Primeiro turno votei na Marina, e agora vou na Dilma...
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Dilma
Serra
Branco/Nulo
Não sabe




Primeiro turno votei na Marina, e agora vou na Dilma...
Dilma, é evidente.
Serra não gosta de servidores nem de concursos públicos, muito menos de um Estado atuante.
Prefere a maravilha das terceirizações e dos contratos de gestão, transformando o governo em um grande agenciador de empresas.
Não poderia discordar mais das ideias de um candidato.
Além disso, para o seu partido o Brasil é uma enorme São Paulo cercada de um povo estranho que só pensa em roubar suas riquezas.
Dilma é ruim, mas é um mal necessário.
Realmente o lula é um revolucionário, que magicow!
Trago mais um depoimento a vocês em cima de dados, não de palavras.
"Qual o Legado do Governo Lula?
25/09/10 10:58 Filed in: Política
Prof. Dorival Filho
Durante todo o governo Lula fomos bombardeados com a afirmação “nunca antes na história desse país”. Verdade ou mentira, essa frase tão repetida terminou por fazer muitos acreditarem em que tudo o que há de bom no país surgiu no governo Lula. Então, agora que seu governo está chegando ao fim, cabe a pergunta: qual será o seu legado?
- Será o combate à pobreza?
A pobreza no Brasil começou a ser reduzida de forma significativa a partir da estabilização da economia, com o fim da inflação. O Plano Real foi criado no governo do Presidente Itamar Franco pelo então ministro da economia Fernando Henrique Cardoso (FHC). Na ocasião, o PT, Lula à frente, foi ferrenhamente contra o plano.
Ninguém perde mais com a inflação do que os pobres. A classe média e os ricos podem se defender melhor da inflação com aplicações bancárias. Os pobres não têm essa opção. Segundo o IBGE o número de pessoas que saiu da pobreza no primeiro governo Lula foi praticamente o mesmo do primeiro governo FHC - que eu saiba ainda não saiu a comparação entre os 2 últimos governos dos 2 presidentes.
Portanto, o combate à pobreza não é obra do governo Lula, a pobreza vem reduzindo desde o governo FHC.
- Será o Bolsa Família?
O maior programa social do governo Lula é o Bolsa Família. É também um grande responsável pela popularidade do Presidente. Mas, sua criação deve-se ao governo Lula?
O decreto que criou o Bolsa Família no parágrafo único do artigo 1º da lei diz que o Bolsa Família será feito a partir da unificação de 5 programas. São eles:
1. Bolsa Escola, criado em abril de 2001 (FHC).
2. Programa Nacional de Acesso à Alimentação, de junho de 2003 (Lula).
3. Bolsa Alimentação, de setembro de 2001 (FHC).
4. Auxílio-gás, de janeiro de 2002 (FHC).
5. Cadastramento único do governo federal, de julho de 2001 (FHC).
Perceba que dos 5 programas sociais que originaram o Bolsa Família, 4 foram criados no governo FHC. Mas tem mais. Lula era contra esse tipo de programa. Em 2001, em discurso, ele, criticando FHC, disse que esse tipo de programa desestimula o sertanejo a querer plantar quando chove.
Então, não, o Bolsa Família não é uma criação legítima do governo Lula.
- Será uma melhor gestão do dinheiro público?
A lei que mantém a economia do Brasil em pé é a lei de responsabilidade fiscal, criada pelo governo FHC. O PT, com Lula à frente, foi contra.
Essa lei proíbe, entre outras coisas, que prefeitos, governadores e presidente, gastem mais do que arrecadam. Impede um endividamento infinito do Estado. Enfim, foi essa lei que acabou com a farra com as contas públicas que sempre esteve presente no Brasil.
Sem essa lei, por mais que o Presidente se empenhasse, prefeitos e governadores poderiam arruinar a economia do país com dívidas crescentes. Aprovar essa lei no Congresso exigiu um enorme desgaste porque a oposição à FHC era contra.
- Será a estabilidade da economia?
Como já citado aqui, a estabilidade da economia iniciou no governo Itamar e foi consolidada nos 2 mandatos do governo FHC. Duvida?
Desde que tomou posse, Lula conta como presidente do Banco Central, o cargo mais importante para a definição da política monetária, com Henrique Meirelles. Ocorre que Henrique Meirelles era deputado federal pelo PSDB, partido de FHC. Ou seja, para dirigir a política monetária, Lula chamou o PSDB porque sabia, apesar de dizer que recebeu uma herança maldita, que a tecnologia que colocou a economia desse país em ordem foi criada pelo PSDB.
