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Tópico: A Voz do Vento

Visão do Encadeamento

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  1. #11
    desespero full Avatar de Iridium
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    Padrão Segundo Pergaminho, Capítulo 29

    Saudações, pessoal!

    Demorei um pouco mais que o previsto para terminar esse Capítulo... Estava doente e um pouco indisposta para escrever. Felizmente, estou praticamente curada e posso finalmente trabalhar no ritmo que tanto gostaria.

    Notei, a uns dias atrás, uma pequena discussão nesse tópico. Eu deixarei clara minha opinião na janela de Respostas. Mas fico feliz em ver que o assunto não se tornou um grande complicador aqui.

    Spoiler: Respostas aos Comentários



    Agora, sem mais delongas, o Capítulo de hoje!


    -----

    Capítulo 29 — Quando o Vento deixou de Soprar: Culto Caído (Parte 2)

    ... E traz consigo uma nova perspectiva.


    (Narrado por Rei Jack Spider)


    O estado de Brand era crítico; Padreia pediu a todos nós que mantivéssemos distância enquanto ela tentava curar Brand. De início, não quis apelar para nenhuma magia — ela tateava o corpo do Paladino com calma, estudando as feridas e suas consequências. Demorou apenas alguns minutos para ela ter uma resposta clara para o mal que afligia Brand.

    — Isso não faz sentido algum... — Resmungou Padreia, intrigada. — Como a Vigília pôde ter acesso a um veneno tão potente? Isso parece ser uma mistura de veneno de Aranha Gigante com sangue de Dragão! Em todo caso... Exura Sio “Brand Young Third”.

    A druida veterana de Carlin soprou um vento frio em suas mãos ao pronunciar tais palavras; em seguida, passou-as lentamente pelas feridas de Brand, completando sua cura e drenando o veneno de seu corpo. Em questão de segundos, sua pele adquiriu a coloração normal e sua respiração ficou mais calma. Finalmente Brand estava fora de perigo, e todos pudemos voltar a respirar.

    — Aai... Caramba! — Resmungou Brand, tentando se sentar. — Epa... Onde eu estou?

    — Em Carlin, criança. — Replicou Padreia, abafando um riso. — Bem-vindo ao mundo dos vivos. Descansem... A jornada de vocês foi longa e difícil, creio eu... Preciso retornar à minha casa; se precisarem de mim uma vez mais, sabem onde me encontrar.


    ***


    (Narrado por Ireas Keras)

    Com isso, a bondosa senhora se despediu de nós, e eu pude enfim cumprimentar meus amigos como gostaria; fui até Brand e dei-lhe o aperto de mão mais caloroso que pude.

    — Caramba, Ireas! — Brand falou em um misto de surpresa, alegria e dor. — Esses últimos dias mudaram muito você! — Ele me puxou para perto, dando-me um abraço. — Graças a Uman, chegamos a tempo!

    Eu retribuí o abraço com um sorriso.

    — Eu fico muito feliz que vocês estejam sãos e salvos... — Repliquei, um tanto sem jeito. — Fico feliz que Yami não conseguiu cumprir seu esquema odioso.

    Brand assentiu com a cabeça; Jack foi até ele, contente. Eu me dirigi a Sírio e o outro rapaz desconhecido ao seu lado.

    — Ireas, meu bom druida! — Bradou Sírio, abraçando-me com ímpeto.— Caramba, que bom te ver! Vocês foram à Rocha, afinal?

    —Sim... Fomos. — Repliquei, ainda em êxtase — Eu e Emulov. Você chegou a conhecê-lo?

    — Acho que sim... — Sírio replicou, tentando se lembrar. — É um rapaz mais alto e pálido, né? Por falar em conhecidos, esse é meu irmão Morzan.

    Enfim, descobri a identidade do outro sujeito; aceitei seu aperto de mão com surpresa — não sabia que Sírio ainda tinha parentes vivos, ainda mais um irmão. Eu ouvi de Morzan um pouco de sua história – da infância sofrida na Baía da Liberdade à decisão dura de se tornar um corsário da Marinha Thaiana, e de sua redenção nas maõs de Sírio e dos demais membros de meu pequeno, porém resiliente círculo de amizades.

