Grande Neal, obrigado pelo comentário e pelos elogios.
Cara, eu achei que essa batalha entre amigos foi mais parecida com Hashirama x Madara![]()
Suas dúvidas serão respondidas aqui neste capítulos. Deixei bastante mistério mesmo, até porque tem mais coisas a serem explicadas antes do gran finale, algumas podem ajudar a colocar os primeiros trilhos para a sequência, que eu infelizmente não sei quando darei início. E sim, os próximos serão excelentes, que espero que seja não só do seu agrado como de todos que estão lendo ou irão ler.
Btw, quando escrevi isso aí eu tava tão empolgado que nem percebijá corrigi, agradeço.
Agradeço a presença constante e que goste do capítulo!
Atenção: Esse aqui é o epílogo da história do Senzo, mas não de Bloodtrip. Calmem aí que teremos mais alguns capítulos antes do fim, revelando tudo a respeito da Irmandade. Também irá revelar mais coisas sobre a história do Senzo.
Espero que gostem!
No capítulo anterior:
Nuito forja uma espada a partir do Aço Negro, entregue em sua forma plena por Morgana. Ela funciona perfeitamente, e ele a usa para combater Senzo no Musenki, alheio aos avisos de que é loucura entrar lá sozinho. Após uma luta ferrenha contra seu amigo, ele o abandona no deserto e volta para Edron, vitorioso.
Capítulo 32.5 – Falso Epílogo
Nuito chegou em Edron do mesmo jeito que saiu do combate, usando o tapete mágico de Darashia. Ele caminhou no meio da cidade com a espada quebrada em mãos, atraindo todo tipo de olhar. Ele andou até o acampamento principal, passou por todos, que o encaravam com expressões ainda piores, e chegou até o Musenki. Sem olhar pros lados, nem para trás.
Desde a noite passada que os edronianos estão procurando por Nuito e Senzo. Após a explosão, tudo que se ouviu foi silêncio. Morgana e Aria, junto do general David Steelsoul, avançaram na direção daquele lugar contaminado, e para a surpresa deles, uma grande área daquele lugar estava curada. Pouco do bioma esquisito sobrou.
Quando Nuito apareceu, Ember, que estava junto das patrulhas, foi a primeira a notá-lo. Ela correu na sua direção e o abraçou, mas logo em seguida, ele caiu no chão junto com ela, desmaiado. Só voltou a consciência quando estava na cidade, onde na entrada, junto da maior parte do acampamento, fora consagrado o herói que destruiu Senzo e seu maligno Akonancore. A partir daí, ele foi consagrado como um herói, e as pessoas comemoraram e gritaram seu nome, aliviados e muito animados.
Internaram o rapaz no melhor hospital da cidade para recuperá-lo o quanto antes. Ele ficou sob a vigia atenta de Ember, e passou cinco dias lá. Quando finalmente se recuperou, recebeu até mesmo sua armadura, devidamente recuperada, junto da sua espada, mas ela ficou mais como um espólio de guerra ou algo parecido, uma vez que o tipo de material que ele usou não podia ser encontrado em qualquer lugar de Tibia para recuperá-la. Afinal, é a criação de Nuito.
Sua fama correu por Edron, atraindo a atenção até mesmo do governador, que veio até o seu quarto para conversar com ele quando este recebeu alta. Mas as questões dele foram rápidas e simples. Ele, Charles Steelsoul, e a nobreza de Thais, que assume grande influência sobre a ilha, precisa saber sobre onde Senzo está e o que aconteceu. Nuito hesitou em dizer, mas acabou explicando que Senzo usou alguma espécie de teletransporte que o levou até Darashia, onde Nuito conseguiu derrotá-lo. Fazia sentido, afinal, no dia anterior, o governador fora informado de rumores a respeito de explosões ocorrendo ao norte de Darashia graças ao mestre de tapete no topo do Centro Comercial Edroniano.
Mas Nuito não falou se ele matou o criador do Akonancore ou não. Simplesmente falou que o derrotou. Embora todos tivessem acreditado no que Nuito disse, o governador não.