Não preciso dizer que o PT foi contra a nomeação de Henrique Meirelles mas, felizmente, Lula impôs sua decisão ao partido.
- Será a melhoria da saúde e educação?
O melhor ministro da saúde que esse país já teve foi José Serra. Escolhido pela ONU como o melhor ministro da saúde do mundo. O governo Lula não deu continuidade a muitos dos programas criados por Serra no governo FHC. O ministério da saúde perdeu completamente o brilho.
FHC foi o primeiro Presidente da história do país a colocar praticamente todas as crianças na escola. Não eram escolas de boa qualidade, mas elas estavam lá. Lula passou 8 anos no governo, não melhorou a educação básica e, pior, o número de matrículas diminuiu durante seu mandato. Além disso, sua prioridade foi construir novas universidade federais, quando deveria ser um maior investimento na educação básica.
Analisando friamente, percebe-se que os grande feitos do governo Lula tiveram sua origem no governo de Fernando Henrique Cardoso. Foi o governo FHC que estabeleceu as bases da economia na qual o governo Lula, corretamente, se apoiou. Só lhe faltou a grandeza necessária para assumir o que recebeu de bom. A popularidade de FHC era tão grande que ele venceu as duas eleições que disputou para Presidente ainda no primeiro turno, coisa que Lula nunca conseguiu. Era preciso desconstruir a boa imagem de FHC e o PT conseguiu isso fazendo boa parte da população ter a sensação de que sua passagem pela presidência foi um desastre. Não foi.
Então, não há nenhum legado resultante de 2 governos Lula? Há, sim. A tomada brasileira. Essa invenção estúpida que veio para atormentar a vida de milhões de brasileiros é uma criação legítima do governo Lula. Em que pode ajudar o país a criação de um modelo de tomada único no mundo? Em que pode ser útil mais uma fonte de incompatibilidade?
Engenheiros elétricos pediram para que esse novo padrão não fosse adotado. Em vão. A ideia é tão absurda que chego a pensar que sua criação deve ter sido resultado de corrupção. Os fabricantes de tomada com certeza ficaram muito contentes.
Os anos passarão, mas seremos por muito tempo obrigados a lembrar de Lula toda vez que introduzirmos uma tomada na parede. Pronto, ele se tornou inesquecível."
Desculpem, é um depoimento muito grande mesmo, mas que traz verdade, e não discussão de crianças num tópico do tbr.
Abraços.
http://img114.imageshack.us/img114/1...fcassinar9.png
Mais que um time, uma PAIXÃO...
7-3-3
esse ano não deu... que venha ano que vem!
Realmente, esse padrão de tomada novo é um absurdo! Além do preço exorbitante que os adaptadores tem - cerca de 10 reais, imaginem a trabalheira que empresas extrangeiras e também brasileiras tem pra poder adaptar os seus produtos à esta bosta de tomada.
Empresas brasileiras, caso queiram exportar, precisam fazer um estilo de tomada pra poder vender aqui no Brasil, e outro pra poder exportar. O mesmo pra empresas extrangeiras. Imaginem o quanto isso não deve aumentar no preço dos eletrodomésticos!!
Estava falando disso na faculdade ontem a noite.
Se tem alguém do Rio aqui do fórum com mais de 20 anos com certeza se lembra da Telerj.
Aquela droga de serviço público, prestava mal seu papel além de não atender boa parte da população(bairros como méier não tinham muitos telefones).
Foi privatizado. A Telemar (atual OiTelemar) melhorou bastante o serviço.
Eu queria que tivessem privatizado a CEDAE (Companhia Estadual de Águas e Esgotos), pois o serviço dela é podre.
Não vejo motivos pra não votar no Serra por causa da privatização neste apecto.
A economia só está com folga agora, pq FHC deixou uma base pro Lula. FATO!
Mas voltando aos candidatos:
~> Serra tem experiência em gestão e já foi eleito pra vários cargos;
~> Dilma nunca foi eleita;
Outro argumento contra Dilma é dado pelo The Economist: The handover
Alguns trechos traduzidos pela Bandeirantes:
Eu não acho que ela mereça meu voto por isso vou ver as proposta e debates, mas por enquanto é Serra."O fato de Dilma depender tanto do apadrinhamento de Lula é uma situação vergonhosa, pois o Brasil necessita de um líder forte e independente"
(...)