    Ouvi dos dois o desfecho da Revolução; meus olhos se iluminaram ao saber que enfim os Vanduranos poderiam ser um povo livre como antes eram. Sírio e Morzan descreveram as batalhas entre as embarcações de Thais e às dos rebeldes, e como seus homens não se entregaram às forças daqueles que se diziam seus senhores e mestres; um sorriso contente surgiu em meu rosto quando eles disseram que estavam em vantagem na maior parte do tempo.

    Meu semblante foi tomado pela surpresa quando Morzan me disse que Brand estava servindo a Thais; fiquei ainda mais incrédulo ao saber que Icel também estava se opondo à Baía da Liberdade, e senti uma pontada de tristeza ao saber que Brand desferira flechas contra Jack, e que Liive não tivera outra opção senão deixar icel de joelhos. Fiquei aflito quando falaram de Nargor — e da figura do Mortalheiro. E fiquei ainda mais fascinado com tudo aquilo quando ouvi dos irmãos Snow que Mortalheiro intercedera por eles e pelo mar, purificando tudo e lhes concedendo passagem.

    — Caramba... Aconteceu muita coisa em minha ausência... — Falei, zonzo com tanta informação.

    — Isso ocorreu enquanto você estava vindo para Ab’ Dendriel. — Disse Sírio em voz baixa. — Queria muito que você estivesse lá para ver, Ireas. Melhor ainda, para participar! Sim, você e Liive... Dois Norsir... Os primeiros do povo do Norte a testemunhar uma rebelião... E a se inspirar nela! Foi mais que épico, Ireas: foi eterno. Eterno!

    Uma rebelião contra Carlin... Fiquei cabisbaixo, pois, estranhamente, senti meu coração dividido; fora Ab’ Dendriel e Ankrahmun, nunca estive em um local que fizesse tão bem à minha natureza. Nunca ser Druida e em Carlin parecia fazer tanto sentido; era quase tão natural e normal quanto respirar. Ainda assim... Meu sangue parecia correr mais rápido e forte em minhas veias com a ideia de ver meu lar, Svargrond, livre das amarras da Rainha.

    Uma rebelião seria algo justo, mas não agora. Não enquanto Svargrond estava se recuperando do assalto promovido pela Irmandade... Quisera eu que minha mãe tivesse deixado algum Tomo por lá... Assim, teria mais motivos para ir até lá além de monitorar Silfind.

    No momento em que pensei nela, veio outro pensamento: e sua gravidez? Teria ela dado à luz nesse meio tempo?

    — Ireas? — A voz de Sírio soava distante, até ele começar a estalar os dedos perto de meu rosto. — Ireas! Tibia para Ireas, você ainda estái aí?!

    — Hã? Sim, sim! — Repliquei rapidamente, saindo de meu transe. — Desculpe, estava pensando em algumas coisas...

    — Entendo... — Replicou Sírio, ainda se recuperando de sua euforia. — Mas então me conte de suas aventuras! Conseguiram recuperar a Lâmpada?

    — Sim, conseguimos! — Respondi com um sorriso, ainda em estado de choque. — Tivemos muita ajuda, mas conseguimos. A Lâmpada está com Emulov agora...

    — Que bom! — Morzan se manifestou, interessado na conversa. — Pretendem retornar quando a Ankrahmun?

    — Bem... Era sobre isso que eu queria falar. — Repliquei após um suspiro. — Na realidade é sobre isso que eu e Jack queremos falar.
    Assim que terminei essa sentença, Jack e Brand voltaram seus olhares para mim; agora, eu tinha a atenção de todos para falar aquilo que terminaria de mudar nossas vidas.

    — Já adianto que vocês dificilmente acreditarão em mim. — Falei, ajeitando-me. — Mas espero que acreditem; acreditem tanto em mim quanto em Jack.

    Respirei fundo; Jack ajudou Brand a se endireitar na cama, atento ao meu discurso.

    — Eu e Jack descobrimos algo sobre nós mesmos. — Comecei, sério. — Algo que vem nos afetando há muito tempo, talvez antes de nos conhecermos. Nós temos uma habilidade incomum: somos capazes de nos comunicar através do Vento. O Vento nos ouve e traz as mensagens que temos um para o outro independentemente da distância.

