Saudações, galera!
Desculpem a demora enorme na atualização dessa história... Acabei ficando com o tempo corrido e sem condições de postar novamente. Queria ter conseguido manter o ritmo, mas a real life chamou, rs.
De qualquer forma, agradeço a todos que comentaram e que comentam nesse tópico. Fico muito feliz que vocês consigam tirar um tempinho para me dar um feedback. E eu espero continuar a vê-los por aqui!
Me foi avisado que as imagens que antes haviam aqui expiraram e não podem mais ser abertas; a razão disso deve-se a um problema com o ImageShack. Eu estou transferindo minhas imagens TODAS para outro host e acredito que no fim de semana já estará tudo em ordem aqui. E em meu L.T., acredito que nesses próximos dias estarei envolvida em sua atualização e nesse conserto de bug. (Valeu, ImageShack, por me deixar na mão -.-)
Antes de mais nada, as respostas aos comentários:
Spoiler: Respostas aos Comentários
Sem mais delongas, o Capítulo de hoje!
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Capítulo 28 — Quando o Vento deixou de Soprar: Culto Caído (Parte 1)
E o Vento sopra em outra direção...
(Narrado por Sírio Snow)
Esse dia foi muito louco.
Eu costumo navegar em águas perigosas e estranhas, mas acho que nunca cheguei a velejar em uma maré de infortúnios tão forte. As guardas de Carlin nos levaram até à igreja e biblioteca local, onde fomos recebidos por Tibra, uma mulher na casa dos cinquenta, com cabelos loiros-escuros e mechas brancas mescladas. Ela nos recebeu prontamente e indicou um leito onde Brand pudesse repousar e receber os cuidados de que tanto precisaria.
— Chamarei Padreia aqui. — Falou a mulher, com uma voz doce, mas cansada. — Limpem as feridas de seu amigo e o mantenham acordado. Faremos o possível para tirar esse veneno dele.
Eu assenti, e meu irmão Morzan me ajudou a carregar Brand até a cama. Duas guardas desceram com Tibra, e outras duas ficaram conosco, ainda desconfiadas de nossas intenções. No entanto, não estava nem um pouco preocupada com elas — era com Brand que estava preocupado. Seu estado estava lastimável; em vez de gritar de dor, agora ele respirava com dificuldade, e com o corpo ardendo em febre. De fato, quando eu acho que não dá pra piorar, a vida insiste em me provar o contrário.
Meu irmão começou a sacolejar Brand, a fim de mantê-lo desperto. O Paladino resmungava de volta, com um semblante tomado pela dor. Aquele cenário todo não fazia sentido algum.
— Vou tentar mantê-lo acordado. — Falou meu irmão. — Pegue a água e mantenha a testa dele o mais fria possível. Ele está ardendo em brasa aqui!
Não fazia sentido as flechas da guarda serem tão fortes; a vigília de Venore sequer estava acostumada com baixa criminalidade, até onde ouvi comentarem em Vandura – que diria lidar com um verdadeiro cenário de guerra. Acho que eles receberam ajuda... Ainda acho que Yami está por trás dessa maracutaia toda.
E eu vou provar isso.
***
(Narrado por Icel Emonebrin)
— Liive! Mantenha a calma... Pelamor.
Que dia bacana. Só que não.
Enquanto os irmãos de Vandura levaram um Brand aleijado e virado nas queimaduras para algum outro local, eu e Liive fomos escoltados até à prisão de Carlin. O motivo? Liive. E Liive sendo Liive. Um Norsir andando livremente em Carlin com o corpo todo lascado e com evidência de combate. Aquela desculpa esfarrapada de sempre das oficiais para oprimir o povo do Norte.
Bem, sendo eu Thaiano... Acho que foi o ideal que eu acompanhasse o bárbaro nervoso. Sério. Liive, apesar de ter ficado de cara amarrada, estava uma fera por dentro. Eu tinha certeza disso, dava pra ver nos olhos dele o ódio querendo transbordar... E eu teria que acalmar a fera. Bacana.
Só que não.
As oficiais nos levaram direto à xerife de Carlin, Shauna. Uma mulher de pele branca, cheia de cicatrizes de batalha, com cabelos louros bem longos e uma armadura de ferro e prata bem brilhante, como se fosse as vestes de uma valquíria. Em sua cintura havia um molho de chaves pesado e barulhento, e ela estava com um porrete nas mãos. Seus olhos castanho-avermelhados nos analizavam de cima a baixo enquanto as suas subordinadas a informavam do ocorrido. Ela caminhava para perto de sua mesinha na medida em que ouvia o discurso das oficiais.
