E que venha a próxima [POSTTIBIABR="6327358&postcount=880"]disputa[/POSTTIBIABR]!
O tema escolhido para este embate foi A Era do Caos.
Todos podem votar até às 23h59 do dia 02/06/2012 (sábado). Em caso de empate, a votação se estenderá por mais dois dias!
Como já sabem, não revelarei o nome dos autores, e peço que também não o façam! Sob nenhum pretexto!
Peço a todos, principalmente aos autores, que se encontrarem algum erro de edição ou formatação de minha parte, não hesite em me avisar para que eu possa corrigi-lo o mais rápido possível!
E aqui vão os textos:
Texto 1
Spoiler: Texto 1Elfos ao Caos
Eras atrás, nos primórdios de Tibia, antes mesmo de Banor e a raça humana serem criados, uma grande guerra pela sobrevivência devastou o mundo.
Assim que os deuses descobriram sua capacidade de criar vida, uma batalha pela supremacia das raças iniciou e se espelhou por todos os confins do ainda jovem Tibia. As divindades, motivadas pelos seus princípios e características, exploravam ao máximo suas habilidades criativas recém-descobertas. Raças dos mais variados tipos eram criadas a cada momento.
Foi dessa maneira que a disputa entre os deuses pelo poder e supremacia tomou um novo rumo na história.
As divindades já não lutavam entre si diretamente. Suas criações é que passaram a batalhar pelos princípios dos seus criadores, buscando assim dominar a tudo que existia, cada uma ao seu modo.
As criaturas vivas que habitavam as terras tornaram-se inconscientemente pequenas peças de um jogo de poder.
As criações dos deuses Crunor, Nornur, Batesh, Fardos e Uman buscavam seu espaço no imenso mundo, mas eram as criaturas de Brog, filho de Zathroth, O Destruidor que dominavam a superfície.
Os orcs, sua principal criação, comandavam o mundo de norte a sul e as criações dos filhos de Fardos e Uman não conseguiam conter a maré de destruição e caos causada pela investida deles.
Nesse período muitas raças surgiram e desapareceram sem deixar descendentes. Rios de sangue se viam por todos os lados, pilhas de corpos amontoados preenchiam aquele cenário atormentador.
Brog conduziu seus filhos sobre todos os seres vivos mais frágeis e assim postava-se como o criador supremo, dizimando tudo que pudesse impedir seu avanço.
Com o tempo, os dragões, que também surgiram de Brog, começaram a exigir o devido reconhecimento como a raça suprema. Garsharak, o primeiro e mais forte cuspidor de fogo, reuniu aliados e devastou grande parte dos exércitos órquicos e seus aliados ciclopes e trolls.
Batalha após batalha, a contagem de mortos aumentava exponencialmente, o solo coberto por corpos aterrorizava os deuses bondosos.
Fardos e Uman cessaram suas criações e planejaram criar um novo deus para cuidar dos mortos, porém Zathroth com toda a sua maldade corrompeu o plano e deu origem a Urgith, O Mestre dos Mortos-Vivos. O novo deus reviveu todos os falecidos e os transformou em criaturas sem vontade própria que se alimentavam de toda a vida de Tibia.
Já não bastasse toda a destruição causada pelos dragões e orcs, mais uma raça passou a sugar as forças da mãe-terra e ameaçar tudo que era belo e bom.
Vendo que tudo que criaram estava sendo consumido pela fome dos mortos-vivos de Urgith, os deuses Fardos e Uman, resolveram mais uma vez criar raças capazes de combater frente a frente com as tropas do mal.
Só que dessa vez seria diferente. As novas criaturas teriam consciência de sua existência e também livre arbítrio para defender seus propósitos.
O Criador e O Sábio tinham esperança deque assim haveria uma chance de que a Era do Caos acabasse e a harmonia voltasse ao mundo.
Unindo esforços inimagináveis até mesmo para um deus, deram vida aos pais daquelas que hoje chamamos de Raças Anciãs.
Uma dessas raças foi a dos elfos. Seres altos, de orelhas pontudas, cabelos longos, em sua maioria loiros, magros e frágeis comparados com orcs. Alimentavam-se do que a natureza os disponibilizava, por isso tinham grande respeito pela flora tibiana. Viviam em comunidades a beira de rios e perto de árvores sagradas.
