E que Bolsonaro também já começou a fazer, mesmo ainda não tendo assumido.
Não faz sentido nenhum retirar um contrato bastante eficiente para o Brasil (colocar médicos no interior pagando 11k para cada um) quando o Brasil se encontra nessa crise. Agora, o Estado corre o risco de ter que pagar 15k ou mais em carreiras efetivas para os médicos brasileiros quererem ir nessas regiões substituir os cubanos. Se não conseguir fazer isso, além de continuar em crise, o pobre, além de continuar em um emprego de 44h semanais sem opções de largar, ainda vai ficar sem atendimento básico de saúde. E se conseguir, só vai aprofundar a crise no Brasil. Vai ser dificílimo encontrar uma solução benéfica para o Brasil nessa história.
Concordo, Bob. Só espero que você não acredite que Bolsonaro realmente buscou mudar esse status quo com essa medida dele.
No mínimo, nosso país precisa enxugar privilégios, adotar uma gestão mais eficiente, e adotar mecanismos de fiscalização e controle mais fortes. Apenas acho que Bolsonaro foi no caminho oposto com essa última medida dele.
O MEC proibiu a criação de novas escolas de medicina por mais 5 anos, em grande parte graças ao lobby dos médicos brasileiros. Já é uma opção fora de cogitação, se Bolsonaro não quiser comprar essa briga.
Se aumentar os benefícios para médicos que forem ao interior, a ponto deles ACEITAREM ir para o interior, vai ser muito mais custoso do que era com os médicos cubanos. Não parece ser uma solução sensata para um país que, como você mesmo disse, está em crise.
Nesse caso, Bolsonaro deveria ter agido de forma mais progressiva, trabalhando para diminuir a dependência dos médicos cubanos, até eles não serem mais necessários e romper o contrato. Acontece que hoje em dia há a necessidade EXTREMA desses médicos, e muita gente vai morrer se uma solução não for encontrada logo (e toda solução parece difícil). O que me surpreende é você não enxergar isso, Bob.
A propósito, você critica a inércia dos governos anteriores de suprir a dependência desse regime de servidão, mas quando se leva em consideração que era realmente um negócio eficiente, que estava resolvendo os problemas de muita gente que antes simplesmente não tinha médico, chega a ser compreensível.
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Acontece que Cuba tem médico sobrando (já tendo um extenso histórico de ceder médicos para outros países, não só no Brasil). Não é que nem no Brasil, que temos essa classe médica podre e elitista dominante que conhecemos. Enquanto aqui você tem que ter condições muito boas de vida ou ser realmente brilhante para ser médico, em Cuba medicina é um curso muito popular em que qualquer um consegue se formar, como se fosse se formar em odontologia/enfermagem por aqui. Consegue sacar a diferença? Se no Brasil houvesse a mesma proporção de população/médico que Cuba possui, teria boas chances de vermos médicos em situação ainda pior do que os cubanos que tão ganhando 3k aqui (só ver a situação que vários enfermeiros, nutricionistas etc passam nesse brasilzão).
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