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Tópico: GRIM

  1. #1
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    GRIM é uma história que me surgiu ao assistir ao desenho As Terríveis Aventuras de Billy & Mandy, um desenho meio bobo, mas com um leve toque adulto. Creio que a palavra que melhor definiria GRIM com relação ao desenho seria Adaptação. Se eu não conseguir dar continuidade - o que não é tão difícil, afinal eu simplesmente não consigo continuar O Ladrão - podem encarar isto como um conto.
    Espero que gostem, e acima de tudo, critiquem.

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    Última edição por Scholles; 30-09-2008 às 18:56.

  2. #2
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    CAPÍTULO 1:
    MORTE
    Kurt saiu do seu Ford Fusion, de cor preta, com um ar mais sério do que o normal. Os óculos escuros escondiam os olhos vermelhos e desatentos, e a cabeleira preta caía, hoje sem nenhum gel. O relógio do estacionamento marcava cinco horas da manhã, e pela camisa ao avesso, estava evidente que o homem tivera que chegar ao local às pressas.

    Qualquer um que já tivesse convivido com Kurt saberia dizer que ele não estava em um bom dia; o gel era um componente característico de sua aparência, e quando não o usava, a ausência do topete o fazia parecer quase dez anos mais velho.

    A construção de mais de dez andares à sua frente irradiava um verde-vivo, parecido com um neon. O hospital fora construído em um morro, e o desnível estava claramente perceptível; a estrada de acesso era cheia de curvas e lombas.

    Kurt caminhou com velocidade até a escadaria. Muitos carros estavam pernoitando ali no estacionamento, que era coberto por árvores e arbustos naturais. Após subir os degraus, viu um segurança de terno com o walk-talk, falando apressadamente com seus superiores; continuou, e a porta de vidro se abriu à sua frente. Lá, tinha uma quantidade enorme de elevadores: Para os quartos, para enfermos, acesso privado, etc. Pegou o primeiro e se espantou com a suavidade do movimento. Geralmente hospitais tendem a economizar nesses aspectos, pensou.

    Assim que saiu do elevador, o local era lindo: O piso de azulejos, um candelabro no teto, pinturas de cores vivas, o balcão de informações logo adiante, várias poltronas para esperar. Seguiu à direita e quase abriu um sorriso; o lugar estava com uma fraca iluminação, com vários buracos no teto. Ali, as paredes eram mais sujas e não aparentavam pertencer ao mesmo local do que o aposento anterior. (Aqui, o público geralmente não tem acesso, pressupôs). Várias portas tinham tecidos bordados e pendurados com o nome dos enfermos.

    Ele parou no quarto setecentos e quinze. Hesitante, abriu a porta. Seu coração batia forte, e viu, com imenso alívio, que a mulher deitada ainda estava viva. Com um olhar de súplica, ela parecia lhe avisar que estava morrendo. Reclinada em uma poltrona, ela tinha removido o tumor do estômago fazia alguns dias, mas os médicos disseram que ela não viveria mais que alguns meses mesmo que a operação tivesse êxito.

    Ela estava com um pano envolvendo o cabelo, com o braço estendido, onde um cano pequeno entrava em sua veia. Por algum motivo desconhecido pelos médicos, ela estava em estado de choque e não conseguia falar nada.

    - Mãe, você ficará bem. Eu prometo - falou Kurt, enquanto uma lágrima solitária vertia sob sua face. '' Ou melhor, gostaria de prometer '', pensou novamente o homem.

    - Pois, talvez, tu possas. - um sibilo agudo fez ouvir-se. Por alguns momentos, o homem achou que tivesse imaginado, até ver a cara de espanto de sua mãe. O som parecia vir de todas as direções e ao mesmo tempo de lugar nenhum - Queres tentar?

    - Quem é que está falando? - Kurt falou, subitamente estremecendo de medo.