Uma dessas comunidades vivia nas planícies do norte e lá levava uma vida comum e simples, cultuando a natureza, cultivando macieiras e cereais. Um grupo ainda intocado pela guerra.
Acontece que a devastação causada pelo caos estava cada vez mais perto.
Numa certa tarde quarenta elfos estavam sentados em volta de uma grande árvore cultuando o deus Crunor e agradecendo pela fertilidade da terra.
— Agradecemos a ti, generoso Crunor, por proporcionar-nos aquilo que nos é necessário na medida certa. — Dizia Lydae, Lobo Branco no idioma élfico antigo, um jovem elfo de cabelos brancos, enquanto levava um cesto com maçãs de róseas cores até o altar.
Todos os outros elfos se levantaram e fizeram uma fila atrás dele, carregando oferendas ao deus Crunor.
Flores, pedras preciosas, frutas dos mais variados tipos eram dispostas em torno de uma grande pedra azulada, acomodada no centro do altar. Com inscrições reluzentes gravadas como que por obra divina, aquele ornamento representava a Semente Criadora plantada por Crunor.
Distraídos com as oferendas, os elfos não percebem quando um grupo com cinco esqueletos e dois fantasmas saiu detrás dos arbustos e atacou os devotos em seu sagrado local.
Mesmo estando sem armas os elfos venceram sumonando lobos e arremessando bolas de energia, nunca viram nenhuma criatura daquelas tão perto de seu refúgio. Assustado Lydae correu para o centro da comunidade a fim de alertar a todos sobre o ocorrido.
— Throlian! Venha comigo, fomos atacados por uns seres estranhos. — Disse Lydae puxando o velho pela mão.
Lydae sempre fora o mais aventureiro dentre a nova geração. Desde pequeno escalava as árvores mais altas. Nadava na parte mais profunda do rio. Deixava sua pobre mãe de cabelos em pé com suas peripécias constantes. Mesmo já adulto, tinha mais energia que qualquer outro. Os demais elfos comentavam que era mais raro vê-lo sentado descansando do que encontrar uma gema púrpura.
—Acalme-se pequeno Lydae, já não tenho tanto vigor pra correr apressado por aí. — Disse Throlian seguindo lentamente.
Depois de uns poucos minutos de caminhada os dois chegaram onde o ataque havia acontecido.
— Sábio Mestre, por favor, nos diga o que são essas coisas. — Disse um elfo de cabelos escuros e rosto enrugado, apontado para a ossada dos esqueletos.
O velho elfo se agachou perante os restos dos seres derrotados, pegou um osso na mão, olhou atentamente, levou até o nariz e cheirou-o por alguns instantes.
Apesar de tentar evitar transparecer a tensão que o afligia, o semblante de Throlian demonstrava com clareza o medo para com o inesperado.
— Pensei que esse dia nunca chegaria, por favor Lydae, me ajude aqui. — Disse Throlian tentando se levantar. — Esses são os servos de Urgith, os responsáveis pela destruição do sul. O inferno bate a nossa porta. Vamos ouvir o que os deuses têm a nos dizer. Tragam os metais sagrados e preparem o ritual.
Dois elfos correram em direção do local onde os metais sagrados estavam escondidos. Fazia anos desde que os deuses haviam falado com eles pela última vez. Todos estavam ansiosos pelas palavras dos criadores.
— Muito bem, agora se afastem. — Disse Throlian posicionando os metais calculadamente em volta dele, formando um triângulo de três lados iguais.
Throlian era o mais velho da aldeia. Lydae dizia que ele já havia nascido com trezentos e cinquenta anos. Mas a verdade era que, há muitas décadas, ele era o líder espiritual, conselheiro e Arcano Supremo da comunidade. Extremamente habilidoso com a magia e com as palavras.
Manteve todos unidos por muitos invernos castigantes.
Nem mesmo a idade avançada impedia que ele continuasse ativo nas suas atividades para com seus irmãos.
Para iniciar o ritual, o velho elfo disse algumas palavras numa língua mais antiga que a élfica, enquanto os sacerdotes entoavam os cânticos antigos. Mais de uma centena presenciou a cena.
