Diga aí Edge, meu fiel leitor. Obrigado pelo comentário e pelos elogios.
Eu descrevi Liberty Bay me baseando no Brasil colonial. É um dos períodos que mais me envergonho da nossa história, então eu tentei passar o sentimento e justamente o jeito que eu queria que aqueles escravocratas se fodessem. Então, fico feliz que tenha saído bom.
O que o Nightcrawler entendeu não dá pra ser explicado em um só capítulo, então talvez demore um pouco.
E bom, obrigado por falar dos erros, vou dar uma conferida. Se esse capítulo tiver também, avise. E, claro, espero que goste dele.
Bem pessoal, aqui lhes trago um novo capítulo! Também devo dizer que o 16 está pronto, então, se quiserem dois capítulos na mesma semana de novo, só falarem nos comentários.
No capítulo anterior:
Soulslayer e Redchain conduzem um ataque fatal a Baía da Liberdade, matando vários escravos e seu dono. A nova membro também mata Eleonore, filha do regente da cidade. Enquanto isso, Nightcrawler teoriza sobre a mudança súbita de comportamento de Aika.
Capítulo 15 – Sentido
Há duas semanas e três dias, Aika Danguian foi capturada.
Dartaul e a prisioneira tem nutrido um forte sentimento de amizade. Apesar da garota ser calada, o investigador sempre arranja um assunto para conversar, ou alguma atividade. Todos estão cada vez mais convencidos que, de fato, Aika não sofreu nada ao ser atingida pelo pulsante, apesar de que o espírito que apareceu há uma semana deixar dúvidas.
Naquele instante, os dois estão jogando xadrez dentro da cela, iluminada por um abajur em meio àquela noite escura. A moça parece estar perdendo, mas se divertindo. Nightcrawler e o resto do time está na sala de documentos, novamente tratando de assuntos de suma seriedade.
O detetive está sentado na mesa próxima do elevador, numa cadeira de madeira, e o restante está em outras cadeiras ao seu redor. Zoe porta um livro e tem algumas fichas no chão ao seu lado além de um lápis na orelha direita, Alayen está cochilando e Borges tem uma ficha numa mão e um frasco de metal com bebida alcoólica nele.
— Atenção! — Silva Nightcrawler, acordando todos de seus devaneios rapidamente. Alayen quase cai da cadeira, o livro cai da mão de Zoe e Borges treme muito, mas não deixa nada cair — Preciso de atenção. Temos que repassar os fatos.
Zoe pega o livro do chão com um rosto melancólico.
— Nightcrawler, estava lendo um pouco dos registros feitos em Venore... São estranhos. Parecem que foram resultados de pessoas reagindo a roubos, mas com mortes exageradas.
— Por isso inclui nas fichas. — Disse Nightcrawler, pegando um pergaminho na mesa e abrindo-o — Também tem alguns pouco relatados nas redondezas de Carlin parecidos. Mas com muito, muito sangue. Enfim, me ouçam. A Baía da Liberdade foi atacada tem alguns dias pela Irmandade.
Todos parecem surpresos.
— É o quê? Como assim? — Grita Borges, pasmo.
— Sim, foi o que você ouviu. E não, você não está bêbado. Houve um ataque no leste da cidade, uma casa próxima de alguns campos de cana. Nove mortos, o campo ficou pintado de sangue. Depois disso, alguém matou Eleonore brutalmente.
— Como você ficou sabendo disso? — Questiona Alayen, com um olhar sério.
— Zoe me falou. Ela é jornalista, as noticias chegam rápido pra alguém que trabalha nessa área em Yalahar.
— Bem... Eu não diria rápido. — Comenta Zoe, um pouco cabisbaixa, seus olhos entreabertos e postos no chão — A notícia já circulava dentro da Guarnição Thaiana por ser um assunto secreto. Mas logo os jornalistas ficaram sabendo e a notícia veio até nós, A Clarividência, em Yalahar.
