Capítulo anterior
Spoiler: Breve resumo do capítulo anterior
Segundo Capítulo
O Comércio da Cidade NovaMinha visão voltou ao normal. Comecei a observar tudo ao meu redor, demorei cerca de 15 segundos para me dar conta que de fato eu não conhecia aquela cidade. Ela era muito bonita, sua arquitetura havia me chamado muito a atenção, mas eu precisava andar... tinha que descobrir o que havia acontecido comigo e o por quê.
Comecei a caminhar sem rumo algum, olhei para dentro do banco e avistei uma mulher, me parecia muito simpática, vestia uma roupa esverdeada, muito feia. A simpatia transbordava seu corpo, e vejam só que engraçado: seu cabelo tinha a mesma cor que o meu! Pesei comigo: "se foi por conta do cabelo que aqueles anões me nocautearam, acredito que ela não vai fazer o mesmo!". Não hesitei em chamá-la, mas não tive respostas. Fui até o cubículo que ela ficava e perguntei onde ficava o templo, pois eu sabia que se o encontrasse, poderia descobrir mais coisas sobre aquela cidade estranha. Ela começou a falar algumas coisas sem sentido e eu não tinha entendido absolutamente nada! Me desculpei, dei meia volta e saí, com o rosto mais vermelho do que um pimentão porque estava muito envergonhado.
Eu não entendia o que ela falava, fiquei muito envergonhado.
Perguntei a um rapaz que estava na parte de fora da construção, acredito que ele estava efetuando trocas na cidade, pois portava duas grandes mochilas, que mal conseguia carregar. Perguntei à ele onde eu estava.
- Hehe, sempre tem um desinformado que me enche o saco, só posso ter cara de guia turístico. Ah, me desculpe, estou sem paciência ultimamente, meus clientes estão dizendo que meus cogumelos estão ruins e que minha carne está sem gosto, eu me esforço para conseguir e é assim que eles me tratam. Me desculpe novamente, qual era sua pergunta mesmo?
- Onde estou?
- Bem vindo a Carlin, explorador!
- Hahaha, não estou explorando nada, onde fica o templo da cidade?
- Posso te informar se me fizer algum favor em troca, está interessado?
- O QUE? Quer que eu pague por uma informação??? - Falei, indignado com a tentativa do rapaz de tirar proveito.
- Não! Somente quero que experimente minha carne e me diga se ela realmente está sem gosto...
- Tudo bem...
Comi um pedaço daquela carne, ela fedia muito! Ele deveria ter pego de algum troll das montanhas... Não senti gosto algum, parecia que eu estava mastigando pedregulhos de terra... mas respondi, educadamente:
- Está ótima! Esta carne é de que criatura?
- Viu só? Eu disse que as pessoas desta cidade são loucas! Eu consegui elas por aí, é lógico que não posso passar as informações de minha fonte de lucro. Ah, o templo fica a leste daqui, caminhe uns 50 passos, até mais, explorador!
Mercador me dando as coordenadas.
"Aham, sim... no mínimo o vendedor achou aquela carne no chão, podre!" pensei comigo mesmo. Agradeci o rapaz e continuei minha caminhada, desta vez eu tinha um rumo: leste. Quando me distanciei do comerciante comecei a cuspir toda aquela porcaria no chão, era insuportável!
Um homem me viu cuspindo e rindo da minha agonia disse:
- Quer uma carne de verdade, explorador? Posso ver que você não é daqui.
- Como sabe que não sou daqui? E eu não tenho dinheiro para carne, fui roubado na noite passada.
- Ora, que triste, tome aqui, uma carne de verdade! Bem, sei que você não é daqui porque você deu atenção àquele "vendedor". - O rapaz falou com um tom irônico que era impossível de não ser notado.
- Muito obrigado, eu estava com muita fome, mas o que tem ele? Como você se chama?
Falei, comendo rapidamente a carne que estava muito gostosa.
- Ele é um traste, rouba as pessoas que tem o coração bom, geralmente descuidados e inocentes, assim como você. Ah, meu nome é Lector, e o seu?
Quando ele falou Lector, na mesma hora relacionei com a palavra leite e me esbaldei rindo, por dentro, é claro. Achei muito engraçado, não conseguia me conter, mas disfarçadamente respondi:
- Sou o Caboclo! Mas me diga, onde fica o templo?
Eu não conseguiria mais me segurar por muito tempo, eu tinha que rir.
- Logo aqui do lado! Até mais, amigo!
Me despedi rapidamente, e saí, quando me virei, ri muito " *ROFL* *LOL* LEITEEEE, MEU NOME É LEITE, NÃO POSSO FERMENTAR, SENÃO VOU FICAR AZEDO!". E de repente eu e me dei conta de que Lector não tinha nada a ver com leite. Até mesmo fiquei mal, pois o moço tinha um bom coração. Remorso. Eu realmente não tinha um bom senso de humor, aquilo não teve graça alguma!
Não sei como eu vi graça no nome de Lector, mas foi muito bom chorar de rir.
Limpei as lágrimas de tanto rir, olhei para frente e me deparei com um grande templo. Tinha alguns pilares muito grandes, duas belas estátuas na entrada e dentro do templo... duas esculturas vermelhas, não sei explicar o que era, só sei que era estranho. Avistei uma mulher, ela vestia uma roupa muito bonita, preta e segurava um laço branco nas costas. Acho que é desconfortável sempre ter que segurar aquela espécie de manta nas costas. Me admirei novamente com a arquitetura. Pensei por cerca de 10 segundos olhando para o rosto dela, e ela me olhando, tentando entender o que se passava pela minha cabeça. Criei coragem e fui falar com ela.
Já disse que eu adorei a arquitetura de Carlin?
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Seria isso galera! Gostaram?
Pelo que eu vi, muitos comentaram *-* isso é muito bom! hahahah, estou me envolvendo muito na históriaGostaria de agradecer especialmente ao Danboy por ter me ajudado na revisão do capítulo.
Spoiler: Resposta ao Senhor das Botas
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Gostaria de agradecer especialmente ao Danboy por ter me ajudado na revisão do capítulo.

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