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Tópico: A Historia de Votomo

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  1. #1
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    Opa!

    Passando aqui como prometido!

    Só li o prólogo e o primeiro capítulo, depois eu volto para ler o segundo!

    Eles ficaram muito grandes

    Mas enfim... como o Botas já foi o Bad Cop, eu vou ser o Good Cop!

    Sua história está muito boa! Sério mesmo!

    Me prendeu bastante no primeiro capítulo! Teve ação e muito suspense! Achei que ela conseguiu ter um ritmo legal e ser bem detalhada!

    Enfim, parabéns e continue escrevendo!

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    Então pegue uma xicará de chá, sente-se e leia a história de Dan da Cidade de Carlin.

    (Última Atualização: Livro V: Capítulo 5 - A Guera de Reconquista (Parte 2/2), postado no dia 06.03.2017)

  2. #2
    Avatar de Joxkyz
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    Citação Postado originalmente por Death Killer Ver Post
    Mano, muito boa sua Historia, realmente eu tiro o chapéu!

    Alguns erros de português que eu nem imaginava que um dia alguém ia por aqui... Isso porque são coisas muito simples e não uma frase inteira, por exemplo:

    — Cipfried?! É você?!

    O certo seria:
    — Cipfried!? É você!?

    Bom, agora estou a espera para saber o que vc sabe sobre a espada da fúria haha

    @Edit

    Esqueci de falar, essa letra ai é muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito ruim de se ler '-'
    Bem, eu diminui a letra e coloquei em Verdana, alem de colocar em italico as falas, espero que tenha melhorado, obrigado pelos elogios, que isso continue!

    Citação Postado originalmente por Sombra de Izan Ver Post
    Nossa demorei um pouco para ler o capítulo, mas está excelente, poxa a mistura de fatos e mistérios, junto com um pouco de teoria da conspiração tibiana é uma ideia que atrai muito, como assim diriam, bom sobre os primórdios do tibia deixa muito rastro para especulação, isso é bemmm interessante, to acompanhando viu.
    Obrigado cara, mas muito mesmo. É isso mesmo que eu queria, fazer uma junção de generos com um ar de conspiração... Pesquisei muito para o terceiro capitulo, e apesar de achar que nao ficou tão bom assim, alguns leitores amigos meus que recebem o script antes de todos, gostaram muito, principalmente porcausa das citações, que foram bem trabalhadas, espero que vocês também gostem. Ele já está pronto, agora vou fazer meu texto da disputa roleplay... talvez daqui a 4 dias eu poste o capítulo

    Você é uma inspiração Izan. obrigado por acompanhar

    Citação Postado originalmente por Neri Puerari Ver Post
    Poxa cara, fiquei curiosíssimo para saber quem é essa pessoa que fez o ghoul, ótima tacada essa percepção da Selena sobre o crânio da caveira nao ter caido no chão....

    As conversas estão ótimas, misturando todos os gêneros possiveis, inclusive humor... pelo menos eu achei engraçado a parte do Zebrus...

    Impressionante... to sentindo um clima de romance entre Selena e Votomo...
    mas fiquei com uma pulga atras da orelha com ela estar presa... por quem ela foi presa? será que ela é amiga mesma de votomo?
    Primeiro duvidei de Cipfried
    Agora duvido da Selena...
    Só falta o Votomo ter uma dupla personalidade e começar a fazer auto flagelo
    Se você tá sentindo clima de romance no 2 capt, espere chegar o 3 capt... se vai ficar louco Obrigado pelos elogios cara flw!

    Citação Postado originalmente por Danboy Ver Post
    Opa!

    Passando aqui como prometido!

    Só li o prólogo e o primeiro capítulo, depois eu volto para ler o segundo!

    Eles ficaram muito grandes

    Mas enfim... como o Botas já foi o Bad Cop, eu vou ser o Good Cop!

    Sua história está muito boa! Sério mesmo!

    Me prendeu bastante no primeiro capítulo! Teve ação e muito suspense! Achei que ela conseguiu ter um ritmo legal e ser bem detalhada!

    Enfim, parabéns e continue escrevendo!
    KKKKKKKKKKKKKK, sim... é o unico jeito de eu fazer menos de 100000 capitulos para essa história. Acho que nesse ritmo termina no 20, mais ou menos igual aos livros comuns.

    Opa DanBoy - O Policial bonzinho e lindo
    brincadeiras a parte valeu cara, aumentou meu ego, isso ajuda muito. Me deixa mais entusiasmado para escrever mais e mais.
    Obrigado pelo rasgo de elogios a história, tomara que quando ler o capitulo 2 goste mais ainda!

    Obrigado Danboy você como o Izan é uma inspiração.





    Valeu gente, quando eu for velhinho estarei lembrando de vocês(MENTIRA HAHAHAHA)
    oBRIGADO E CONTINUEM LENDO '---------'

    Bem, primeiramente desculpem pelo Post Duplo(Se mais pessoas comentassem, ficaria mais fácil :'( )

    Não acho que ficaria viável postar isso no post acima por estar muito grande já...

    O capitulo 3 está pronto e corrigido, só vou postar dia 22. Não sei o 4 capitulo... o porque disso é que a disputa roleplay está começando e não sei quando vou poder me atentar a minha história de votomo com toda capacidade.

