decisão quando vi Yami naquele corredor. Eu o dei uma palavra de comando para que o Djinn entendesse uma única coisa: aquela era a minha terra… E eles teriam que seguir as minhas regras para fazer o que deveria ser feito.
Depois de muito tempo meditando e convivendo com Ireas e sua turma, percebi que aquela era minha missão; eu não seria mais que um Sacerdote guia, uma entidade conectada aos Deuses e ao Fogo, a qual serviria como uma tocha iluminando o caminho escuro e tortuoso no qual estávamos nos metendo.
Ainda assim, minha família precisava de mais de mim; precisavam de mais um filho no Caminho da Drakinata. Além disso, precisavam de um Alto Guarda e, com certeza, um novo Zaogun. Enquanto meu pai não fosse curado, precisava que dois de meus irmãos fossem promovidos dentro da sociedade dos Lagartos. Acima de tudo, queria compensar a ausência de meu pai na defesa desse Ninho… Até porque precisaria de tempo para revelar a situação à única pessoa que julgava ser capaz de recuperar a sanidade física e mental de meu pai.
E essa pessoa, no dado momento, estava exausta – e dormia na cama de palha ao lado, com uma Lâmpada de brilho esverdeado em uma cômoda próxima. Juntei as palmas de minhas mãos com os dedos retos, curvei-me em direção à estátua de naja negra que havia à minha frente e tirei o robe mais largo e grosso que compunha minhas vestes de dormir; em seguida, deitei-me em meu catre e tentei dormir.
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(Narrado por Jovem Brand, o Terceiro)
Acordei com o som de metal caindo sobre a madeira; tentei mover-me devagar sob as cobertas, para não acordar Yumi. Quisera eu não ter que acordar e ajudar Ireas com esse embate final com sua mãe: por mim, poderia ficar para sempre naquela cama…
Saí vagarosamente do quarto, trajando um robe preto e escarlate com o par de chinelos que outrora havia calçado; desci as escadas e dei de cara com os demais de pé e com dois dos irmãos de Emulov – Zula e Zala – vestidos com armaduras similares àquela que Emulov geralmente trajava, só que de cores cinza e avermelhadas.
— Estão prontos? — Falou Emulov, encaixando duas grandes bandeiras nas costas dos Lagartos.
— Ora essa, nascemos prontos! — Silvou Zula, animado.
— Quem diria… Os caçulas do ninho Suv vão se tornar os novos Altos Guardas do exército imperial! — Silvou Zala, ajeitando as ombreiras de sua vestimenta. — Nem acredito que vamos trocar a Drakinata pelos Manguais de Ferro!
— Calma, meus irmãos! — Silvou Emulov, saindo de perto de Zula. — Fico feliz que estão empolgados, mas lembrem-se do que lhes falei!
— O que está acontecendo aqui?! — Indaguei, confuso.
— Bom dia, Brand! — Cumprimentou Ireas, acenando para mim. — Junte-se a nós; vamos explicar o plano…
— Que plano? — Falei, intercalando um longo bocejo à minha fala.
Ireas, Sírio, Wind e Jack se entreolharam; Emulov chamou por Icel e Morzan, pedindo-os para tirar Zula e Zala da sala; uma vez que os irmãos do Feiticeiro estavam fora da sala, eles pediram para eu me aproximar.
— Eu conto ou você conta? — Ireas indagou a Emulov.
— Eu conto, pode deixar. — Emulov replicou, sério. — Só precisava que meus irmãos saíssem da sala; quanto menos eles souberem, melhor.
— Dá pra alguém me dizer o que está acontecendo aqui?! — Indaguei, já ficando irritado.
— Nós investiremos contra o Imperador. — Emulov me respondeu, seco, curto e direto.
E eu não pude acreditar em meus ouvidos.
****
(Narrado por Emulov Suv)
Respirei fundo; pensei muito nisso quando acordei. Para ser mais exato, pensei bastante nesse plano desde a conversa que tive com minha mãe, assim que despertei. Acordamos antes de todos, e tivemos um bom tempo para conversar sobre o que eu havia visto naquele porão. Sobre aquele ser que um dia fora o meu pai.
— Eu tenho uma confissão a fazer. — Falei, suspirando. — Vocês devem ter notado que meu pai é uma espécie de… Assunto proibido aqui em casa.
— Como um tabu? — Indagou Wind, de forma retórica.
— Isso mesmo. — Continuei, concordando com um aceno de cabeça. — Há um motivo para isso. Não consigo ainda acreditar em meus olhos, não gostaria de falar sobre isso, mas, para que vocês entendam o que teremos que fazer e o que está em jogo aqui, contarei a vocês.
Todos, incluindo Brand, concordaram com acenos de cabeça e ficaram em silêncio, aguardando minha fala.
— Meu pai, Yao Kai, era um Zaogun. — Comecei. — Em nossa cultura, os Zaoguns costumavam ser nossos generais e defensores de elite, chegando a ser governantes de pequenas vilas, mantendo a segurança e a ordem com disciplina, austeridade e respeito. Eram figuras de muito poder e prestígio, que governavam Zao com honra. Entretanto, os Orcs um dia começaram a ganhar mais força e, graças a uma profecia, vimos nos Dragões nossa salvação.
— Já estou vendo aonde essa zorra vai dar… — Comentou Morzan — Continue, Lagartinho.
Lagartinho. Definitivamente, desgostava desse apelido; fechei os olhos, respirei fundo e continuei a contar a história.
