Diga aí Iridium, obrigado pelo comentário e pelos elogios.
Estive pensando há muito tempo como dar procedência nessa parte, e é bom que estejam sentindo a pressão que os protagonistas estão sentindo.
Btw, realmente, dragões e demônios compõem o universo tibiano. Quando não é um, é outro. E eu prefiro os demônios por serem mais assustadores e menos místicos e fantasiosos.
E eu espero que goste deste capítulo!
Grande Neal, obrigado pelo comentário e pelos elogios.
Nightcrawler é um dos personagens que mais me dediquei nos últimos anos. Ele é um protagonista que sempre quis fazer em uma história, e quando tive a ideia de Bloodtrip, foi perfeito colocá-lo nela. Sinto que é o lugar dele e onde certamente iriam gostar dele.
Agradeço mesmo pelos elogios à minha escrita. Usei Bloodtrip para aprimorá-la. Eu fico feliz que até mesmo você, um dos escritores de mão mais caprichosa dessa seção, esteja elogiando ela. Meu esforço na narrativa daqui foi torná-la realista, jogando os lances parte por parte e te afundando na história pouco a pouco. Foi algo que aprendi com o mesmo cara que me incentivou a começar nessa seção, e estou tentando botar em prática aqui. Sinto-me feliz por estar funcionando.
Obrigado por tudo, Neal! Estou feliz que eu seja uma inspiração para os outros.
Diga aí Edge, obrigado pelo comentário e pelos elogios.
Já era chamado de discípulo de Martin antes mesmo dessa história. Aqui eu botei pra trabalhar essa "matança de personagens" e funcionou bem.
E sim, realmente quis jogar um monte de coisas pra cima dos leitores aqui, e como eu disse antes, eu ia fazer isso. E era pra vocês se prepararem, então, considerei que todos estavam prontos pra receber a enxurrada. E eu inclusive me perguntei como você reagiria ao ver esse lado humano de Nightcrawler. Você pode tentar vê-lo como o Itachi, por exemplo. Pode ter feito um monte de merda, mas sempre há motivos. Há muitos motivos para o fato dele ser daquele jeito. Assim como Nightcrawler. Ou você pode usar o próprio Lelouch, como você disse. Nesses quesitos, acho que o Lelouch se aproxima mais do Nightcrawler. Ambos usam máscara, ambos são estrategistas geniais e ambos tem grandes problemas pessoais. (E prometidas dos quais eles não ligam)
Sumiço perdoado. Espero que goste do próximo capítulo!
Perdão pela demora galera, coisas aconteceram e esse capítulo exigiu um trabalho mais dedicado. O motivo é que ele originalmente seria um conto longo, mas depois de chegar na décima quarta página do Word, notei que não dava pra postar. Parti em dois novamente. Mas a próxima parte sairá logo na semana que vem.
E eu me tornei um jornalista, deixem seusfoda-separabéns nos comentários!
E esse é inclusive meu primeiro capítulo publicado como alguém da equipe TBR. Estou feliz por isso, de verdade.
Bem, espero que gostem desse capítulo!
No capítulo anterior:
Nightcrawler revela poderes ocultos e usa-os para matar Redchain. Esses são descobertos por Dartaul, que questiona-o sobre, mas Nightcrawler responde-o de forma muito inesperada. Sem falar que o corpo de Redchain é, na verdade, o da rainha Eloise.
Capítulo 22 – Nightcrawler
Parte 2 – As Plataformas para o Nada
Por que um dos mais geniais feiticeiros de Thais veio até a mim?...
Será que sua ânsia por poder era maior que seu orgulho como alguém... Bom?
04 de Agosto de 466
Suzio vê a si mesmo mais novo. É dia, e o pântano de Green Claw, mesmo distante, enche seu nariz com um péssimo cheiro. E naquele lugar, no limite para as Planícies do Horror, ele aguarda, abaixo de uma árvore, alguém importante.