    Sobre a disputa Roleplay, meu tema é casa mal assombrada(inventado) já tenho algo bem interessante em mente, mas pode deixar a história meio grande, por isso estou tentando resumir, o problema é que resumindo, deixo de detalhar tão bem... já escrevi 2/5 dele... até depois de amanha eu envio ele e vejo se começo a escrever o 4 capitulo...
    Última edição por Cavaleiro Calmo; 24-07-2012 às 03:50. Razão: Cuidado com o double-post.

  3. #3
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    Rlx mano, dois post seguido é normal, todo mundo faz isso '-' Manda uma pmzinha pro Sero que ele junta os comentários.

    E na moral man coloca a letra como Arial que é a classic, se n de qualquer jeito fica ruim de e ler, seus ohos se concentram muito e começam a doer '-'
    As circunstâncias do nascimento de alguém são irrelevantes; é o que você faz com o dom da vida que determina quem você é. (Pokémon - O Filme).

  4. #4
    Avatar de Neri Puerari
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    Citação Postado originalmente por Joxkyz Ver Post
    O capitulo 3 está pronto e corrigido, só vou postar dia 22. Não sei o 4 capitulo... o porque disso é que a disputa roleplay está começando e não sei quando vou poder me atentar a minha história de votomo com toda capacidade.
    ué se ta pronto posta logo... to ansioso
    quero saber oque você conhece da SOF!!!1!

    sai que horas +/-?
    In memories of Skalters

  5. #5
    Avatar de Joxkyz
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    Citação Postado originalmente por Neri Puerari Ver Post
    ué se ta pronto posta logo... to ansioso
    quero saber oque você conhece da SOF!!!1!

    sai que horas +/-?
    Hahahaha... Relaxe pequeno gafanhoto.
    O capítulo vai sair amanha as 18:30
    Garanto que está muito bom, recheados de citações e surpresas...




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    Última edição por Joxkyz; 23-07-2012 às 22:42.

  6. #6
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    Quero que saia mais cedo.
    As circunstâncias do nascimento de alguém são irrelevantes; é o que você faz com o dom da vida que determina quem você é. (Pokémon - O Filme).

  7. #7
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    Bem, desculpem pela demora, eu peguei o texto e coloquei aqui as 18:40... a minha net caiu e quando fui postar acabei perdendo todas as edições que tinha feito de ultima hora, inclusive colocado os travessões e a retrospectiva. =(

    Bem, então duas horas depois do prometido lá vai o 3 capitulo (MAUHMWHUAHMU <- Risada maléfica )

    Spoiler: Retrospectiva do ultimo capítulo


    Capítulo 3 – Mistérios Por Rookgaard

    Parte I — Um acontecimento inesperado.

    30 de Maio de 1626 - 23:05

    — Olha os dois ai! — Disse Zerbrus enquanto Selena e eu subíamos a escada da ponte — Os dois pombinhos estão tão suados. Que atividade cansativa estavam fazendo a esta hora? — o homem falou isso quase caindo na gargalhada, era claro do que ele estava falando. Zerbrus parecia um cara legal, mas exagerava em seu humor ácido.
    — Ah claro, você me conhece Zerbrus, eu me derreto quando vejo um homem tão lindo como Votomo — apesar de dizer em tom de ironia, eu cheguei a ficar um pouco feliz. Foi quando lembrei que ela era cega. Zerbrus só faltou chamar a atenção de Mantus do outro lado do mundo com outra risada.
    — Você fica aqui dia e noite Zerbrus? — Perguntei tentando desviar daquele assunto constrangedor.
    — Só fico até meia-noite aqui... Depois só volto às oito da manhã.
    — Bem, então tenha uma boa noite de sono Zerbrus. — Disse Selena querendo apressar as coisas.
    — Louis estava preocupado com vocês dois... é melhor correrem. — Zerbrus nos lembrou novamente.
    — Obrigado Zerbrus, até mais ver! — Disse antes de descer as escadas.


    Depois de sair da ponte, comentei com Selena sobre esse humor que Zerbrus tinha. Ela me pediu que eu desconsiderasse algumas coisas que ele fazia, disse que a mulher do guarda morreu quando Mantus atacou a ilha e quando finalmente começou a ter um caso com Lee'Delle, ela se cansou de viver na pobreza que Rookgaard estava passando e resolveu deixá-lo para se mudar para Yalahar. O pobre guarda não conseguiu abandonar sua cidade natal. Selena revelou já ter escutado ele chorando, quando já eram altas horas da madrugada.
    Fiquei pensando como deve ser difícil perder alguém que ama por uma entidade cruel. Deve ser muito triste.
    A pior coisa que me acontecera era a perda de meu grande amigo Yörük, eu sofria muito por causa dele. Apesar disso, fiquei imaginando como seria perder alguém que você ama demais, um filho ou uma mulher por exemplo. Deveria ser a pior coisa do mundo.

    30 de Maio de 1626 — 23:30

    Quando chegamos em casa, jantamos um delicioso frango que Loui tinha deixado em cima da mesa, esquentamos e o comemos. O monge estava dormindo em seu quarto, a porta que dava ao quarto dele ficava na sala e estava entreaberta. Já era quase meia noite, então eu e Selena decidimos dormir; demos um longo abraço. Foi bom sentir um pouco de afeto vindo de outra pessoa.
    A cama era super confortável e eu estava super cansado, nem deu tempo de pensar sobre a vida antes de dormir como fazia, o sono veio rápido demais.
    Como na noite em que fui parar no bunker de Cipfried, tive sonhos.

