Saudações!
Ainda estou me acostumando à rotina estágio + faculdade; sei que logo estarei habituada, mas posso ao menos dizer que adoro meu trabalho e o local onde estou trabalhando
E é muito bom se sentir um membro produtivo da sociedade hahahahaha xD
Vamos, primeiramente, às Respostas:
Spoiler: Respostas aos Comentários
A seção Roleplaying está com o concurso de Melhor História em aberto. Quem tiver uma história aqui e em atividade conforme o regulamento, sinta-se livre para se inscrever. E ainda dá tempo de criar a sua própria história, viu?
Além disso, o Concurso Divinos Doces e Terríveis Horrores I está ativo, e ainda em período de inscrições, e a II Justas Tibianas está prevista para 23 de Dezembro! Preparem as penas e a criatividade, pois esse último semestre do ano promete!
Sem mais delongas... O Capítulo de Hoje.
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Spoiler: Bônus Musical
Capítulo 51 — Esquecimento, a Eterna: A Fronteira Final (Parte 4)
Os caminhos do mundo hão de se cruzar…
(Narrado por Kinahked Olhos-de-Cobra)
— “Peraí”! Deixa eu ver se entendi… Você, Ireas Keras — Ireas Keras, né? “Cê” tá me dizendo que parou nesse fim de mundo pra brigar com a sua mãe porque ela fez um monte de asneira na vida e você tá puto com isso?
Sinceramente, foi a história mais louca que eu ouvi na minha vida! Havia tomado a minha segunda garrafa do dia – estava, portanto, sóbrio – e não podia simplesmente acreditar em meus ouvidos. O Norsir de cabelo azul, Ireas Keras, estava ali por… Vingança? Briga de família? Que loucura!
E os que ainda me chamam de louco… É porque não conheceram aquele moleque chamado Ireas Keras...
— Eu não colocaria dessa forma… — O rapaz replicou, estranhamente hesitante e um pouco irritado. — Minha mãe é pior que isso. Ela é um membro perigoso e forte da Irmandade dos Ossos, e certamente responsável pela piora da Praga aqui nessa região.
— E como você colocaria? — Indaguei, intrigado.
— É complicado, Kinahked. — Respondeu o garoto, tomando cuidado para não hesitar. — As ações dela definiram meu passado e parte do meu presente de uma maneira negativa, sem falar que ela destruiu um culto pacífico a troco de poderes vindos do pesadelo! Sem falar que ela quer me matar a troco de nada!
— Correção: ela quer te matar porque você tá atrapalhando os esquemas dela! — Repliquei, sempre rápido no gatilho, engolindo um bom e gelado gole de rum.
— Kinahked, para de sacanear o garoto. — Maximus interveio enquanto todos me olhavam com estranheza. — O negócio é sério, essa mulher bizarra se aliou com o Imperador daqui!
— É o quê?! — Indaguei com a voz abafada, quase engasgando com o rum pilhado que eu me esforcei muito para não cuspir.
— É bem por aí. — O moleque dos olhos de cores diferentes, Emulov, respondeu, sibilando como um réptil. — Suspeitamos que ela tenha feito isso; todas as pistas que temos até agora nos levaram até aqui.
— Que coisa confusa… — Comentei, coçando minha cabeça com a mão livre. — Como assim?
— Caso você tenha tempo, Kinahked… — Começou Ireas Keras. — Eu posso explicar tudo.
— Não aqui. — Falou Maximus, ríspido. — Os Lagartos logo estarão de volta, e temos que falar com Zalamon.
— E quanto ao arroz? — Emulov indagou. — Vamos mesmo fazer isso? Digo… Meus irmãos, eles… Eles estão disfarçados no Exército!
— Infelizmente, Emulov… Vamos ter que correr o risco de envenenar seus irmãos. — Falou o Yalahari ruivo, pesaroso.
— Ele tem irmãos?! — Indaguei a Maximus, apontando para Emulov.
— Sim. Lagartos de Alta Classe, agora Legionários. — Meridius me respondeu como se fosse algo natural, evidentemente nada chocado com o fato.
Os demais se entreolharam, pensativos; se por um lado eles tinham uma missão a cumprir, por outro havia duas vidas em um jogo totalmente mortal, onde suas chances de sobrevivência seriam completamente minadas. Entretanto, um deles — um homem moreno, de olhos dourados, aura sobrenatural e vestes de alguém vindo de Darashia.
— Há uma solução para seu dilema, Emulov. — Falou o rapaz, cruzando os braços. — Posso conjurar comida e transportar a seus irmãos, mas a um preço: Keras deverá permitir que eu faça isso.
Emulov olhou para Ireas de forma suplicante, aflito pela vida dos irmãos. O Norsir suspirou e piscou lentamente.
— Yami… Desejo que você conjure provisões de emergência para Zula e Zala, e transporte-as para eles sempre ao crepúsculo, durante os próximos dias. — Declarou Ireas.
