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Tópico: Bloodtrip

Visão do Encadeamento

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    Cavaleiro do Word Avatar de CarlosLendario
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    Padrão Capítulo 9 - Observadores na Escuridão

    Citação Postado originalmente por Senhor das Botas Ver Post
    Salve Carlão.

    Como não comentei os últimos capítulos, vou escrever um espectro geral neste post.

    A história deu uma boa desenvolvida. Até agora, um p*ta foco no Nightcrawler, com cada capítulo mostrando o quão badass o cara é. A escrita melhorou também, principalmente a parte dos tempos verbais.

    Minha única ressalva é no uso dos palavrões. Não que não seja ruim, mas manere, até por quê a história se passa num universo fantasioso, não na metrópole de SP

    E pegando um gancho:



    Esse "né", vindo do Nightcrawler... Enfim, pode ser só encheção de saco da minha parte msm. De resto, tudo prazeroso e muito gostoso de se ler; embora não tenha comentado os últimos capítulos, eu os li logo no lançamento, mas não comentei por relaxo mesmo.

    Continue com o bom trabalho Carlão
    E aí botas, senti falta dos seus comentários aqui.

    Obrigado pelos elogios. O foco desse início tem sido o Nightcrawler, mas cada personagem irá ganhar seu foco conforme a história segue.

    Os palavrões são parte da personalidade do Borges, mas vejamos se dá pra ele ser menos mal educado e usar os palavrões em situações melhores. Hmm.

    E o "né" é encheção de saco sim, viu. É um diminutivo tranquilo de se usar em qualquer história. E considerando como o detetive mascarado é, não vejo problema em usar isso em seus diálogos. E continue acompanhando e comentando, gosto de comentários.

    Citação Postado originalmente por Edge Fencer Ver Post
    E aí!

    Bom, foi um capítulo sem grandes acontecimentos, mas muito bem feito. Gostei bastante das descrições de Yalahar e do esconderijo do Nightcrawler, você conseguiu ambientá-los muito bem. Os diálogos continuaram divertidos e inteligentes, como de costume, e esse mago das espadas aí me deixou bem curioso pela continuação.

    Vamos ver agora, Yalahar é um lugar muito propício a trazer problemas e mais inimigos... Aguardo para ver como você abordará essa cidade.

    Tá só melhorando o nível, Carlos, continue!

    Abraço!
    Opa Edge, obrigado pelos elogios. Verá mais do mago das espadas conforme a história segue, já que ele será um dos personagens da obra.

    E garanto que Yalahar será bem abordada, tem muito pano pra manga e lendas interessantes também.

    Citação Postado originalmente por Skirt Underdome Ver Post
    Hmmm, estamos penetrando cada vez mais na intimidade de Nightcrawler. Seus segredos e talz. O espadachin ali parece saber muitas coisas a respeito do passado de Night

    Acho que em breve saberemos as razões pelas quais Night se desligou da gang sanguinolenta. Eloise, the queen, pelo que entendi, ainda está viva. Seria por demais interessante presenciarmos algumas cenas da rainha na mão de seus captores. Só uma sugestão.

    Capítulo explicativo, quase uma pausa nas emocionantes lutas ninja da fic. Mas aguardo mais das ótimas tretas alucinadas e frenéticas, situação na qual você é o maior especialista desse forum
    Penetrando na intimidade de Nightcrawler?

    Obrigado pelo comentário e pelos elogios. O espadachim sabe de algumas coisas do passado do Crawler, mas não muito.

    E, bom, quanto a rainha, aguarde. Há muitas coisas vindo por aí, garanto que elas irão lhe surpreender.

    Citação Postado originalmente por Thomazml Ver Post
    Um capítulo mais calmo, necessário depois das emoções dos últimos. Os diálogos ficaram mais forçados do que eu já tinha lido na história, talvez fosse bom dar uma olhada neles...

    A história continua interessante, principalmente nesses "flashs" sobre o Nightcrawler....

    Acompanhando,
    Abraços e Respeito
    Olá Thomaz, obrigado pelo comentário e pelos elogios.

    E poxa, não tinha reparado nos diálogos. Eu escrevi um pouco apressado o capítulo pra postar antes da virada, como meu último trabalho do ano. Acabou não ficando tão bom, mas evitarei cometer o mesmo erro novamente.

    Espero que continue acompanhando.

    Citação Postado originalmente por Manteiga Ver Post
    Salve, salve! Estava de olho nesse tópico já há alguns dias, mas só agora tirei tempo para dar uma olhada e acabei lendo todos os capítulos.