    Estava em um palácio gigantesco, que deveria ter trinta metros do chão ao teto. A minha frente havia algo parecido a uma sala de estar e atrás de mim um corredor que se estendia por vários metros. A sala era toda branca com cadeiras e tapetes vermelhos para todos os lados, pela janela conseguia ver que estava de noite e chovendo, trovoadas iam e viam, os cavalos relinchavam ao fundo. Eu tentava entender oque estava acontecendo e aonde estava, até que comecei a escutar um barulho vindo de uma das portas do corredor, portas pretas e imensas. Eu corri para ver o que era.
    As portas tinham quase três metros de altura. O barulho persistia, foi ficando maior e logo depois menor, percebi que já tinha passado da porta que procurava; escutei atentamente àquelas portas do corredor e consegui achar de onde vinha o barulho. Eu abri a porta e consegui ver um homem de aura vermelha com dois chifres imensos, parado. Deveria ter uns dois metros e meio de altura, parecia muito com Zathroth pelas costas, mas esse não era seu tamanho. Ao lado dele havia um Ciclope um pouco menor que a outra entidade e um cabelo moicano preto, ele batia com um martelo em uma espada dourada que chamuscava e soltava faíscas.
    Os dois se viraram para mim, o Ciclope tinha um olho imenso e verde e não parou seu trabalho ao me ver, olhava para mim e continuava a moldar sua espada. O outro, maior e de aura vermelha, não parecia com Zathroth. Ele era Zathroth.


    Não sei como estava desse tamanho e nem como havia recuperado seu outro chifre.
    — Está vendo garoto? — Disse Zathroth com uma voz que poderia ensurdecer qualquer um. — Meu chifre já voltou, estou me regenerando, logo irei te buscar, nem que tenha de ir nas profundezas do inferno, afinal é o meu lar. — Riu histericamente, com uma risada fantasmagórica, digna de um vilão.
    O Sonho mudou. Selena corria ao meu lado. Com a gente havia um garoto loiro dos olhos azuis, parecia ser mais velho que a gente, uns vinte anos.
    — Corra Votomo, precisamos encontrar Loui! — gritou desesperada Selena enquanto ofegava pela corrida.
    — Devemos ir na ilha da Espada da Fúria... Mas como? — Disse o loiro dos olhos azuis.
    O sonho acabou.

    31 de Maio de 1626 — 10:40

    Acordei em um pulo, Selena estava a beira da cama segurando um café da manha, ela se assustou tanto que quase caiu da cama, com o seu balançar, um pouco do suco de laranja que segurava derramou em sua camisa regata — que por sinal era branca.
    — Droga... — Passou o braço na parte molhada — O que aconteceu!? — perguntou Selena.
    — Não... Não sei, tive um pesadelo... — Me ajeitava na cama até perceber que isso a deixara preocupada — Esqueça sobre isso. Sonhos são sonhos... Não vamos entrar em devaneios. — disse confuso.
    — Ah, tome. Loui me ajudou a preparar. — Estendeu seus braços oferecendo um pão com o suco de laranja. Me esforcei para não olhar para sua camisa, que estava transparente — Pegue logo, preciso trocar esta camisa.
    Peguei o café da manha e Selena saiu rapidamente do quarto, deixando a porta aberta, entrou em seu quarto e o trancou.


    Tomei meu café da manha; joguei uma água no corpo e já me preparava para chamar Selena, afinal estava na hora de irmos procurar pistas da Espada da Fúria, assim como tínhamos combinados no dia passado. Enquanto subia as escadas após sair do banheiro escutei Loui falando:
    — Quem é vo... — Então um estrondo forte soou pela casa, fiquei por um momento surdo e desorientado. Selena saiu de seu quarto com uma cara de desespero que nunca vi antes. Segurei-me ao corrimão da escada para não cair. Ao descer um pouco as escadas, vi que havia fumaça e poeira para todos os lados, não enxergava nada, Selena passou por mim rapidamente com sua lança na mão. Quando sem mais nem menos uma flecha bem pequena e vermelha a atingiu no pescoço, ela colocou a mão na flecha e a tirou. Parecia que analisava a flecha, mas seu olhar parecia distante; em seguida, ela desmaiou no chão, deveria ser algum tipo de tranquilizante. Rolou alguns degraus da escada e bateu com a cabeça na parede. Chegou a minha hora, olhei diretamente para o ponto de onde tinha vindo a flecha, sentia uma presença maligna ali. A flecha veio. Me acertou no mesmo local de onde tinha acertado Selena, tudo ficou turvo rapidamente, sentia tonturas e meu corpo parecia levitar, não escutava mais nada, parecia estar de baixo d'agua; então tudo ficou preto.

