Resultados da Enquete: Que Facção deveria Ireas Escolher?

Votantes
28. Você não pode votar nesta enquete
  • Marid (Blue Djinns)

    17 60,71%
  • Efreet (Green Djinns)

    12 42,86%
Enquete de Múltipla Escolha.
Resultados 1 a 10 de 460

Tópico: A Voz do Vento

Visão do Encadeamento

Post Anterior Post Anterior   Próximo Post Próximo Post
  1. #10
    desespero full Avatar de Iridium
    Registro
    27-08-2011
    Localização
    Brasília
    Idade
    30
    Posts
    3.372
    Conquistas / PrêmiosAtividadeCurtidas / Tagging InfoPersonagem - TibiaPersonagem - TibiaME
    Peso da Avaliação
    0

    Padrão Segundo Pergaminho, Capítulo 33

    Saudações!

    Bem, vou aproveitar que enfim o semestre na facul está quase no fim para postar mais um capítulo. Como o Don postou aqui (e me deu likes, fiquei feliz pacas), ganhei um incentivo à mais para continuar.

    Mas não vou desistir aqui e farei o possível para cativar mais leitores.

    Spoiler: Comentários


    Sem mais delongas, o Capítulo de hoje!

    ----

    Capítulo 33 — Os Ventos do Sul: O Suspiro da Primavera de Pedra (Parte 2)

    Oh, as emaranhadas teias que tecemos...

    (Narrado por Ireas Keras)



    Acho que tudo estava começando a escalonar rápido demais. Primeiro, o mistério do meu nascimento e da minha família; depois, minha estranha afinidade com o Vento e agora todo esse grande culto tendo Nurnor e minha mãe como figuras principais de uma peça muito complexa.
    É demais para a minha cabeça. Às vezes me pergunto se não teria sido mais fácil permanecer em Rookgaard e viver como um simples órfão, aos cuidados de Cipfried e Asralius. Talvez tivesse vindo a me tornar um humilde monge daquela abadia, e nada disso estaria acontecendo.
    Ou talvez tornasse a acontecer mesmo. Não sei... Só sei que deveria ficar quieto e ouvir Marcus falar.

    — Bem, imagino que, conversando com Lea, vocês devem ter ouvido o básico do básico. — Começou o pai de Jack. — Então, a fim de fazer uma retrospectiva decente, eu vou me dar ao trabalho de explicar tudo. Lá vai: a Teia da Neblina foi um culto concebido, incialmente, por Elfos. Sendo uma raça mais harmoniosa e mística por natureza, os Elfos veneravam Nurnor com muita facilidade, por ele representar tudo o que eles mais prezam: união, fluidez, liberdade e retorno. Era um culto voltado à ideia de um ciclo sem fim, o que influenciava na organização interna.

    A mãe de Jack sentou-se ao lado de seu marido e encostou em sua mão.

    — O culto chegou aos Homens através das honradas moças de Carlin. — Continuou Marcus, ainda sério — Com as empreitadas de Thais sendo falhas e os Druidas se responsabilizando por tomar conta da cidade, não demorou muito para que relações amigáveis com Ab’Dendriel surgissem e, com isso, o contato com a Teia da Neblina começou. Foi um começo bem aberto, para dizer a verdade; os Carlianos se tornaram adeptos rapidamente do culto, e tinham nas mulheres as figuras de maior influência e poder.

    — A estrutura do culto se divide em figuras centrais conhecidas como Anciões. — Elena deu continuidade. — Cada Ancião é responsável por gerenciar o Filamento local em que reside. Filamento: é a nossa palavra para “seção” ou “divisão” do local de origem da Teia. Antes do desmantelamento do culto, o maior número de Anciões que chegamos a ter foram cinco: o nosso Ancião de Thais, Therion Sombra-Branca, a Anciã de Kazordoon, Lunguly Isimov, a Anciã de Ab’ Dendriel, Selam, da casta dos Teshial, a Anciã Isoldine Vandura, vinda de Liberty Bay e, por fim, Dubra Keras, a Anciã de Carlin... Espere um instante...

    Elena parou de falar e focou seu olhar em mim, com uma expressão curiosa.

    — Rapazinho, como você disse que se chama?

    — Er... Ireas Keras. — Respondi, um pouco acuado.

    Os dois se entreolharam, comovidos; e eu já havia entendido o porquê.

    — Estamos diante do neto da Anciã! — Eles falaram em uníssiono, virando seus rostos lentamente em nossa direção.

    — Eu não acredito que vivemos para ver isso... — Marcus falou com um triste sorriso. — Achávamos que Esquecimento Eterno havia te matado...