    Enquanto falava, eu me mantinha atento às expressões deles; Morzan estava completamente incrédulo; Brand parecia estar menos supreso e Sírio, estranhamente, estava levando aquele relato tranquilamente. Será que... Não, não! Não tinha como ele saber!... Ou tinha? Só haveria uma maneira de saber.

    — Continue, Ireas. — Falou Jack, sereno. — Eles precisam saber de tudo o que puderem.

    Assenti, respirei fundo e me preparei para continuar.

    — Eu achava que era uma coincidência; um presente do acaso. — Eu falei emendando um risinho nervoso. — Achava que talvez fosse fruto de minha intuição, que sempre tive como muito forte... Mas não era. Nunca foi; nunca seria. A verdade é que eu e Jack sempre estivemos ligados um ao outro indepenentemente de espaço... E tempo.

    — Como assim?! — Exclamou Brand, surpreso.

    — Não somos humanos comuns, eu e o Ireas. — Jack interveio, sereno. — Somos, na realidade, agentes do próprio vento em si.

    Jack encerrou sua fala e olhou para mim — ele preferia que eu continuasse por ele, e eu assim o fiz.

    — Nós somos as “Vozes do Vento”. — Falei, por fim. — Nossas almas foram criadas por Uman, Crunor e Nurnor há muito tempo atrás para poder manter toda a Criação em harmonia. Somos, de certa forma, filhos de Nurnor, e somos os Ventos do Norte e do Sul.

    Expressões de espanto e queixos caídos — essas foram as reações de Brand, Morzan e Sírio. Olhei para Jack de novo, e ele fez um cumprimento com a cabeça, me instruindo a continuar. Pigarreei um pouco antes de seguir com o que dizia.

    — Semi-deuses?! — Brand e Morzan disseram simultaneamente — É sério isso?!

    Dos três, Sírio era o que parecia menos surpreso; na realidade, ele estava lidando com aquilo tudo com muita tranquilidade, quase como se ele sempre tivesse tido essa certeza.

    — Então... O deus dos Ventos não morreu... — Sírio comentou ao abrir um sorriso. — Eu sabia que tinha mais alguém olhando pelos marinheiros!

    — Na realidade, Sírio... — Sentia-me péssimo por aquilo que eu estava prestes a dizer. — Ele está morrendo; Nurnor está morrendo e muito disso deve-se às ações de todos nós.

    Minha última fala fez o sorriso de Sírio sumir, e vi a preocupação e tristeza tomarem conta de seu semblante.

    — Como assim? — Morzan indagou.

    — Nurnor criou aranhas com o propósito de tecerem teias especiais. — Jack entrou na conversa. — Teias capazes de manter unidas todas as criaturas; as criações de Nurnor eram responsáveis por manter a harmonia, mas foram desviadas de seu propósito há tempos, corrompidas por outros deuses e caçadas pelas demais criações divinas. Foi isso que Nurnor nos disse.

    — E descobrimos, também... — Dei continuidade à explicação, descontente. — Que Nurnor tinha cultuadores, mas que eles foram mortos ou corrompidos... Minha mãe era um deles antes de se tornar uma... Dama do Pavor. E isso fez com que ela perdesse sua ligação com Nurnor e toda sua identidade.

    — Por Banor! — Exclamou Brand, surpreso e atônito. — Sua mãe não era uma Feiticeira? Por que diabos...?

    — Ao que parece, os Feiticeiros mais conectados ao uso de Energia têm uma afinidade grande com o Vento também. — Repliquei calmamente. — Pelo que Nurnor nos disse, eles eram responsáveis por manter Templos e antigas escrituras em sua homenagem. Em algum momento, os Feiticeiros preferiram trocar o Vento pelas trevas e... Estamos onde estamos.