    - Todas as tuas perguntas serão respondidas se você ganhar. Tudo o que tu desejas será cumprido, conforme o que eu possa oferecer. - A voz, apesar de amedrontante, estava carregada de sensualidade. A cada palavra proferida, Kurt se sentia tentado a escutar mais uma. - Encararei teu silêncio como confirmação. Escutará três estalos, e se até o terceiro não tiveres falado algo, começaremos a jogar.

    O homem não sabia o que fazer. Confrontado, permaneceu quieto enquanto pensava. Um estalo soou, seguido logo após do segundo. Antes mesmo de cogitar se falaria, o terceiro ocorreu.

    - Pois, bem. Há uma folha no criado-mudo ao lado da cama de sua mãe. Pegue-a e a leia. Sem perguntas. - acrescentou, ao perceber que Kurt ia logo indagar o que significava - Um dado de vinte faces irá cair do teto, não te espantes. Pegue-o e o atire; o número que se sobressair será o seu resultado, e o resultado será o que você deve cumprir da folha. - ao terminar de falar, deixara o homem com mais perguntas do que respostas.

    Um dado caiu do teto, conforme o combinado. Kurt o segurou sem nenhuma firmeza, e deixou-o cair, esperando o resultado. O dado caiu no carpete e girou por alguns segundos, até parar. O número era claro: vinte; o homem sentia, apesar de não poder vê-lo, que o ser irradiava uma onda de triunfo.
    Kurt ficou de joelhos e deixou cair a folha, que ainda estava na sua mão até aquele momento. '' Resultado: 20 - Mate a sua mãe '' eram as únicas palavras escritas. Da sua face escorriam pingos de suor, e o homem viu, aos poucos, uma faca se tornar mais nítida, logo ao seu lado. Associou à sua visão, que estava turva pelas lágrimas; segurou a faca tremulamente.

    - Eu... Não posso... Como... O resultado foi... Vinte?... Não pode, não pode ser real... - balbuciou o homem, começando a falar alto, mas baixando a voz ao ponto de virar quase um sussurro no final. - Não... Não irei matá-la.

    - Vamos lá... Ela vai morrer logo se tu não fizeres com que eu lhe dê mais tempo de vida... Está tudo em suas mãos, agora...

    Kurt agora chorava, com os dentes trincados e a faca em mãos. Cenas de sua mãe, morrendo com uma faca encravada em seu corpo, não paravam de vagar pela mente confusa do homem. Ele sentia que a voz não mentia, e ao mesmo tempo tentava não acreditar.

    - Os teus tempos de vício acabaram... Eu sou real! Precisas de provas?

    Como ele sabia? Se estivesse em condições normais, certamente iria arranjar uma desculpa, uma fuga da própria culpa. Mas não estava. Mas mesmo assim, ela surgiu, talvez porque estivesse com medo do que se passava, talvez quisesse por um basta em todo aquele frenesi. Não sabia.

    Estava sob efeito das drogas. Apenas tinha se esquecido que usara drogas novamente, apenas isso. Era mais uma das viagens loucas para o mundo da fantasia, estava apenas na corda-bamba que o separava da sanidade e a loucura. Era apenas isso, a voz

    (quando temos medo, uma desculpa serve tão bem quanto uma luva, Kurt re-escutou o pai falar)

    era por causa da cocaína. Mas no fundo, ele sabia que não, e estava ciente que tentava evitar procurar as brechas na '' sua luva ''; Estava completamente lúcido, aquilo nem de longe parecia com as alucinações da droga.

    - Eu prefiro que minha mãe morra a que eu mate ela, mesmo que eu possa... Fazê-la viver mais. - Usando toda a firmeza restante no seu corpo, ele atirou as palavras para fora.

    - Última chance. Três estalos.

    Pensou no pai, e o que seu velho acharia disso tudo. Sem dúvida, preferiria que ela morresse por conta própria, mesmo que fosse morta e ressuscitada. Kurt sentiu um latejar na cabeça, enquanto vários conselhos do pai - psicólogo - não paravam de aparecer.

