Não irei esperar comentários dessa vez. Como disse, estou me esforçando para terminar logo essa história, então assim o farei.





No capítulo anterior:
Senzo passou os últimos anos fugindo de pessoas que o queriam vivo devido a revelação do Akonancore. Seu único apoio é Miraya. Já foi revelado ao mundo que a criação dele existe, e Nuito busca solucionar isso para dar paz ao seu amigo.





Capítulo 31 – Resmonogatari
Parte 6





Nuito surpreendeu a todos em Porto Esperança quando disse que iria se aposentar da sua vida de biólogo e explorador. Mas é mais fácil dizer que ele chocou muito mais pessoas do que as daquela colônia.

Embora um de seus melhores amigos, Stevan, tenha ido tentar se desculpar com ele, isso não surtiu efeito, tampouco mudou seus planos. Senzo era mais importante no momento. Nesses momentos, certamente Agalberan derrubaria todas as árvores de Tiquanda se fosse possível apenas para que os dois se reconciliassem e tudo voltasse a ser como antes.

O problema é que mortos não podem fazer nada senão continuarem mortos.

Agalberan morreu há quatro anos, vítima do veneno de um inseto da selva, e desde então, a vida de explorador não tem sido mais a mesma para aquele grupo. E agora que Nuito está indo, é possível que a maioria deles deserte e volte para as suas casas. Embora eles já tenham feito um mapa enorme de Tiquanda e conseguido definir uma rota entre Porto Esperança e Ankrahmun, ainda há muito naquela selva que não foi descoberto ainda. Mas Nuito não está mais interessado nisso.

A partir do navio que zarpará para Edron, ele fita todos os seus companheiros e alguns habitantes da cidade despedindo-se dele. Vê que o tempo que passou lá foi ótimo, e que lhe deu muitas amizades valiosas, além de muito conhecimento. E de canto, ele percebe Ember fitando-o com um rosto triste. Seus olhos pareciam mostrar que ela queria dizer muita coisa. Muita coisa mesmo.

Mas ela não queria partir de Porto Esperança e provavelmente comandaria os exploradores até que todos eles desertassem. Além disso, também sente que não conseguirá ajudar Nuito, até porque ele não explicou direito o que queria fazer em Edron e o que faria com Senzo após tantas notícias negativas a seu respeito. Dessa forma, ela simplesmente o vê partir, acreditando que não o verá mais.

Ember sente que se Senzo não existisse, tudo seria melhor. Mas não há nada que ela possa fazer a respeito, já que ela não é uma assassina.



~*~



Nuito chegou em Edron depois de semanas de viagem, durante uma manhã. O local é realmente distante, mas chegar lá acabou valendo a pena. Vestido de um Parka* verde escuro com uma única camisa vermelha por trás e com calças largas, além de possuir uma mochila verde com uma bolsa laranja logo acima, sua bagagem é leve, mas importante.

Ele atravessou a cidade interna e externa e se dirigiu rapidamente para o norte da ilha. Não conhecia ninguém lá, embora já tenha visitado o local, assim, sabendo aonde ir e aonde não ir. Ele passa pelo monte de wyverns, evita o bosque à direita para não ser atacado por bandidos e segue um caminho reto e direto até uma grande clareira exatamente no norte da ilha. Está entardecendo, e percebe que perdeu o dia todo somente para encontrar aquela região.

Ali, podia-se encontrar um lago sagrado, cujo acredita-se purificar a região e permite que os animais cresçam mais rápido e não fiquem doentes com facilidade. Humanos que tomam dela também ficam imunes a doenças por um tempo.

Infelizmente, aquele lago é o seu alvo.

Nuito pega uma pá pequena da sua mochila e também coloca ao seu lado um machado de lenhador e uma bolsa laranja. Ele cria um buraco relativamente fundo, onde ele acredita que possa estar correndo a água do lago para o subterrâneo. Em seguida, o biólogo pega um frasco, com um conteúdo que ele guardou no tal quarto por anos, com uma restrita magia de selamento. Ele tinha medo do que aquilo podia fazer, por isso tomou várias medidas para guardá-lo. Mas parece que chegou a hora de dar uso para aquilo.