    E que história bacana, cara. Fazia muito tempo que eu não via algo semelhante nessa seção (mas, de qualquer modo, fazia muito tempo que eu não lia alguma coisa por aqui, então não posso falar muito também lol). Como li tudo de uma vez e bastante gente já te passou comentários e críticas sobre vários aspectos da história, vou me abster de uma análise mais aprofundada de tudo que li e aguardar pelo nono capítulo para fazer algum comentário mais substancial. Por hora o máximo que te digo é para atentar um pouco com os diálogos - como já foi apontado antes, em alguns pontos eles soam pouco naturais, e muitas vezes o linguajar (especialmente as gírias e o excesso de palavrões) soa meio alienígena nesse mundo tibiano.

    Enfim, vou acompanhar e estou à espera do próximo capítulo.
    Vou sentir saudades da Lea, melhor pessoa :/

    Abraços!
    Olá Manteiga, fico feliz que você seja meu mais novo leitor.

    Agradeço pelos elogios. Como disse ao Thomaz, não tinha reparado pois escrevi na pressa, mas não cometerei o mesmo erro novamente. E não se preocupe, a Lea ainda aparecerá de novo na história.

    Espero que continue acompanhando!







    Bom pessoal, trago-lhes um novo capítulo(Um pouco atrasado, já é fim de semana). Eu espero que gostem dele.

    E estou surpreso que ninguém comentou nada sobre o Quarteirão 04. Vocês tão lentos, não vão conseguir nem pegar todas as coisas que deixei escondidas nos capítulos quando eu terminar essa história.





    No capítulo anterior:
    O trio investigativo chega em Yalahar. Borges envia uma carta importante para a guarnição thaiana e eles conhecem o esconderijo de Nightcrawler, o Arsenal de Ratos. Mas não esperavam que alguém já estivesse lá dentro.



    Capítulo 9 – Observadores na Escuridão




    O clima parece diferente. Não é parecido como quando o trio encontrou os membros da Irmandade, é muito diferente.

    É de carinho.

    — Ué, você está surpreso, detetive supremo? Nunca imaginei que eu fosse capaz de fazer você sentir isso um dia, se é que você é capaz de sentir alguma coisa. — Disse Alayen, com um sorriso no rosto.
    — Cala a boca, Alayen. E não me chame de tio. — Disse Nightcrawler, irritado, mas não como o usual.
    — Você falou meu nome como se esperasse por outra pessoa. Estava procurando por mim? Ou alguém parecido comigo?
    — Estava. Mas não esperava que fosse você. Cresceu bastante, rapazinho.
    — Ora, lógico! Já faz oito anos! — Disse Alayen, se aproximando do detetive para, em seguida, abraçá-lo. — E você não mudou nada, tio.
    — Já falei que eu não sou o seu tio! E me solta!
    — Mas eu o considero um!

    Alayen solta-o para olhar para os investigadores logo atrás. Borges está de braços cruzados, parecendo entediado com a situação, e Dartaul parece sem expressão.

    — Olha só! Parece que você finalmente cedeu e buscou ajuda!

    Nightcrawler cerra os punhos.

    — Não estão me ajudando! Eles são meus convidados, investigadores de Thais que levarão as informações que eu recolher do caso de volta quando necessário.
    — Heheh. Você é muito orgulhoso pra dizer que está sendo ajudado. — Caçoa Alayen, com um sorriso zombeteiro. Ele se aproxima dos detetives para cumprimentá-los. — Olá, meu nome é Alayen Rias, mago e cavaleiro, ex-aprendiz da feiticeira Lea, de Carlin. Prazer em conhecê-los. E vocês, como se chamam?
    — Sou Dartaul Aurecino, investigador recruta da Guarnição Thaiana. — Responde, apertando a mão do espadachim.
    — E eu sou Borges Suzano, investigador-chefe da Guarnição Thaiana, terceiro escritório. Prazer. — Responde, também apertando a mão do espadachim, com um rosto sério.
    — Ah. Bem, você tem caras interessantes contigo, Crawler. Isso certamente vai me ajudar com o que vim te pedir.
    — E que eu não estou interessado em ajudar. — Disse Nightcrawler, indo para dentro da sala.

    A sala possui muitas estantes feitas de alumínio, cheias de livros e documentos, além de alguns armários no fundo, e parece ter outra sala logo no fundo, atrás de uma porta. Alayen decide seguir o detetive junto dos outros dois.