    (por que diabos eu estou acreditando nessa voz?)

    Kurt Vertell tomara sua decisão. Aliás, devia ser uma das poucas decisões de que ele tomara de total certeza.

    Os três estalos ocorreram (um pouco mais lentos do que a primeira vez) e então a sala ficou em um amargo silêncio, que não foi interrompido por muito tempo.

    - Tu ganhaste o desafio. - pela primeira vez naquela madrugada, a voz parecia hesitante.

    Vertell ficou confuso com a afirmação. Por um momento, quase não viu as sombras bruxuleando e criando uma forma difusa no meio da escuridão; porém, era impossível não perceber o corpo esquelético usando vestes pretas e longas e segurando uma gadanha, a lâmina reluzente, o cabo de madeira bem-trabalhado, com frases impressas em uma língua antiga.
    Última edição por Scholles; 14-09-2008 às 01:00.

  3. #3

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    Olha Elementals, eu ja vi situações muito parecidas com a que ocorreu na sua história. A mais recente seria a situação do último filme do Batman, onde, na cena dos navios com uma contagem regressiva para explodir, o cidadão coloca o detonador na caixa/o preso joga o detonador pela janela, e no final era tudo um teste - não matar "o outro" era a opção certa para o melhor resultado.

    Felizmente, enquanto eu estava lendo esqueci desse detalhe, então por um breve momento o suspense fez efeito. Porém, ao terminar de ler lembrei da situação e sensação não foi boa, pareceu um "deja-vu". (EDIT: Eu estava com uma lembrança muito nítida de uma situação quase igual, mas não conseguia identificar essa lembrança. Agora lembrei: A cena final do filme "O Labirinto do Fauno", onde o dito Fauno fala para a menina protagonista usar o punhal para tirar sangue da sua irmã bebê. Ela se recusa a fazer isso e então ele diz que era um teste, e que ela tinha passado.)

    ([opinião pessoal] teria gostado mais se ele matasse a mãe, sentindo a faca perfurar na carne e morrendo por dentro a cada centímetro que a lâmina entrasse...[/opinião pessoal])

    Acho que os escritores aqui do fórum têm que usar conclusões de cena tristes também de vez em quando, testar novas alternativas pra aprender a lidar com esse tipo de situação. Às vezes uma tragédia bem usada pode abrir um leque bem maior de possibilidades que uma resoloção benéfica pros personagens.

    Algo pra pensar: "Quantas vezes eu usei uma tragédia bem feita pra ferrar com meus personagens (irremediavelmente) nas histórias que eu criei até agora?"

    Até gostei em algumas partes, pelo suspense... Mas foi difícil não relacionar a tua história com outras coisas. Até o dado e a espécie de pacto me lembrou o Arauto da história do Emanoel, isso sem contar que a figura da morte foi a mais comum possível: esqueleto na capa preta segurando uma espécie de foice.

    Bem, agora algumas partes que estão meio estranhas:

    Os óculos escuros escondiam os olhos vermelhos e desatentos
    Deu pra entender que os olhos dele estavam cheios de pequenas veias, mas a primeira impressão que eu tive foi que a cor dos olhos dele era vermelha, então pode ser uma boa idéia dar uma reformulada na frase pra tentar passar a informação com mais precisão.

    O número era claro: vinte; o homem sentia, apesar de não poder vê-lo, que o ser irradiava uma onda de triunfo.
    Essa parte não soou bem. Nâo estava claro que um "ser" estava presente na sala. até aquele momento o leitor apenas sabia que uma voz estava ali, vinda de todos os lados (e essa multi-direção da voz fez com que parecesse que um ser místico estava falando através de um poder seu, sem estar fisicamente ali.)