    Parte II — Um pacto pela flor

    31 de Maio de 1626 - 15:50

    — Ei garoto, acorde! — Gritou alguém.
    Eu acordei, com pavor e assustado. Porém mal conseguia me mover, estava arquejante e enjoado. O que havia acontecido? E quem era esse que gritava ao meu rosto?
    — Acorda logo Votomo, pare de fazer drama — disse Selena, bastante carismática.
    — Torcemos para que ele esteja morto — apesar de ainda ter dúvidas, este parecia ser Zerbrus, sua risada o denunciou.
    Abri o olho lentamente, tinha dificuldades até para isso.
    — Você está bem? — Selena me consolava
    Eu não respondia, não tinha condições para isso.
    Zerbrus interviu:
    — É claro que o pirralho está bem. Só precisa descansar. Não é mesmo Vitamo?
    — O que...? – eu disse atordoado.
    Agora conseguia ver mais claramente, eu estava deitado na escada. Selena estava sentada na cadeira da sala com gelo em sua cabeça e cheia de curativos. Zerbrus agora estava ao meu lado olhando diretamente para mim, parecia curioso. A casa estava um caco, a mesa estava quebrada, algumas cadeiras também. Havia poeira e estilhaços de vidro para todo o lado, agora pude ver da onde vinha o vidro quebrado; as janelas haviam quebrado. Tinha alguns móveis destruídos e outros jogados no chão O que acontecera ali?
    — Temos que te contar uma coisa Votomo — disse Selena fazendo uma cara de dor — Loui foi sequestrado.
    "Loui foi sequestrado" — Após ouvir isso, eu olhei ao meu redor; com tudo destruído; com tudo fora de ordem; com Loui desaparecido. Aquilo não era certo. Eu não sei quem fez isso, mas, imagino quem tenha mandado fazer. A dor que eu sentia acabou, se transformara em raiva. Zathroth não iria tirar duas pessoas de minha vida sem sair impune. A guerra começou.


    — Exura — Pela primeira vez foi fácil soltar uma magia. Meu corpo melhorou consideravelmente, mas ainda me sentia tonto.
    — Exura! — Gritei. Finalmente estava bem o suficiente para levantar, eu levantei em um pulo, confiante e sedento por vingança. Loui não me conhecia a muito tempo, mas foi acolhedor e simpático. Me deu moradia e conquistou minha confiança. Contava comigo para derrotar Mantus e Zathroth. E agora; era exatamente isso que eu pensava em fazer.
    — Vamos. — disse confiante.
    — Aonde? — Os dois perguntaram. As suas palavras foram um baque de realidade para mim. Eu hesitei, mas disse:
    — Devemos ir ao encontro da Espada da Fúria.
    — Espada da Fúria? — Selena disse desacreditada e em seguida riu com desdém — Loui sumiu e você está preocupado com uma lenda idiota?
    — Boa gênio — ironizou Zerbrus — Você não se importa com a vida de Loui não?
    — Me escutem imbecis! — me impus pela primeira vez — Eu tive um sonho. Existe uma outra pessoa na ilha. Você, Selena, dizia que devíamos procurar por Loui, então ele disse que devíamos ir no local da Espada da Fúria.
    A cara dos dois se fecharam na hora do palavreado e ficaram curiosos quando falei do sonho.
    — Tá, mas a viagem é longa e eu estou toda machucada, enjoada e sem ânimo para isso. Vá sozinho se quiser, ou espere até amanha, quando estiver mais calma. — Disse Selena, irritada. Ela pegou sua lança e começou a subir as escadas, balançando ela, como se estivesse se localizando no local, ao aproximar sua lança de mim, me bateu com ele e disse ironicamente: "Desculpa". E seguiu subindo as escadas. Ela entrou em seu quarto e o trancou.
    — Não se preocupe com isso. Mulheres sempre ficam assim de tempos em tempos. — Pela primeira vez Zerbrus parecia falar algo inteligente — Elas sangram por certos lugares e ficam assim... Não sei porque, mas ficam. E não são só algumas. Enfim pirralho, quer que eu te acompanhe?
    — Obrigado Zerbrus, mas vou esperar até amanha, algo me diz que Selena tem de estar conosco, além disso, se queriam matar o Loui, o fariam aqui mesmo. Não o raptariam sem motivo.
    — Tudo bem então garoto... Boa sorte, vou ficar aqui a sua porta, acredito sua casa tenha mais perigos do que minha ponte.


    Eu entrei no quarto de Loui para buscar alguma evidência. Nunca ousaria entrar aqui em outra ocasião. O quarto tinha paredes verdes como as folhas de uma árvore. Tudo era muito bem arrumado. Em sua mesa estava um livro. Talvez um diário, tinha cor preta com detalhes em brancos. Ao abrir, confirmei o que era, estava escrito na primeira página "Diário de Loui" procurei pelos seus últimos registros e me surpreendi:
    “Votomo, todos nós temos habilidades únicas. Nós monges aprendemos isso quando criança. A minha é prever certos acontecimentos. Sabia a alguns dias que você abriria este diário. E preciso que leia com atenção. Um mal se aproxima de mim, não falo de guerra nenhuma e de nenhum Zathroth. É algo pior. Você vai viajar a terra distantes, andará por lugares cheios de mistérios e terá grandes decepções. Mas isso você terá que descobrir sozinho. Mas posso te ajudar de alguma maneira. O Oráculo era um grande amigo meu, ele me recitou algo que você deve saber. Era sobre a lenda de um menino que viria para salvar a terra da destruição. Espero que entenda.

    ‘À cidade prometida ele viajará.
    O conflito dos minotauros tem de acabar.
    Vai seguir o réptil em um labirintos de latim.
    Procurando a porta do mistério sem fim.’

    Antes de terminar isso quero te dizer uma coisa:
    Não tentei curar Selena, não recebi nenhuma mensagem de Fardos. A realidade que eu não posso usar magias de cura, para isso eu necessitaria de uma flor dos deuses, esta que eu troquei com o Durin, Deus dos anões. Pelo o que eu troquei? Você deve se perguntar agora. Para descobrir isso, faça o que eu digo: Desenterre Tibiasula de seu túmulo, com cuidado é claro. Ao ver o primeiro osso, ore por ela e peça permissão para tirar os equipamentos que estão a sua mão. E lembre-se: Você é um garoto humilde.”