    Sírio abaixou a cabeça em sinal de pesar. Por um instante, ficamos todos quietos, tentando digerir tudo aquilo. A ideia de sermos semi-deuses, eu e Jack, ou algo similar a isso, era assustadora; eu ainda não tinha noção da extensão de minhas habilidades como Druida, e podia sentir que meu tempo estaria acabando; em um futuro próximo, certamente teria que encarar minha mãe e obter dela todas as respostas. Antes disso, porém, teria de achar os outros Oito Tomos por ela escritos. E, quando achasse... O que eu encontraria dentro deles?


    — Ele sabia alguma coisa sobre os Tomos? — Brand enfim pergunou, quebrando o silêncio.

    — Sim... — Respondi, zonzo com tanta informação. — Ele disse que com a corrupção de minha mãe, ele não sabe o conteúdo exato de cada Tomo, mas ao menos sabe onde foram deixados. Ele disse que há um aqui em Carlin, outro em Thais e mais um em Edron. Ele também disse que tem um nas mãos de algum membro da Irmandade dos Ossos, um em uma ilha em Vandura que não sei qual é e dois em Zao.

    — Como era essa ilha — Indagou Morza, curioso. — Eu conheço bem o arquipélago das Ilhas Devastadas*; creio que poderei ajudar.

    — Segundo ele, era a “Ilha dos Mortos”. — Jack começou. — Faz ideia de qual seria, Morzan?

    Ramoa, sem sombra de dúvidas. — Morzan respondeu rapidamente, sem titubear. — Sua mãe devia ser bem forte, Ireas: para conseguir chegar em Malada e deixar algo escondido lá, ela tem que ter poder para aguentar as criaturas que lá habitam. Eu não me arriscaria a ir lá sozinho se fosse você.

    — Obrigado pela dica... — Agradeci, cansado. — Agora, e quanto a Zao?

    Todos se entreolharam, com a dúvida estampada em seus semblantes.

    — Aquele lugar é um mistério para mim, devo confessar. — Brand falou, frustrado. — O mais próximo que estive de lá foi Yalahar, e faz muito tempo que não piso lá.

    — Emulov é de lá, e deve ser o único que conhece direito a área. — Comenou Sírio, cruzando os braços. — Ainda assim, é um continente inteiro; há muitas possibilidades de esconderijos...

    — E são muitos Tomos para procurar. — Pontuou Jack. — Zao tem dois para si! O que será que sua mãe viu naquele lugar?

    — Corrupção. Mais poder. — Repliquei friamente. — Por ter dois Tomos lá, talvez ela ainda esteja perto de Zao... Não sei. Nem sei se ela sabe que ainda estou atrás dela. Talvez ela ache que a última carta que me mandou foi o suficiente para me assustar.

    — Eu concordaria com você se não fosse pela existência de Yami. — Disse Brand. — Ele tentou matar você e Emulov em Drefia, para começo de conversa; sem falar que tentou afundar nossos barcos em quase toda oportunidade que teve, e já sabemos que ele é um capanga de sua mãe. E um capanga forte.

    Assenti com a cabeça, preparando-me para mostrar algo para eles.

    — Eu tenho total noção disso, Brand. — Repliquei, segurando o objeto em minhas mãos. — E é por isso que peguei sua Lâmpada na primeira oportunidade que tive.

    Todos na sala abafaram um grito de surpresa; em minhas mãos, jazia uma pequena lâmpada de coloração âmbar e brilho ora esverdeado, ora avermelhado; era a lâmpada pessoal de Yami, a qual ele utilizava para descansar, como todos de sua espécie. Eu estava com um sorriso de canto um pouco sinistro no rosto ao apreciar aquele objeto com mais calma do que outrora.

    — Isso é uma grande vantagem. — Disse a eles. — Com essa lâmpada em minhas mãos, Yami logo não será mais uma ameaça, isso eu posso garantir. Agora, quanto aos Tomos, eu tenho um plano e talvez vocês não gostem dele.

    Todos voltaram seus olhares para mim; com a atenção deles, contei-lhes meu plano em detalhes, conforme havia acabado de pensar. Como falara antes, nenhum deles gostaria.

    Mas não teríamos muita opção senão essa.


    ***

    (Narrado por Emulov Suv)


    Eu não deveria ter feito isso.

    Não deveria mesmo.

    Droga, o Ireas vai me matar.