Os metais passaram a emitir um brilho esverdeado, então um feixe de luz saiu de cada pedra indo em direção à testa de Throlian, que pairou no ar e entrou em transe.
Depois de alguns minutos de silêncio o Sábio Mestre, enquanto ainda levitava, começou a falar, com uma voz grave e rouca: — Meus amados servos, por bastante tempo estiveram em segurança nesse reduto pacífico, mas além dessas terras a morte avança em vossa direção. — Throlian falava em nome de um deus. — Eu, Fardos, peço-lhes que unam-se com as outras tribos élficas, montem uma resistência afim de enfrentar os servos de Zathroth, espalhem suas sementes por onde passarem, encham o mundo de vida, avancem sobre o caos e repovoem as terras devastadas. Essa é a minha vontade e a única chance de sobreviverem. — Ordenou o deus Fardos usando a voz do elfo.
A luz emitida pelos metais sagrados foi suspensa e Throlian caiu desacordado no chão.
Naquele tempo os deuses se manifestavam de forma mais direta, às vezes até desciam ao Tibia e lutavam ombro a ombro com seus súditos.
Na manhã seguinte, partiram todos que estavam aptos a seguir as ordens do deus Fardos.
A chuva maltratou o ambiente com ventos exaltados. Ela caía desgovernada sobre toda a extensão da floresta e dos campos além dela, acompanhando eles até que chegassem à Terra Desolada. Muito além de seu refugio, aquele solo negro misturado com a água vinda do céu se transformou num emaranhado de lama pegajosa e infectante.
Naquele local inóspito uma sensação de medo passou por todo o grupo, alguns tinham até uma impressão de estarem sendo espionados.
Throlian e Lydae seguiam a frente do grupo, conversando sobre o ocorrido no altar de Crunor, quando avistaram uma fumaça enegrecida subindo os céus ao horizonte atrás de uma montanha, na direção da colônia élfica que buscavam encontrar.
O grupo seguiu com passos rápidos em direção a fumaça.
— Tem certeza que é uma boa idéia irmos até lá? — Perguntou Lydae a Throlian.
— Não saberemos o que iremos encontrar se não formos até lá. — Respondeu Throlian.
Lydae silenciou e seguiu calado acompanhado Throlian.
Depois de horas caminhando eles avistaram um acampamento. Por todo lado havia corpos de elfos menores e mais robustos, e também ossadas de esqueletos e restos de fantasmas. O fogo que consumiu aquele lugar já havia se apagado e nenhuma alma viva parecia habitar aquela vila.
— Fiquem atentos e não façam muito barulho. — Disse Lydae conduzindo o grupo para o meio do acampamento. — Vamos sair daqui, espero que a tribo de Aelrad tenha tido mais sorte.
Os barulhos ouvidos indicaram que eles não estavam sozinhos ali. Cercados por todos os lados os elfos perceberam que haviam caído em uma armadilha. Não restava outra escolha a não ser lutar.
Os servos de Urgith partiram na direção dos elfos a fim de acabar com mais uma ameaça ao domínio do caos. A comitiva élfica empunhou suas adagas e seus arcos.
Um esqueleto avançou contra Lydae, que desviou girando o corpo e chutando as costelas do esqueleto, que caiu ao chão e se despedaçou.
Rajadas de flechas foram disparadas dos arcos élficos, a maioria passava por entre os ossos das criaturas de Urgith sem causar efeito.
— Teremos que partir para o corpo a corpo. — Gritou um elfo de cabelos curtos e encaracolados atacando um esqueleto com a haste de madeira do arco.
Os outros seguiram o exemplo, despedaçando os esqueletos que não paravam de surgir.
De repente uma grande foice foi vista atrás dos esqueletos, estes se abaixaram para a sua passagem. Avançou uma figura maligna coberta por trapos. Aquele era o ceifador. Ele ergueu sua foice e atacou os elfos com muita velocidade partindo alguns ao meio.
Lydae ficou apavorado com a força daquela criatura e atirou inúmeras flechas contra ela. O ceifador, por sua vez, não era muito afetado e avançou contra Throlian que fugia aos tropeços até que se atrapalhou com os próprios pés velhos e caiu. A criatura seguia avançando, Throlian começou a pronunciar algumas palavras em uma língua estranha.