Seus olhos pousam em um grupo vindo rápido. Composto por seis pessoas, quatro delas chegam em cavalos, uma numa Pantera da Meia Noite* e a última num Lagarto de Lata**. Essa última parece a melhor equipada do grupo, usando uma roupa de membro da Irmandade dos Ossos, versão feminina.
Suzio levanta-se enquanto seus companheiros se aproximam. Ele passa a mão por onde sentou, visando limpar um pouco o lugar, e dá alguns passos pra frente. O grupo para.
— Finalmente! Já estava criando raízes de tanto esperar! — Grita Suzio, sorrindo.
— Ah, cala a boca, Suzio. Você que é muito ligeirinho. Por isso está sozinho. — Diz a membro da Irmandade dos Ossos. Ela retira o capuz e mostra um rosto que vê o caminho da meia-idade, portando cabelos ruivos, quase vermelhos, e nenhum detalhe a mais no rosto, senão seus olhos negros e seu nariz fino.
— Não sou ligeirinho, e sim pontual. Deveriam ser assim também!
A mulher sorri. O grupo ameaça descer das montarias, mas Suzio age mais rápido.
— Não saiam daí! O outro grupo já está na entrada e limpou o caminho pra gente! Vamos logo!
— Já? — Disse um dos aventureiros do grupo. Este está num cavalo cinza e possui um visual completo de caçador. — Achei que iam demorar mais, por isso fomos buscar mais suprimentos!
— Bem, então não há tempo. Vamos indo, pessoal! — Disse outro aventureiro, usando um visual completo de cavaleiro, montado num cavalo marrom. Ele parece mais velho que o restante e também parece o líder.
Suzio também possui sua montaria, que ele invoca com magia: Um urso. Ele o acaricia, monta-o e avança para o sul, junto do grupo.
O rapaz, tendo apenas vinte e seis anos nessa época, era um mago prodígio. Usava um chapéu e uma capa roxa, cujos são mágicos; além deles, usava botas com reproduções de asas no tornozelo e uma calça azul e leve. Na cintura, levava sua Varinha de Vodu, além de runas essenciais em seu cinto e uma mochila cheia delas, bem como poções e uma varinha reserva. Levava consigo um Holy Tible, um livro sagrado tibiano que possui um símbolo de um T dourado no centro, e este se encontra numa sacola branca reserva na sua cintura. Havia mais poções e runas numa mochila presa na sela da sua montaria. Estava preparado para o que quer que venha naquela missão, apesar de que ele não sabia dizer o mesmo do seu estado mental.
O grupo, enquanto anda pelas planícies, percebe que há várias aranhas gigantes mortas, bem como mortos-vivos, ciclopes, minotauros e orcs, assim como algumas criaturas menores.
— Eles sabem fazer mesmo um bom trabalho... — Disse um dos aventureiros. Este usa uma roupa de Cavaleiro do Pesadelo, faltando apenas o escudo e a lança.
— Bem, eles também esperam uma boa ajuda nossa para chegar até a recompensa, então isso foi o mínimo que deveriam fazer por nós. — Comenta o cavaleiro, não deixando de observar a quantidade de corpos no caminho.
Suzio observa o céu, com um sol quase coberto por nuvens, mas ainda iluminando aquele terreno decrépito. Ao olhar para ele, seu olhar fraqueja um pouco e ele abaixa a cabeça, pondo seus olhos sobre alguém que está perigosamente próximo dele. A pessoa montada na pantera, uma moça de pelo menos vinte e três anos, de cabelos loiros, com sardas levemente escuras pelo rosto, uma pequena cicatriz abaixo do nariz indo até seu lábio superior, e olhos intensamente verdes. Ela também olha para ele, e cora ao notar que ele percebeu um pouco de sua admiração.
— Ah... Suzio... Você está um pouco distraído, não? — Questiona a moça, tentando desviar o fato de que estava observando o mago.
— Você também, Estella. — Responde o rapaz, com um meio-sorriso irônico. Ela desvia o olhar com um pequeno sorriso. — E eu mesmo não imagino o porquê de eu estar chamando a atenção de alguém tão forte como você.