    Não sei se ficava feliz pelo presente que me esperava; se me surpreendia por Loui ter mentido para mim ou se chorava por haver segundo Loui, um mal pior do que Zathroth.
    Desci as escadas rapidamente, iria ver Tibiasula em seu túmulo. Senti vontade de chamar Selena, ela iria adorar. Talvez em outra ocasião; me lembrei que ela estava bastante machucada e irritada. Abri as portas da casa e nem ao menos me despedi de Zerbrus, só disse que voltaria logo e o homem ficou sem entender nada, de boca entreaberta, coçando sua cabeça.
    Quando cheguei na caverna de Tibiasula, notei que havia deixado tudo em casa, meu punhal, escudo e minha tocha, até que lembrei de uma fácil forma de resolver a ultima coisa, que seria o único problema para aquela caverna.
    — Utevo Lux! — Uma luz começou a ser emitida de minhas mãos. Uma luz que ia aumentando gradativamente.
    Corri bastante até o tumulo de Tibiasula. Notei um outro erro meu. Esquecera da pá, como iria abrir o tumulo de Tibiasula? Não se desespere Votomo, isso foi um abrigo por quatro meses. procurei por toda parte e finalmente encontrei, dentro de uma das caixas havia varias pás e cordas, peguei uma pá e voltei ao tumulo.
    Comecei a desenterrar Tibiasula. Não estava acreditando que iria conhecer uma Deusa; não exatamente conhecer, iria apenas observar. O trabalho era árduo, demorou um pouco até eu encontrar algo. Era um osso, mas ao iluminar o osso, percebi que era algo diferente dos ossos humanos, não era branco; era dourado.
    — Tibiasula tem esqueleto feito de ouro! — falei sozinho de tão intrigante aquilo poderia parecer.
    Como Loui me pediu, orei por Tibiasula. Pedi para que ela descansasse em paz e também pedia permissão para tirar seus equipamentos. Parece que teve efeito. A terra e pedras que ainda cobriam seu esqueleto começaram a flutuar, fiquei assustado com o que estava acontecendo, mas algo me dizia que tudo estava sob controle. Grão por grão, tudo ia saindo de cima de seu corpo. Depois de alguns segundos, quando a maior parte de seus ossos estavam sem sujeira, seu esqueleto começou a brilhar em um tom azulado fazendo com que toda a área da caverna se iluminasse, tive de fechar meus olhos por um tempo. Assim que tudo que cobria Tibiasula estava no alto eu consegui ver com mais clareza. A Deusa tinha uns três metros de altura, seus ossos estavam em perfeito estado de conservação, talvez por isso a caverna mantinha a natureza vívida. Algum tipo de energia devia ser emitida de Tibiasula. Seus ossos dourados brilhando em cor azulada refletia nos cristais do teto da caverna e deixava todo um ar de beleza e de perfeição.


    E lá estava o que Loui queria me dar. Tibiasula segurava um Escudo vermelho e um machado. O machado tinha uma haste de madeira, era branco com vários detalhes dourados, na haste havia escrito em prata "O Machado dos Anões".
    O escudo era vermelho com um desenho de um dragão ou um gavião. Ao pegar o escudo e olhar sua parte traseira, notei que estava escrito na parte superior "Escudo de Griffo". Após pegar os dois presentes de Loui e me afastar de Tibiasula, toda a terra que antes cobria ela voltou ao seu ponto original. Cobrindo novamente a Deusa, que voltava ao seu repouso.
    Eram presentes lindos e poderosos, eu agora me sentia um verdadeiro guerreiro. Não sabia porque Loui me daria aquilo. Ele deixou de ter a flor da cura para poder me dar isso, com certeza deveria ser bem importante.
    No resto do dia, eu passei treinando. matava esqueletos, Trolls, lobos e aranhas. Notei que no local dos mortos vivos, onde havia esqueleto, não apareceu nenhum Ghoul novamente, aumentando a certeza de Selena, que disse que não deveria aparecer nenhum Ghoul naquele local, que aquilo deveria ser obra de alguém.


    Quando voltei para casa, já eram dez horas da noite. Zerbrus não estava na ponte e nem na porta da casa. Encontrei Selena comendo à mesa.
    — Boa noite... — tentei chamar sua atenção
    — Boa noite — respondeu ela friamente.
    — Olha Selena, me desculpe por hoje mais cedo. Eu fui ríspido com vocês, eu errei e peço perdão por isso.
    Selena levantou de sua mesa e veio em minha direção, deu tempo suficiente de deixar meus equipamentos no sofá ao lado para não estragar a surpresa. Ela estendeu sua mão colocando-a em meus pescoços, tateou algo por ali, até chegar em minhas bochechas. Ergueu sua mão direita a alguma distancia do meu rosto e me deu um tapa forte.
    — Ai! Isso doeu!
    — Você mereceu — disse rindo, em seguida me deu um abraço e um beijo em minha bochecha, lugar onde havia me dado o tapa — Me desculpe por hoje também Votomo, espero que isso seja esquecido, tanto da minha parte, quanto da sua.
    — Ah... Por mim sem problemas... — dei um sorrisinho — Tenho surpresas para você.
    — Encontrou aquela pessoa que disse que vagava na ilha? – Disse ela inquieta.
    — Não procurei por ela. Tenho uma noticia melhor que isso.
    — O que? — ela perguntou fazendo uma cara de curiosidade.
    Lhe contei sobre algumas, somente algumas partes do diário de Loui, não citei coisas como ele ter mentido sobre a cura dela. Contei apenas coisas como a que pedia para eu desenterrar a Deusa e que pegasse tais equipamentos. Ao terminar a história, peguei os dois equipamentos e bati um ao outro para que ela escutasse.
    — Eu... Eu... Eu não acredito! — disse Selena, pasma.
    — Eu sei! É inacreditável esses equipamentos todos e... — Ela interveio.
    — É inacreditável você ter ido desenterrar uma Deusa e não ter me chamado! Você é um idiota Votomo!
    — Desculpe novamente... — tentei consolar ela.
    — Irei te desculpar, mas nunca vou esquecer disso. — disse enquanto fazia cara de decepção.