O ceifador ergueu sua foice e golpeou. Throlian gritou de dor. Sua perna esquerda fora cortada na altura dos joelhos. Numa segunda tentativa o ceifador acertou o ombro direito do velho elfo.
Onde estava seu deus agora, pensava ele enquanto tentava finalizar a conjuração.
Agonizando de dor Throlian terminou de pronunciar todas as palavras, suas mãos começaram a faiscar e então uma grande rajada de energia foi disparada em direção ao ceifador. Todos ficaram imobilizados esperando o resultado daquela magia desesperada.
Lydae correu em direção ao Sábio Mestre disparando flechas duplas contra os esqueletos que apareciam em seu caminho. As suturas feitas com folhas e ramos ungidos em licor de carvalho não foram suficientes para estancar os sangramentos.
O ceifador caído após o ataque foi estraçalhado por nove lâminas élficas que concluíram o trabalho.
O restante dos esqueletos foi facilmente abatido.
Após o embate, Lydae e o resto que sobrou do grupo élfico cavaram ali mesmo dezenas de sepulturas para os mortos em batalha, uma especial para Throlian que se sacrificou para protegê-los. Em sua lápide o epitáfio dizia:
“Morto... serei árvore,
serei tronco, serei fronde
Vida que nunca expira
Minhas raízes enlaçadas
às pedras de meu berço
serão as cordas de uma lira”
Ao fim das preces, começaram a ponderar sobre o injusto pedido feito por Fardos.
— Devemos voltar para onde viemos, esta guerra não é nossa, e sim dos deuses, todos nós vivíamos em harmonia e felicidade até que eles interferiram em nossa vida. — Disse Lydae para o resto do grupo. – Eles nos deram a capacidade de escolher nosso próprio destino e eu escolho não mais participar dessa barbárie.
O ar frio da manhã entrava em seus pulmões, e suas mãos tremiam pelo esgotamento físico. Os olhos azuis procuravam um horizonte harmonioso, uma esperança de sobreviver.
— Que assim seja então, bravo Lobo Branco. — Disse o elfo de cabelos curtos e cacheados. — Os deuses nos enviaram a um mundo hostil e tenebroso. Mas meu coração me diz que nosso destino é em meio à fertilidade da vida.
Com algumas tábuas e cipós montaram três jangadas. Navegaram o rio que escoava pelo vale a fim de encontrar melhor sorte longe daquelas terras. Tudo que se via além das margens era cinza e negro até que chegassem aos limites da Floresta Intocada.
Dela fizeram seu novo lar. Decidiram não fazer mais parte das tramas dos deuses naqueles tempos de aflição, iriam aguardar em silêncio nas profundezas das florestas, desenvolvendo-se intelectual e magicamente, mesmo tendo perdido a maioria dos segredos mágicos com a morte de Throlian.
Somente dessa forma, fugindo dá morte que esta raça conseguiu sobreiver até os nossos dias.
Os deuses por sua vez não desistiram de criar uma criatura perfeita para combater as tropas de Urgith, todas as anteriores eram facilmente esmagadas ou tinham o mesmo destino dos elfos.
Mudar este cenário de dor e destruição foi a motivação para a criação de outra raça.
Provavelmente nós, os humanos, nunca teríamos existido se a necessidade de reconstruir o Tibia não tivesse surgido.
“A Era do Caos acabou quando nós chegamos, homens fortes, inteligentes e corajosos.”
Texto 2
Spoiler: Texto 2A Batalha de Kalshara
Uman via sua mais bela criação devastada, todos seus esforços em criar novas raças para combater os servos de Zathroth haviam sido em vão, suas criações foram esmagadas por criaturas malignas libertadas por Zathroth para atormentar os seres que habitavam Tibia. Apesar da força das raças criadas por Uman, lhes faltava flexibilidade e isso era fatal na guerra contra os implacáveis inimigos que enfrentavam. A maioria dessas raças foi exterminada, mas duas delas sobreviveram: os elfos, delicadas criaturas que podem manejar arcos e instrumentos musicais com a mesma facilidade, procuraram abrigo nas profundezas impenetráveis das florestas; E os anões, talentosos ferreiros e mineiros que se entrincheiraram em suas impenetráveis fortalezas profundas nas montanhas de Tibia. Vendo que Tibia estava virando um verdadeiro cemitério dominado por mortos vivos, Uman decidiu lançar sua ultima cartada, criou uma nova raça e os chamou de humanos.
