Bom dia,
Acompanho esse jogo desde 2005, mas não sou muito de postar. Porém, gostaria de aderir a discussão.
Levando em conta somente o publico brasileiro, uma pesquisa do IBOP de 2015 (
Fonte) concluiu que uma pessoa passa em média 5,3 horas no computador por dia.
Tibia é um jogo altamente do estilo griding, então podemos arredondar essa média para 5 horas por jogador (por baixo mesmo). 15~19 horas é bastante, sim. Logo deve ser algo como sharear com participação de pelo menos duas pessoas.
Tenho da mesma opinião de alguns aqui, sharear é mais "aceitável" que botter.
Sobre o Battle Eye:
Como todo serviço terceirizado, a empresa vem para solucionar problemas para a contratante (Cipsoft), normalmente seguindo passos.
O BE vai primeiro realizar análises, como verificar a rotina de uso do programa que o serviço está rodando (Tibia).
Depois, a própria empresa vai atrás dos serviços ilegais mais conhecidos (vários são facilmente encontrados por serviços de busca) e analisar como o mesmo funciona em cima do serviço da Cipsoft.
Então, o BE vai aplicar atualizações na própria biblioteca informando que tais serviços e registros são proibidos para executar enquanto o serviço de proteção estiver ativo.
Por exemplo: Se hoje o programa banir a maioria dos programas ilegais e um novo for criado no dia seguinte, este novo vai rodar por um tempo até ser identificado como software malicioso e bloqueado pelo anti-cheat. Ou seja, esse passo se repete para sempre manter a biblioteca atualizada.
Em um nível de programação mais básico, um serviço externo (programas ilegais) injeta algumas funcionalidades diretamente na memória em uso pelo programa (Tibia), o que fica bem mais fácil para um anti-cheat que fique percorrendo a memória identifica-lo, e assim bloquear sua execução.
Creio que muitos dos programas ilegais hoje no mercado são programados para funcionar desta forma, já que até pouco tempo atrás, o client do jogo era cheio de backdoor (brechas) para essas coisas.
Com todos os passos citados, cerca de 90% dos programas ilegais hoje no mercado (pagos e gratuitos) vão sair fora de cena, pois os mesmos não tem a capacidade (leia-se conhecimento técnico) para se adaptar a um anti-cheat.
Mas e os outros 10%?
Os outros 10% que não caem nesses passos é justamente o que não está apenas no nível de programação básico, ele já está num nível mais avançado.
Existem fóruns e sites que sua visualização só é permitida com pagamento ou até mesmo verificação de identidade, o que filtra bastante o publico que o acessa. Sem falar que o preço destes serviços chega a ser um absurdo em relação aos concorrentes, exatamente pela dificuldade que é de criar um serviço que não seja pego nas primeiras etapas do anti-cheat.
Pelo BE já ser uma empresa consolidada no ramo, atuando desde 2004 (
Fonte), ela já sabe que existe esse publico mais avançado quando o quesito é programação e sabe como verificar-los.
Por exemplo: O programa roda em memória kernel ou é ativo por servidor de DRM(Por ser algo muito técnico, posso explicar essas duas coisinhas em outro post/tópico).
Mas, e a minha opinião?
Levando em consideração que o jogo é antigo, o público é pequeno (Sim, é muito pequeno comparado a outras tendencias (MOBA)), poucas pessoas vão se dedicar a burlar um sistema que pode acabar com seu trabalho de meses em apenas uma semana. Mesmo que seja lucrativo vender licenças de softwares maliciosos, o número de pessoas que vão recorrer a eles daqui pra frente vai diminuir muito, tornando a pesquisa e desenvolvimento inviável.
Ou seja...
Só se preocupe com sua waste, party search e services, porque o BE vai ficar com o trabalho pesado de deixar o jogo limpo pra você se divertir.