Ele derrama o líquido vermelho no buraco e enche-o daquilo. Fecha o frasco e coloca-o na bolsa.

— Espero que dê certo. — Murmura para si mesmo Nuito, enquanto bastante tenso.

O Akonancore tem inúmeros efeitos, e pode ser usado para criar qualquer coisa. Qualquer coisa, pois nem mesmo Senzo sabe os limites daquilo. E para usá-lo e dar utilidade ao líquido, basta tocá-lo e dar a ele o seu desejo. Mas no momento, Nuito não quer nem se imaginar tocando naquilo, e deixará ele ali para cumprir um simples experimento.

Após isso, ele vira-se para as árvores próximas dali, e em seguida, olha para a clareira.

— Ao trabalho.



~*~



Nuito está ali há pouco mais de cinco meses. Construiu uma cabana próximo da floresta mais ao norte, mas que ainda está bem distante do oceano, no extremo norte. Não está tão longe do lago, e sabe que aquilo pode ser perigoso. Por precaução, ele iniciou, há um mês, a construção dum pequeno posto avançado acima de um monte não tão longe dali.

Há tempos ele escuta rumores sobre lobisomens, mas sempre saiu de noite sem dar de cara com nada. Alguns diriam que ele está brincando com a sorte, mas ele simplesmente está sendo lógico, como todos os cientistas são. Mesmo que ele esteja num mundo de fantasia.

Ele regularmente vai a Stonehome, ao leste, para comprar comida. Por ser um vilarejo simples, há várias pessoas que o conhecem. O inverno já começou e a região está coberta de neve, mas ele não se deixa intimidar. Está bem protegido do frio e seus pensamentos técnicos evitam que ele se preocupe com coisas banais como a temperatura.

Quando ele observa o buraco, ele nota que a temperatura não faz diferença para o Akonancore também. Ele sumiu do buraco, mas parece estar, de alguma forma, impregnando-o. Recentemente, ele começou a fazer alguns buracos próximos do primeiro, e acabou de notar que a terra está ficando viscosa e avermelhada. Nota também a estranha presença de pequenos vermes avermelhados correndo por debaixo da terra.


Mais meses se passam, e ele nota, a partir do seu diário, em sua cabana de madeira não tão bem protegida de criaturas da noite, que ele está há um ano e três meses ali. Na sua última ida para Edron, conseguiu a notícia de que Senzo fora visto fora de Darashia, em algum lugar de Venore. Nenhuma guerra se iniciou entre as nações. Aparentemente, ele fez isso para evitar conflitos inúteis, mas em compensação, ele e Miraya estão sendo caçados como demônios por todas as autoridades do continente. Nuito não consegue deixar de ficar triste, mas não pode sair dali para ajudá-los. Afinal, o que está fazendo ali é justamente para ajudá-los.

Ao olhar o lago, nota que ele já perdeu sua coloração. Está cinzento e não há como ver o fundo dele. A região em volta dele está com uma grama avermelhada. Vermes estão andando sobre a terra. Há pouco, viu algo parecido com um fantasma dentre as árvores.

— Parece que está tudo indo bem.

É esquisito dizer isso para si mesmo após destruir um lago considerado sagrado, mas ele não teve escolha. “Tudo pela ciência” é o que ele normalmente vem pensando ao ver o que está fazendo.

Mais tempo se passa, e agora ele está no segundo ano de pesquisa, em 344. Ele terminou a pequena torre emergencial acima do monte próximo de sua casa. Em sua cabana, ele possui aljavas cheias de flechas com pontas explosivas, bem como uma Lança de Dragão, que ele comprou recentemente em sua ida para a cidade. A situação a sua volta começou a ficar complicada.

O Akonancore, de fato, é destrutivo e corrosivo quando não é usado e tampouco selado corretamente. Agora, toda a área ao redor daquele lago está com uma grama vermelha crescendo; As pedras e rochas ao redor mais lembram um cérebro cortado ao meio, com centenas de aberturas no formato de uma bola. Mesmo com esse visual, não passam de minérios duros e sem vida. Ao menos é o que Nuito espera que seja.