    Kurt ficou de joelhos e deixou cair a folha
    Tu esqueceu de descrever o personagem pegando a folha. Pulou uma ação e passou logo pra outra.

    Kurt saiu do seu Ford Fusion, de cor preta,
    Não sei como é um carro desses, e provavelmente vários outros leitores também não vão saber. Não deu pra imaginar.

    Talvez muita da sensação ruim e dificuldade pra imaginar fossem resolvidas se tu tivesse explorado mais o capítulo, escrevendo com calma. No geral ficou uma impressão de que o texto foi escrito com pressa e deixou algumas ações um pouco incompletas ou pouco-desenvolvidas. De qualquer maneira, estou acompanhando.



    Próximo Capítulo?



    A.E. Melgraon I
    Última edição por Melgraon I; 01-08-2008 às 16:05.

  4. #4
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    Nem queria ter que postar direto assim, mas o tópico já está afundado :/

    Citação Postado originalmente por Melgraon I Ver Post
    Olha Elementals, eu ja vi situações muito parecidas com a que ocorreu na sua história. A mais recente seria a situação do último filme do Batman, onde, na cena dos navios com uma contagem regressiva para explodir, o cidadão coloca o detonador na caixa/o preso joga o detonador pela janela, e no final era tudo um teste - não matar "o outro" era a opção certa para o melhor resultado.
    Bah, não me liguei que existia isso. Eu queria um jogo que a Morte faria. De imediato, pensei nesse teste. Mas eu discordo da parte do Batman. Não sei se tu se lembra, mas quando o Batman está lá lutando contra o Coringa, ele chuta o detonador da mão do Coringa ( ou seja, ele iria explodir os navios, só que perde a bomba ).
    Felizmente, enquanto eu estava lendo esqueci desse detalhe, então por um breve momento o suspense fez efeito. Porém, ao terminar de ler lembrei da situação e sensação não foi boa, pareceu um "deja-vu". (EDIT: Eu estava com uma lembrança muito nítida de uma situação quase igual, mas não conseguia identificar essa lembrança. Agora lembrei: A cena final do filme "O Labirinto do Fauno", onde o dito Fauno fala para a menina protagonista usar o punhal para tirar sangue da sua irmã bebê. Ela se recusa a fazer isso e então ele diz que era um teste, e que ela tinha passado.)
    Nunca vi esse filme :/.
    ([opinião pessoal] teria gostado mais se ele matasse a mãe, sentindo a faca perfurar na carne e morrendo por dentro a cada centímetro que a lâmina entrasse...[/opinião pessoal])
    Putz. Fiz a escolha errada de teste :o

    Acho que os escritores aqui do fórum têm que usar conclusões de cena tristes também de vez em quando, testar novas alternativas pra aprender a lidar com esse tipo de situação. Às vezes uma tragédia bem usada pode abrir um leque bem maior de possibilidades que uma resoloção benéfica pros personagens.
    Acredite se quiser, mas eu teria escrito com muito mais facilidade Kurt matando a própria mãe do que ele desistindo. Foi, sem dúvida, o texto mais difícil de escrever pra mim. Sei lá, o desespero, essa coisa toda, nunca tinha feito nada desse tipo.
    Algo pra pensar: "Quantas vezes eu usei uma tragédia bem feita pra ferrar com meus personagens (irremediavelmente) nas histórias que eu criei até agora?"
    Infelizmente, eu tenho o grande problema '' desistência de história '', nunca consigo chegar a fundo nas histórias que escrevo. Brainstorm pra mim funciona tanto quanto ficar deitado esperando que um livro se escreva sozinho (lol)
    Até gostei em algumas partes, pelo suspense... Mas foi difícil não relacionar a tua história com outras coisas. Até o dado e a espécie de pacto me lembrou o Arauto da história do Emanoel, isso sem contar que a figura da morte foi a mais comum possível: esqueleto na capa preta segurando uma espécie de foice.
    Touché. Terminei de escrever, pensei no Arauto do Expurgo. Tentei até mudar, até fazer algo diferente, mas não consegui.