Nightcrawler parece atento ao pergaminho. Há mais coisas para se falar.
— Eu estive analisando as frases. Notei, com certa dificuldade, que elas estão apontando coisas. Esse ataque à Baía confirmou o que eu imaginava... — Disse o detetive, ajeitando o chapéu — “Os oprimidos sangrarão em fúria”. Soube que oito dos mortos eram escravos cortadores de cana e o restante o dono dos campos e proprietário dos escravos. A frase se aplica bem a isso aqui.
Todos engolem em seco. Borges parece o mais incomodado.
— A segunda frase tem a ver também?
— Tem. “Mas sua opressora cega também sangrará”. Eu não imaginei que fosse Eleonore, mas veja bem. Havia muitos escravos que viraram piratas ou acabaram morrendo na Baía. Outros fugiram para Meriana e ilhas da região. Quem conseguiu fugir foi ajudado por gente do gueto da cidade, o sul, e por contatos, soube que Eleonore dava uma pequena ajuda a eles através de uma mulher que já não me lembro mais do nome.
— Em que sentido ela era opressora pra falarem assim dela? — Indaga Borges, fitando seriamente o detetive.
— Ela não era. O povo a via como opressora por não fazer nada. A verdade é que ela não tinha contato com nenhum deles, apenas com algumas pessoas. Não sei das conexões de Eleonore, mas havia muito sendo feito por debaixo dos panos. Entretanto, ela acabou morrendo para um membro, pois provavelmente a Irmandade não sabia de nada.
— A morte dela foi realmente brutal, pelo que me disseram... — Disse Zoe, ainda de cabeça baixa — Disseram que tinha correntes vermelhas pingando sangue saindo de suas costelas e dos seus olhos...
— E isso é um ponto. — Disse Nightcrawler, balançando o indicador direito — Nunca antes eu vi um membro com essas habilidades. É um dos bons. Não é um figurante como aqueles que enfrentaram Trevor em Thais.
— É... E eu recebi uma carta, falando nisso. Do próprio Harkath. Ele disse que Trevor está vivo e bem. Mas não faço ideia do porque ele se deu ao trabalho de enviar uma carta pra mim. Sou só um chefe de escritório, apesar de ele chefiar minha guarnição...
Nightcrawler parece agitado. Ele pega o pergaminho e joga sobre a mesa, se levanta e anda rapidamente para a sala ao lado.
— Ei, tio! Algum problema? — Silva Alayen, vendo o detetive partindo.
— Vai se fuder com essa merda de tio! Você sabe meu nome, imbecil! — Grita Nightcrawler, abrindo a porta aos empurrões.
— Ih... Ficou maluco de novo.
— Falei alguma coisa? — Disse Borges, confuso.
Nightcrawler se dirige até a cela apressadamente, seus passos altos atraem a atenção da dupla dentro da cela. Ao chegar perto dela, ele soca o botão vermelho, abrindo a porta.
— Dartaul, saia.
— Aconteceu alguma coisa?
— Sim. Saia.
Dartaul se levanta e Aika olha para ele, triste.
— Desculpa, mas logo voltarei para terminar a partida. Se você é boa de memória mesmo, grave esse jogo. — Disse Dartaul, com um sorriso no rosto. Aika fecha os olhos e sorri.
O investigador sai da cela e a porta rapidamente se fecha. Em seguida, Nightcrawler soca o botão azul, eletrocutando Aika por três segundos. Em seguida, a porta se abre de novo.
— De pé também, maga.
— Ei! O que você pensa que está fazendo?
— O que estou fazendo? O chefe das guarnições thaianas mandou alguém na minha cola, acha que ficarei procrastinando, sentado numa cadeira lendo arquivos enquanto você fica aí brincando de casal?
Dartaul fica em silêncio, confuso com a forma que o mascarado está agindo. Enquanto isso, Aika aproxima-se da cela, ajeitando sua camisa branca que passou a usar enquanto presa. Passos baixos podem ser ouvidos da sala de documentos.
