“Diane de Monx trabalha para uma multinacional que produz “hentais” pornográficos. Essa empresa sabe que a concorrente, Demonlover, quer roubar informações sigilosas e infiltrou operários no local. Para resolver o caso, Diane é enviada para capturar os espiões.”
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Primeiro, “hentais pornográficos” é bem redundante, né...
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“Espionagem na Rede”, filme francês que passou sexta na Cultura. Eu sempre assisto a sessão “Mostra Internacional de Cinema”, mas claro que essa semana tive mais vontade de vê-la por causa da sinopse =s.
A protagonista é uma mulher empregada de uma empresa chamada Mangatronics que trabalha com um nome falso na concorrente Demonlover, com o intuito de sabotar seus projetos. No início – após usar de alguns meios, digamos, bem ilícitos - ela consegue tomar o controle de uma parceria com a TokyoAnime, empresa japonesa produtora de hentais. A intenção era fazer com o que negócio não andasse para que a Mangatronics pudesse fechar um acordo com os japoneses, porém ela acaba não tendo sucesso.
Em geral, essa foi a única parte que focou nas animações adultas japonesas. Com cenas explícitas, inclusive. Acho que não via um hentai passar na televisão há bem mais de dez anos, quando a BAND exibiu “A Lenda do Demônio”, ou algo assim =d.
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E admito que o melhor momento do filme, para mim, foi esse. A cena onde essa mulher e seu patrão discutem com homens de idade japoneses sobre as animações chegou a ser até engraçada, por conta do forte choque cultural:
Os franceses reclamando do fato de as personagens não terem pelos pubianos, o que as caracterizaria como crianças; os japoneses dizendo que pelos pubianos eram proibidos no Japão – você só vê isso em animações bem velhas mesmo, da década de 80 e início de 90.
Ou então o francês perguntando se os autores se baseavam em fotos de crianças ou pessoas que conheciam na realidade; os japoneses rebatendo que eles não faziam um trabalho desse tipo, eram todas adultas. Tá... E ficaram até ofendidos com isso.
Mas o ápice foi quando o francês viu uma cena de um dos hentais – era um típico “demônio com tentáculos”, o que já dá para imaginar o que acontecia – e disse secamente “Parece que ela não está gostando...”, “Ah, não traduz isso não”, pediu em seguida para a intérprete.
E ainda, no fim, um dos animadores fala que animações desse tipo estavam condenadas, que não durariam mais do que dois anos; o futuro era 3D, e mostrou a ele uma cena curta e mal feita – o filme é de 2002 – em 3D de uma produção hentai. Justificou o alto preço para o fato de ainda não poderem fazer algo maior e melhor.
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O curioso é assistir isso em 2011 e reparar que essa ideia ainda é ridícula e inviável...
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Enfim, o resto do filme é bem confuso e insano. E monótono, tendo como único artifício para chamar a atenção o mundo sórdido que é mostrado. E o final parece demais com os de certos filmes de terror americanos. Aquilo de “pois é, você também foi pega e tudo continua do mesmo jeito”.
Dard*