    — Você não está interessado em me ajudar a caçar um membro da Irmandade?

    Nightcrawler para perto de um armário de alumínio. Ele vira a cabeça para o lado deles, indicando que quer saber mais.

    — Ele é um membro único que trabalha sozinho em Yalahar, o codinome dele é Canino. Ele é muito rápido, encontra seus alvos e os mata rápido e esconde seus rastros como ninguém. E veja só, eu sei um dos alvos dele.
    — Continue.
    — O nome dele, ou melhor, dela, é Aika. Ela parece ser uma feiticeira que estava em Thais, mas veio para cá. Quando ela veio, também chegou uns rumores de que Thais foi atacada pelos membros da Irmandade e os magos conseguiram fazer eles fugirem. Dizem que ela era um deles, talvez por isso que Canino está atrás dela.
    — Imagino que por você ter descoberto sobre isso, ele já colocou os olhos em você também, não é?

    Alayen parece um pouco mais sério.

    — Então vamos atrás dela. Não tinha muitos objetivos aqui em Yalahar, então isso parece ser interessante.
    — Eu imaginei que seu objetivo era ficar longe da Irmandade o quanto for possível. — Comenta Dartaul, sério. Nightcrawler parece surpreso.
    — Acertou, meu caro loirinho. Está fazendo jus ao seu trabalho. Mas trata-se de um único membro escondido dentro de uma cidade-estado gigante como Yalahar. É uma oportunidade de ouro de ficarmos realmente longe da Irmandade. Agora, sigam-me.

    Nightcrawler se dirige até a porta, depois de muitas estantes, seguido dos outros rapazes. Ao abrir, revela-se um grande salão, cujo tinha uma abertura até o topo da torre, permitindo que a luz de fora chegue até ali, além de ser coberto por pisos e paredes de alumínio. Há até três plataformas do lado de cima, todos posicionados de forma circular ao redor de toda a estrutura do lugar. Há cabos de ferro ligando uma parte à outra, com fios negros circulando eles e se espalhando pelas paredes torre acima.

    Há uma espécie de clareira no centro de tudo aquilo, uma parte mais funda que os outros com pisos negros, e câmaras especiais com grades nos fundos para prender algo forte, mas não há nada atrás de nenhuma delas. O detetive segue até a primeira plataforma usando uma escada, seguido dos outros. Logo no começo dela há um armário de ferro do qual ele abre e revela um conteúdo peculiar: Armas pequenas de lançamento com runas gravadas nelas. Eram facas, machadinhas, estrelas e bolinhas. Todas estão presas com cabos finos e escuros na parede.

    — O que é isso? — Questiona Borges, que parece leigo sobre esse tipo de arma.
    — Não reconhece armas, senhor investigador chefe? — Indaga Alayen, caçoando do homem.
    — Sou um especialista de armas na perícia, o que me ajudou a receber meu cargo. Então se quiser um motivo pra caçoar de mim, seja mais criativo, sem envolver meu peso também. — Disse Borges, calando o mago. Ele chega mais perto e pega uma das armas, que parece ser um disco, mas possuindo apenas as bordas e nada no meio. — Pra comprovar, sei que isso aqui é um chakram, uma arma que os nômades de Darashia costumam usar.
    — Costumavam — Disse Nightcrawler — Durante uma curta dinastia de Darashia, quando eles foram governados por um faraó. Depois disso, as armas pararam de ser produzidas e apenas os nômades passaram a usar. Mas até eles as abandonaram, pois é trabalhoso fazer elas de forma perfeita para lançamento e ainda mais pra acertar ela direito em alguém pra matar. E se desgastam rápido também, precisando de reparação constante, o que pode acabar destruindo a arma.
    — Então o que você faz com uma velharia dessas aí? — Pergunta Borges, curioso.
    — Olhe a estrutura dela.

    Borges analisa a arma e nota runas ao redor da superfície dela. Como não as entende, lança um olhar de quem não sabe de nada para o mascarado.

    — Essas chakrams são usadas por mim como uma forma de paralisar o adversário. — Responde Nightcrawler, pegando uma delas e preparando em sua mão para lançar — Observe e aprenda.

    Sem nem olhar para um alvo, o homem lança o disco até a entrada do lugar, e de forma surpreendente, ele acerta alguém.

    Motum! — Pronuncia o detetive, juntando as mãos no processo.

    Este alguém grita de dor e faz menção de cair no chão, mas não consegue. Está paralisado.