— Então... Deixem-me ver se eu entendi bem... — Falou Shauna lentamente. — Vocês vieram de Venore para cá, sendo que a Vigília deles os atacou e vocês dizem ser inocentes?— Sua voz começou a adquirir requintes de raiva. — Vocês, que participaram de uma rebelião em Vandura contra o governo de Thais... Que destruíram diversas embarcações... Mandaram pessoas para a morte em Calassa... E ainda dizem ser inocentes. É isso?
Eu respirei fundo antes de começar a falar, mas fui grosseiramente interrompido por Shauna, que bateu as mãos violentamente contra a mesinha.
— Vocês devem achar que somos imbecis! — Rugiu a mulher com os olhos fixos em mim e Liive. — Dar refúgio a um motim dessa proporção?! — Ela voltou seu olhar fulminante para Liive. — Só se for para dar-lhes um leito no xilindró. Especialmente para você, Norsir.
Aquelas palavras atingiram Liive em cheio e aumentaram sua fúria; eu teria rogado a Banor que desse àquelas moças a força de dois elefantes para segurar Liive. Mesmo que isso tivesse ocorrido... Dificilmente teriam sido capazes de contê-lo, pois ele se livrou de seus braços rapidamente, apoiando-se com violência na mesinha, ficando cara a cara com Shauna.
— Um dia, a nossa Revolução também terá lugar! — Rugiu Liive entre os dentes, furioso. — Seu “império” cairá da mesma forma que o de Thais se continuarem a agir como eles!
— Tome cuidado, Norsir... — Shauna silvou, ácida. — Você está bem longe de seu “Jarl” e de sua tenda. Quem manda aqui é Eloise, e não Sven.
— Senhora, não nos entenda mal! — Intervi, não aguentando ficar calado. — Caímos em uma emboscada! Viemos até o Continente para encontrarmos um amigo, e tivemos esse problema!
Shauna parou de encarar Liive e começou a me observar. Senti um senhor calafrio subir minha espinha e paralizar minhas pernas. O Norsir voltou seus olhares para mim também, tentando se acalmar.
— Como eu dizia... — Continuei, levemente assustado. — Só queríamos encontrar um amigo e avisá-lo sobre alguns problemas que ele poderia ter... Ele estava em Ab’ Dendriel, e pode correr grande perigo se não chegarmos a tempo!
— É mesmo? — Replicou Shauna, incrédula. — E que grande perigo seria esse, rapaz?
Fiquei mudo; eu não sabia ao certo o que seria, nenhum deles me havia falado! E eu não sou tão próximo assim de Ireas a ponto de saber mais desses detalhes. Droga, minha chance de amenizar a situação estava descendo pelos canais do esgoto. Maravilha.
— Um que pode acabar afetando a todos nós. — Intercedeu Liive, ainda irritado. — Nosso amigo está sendo perseguido por alguém com fortes ligações com a Irmandade dos Ossos.
Um suspiro largo de assombro foi feito pelas guardas, e Shauna recuou, tomada pela surpresa. Em questão de segundos, contudo, seu rosto se fechou em uma expressão irritada, como se a tívessemos insultado.
— Já chega! — Bradou a xerife. — Eu ouvi asneiras o suficiente de vocês! Uma noite em cana deve bastar para recuperarem seu juízo! Guardas, prendam-os!
As guardas vieram rapidamente nos algemaram. Eu tentei protestar, mas de nada adiantou; elas revidaram com as armas em punho, prontas para dilacerar nossas gargantas caso fosse preciso. No fim das contas, ficamos eu e Liive confinados em uma cela; o Norsir estava espumando de raiva, completamente enfurecido. Não teríamos outra escolha senão esperar até o dia seguinte para sermos libertados... Que bacana.
Só que não.
***
(Narrado por Emulov Suv)
Algo de ruim parece que vai acontecer...
Eu não sei... Ireas e Wind sumiram... Já faz um tempo que não os vejo. Agora as estrelas brilham daqui do céu de Ab’ Dendriel. Solária e todos os outros foram descansar, e eu estou sozinho aqui. Abracei a mim mesmo, cabisbaixo; sentia saudades de casa, e não queria mais ficar no meio de toda aquela confusão. Queria voltar a Razachai, ver meus pais de novo... Mas, com Zao do jeito que está... Acho muito difícil. Queria apenas que eu e Ireas já estivéssemos em Ankrahmun para eu me ver livre dessa maldita Lâmpada...