— Serei direto. Tem mais de uma quinzena que nada de relevante acontece contigo. Você passou a ser idiota de uma hora pra outra, além de que não consigo pensar em algo coerente pra justificar tanto as frases quanto o espírito que Dartaul disse que apareceu aqui. Agora, entenda, você e Alayen são as forças principais daqui, eu sou apenas um detetive.
Aika fita-o, também confusa. Um som confuso de passos é ouvido no alto da torre.
— Não quero te usar como uma arma porque eu não sou um filho da puta, mas você precisa ser útil para nós e nem mesmo eu tenho certeza se te deixar parada numa prisão é uma boa escolha. Então, você vai sair e junto com Alayen me ajudará a reforçar esse lugar. Estamos de acordo?
— Não, detetive Nightcrawler.
Uma voz rígida e séria corta o ar antes que Aika possa dizer alguma coisa. Enquanto isso, muitos passos são ouvidos chegando até o lugar onde estavam. Do escuro, por trás das estantes de ferro próximas da entrada, surge Trevor, com dez soldados acompanhando-o, junto de mais vinte soldados vindos de cima da torre e descendo as plataformas. Nightcrawler olha-o com um misto de medo e surpresa, enquanto arcos são posicionados contra ele, de cima da segunda plataforma.
— Primeiro Tenente Trevor Van Aknimathas. Estou impressionado. Muito impressionado. Você sobreviveu, trouxe uma tropa pra Yalahar, conseguiu autorização do governante, passou pelos meus olheiros e vigias de alguma forma sem que eles me notificassem e conseguiu entrar aqui, sem eu notar, no meio da noite.
— Pra você, detetive, é Capitão Trevor. — Disse o cavaleiro, colocando as mãos nas costas enquanto seus soldados ficam posicionados logo atrás dele. Seu bracelete com duas estrelas é visível — Você cometeu crimes contra a pátria thaiana, começando pela sua conexão suspeita com a Irmandade do Caminho de Sangue, seguida de dano moral aos cidadãos que quase foram vítimas daqueles indivíduos.
Nightcrawler cruza os braços. Parece hesitante, mas se esforça em não mostrar isso.
— Francamente... Foi promovido a capitão e seu poder já subiu a cabeça? Não se esqueça que esse ataque foi, provavelmente, o motivo pra você estar com esse bracelete e essa moral toda em frente desses soldados.
— Não se complique mais, detetive. Nossas relações não vêm ao caso frente ao meu trabalho. Devo cumprir a lei. E você, Nightcrawler, é muito, digamos, controverso. Questionável. Fez bons atos para as guarnições thaianas, mas nunca revelou seu nome. Sua ocultação de identidade também é um crime, pois não existe nenhum registro a seu respeito em nenhum lugar.
— Você gastou essas semanas procurando sobre mim, então?
— Gastei. Joguei meu tempo fora, devo dizer. Mas sua localização não foi difícil de ser descoberta. Afinal, você é famoso aqui, Conde Mascarado de Yalahar. Você se esconde por trás de uma máscara como um vigilante, resolve crimes sem ser chamado e até mesmo comete crimes para resolver outros, mas é perdoado pelos sargentos, capitães e comandantes corruptos das guarnições thaianas. Isso não vai mais acontecer.
— Então, por favor, me aponte algum caso onde eu tenha cometido um crime. Talvez eu concorde contigo.
Um soldado dá para Trevor um pergaminho, do qual ele o toma. Ele tira o lacre e abre-o para ler seu conteúdo.