    Após verem o ocorrido, eles correm até esta pessoa, cuja está encapuzada e entre ajoelhada e de pé. Nightcrawler fica no mesmo lugar, agora com uma faca em mãos. As runas gravadas nela significam “bola de fogo”. Alayen retira o capuz e revela-se uma moça bastante peculiar, que tem cabelos brancos, pele pálida e até mesmo os cílios brancos. Seus olhos eram púrpuros e sua beleza esmagadora. A chakram ficou encravada em seu braço esquerdo, e as runas significando “Paralisar” se espalham com uma cor levemente azulada por todo o corpo dela.

    — Tá maluco, tio? Você paralisou minha parceira! — Grita Alayen, levemente desesperado.

    O efeito paralisante não parece ser tão forte, tanto que ela é capaz de mexer seu pescoço e cabeça.

    — Devia ter avisado que alguém viria. Ou você acha que eu reajo normalmente com quem entra no meu esconderijo escondido, dando bom dia e oferecendo chazinho? — Disse Nightcrawler, descendo as escadas com a faca ainda em mãos, mas decide guardá-la dentro do sobretudo.

    Próximo da mulher, ele junta as mãos em prece e as assopra. Agora ela solta alguns sons baixos de dor.

    — Identifique-se. Fiz com que você fosse capaz de falar.
    — Ahr... Erm... — A moça pigarreia um pouco, tentando se acostumar com a fala de novo — Meu nome é Zoe Nubila, p-perdão por ter invadido seu esconderijo, eu imaginei que você ainda não tinha chegado e que Alayen estava aqui...
    — Como você soube que eu ia vir pra cá?
    — Teorizei junto de Alayen assim que os rumores do ataque da Irmandade à Carlin e Thais chegaram aqui. D-Disse que você provavelmente não ia ficar no continente com eles agindo tão agressivamente e abertamente...

    Nightcrawler para por um instante para pensar. Alayen parece impaciente, principalmente pelo fato de sua amiga estar paralisada ali. Dartaul e Borges observam a cena, sem dizer nada, pois não viam necessidade. É da natureza dele agir assim, pensam eles.

    — Se me causarem problemas, terão alguns ainda piores. Motum – Dissolviat! — Pronuncia Nightcrawler, espalmando as mãos e fazendo as runas voltarem para a arma.

    Assim que tudo volta ao normal, Zoe desaba no chão, com a mão no braço esquerdo.

    — Zoe! Tudo bem? Tá doendo muito? — Indaga Alayen, preocupado, aproximando-se mais dela.
    — Não... Não foi muito forte...
    — Me certificarei de lançar com mais força na próxima vez. — Disse Nightcrawler, criando um semblante irritado no mago espadachim, enquanto se aproxima da mulher e de seu machucado. — Exura Sio: Zoe Nubila.

    A ferida parece melhorar bastante, se fechando instantaneamente. Entretanto, o dano ao casaco e a camiseta que usava não podia ser solucionado no momento.

    Alayen ajuda ela a se levantar, os fazendo prestarem um pouco mais atenção nela. Ela usa um casaco de couro com um zíper, que se encontra fechado, e uma calça escura também de couro, além de botas. Aparenta ser uma mulher com idade parecida com a de Dartaul ou de Alayen.

    — Ok, Alayen. Quem é ela? Sua namorada?
    — Não namoro garotas mais velhas. Ela é uma jornalista, seu objetivo tem sido encontrar todas as notícias possíveis sobre a Irmandade e nos aliamos.
    — Mais velha?... Tá, tanto faz, não temos tempo a perder. Vocês tem ideia de onde Aika pode estar agora?
    — No Quarteirão dos Mágicos, ao norte daqui. — Disse Zoe, cortando Alayen antes mesmo dele começar a falar, agora mais séria — Acho que ela está trabalhando para o professor de magos de Yalahar recuperando algumas coisas com os cultistas. Ah... E eu tenho trinta anos. E uma filha também... Mas sou divorciada.

    Nightcrawler estava com um olhar atento e sério até ouvir as últimas frases da jornalista. Com isso, ele bufa e ignora.

    — Certo, é bom pra começar. Armem-se com as armas do armário que abri. Ensinarei vocês a usá-las no caminho.


    ~*~


    Fora da torre, Borges, Alayen e Zoe seguem na frente enquanto Nightcrawler tranca a entrada principal. Dartaul está com ele, observando o horizonte além do mar próximo do monte. Ele, então, nota algo curioso a distância.

    — Ei, Nightcrawler.
    — Diga.
    — O que é aquilo lá longe? Consegue ver?