    Estava quase amanhecendo quando cheguei em Carlin; eu não vinha sozinho, mas era o que deveria ter acontecido. Ao menos, se era para ter companhia, eu deveria estar voltando com Wind. O Yalahari tem estado muito estranho desde que retornamos da Fortaleza dos Orcs; ele estava quieto, triste e sumido. Para ser honesto, eu não tinha muita certeza se ele estaria em Ab’Dendriel nesse momento, mas torcia para que ele e Ireas logo se acertassem e essa situação chata acabasse.

    Infelizmente, eu não tinha certeza mais se viveria para ver isso — juro pelas escamas de minha mãe e de meu pai que fiz o que fiz por ser a coisa certa a se fazer! Cheguei em Carlin tão rápido quanto decidi estender minha mãe de ajuda e caridade para a moça e seu irmão. Era Yumi seu nome, e ela me transportou para Carlin rapidamente, e foi fácil como tomar um copo de água.

    — Bem... Estamos aqui, foi para cá que foram, até onde sei. — Disse à moça, ainda receoso de minha decisão.

    — Eu agradeço por tudo, rapazinho. — Disse Yumi com um sorriso. — Você é um rapaz de boa índole... Sabia que não me deixaria na mão... Deixe o resto comigo agora... Encontrarei Brand e ele nos ajudará. Depois disso, bem... Deixarei vocês seguirem seu caminho e tentarei manter meu irmão longe de confusão.

    Eu assenti enquanto vi Yumi tirar de sua blusa um vidro com uma mecha de cabelos prateados; ela começou a entoar algo em uma língua que não compreendi ao certo. Em segundos, fomos envoltos por uma névoa azul e fomos levados das ruas de Carlin até um quarto enorme e de pouca mobília, onde Brand se encontrava sentado em uma das camas.

    Ele tomou um grande susto ao nos ver chegando como chegamos; ele empunhou seu arco e o retesou tão rápido quanto havíamos chegado, mas deteve seus movimentos quando seus olhos encontraram os de Yumi.

    — Yumi?! — Indagou o Paladino, abaixando lentamente o arco. — O que faz aqui?!

    Não demorou muito até ele ver Yami nos braços da moça; seu semblante foi de preocupado a confuso e irritado em frações de segundo.

    — Eu sei o que você está pensando, mas me escute, por favor! —Yumi falou, assustada. — Eu sei que meu irmão fez coisas horríveis, mas você precisa me ajudar! Ele é tudo o que tenho... É a minha vida, Brand... E-eu não posso viver sem meu irmão, mesmo que Malor e aquela mulher o tenham afastado do bom caminho de Daraman!

    Brand cruzou os braços, irritado; pela expressão em seu rosto, pude ver que Yami havia aprontado mais coisas contra eles do que antes.

    — Eu vejo através de seus olhos, Brand... — Continuou Yumi, aproximando-se do Paladino Real. — Eu sei que você é um sujeito honesto e bom. Talvez meu irmão não mereça sua amizade, mas ele não merece morrer por alguém que não vale nada! Eu não pediria isso se... Se não confiasse em você da forma que confio.

    Por um instante, fiquei confuso com tudo aquilo; não tive certeza se foram as palavras de Yumi ou o tom por ela utilizado, mas ela fora capaz de desarmar o sério Paladino, que cedeu a Yami seu leito, apesar de todas as maldades por ele feitas. Eu me afastei um pouco do casal e fiquei próximo ao Efreet, vigiando-o no caso de ele acordar... E resolver aprontar as dele.


    ***


    (Narrado por Jovem Brand, o Terceiro)

    Toda vez que eu a vejo, me sinto assim.

    Fico tolo. Sem reação.

    Ignoro alguns princípios só para não ver lágrimas manchando seu rosto.

    Mantive-me calado, com os olhares fixos em seus olhos prateados; essas últimas semanas foram horríveis sem poder vê-la; sem poder ouvir sua voz ou receber seu olhar de volta. E tudo isso porque ela me ajudou a sair da prisão de Ashta’Daramai, na qual fiquei por estupidez mesmo.