Charles Steelsoul não era nem um pouco parecido com os governadores poderosos que já assumiram Edron no passado. Ele era medroso. Temia espíritos e coisas do tipo. E temia que Senzo retornasse para se vingar da cidade e terminar o que começou. Por isso, ele queria que Nuito fosse franco e dissesse ao menos onde ele o viu pela última vez. Nuito acabou se irritando, não contando. Era óbvio que o último lugar que o viu foi em Darashia.
O governador irritou-se. Iniciou uma discussão com Nuito, cujo não aceitava que Charles falasse o que bem pensasse daquele que um dia foi seu amigo. As palavras daquele homem foram tão ofensivas e danosas quanto aço. E ainda estressado com tudo que lidou, ele socou o rosto de Charles, num acesso de fúria que não durou mais que dez segundos. Bastou ele olhar para Ember, logo ao lado dele, para entender o que fez.
Nuito foi preso pelo seu ato estúpido e ofensivo. Do trono, Charles Steelsoul ordenava sua execução imediata. Mas um herói recém-criado não podia ser morto assim sem mais nem menos. Todos falavam do quão heroico Nuito fora. Então, seria mais difícil do que parece.
No fim, Nuito acabou caindo num julgamento dentro do próprio palácio, numa grande sala reservada para discussões sobre o futuro da nação – reformada para parecer uma casa da lei. Ember assistia com muita apreensão as perguntas direcionadas ao réu, mas este simplesmente não contribuía como deveria. Ele não sabia como Senzo estava, então não há resposta clara. O julgamento se arrastava entre acusações e provas vazias. Nem as autoridades que foram para Darashia encontraram algo. Mas o governador apenas gritava “matem-no!” “executem esse infeliz!”, o que levou o julgamento a ser direcionado apenas ao ato de agressão contra seu líder e monarca.
O resultado foi a vida na prisão. Nuito não achava tão ruim, mas sabia o que aconteceria. Ember viria salvá-lo, eles fugiriam, provavelmente a elfa mataria alguém no processo. Seriam caçados em Edron, então fugiriam para o continente ou para Yalahar. Mesmo que conseguissem viver em paz, formando uma família, eventualmente descobririam quem Nuito era, e enviariam mercenários ou caçadores de recompensa para complicar suas vidas e os obrigarem a continuar fugindo. Nuito não queria isso, pois sabe que uma hora ou outra veria Ember ou ele sendo mortos, ou até mesmo seus filhos. Seria o pior cenário possível.
E ele não conseguiria viver por muito tempo com o pecado que cometeu. A criação do Musenki é coisa dele. Ele sabia bem disso. Então não podia manter aquilo como segredo para sempre. Dessa forma, ele inverteu totalmente o julgamento, assumindo o que fez. O resultado mudou. Todos ficaram em choque.
A condenação de Nuito foi revogada e a decisão final foi adiada para mais algum tempo, pois o lugar virou um verdadeiro dilúvio de xingamentos, ofensas, acusações e toda e qualquer coisa que ajudasse o clima a virar um verdadeiro caos. Dois lados foram criados: Aqueles que entendiam o que Nuito fizera, que foi necessário para derrotar Senzo, e os outros que queriam que ele fosse punido por ter maculado a terra de forma que um alto número de pessoas morreram só de pisar nela, e que o que fez para curá-la não foi o suficiente.
Ember apareceu um dia para tentar tirá-lo da prisão antes que o julgamento fosse resumido, mas Nuito foi previsível: Ele a mandou embora. Pediu para que ela fosse embora para Yalahar para criar o filho que teriam, e que vendesse o aço que criou para levantar fundos. Desejava que a gravidez desse certo para que então um gracioso meio-elfo nascesse e levasse seu legado adiante. Levou um tempo até Ember concordar com aquele absurdo, e dar adeus ao seu amado, de forma muito dolorosa.