Os servos de Zathroth ficaram surpresos com a força e a destreza dos humanos, eles eram totalmente diferentes das outras criações dos deuses anciões, e assim se iniciou a maior guerra da Era do Caos.
- Senhor, Henri e sua equipe estão tendo dificuldades em conter o avanço de um grande número de guerreiros no nordeste do continente, devemos mandar reforços? – disse Carlos à Banor.
- Eu temia que isso fosse acontecer, reúna 30 guerreiros e mande eles irem ao encontro de Henri o mais rápido possível – disse Banor sério.
Banor foi o primeiro humano criado, embora ele tivesse poderes que nenhum outro humano pudesse se igualar, ele possuía muitas características que o revelavam como humano.
- Senhor, nossa força na planície Kalshara foi totalmente arrasada por um grupo de dragões ferozes, apenas um rapaz sobreviveu ao ataque, ele está do lado de fora, se o senhor quiser posso chamá-lo para que você possa interrogá-lo - Carlos falou ansioso.
- Deixe ele descansar, deve ter sido uma viagem muito cansativa até aqui, deixe que amanhã eu o interrogo – disse Banor fazendo um gesto com as mãos dispensando Carlos.
Na manhã seguinte Banor interrogou o jovem por um longo tempo, e viu que a situação na planície Kalshara era muito mais grave do que pensava, aquele era um ponto estratégico para Banor, já que fazia uma ligação direta entre o sul e o norte de Tibia, então Banor viu que era hora de ele entrar em cena.
- Carlos, reúna 30 dos nossos melhores homens, estamos partindo ainda hoje para a planície de Kalshara – disse Banor.
- Sim, senhor! Quer que eu prepare cavalos de carga para nossa viagem? – disse Carlos ansioso.
- Não serão necessários, eles só irão nos atrasar, só reúna os soldados e me encontre na saída sul, estarei esperando vocês lá com alguns arqueiros – Banor disse.
Cerca de uma hora depois Carlos voltou com 30 guerreiros armados com espadas, machados e clavas, com grandes escudos e capacetes. Assim o grupo liderado por Banor seguiu durante todo o dia sem parar em direção a planície de Kalshara, um dos lugares mais hostis e perigosos de toda a Tibia.
Eles continuaram a viagem durante toda à tarde com a impressão de que nunca avançavam. A cada passo, o horizonte atrás e diante deles parecia nunca ficar mais perto ou longe. Era como se estivessem marcando passo num mundo vazio.
Quando percebeu que estava ficando tarde, Banor freou seu cavalo.
- Vamos passar a noite aqui e descansar – ele anunciou. – Sem características marcantes no terreno que nos ajudem a estabelecer uma rota, poderíamos facilmente acabar andando em círculos.
Agradecidos, soldados e arqueiros desmontaram. Mesmo bem preparados como eram, as horas passadas no ritmo de marcha forçada os tinham deixado exaustos. Um arqueiro começou a procurar lenha para a fogueira ao redor dos poucos arbustos ressecados que cresciam na planície. Banor, percebendo o que ele tinha em mente, sacudiu a cabeça.
- Nada de fogo – recomendou. – Vão nos ver a quilômetros e não temos de idéia de que criaturas possam estar vigiando.
O arqueiro parou e deixou os poucos arbustos que tinha reunido cair no chão. Foi um acampamento frio e desanimado. Cansados do ritmo duro da viagem, todos comeram uma refeição fria: pão, frutas secas e carne fria, engolida com água fria de seus cantis. Banor assumiu o primeiro turno de vigília, e o resto dos soldados se enrolaram em suas capas para dormir.
Já cedo eles continuaram seu caminho, deixando os quilômetros para trás, hora após hora, uma igual à outra, sem nada novo para ver a não ser o mesmo terreno hostil de sempre.
Várias horas haviam se passado quando a tropa liderada por Banor finalmente chegou ao atingo forte, agora em ruínas, destruído pelas criaturas mais malignas de toda a Tibia. Banor viu que algumas paredes do forte estavam chamuscadas, uma evidência concreta de que dragões estavam por perto, ele não conseguiu achar alguma outra pista de que outros bichos poderiam estar por trás daquele ataque, e isso o preocupou bastante.