    O mascarado olha para onde o investigador está olhando. Parece um pouco surpreso.

    — O que você vê, Dartaul?
    — O que eu vejo? Bem... Parece uma muralha, eu acho. Uma extensão grande de uma muralha escura.
    — Curioso...
    — Por quê? Não deveria estar vendo aquilo?
    — Não. Você é o único além de mim que vê algo no horizonte desse distrito.

    Dartaul engole em seco.

    — Aquele lugar, segundo o que eu pesquisei após o ataque lagarto a esse lugar, se chama Razzachai. Nenhum humano conseguiu pisar naquele lugar ainda, pois ele é muito bem defendido. Nem mesmo pelo mar. Apenas Zao, ao sul, foi explorada, dizem que o primeiro que conseguiu andar por aquelas estepes com o auxílio dos anões de Farmine foi um cavaleiro de Thais. Mas nunca pesquisei muito sobre.

    Dartaul não comenta mais nada, apenas dá meia volta para pegar o caminho pra fora do Quarteirão 04 e ir para o Quarteirão dos Mágicos. Nightcrawler o segue.

    O caminho ao norte é livre, com um pavimento de mármore, do qual suas bordas são pintadas de dourado. Há grama nos arredores do pavimento, mas nenhuma perto do exército, onde soldados circulam e cumprem algumas atividades. Entretanto, o número deles parece ter diminuído.

    Quando chegam ao final do caminho, param num portão igual ao da entrada para o distrito. O detetive toma a frente, cumprimenta o guarda e permite que todos passem. Dali eles continuam seguindo a estrada até chegarem numa encruzilhada, tomando o caminho para o norte.

    Eles param logo no começo do caminho, seguindo para uma escadaria branca. Sobem e descem devagar, atentos aos arredores, mas não encontram ninguém, apenas uma vasta área com um edifício de mármore logo adiante.

    Fafnar já tinha se posto no horizonte, então a visão começava a ficar ruim. Mas algo subitamente rouba a atenção do grupo: Alguém sai de dentro da construção. Isso faz eles se armarem; O detetive pega uma chakram paralisante, Dartaul uma faca com bola de fogo, Borges uma machadinha de estalagmite, Zoe uma estrela assassina incendiária e Alayen sua katana reforjada com magia nas costas. Ao desembainhar da espada, ela nota o grupo e as armas são lançadas.

    Utani Gran Hur! — Grita Alayen, correndo logo atrás das armas em alta velocidade.

    O sujeito usa um escudo de mana para se proteger, ricocheteando os objetos lançados. Ele também usa o escudo para defender o ataque de espada do mago adversário. O golpe de Alayen acerta seu escudo mágico, que reage como uma gota caindo na água, mas com uma cor um pouco mais azul e bem mais brilhante, iluminando o local ao redor.

    Utori Flam! — Pronuncia o espadachim, visando prejudicar o escudo inimigo.
    Utori Frigo! — Contrataca o sujeito, protegendo seu escudo e criando uma explosão de vapor que separa os inimigos.

    O indivíduo aparece correndo, apenas para notar que a saída está fechada. Uma nova chakram quase o acerta, mas ela parece diferente das outras.

    Tempestatum! — Pronuncia Nightcrawler, criando uma tempestade elétrica logo ao lado do inimigo, que consegue defender com o escudo de mana, sem usar as mãos. Entretanto, ela falha e um pouco da energia o acerta, forçando sua rendição com ele levantando suas mãos.

    Tão logo eles se aproximam, Alayen repara que o mago é a mulher que estavam atrás, Aika. Mas eles não notaram que ela está sendo perseguida, tanto que seu perseguidor surge como um vulto de dentro do edifício, vai pra trás dela e a golpeia. Ela é lançada alguns metros pra frente, tamanha a força; E tão logo que tenta se levantar, ela é golpeada novamente pelo rápido ser.

    Todos assistem, em câmera lenta, o golpe desferido por um homem de uniforme vermelho e sem rosto. Uma espécie de coração explode nas costas da garota, fazendo uma feição de horror e agonia em seu rosto e seu corpo se contorcer. O objeto parece o mesmo objeto pulsante dos membros da Irmandade do Caminho de Sangue. Entretanto, não se sabe o que ele poderia fazer contra Aika, nem como curar aquilo.

    O que o coração que os membros usam faz em alguém será revelado agora.





    Próximo: Capítulo 10 - A Reação do Coração

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    Última edição por CarlosLendario; 09-01-2017 às 15:47.



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