As árvores também foram vitimas. O tronco perdeu as cores e as folhas ficaram vermelhas. Os passarinhos que sempre ficam nessas arvores agora tinham um ou outro olho crescendo na barriga. Cipós que as vezes podiam ser encontrados naquelas árvores por elas serem muito antigas, agora mais lembram um intestino jogado em cima delas. A quantidade de vermes abaixo de pedras e dentro dos buracos quadruplicou, e agora eles estão bem maiores. Eventualmente ele sente a terra tremer, como se algo estivesse correndo logo abaixo.

A água está avermelhada e lembra sangue. Agora, é possível encontrar peixes esquisitos com placas avermelhadas pelo corpo, com presas enormes na boca. Há outros peixes maiores que eram inofensivos, mas a textura de seu corpo lembrava a de um coração.

Nuito olha para o céu acima dele. Ele está cinzento, mas as nuvens pareciam levemente avermelhadas.

Ele está ainda um pouco chocado.

O efeito corrosivo daquilo era surreal. Agora mesmo ele está criando um bioma próprio, com sua própria flora e fauna. Aparentemente, aquilo era só o começo, e o bioma ainda não se desenvolveu totalmente. Além disso, ele ainda não conseguiu o que queria ali, mas sente que em breve conseguirá.

Com lança em mãos e arco e aljava nas costas, ele continua observando os arredores. Está frequentemente vendo fantasmas com formas nem um pouco humanas próximo das árvores. Sente que não demorará mais do que alguns meses para eles começarem a atacá-lo, bem como os peixes do lago.

Como não encontrou grandes perigos na região, ele decide voltar para sua cabana, principalmente porque já estava anoitecendo. Ele deixa o arco e a aljava ao lado da porta e se dirige a sala. Nota uma presença nela assim que põe o pé nela. Felizmente, ele ainda não guardou sua lança, da qual coloca em suas mãos.

Algo que mais lembra um fantasma está parado próximo da porta que leva ao pequeno depósito que construiu para pesquisar o bioma. Não consegue ver direito a figura, que está encapuzada. Ele aponta a lança, sem dizer nada. Pensa que é um dos larápios que vivem atacando aventureiros nos bosques do leste, mas a figura é sombria demais para ser um simples bandido de floresta.

Ela vira-se para Nuito e seus olhos são visíveis, apesar da escuridão na cabana. Cor de âmbar, vorazes e furiosos, eles despem Nuito de sua firmeza e coragem, e o banha com o medo e o terror. Algo assim não pertence a aquele lugar.

— Cure a terra antes que seja tarde demais.

Num piscar de olhos, a figura desaparece. A lança de Nuito cai no chão e ele não consegue tirar de seu rosto a expressão de horror que formou quando seus olhos encontraram os daquela figura. E o aviso que lhe foi dado parece ainda pior.

Ele não tinha pensado em como curaria aquele lago antes. E isso foi um grave erro.



Em seu diário, ele já está marcando quatro anos. Mesmo que o tédio tenha quase lhe tirado a determinação no início, desde que a grama começou a ficar vermelha e desde que os habitantes de Edron começaram a criar suspeitas em cima dele, as coisas deixaram de ficar tediosas, e cada dia tinha a cara de ser um novo dia de vida.

Ele criou uma ponte entre o teto de sua casa e a pequena torre acima do monte e fez estacas longas de quase dois metros para segurar a ponte de um lado a outro, além de ter conseguido criar calhas para as chuvas, colocando espinhos ao lado delas por questões de segurança. Boa parte do seu tempo na cabana é ficando no teto, que ele planificou, com o objetivo de ficar ali sem cair e sem ser pego pelas criaturas que o bioma do Akonancore criou.

Agora mesmo, ele está acima do teto, e sua aljava leva flechas flamejantes mágicas. Está fitando o comportamento de uma das criaturas que surgiram no local do lago, cuja está há noventa metros de sua casa.