Carlos olhou pela milésima vez para a planície monótona coberta de esqueletos que se estendia à frente deles. Em algum lugar lá fora, várias criaturas assustadoras estavam esperando, talvez já com novas vítimas em mente. A voz de Banor interrompeu seus pensamentos.
- Vamos acampar aqui – ele disse. – Acho que não encontraremos um lugar mais seguro lá fora.
Banor estava preocupado com o rumo que os acontecimentos podiam tomar no dia seguinte, muito possivelmente os monstros já sabiam de sua presença e só estavam esperando o momento certo para atacar, mas Banor tinha um plano e para o funcionamento do mesmo, seus soldados teriam que agir exatamente como ele mandasse.
Quando todos seus homens acordaram Banor realinhou sua tropa e começou a avançar cautelosamente pela Planície de Kalshara. Ele tinha falado seu plano aos soldados logo quando acordaram, o plano era bem simples na verdade, os 30 soldados iriam formar um escudo humano enquanto os arqueiros ficavam um pouco mais atrás mandando flechas atrás de flechas em seus inimigos, quando eles ficassem atordoados com a súbita presença de arqueiros, os guerreiros se lançavam ao ataque juntamente com Banor e assim a luta começaria.
Não demorou muito para que um pequeno grupo de dragões surgisse na frente da tropa, eles soltaram seguidas bolas de fogo pela boca só que os fortes escudos dos guerreiros os protegeram, as bolas de fogo deixaram a prata brilhante dos escudos dos guerreiros um pouco chamuscado.
Com um grito de Banor, os arqueiros dispararam várias saraivadas de flechas, as poucas flechas que acertavam em cheio na grossa escama que envolvia o dragão não produziam grande efeito, Banor analisou a situação e tentou achar um ponto fraco nos dragões, não demorou muito para achá-lo, a pele do pescoço do dragão era muito mais fina do que o resto do corpo. Banor gritou ordens para que os arqueiros mirassem diretamente no pescoço dos dragões.
- Mirem no pescoço dos dragões! – gritou Banor aos arqueiros.
O resultado foi bem satisfatório, todos dragões foram abatidos em poucos minutos depois da ordem de Banor. Só que o pior ainda estava por vir, diante do momento de êxtase que a tropa viveu diante da morte dos dragões, Banor não percebeu que um grande exército de mortos vivos estava vindo em direção a eles.
O caos se estabeleceu na Planície de Kalshara com o aparecimento repentino de guerreiros mortos vivos, os guerreiros ao conseguirem matar os dragões jogaram seus escudos e armaduras no chão para comemorar, e quando os mortos vivos chegaram muitos deles não conseguiram se equipar a tempo e acabaram morrendo.
- Recuar! Formação três – ordenou Banor ao mesmo tempo em que derrubava três guerreiros mortos vivos com um so golpe.
Ao ouvirem as ordens de seu comandado, os guerreiros formaram um quadrado humano, e os arqueiros ficaram bem no centro do mesmo, assim eles poderiam atirar flechas a vontade sem ter que se preocupar em se defender.
A habilidade de Banor era incrível, ao mesmo tempo ele lutava contra Cinco guerreiros mortos vivos, sem levar um arranhão sequer. A situação estava começando a piorar, alguns guerreiros que formavam o quadrado que protegia os arqueiros haviam sido atingidos pelas longas lanças dos inimigos, e acabaram abrindo brechas, fazendo com que os arqueiros perdessem a proteção de que tanto precisavam.
O único motivo que mantinha os guerreiros vivos era Banor, quando ele via alguns de seus companheiros em perigo rapidamente corria até eles e liquidava sem piedade seus oponentes. Passado um tempo, Banor e seus guerreiros finalmente conseguiram derrotar as hordas de guerreiros mortos vivos. Vários soldados estavam muito feridos e tiveram que ser levados de volta para o forte para ficarem aos cuidados de Carlos, que além de servente de Banor, era um curandeiro.
