O cap 2 ficou meio grande pq to tentando acabar logo com o arco de rook!
Espero que gostem
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Capitulo 2.
Natasha se levantou, cuidou de sua higiene. Ao abrir o guarda roupa de seu quarto notou que havia vários conjuntos de roupas de cores iguais. Blusas azuis e saias marrons. Pensou que devia ser um tipo de uniforme, vestiu o seu e desceu em direção ao sino. No corredor notou que era mesmo algum tipo de uniforme, pois todas as outras meninas de seu bloco de quartos usavam a mesma roupa e ao chegar ao salão para o desjejum notou as mesmas cores nas vestimentas dos meninos. Foi ao analisar os uniformes masculinos que ela notou a presença de um garoto que ela não se lembrava de ver no barco. O menino estava sentado sozinho em um canto no fundo do salão. Era mais ou menos do mesmo porte que a maioria dos outros garotos. Tinha cabelos castanhos relativamente longos se comparados aos demais. Olhos de uma cor estranha que ela não se lembrava de ter visto em outra pessoa. Era um tipo de cinza escuro, talvez prateado. Mas o que mais chamava atenção não era a cor dos olhos, mas sim o olhar triste em si que parecia estar distante e desconcentrado. Nesse momento outro garoto sentou ao lado do primeiro de uma maneira muito desajeitada tanto que acabou esbarrando e assustando-o. O segundo menino usava o mesmo uniforme que os demais. Tinha cabelos curtos e olhos castanhos. Este ela tinha visto no barco.
Da distancia que estava Natasha não conseguia ouvir a conversa ,mas pode deduzir que o segundo pediu desculpas ao primeiro e depois se apresentou estendendo as mãos.
Logo todos terminaram seu café e foram em direção a outro salão. Este era maior parecia ser uma sala de aula. Dentro era um estilo sala em degraus onde as mesas e assentos são fixos e os mais perto do professor eram mais baixos e os mais longes mais altos. Os lugares estavam já predeterminados. Natasha ficou na penúltima fileira quase na parede. De lá ela pode ver onde estavam os outros dois garotos de mais cedo que, por coincidência, tinham assentos lado a lado na primeira fileira do lado oposto da garota. Durante a apresentação de cada aluno Natasha descobriu o nome dos garotos, Wolfric e Lothar, respectivamente. Apresentações feitas, explicações dadas... Assim foi o primeiro dia.
O tempo foi passando... As crianças crescendo... Natasha fez algumas amizades. Lothar estava sempre conversando com todo mundo enquanto, Wolfric era mais reservado e quieto se dando ao luxo de apenas responder o que lhe era perguntado e não se socializando muito, o que rendeu a ele certo afastamento das demais crianças. Apenas Lothar conversava com ele com uma freqüência maior o que levou a se tornar seu único amigo.
Wolfric e Natasha quase não tiveram nenhum contato durante os quatros anos de aulas teóricas.
_Cara nem acredito que a partir de hoje vamos poder começar a desenvolver nossas habilidades como guerreiros_ dizia o ansioso Lothar ao seu amigo Wolfric_ Já que você foi criado aqui vamos ter muitas vantagens em relação aos outros, pois você já conhece tudo.
_Não é bem assim_ respondeu Wolfric_ eu fui sim criado aqui, mas nunca me deixaram sair da cidade... Cipfried sempre me disse que eu só poderia passar para o lado de lá das pontes quando completasse os quatro anos de treinamento teórico, pois, segundo ele, é muito perigoso praquelas bandas.
Wolfric havia sido criado nas ruas da cidade principal de Rookgaard. Foi encontrado quando tinha aproximadamente dois anos, vagando sozinho perto da praia e desde então foi meio que “adotado” pelos cidadãos daquela cidade. Por não ter pais nem parentes sempre se perguntou de onde veio e quem era na verdade e por esse motivo tinha sempre um olhar um pouco triste e distante.
Cipfried apareceu diante de todos seguido pelos demais professores:
_Parabéns crianças, a partir de hoje vocês poderão aprimorar suas habilidades em combates reais e terão de sobreviver por seus próprios meios. Até aqui nos cuidamos e ensinamos vocês, mas daqui pra frente é por conta de cada um. Estaremos sempre aqui do lado de dentro da cidade caso precisem de alguma informação. O ultimo conselho que posso lhes oferecer antes de deixá-los correr para o mundo é que, vivam cada dia ao máximo, sejam cautelosos, cultivem as amizades e não tentem dar um passo maior que as pernas possam alcançar. Isso pode ser o diferencial entre quem vence e quem perde pra esse mundo. Boa sorte a todos!_ Ao dizer essas palavras o monge fez algum movimento com as mãos e murmurou alguma coisa como se estivesse abençoando a todos que estavam ali e logo em seguida virou de costas e saiu andando acompanhado dos outros adultos.
