
Postado originalmente por
fedor02
Legalizar maconha é legalizar o traficante.
Posso estar enganado, mas será que o injustiçado pela sociedade cruel vai deixar de traficar para poder desfrutar de todas as regulações e depois concorrer honestamente com as demais "empresas" na venda de maconha?
Não entendi o questionamento. O tráfico existe porque gera uma relação de custo-benefício exorbitante para o traficante. O crime incute riscos (risco de perder a mercadoria toda em um único dia, risco de ser preso, risco de perder território, risco de morte ou coisa pior). E esses riscos são válidos quando o dinheiro é grande. E o tráfico fica mais tentador ainda quando ter a mercadoria apreendida e ser preso são riscos cada vez menores no país. Se o retorno cai e o risco aumenta, o tráfico diminui. Se vai ter traficante abrindo empresa, talvez os engravatados que já controlam o tráfico. Mas esses aí também já controlam ilícitos bem piores. Achar que o nóia do morro vai ser microempresário da droga não corresponde a nenhuma realidade dos experimentos de legalização em andamento no mundo.
Mas enfim, o debate não é sobre isso. É sobre o entendimento do que é liberdade e a incongruência de utilizá-la como argumento no caso da arma e ignorá-la no casa das drogas. É por isso que o argumento de armamento da direita conservadora brasileira não está galgada em questão de liberdade individual, mas apenas na crença utilitarista de que ela é uma política de segurança pública.
De resto, deixo para meus colegas de tópico comentarem essas maluquices de Daciolo que você disse aí.

Postado originalmente por
Pap's
No mais, não está com nada ficar bitolado lendo livrinho. A realidade é totalmente diferente. Até porque, eu parei de ler seu post no primeiro parágrafo, rs.
Meio preocupante e sintomática essa frase, Pap's. Conhecimento formal (livrinhos) é o que separa um ser humano racional de um ser humano reativo e enviesado. A "realidade" na verdade são diversas, sua percepção de mundo pode facilmente ser enganada por bolhas sociais, viéses cognitivos, emoções e passionalidade. Os "livrinhos" podem ser um conhecimento metódico e analítico do mundo.
Hoje saiu uma pesquisa sobre 7 de cada 10 adolescentes do ensino médio não conseguirem interpretar textos e gráficos básicos. Acho que boa parte dos nossos problemas estão em justamente não lermos "livrinhos".
Pessoal se preocupa muito com estudantes lendo Marx e Paulo Freire. Eu, que sou professor, me preocupo porque os alunos hoje não leem NADA, porque sequer tem a capacidade cognitiva para isso.