    — Ela não teve coragem de fazê-lo. — Falei de forma apática. — Mas... Falo dela depois. Gostaria que vocês continuassem com sua explicação.

    Os pais de Jack assentiram e pigarrearam. Marcus decidiu tomar a palavra.

    — Como dizíamos, eram cinco os Anciões. Dos cinco, Selam detinha a liderança do culto em suas mãos; diz a lenda que Selam era um receptáculo vivo de Nurnor, e, por isso, era a incontestável líder do nosso culto, como se tivesse direito divino a isso. Ela não era tirana: pelo contrário, era justa e boa, e tratava todos como iguais, inclusive os anões que seguiam o culto. Alguns anões, ditos Cronomantes, ou os governantes do tempo, estavam entre os membros da Teia da Neblina, e eram os responsáveis pelas estruturas de transporte de nossa gente.

    Ele girou a cabeça lentamente, alongando seu cansado pescoço.

    — Bem, abaixo dos Anciãos, ficavam os Pilares do Vento, que costumavam ser quatro a seis membros de longa data do culto e que eram de confiança do Ancião; funcionavam como seu conselho local e eram responsáveis por fazer valer as palavras do Ancião e de Nurnor; supervisionavam festivais e ritos variados, facilitando a vida do Ancião. Eram Altos Sarcedotes, totalmente compromissados com a agenda do Vento. Cada Pilar costumava designar até quatro Folhas ou Flores do Vento, também conhecidos como Senhorias, como responsáveis pela inciação e tutela de Mancebos e Donzelas. Folha do Vento era um título de sarcedócio masculino e Flor do Vento, feminino; para ambos serem validados, eram necessários pelo menos oito anos de dedicação ao culto antes de poderem ser considerados para o cargo de Folha ou Flor. Por fim, na base da hierarquia, encontravam-se as Donzelas e os Mancebos das Brisas, os novatos do curso, que eram geralmente iniciados entre cinco a dez anos de idade, mas também aceitávamos pessoas mais velhas caso elas desejassem de fato seguir os dizeres de Nurnor.

    — Que organização interessante! — Jack falou, animado. — E vocês tinham templos, residências...?

    — Sim, tínhamos alguns. — Elena falou com um semblante melancólico. — O acesso a eles era feito através de pequeninos santuários de energia, cujo acesso se dava com o sacrifício de uma ametista e uma safira pequena, levando-nos a um plano intermediário, que costumava ser acessado apenas por elfos. Nesses locais sagrados, costumávamos realizar nossos ritos de passagem de ano, de estações, de evoluções de título dentro do culto, de casamentos, nascimentos e ritos fúnebres. Era nesses locais que costumávamos viver a maior parte de nossas vidas, Ireas... E foi muito doloroso perdê-los da forma como os perdemos...

    — Lea me contou essa parte... — Falei, abaixando minha cabeça de forma melancólica. — Ela m deixou à par das loucuras de minha mãe e do suicídio de minha avó...

    — Ela também falou da forma como Se... Esquecimento Eterno nos atacou?

    — Ela... Não entrou muito em detalhes... — Repliquei, congelando ao ouvir aquela pergunta.

    — Ela usou a antiga arte dos Teshial: a arte do Caminho dos Sonhos. — Replicou Elena com raiva em sua voz. — A arte do Sonho Consciente; ela nos atacou aqui, Keras; em nossas mentes. Não para nos separar, mas para nos aterrorizar. Nos unir em nosso crescente medo; fazer com que ficássemos loucos e acabássemos com nossas próprias vidas...

    — ...Ou ficarmos à mercê da temida Irmandade dos Ossos. — Marcus completou, devastado. — Ela só não foi mais cruel que os Sete Implacáveis por não ter tanto poder à mão. Contudo, Esquecimento Eterno se tornou uma Necromante muito forte e notória... E nunca entendemos o que havia de tão tentador na Irmandade para ter corrompido seu coração tão puro e gentil.

    — E as coisas foram ainda piores aqui em Thais. — Elena falou. — Nosso Filamento foi o primeiro a cair; é de conhecimento geral que Druidas não são muito bem vistos aqui; Feiticeiros costumam ter uma visibilidade a mais: Muriel e Xodet são provas vivas disso. Os Reis sempre fizeram questão de incentivar a Feitiçaria em seu âmbito mais explosivo, incentivando magos agressivos, impetuosos, inconsequentes e arrogantes, sem respeito algum por outras raças ou culturas.

    — Foi assim que nasceu Ferumbras! — Comentou Marcus de forma ardilosa, sendo censurado rapidamente por sua esposa.