_Vamos nessa Wolfric quem conseguir juntar mais moedas de ouro dos ratos em uma hora vence a corrida! Uhuuul!_ saiu Lothar em disparada em direção a um bueiro no centro da cidade.
_Vai com calma Lothar_ respondeu seu amigo indo atrás dele com um pouco menos de entusiasmo.
Passaram-se dois anos. Tudo ia bem até então apesar de às vezes surgirem noticias de alguém ter desistido ou, pior, alguém ter tentado algo que não devia e acabar morrendo. Wolfric e Lothar já haviam conseguido algum equipamento. Usavam calças e botas de couro e armaduras e escudos Studded. Ainda não possuíam elmos. A diferença entre eles era que, enquanto Lothar carregava consigo uma espada, Wolfric levava em suas costas um arco e em sua mão direita uma lança, que algumas vezes usava atirando e outras vezes usava como um bastão.
O dia começou normal. Os dois amigos caçavam lobos ao nordeste da cidade. Esses animais costumavam dar um pouco de trabalho no começo. Várias vezes os garotos acabaram tendo que correr em direção a ponte por não conseguirem lidar com bichos. Mas agora já era uma caça rotineira onde o que valia era a experiência.
Voltando de sua caça, já na ponte que liga a cidade aos campos de caça, os dois encontraram um pequeno grupo de três pessoas. Entre eles Natasha. As outras duas eram Lori, uma linda garota loira de olhos azuis e cabelos longos e Matheo um garoto também loiro de olhos claros que segurava uma cobiçada Mace. Os dois chegavam a parecer irmãos, mas na realidade não tinham parentesco nenhum até onde se sabia.
_Uaaaau uma mace! Onde você conseguiu?_ Questionou Lothar.
_Encontrei em um esqueleto a nordeste daqui._ respondeu o garoto
_Você conseguiu mata-lo?_ se espantou.
_Na verdade não, estávamos explorando quando encontrei este esqueleto simplesmente caído segurando esta mace. Me assustei de inicio mas ao ver que ele não se mexia peguei a arma!
_Que cara de sorte!
Enquanto os dois conversavam, Wolfric e Natasha trocaram olhares, o que deixou o menino um pouco sem jeito e sem saber pra onde olhar.
_Oi eu sou Natasha. Esta é minha amiga Lori e aquele é nosso outro amigo Matheo.
_O... Oi! Eu sou Wolfric_ respondeu o garoto gaguejando.
_Você é engraçado parece tímido_ riu a garota junto com a amiga. Wolfric corou e não respondeu nada apenas desviando o olhar.
_Ouvi dizer que, a noroeste daqui, t em um campo de Orcs. Estavamos pensando em ataca-los e ver se conseguimos alguns tesouros e estamos procurando mais gente para nos acompanhar_ disse Matheo
_O campo de orcs?_ indagou Wolfric_ Cipfried nos disse uma vez que era melhor evitarmos de entrar naquela área.
_Aquele monge só disse isso porque sabe que La deve haver muitos tesouros e quer ficar com tudo pra ele. Li em um livro durante a escola que, quando atacaram a cidade, os orcs levaram consigo uma grande quantidade de ouro. Vamos lá vai ser divertido. Com certeza nos, juntos, somos mais do que suficiente pra dar cabo desses seres fedidos e burros.
_Não sei. Se for verdade o que dizem, deve existir um orc mago que comanda aquelas terras podemos ter grandes problemas.
_Larga disso Wolfric vamos com eles vai ser divertido_ interrompeu Lothar.
Matheo era o tipo valentão que gostava de aparecer. Natasha e Lori ficaram amigas durante o período de aulas teóricas e rapaz quis dar uma de guia quando foi liberado para que pudessem explorar a ilha, o que acabou os colocando no mesmo grupo e os tornando amigos.
Depois de muita insistência e promessa de aventura, Wolfric resolveu ir com os demais mesmo sabendo que não devia. O que aqueles jovens não sabiam é que realmente existia esse tal orc mago chamado Kraknaknork que comandava aquela região e, pior ainda, que este preparava uma invasão a cidade com a finalidade de aniquilar todos os humanos e fazer de toda a ilha seu território.
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Ps: depois se alguem souber me ensinar a fazer um indice eu agradeço! Abraços
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