— Oh não, que isso! Não sou tão forte assim. Você tem potencial para me deixar comendo poeira, mas eu não. É só questão de tempo até que me supere.
— Você é muito humilde...
A druidesa abaixa a cabeça, envergonhada. Ela usa uma roupa de druida, usando também as luvas de lobo, mas não possui o capuz característico. Para Suzio, ela parece mais bonita dessa forma.
O grupo passa por uma casa em ruínas e então chega até outra menor, ao sul, ao lado de um rio. Ao entrarem, notam que o grupo amigo já estava ali, esperando. Há seis membros neste grupo, enquanto o outro possui sete. Treze tibianos prontos para enfrentar o inferno.
O líder deles se aproxima, e é uma mulher alta, aparentemente com bom físico, usando uma armadura completa dos Cavaleiros do Pesadelo, levando o grande escudo deles em uma das mãos, mas com a lança nas costas. A maior parte da armadura é negra, com algumas áreas tingidas de azul escuro. Há um buraco atrás dela, cercado pelos membros do grupo. O cavaleiro, líder do grupo de Suzio, toma a frente.
— Fizeram um bom trabalho lá atrás. Só podia ser seu grupo mesmo, Brelda.
— Aquilo não foi nada, Zack. Verá muito mais lá embaixo. E eu espero ver o mesmo do seu grupo, também. — Disse Brelda, com uma voz forte e intimidadora. Seu respeito é transmitido pelos olhos de todos ali, que possuem certo medo de terem suas cabeças esmagadas pelos pés enormes dela.
— Vai ver. Vamos indo!
O grupo todo desce o buraco e os magos se apressam em iluminar o caminho com magias fortes de luz, revelando paredes feitas de pedra, bastante antigas visualmente. Eles seguem o caminho para o nordeste, onde encontram outra pessoa, esta com um visual de Wizard completo. Há uma pequena luz vermelha saindo de cada um de seus olhos, também intimidando os outros membros. Ele está sentado em cima de uma tumba, reforçando sua aparência.
— Laghoris. Tudo certo por aqui? — Pergunta Brelda, aproximando-se do rapaz. Ele assente com a cabeça.
Todos do grupo puxam frascos com sangue de suas mochilas. Laghoris é o primeiro, derramando-o sobre a tumba de Goshnar e desaparecendo logo em seguida. O grupo rapidamente faz uma fila, como planejado anteriormente, e em sequência, cada um derrama o frasco sobre a tumba, sendo levados para uma sala logo abaixo.
Em três minutos, todos estão lá embaixo. Aparentemente, havia alguns mortos-vivos ali, mas foram rapidamente mortos por Laghoris. A presença deste feiticeiro, bem como de Brelda, Suzio, Zack e Estella, parecem acalmar o restante do grupo, que normalmente ficaria mais tenso ao entrar naquele lugar. Em silencio, eles se dirigem ao norte, até a direção de uma parede mágica. Ao chegarem à frente dela, eles são levados para outra sala. O feiticeiro novamente guia o grupo até um buraco, este todo feito de terra, do chão ao teto.
Logo adiante, está uma fonte brilhante, de porte médio e funcionando, com água fluindo. O grupo parece ignorá-la, mas Suzio se aproxima dela por curiosidade.
— Ei, Suzio. Sem desvios. Qualquer erro nessa missão significa nosso fim. — Disse Zack, notando o que Suzio está fazendo. Ele o surpreende, bem como o resto do grupo, ao beber da água dessa fonte.
Após alguns instantes, ele parece normal, sem algo diferente na sua aparência.
— Ora. Me sinto melhor até.
— Não ouviu, feiticeiro? Sem desvios! — Vocifera Brelda, já incomodada. Suzio dá de ombros e volta à formação do grupo.
O grupo passa por uma porta à direita da fonte, cercada por um pouco de grama, levemente escura e curiosa. Após a porta, há um buraco, por onde o time todo desce. Na sala abaixo, há uma ponte retraída, com uma alavanca e um corpo próximos. Esse corpo pertence a uma mulher, e este desperta tensão em quem está ali. Os cavaleiros ignoram e vão arrumar a ponte, que pelo que foi dito, está com sua alavanca enferrujada.