    Ficamos conversando até umas onze horas, quando ela aconselhou que fossemos dormir. Antes de fomos dormir, fiz um pedido a ela:
    — Selena... — disse sem jeito.
    — Diga Votomo...
    — Você gostaria de dormir em minha cama hoje?
    — O... O que? — Riu enquanto falava.
    — Você quer dormir... — fui interrompido por ela novamente.
    — Eu escutei o que disse. Só não entendi.
    — Loui sumiu, somos só nós dois e tem algum sequestrador a solta por Rookgaard, vai que essa entidade goste de donzelas dormindo? Minha cama é de casal, mas não vou tentar nada, juro por todos os Deuses!
    — Até por Zathroth não é? — disse irônica.
    — Não... Esse não...
    — Tudo bem Votomo, confio em você, vamos.
    No meio da madrugada, cheguei mais perto de seu corpo, acabou que dormimos abraçados naquela noite, foi muito bom dormir ao lado dela. Sua cabeça encostava em meu braço e ombro, meu outro braço ficou em cima de sua barriga, criava se a partir dali algo especial entre nós dois.


    Quando acordei, Selena já estava de pé, olhava pela janela.
    — Bom dia... — tentei anima-la.
    — Bom dia — virou se para mim — É hoje que sairemos em busca de outra pessoa na ilha?
    — Vamos tentar né.
    Levantei como em nenhum outro dia, sabia da responsabilidade que tinha. Loui estava perdido e eu tinha que cumprir com meus deveres. Desci as escadas pensando em meu treinamento, nos momentos de aperto. Fiz um café da manha para mim e para Selena; pães amanteigados com um suco feito de uvas — o que era muito raro na ilha — Comemos rapidamente, pois o dia seria longo e não tínhamos muito tempo a nossa disposição.
    — Por onde procuraremos primeiro? — Perguntou enquanto colocava alguns suprimentos e equipamentos em sua mochila.
    — Seria bom irmos as redondezas da Espada da Fúria, talvez lá encontremos alguma pista — pensei em que poderíamos encontrar por lá — Você sabe o caminho não é?
    — Sim... fica do outro lado da ilha, vamos. O caminho é longo.
    Muito longo ela quis dizer, tivemos que passar pela cidade principal, pela ponte por onde não podia passar quando criança, por montanhas e rios. Já tinha passado quase meia hora e não tínhamos chegado ao nosso destino.
    — Já esta perto? — Resmunguei.
    — Estamos na metade do caminho.
    — Ah que droga... Ei! O que é aquilo? — Avistei ruínas perto de uma montanha, um muro destruído, várias rochas e pedras pelo chão.
    — O que você vê?
    — São muros... Não sei dizer... parece ruínas de uma casa.
    — Ah... Isso é uma caverna... Ja vim aqui com Loui... Vamos vir aqui depois.


    Continuamos nossa viagem. Depois de subir por montanhas e passar por fortes de Trolls, finalmente estávamos avistando a ilhota. Havia grades em volta dela. Pedras em flama e ao centro a espada estava intocável; nem mesmo Mantus ousou pegar para si.
    — Então... Espere! Eu já vi Cipfried com essa espada! — Nem eu mesmo acreditava no que dizia. Essa era a espada que Cipfried havia me atacado um dia antes de partir para Thais.
    — O que? — Selena sorriu ironicamente.
    — Eu já o vi usando essa espada em treinamento comigo antes de sair para Thais.
    — Então está explicado. Se ele tem maneiras de ir ao continente e voltar com certeza é uma replica. No grande continente existem várias, chamadas de "Spike Sword" — A Espada Pontuda.
    — Pode ser — analisei alguma forma de poder chegar perto da espada, suas pedras chegavam a um metro e meio de altura, o calor do fogaréu poderia ser sentido aqui.
    — E então Senhor Votomo. Onde está o que procuramos?
    — Deixe-me pensar um pouco. — Espreitei por algumas arvores e montanhas, precisava encontrar alguma coisa, alguma pista. — Olá!? Alguém!? — Gritei sem sucesso.
    Já estava pensando em desistir, quando de repente algo me disse que a resposta estava ali. Eu só necessitaria ter calma. Começou a chover forte, Selena já estava irritada com a demora. Me aproximei da água.
    Ao olhar atentamente para água, uma inquietação atingiu meus olhos, não conseguia prestar atenção, parece que meu olho procurava algo sem mesmo eu querer, e então consegui ver uma garrafa de vinho boiando. A inquietação parou exatamente quando eu vi o vidro. Havia algo dentro dessa garrafa. Me aproximei e peguei a garrafa e a destampei. Estava rachada e com alguns pedaços de lodo em volta. Quando limpei parte da sujeira, percebi que o que estava dentro da garrafa. Era um papel. Selena ser aproximou ao ouvir o destampe da rolha. Puxei o papel e comecei a ler. O papel era bastante desgastado e manchado, nele continha um pequeno texto:

    Meu nome é Chris. Estou vivendo em uma caverna de lobos ao extremo nordeste da ilha de Rookgaard. De alguma forma consigo conviver com eles e os mesmos pensam que sou um integrante da matilha. Se tiver algum sobrevivente da ilha, por favor, venha até mim. Eu tenho abrigo, alimento e água. Me escondi de Mantus durante sua invasão. Ao visitar a cidade uma vez, fui atacado por vários ratos, nunca mais voltei lá. Se você for do grande continente. Por favor, venha me buscar, não aguento mais viver às escuras.

