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Tópico: O Incubo

Visão do Encadeamento

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    CAPÍTULO 8 - VOCÊ É MEU

    Svan avançou rapidamente para o buraco no teto, sem pensar nas palavras de Arksoul. Quando saiu, Mercy e Olk já haviam partido e levado o bote. Inferno! Svan pensou rapidamente nas coisas ditas por Arksoul, e pensou de que formas poderia tirar vantagem disso. Então, uma idéia absurda veio-lhe na cabeça: Vou matar o Rei. Ele obviamente sabia que o poder de Tibianus III não poderia ser subestimado, mas ele não o faria. Enfrentaria Tibianus como um gigante. Como o mago mais poderoso do continente. E não falharia.

    Eloise, de fato, por telepatia, já sabia de tudo que estava por Svan arquitetado. Não posso deixar! Ela entrou na embarcação para Thais. Arksoul havia sido bem claro: Para destruir o Incubo, nenhum cidadão de Carlin será barrado no Cais.. Eu alguns minutos, ela transitava por Thais sob discretos trajes. Avistou Svan na entrada do castelo, e este a reconheceu facilmente. Eloise correu para o Capitão e o abraçou, apaixonadamente. Trocaram alguns olhares, e em seguida se dirigiram para a escadaria principal. Nada. Nenhum soldado. Nenhum guerreiro. Nenhuma marca. E Tibianus III sentado no trono.

    Svan subiu a firmes passos, e Eloise manteve-se ao pé da escada, embaixo.

    - Ora, ora, Svan. Fazendo uma visita à minha cidade?
    - Tibianus, na verdade tenho um desafio a fazer-lhe. Ouça-me com atenção.

    No andar abaixo, Eloise fazia esforço para tentar ouvir a conversa. Mas não conseguia.

    - É isso, Rei.
    - Um duelo - Tibianus coçou o queixo -, é um duelo que quer. Acha que é páreo para os meus poderes?
    - Prove que não.

    Tibianus encheu-se de fúria e sacou seu cajado. É agora, Svan pensou. A sala rústica parecia mais uma arena em um coliseu, um campo de batalha. Eloise já estava na cabeça da escada e assistia tudo. Svan agaixou-se, e sorrateiramente com uma cambalhota fez jogar seu próprio corpo através dos pilares da sala. Estava protegido contra disparos até então. Tibianus rapidamente forçou-se à frente e atingiu Svan com um golpe mágico no braço. O cavaleiro movimentou-se com velocidade e deferiu-lhe um corte no abdômen. Estancando o sangue, Tibianus proferiu mais um encantamento. Este acertou em cheio o peito de Svan, que chocou-se com as costas na parede. Svan estava abatido. Tibianus vencera.

    - Ah, Svan. Foi muito fácil. Alguém à minha altura, que esteja disponível?
    - Eu.

    Eloise surgiu atrás de seu irmão com as mãos entreabertas. Murmurando algo quase inaudível, disparou-lhe um imenso raio azulado. Cajado escada abaixo, Tibianus de pé novamente e Eloise em guarda para o combate. A fúria do Rei não foi menor desta vez.

    - Ah, minha irmã. Você também veio me visitar?
    - Vim matá-lo.
    - Mas que circunstância fortuita, essa! - Tibianus movimentou-se com velocidade desconhecida por qualquer pessoa do continente, posicionando-se atrás de Eloise e amarrando-lhe os braços através de uma camada de energia. - Você vem ao meu Castelo, sem ser convidada, e ainda me ofende? Como alguém tão inexperiente como você me venceria, sua meretriz?

    Aquelas palavras enfureceram Svan, que nada podia fazer. Tibianus carregou lentamente Eloise à frente do Capitão, e desprendeu-lhe um dos braços.

    - Atire.
    - Não farei isso, Tibianus!
    - ARKSOUL!

    O Capitão da Armada Inversa subiu as escadas.

    - Mate Svan.
    - NÃO! - Eloise interrompera. - Seu miserável cruel!
    - O segredo foi revelado, Eloise! Seu amor sentirá a dor por sua mão, ou pela mão de meu contramestre.

    Eloise recusou-se mais uma vez e foi atirada longe pelo Rei. Arksoul desembainhou a espada e preparou-se para cravá-la em Svan. Quando fazia o movimento, algo atingiu fortemente a barriga do Capitão da Armada Inversa, causando-lhe morte súbita. Tibianus, visivelmente assustado, encarou as sombras das quais seguiu-se a magia.

    - QUEM ESTÁ AÍ?
    - Arksoul já era, Tibianus.
    - QUEM É?
    - Você é meu, seu desgraçado.

    Aos poucos a figura foi tomando forma na luz. Svan reconheceu-o facilmente. Tibianus estava boquiaberto.

    - Não... não é possível!

    ***

    - HÁ, MERCY! MELCHIOR ESTÁ VIVO!

    Mercy encarou Olk assombrado. No meio do oceano, ele não aguentava mais remar em direção ao deserto de Darama.

    - Do que está falando, velho?
    - Melchior... ele está vivo! Eu não acredito nisso!