    Não sei como é um carro desses, e provavelmente vários outros leitores também não vão saber. Não deu pra imaginar.
    Nem esquenta. Não faria diferença se eu apenas falasse '' Saiu do carro preto ''. Apenas senti uma necessidade de falar o modelo :wscared:

    Talvez muita da sensação ruim e dificuldade pra imaginar fossem resolvidas se tu tivesse explorado mais o capítulo, escrevendo com calma. No geral ficou uma impressão de que o texto foi escrito com pressa e deixou algumas ações um pouco incompletas ou pouco-desenvolvidas. De qualquer maneira, estou acompanhando.
    Eu fiquei horas sentado escrevendo o prólogo, mudando, re-mudando, melhorando. Talvez devesse ter esperado mais uns dias para revisar de novo.

  5. #5

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    Não te preocupe, que o fórum ta assim mesmo...

    Vários usuários entram apenas para ver tópicos específicos que eles ja conhecem, e não se dão ao trabalho de olhar os outros. É impressionante como chove usuários de vez em quando na seção, mas se tu der uma olhada vai ver que eles só postam no mesmo tópico. É brabo. Isso sem contar os "anônimos", visitantes - estes sim me deixam frustrado: Eles aparentemente gostam da seção, pois entram e lêem as histórias, mas não estão nem aí se os tópicos morrerem por inatividade, e não postam em nada. Apenas aproveitam o que os tópicos têm a oferecer e não contribuem.

    (Ta certo que eu não posto em histórias sobre Tibia, mas procuro acompanhar todas as que não são.)


    Sobre tu demorar horas pra escrever o prólogo, de repente o que precisou foi esperar o texto "descansar" mesmo. Às vezes só em outro dia, quando as idéias iniciais tiverem parado de fervilhar, que o autor consegue ver o que ele escreveu com clareza.

    Outra coisa: Pode ser melhor escrever aos poucos, sem ficar horas e horas a fio em cima de um texto. Mas aí depende de cada um e do momento.

    E acho bem útil essa tua iniciativa em tentar fazer algo diferente do que tu sempre faz. Mesmo sendo difícil, vale como aprendizado. Não encare esse prólogo como uma "falha", um início de história onde tu escolheu mal o "teste". Na verdade esse recurso que tu usou seria bem interessante se não estivesse sendo usado também por outros autores recentes.

    Não desanime ainda. Usuários como o Emanoel e o Dark Psycho andam sumidos, e eu tenho esperança que o movimento por aqui aumente quando eles voltarem.



    A.E. Melgraon I




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  6. #6
    Banido Avatar de Hovelst
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    Então, voltou a escrever.

    Bem, desculpe a demora. Vou falar sobre o Emanoel. Quanto ao Dark Psycho, não posso falar, mas quanto ao dito cujo anterior. Ele se mudou, e andava bem ocupado, não sei se ele vai demorar a voltar freqüentar por aqui, porém, eu falei com ele no MSN esses dias atrás.

    Kurt saiu do seu Ford Fusion, de cor preta
    Acho que não há a necessidade de citar o nome do carro. Primeiro, porque faz uma propaganda sem cobrar.
    Segundo, como o Melgraon disse, nem todos conhecem o carro. Não há estritamente a necessidade de se focar no carro, mas apenas citar sobre o nível de ter um carro como esse. É de classe alta ou não? É nisso que você deve se focar.

    Eu não pude deixar de notar uma semelhança com o Roleplay do Emanoel também, apesar de não ser muita, mas a primeira coisa que veio à mente com os dados foi isso. É uma coisa meio subconsciente, mas é a primeira coisa pra quem leu ele, vai pensar. Até mesmo você, subconscientemente pode ter pensado nisso.
    Mas não tem muita relação com isso...