“Se ela for vitoriosa, não vai ser graças à sua personalidade ou realizações, mas devido à espantosa popularidade de Lula e à sua presença incansável ao seu lado durante a campanha (muitas vezes violando a lei eleitoral)”
Edição: Ainda bem que na urna aparece a foto do candidato, pq percebi que votei na Dilma por engano aqui no fórum.
Última edição por Cavaleiro Calmo; 27-01-2011 às 22:55.
É um argumento que parte de duas premissas equivocadas:Postado originalmente por Chakaw
1. Que Lula é um revolucionário (nunca foi, é o nosso Lech Walesa, cumpriu bem o papel de anestesiar a esquerda).
2. Que um presidente precisa deixar um legado para o país.
Lula não é revolucionário, "nunca na história desse país" os banqueiros lucraram tanto.
Quanto aos legados, gostaria de saber o legado deixado por Serra nas administrações da cidade e do estado de São Paulo, além de ter abandonado o mandato de prefeito na metade para disputar o governo em 2006, depois de ter prometido aos seus eleitores que não o faria.
Presidentes não devem deixar legados, não são messias, nem têm o dom da onipotência.
O que temos é o confronto entre duas formas de administrar, a petista de centro-esquerda e a neo-liberal tucana.
Dilma vai governar distribuindo renda através de programas de governo, Serra pretende gerar renda através da iniciativa privada e do livre mercado.
Como acho que as notícias devem ir além da imprensa marrom da meia dúzia de famílias que domina o jornalismo (Civita, Marinho, Frias, Mesquita), trago também um texto enorme sobre as proezas do FHC, que serve de paradigma de um governo tucano.
Entre elas estão as malas de dinheiro do Serjão (Sérgio Motta, ministro das Comunicações de FHC) para comprar os votos que criaram a reeleição; a falta de investimentos em infraestrutura que gerou o apagão de energia elétrica em 2001; as privatizações a preço muito abaixo do mercado de empresas extremamente lucrativas, como a Vale do Rio Doce; o desvio de milhões para salvar os bancos Econômico do ACM, Marka-FonteCindam do Cacciola, Nacional etc.
O problema é que no passado tudo é cor-de-rosa e nada foi tão bom quanto "naqueles tempos".
FONTE: http://www.consciencia.net/corrupcao...scandalos.html
45 escândalos que marcaram o governo FHC
1 - Conivência com a corrupção
O governo do PSDB tem sido conivente com a corrupção. Um dos primeiros gestos de FHC ao assumir a Presidência, em 1995, foi extinguir, por decreto, a Comissão Especial de Investigação, instituída no governo Itamar Franco e composta por representantes da sociedade civil, que tinha como objetivo combater a corrupção. Em 2001, para impedir a instalação da CPI da Corrupção, FHC criou a Controladoria-Geral da União, órgão que se especializou em abafar denúncias.
2 - O escândalo do Sivam
O contrato para execução do projeto Sivam foi marcado por escândalos. A empresa Esca, associada à norte-americana Raytheon, e responsável pelo gerenciamento do projeto, foi extinta por fraudes contra a Previdência. Denúncias de tráfico de influência derrubaram o embaixador Júlio César dos Santos e o ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Mauro Gandra.
3 - A farra do Proer
O Proer demonstrou, já em 1996, como seriam as relações do governo FHC com o sistema financeiro. Para FHC, o custo do programa ao Tesouro Nacional foi de 1% do PIB. Para os ex-presidentes do BC, Gustavo Loyola e Gustavo Franco, atingiu 3% do PIB. Mas para economistas da Cepal, os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões, incluindo a recapitalização do Banco do Brasil, da CEF e o socorro aos bancos estaduais.
4 - Caixa-dois de campanhas
As campanhas de FHC em 1994 e em 1998 teriam se beneficiado de um esquema de caixa-dois. Em 1994, pelo menos R$ 5 milhões não apareceram na prestação de contas entregue ao TSE. Em 1998, teriam passado pela contabilidade paralela R$ 10,1 milhões.
5 - Propina na privatização
A privatização do sistema Telebrás e da Vale do Rio Doce foi marcada pela suspeição. Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de FHC e do senador José Serra e ex-diretor da Área Internacional do Banco do Brasil, é acusado de pedir propina de R$ 15 milhões para obter apoio dos fundos de pensão ao consórcio do empresário Benjamin Steinbruch, que levou a Vale, e de ter cobrado R$ 90 milhões para ajudar na montagem do consórcio Telemar.