Após uma semana, Nuito foi condenado a morte por causa das 552 mortes causadas pelo Musenki, o bioma que ele criou, o que inspirou a criação de leis de proteção ambiental mais tarde. Apesar dele ter ajudado a curar a terra, era necessária uma punição. E Nuito a aceitou de bom grado, sendo executado dias mais tarde em praça pública, com um sorriso. Não tinha certeza se seu amigo estava salvo, mas ao menos evitou que mais mortes ocorressem. Ele se foi sabendo que salvou o mundo, mesmo que ao custo da família que formaria com Ember, e da amizade com a pessoa mais peculiar que conheceu.
Senzo assistiu a distância com Miraya, e logo os dois sumiram tão abruptamente quanto apareceram. O alquimista, que recebeu os membros perdidos de volta graças a sua parceira, passou a viver em Darashia, nas ruínas daquele vilarejo, na sua antiga casa. Ele tentava, a todo custo, melhorar o Akonancore, mas não havia mais nada a ser feito. Um dia, entretanto, ele conseguiu algo diferente: Ele uniu a forma original do Nancore com o Akonancore, e criou algo novo. Um líquido verde, bem mais gosmento do que de costume, mas que não criava nada. Senzo nem sabia para o quê aquilo servia, então pegou tudo que criou e atirou no mar dentro de potes, irritado e frustrado.
As coisas pioraram com o tempo. Havia sempre a necessidade de ir para a cidade pra buscar suprimentos, o que Miraya fazia, mas isso deixava Senzo paranoico, chegando perto de uma crise de pânico. Ele chegava a abraçar Miraya e se ajoelhar em frente dela quando ela voltava, tamanho o desespero que sentia. Ele não conseguia progresso. Estava estagnado, sem opções.
Um dia, entretanto, Miraya foi para a cidade, mas não voltou. Senzo desesperou-se de tal forma que bebeu o Akonancore novamente, quase morrendo no processo, e correu para o deserto, vagando por quase um dia. Encontrou Miraya estirada no chão, numa noite, sem os braços e as pernas, pois estes se transformaram em mariposas para perseguir alguém. O mesmo alguém que enterrou uma flecha de forma certeira na cabeça dela.
Era óbvio quem atirou a flecha.
Senzo, irritado, até então esteve vivendo com a perna, o braço e o olho recuperados pelo poder de criação que ainda sobrou em Miraya, mas após ela morrer, estas coisas que foram criadas por ela estavam começando a perder sua força e rigidez, virando asas de mariposa pouco a pouco. Por isso, ele não tinha tempo para perder. Ele avançou até Darashia, e simplesmente começou a fazer um estardalhaço neurótico logo quando chegou no centro da cidade. Quando ele viu guardas edronianos e darashitas indo até a sua direção para calá-lo, ele criou algo que nunca criou até então: Agulhas. Ele criou mil delas, a partir do céu, e jogou sobre todos que estavam por perto.
Ninguém sabe até hoje quantas pessoas morreram em Darashia naquele dia. Sabe-se apenas que um mago de batalha estranho, com um colar com um losango verde, surgiu da entrada sul, defendeu todas as agulhas e decapitou Senzo quando este não estava vendo. Um fim miserável para alguém que terminou miserável. Depois de ter feito algo tão revolucionário como o Nancore, aquele fim parecia totalmente deplorável para alguém como ele.
O grupo peculiar formado no Centro das Almas de Ferro agora se resumia apenas a Ember. Ela de fato foi para Yalahar, mas não conseguiu se manter lá. Resolveu alguns assuntos após sair da cidade e sumiu. Dizem que ela pegou um barco de vela e rumou em direção ao leste, para nunca mais voltar. O destino de sua gravidez é desconhecido.
— É... Repassando toda essa história agora que eu a falei, ela parece completamente miserável e estúpida. Uma história recheada de drama desnecessário. Horrível até o âmago. Que, por sinal, é a sua história, não é?
“Que ridículo... E pensar que, um dia, você realmente queria me desafiar. ‘Me assista’, não é? Eu estive assistindo. E como você pode ver, você não venceu. Agora, está caído na minha frente, esperando que o seu fim não seja como acabamos de ver, não é mesmo? “
“Você é um imbecil, um monte de lixo respirando e andando. Desde o começo, teimava em superar seu amigo, enquanto seu amigo só queria que você fosse você mesmo. Mas o que esperar de um miserável que só viveu do amor dos pais e jamais teve alguém pra chamar de melhor amigo até Nuito aparecer? O pior é você ter se relado apenas nele e em Miraya, acreditando que eles e o Nancore era tudo que precisava para ser um gênio que mudaria o mundo.”