Yami sorriu em sinistra satisfação.
— Seu desejo é uma ordem. — Falou o Darashiano de voz grossa; foi aí que entendi o que ele era.
O rapaz bateu palmas duas vezes e sete bolsas de alimentos desitratados apareceram diante de seus pés; Yami sorriu e conjurou um portal de cor esverdeada, revelando o ninho onde repousavam Zula e Zala, fazendo as bolsas levitarem através dela e serem entregues aos irmãos. Assim que a última bolsa fora entregue com sucesso, Ireas abriu a garrafa de veneno e despejou todo seu conteúdo no Arrozal. Depois disso, requisitei a Ireas que fizesse Yami nos transportar ao meu navio, onde certamente poderíamos conversar mais calmamente.
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(Narrado por Ireas Keras)
Confesso que nunca andei muito em navios-pirata ; Rookgaard não tinha um navio de grande porte – apenas a balsa de Amber – e minhas últimas experiências de navios foram poucas, e mais direcionadas a Svargrond e Ankrahmun. O Caçador de Almas, no entanto, era diferente dos navios comuns, e eu senti essa diferença em minha alma assim que Yami nos transportara.
O convés e o navio eram todos feitos de madeira de lei bem escura, incomum à maioria dos terrenos conhecidos de nosso mundo; a tripulação exibia estranhas marcas etéreas em sua pele, as quais desapareciam e reapareciam de tempos em tempos; todos nos cumprimentaram de maneira calorosa, mas logo voltavam às suas atividades assim que cumprimentavam seu capitão.
Além disso, senti uma estranha energia emanando do navio; uma energia que parecia querer puxar minha alma para fora de mim… Graças a isso, comecei a me sentir tonto e confuso, cambaleando a cada passo que tentava dar.
— Cuidado, Ireas! — Falou Wind, segurando-me pelo braço. — O que há?
— Caçador de Almas… — Jack sussurrou, provavelmente sentindo o mesmo que eu havia sentido. — Não é só um título pomposo…
— De fato não é. — Replicou Kinahked, parado ao meu lado. — O Caçador de Almas tem esse nome por um motivo… Motivo esse que não vou falar. Não agora. Hora de conversarmos. Podem se sentar aqui no convés ou em meus aposentos: só não garanto espaço para todo mundo.
Dito isso, Kinahked abafou um riso e tomou mais um grande gole de sua garrafa de rum, que parecia infinita àquela altura. Seguimos o irreverente pirata aos seus aposentos: um quarto e escritório com estranhos enfeites pendendo das paredes, com uma grande adega com muitas garrafas de rum à disposição; Olhos-de-Cobra confortavelmente sentou em sua cadeira e nós todos nos sentamos no chão. Maximus fechou a porta e pigarreou para que pudéssemos enfim começar a conversar.
— Bom, garoto… Você tem meu tempo e minha atenção. — Falou Kinahked, pousando a garrafa de rum em cima da mesa de madeira. — Comece.
— Bom. — Pigarreei e respirei fundo em seguida. — Minha mãe, antes de mais nada, já foi um ser humano ordinário como eu, você e todos aqui. Seu nome era Seline, Seline Keras, e ela já foi uma sarcedotisa de um culto dedicado ao deus dos ventos, Nurnor.
— Isso existiu? — Indagou Kinahked, estranhamente surpreso — Eu nem sabia que esse deus existia…
— Mas existe. — Retomei. — Ele existe, e tinha um culto dedicado a ele: a Sociedade das Teias Infindas. Minha mãe e minha avó eram parte do mais alto escalão desse culto, que engloba Elfos, Anões e pessoas da Baía da Liberdade, de Thais e Carlin. Era uma Sociedade… Similar aos Cavaleiros do Pesadelo em termos de habilidades, mas completamente diferente. Digo… Também éramos capazes de Caminhar pelos Sonhos, tínhamos templos e pregávamos a União. E tudo começou a ruir com os conflitos entre as raças e com minha mãe sendo persuadida por um Irmão de Ossos a buscar poder por otras fontes…
— Cavaleiros do Pesadelo… — Kinahked comentou, pensativo. — Eu já ouvi falar disso. Não era uma daquelas histórias que você já tinha me contado, Meridius?
— Sim, texugo do mar! — Replicou Maximus, cruzando os braços e com um semblante estranho. — Não se lembra? Era a história dos caras que defendiam Venore dos Sete Implacáveis e que rodaram feio.
— Ah, sim! Lembrei! — Falou Kinahked, sorrindo de maneira zombeteira enquanto apoiava as pernas em cima do tampo de sua mesa. — Era o pessoal que tinha essa mesma habilidade que o Ireas mencionou… Continue, por favor.