6 - A emenda da reeleição
O instituto da reeleição foi obtido por FHC a preços altos. Gravações revelaram que os deputados Ronivon Santiago e João Maia, do PFL do Acre, ganharam R$ 200 mil para votar a favor do projeto. Os deputados foram expulsos do partido e renunciaram aos mandatos. Outros três deputados acusados de vender o voto, Chicão Brígido, Osmir Lima e Zila Bezerra, foram absolvidos pelo plenário da Câmara.
7 - Grampos telefônicos
Conversas gravadas de forma ilegal foram um capítulo à parte no governo FHC. Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas de Luiz Carlos Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e André Lara Resende, então presidente do BNDES, articulando o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FHC entrou na história, autorizando o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil.
8 - TRT paulista
A construção da sede do TRT paulista representou um desvio de R$ 169 milhões aos cofres públicos. A CPI do Judiciário contribuiu para levar o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do Tribunal, para a cadeia e para cassar o mandato do Senador Luiz Estevão (PMDB-DF), dois dos principais envolvidos no caso.
9 - Os ralos do DNER
O DNER foi o principal foco de corrupção no governo de FHC. Seu último avanço em matéria de tecnologia da propina atende pelo nome de precatórios. A manobra consiste em furar a fila para o pagamento desses títulos. Estima-se que os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor dos precatórios para a quadrilha que comandava o esquema. O órgão acabou sendo extinto pelo governo.
10 - O "caladão"
O Brasil calou no início de julho de 1999 quando o governo FHC implementou o novo sistema de Discagem Direta a Distância (DDD). Uma pane geral deixou os telefones mudos. As empresas que provocaram o caos no sistema haviam sido recém-privatizadas. O "caladão" provocou prejuízo aos consumidores, às empresas e ao próprio governo. Ficou tudo por isso mesmo.
11 - Desvalorização do real
FHC se reelegeu em 1998 com um discurso que pregava "ou eu ou o caos". Segurou a quase paridade entre o real e o dólar até passar o pleito. Vencida a eleição, teve de desvalorizar a moeda. Há indícios de vazamento de informações do Banco Central. O deputado Aloizio Mercadante, do PT, divulgou lista com o nome dos 24 bancos que lucraram muito com a mudança cambial e outros quatro que registraram movimentação especulativa suspeita às vésperas do anúncio das medidas.
12 - O caso Marka/FonteCindam
Durante a desvalorização do real, os bancos Marka e FonteCindam foram socorridos pelo Banco Central com R$ 1,6 bilhão. O pretexto é que a quebra desses bancos criaria risco sistêmico para a economia. Chico Lopes, ex-presidente do BC, e Salvatore Cacciola, ex-dono do Banco Marka, estiveram presos, ainda que por um pequeno lapso de tempo. Cacciola retornou à sua Itália natal, onde vive tranqüilo.
13 - Base de Alcântara
O governo FHC enfrenta resistências para aprovar o acordo de cooperação internacional que permite aos Estados Unidos usarem a Base de Lançamentos Espaciais de Alcântara (MA). Os termos do acordo são lesivos aos interesses nacionais. Exemplos: áreas de depósitos de material americano serão interditadas a autoridades brasileiras. O acesso brasileiro a novas tecnologias fica bloqueado e o acordo determina ainda com que países o Brasil pode se relacionar nessa área. Diante disso, o PT apresentou emendas ao tratado – todas acatadas na Comissão de Relações Exteriores da Câmara.
14 - Biopirataria oficial
Antigamente, os exploradores levavam nosso ouro e pedras preciosas. Hoje, levam nosso patrimônio genético. O governo FHC teve de rever o contrato escandaloso assinado entre a Bioamazônia e a Novartis, que possibilitaria a coleta e transferência de 10 mil microorganismos diferentes e o envio de cepas para o exterior, por 4 milhões de dólares. Sem direito ao recebimento de royalties. Como um único fungo pode render bilhões de dólares aos laboratórios farmacêuticos, o contrato não fazia sentido. Apenas oficializava a biopirataria.