Quando finalmente todos os feridos e mortos foram levados para o forte em ruínas, sobraram ao todo doze guerreiros, quatro arqueiros e Banor. O clima do grupo que havia restado era péssimo, a maioria não conseguia nem falar. Então, Banor quebrou o silêncio.
- Vocês lutaram muito bem hoje! Infelizmente tivemos algumas baixas que vão nos fazer muita falta, por isso que peço a vocês, vamos lutar por todos nossos irmãos que foram feridos e mortos aqui hoje, vamos lutar por TIBIA!
Assim, os guerreiros continuaram avançando pela planície, durante a travessia vários pequenos grupos de monstros tentavam os surpreender, mas eram facilmente aniquilados.
Banor pensava que os inimigos faziam esses curtos ataques para tentar enfraquecê-los, e ele sabia que se os ataques não fossem sucedidos, os inimigos iriam atacar com suas forças mais mortais para acabar de vez com essa guerra. E como ele estava certo...
Não demorou muito para o que Banor havia previsto acontecesse, os inimigos pararam de fazer curtos ataques e agora iriam tentar um ataque mortal. Havia tantas criaturas malignas que era impossível de contar, dragões, bestas,demônios e muitas outras criaturas avançavam em direção a eles com uma velocidade impressionante. Banor sabia que essa era a Batalha Final.
Banor passou rápidas instruções para seus companheiros, e se voltou para os inimigos. A batalha estava prestes a começar.
- LUTEM POR SEUS COMPANHEIROS! LUTEM POR TIBIA! – gritou Banor à plenos pulmões quando já avançava nas criaturas de Zathroth.
A batalha foi épica, os guerreiros de Banor lutavam com forças e habilidades jamais vistas, derrotavam várias criaturas em um só golpe, e se desviavam com certa facilidade das chamas dos dragões. Banor, como sempre lutava com cinco ao mesmo tempo com extrema facilidade, só que nesse momento da luta, o grande número de inimigos estava começando a se sobressair sobre os guerreiros de Banor, que nesse momento da batalha, eram poucos, em um curto espaço de tempo os guerreiros foram ficando cada vez mais acuados, eles não conseguiam imaginar um jeito de sair daquela situação, afinal os inimigos estavam em número muito maior. As chamas dos dragões que anteriormente eram facilmente repelidas pelos escudos dos guerreiros, agora só os faziam recuarem ainda mais e tornar a situação cada vez mais difícil. Hordas de demônios e bestas estavam começando a cercar o pequeno grupo, e o fim da batalha parecia estar perto.
Quando o fim parecia inevitável, eis que surge Carlos, as criaturas estavam tão focadas em liquidar o pequeno grupo que haviam cercado que não viram Carlos surgir tão de repente. Banor vendo que seu leal servo estava indefeso gritou:
- Salve – se Carlos! A guerra ainda não acabou! –
Só que ele não sabia o que Carlos estava tramando. Quando Carlos ficou sabendo dos acontecimentos na planície de Kalshara, começou a fazer pesquisas e experimentos para que pudesse criar uma magia capaz de derrotar uma grande legião de criaturas demoníacas de uma vez só. Como grande curandeiro que era Carlos conseguiu criar a tal magia, e pretendia usa r ela quando as coisas estivessem realmente difíceis para Banor. E ele viu que aquela era a hora de ver se sua magia realmente funcionava.
Carlos começou a pronunciar palavras estranhas,quando terminou de pronunciá-las, durante um tempo nada aconteceu. Banor foi o primeiro a perceber que pequenos tornados de gelo começavam a se formar e estavam indo em direção aos inimigos. Em questão de segundos, toda a força inimiga foi devastada pelos fortes tornados de gelo de Carlos. A alegria tomou conta da planície de Kalshara, soldados e arqueiros comemoravam juntos o que parecia ser impossível, ganharam a batalha por Kalsara. Mais uma vitória humana contra as forças implacáveis de Zathroth.
Mas essa Era estava longe de chegar ao fim, essa só foi uma batalha.
Boa sorte!![]()
Publicidade:
Jogue Tibia sem mensalidades!
Taleon Online - Otserv apoiado pelo TibiaBR.
https://taleon.online







Curtir: 



Responder com Citação





Foi a única coisa que fiquei pensando e não descobri...



) teve o seguinte desfecho...