Estella fica próxima de Suzio durante esse tempo. Ele nota isso e não consegue deixar de reparar num sorriso tímido em seu rosto.
— Ei, Estella. — Chama Suzio, dando um susto leve na moça. O sorriso tímido volta ao seu rosto. — Você não me parece tão atenta a missão...
— M-Mas eu estou! Sou uma druida, tenho uma grande importância para o time.
— Sim, é uma das melhores. Mas parece estar te faltando atenção...
O olhar daquele Suzio mais jovem não é sombrio, tampouco vazio, mas vivo e penetrante. Aquilo faz Estella virar o rosto, com as faces coradas.
— Desculpe. Vamos indo...
Os dois continuam andando junto com o time após eles terem trazido de volta a ponte. Pensativo, Suzio segue rápido até uma sala com poças de lava em vários lados, com alguns locais frágeis, onde podem haver buracos. É justamente ali onde a visão do mago começa a falhar e ficar turva, e sua mente parece estar processando rápido as coisas, ao ponto dele não acompanhar o que está acontecendo perto dele. Apesar disso, ele continua andando e seguindo o time, apesar de meio cambaleante. Ele só volta ao normal quando o grupo entra na sala de vocações, um local com corredores cobertos por chamas púrpuras.
O modo de andar confuso de Suzio havia despertado a preocupação tanto da mulher da Irmandade quanto de Estella. A primeira decide fazer alguma coisa.
— Suzio, sente alguma coisa? — Questiona a mulher. Sua preocupação é visível em seu rosto.
— Não, estou bem, sério. Só minha visão que estava um pouco estranha, acho que tem algo a ver com o lugar, não é?
— Não... — Murmura pesadamente Estella — Minha visão está normal desde quando eu cheguei aqui.
— A minha também.
Suzio fecha a cara. Percebe que Brelda está fitando-o.
— Suzio, sei que você é um bom partido para Estella e Stercha, mas este não é o momento.
Estella cora e se afasta com a cabeça baixa. Já Stercha parece olhar para a cavaleira com reprovação.
— É o meu dever checar se todos do grupo estão bem. Não me veja como uma oferecida, Brelda.
— Que seja. Estou dando explicações importantes, então preste atenção.
Stercha se afasta. O mago já parece irritado.
— Muito bem, vou explicar de novo! As chamas que estão em cada um destes caminhos não irão machucar quem for da vocação correta exigida para passar por estes lugares. Se algum engraçadinho tentar ir para o lado errado, certamente será morto pelas chamas a cada passo que der. Portanto, cavaleiros, organizem-se em fila para ir ao corredor norte, druidas para o corredor ao lado do norte, feiticeiros para o corredor ao sul e paladinos para o corredor ao lado do sul. Vão!
O grupo rapidamente forma filas e devagar entra nas chamas, devido ao receio de se queimarem. Mas elas não fazem mal algum a eles, pois estão seguindo corretamente as instruções. No corredor dos feiticeiros, Laghoris guia todos pelo caminho, Brelda guia os cavaleiros e Stercha os druidas. Os paladinos são guiados por uma figura num visual de Assassino completo.
O grupo de feiticeiros sobe em uma caverna usando uma corda. Laghoris foi o primeiro, e Suzio, como vinha em segundo, pôde ver o rapaz destroçando um espectro com uma única magia e dois Pesadelos presos num circulo pequeno feito de fogo. O mago derrota os dois Pesadelos, mas o feiticeiro mais forte não se importa com isso.
— E agora? — Pergunta Suzio, após todos os feiticeiros subirem. O mascarado vai até uma alavanca na ponta da sala e puxa-a, depois vai em direção dos feiticeiros, intimidando-os.
— Vamos voltar.
O grupo passa pelo corredor em chamas de novo e reencontra a equipe inteira. Tudo foi feito em sincronia.
— Ótimo. — Disse Brelda. — Vamos pelo caminho principal agora.