15 - O fiasco dos 500 anos
As festividades dos 500 anos de descobrimento do Brasil, sob coordenação do ex-ministro do Esporte e Turismo, Rafael Greca (PFL-PR), se transformaram num fiasco monumental. Índios e sem-terra apanharam da polícia quando tentaram entrar em Porto Seguro (BA), palco das comemorações. O filho do presidente, Paulo Henrique Cardoso, é um dos denunciados pelo Ministério Público de participação no episódio de superfaturamento da construção do estande brasileiro na Feira de Hannover, em 2000.
16 - Eduardo Jorge, um personagem suspeito
Eduardo Jorge Caldas, ex-secretário-geral da Presidência, é um dos personagens mais sombrios que freqüentou o Palácio do Planalto na era FHC. Suspeita-se que ele tenha se envolvido no esquema de liberação de verbas para o TRT paulista e em superfaturamento no Serpro, de montar o caixa-dois para a reeleição de FHC, de ter feito lobby para empresas de informática, e de manipular recursos dos fundos de pensão nas privatizações. Também teria tentado impedir a falência da Encol.
17 - Drible na reforma tributária
O PT participou de um acordo, do qual faziam parte todas as bancadas com representação no Congresso Nacional, em torno de uma reforma tributária destinada a tornar o sistema mais justo, progressivo e simples. A bancada petista apoiou o substitutivo do relator do projeto na Comissão Especial de Reforma Tributária, deputado Mussa Demes (PFL-PI). Mas o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o Palácio do Planalto impediram a tramitação.
18 - Rombo transamazônico na Sudam
O rombo causado pelo festival de fraudes transamazônicas na Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia, a Sudam, no período de 1994 a 1999, ultrapassa R$ 2 bilhões. As denúncias de desvios de recursos na Sudam levaram o ex-presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA) a renunciar ao mandato. Ao invés de acabar com a corrupção que imperava na Sudam e colocar os culpados na cadeia, o presidente Fernando Henrique Cardoso resolveu extinguir o órgão. O PT ajuizou ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a providência do governo.
19 - Os desvios na Sudene
Foram apurados desvios de R$ 1,4 bilhão em 653 projetos da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, a Sudene. A fraude consistia na emissão de notas fiscais frias para a comprovação de que os recursos recebidos do Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor) foram aplicados. Como no caso da Sudam, FHC decidiu extinguir o órgão. O PT também questionou a decisão no Supremo Tribunal Federal.
20 - Calote no Fundef
O governo FHC desrespeita a lei que criou o Fundef. Em 2002, o valor mínimo deveria ser de R$ 655,08 por aluno/ano de 1ª a 4ª séries e de R$ 688,67 por aluno/ano da 5ª a 8ª séries do ensino fundamental e da educação especial. Mas os valores estabelecidos ficaram abaixo: R$ 418,00 e R$ 438,90, respectivamente. O calote aos estados mais pobres soma R$ 11,1 bilhões desde 1998.
21 - Abuso de MPs
Enquanto senador, FHC combatia com veemência o abuso nas edições e reedições de Medidas Provisórias por parte José Sarney e Fernando Collor. Os dois juntos editaram e reeditaram 298 MPs. Como presidente, FHC cedeu à tentação autoritária. Editou e reeditou, em seus dois mandatos, 5.491medidas. O PT participou ativamente das negociações que resultaram na aprovação de emenda constitucional que limita o uso de MPs.
22 - Acidentes na Petrobras
Por problemas de gestão e falta de investimentos, a Petrobras protagonizou uma série de acidentes ambientais no governo FHC que viraram notícia no Brasil e no mundo. A estatal foi responsável pelos maiores desastres ambientais ocorridos no País nos últimos anos. Provocou, entre outros, um grande vazamento de óleo na Baía de Guanabara, no Rio, outro no Rio Iguaçu, no Paraná. Uma das maiores plataformas da empresa, a P-36, afundou na Bacia de Campos, causando a morte de 11 trabalhadores. A Petrobras também ganhou manchetes com os acidentes de trabalho em suas plataformas e refinarias que ceifaram a vida de centenas de empregados.
23 - Apoio a Fujimori
O presidente FHC apoiou o terceiro mandato consecutivo do corrupto ditador peruano Alberto Fujimori, um sujeito que nunca deu valor à democracia e que fugiu do País para não viver os restos de seus dias na cadeia. Não bastasse isso, concedeu a Fujimori a medalha da Ordem do Cruzeiro do Sul, o principal título honorário brasileiro. O Senado, numa atitude correta, acatou sugestão apresentada pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR) e cassou a homenagem.