— “20 de Outubro de 483. Um alquimista nomeado de Saul Imada criava clones seus para roubar bancos do continente. O real não foi encontrado por meses, até que algumas pistas a seu respeito vazaram do domínio da guarnição. Após isso, o detetive mascarado intitulado de Nightcrawler apareceu com soluções para o caso, apontando resultados de testes com um dos clones desse alquimista, dizendo que eram todos feitos a base de eletricidade e que ele precisava de um local com muita água para fazer isso e que ele pudesse fazer no subterrâneo. O responsável foi encontrado em Greenshore drenando água do rio que vai até o oceano, na região conhecida por Golfo dos Reis. Nightcrawler foi acusado dos crimes de tortura e roubo de arquivos, mas não foi preso. Saul Imada foi capturado e preso e seus materiais, confiscados.” Satisfeito, senhor detetive?
Nightcrawler engole em seco. Seu olhar procura formas de escapar daquela situação vivo.
— Você tem um mandato, ao menos?
Trevor pega um papel dobrado no seu cinto e joga pra ele. O detetive rapidamente pega e abre, ficando mais e mais assustado.
— Mandato de prisão... Ordenado por Harkath Bloodblade e... Harsky? Que palhaçada é essa? O que a 3º Guarnição tem a ver comigo?
— Coisas que serão tratadas em breve, detetive. Por hora, devo avisar-lhe de sua condição atual. — Disse Trevor, seriamente. Ele se aproxima a passos lentos do homem, enquanto o próprio começa a traçar desesperadamente linhas de fuga com os olhos.
Se eu eletrocutar Aika, será que ela reagirá lançando alguma magia? Pensa Nightcrawler, tentando se manter são. O ataque dela certamente atingiria os soldados... Mas ainda tem os que estão na plataforma, eles me atacariam assim que eu movesse um dedo.
— Com os poderes concedidos a mim, e em nome das cinco guarnições de Thais...
Me resta as bombas de fumaça que... Ah não... Eu deixei elas lá em cima, merda. Só tenho umas duas runas de Terremoto, não vai ser o suficiente pra chegar até a escotilha ali...
— Eu, Capitão de Guarda, Trevor...
Eu também não vou ter tempo de usá-las... Eu estou ouvindo as cordas daqueles arcos, aquelas flechas estão a um passo de serem disparadas...
— Declaro que você, Nightcrawler... — Trevor está há apenas três passos do detetive.
Merda, pego no meu próprio esconderijo. Não, não posso aceitar isso. Só me resta usar... Aquilo.
Não seja tolo, mascarado!
Nightcrawler ouve uma voz diferente no interior de sua mente. As mãos de Trevor pousam em seus ombros.
— Não está preso.
A tensão do lugar repentinamente desaparece. Um silêncio se instaura por alguns segundos, enquanto Nightcrawler parece tentar entender aquilo.
— É O QUÊ? — Berra Nightcrawler, inclinando seu corpo pra frente e levantando os braços.
— É isso aí. Você não está preso. — Disse Trevor, sorrindo.
Todos os soldados começam a gargalhar, de todos os lados. Alguns deixam suas armas caírem e outros chegam a sentar no chão para rir. Até mesmo seu time surge por trás dos soldados e ri da cara do detetive, sendo Alayen e Borges os que mais riem, assim como Dartaul ri logo atrás dele. Até Aika está sorrindo. Nightcrawler parece ser o único que não entende.
— Desculpa, Crawler. Um dia você me disse que eu era tão sério que jamais conseguiria fazer uma pegadinha em alguém, até riu da minha cara quando eu disse que nunca fiz pegadinhas. Então, decidi vir aqui fazer isso.
Nightcrawler olha para Trevor, boquiaberto. Ele endireita sua postura pouco depois, e pigarreia.
— Inadmissível... Você abusou muito de minha bondade.
— Bem... Foi o melhor jeito de dizer que estamos aqui pra te proteger e principalmente pra mostrar o quão somos competentes. Eu te conheço tem um ano Crawler, somos praticamente amigos. Sua arrogância sempre foi seu ponto fraco. Você se entocou dentro dessa torre e ficou botando homens ao redor da cidade, acreditando que ninguém tentaria invadir esse lugar. Aproveitei-me disso para entrar aqui e, de quebra, ainda subornei todos os seus olheiros usando os que tinham na minha tropa.