    Eu só não gostei do final. Usar o estereótipo de morte, uma criatura vestindo preto, como um esqueleto com uma foice, foi uma grande falta de imaginação. Aquela coisa batida, sem graça.
    (Eu teria bolado uma peça chave nesse enredo. Ao invés desse estereótipo, um homem, que seria o ponto chave do enredo, e ao final, o homem descobriria que era a morte. Mas, é você quem faz o enredo, não eu.)

    No mais, eu gostei. Houve um aspecto muito forte e que eu gosto, o suspense. Você soube trabalhar bem com ele, mas mesmo assim, faltou explorar mais o capítulo. Mas, creio eu, foi a melhor coisa que tu já apresentou por aqui. Não creio que tenha sido uma falha.

    Espero que continue com essa história.
    Obviamente, acompanhando.

    Hovelst

  7. #7
    Avatar de Drasty
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    Teu jeito de escrever lembra muito Dan Brown, os parênteses para adicionar idéias paralelas e o itálico para trasmitir o pensamento de uma personagem... Não consegui deixar de lembrar.

    Bom não gostei muito do nome em inglês "GRIM" apesar de eu achar "As Aventuras de Billy & Mandy" ou do inglês "The Grim Adventures of Billy & Mandy" muito bom! Não vejo também nenhum impace em você se basear no desenho, já que sempre temos que ter um algo a nos inspirar, ajuda muito a situar a história e quem sabe até as personagens. Não ficaria triste em ver um prospecto dos personagens na história, claro que com devidas adaptações.

    Assim como o Melgraon, eu gostaria de ver ele matando a mãe a principio, entretanto pensando depois eu acho que ficaria ridículo, afinal ele perderia sem mesmo empatar, já que a morte não tinha apresentado nenhuma "multa" se ele perdesse, algo do tipo "você vai para o inferno", "você morrer" ou qualquer outra consequência caso ele perdesse o jogo.

    Em contraste com o livro do Emanoel devo dizer que gostei muito mais dessa entrada com o jogo do que a do próprio Arauto do Expurgo, se o dado não existisse eu talvez até diria que ficou melhor que o do Emanoel. Dados são pra mim algo muito batido e que ficam cada vez mais usados. Penso porque não roxinóis ou bolas de bilhar...

    Diferente do Hovelst eu gostei da morte clássica. Dá um tom sarcástico a história e também dá o prospecto do Puro-osso do próprio desenho que pode ser trabalhado. Acho que a única coisa que eu talvez trabalhesse com mais detalhes é na foice dela que eu achei bem batida nesse finzinho.

    Esperando e gostando, não deixe essa morrer hein!

    Abraços.
    Última edição por Drasty; 03-08-2008 às 11:35.

  8. #8
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    Citação Postado originalmente por Hovelst Ver Post

    Eu só não gostei do final. Usar o estereótipo de morte, uma criatura vestindo preto, como um esqueleto com uma foice, foi uma grande falta de imaginação. Aquela coisa batida, sem graça.
    Eu acho bem legal a morte clássica. E, como o Drasty disse, é que nem o Grim Reaper do desenho. (Grim significa sinistro, e grim reaper significaria ceifador sinistro.)
    No mais, eu gostei. Houve um aspecto muito forte e que eu gosto, o suspense. Você soube trabalhar bem com ele, mas mesmo assim, faltou explorar mais o capítulo. Mas, creio eu, foi a melhor coisa que tu já apresentou por aqui. Não creio que tenha sido uma falha.
    Valeu. Realmente, foi a melhor coisa que eu já postei por aqui.

