Acho engraçado que o mesmo comportamento sempre se repete em todo adorador e amante de político. Seu post lembra muito o Poncheis, quando descobriram que o Lula frequentava um sítio que tinha os móveis dele, fotos dele, pedalinhos com o nome dos netos dele, roupas dele mas, entranhadamente, "não era dele". Durante todo o inquérito, o discurso foram que as evidências eram circunstanciais, que não havia documento que ligasse o sítio ou o apartamento ao Lula (como se a corrupção fosse um crime documentado e facilmente demonstrado sem as evidências circunstanciais). Mais tarde, mesmo condenado, os adoradores ainda insistiam em "não haver provas".
Enfim, não sou polícia, não cabe a mim encontrar qualquer tipo de prova do envolvimento dos Bolsonaros com milícia. Os inquéritos andam, sempre novos fatos são revelados, o caso ainda não chegou na Justiça. Em nada disso eu tenho qualquer envolvimento (nem grande interesse, para falar a verdade). O que cabe a mim, como cidadão, é juntar evidências das mais diversas e definir minha opinião política e crítica sobre os políticos. E, levando isso em conta, julgar qualquer movimento, fala ou posicionamento dos caras. Afinal, político está lá pra isso, para apanhar, para ser apedrejado e trabalhar. O Estado deve ser sempre questionado, independente se o cara que está lá é da minha ideologia ou não (claro, quando não é, fica mais fácil e mais gostoso, principalmente por causa do fã-clube, que fica pistola).
Como estou com preguiça de digitar, posso deixar aqui um link com o apanhado breve algumas das evidências Bolsonaros com a milícia. Não são as únicas, outros eventos, acontecimentos e fontes de informação que acompanho levantam outras coisas, mas trazer aqui me deu preguiça (e nem acho que vá fazer diferença para você). Você pode discordar dos meus motivos ou da minha narrativa, paciência, cada um com sua visão, é assim que o mundo funciona.
Sobre o Bolsonaro e a Lava-Jato: o "poder jurídico" de um presidente se concentra na escolha (que é política) do PGR (líder do MP) e da escolha política do Ministro da Justiça. Por parte do governo, é dessas duas vias que podem sair as interferências em operações. Não é raro isso no Brasil, o PGR do FHC (Geraldo Brindeiro) foi conhecido como "Engavetador Geral da República" por muitos anos não foi atoa. O José Eduardo Cardozo, que foi MJ da Dilma tentou agir de várias formas para sabotar a Lava-Jato. Ou seja, o poder existe. No caso do Bolsonaro, quem age nesse sentido é o Aras, como estamos vendo nas notícias atualmente e até postei uma aqui, busca aí no tópico, não sou seu empregado. Provavelmente por um interesse em uma prometida (pelo próprio presidente, em vídeo) possível terceira vaga no STF.
Mas deixei claro ali antes que não é um movimento apenas do governo Bolsonaro, do qual você evidentemente é fã-girl. Parte também do STF (que sim, foi politicamente indicado por governos anteriores e pode sim responder a esses interesses), de políticos de várias frentes ideológicas, principalmente aqueles que são ou foram implicados na operação (e aí entram políticos que são aliados hoje do governo Bolsonaro, como o Arthur Lira e o Valdemar da Costa Neto, por exemplo) e outros atores sociais ou corporativos.
Enfim, algumas coisas eu já comentei nesse e em outro tópico. Acho que dei até mais atenção do que um attention whore merece.
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