    — Com isso, era muito difícil trazer Feiticeiros para o nosso lado. — Elena continuou. — Os Feiticeiros de índole mais dócil eram frequentemente assediados pelos mis agressivos e excluídos de forma social e intelectual, sendo considerados “druidas demais” para o ofício arcano; conseguíamos adesões tímidas e discretas, normalmente tidas como pedidos de socorro por parte dos adeptos, que viam em nosso culto um alento para tamanha discriminação. Sempre denunciamos tais atos, mas o Rei, como um bom político, nos dava seus olhos, mas nunca seus ouvidos.

    — Ao menos para os Paladinos a situação era melhor; era esperado que nós venerássemos ao menos um dos deuses bons do panteão. — Marcus comentou, cruzando os braços. — Então, se rezávamos a Crunor, Uman, Fafnar ou Nurnor não fazia muita diferença. Sempre foi um grupo mais tolerante, ainda que tal tolerância tivesse que se manifestar por baixo dos panos.

    — Os Feiticeiros estavam sempre de olho... — Elena falou, parando para pegar um biscoito. — E, como sempre, ninguém nunca deu a mínima para as crenças dos Cavaleiros. Para a Coroa Thaiana, eles nunca passaram de gladiadores sem cérebro e sem sentimentos. Uma pena: a grande maioria dos Cavaleiros pertencia ao nosso culto e volta e meia se recusava a atender às demandas dos Reis. Foi assim que a independência de Carlin aconteceu; não foram apenas os Orcs que impediram o sucesso da empreitada da Coroa.

    He,he,he... — Marcus riu levemente. — Foi muito engraçado quando os Feiticeiros perceberam a prosperidade do nosso Culto em Thais... Pena que durou pouco... Tsc.

    — O que houve, exatamente? — Jack indagou, receoso.

    — A desunião sempre foi uma constante em Thais, meninos... — Elena respondeu. — Por causa disso, quando Esquecimento começou a testar o Sonho Consciente, ela nos atingiu em cheio; na época, alguns Feiticeiros seguidores da Irmandade dos Ossos tinham conseguido se infiltrar em nosso culto ao convencer o Rei de que éramos seguidores de Zathroth disfarçados. Com isso, nos combateram diretamente em casa e, com Esquecimento Eterno nos exaurindo emocional e psicologicamente, não tínhamos forças para nos defender...

    Elena parou de falar, emendando o choro com suas frases; ela colocou a mão esquerda sobre os olhos, chorando um choro dolorido e raivoso. Jack começou a lacrimejar ao ver o sofrimento da mãe, e eu o abracei, tentando amenizar a sua dor e acalmá-lo.

    — Eu e Elena só sobrevivemos por causa de nossa resiliência. — Marcus falou, colocando a cabeça de sua esposa em seu peito. — Orávamos para Uman também, e sua luz manteve nossos sonhos intactos; como as bênçãos de Nurnor valorizam a união e os grandes grupos, era necessário uma resistência coletiva irredutível para que o Sonho Consciente não os pudesse afetar. Esse não era o nosso caso, então... É. Os pouquíssimos sobreviventes que não foram capturados correram para Carlin ou Kazordoon em busca de auxílio, pois, ao menos naquele combate, nossas Pontes de Seda não foram capturadas.

    — Pontes de Seda seriam...Teleportes? — Indaguei.

    — Sim. Acessos rápidos de um Templo a outro sem precisar entrar novamente pelo plano físico. — Replicou Marcus. — As outras investidas de Seline foram freadas pelas forças de Kazordoon e Carlin; na época, estávamos começando a explorar cultos em outras áreas: Svargrond era uma delas. Mais ou menos nessa época, Esquecimento Eterno nos deu uma trégua. Acho que ela havia percebido que era uma amadora ainda na arte do Sonho Consciente e, infelizmente, devia sentir a necessidade de se aprimorar. Estranhamente, a Irmandade começou a ter sentimentos dúbios em relação a nós: ora eles nos perseguiam, ora nos evitavam e, pasmem, chegavam até a pedir perdão! E muitos da Irmandade eram ex-membros da Teia torturados e convertidos à força!

    Elena, aos poucos, parou de chorar e soluçar, afastando-se de seu marido; Jack se afastou de mim e foi até sua mãe, dando-lhe um abraço afetuoso.

