Saudações!
E já venho a vocês com mais um novo Capítulo! A Seção Roleplaying ganhará algumas novidades nesses próximos dias e as inscrições para a II Justas Tibianas já estão abertas! Quem não pode participar da outra vez terá uma nova chance, e aqueles que já participaram estão mais que convidados a retornarem à Seção e enfrentar os demais nas Justas! Basta ir ao tópico fixado no topo da Seção para se inscrever!
As Disputas Roleplay estão à todo vapor e já temos 3 disputas arranjadas! E aí, vai encarar?
Vamos aos Comentários da vez:
Spoiler: Respostas aos Comentários
Sem mais delongas, o Capítulo de Hoje!
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Spoiler: Bônus Musical
Capítulo 54: De Fora do Planeta Escuro e Silencioso (Parte 3)
A Hora do Julgamento se Aproxima!
(Narrado por Yumi Yami)
Minha cabeça doía. Minhas pálpebras estavam pesadas, e eu mal conseguia abrir meus olhos. Eu ouvia Brand gemer baixinho de dor; quando consegui abrir meus olhos, lá estávamos nós, presos em duas gaiolas suspensas, cujas barras queimavam nossas peles ao menor contato. Meu agora marido estava muito ferido, com áreas roxas em seu rosto e sangue seco em filete no canto de seus lábios.
A área à nossa frente parecia ser um quartel de treinamento, com alguns Lagartos de Classe Alta e Drakens alinhados; eles vestiam tabardas vermelhas com detalhes dourados, cujos escritos pareciam envoltos em fogo. Percebi que sibilavam em sua língua nativa e, pelo tom que usavam, não deveriam estar fazendo um discurso pacífico
—Yumi… O que houve? — Ele murmurrou tentando ocultar a dor que sentia.
— Eu não lembro… — Murmurrei de volta, olhando meu entorno. — Só lembro dos Drakens aparecendo, de um deles nos envolvendo com magia… Depois disso… Mais nada.
Ele suspirou, triste.
— Nem sinal dos outros?
— Nem sinal dos outros, meu amor. — Repliquei, triste. — E acho que eles não devem estar perto…
O Thaiano suspirou e tentou ficar de joelhos; aproximei-me dele apenas para perceber que estava atada a correntes. Respirei fundo e, discretamente, transformei um de meus braços em fumaça e o grilhão que o prendia caiu sobre minha coxa, abafando qualquer barulho que poderia ter feito. Amparei-o com meu braço e Brand conseguiu, enfim, ficar melhor posicionado. A julgar pelo seu olhar, estava tentando elaborar um plano. Era a primeira vez que eu o via tão ferido e desorientado.
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(Narrado por Maximus Meridius)
— Puta que te pariu, Ked!
— Que que eu fiz?!
— Sssh! Vocês dois!
Duas crianças diante de mim; Kinahked e Jack simplesmente não conseguiam andar atrás de mim, em fila, sem se estropiar! Impressionante! Por sorte, consegui calá-los antes de que a guarda nos notasse. Continuamos andando à frente, e comecei a sentir o ar mais pesado, seco e quente do que antes; não demorou muito a alcançarmos um outro aposento: um átrio com tecido vermelho e tons de dourado espalhados por toda parte; Darkens e Lagartos Altos armados até os ossos e o cheiro de sangue e entranhas queimadas em meio ao incenso.
Kinahked bebeu mais um gole de rum e começou a avançar e eu o impedi em um ato impulsivo; aquele cheiro, aquela corte… Até aquelas tabardas, tudo me parecia familiar! Prestei ainda mais atenção aos arredores e vi Brand e Yumi presos em gaiolas suspensas. Foi aí que entendi tudo.
— Santa Tibiasula, me guarde…
— Maximus… — Jack indagou, intrigado e um pouco hesitante. — O que foi?
Eu virei lentamente o rosto em direção ao rapaz, lívido em um misto de receio e ira.