    Velho macumbeiro... isso já é rotina, agora?

    ***

    - MELCHIOR! É VOCÊ! VOCÊ ESTÁ VIVO, MELCHIOR! - Svan gritava freneticamente.
    - Foi um belo plano ordenar Josh tentar me matar, Tibianus. Foi um golpe e tanto. Mas, eu pensei que seria um pouco mais inteligente, gradissíssimo Rei. Como é que você ressucita um demônio que tem sentimentos?
    - Do que é que você está falando seu desgraçado? - O Rei estava visivelmente abatido.
    - O Incubo compadeceu-se de mim, seu rato imundo. O Incubo me libertou. As lágrimas de Svan fizeram meu relógio do meu tempo de vida deteriorar-se nas mãos do próprio Incubo. Infelizmente, a sorte de Josh foi menor.

    Eloise segurava as lágrimas. Svan já não mais conseguia. O maior duelo entre os maiores magos do planeta começaria.

    ***

    Em Carlin, Bambi Bonecrusher fazia festa. Arksoul havia morrido, e Melchior estava vivo. A Feira das Décadas não poderia ter um início tão esplendoroso como o que estaria para se realizar. Restaria saber se, entre Tibianus ou Melchior, algum sobreviveria. O embate era duríssimo, e toda a cidade de Carlin sabia do que estaria por vir. A Feira de Décadas estava a uma noite de seu início, e Melchior era uma pedra fundamental para tal.

    - Eu acho que... não deveríamos estar tão animados, Bambi. Não sinto os sinais vitais da Rainha Eloise!
    - Tem razão, Blossom... mas eu tenho certeza de que minha rainha está bem... tenho plenas confianças em Crunor!

    ***

    Caída no canto esquerdo da sala, estava Eloise. Sinais vitais realmente fracos, e Svan estava a amparando. Melchior e Tibianus III travavam uma batalha épica: o castelo já estava parcialmente destruído pela energia mágica de ambos. Melchior golpeia forte a meia altura, e Tibianus realiza uma manobra evasiva invejável. No contra-ataque, o Rei acerta no pilar ao lado de Melchior. Rapidamente, o velho contra-ataca com uma rajada de energia que acerta em cheio a cabeça de Tibianus. Este é arremessado realmente longe, a bons metros de distância.

    - SVAN!
    - DIGA, MELCHIOR!
    - ENTRADA DE DEMONA, AGORA! SE VOCÊ NÃO DESTRUIR O INCUBO, NADA O DESTRUIRÁ!

    Svan encarou fortemente a Rainha. Preciso tirá-la daqui. Colocou-a nos braços e desceu as escadas com dificuldade. Tibianus tentou dificultar a fuga golpeando o cavaleiro com uma rajada mágica, mas este aguentou invejosamente o golpe sem sofrer nenhum dano, continuando seu curso.

    - Onde pensa que vai, seu verme? - Melchior detia Tibianus, que tentava acompanhar Svan.
    - Deter aquele imbecil!
    - Sua batalha comigo ainda não acabou.

    Com um movimento rápido, Melchior arremessou com mágica novamente contra o abdômen de Tibianus, que desviou com velocidade igual. Os olhos estavam vidrados uns nos outros entre os dois maiores magos do continente. Tibianus reuniu alguns segundos de energia e atingiu Melchior, que afundou na espessa parede de pedra. Como contra-ataque, Melchior desapareceu. Em segundos, várias cópias do velho estavam espalhadas pela sala. Mas qual é a verdadeira? Velho maldito! Golpeou uma delas, que era falsa. Como contra-ataque, recebeu um golpe mágico na nuca, e caiu. Rapidamente, todas as cópias - e entre elas, o verdadeiro - trocaram de lugar. Tibianus estava de pé, mas sem saída. Todos eles estavam com energia reunida, prontos para dispararem. Manobra rápida, e o Rei atingiu o Melchior verdadeiro, cancelando seu efeito de ilusão.

    - Ainda inteligente como antes, Tibianus.
    - Sinto muito, Melchior. Esse é um duelo para as trevas, o qual você não poderá vencer.

    ***

    Eloise estava sentada numa pedra, próxima ao oceano. Svan segurava sua mão, ajoelhado na sua frente. Meu querido... por favor, volte! Por nós!.

    - Eu voltarei, Rainha.
    - Eu espero, meu doce Capitão.

    Abraçaram-se e se beijaram longamente. Svan, ao perceber que não havia mais risco à Rainha, levou-a até a embarcação que ia a Carlin: uma embarcação particular. Em alguns minutos, os "fogos de artifício" que saíam da superfície do Castelo foram desaparecendo. Estavam em Carlin. Svan ajudou a Rainha a descer e em seguida, beijou-a novamente. Deu-lhe um sorriso e desceu do cais, em direção a Northport.
    Última edição por Neal Caffrey; 27-07-2008 às 15:42.
    Jason Walker e o Retorno do Príncipe
    Sexta história da série de Jason Walker e contando. Quem sabe não serão dez?

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