— Como eu dizia… — Retomei, cruzando os braços. — A mente da minha mãe foi envenenada por promessas de poder que a libertariam dos compromissos que ela tinha com a Sociedade. No fim das contas, ela começou a pender para o lado da Morte e Decadência quando optou por servir a Irmandade dos Ossos… Ela atacou inocentes, matou meu pai, meu irmão mais velho, inocentes em Svargrond, Ankrahmun e Edron… Corrompeu e destruiu um culto inteiro… Só porque não queria ter nenhum tipo de responsabilidade… Porque se sentia presa, de alguma forma.
— Não esqueça, Ireas, que ela foi responsável pela morte do Liive! — Icel interveio em minha argumentação, elevando um pouco a voz.
— Liive? — Kinahked falou, arregalando os olhos verdes e lentamente se endireitando em seu assento — Vocês eram… Amigos do Liive?
— Sim. — Respondi, estranhando aquela atitude.
O pirata empalideceu e eu vi tristeza e raiva tomarem conta de seu semblante. Ele ficou um tempo estático, triste, tentando digerir tudo aquilo.
— O leilão… — Murmurrou o pirata. — Eu deveria ter suspeitado. Aquela casa… Ele amava aquela casa, ele não a venderia assim, tão de repente…
— Então, era sua aquela carta. — Jack falou, estranhamente sereno. — Quando Liive morreu, fiquei com a posse dos documentos da casa dele. Decidi vender para… Virar a página, talvez. Não queria, sei lá, o fantasma dele assombrando a gente....
— De certa forma, ele continua com vocês. — Kinahked falou, cruzando os braços. — Maximus, a decisão é sua: vamos embora ou ficamos aqui?
Maximus cruzou os braços, pensativo. Ele piscou devagar e então pigarreou.
— O garoto pode estar me oferecendo uma chance de vingança. — Falou o ex-guarda de Thais. — Por mais que eu tenha assuntos pendentes em Thais, acredito de Harkath pode ficar mais um tempo se vangloriando de minha suposta morte. Quero vingar Xiao e meu sensei: quero destruir os combatentes do Imperador.
— E eu… Eu quero vingar Liive. — Replicou Kinahked, com um sorriso. — Ireas, iremos com você. Vou encontrar um local melhor para ocultar o Caçador de Almas; minha tripulação vai te ajudar também. Nossas espadas estão à disposição pelo tempo que for necessário para eliminar… Qual o nome dela mesmo?
— De minha mãe? — Indaguei. — Atualmente, Esquecimento Eterno.
— Esquecimento Eterno… — Kinahked murmurrou, bebendo outro gole de sua garrafa de rum. — Isso vai ser interessante…
****
Kinahked encontrou um local um pouco mais ao sul, perto de uma enorme gruta, para salvaguardar o Caçador de Almas; de lá, voltamos ao esconderijo de Zalamon, para quem reportamos os acontecidos; Emulov estava com um semblante tenso, preocupado. Apesar de Yami ter entregado corretamente os alimentos para Zula e Zala, Emulov temia que o veneno poderia matar a ambos.
Dividimos nossas preocupações com Zalamon, cujos sentimentos se mostraram conflitantes: por um lado, estava feliz em ver que nossa missão havia sido completada. Por outro, temia pela vida de dois Altos Lagartos inocentes, que estavam apenas cumprindo sua função sem realmente ter alguma lealdade cega ao Imperador.
Ele nos confiou, então, mais uma missão — e mais difícil que a anterior.
— Precissso que vocês abram o caminho para nosssa Resissstência! — Falou Zalamon, sério. — Asss Planíciessss Mormacentassss* essstão ssseparadassss dosss terrenosss Imperiaissss por meio do Grande Portão**. Precissso que vocêsss removam osss Batalhõesss de lá para que possssamosss invadir e parar o Imperador!
Ficamos um tempo parados, pensativos; um a um, fomos todos concordando com a cabeça, e nos preparamos para a próxima incursão. Enquanto nos sentávamos, afiávamos nossas armas e desempenávamos nossos escudos, nunca pensei que o que viria à seguir seria tão desafiador.
Ou apavorante.
Continua...
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Glossário:
(*): Planícies Mormacentas: Tradução livre de "Muggy Plains".
(**): Grande Portão: Tradução livre de "Great Gate".
É isso aí, galera! Peço perdão na demora homérica em postar, mas andei ocupada com outras coisas e ficou beeem complicado. Para o pessoal que acabou de chegar, deixe seu comentário, se quiser, e não esqueça de visitar os tópicos de outras histórias, do Concurso 186 (as inscrições acabam às 23h59 do dia 02/10), da Comunidade Roleplay e do concurso Melhor História Roleplaying! Se você tem história ativa, inscreva-se se tiver coragem! Se não, vote na história que você mais gosta! As inscrições acabam dia 11/10!
Até a próxima!
Abraço,
Iridium.
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