— Lutem como nunca antes… Lutem como nunca antes! — Murmurrei, tentando fazer o mínimo de barulho na medida em que meu sangue fervia com o ódio que agora não mais dormia dentro de mim. — Isso aqui é território do Dojo do Fogo do Dragão*… É terreno daqueles que seguem o assassino de meu Sensei…
E foi aí que eu o vi. A criatura imponente que ceifara a vida de meu Sensei sem nenhuma honra em seu ato; um ser feito de fogo e pedra enegrecida, que jamais derretia, mesmo envolta em densas chamas. Meu ódio virou combustível para as minhas veias, e minha sede de vingança voltou a mim, deixando minha garganta seca e ansiando pelo sangue dos seguidores daquele velho inimigo.
— Incineron**… UTITO TEMPO HUR!
Zuni em meio à multidão; logo ouvi disparos de garrucha de Kinahked, e Jack veio ao meu auxílio; dessa vez, nada, nem ninguém, me impediria de conquistar o que era meu por direito: minha vingança. Meu ódio foi convertido em mana, e parti para o ataque sem hesitar.
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(Narrado por Ireas Keras)
Zhi era, de fato, um adversário difícil; sua pergunta me causou uma onda crescente de rancor: como alguém poderia ser tão arrogante àquele ponto? Continuei a atacá-lo de longe, enquanto Wind e Yami assumiam a tarefa de atacá-lo mais de perto.
Fogo.
— Argh! Maldição! EXORI! — Wind gritou, sentindo boa parte sua pele queimar com os ataques do Draken.
— Exura Gran Mas Res! —Eu repliquei, tentando sanar suas dores e mantê-lo de pé.
Eletricidade.
Agora, era Yami quem sofria, tendo dificuldades de manter sua forma Efreet sobre controle, e urrando de dor na medida em que tentava expurgar Zhi; cada açoite de eletricidade que ele recebia vinha para todos nós, e sofríamos também com isso.
— Exura Gran Mas Res! — Novamente, urrei aos céus para que a minha dádiva de cura não falhasse. Ingeri uma Poção Forte de Mana por via das dúvidas, e renovei minha proteção mágica, para não falhar ali.
Veneno.
Yami veio ao meu encalço quando Zhi usou uma potente bomba de veneno contra mim; comecei a sofrer com a contaminação da cortina densa de fumaça mágica criada pelo Draken; comecei a tossir e senti minha visão embaçar.
— Exana pox! — Gritei em meio à tosse, tentando me recuperar.
Nesse meio tempo, Wind tentava quebrar a concentração de Zhi com seus golpes de alabarda; O Draken começou a se irritar com os avanços do Yalahari e voltou sua atenção para ele, arremessando esferas flamejantes de cor púrpura; coube a mim tentar mantê-lo vivo, na medida em que Yami recuperava suas forças e assumia sua forma de Djinn; as palavras de Zhi ainda estavam gravadas em minha mente como fogo e perturbavam meus pensamentos.
— Exura Gran Mas Res! — Continuei, sem perder o ritmo, preparando a modificação de meu cajado em um machado de gelo, caso fosse necessário.
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(Narrado por Maximus Meridius)
Minha mão de encontro à sua cara flamejante, Incineron! Avancei em direção ao assassino de meu sensei, sem me importar com as queimaduras que ele poderia infligir ao meu corpo; desviei de suas garras rápidas e incendiárias na medida em que usei gelo em meus punhos para resfriar seu corpo e feri-lo de morte.
— Peguem o pele pálida! — Berravam os Drakens mais próximos de mim e de meu adversário.
Ouvi tiros das garruchas de Kinahked e não demorou muito para ver as Lanças Etéreas de Jack singrarem do telhado da caverna em que estávamos e vararem sem piedade os corpos dos membros do Dojo; Dojo esse que, um dia, foi inspiração de meu mestre… O Dojo de onde ele aprendeu muito da filosofia dos Lagartos. A real filosofia deles… Quando essa raça tinha honra.
Incineron então rugiu para mim com uma baforada de fogo, e eu recuei, esforçando-me ao máximo para não gritar de dor a despeito das queimaduras que eu agora tinha.