O time segue pelo corredor central, antes coberto por chamas, agora limpo. Ele possui algumas extremidades com estátuas semelhantes a de oráculos, com um metro e meio de altura, com uma tocha sempre na mão direita. As paredes são feitas por pedras de argila clara, tendo uma coloração amarelo-escuro. E no final deste corredor curioso, está dois buracos. Suzio ainda não parece ter uma visão cem por cento.
Ao descer, uma grande sala de terra é revelada. O grupo de druidas joga bolas de cristal com luz dentro, apenas para revelar dezenas de demônios escondendo-se no escuro.
—Preparem-se para o combate! — Grita Zack, tomando a frente ao lado de Brelda e de um outro cavaleiro do pesadelo. Os outros cavaleiros tomam frente, os feiticeiros e druidas ficam atrás, e os paladinos posicionam-se para dar cobertura.
Os demônios avançam. Uma chuva de flechas, projeteis de elementos e magias são disparados na direção dos inimigos. Stercha foca na regeneração dos aliados ao lado de alguns druidas. Os escudos dos cavaleiros conseguem segurar os demônios mais agressivos, estes são verdes, possuem uma estrutura do tronco desforme e levam martelos; também há homens esqueléticos, com as mãos e a cabeça presos por uma tábua de madeira; há outros que não possuem pernas, apenas o tronco para cima, reforçados por uma armadura, além de serem bem musculosos.
Outros ficam à distância. Espectros, demônios obesos com tridentes, gosmas gigantes que berram e seres gigantes feitas de fogo. Estas atacam os paladinos e os feiticeiros, que são auxiliados pelos druidas. O combate leva algum tempo, mas é decidido graças ao poder mágico esmagador dos feiticeiros, principalmente vindo de Laghoris e Suzio.
Um último espectro avança sobre o grupo. Suzio toma a frente.
— Exevo Vis Hur!
Uma onda de eletricidade atinge o inimigo, mas não parece o suficiente para derrubá-lo. O rapaz lança uma magia de energia comum, mas, surpreendentemente, o espectro segura ela com as mãos e joga ela de volta para o mago, atingindo-o em cheio na cabeça. Suzio é derrubado enquanto a criatura é destroçada por uma magia vinda de um outro feiticeiro.
Suzio volta a si numa sala estranha, feita de pisos amarelos. Está sozinho, com dor de cabeça e com uma mochila preta com uma caveira no centro, com ossos cruzados em volta. Ele senta-se devagar e pega a mochila para ver o que tem dentro dela. Narra para si mesmo o que tem nela.
— Um Ankh cerimonial, um anel da morte e um da vida, três pérolas de orichalcum, cinco pérolas brancas, dois orbes de alma, runas de Morte Súbita, de Cura Imediata*** e brancas, uma poção de mana comum e onze moedas de platina...?
Suzio olha para frente. Há uma placa virada para frente e um corpo atrás dela. Há algumas áreas com fogo iluminando levemente o local, além da luz dos portais, que possuem estátuas de gárgula na frente de cada um. A área ao redor do cadáver e dos portais é preenchida por pisos brancos, e o restante por pisos negros.
A iluminação não revela só um corpo humano na frente da placa, mas também inúmeros demônios e mortos-vivos já perecidos, além de líquidos e restos verdes em vários cantos. Aquela é a sala que leva aos tronos de cada Implacável.
— Fui deixado pra trás?... Por quê?
Suzio se levanta devagar, e deixa a mochila para trás. Ele caminha devagar até o corpo humano, onde percebe um livro entre seus braços. Ele está vestido de uma camisa bege comum e uma calça negra, parecia um escrivão. O livro talvez tenha sido escrito por ele. Suzio abre-o e tenta ler o conteúdo.
”Nós falhamos!!!
Nós nos achamos com sorte, que não teríamos que enfrentar os Sete Implacáveis cara a cara, mas suas armadilhas e agentes mataram quase todos os cavaleiros de nosso esquadrão. Nós não alcançamos nenhum dos tronos. Eu mandei os sobreviventes para um de nossos castelos restantes para salvarem a chave. Eu ordenei a eles que me deixassem morrer aqui em desonra, já que falhei com a minha ordem!