    Ela parecia mais tímida do que quando a conheci; era estranho perceber que, mesmo depois de escolher apoiar Malor em seus conflitos pessoais com seus parentes, eu não conseguia mais sentir desprezo ou pena dos Marid. Ao menos, não de Yumi. Ela era forte, decidida, doce, gentil, amorosa e, acima de tudo, justa e compassiva. Uma verdadeira seguidora do caminho de Daraman, não haveria dúvidas nisso.

    Diante de uma Djinn incrível como ela, seria muito difícil manter minha compostura. Veja, que tolo! Eu, comandante-em-chefe das forças Thaianas que atacaram Morgaroth estava agora se reação e tremendo na base diante de uma Marid! Eu, nomeado capitão da Armada Thaiana contra o levante na Baía da Liberdade, estava agora indefeso diante daquela moça.

    É... Dessa vez, não teria para onde fugir, nem mesmo utilizar meu arco para me defender... Depois de anos sendo o rapaz amargo e com o peso de uma família inteira nas costas, eu finalmente poderia ser capaz de entender o sentimento que tomou conta de Wind quando ele viu Ireas à primeira vez.

    Eu estava completa e loucamente apaixonado por Yumi Yami. E eu estava certo de que ela era a mulher de minha vida.

    Só estava torcendo para que ela também sentisse o mesmo.

    — Brand? — Ela indagou, trazendo-me de volta para o mundo físico, com um sorriso tímido no rosto. — Algum problema?

    — Ah? Problema? Não, não! Nenhum! — Repliquei, emendando um riso nervoso. — Eu só estava pensando em uma coisa... — Respirei fundo, tentando me concentrar e não dizer a ela o que não deveria ser dito naquele momento. — Ireas e Emulov conseguiram, finalmente, pegar a Lâmpada de Gemas para Gabel... No momento, eles dois vão ter uma tarefa muito extensa para fazer e não poderão ir ao encontro dele. Poderia vir comigo para Ankrahmun para entregarmos a Lâmpada para seu líder?

    Meu pedido fez os olhos da moça se arregalarem em um misto de surpresa e confusão.

    — Mas... Você é um aliado de Malor! — Ela protestou, surpresa. — Não poderá sequer chegar perto de Ashta’ Daramai!

    — Eu sei... — Repliquei com um sorriso tímido. — Mas gostaria que os rapazes ao menos pudessem cumprir a missão que lhes foi dada e... Eu odiaria ficar longe de você mais tempo do que já fiquei.

    O rosto de Yumi, tão moreno e belo, adquiriu uma coloração avermelhada em suas bochechas. Estaria certo? Por acaso ela também estaria apaixonada por mim?

    — Se esse é o caso... — Ela disse, melindrosa. — Eu adoraria a sua companhia. Eu também não quero ficar longe de você mais tempo do que já fiquei, Brand.

    Sorri para ela um doce sorriso e, quando caí em mim, eu a tinha em meus braços, beijando seus doces e carnudos lábios. Não me demorei muito mais naquele local; deixei um bilhete para Emulov, que adormecera perto de Yami, e fui transportado para longe dali pelos poderes de Yumi.
    Agora, torcia para que o plano de Ireas funcionasse, pois não estava nem um pouco satisfeito com as decisões que ele tomara...


    Continua...

    ----

    (*)Ilhas Devastadas: Tradução livre de “Shattered Isles”; é o nome dado ao arquipélago que engloba Liberty Bay (Vandura), Goroma, Meriana, Laguna Islands, Treasure Island, Talahu, Malada, Ramoa e Nargor.


    -----

    Eeeeeee temos uma novidade maravilhosa na história!

    Bem, pessoal, esse foi o Capítulo de hoje. Agora, é com vocês: comentem, divulgem, debatam, discutam! Estarei esperando o feedback de vocês ansiosamente!

    Não esqueçam de visitar o Life Thread do Ireas também --> só clickar em "[L.T]" para conferir minhas atualizações mais recentes! No momento, estou preparando os posts dessa primeira semana de Outubro!

    Em breve, mais novidades -- especialmente gráficas! -- aqui nesse tópico! Um xeru para vocês!


    Abraço,
    Iridium.

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    Última edição por Iridium; 09-10-2015 às 17:35.



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