    — Lembro bem que... Chegamos a receber uma visita de Esquecimento Eterno. Mas não em nossos territórios. — Elena continuou o relato, tentando se acalmar. — Eu ainda nem tinha você no meu ventre, meu amor... E Marcus havia ficado no Filamento de Thais para tomar conta dos cultistas que ainda estavam muito abalados. Era um dia chuvoso, e um homem veio até mim em nome dela. Ele se chamava... Kaisto, se não me engano; era um xamã de Svargrond, e estava com um menininho a tiracolo...

    Hjaern... — Sussurrei tristemente.

    — Isso. Acho que era esse o nome dele. — Elena voltou a falar. — De qualquer forma... Ele deixou um Tomo comigo... Dizendo que eu deveria entregar à Dubra quando fosse possível. Infelizmente, não pude entregar a ela, mas agora eu o entrego a você, Keras. Eu não sei o conteúdo desse livro, mas acho que cabe a você e meu filho descobrirem isso. Agora, é a vez de vocês contarem sobre essa história de “Vozes do Vento”.

    Eu e Jack olhamos um para o outro e concordamos com a cabeça. Antes de começarmos a falar, ouvimos alguém bater à porta...


    ***


    (Narrado por Jovem Brand, o Terceiro)

    Em todos esses vinte e sete, quase vinte e oito anos de vida, nunca vi nada parecido com o que testemunho hoje. Começou em Ankrahmun; pouco depois de fazer o que tive de fazer, encontrei Yumi e retornei com ela à Cidade Eterna; era incrível ver as mudanças que Ireas fizera naquele local. A cidade parecia ainda mais esplêndida do que outrora. O garoto tinha não só excelente gosto, mas um amor muito grande por aquele local.

    Ankrahmun estava mais calma do que a última vez em que estive aqui; eu e Yumi fomos muito bem recebidos, mas não havia nenhum festival ou coisa do tipo; o local estava bem calmo e letárgico, em um clima típico de Ankrahmun. Nos dirigimos às casas de banho para nos arrumarmos; por um dia, poderia, sim, pisar em Ashta’ Daramai pelas razões mais amigáveis, sem me preocupar com o caos fora daqueles muros de arenito, mármore e cerâmica.

    Me despi na ala dos homens sem peso na consciência; o que estava feito, estava feito. Se Malor soube ou não, esses seriam outros quinhentos nessa história. Guardei cada peça de minha armadura em um dos armários com tranquilidade, como se tivesse me livrado do peso dos céus sob meu ombros.

    Tive ainda tempo de ver Yumi passar para o outro lado pela janela de treliça; estava com o corpo coberto, mas a túnica que a cobria era transparente o suficiente para que eu pudesse admirar os contornos de seu corpo.

    E como era bem desenhado. E ficava ainda mais bonito quando ela caminhava rápido; exibia um gingado que nenhuma moça que conheci em Thais sonharia em possuir. Fiquei estático, acompanhando-a com meu olhar e meus pensamentos – minhas segundas intenções, é claro.

    Com o pano delicado cobrindo minha intimidade, dirigi-me às piscinas principais com aquela linda Djinn de Darashia em meus pensamentos. Entrei nas águas mornas e quase adormeci; enfim, um descanso.

    Uman, me perdoe, pois eu sou um pecador — e aquela mulher é o mau caminho por inteiro, sem tirar tampouco pôr...


    Continua...

    ---

    Publicidade:


    Jogue Tibia sem mensalidades!
    Taleon Online - Otserv apoiado pelo TibiaBR.
    https://taleon.online
    Última edição por Iridium; 14-01-2016 às 18:18.



Tópicos Similares

  1. [Música] Adele e Florence devolvendo a VOZ à música pop feminina?
    Por Dark Mitu no fórum Fora do Tibia - Off Topic
    Respostas: 22
    Último Post: 26-07-2012, 00:57
  2. Sero x Mano Mendigo (2º Torneio Roleplay - Semifinais)
    Por Lacerdinha no fórum Roleplaying
    Respostas: 16
    Último Post: 12-06-2012, 01:33
  3. voz ao ler
    Por Elton Ayon no fórum Fora do Tibia - Off Topic
    Respostas: 24
    Último Post: 07-06-2012, 16:57
  4. Tecnologia | Reconhecimento de voz do Galaxy SIII
    Por GrYllO no fórum Fora do Tibia - Off Topic
    Respostas: 2
    Último Post: 04-05-2012, 05:22
  5. A Storia de Maggotick (yes! we are back)
    Por endless nameless no fórum Roleplaying
    Respostas: 5
    Último Post: 18-10-2004, 13:23

Permissões de Postagem

  • Você não pode iniciar novos tópicos
  • Você não pode enviar respostas
  • Você não pode enviar anexos
  • Você não pode editar suas mensagens
  •