— Os Dragões vieram até os Lagartos como se fossem enviados do Deus Cobra. — Continuei. — Eles aceitaram ajudar meus criadores em troca de sua obediência, e assim foi selado o acordo. Com a ajuda dos Dragões, conseguiram fazer os Orcs recuarem para o Sul, ficando restritos às Estepes. Entretanto, ua vez feito isso, os Dragões viraram os novos Imperadores e Imperatrizes de minha gente; a princípio, tudo parecia bem, até a criação dos Drakens.
— O que são os Drakens? — Indagou Ireas.
— Como o nome sugere, são metade Dragões, metade Lagartos. — Falei, com asco em minha voz. — Foram criados através de magia, e nascem em Ninhadas de Lagartos como filhotes quaisquer, cujas escamas começam a se diferenciar lá pro terceiro ano de vida. Os Drakens foram criados para serem os emissários do Imperador; foram forjados com sangue, escamas, fogo e magia para manter os Lagartos obedientes à vontade do Imperador; os Legionários se conformaram, os Altos Guardas foram calados e os Zaoguns, destituídos, tornando-se nada além de guerreiros irresponsáveis que lutam por uma sociedade que não se importa com eles, tampouco consigo mesma. A sociedade dos Lagartos ruiu, especialmente com a Corrupção trazida pelos Dragões.
— Como assim? — Indagou Jack. — Seria…
— O cheiro metálico que venho sentindo desde que Yami abriu aquele vórtice. — Falei, sério e levemente enojado. — Esse cheiro não é de metal coisa nenhuma; é veneno. É corrupção. É mácula. Algo tóxico que veio como efeito colateral do poder dos Dragões e que vem com força do Norte. — Respirei fundo, fiz uma pausa e suspirei. — Escutem… Eu não sou muito bom em me expressar, quanto mais pedir favores… Mas, preciso que me façam um ou dois favores enquanto estivermos aqui em Zao.
— Bom… Considerando que temos a mãe de Ireas para enfrentar e você é o único que conhece a região, não vejo mal algum em fazê-lo. — Falou Icel, dando os ombros.
— Concordo… — Falou Brand, cruzando os braços. — Fale o que precisa de nós, Emulov.
— Zula e Zala estão usando armaduras concedidas apenas a Altos Guardas. — Falei, cruzando os braços enquanto via, da escadaria, a imagem de Yumi. — Eles acham que foram escolhidos como novos Altos Guardas, mas não foram. Aquelas armaduras pertenciam ao meu pai, Yao Kai Suv, e ao meu avô, Kun-Lai Suv. O que faremos será infiltrar meus irmãos nos exércitos do Imperador e encontrar uma forma de derrotá-lo de dentro para fora.
— Emulov, isso é arriscado! — Advertiu-me Sírio. — Seus irmãos podem ser pegos e mortos! Tem certeza absoluta de que quer fazer isso?
— Sim… Até porque é aqui que entra a confissão que eu queria fazer… Sobre meu pai. — Falei. — Quero que todos vocês me sigam e, independente do que vejam à seguir… Tentem se lembrar da boa imagem que meu pai um dia teve.
Todos concordaram; Yumi, que chegara pouco tempo antes, olhava para Brand com um olhar interrogativo, e o Thaiano de cabelos prateados optou por sussurrar-lhe os detalhes que ele havia conseguido compreender de todo o plano. No fim das contas, ela simplesmente concordou com um aceno de cabeça. Eu respirei fundo e os guiei até a porta que levava aos aposentos de meu pai, Yao Kai.
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— Mas o que diabos é isso?! Seu pai?!
A voz assustada e horrorizada de Icel fez com que aquilo se tornasse ainda mais real; era meu pai, ou sombra do que ele havia sido. Ele urrava de forma incompreensível, ameçando arrebentar as grades que o continham.
— O Imperador… Ele fez isso comigo… — Sibilou meu pai de forma entendível — Ele fez… Ela fez…
— Ela? — Indagou Ireas, arregalando os olhos.
— Ela tinha um Tomo… Não como o nosso… — Sibilou novamente meu pai. — Mas, guardava muito poder… Muita corrupção… Magia de Dragões… Eu…
Yao Kai atirou-se contra as grades, indo rapidamente em direção a Ireas, olhando-o com os olhos arregalados e assustadoramente brilhantes.
— Ele é cria dela! — Urrou, enlouquecido. — A cria que pode purificar… Destruir o legado da Corrupção! Vá! — Ele estendeu a Ireas um dos Tomos de Esquecimento Eterno. — Pegue esse livro! Fale com Zalamon! Salve-nos! Salve-se! Salve meus filhos… VÁ!
Dito isso, meu pai novamente embrenhou-se na escuridão… E eu comecei a ouvir um choro baixinho vindo do canto mais escuro de seus aposentos. Naquele momento, senti meu sangue ferver e meus punhos fecharem.
Aquela mulher iria queimar. E eu estaria lá para fazê-lo.
Esquecimento Eterno pagaria muito caro por mexer com meu Ninho.
Continua...
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E é isso aí, galera! Perdoem-me pela demora, atualizei meu L.T., a I JT e, agora, atualizei aqui! Estou sendo, atualmente, beta tester do Client Tibia 11 e do próprio test server fechado para o próximo Update! Tirarei Screenshots e eu as subirei quando possível! Até a próxima e aguardo o feedback de vocês
Abraço,
Iridium.
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