Ela tem uma aparência humanoide. Embora tenha um corpo normal de um homem, seu rosto é bem maior. Ele parece ter cabelo, mas este é feito de carne. E ele não possui rosto.

Onde deveria estar o seu rosto, está apenas a forma vaga de um. Há uma cor carmesim muito clara sobre o que deveria ser seu rosto. O resto de seu corpo leva uma cor avermelhada e estranha, e ele se move devagar. É inofensivo, embora Nuito tenha seus motivos para acreditar que aquela criatura logo surgirá em bandos e começará a atacar sua cabana.

Mais adiante, próximo de uma colina que existe ao lado do lago, está algumas criaturas diferentes, que lembram fantasmas. Elas flutuam, não possuem pernas e o formato de seu corpo mais lembra um cogumelo. A parte inferior é redonda, o meio possui um tronco levemente humano com braços e a superior lembra a da criatura sem rosto, com uma parte de sua cabeça sendo feita de carne fresca.

Nuito deu nomes para as criaturas, como normalmente fazia em Tiquanda. A primeira se chama de Inexpressivo ou de Homem Sem Rosto, e a segunda de Ordinário. Não conseguiu tirar informações dos vermes porque eles são estranhamente agressivos e Nuito não faz ideia de como capturá-los. Conseguiu apenas coletar um que lembra uma lesma com um olho vagamente humano saltando por um fino tentáculo da parte superior de seu corpo. Ele apelidou a criatura de Olheiro.

A grama está com uma cor mais intensa de sangue. Todas as formações rochosas lembram carne fresca e órgãos cortados ao meio, embora estejam fortemente endurecidas. As folhas nas árvores lembram plantas carnívoras, com bocas cheias de dentes de cor semelhante ao carmesim. As árvores parecem ter rostos. As plantas e flores conseguem andar sozinhas, possuem presas e espalham poros no ar de cor quase alaranjada. O lago é praticamente sangue fresco. Os peixes estão conseguindo saltar pra fora do lago e criar pernas e braços, eventualmente virando os Inexpressivos que ele viu antes ou algo pior que Nuito ainda não encontrou na superfície.

De cima do telhado, ele lê um dos sete livros que ele usou para escrever durante o tempo que esteve ali. Três deles servem para ele escrever suas memórias e conhecimento, caso ele morra lá e alguém tenha curiosidade de saber quem foi o biólogo que se arriscou naquele lugar – E isso também para caso ele não consiga curar aquela terra. Um deles destaca memórias sobre sua temporada de exploração e pesquisa em Tiquanda. Fala sobre Agalberan.

“Já faz anos desde que ouvi a trágica história que marcou a adolescência de Agal. Ele possuía dois irmãos, e o mais velho tinha ido morar com sua esposa em Venore, enquanto ele, seus pais e seu irmão continuaram vivendo em Thais. É num período antes dele decidir pegar suas coisas e abandonar seus pais para ir para Rookgaard e de lá partir pra Porto Esperança. Mais exatamente, o caso que o levou a Rookgaard.

Seu irmão era estranho. Seu pai, seus tios e até sua avó diziam que ele era afeminado, e provavelmente gostava de outros homens. Ele sempre achou aquilo uma completa bobagem e achava que apenas faltava umas boas seções de treino pro rapaz. Ele só tirou a prova disso quando entrou no quarto do irmão um dia e encontrou uma cena que ele mal conseguiu descrever direito pra mim. Ele estava com roupas femininas, mas parecia estar fazendo alguma coisa que o chocou. Tanto que ele espancou o próprio irmão por cinco minutos, arrastou ele pra fora de casa inconsciente e o jogou perto do rio ao sul da cidade. Ele ficou irritado não só porque seu irmão era, segundo ele, um garoto problemático que gostava de outros homens, como também porque ele iria atrair mais problemas pros seus pais, que já estavam cheios de problemas para resolver. Ele quis apenas tornar a vida de seus pais mais fácil.