24 - Desmatamento na Amazônia
Por meio de decretos e medidas provisórias, o governo FHC desmontou a legislação ambiental existente no País. As mudanças na legislação ambiental debilitaram a proteção às florestas e ao cerrado e fizeram crescer o desmatamento e a exploração descontrolada de madeiras na Amazônia. Houve aumento dos focos de queimadas. A Lei de Crimes Ambientais foi modificada para pior.
25 – Os computadores do FUST
A idéia de equipar todas as escolas públicas de ensino médio com 290 mil computadores se transformou numa grande negociata. Os recursos para a compra viriam do Fundo de Universalização das Telecomunicações, o Fust. Mas o governo ignorou a Lei de Licitações, a 8.666. Além disso, fez megacontrato com a Microsoft, que teria, com o Windows, o monopólio do sistema operacional das máquinas, quando há softwares que poderiam ser usados gratuitamente. A Justiça e o Tribunal de Contas da União suspenderam o edital de compra e a negociata está suspensa.
26 - Arapongagem
O governo FHC montou uma verdadeira rede de espionagem para vasculhar a vida de seus adversários e monitorar os passos dos movimentos sociais. Essa máquina de destruir reputações é constituída por ex-agentes do antigo SNI ou por empresas de fachada. Os arapongas tucanos sabiam da invasão dos sem-terra à propriedade do presidente em Buritis, em março deste ano, e o governo nada fez para evitar a operação. Eles foram responsáveis também pela espionagem contra Roseana Sarney.
27 - O esquema do FAT
A Fundação Teotônio Vilela, presidida pelo ex-presidente do PSDB, senador alagoano Teotônio Vilela, e que tinha como conselheiro o presidente FHC, foi acusada de envolvimento em desvios de R$ 4,5 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Descobriu-se que boa parte do dinheiro, que deveria ser usado para treinamento de 54 mil trabalhadores do Distrito Federal, sumiu. As fraudes no financiamento de programas de formação profissional ocorreram em 17 unidades da federação e estão sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público.
28 - Mudanças na CLT
A maioria governista na Câmara dos Deputados aprovou, contra o voto da bancada do PT, projeto que flexibiliza a CLT, ameaçando direitos consagrados dos trabalhadores, como férias, décimo terceiro e licença maternidade. O projeto esvazia o poder de negociação dos sindicatos. No Senado, o governo FHC não teve forças para levar adiante essa medida anti-social.
29 - Obras irregulares
Um levantamento do Tribunal de Contas da União, feito em 2001, indicou a existência de 121 obras federais com indícios de irregularidades graves. A maioria dessas obras pertence a órgãos como o extinto DNER, os ministérios da Integração Nacional e dos Transportes e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Uma dessas obras, a hidrelétrica de Serra da Mesa, interior de Goiás, deveria ter custado 1,3 bilhão de dólares. Consumiu o dobro.
30 - Explosão da dívida pública
Quando FHC assumiu a Presidência da República, em janeiro de 1995, a dívida pública interna e externa somava R$ 153,4 bilhões. Entretanto, a política de juros altos de seu governo, que pratica as maiores taxas do planeta, elevou essa dívida para R$ 684,6 bilhões em abril de 2002, um aumento de 346%. Hoje, a dívida já equivale a preocupantes 54,5% do PIB.
31 - Avanço da dengue
A omissão do Ministério da Saúde é apontada como principal causa da epidemia de dengue no Rio de Janeiro. O ex-ministro José Serra demitiu seis mil mata-mosquitos contratados para eliminar focos do mosquito Aedes Aegypti. Em 2001, o Ministério da Saúde gastou R$ 81,3 milhões em propaganda e apenas R$ 3 milhões em campanhas educativas de combate à dengue. Resultado: de janeiro a maio de 2002, só o estado do Rio registrou 207.521 casos de dengue, levando 63 pessoas à morte.
32 – Verbas do BNDES
Além de vender o patrimônio público a preço de banana, o governo FHC, por meio do BNDES, destinou cerca de R$ 10 bilhões para socorrer empresas que assumiram o controle de ex-estatais privatizadas. Quem mais levou dinheiro do banco público que deveria financiar o desenvolvimento econômico e social do Brasil foram as teles e as empresas de distribuição, geração e transmissão de energia. Em uma das diversas operações, o BNDES injetou R$ 686,8 milhões na Telemar, assumindo 25% do controle acionário da empresa.
