Bianca
Essa historia é verídica e portanto tem uma visão unilateral sobre os fatos, na verdade conheço apenas os fatos unilaterais desta ocasião em que escrevo. Vou tentar não me ligar a pormenores e por isso não me exijam um texto descritivo. Bom, vamos ver no que dá...
Nota do Autor
"Há três coisas que são maravilhosas demais para mim, sim, há quatro que não entendo:
O caminho da águia no céu,
o caminho da cobra na penha,
o caminho do navio no meio do mar
e o caminho do homem com uma donzela."
"Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias que tia vida fugaz, os quais Deus te deu debaixo do sol; porque esta é a tua porção nesta vida pelo trabalho com que te afadigaste debaixo do sol."
De Salomão ao Pobre Quase Poeta
Roubaram minha Menina.
Olho nos teus olhos castanhos mentirosos
Vejo teus sorrisos vazios e inúteis
Qual alegria eles passam, nervosos?
Quais não-sentimentos, pensamentos fúteis?
Cadê a minha menina, e sua molecagem?
Cadê a minha garota, fazendo besteiras?
Quem é essa mulher, cantando vantagem?
Cadê a minha guria , e suas brincadeiras?
Esse malvado tempo eterno, que passa depressa
Essa maldita máscara de mulher, que a menina se prende
Onde estará minha garota? Será que regressa?
Será que esse velho menino, que muito pretende
Não entende que o funesto tempo tem pressa?
A menina crescida, já mulher, ele não compreende.
Thomaz, amigo-poeta-escritorPrólogo –
Bianca não é nome de heroína romântica. Seu diminutivo, Bianquinha, não chega a ser tão amável quanto as Luciolas, Vidinhas e Capitus dos memoráveis romances e novelas. Na verdade não é minha vontade que esta historia se torne memorável, muito menos que seja publica e, quem sabe, analisada por um critico inútil e irônico. Escrevo obrigado, contra minha vontade. Não leitor, não a obrigatoriedade que imaginas; não aquela dos empregos infames, nem a das enfunadas tarefas escolares, muito menos de uma aparentada irritante, se assim fosse estaria feliz em ambos os casos. Porém a vida nunca foi destas coisas comigo mesmo.
Caso é que empaquei, sim, empaquei por causa, acho que de destino, explico-me. Sucedeu que um dia em casa tive a idéia de escrever este livro, porém não me acudiu com forças necessárias e dei de ombros. Mais dia, menos dia e outras idéias me acudiram e voltei-me a escrever. Duas ou três linhas foi o que consegui com muito esforço, porém de pouca utilidade, e o caso foi se repetindo. Um dia, uma semana, um mês, três meses! Sim, três meses e as três linhas inúteis de sempre, e essa a historia em minha mente, em minha consciência alertando sobre o meu dever amaríssimo.
Naufraguei, nadei, relutei e morri na praia. Sendo assim aqui estou, aviso-lhes que a historia não é muito boa. É a realidade chata e entediante, a minha realidade para ser mais exato. Essa é a historia do meu primeiro amor. Hoje em dia é comum encontrar esses temas em livros infanto-juvenis, uma coisa lamentável ainda mais para um sentimento tão complexo como o amor, lamentável realmente. Ah! Antes que me esqueça e termine esse capitulo concluo, como o leitor já deve supor (ou pelo menos assim espero), Bianca é o nome da amada, ou infantilmente Bianquinha...
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