Taciror, o último Alto Lorde dos Cavaleiros do Pesadelo.”
A escrita apressada, de uma língua desconhecida, quase o confunde. Mas Suzio não entende como ele é capaz de ler aquilo. Nem mesmo como o escrivão se tornou alguém com uma armadura completa dos cavaleiros do pesadelo, com cores claras, porém, cobertas em várias áreas por sangue.
Suzio se ajoelha. Sente algo espetá-lo por trás. Um papel. Ele pega-o, abre e lê o conteúdo.
“Desculpe, Suzio, mas precisamos que fique aqui para impedir que os demônios apareçam de novo. Fique bem e acorde logo, por favor.”
Ele nota que há um pequeno anexo nesse papel. Ele desdobra-o para ler o que há ali.
”Eu também preciso que você acorde. Pois quero você na minha vida. Preciso de você. Voltarei logo.
Estella.”
Suzio cora, mesmo que não haja ninguém vivo ali para brincar com o que acabara de ler. O jovem realmente não havia reparado que a druidesa tem sentimentos por ele. Parece sentir-se mais motivado – o amor de uma mulher pode realmente dar forças desconhecidas a um homem. Sua visão está totalmente normal e ele não sente mais dor de cabeça.
Entretanto, ele precisa lidar com o cheiro forte de podridão da sala que começa a subir e tomar conta do seu nariz. E fez isso por alguns minutos, enquanto sentado ao lado de uma estátua de gárgula. De repente, o grupo reaparece no centro da sala. Alguns estão feridos e sendo tratados pelos druidas, mas todos estão igualmente cheirando mal, com restos de sangue e gosma pelo corpo, além de resíduos de pó e queimados. Suzio rapidamente percebe que alguém não está ali.
— Onde está aquele caçador?
Os aventureiros parecem evitar falar alguma coisa e viram o rosto. Mas Brelda fita-o com um olhar sério e irritado.
— Morto.
Suzio arregala os olhos, mas não parece tão surpreso. Já esperava algo assim. Estella e Stercha vão até o rapaz ver se ele está bem.
— Ei, ligeirinho! Você realmente nos assustou ali atrás. Zack te carregou até aqui, mas tome mais cuidado na próxima vez. Não quer ser carregado pela missão inteira, quer? — Disse Stercha, com um sorriso, porém, um pouco preocupada. Ela está ajoelhada e checando os pontos vitais do rapaz.
— Bem, eu nunca vi aqueles demônios se comportarem daquela maneira...
— E desde quando você caça demônios com frequência? É preciso ter cuidado sempre. Além disso, aquilo não era um demônio, e sim uma aparição, o que já muda as coisas.
Suzio assente e fica calado. Estella está olhando para o time, mas é como se ela estivesse evitando um contato direto com o mago. Ele sorri, mas entende que ainda não é o momento. Ou talvez fosse. Ele não tem experiência com essas coisas. O mago fica levemente confuso.
— Muito bem! Se tudo estiver de acordo, vamos para o trono de Infernatil! Sem demora! — Grita Brelda, preparando sua grande lança para mais um combate. O restante do grupo se prepara.
Suzio se levanta junto de Stercha. Ela está visivelmente preocupada e com medo.
— Você quer mesmo continuar? Deixamos você aqui pra impedir que os monstros retornem, mas não acho que isso vá acontecer tão logo...
— Preciso ir. Quero lidar com o inferno com minhas próprias mãos.
Estella abre um sorriso, não tímido, mas de admiração. ”Quanta coragem... E ousadia.” pensa ela.
O grupo prepara-se para a próxima fase. Em trinta segundos, todos caminham na direção do grande orbe azul que os levaria direto para o trono ardente de Infernatil.
Próximo: Capítulo 22 – Nightcrawler III
Notas:
*: Tradução livre para Midnight Panther.
**: Tradução livre para Tin Lizzard.
***: Tradução livre para Ultimate Healing.
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