— Você queria me proteger?
— Sim. Veja. — Disse Trevor, pegando o papel, passando o dedo nele e mostrando para o detetive em seguida — É um mandato de proteção. Harkath quer que eu o proteja, pois é a única forma de pegar a Irmandade. Ele conversou com Harsky, Skunky e o próprio rei pra chegar nessa conclusão. É rapaz, você é importante.
Ao invés de estar escrito “prisão”, está escrito “proteção”. Era uma ilusão.
— Como você... Fez isso? — Indaga Nightcrawler, com peso na fala.
— Harkath mandou uma solicitação de entrada de soldados para Yalahari, o governante. Ele autorizou e eu passei lá pra confirmar. Sugeri fazer uma pegadinha em você, uma vez que ele já te conhecia e te considerava um amigo. Ele concordou e trocou a palavra.
— Impossível... Yalahari jamais faria isso...
— Faria. Ele estava num bom dia hoje. Enquanto isso eu parei e comprei todos os seus olheiros, passei pelos soldados, ganhei autorização dos soldados daqui, desci com esses dez pelo seu elevador e os outros pelas escadarias daquela prisão e falei pros seus ajudantes que ia pregar uma peça em você.
Nightcrawler abaixa a cabeça e põe a mão no rosto, mas sem tirar a máscara.
— Mal dá pra acreditar... Que cai numa brincadeira tão banal. Tão... Infantil.
— Crianças não idealizariam isso. — Disse Trevor, juntando as pernas — SENTIDO!
Todos os soldados se recompõem e ficam em formação, juntando as pernas e os braços. Borges e Alayen percebe a seriedade do ar e param de rir, se afastando. Zoe os acompanha.
— Todos esses homens estão aqui para te proteger. Eles ficarão nos arredores desse distrito, assim como meus olheiros. Há olheiros meus em todos os quarteirões no momento, que despachei de Thais e Venore antes mesmo de chegar aqui. Yalahar é sua, Nightcrawler. Decida agora seu próximo passo, não se importe em nos soltar.
Nightcrawler também se recompõe e volta sua postura ao normal. Ele observa todos os trinta soldados e abre um sorriso por trás da máscara, cruzando os braços com confiança.
— Meus parabéns pela pegadinha, Trevor. Ajudou a colocar minha mente em ação devidamente. — Disse Nightcrawler, olhando para a direita, onde estão Aika e Dartaul. Os dois estão estranhamente próximos, fazendo o mascarado levantar uma sobrancelha — Aika, você está livre. Só espero que não apronte nenhuma gracinha. E Dartaul, pode ficar de olho nela, mas tenho certeza que a garota sabe se virar.
Aika assente, assim como Dartaul, que suspira aliviado.
— Trevor, seus soldados devem voltar. Ficará aqui essa noite. Devemos discutir seriamente hoje... Pois eu tenho um plano.
~*~
De cima de uma rocha, olhando para o oceano, está Redchain. A noite está avançada e a ilha silenciosa. Muito silenciosa.
A grama tropical coberta por areia aponta que é Meriana. Soulslayer está vindo logo atrás dela, em passos lentos.
— Redchain. Algo lhe perturba?
— Sim... Sinto algo ruim. Um pressentimento ruim sobre o futuro. Mas não sei o que é.
— Se sente insatisfeita conosco?
— Não. Eu encontrei a filosofia certa a seguir e todos os que a seguem são meus irmãos de alma e meus companheiros de guerra. Eu apenas temo alguma coisa, mas não parece ser algo relevante.
— Ótimo.
Soulslayer olha para os lados, apenas para notar as inúmeras piscinas de sangue na ilha e o chão quase tingido de vermelho. Ao lado da pedra, está a sereia que costuma ficar ali, mas partida ao meio, sem os olhos no rosto e o corpo seco, porém, podre de sangue.
— Está pronta?
— Sim. Vamos para o monte.
Próximo: Capítulo 16 – Encarando as Trevas
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