    Eu li o texto em voz alta, para que Selena pudesse escutar, ela disse que sabia a localização dele. A caminhada duraria em média mais uma hora.

    Parte III — Novos contatos, novas informações
    31 de Maio de 1626 - 16:25

    — Bem... parece que você estava certo — bufou, como se isso mexesse com ela.
    Não respondi, estava muito cansado. O escudo e o machado estavam pesados e eu ainda tinha me oferecido para carregar a mochila de Selena. O que ela carregava ali? — Pensei. Após algum tempo chegamos ao local da caverna, existia uma escada para baixo. Descemos bem devagar, temendo o que encontraríamos lá. E se ele tivesse morrido? Será que Chris era o garoto de cabelo loiro e olhos azuis? — Esses tipos de duvidas chegaram a mim rapidamente enquanto eu descia a escada. Selena me acompanhava, segurando em minha mão. Seu rosto mostrava que ela estava tensa.
    A caverna tinha um cheiro horrível, tinha goteiras em todos os lados, lodo e rochas espalhados por todos os cantos. Ao final da caverna, havia uma fogueira, e antes dela uma silhueta de um homem de mais ou menos um metro e oitenta.
    — Olá? — Chamei sua atenção — Chris? É você? — O homem rapidamente se virou, pegou uma espada fina e grande, parecia uma Katana.
    — Quem são vocês? — Se aproximava lentamente, em posição de batalha — Se apresentem.
    — Meu nome é Votomo. Esta é Selena, somos sobreviventes de Rookgaard, encontramos sua mensagem e viemos.
    Ele apertou algum tipo de botão em uma das rochas, imediatamente várias luminárias foram acesas, iluminando toda a caverna. Agora mais claro poderia perceber que ele fez um bom trabalho. Havia uma saída de ar no teto, bem em cima de onde o fogo queimava, sua cama estava à direita e caixas à esquerda. Havia um pequeno telhado acima da cama e das caixas, provavelmente para proteger tais coisas da goteira. Alguns lobos estavam deitados perto das rochas, nenhum acordado.
    Chris era loiro dos olhos azuis como em meu sonho, tinha um topete bastante desfiado, era musculoso e tinha um rosto bem triangular. Parecia um artista de cinema. Vestia uma armadura de correntes, que estavam bem alinhadas. Sua calça era uma jeans preta com detalhes de ferro.
    — Bom, não parecem ser uma ameaça. — Ele desviou seu olhar para meu escudo e machado. — São do grande continente não são? Quer dizer, não vieram de Rookgaard...
    — Somos de Rookgaard, nunca fomos ao continente — interveio Selena.
    — Sério? E como usam um Escudo de Grifo e um Machado dos Anões?
    — Presente de um monge. — Respondi rapidamente. — A travessia entre o continente e a ilha se tornou mais fácil depois que Mantus atacou.