“Acontece que gênios não morrem decapitados. Gênios morrem de alguma doença ou algo do tipo, mas seus nomes ficam gravados na história. E o seu? Será proibida a menção pelo resto da dinastia Steelsoul, que eu duvido que acabe tão rápido. Mas isso não é o pior. É que, enquanto você se manteve com sua massinha de brincar, Nuito explorou e mapeou a maior parte de Tiquanda, encontrou inúmeras criaturas, flora e fauna inexploradas, estabeleceu um contato mais avançado com os macacos de Banuta e os lagartos de Chor, e encontrou uma via de Porto Esperança para Ankrahmun totalmente segura. Isso foi extremamente útil e conveniente para os humanos daquele continente.
“Ele entrou pra história. Principalmente porque o mapeamento da fauna que ele fez ajudou a encontrar plantas que ajudaram a criar as poções mais avançadas até então da história de Tibia. A recentemente criada Poção do Espírito Grande* é diretamente atribuída a exploração do sul de Tiquanda, feita por ele. E pra terminar, ele ainda conseguiu criar algo pra destruir suas criações, sendo que ele nem mesmo é um alquimista. HAHAHAH! Em tantos milênios de existência, eu nunca vi alguém tão fracassado igual a você. Tanto que você nem mesmo conseguiu lutar contra Nuito direito quando viu ele destruindo cada uma das coisas criadas pelo Akonancore. Estava em choque, eu vi.”
“Mas, contudo... Será que eu seria cruel o suficiente para não lhe dar o que você precisa, depois de tudo que passou? Ah, mas eu acho que sim. Não lhe devo nada, Senzo Saisho Damasukas. Mas você deve a mim. Parte do Nancore foi criada usando algo que me pertence. Então, você tem o dever de continuar esse legado, para a sua alegria. Ou tristeza.”
“É isso mesmo. Eu estou lhe dando uma nova chance, Senzo. Você vai abraçar essa chance e se jogar no abismo de futilidade e desgraça que Tibia é, mais uma vez, pois é o que gente do seu tipo merece. Esse é o meu desejo, e se você falhar mais uma vez, farei questão de limpar você da própria existência, e seu espírito jamais será encontrado de novo para que você veja a luz mais uma vez. Pois não existe paraíso ou inferno para vermes como você. Você, uma cria ínfera como é, tem apenas o dever de me obedecer, se quiser ver seu sonho de domínio tibiano virando realidade.”
“Isso. Eu lhe darei o que tanto buscava conseguir com o Akonancore. E então, você finalmente conseguirá o que quer. Mas lembre-se bem, Senzo. Sozinho, não conseguirá nada. Mas criando seguidores, você conseguirá tudo.”
“Faça o desejo de Machina ser real. Eu sou a única coisa que você precisa, por agora.”
— Eu não temo você. Mas farei o que quer. Pelo bem de Tibia.
— Pelo bem de mim mesmo, então. E dessa vez, você será conhecido como Senzo Niban, e apenas isso. Trace seu caminho até o momento fatídico. Depois, eu tomarei as rédeas.
— Posso ao menos trazer alguém de volta comigo para me ajudar? Tenho certeza que ele servirá bem para o seu... Caso.
— Se espera trazer Nuito de volta, isso não irá acontecer.
— É outra pessoa. Que sofreu um fim injusto.
— Entendo...
No meio daquele imenso vazio, aquele campo claro, branco e colossal, o miserável homem pálido, sentado no chão com dificuldade, sem uma perna e um braço, busca tirar algo do vazio. E, aparentemente, ele está conseguindo.
— Pois bem. Vamos começar nosso plano, Senzo Niban.
Próximo: Capítulo 32.5.5 – Monólogo
Notas:
*: Tradução livre para Great Spirit Potion.
O próximo sai essa semana mesmo, fiquem ligados.
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