    Citação Postado originalmente por Drasty Ver Post
    Teu jeito de escrever lembra muito Dan Brown, os parênteses para adicionar idéias paralelas e o itálico para trasmitir o pensamento de uma personagem... Não consegui deixar de lembrar.
    Devo dizer que eu me viciei em Stephen King, e estou usando um estilo de escrita parecido com o dele, lá pelos anos 80 (O Cemitério)
    Bom não gostei muito do nome em inglês "GRIM" apesar de eu achar "As Aventuras de Billy & Mandy" ou do inglês "The Grim Adventures of Billy & Mandy" muito bom! Não vejo também nenhum impace em você se basear no desenho, já que sempre temos que ter um algo a nos inspirar, ajuda muito a situar a história e quem sabe até as personagens. Não ficaria triste em ver um prospecto dos personagens na história, claro que com devidas adaptações.
    Uma pequena correção, é '' As Terríveis Aventuras...'' (Terríveis seriam Sinistras). Eu pensei em fazer as coisas parecidas com o desenho, mas não acho que dará muito certo. Se tu assistiu o primeiro episódio d' As Terríveis Aventuras de Billy & Mandy, verá que meu prólogo tem uma semelhança.

    Em contraste com o livro do Emanoel devo dizer que gostei muito mais dessa entrada com o jogo do que a do próprio Arauto do Expurgo, se o dado não existisse eu talvez até diria que ficou melhor que o do Emanoel. Dados são pra mim algo muito batido e que ficam cada vez mais usados. Penso porque não roxinóis ou bolas de bilhar...
    Se tu me apresentar um jeito de mudar os dados para algo diferente, mudarei com prazer lol
    Diferente do Hovelst eu gostei da morte clássica. Dá um tom sarcástico a história e também dá o prospecto do Puro-osso do próprio desenho que pode ser trabalhado. Acho que a única coisa que eu talvez trabalhesse com mais detalhes é na foice dela que eu achei bem batida nesse finzinho.
    o/
    Uma grande dúvida que me bateu que é a maior dificuldade para mim continuar: Existe apenas uma morte ou várias? Porque, tipo com o Billy e a Mandy, o Puro-osso meio que se ' aposenta '...

    Esperando e gostando, não deixe essa morrer hein!

    Abraços.
    Tentarei não deixar. Abraços.
    Muito obrigado pelos comentários.

  9. #9
    Avatar de Neal Caffrey
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    Achei o prólogo um pouco extenso, e eu o nomearia mais como Capítulo I do que prólogo. Mas eu achei bem interessante. Me prendi bastante à história deste prólogo. A única coisa que eu sinto meio cansativo de ler é a linguagem na segunda pessoa formal, no caso tu. Eu acho um pouco cansativo, apesar de ser a forma correta de se escrever. No mais, vou continuar acompanhando, Elementals. Parabéns.
    Jason Walker e o Retorno do Príncipe
    Sexta história da série de Jason Walker e contando. Quem sabe não serão dez?

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  10. #10
    Avatar de Manteiga
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    @CRonaldo
    Discordo, o prólogo não precisa ser curto. Precisa introduzir e só. Um exemplo é o prólogo da obra "O Código da Vinci". Se me lembro bem, Brown escreveu umas três páginas ou mais de prólogo, alguém que tenha lido recentemente pode confirmar?

    @Drasty
    O modo itálico também me lembrou Brown xd

    @Topic
    Eu confesso que gostei muito do prólogo. Me envolveu e deu pra imaginar mais ou menos o hospital e o tal Kurt. Também gosto muito do desenho, o que ajudou a imaginar o "ceifador". Vou ver o rumo que vai tomar, mas pode certeza que irei acompanhar =D

    Só fiquei com uma dúvida, ele matou ou não a mãe? o.o

    Manteiga.

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    Dezesseis anos depois, estamos em paz.



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  4. Hunt Grim Reaper ~ 3 pessoas =x
    Por ..:: AthondoRRrr ::.. no fórum Tibia Videos
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  5. Fandr, Artror - RP 226, EK 218 - Hunt Grim Reaper
    Por Fandrr no fórum Tibia Videos
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    Último Post: 05-07-2008, 18:28

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