    Foram longos dez minutos para explicarmos para ele o que estava acontecendo, o que aconteceu e como sobrevivemos. Depois de tantas conversas já tínhamos formado uma amizade. Mas o objetivo principal era a busca por Loui, não podíamos nos desviar do assunto.
    — Bem... então onde vamos primeiro? Onde vocês acham uma boa para procurar Loui? — Chris perguntou.
    Eu não sabia se estava certo, mas se interpretei bem os versos do Oraculo, devíamos ir a uma cidade e resolver os problemas dos minotauros. E depois disso conseguir entrar no Labirinto de Latim, que se não me enganava é o Labirinto da Fúria.
    — Chris e Selena, Cidade Prometida e minotauros, o que tem haver uma coisa com a outra? — Selena sempre foi inteligente, principalmente por Louis ter revelado segredos a ela. Chris parecia ser inteligentíssimo, parecia que lia livros a todo instante. Também notei que em uma das caixas de seu abrigo estava escrito "Livros". Provavelmente ele deveria ler bastante, por isso reconheceu meus equipamentos.
    — Bem, depende de que lado está falando, existem dois clãs de Minotauros, o que ficam do lado do Rei, Markwin e os que ficam do lado de Palkar, líder dos rebeldes. Markwin já tem sua cidade prometida, que é Mintwallin. Mas Palkar sonha alto, ele quer conquistar tudo a sua volta. Mintwallin, Ab'dendriel, Kazordoon e até mesmo Rookgaard. — Chris mostrou que eu estava certo. E Selena continuou:
    — Já sei onde quer chegar Votomo, quer saber a relação dos minotauros com Rookgaard, bem, há relatos e mais relatos que mostram que Rookgaard seria um importante lugar para Palkar e Markwin, irei lhe explicar a história que Loui me contou. — Deu uma pausa longa para respirar e não parou mais de falar
    — Rookgaard fazia parte do laboratório de Markwin, aqui extraiam leite, que é o principal alimento dos Minotauros. Um dia, Palkar, roubou a chave e invadiu Rookgaard através de um vórtice que tem aqui. Mintwallin diferente do que muitos pensam, não representa só a cidade, mas sim grandes labirintos, em uma parte do labirinto de Mintwallin, há um pequeno vilarejo, lá vivem minotauros rebeldes e Palkar, é por isso que não é possível encontrar Palkar no quartel general dos rebeldes, não é lá onde vivem. Dentro desta cidade existe um Vórtice, advinha que conexão existe entre o vórtice de Rookgaard e o vórtice de Mintwallin? Mas o portal está instável, há muito tempo ninguém vem e vai de um lado para outro. Mas para evitar que algum humano pudesse entrar no portal, um soldado de Palkar trancou a passagem. — Chris continuou a partir dai:
    — O Mago dos Minotauros está trancado, e o paradeiro da chave é um mistério para todos os humanos. Humanos procuram uma maneira de ir e vir do continente para a ilha a todo o tempo. — franziu a testa. — Ai que entra a Espada da Fúria, segundo alguns livros, Palkar foi o dono desta espada. Os Ciclopes a forjaram para ele. Por isso o nome de Espada da Fúria; com esta espada, Palkar matou muito de seus irmãos, que eram fiéis a Markwin. Mas ele acabou perdendo a espada em uma batalha em Mintwalin e ela foi deixada aqui pelo Rei dos minotauros. E foi por esse motivo que Palkar invadiu Rookgaard. Para recuperar o que era seu.
    — Mas eu não entendo uma coisa... – Franzi o cenho e continuei o raciocínio — Se a Espada da Fúria está em Rookgaard, e Palkar tem soldados aqui na ilha, porque ele não recupera a maldita espada de uma vez?
    — Há vários motivos — disse Selena — Primeiro porque somente os minotauros do subterrâneo são servos de Palkar, eles estão a anos tentando chegar a superfície. A espada está aqui em cima, sendo protegida por um único remanescente do antigo "Inferno dos Minos". O minotauro fica em uma torre, protegendo a espada dia e noite. Já houve vezes que minotauros chegaram a superfície a mando de Palkar para buscar a espada. Mas algo o fizeram fracassar.
    — Sabem de mais alguma coisa? — Perguntei esperançoso. Em vão; os dois balançaram a cabeça, respondendo negativamente. — Eu sei. Vamos ao local do vórtice. Me levem até lá.


    Antes mesmo de pedir para me levarem até lá; já estávamos perto, pois o caminho para a Espada era o mesmo caminho da entrada da caverna, então não precisamos desviar de nossas rotas... Me lembrei que enquanto treinava com Cipfried, ele me disse que quem lhe ajudou a fazer com que eu dormisse por quatro anos fora o mago dos minotauros... Porque Cipfried teria contatos com aliados de Palkar? Seria coincidência?
    Ao entrar na caverna, não só eu como Selena e Chris tivemos a pequena sensação de que aquela área continha bastante vida. Não era de se estranhar, lá viviam Orcs, Trolls e Minotauros... Todos tinham incrível inteligência se comparado a outros monstros. Principalmente os minotauros. Cipfried me disse há anos que os Minotauros são extremamente inteligentes, tem suas próprias cidades, falam e escrevem em línguas humanas e conhecem bem sobre logística e arquitetura.
    Entravamos cada vez mais e mais adentro da caverna, descemos escadas e agora já estávamos enfrentando ogros. Agora estavamos em um tipo de labirinto, onde encontrávamos lobos e minotauros — que inovador, estamos entrando na colônia dos minotauros em Rookgaard e temos que passar por um mini labirinto — pensei.
    Agora só faltava uma escada, Selena me avisou a alguns minutos que quando decessemos ela, encontrariamos minotauros que caçariam-nos até a morte. Eu já escutava barulhos vindo de lá de baixo. Analisava toda a situação que envolvia minotauros e Rookgaard. A cidade prometida de Palkar. Talvez encontraríamos essa cidade do outro lado do vórtice mágico. O que o Labirinto da Fúria teria haver com toda esta história? Será que Loui ainda está bem? Algo em dizia que quem o raptou precisa de mim, e não iria matá—lo antes de eu fizesse exatamente o que ele queria.
    Desci a escada devagar. A escada estava úmida ou minhas mãos não paravam de suar. O peso de meus equipamentos que agora estavam em minhas costas quase me derrubavam. Eu tinha vontade de desistir, mas tinha de continuar lutando.
    Ao terminar de descer a escada completamente, fiquei paralisado. Só meus olhos conseguiam se mexer. Analisava a situação a minha frente calmamente, mas meu espirito me dizia — Isso está errado! — O que eu via era impossível de se imaginar a cinco dias atrás. O que deveria ter acontecido para chegar aquela situação?



    1. Quase tudo que foi dito por Selena e Chris foram baseados na "Teoria dos Minos" - Por Teo Fawcet (Livros sobre Mintwallin, Rookgaard entre outros)
    2.Votomo pegou uma garrafa de vinho boiando na água. Ele quer um meio de ir a Ilha da espada da fúria, ele simplesmente não nadou até ela por "Motivos Óbvios"
    3. Como a história ficou bem grande, eu resolvi colocar sub-títulos na história, não quer dizer que isso será comum nos próximos capítulos

    Qualquer outro dado pode ser colocado aqui mais para frente.
    Última edição por Joxkyz; 12-08-2012 às 16:11.



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