Ele disse pros pais mais tarde que ele foi sequestrado e o próprio não sabia quem o fez. Mas com o tempo, ele se sentiu culpado e correu pra Rookgaard. Nunca mais olhou pros pais. Ele não sente muita coisa contando isso, mas eu mesmo não fazia ideia de como respondê-lo. Acho que essa questão de homens que gostam de outros homens ainda é algo que não consigo formular uma opinião concreta. Talvez seja bom aproveitar meus dias de pesquisa em Edron pra tentar concluir alguma coisa.”

No fim, Nuito decidiu que não se importa com essa questão, apesar das opiniões que já recolheu de habitantes de Edron e Stonehome. A maioria contra, pois eles queriam que filhos fossem gerados, mas ao mesmo tempo, que compromissos não fossem quebrados em prol do prazer masculino. Certamente algo complicado demais pra se pensar enquanto a terra próxima dele parece um humano tirando suas tripas pra fora.

Ele fecha o livro, pega sua lança, seu arco e sua aljava e pula do telhado direto para o chão. Mesmo dentro da cabana boa parte do tempo, ele tem se exercitado bastante indo e vindo com pedaços de madeira aqui e ali. Isso o ajuda a continuar se aventurando naquele lugar. Mesmo que não esteja se cuidando como deveria – Sua barba cresceu e já enche seu rosto de fios escuros.

Ao entrar, ele engole em seco. Vários vermes enormes correm pelo chão, há besouros enormes vermelhos voando, Inexpressivos perambulando, Ordinários vigiando. Há também criaturas que mais lembram bolas de carne com olhos no centro flutuando próximas do lago.

Conforme ele se aproxima do lago, as criaturas parecem mais vigilantes a seu respeito. Isso tem acontecido com certa frequência, embora ele não tenha sido atacado ainda. Ele reforça seu arsenal por conta própria, pois está começando a ficar assustado com a forma ágil que aquele bioma tem se desenvolvido. Sabe que uma hora será atacado.

Ele ajoelha-se em frente ao lago e começa a analisar as criaturas dentro dele. Os peixes cresceram, mas ficaram mais estranhos. Eles parecem estar desenvolvendo mais olhos, mais nadadeiras, cristas, até mesmo asas, o que os fazem pular pra fora da água e planar em volta dela de vez em quando. Mas, no meio de tantas coisas estranhas, algo lhe chama a atenção.

É um peixe negro, com dois olhos totalmente brancos, que possui um tamanho semelhante ao de um bagre. Sua textura visualmente lembra metal.

— Encontrei.

Nuito veio esperando aquilo desde o inicio, o que o faz se encher de satisfação e abrir um largo sorriso. Ele pega seu arco e uma flecha comum do meio das encantadas, e a amarra sua ponta inferior num pedaço de corda. Coloca no arco e puxa o fio.

Subitamente, ele é puxado para trás, deixando o arco cair por acidente.

Ele tenta pegar sua lança com uma mão, e com a outra, tenta manter longe um Inexpressivo inesperadamente agressivo. Acaba de notar que ele tem uma boca cheia de dentes, embora não tenha nariz ou olhos. Aparentemente, ele está agindo por instinto, bem como os outros Inexpressivos ao redor dele.

Sem conseguir força o suficiente para superar a criatura de dois metros, ele cede aos poucos. Mas antes que ele tentasse mordê-lo, algo explode contra suas costas, lançando-o para frente e permitindo que Nuito levantasse de novo. Ele se senta, pega sua lança e levanta rapidamente, tentando saber de onde aquilo veio.

Adiante, os Inexpressivos começam a correr de várias flechas explosivas. As criaturas começam a ficar assustadas e correm sem parar de um lado para o outro, berrando e grunhindo. O responsável por salvar sua vida é ninguém mais que Ember.

— Deuses... Finalmente te encontrei.






Próximo: Capítulo 31 – Resmonogatari VII



Nota:

*: É um tipo de casaco que é muito utilizado pelos povos Inuítes. São uma população indígena do norte do Canadá, parte das tribos esquimós.