
Postado originalmente por
Alfonzo
...
A sua finalidade no papel do seu bonequinho lá nesse mundo de fantasia é qual?
Você só sai de Dawnport com a certeza que a porta 999 vai te recompensar quando conseguir passá-la? Vivendo com a esperança que até lá haverá conteúdo atrás dela, ou com o medo de estar se esforçando por nada, por uma incerteza?
É uma excelente reflexão e um estilo de jogo a ser considerado, contudo, como destaquei acima; não consigo.
Tenho um defeito, me envolvo demais e trago para o meu personagem alguma das minhas características pessoais, o que é considerado um erro no mundo RPG.
Dito isto, permita-me fazer uma analise sobre a sua pergunta sobre Dawnport e a porta 999: O problema do questionamento é que ele vai do ponto inicial ao "final" do Tibia e está diretamente ligado ao level. Sendo assim, para se conseguir o feito você terá vivido uma boa parte de conteúdo e vencido outros feitos importantes do Tibia.
Desta forma, por mais que não exista nada por trás da porta, você estará satisfeito pelas realizações já conquistadas.
Observe que, ao focar na porta 999 seu personagem não para no tempo/espaço. Agora, tente, por exemplo, passar por uma magic wall que bloqueia um túnel em MOLS, ou até acessar um hole onde há uns rares por lá. Busque meios de matar aquela GS do deserto de Ank/Darashia, conseguir uma Warlord sword com o Cyc Npc. Tente achar a entrada do Colossus Fortress... eu poderia aqui numerar vários locais enigmáticos, contudo, em todos eles você vai apenas perder tempo (e em alguns muitooooooooooo se insitir) e nada vai ser agregado ao seu personagem, pois, ele não terá sentido algum dentro do jogo em razão da sua inexistência.
Eu não consigo jogar por jogar, acho non sense. Para mim tem que haver um propósito, um sentido, um objetivo.
Fato é que, quando entrei em MOLS e lá permaneci por 3 meses (logava e deslogava lá) mergulhado no universo literário e em mistérios, eu queria "algo", e o minimo que eu exijo é que esse "algo" exista. Posso desistir pela minha incapacidade em desvendar o mistério mas, jamais pela a inexistência do mesmo.
Observe que, nesse exemplo que lhe trago, meu char definitivamente parou no tempo e no espaço, não evoluiu em nada e o conteúdo adquirido era sem nexo e continuidade.
O que eu peço desde 2004 é que a Cip apenas afirme se "algo" existe ou não. Apenas isso!
Não quero spoil, quero apenas que ela diga com sinceridade que, por exemplo, há como se chegar ao Basilik ou entrar no Colossus Fortress, o resto seria por nossa conta.
Mas o que vemos ao longo desses 19 anos é justamente o contrário, cria-se uma atmosfera nebulosa para manter o player focado naquela fábula sem fim, pois, o local por trás da história não foi construído.
Por fim, sobre a transferência "terapêutica" da frustração, que é um viés do game permitido. Compreendo o RPG por trás da sua sugestão contudo, acho totalmente injusto e jamais adotaria. Seria incapaz - pela questão pessoal abordada no inicio do post - de matar outro personagem por um frustração da qual ele não teve algum tipo de participação.