De repente, vi um ponto de luz azulado a uns metros de distância de mim; em pouco tempo, esse mesmo ponto de luz sumiu e deu lugar à uma linda moça de cabelos negros, pele bem morena e braceletes de prata, segurando um rapaz com características muito similares às dela e um par de braceletes dourados nos punhos. A segunda figura, que estava muito machucada, reconheci de cara: era Yami, o Primeiro. O Djinn que tentara matar a mim e Ireas.
— Você! — A moça veio até mim, desesperada. — Você conhece Brand?!
— T- Talvez... — Repliquei em um misto de timidez, susto e desconfiança.
— Me leve até ele, por favor! — Rogou a mulher, com a voz totalmente embargada pelas lágrimas. — Eu e meu irmão somos Djinns, e ele está muito ferido e perdeu sua lâmpada! Sem ela, suas feridas jamais se fecharão por completo! Eu te imploro, me ajude, por favor!
Por mais que a dor da moça me comovesse, não podia deixar de lembrar que Yami tentara me matar. Acho que ela percebeu meu desgosto contra o rapaz ferido, pois estava nítido em meu olhar.
— Eu sei que meu irmão tem feito muita besteira ultimamente... Ele tomou uma péssima decisão na vida, influenciado por Malor... — A moça caiu de joelhos, cansada. — Mas Yami é minha vida... É tudo o que eu tenho. Por favor... — Ela voltou seus olhos prateados para mim, suplicante. — Se você conhece Brand, certamente deve ser alguém bom, tal qual ele... Eu te peço, por Daraman... Ajude meu irmão. Se eu o perder, perco tudo...
Eu mordi o canto do lábio sem saber o que fazer; não era costume meu recusar ajuda a ninguém, mas o histórico de Yami me fazia questionar meu princípio de ajudar as pessoas. E agora, eu a levaria ou não até ele? O que fazer? Eu não fazia ideia de onde Brand estaria agora!
Por meus pais, e agora?
***
(Narrado por Ireas Keras)
Depois da conversa que eu e Jack tivemos com Nurnor, muitas coisas pareciam ter ficado mais claras em minha mente. Eu e ele ficamos mais um tempo parados na estrada; ele espero pacientemente até que eu estivesse mais calmo; quando minha respiração já havia retomado o ritmo normal, Jack me guiou até Carlin.
— Meus pais ainda devem morar em Thais. — Ele comentou. — Podemos passar lá antes de buscarmos o Tomo de Thais. De quebra, vai dar pra você conhecer melhor a cidade onde eu e Brand crescemos...
Assenti com um aceno de cabeça e um sorriso de canto; continuei a acompanhá-lo até chegarmos à entrada da cidade. Assim que passamos pela entrada oeste, senti um leve perfume de flores silvestres preencher o ar. Assim como Ab’ Dendriel, os habitantes daquele local pareciam ter um certo apreço pelas criações de Crunor; outra coisa interessante que notei foi o fato de que a maioria dos cargos parecia pertencer às mulheres. Tanto que fomos recebidos por um grupo de guardas mulheres. Jack explicou o motivo de estarmos na cidade e elas nos escoltaram até Brand com certa desconfiança.
Assim que eu e Jack chegamos, fomos recebidos por Tibra e Padreia no térreo da biblioteca e igreja; subimos para o andar seguinte e eu vi um Brand cheio de queimaduras no corpo e gemendo em agonia. Sírio e um outro rapaz muito parecido com ele estavam tentando mantê-lo acordado enquanto Padreia veio medicá-lo. Ainda que eu não soubesse o motivo de tamanha judiação ao Paladino de cabelos prateados, eu não podia evitar de achar que, de alguma forma, aquilo fosse culpa minha.
Sentei em uma cadeira perto de onde eu estava; tirei de minha mochila o objeto brilhante que outrora vi no chão — era uma Lâmpada. Decerto, a Lâmpada de Yami. Assim que vi seu brilho esverdeado, tive certeza de um pensamento.
Ele certamente viria buscá-la. E eu estaria preparado para enfrentá-lo se fosse preciso.
Continua...
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Bom, esse capítulo foi mais curtinho, mas ele dá um gosto a vocês do que está por vir!
Lembrando que eu corrigirei em breve o problema das imagens e possivelmente colocarei imagens novas! O post de entrada dessa história está muito sem-graça... Vou dar uma arrumada e melhorada nele!
Até a próxima, galera, e fico no aguardo de seus comentários! Meu Life Thread será atualizado hoje ou amanhã, dependendo da minha internet!
Tenham todos uma excelente sexta-feira e até o próximo Capítulo!
Abração pra todos vocês!
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