— Kinahked! Jack! Aqui! — Ouvi Brand gritar enquanto eu estava zonzo. — Nos tirem dessa coisa!
Eu olhei para Incineron e meu corpo fora mais veloz que minha mente; corri em direção à jaula suspensa e pulei sobre dois Drakens; furioso, Incineron apontou sua mão para cima e disparou uma bola de fogo em minha direção. Sorri, zombeteiro, e saltei para longe, deixando a esfera incandescente acertar as correntes que prendiam a jaula ao teto, derretendo-as instantaneamente; Yumi rapidamente transportou o marido e ela mesma para fora da jaula antes que ela se quebrasse. Quanto a mim, voltei ao embate com meu adversário.
— VOCÊ VAI PAGAR! — Urrei, furioso enquanto o golpeava.
— BASTA! — Ele berrou em contrapartida, criando uma grande barreira de fogo e me repelindo fortemente.
Bati as costas de encontro à pilastra mais próxima; enquanto isso, Kinahked e Jack estavam dando cobertura à Yumi, que estava curando as feridas de Brand. Levantei-me rapidamente, estalei os punhos e o pescoço e me posicionei para o combate.
— Eis aqui o último sobrevivente do Garras do Lobo Branco… — Incineron vociferou com desprezo. — Ao menos você está se provando um desafio mais interessante que seu velho mestre…
Ele aumentou de tamanho em suas chamas, e eu inspirei profundamente.
— Ele era um grande guerreiro… Que você matou pelas costas! UTITO TEMPO HUR!
Avancei para dar-lhe um soco, e ele desviou; minha fúria cresceu e eu a transformei em combustível para minhas veias, tentando acertar-lhe mais rápido e com mais força.
— Tolo…! — Incinerou sibilou, mesmo quando acertado, tentando me contragolpear. — Você acha mesmo que teríamos invadido aquele monastério tão facilmente sem a ajuda de um delator?
Eu o soquei fortemente com o gelo em minhas mãos, e a parte esquerda de seu torso perdeu as chamas, cristalizando como magma resfriado.
— Delator?! De que diabos fala!? Mentiroso! — Urrei, enfurecido.
— Não caia na conversa dele, Maximus! — Gritou Kinahked ao longe, em meio a um grupo de Drakens — EXETA RES! Jack, me dá uma mão aqui, rapaz!
O aviso de Kinahked acabou por me distrair, e eu fui arremessado para longe novamente com o impacto de mais uma esfera flamejante de Incineron, que começava a dar sinais de fraqueza.
— Sim… Um delator. Alguém que você conhecia… E que não deu a mínima importância durante sua estada naquele Monastério… — Sibilou Incineron, triunfante.
— É assim que você vai jogar? — Repliquei, furioso e estranhamente curioso com aquelas afirmações. — Beleza. EXORI GRAN!
Com a espada em mãos, encantada com uma Pequena Safira, fiz um grande corte no peito de Incineron, que começou a perder as chamas e ter aquela parte do corpo transformada em magma solidificado; aquele combate estava apenas no início, e eu precisava, por tudo o que eu aprendi a amar, saber se havia algo de podre em meu amado e antigo Dojo que causara sua desgraça e queda.
Eu, pela primeira vez em muitos anos, comecei a rezar para Uman a fim de que Incineron estivesse apenas mentindo descaradamente para mim.
Continua…
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(*): Tradução livre para Fire Dragon Dojo, uma área de caça visitada em Zao durante algumas das missões principais do local, tido como um monastério à serviço do Imperador.
(**): Um dos bosses da parte final da New Frontier Quest, na Isle of Strife; no Art Life Thread do usuário @Don Maximus Meridius, é o responsável direto pela destruição do monastério que acolhera Don, bem como pela morte de seu amado e admirado Sensei.
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E por hoje é só, galerinha! Lembrem-se: a II Justas Tibianas está com inscrições abertas até o dia 02 de Dezembro. Participem!
Abraço,
Iridium.
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