33 - Crescimento pífio do PIB
Na "Era FHC", a média anual de crescimento da economia brasileira estacionou em pífios 2%, incapaz de gerar os empregos que o País necessita e de impulsionar o setor produtivo. Um dos fatores responsáveis por essa quase estagnação é o elevado déficit em conta-corrente, de 23 bilhões de dólares no acumulado dos últimos 12 meses. Ou seja: devido ao baixo nível da poupança interna, para investir em seu desenvolvimento, o Brasil se tornou extremamente dependente de recursos externos, pelos quais paga cada vez mais caro.
34 – Renúncias no Senado
A disputa política entre o Senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e o Senador Jader Barbalho (PMDB-PA), em torno da presidência do Senado expôs publicamente as divergências da base de sustentação do governo. ACM renunciou ao mandato, sob a acusação de violar o painel eletrônico do Senado na votação que cassou o mandato do senador Luiz Estevão (PMDB-DF). Levou consigo seu cúmplice, o líder do governo, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF). Jader Barbalho se elegeu presidente do Senado, com apoio ostensivo de José Serra e do PSDB, mas também acabou por renunciar ao mandato, para evitar a cassação. Pesavam contra ele denúncias de desvio de verbas da Sudam.
35 - Racionamento de energia
A imprevidência do governo FHC e das empresas do setor elétrico gerou o apagão. O povo se mobilizou para abreviar o racionamento de energia. Mesmo assim foi punido. Para compensar supostos prejuízos das empresas, o governo baixou Medida Provisória transferindo a conta do racionamento aos consumidores, que são obrigados a pagar duas novas tarifas em sua conta de luz. O pacote de ajuda às empresas soma R$ 22,5 bilhões.
36 - Assalto ao bolso do consumidor
FHC quer que o seu governo seja lembrado como aquele que deu proteção social ao povo brasileiro. Mas seu governo permitiu a elevação das tarifas públicas bem acima da inflação. Desde o início do plano real até agora, o preço das tarifas telefônicas foi reajustado acima de 580%. Os planos de saúde subiram 460%, o gás de cozinha 390%, os combustíveis 165%, a conta de luz 170% e a tarifa de água 135%. Neste período, a inflação acumulada ficou em 80%.
37 – Explosão da violência
O Brasil é um país cada vez mais violento. E as vítimas, na maioria dos casos, são os jovens. Na última década, o número de assassinatos de jovens de 15 a 24 anos subiu 48%. A Unesco coloca o País em terceiro lugar no ranking dos mais violentos, entre 60 nações pesquisadas. A taxa de homicídios por 100 mil habitantes, na população geral, cresceu 29%. Cerca de 45 mil pessoas são assassinadas anualmente. FHC pouco ou nada fez para dar mais segurança aos brasileiros.
38 – A falácia da Reforma agrária
O governo FHC apresentou ao Brasil e ao mundo números mentirosos sobre a reforma agrária. Na propaganda oficial, espalhou ter assentado 600 mil famílias durante oito anos de reinado. Os números estavam inflados. O governo considerou assentadas famílias que haviam apenas sido inscritas no programa. Alguns assentamentos só existiam no papel. Em vez de reparar a fraude, baixou decreto para oficializar o engodo.
39 - Subserviência internacional
A timidez marcou a política de comércio exterior do governo FHC. Num gesto unilateral, os Estados Unidos sobretaxaram o aço brasileiro. O governo do PSDB foi acanhado nos protestos e hesitou em recorrer à OMC. Por iniciativa do PT, a Câmara aprovou moção de repúdio às barreiras protecionistas. A subserviência é tanta que em visita aos EUA, no início deste ano, o ministro Celso Lafer foi obrigado a tirar os sapatos três vezes e se submeter a revistas feitas por seguranças de aeroportos.
40 – Renda em queda e desemprego em alta
Para o emprego e a renda do trabalhador, a Era FHC pode ser considerada perdida. O governo tucano fez o desemprego bater recordes no País. Na região metropolitana de São Paulo, o índice de desemprego chegou a 20,4% em abril, o que significa que 1,9 milhão de pessoas estão sem trabalhar. O governo FHC promoveu a precarização das condições de trabalho. O rendimento médio dos trabalhadores encolheu nos últimos três anos.
41 - Relações perigosas
Diga-me com quem andas e te direi quem és. Esse ditado revela um pouco as relações suspeitas do presidenciável tucano José Serra com três figuras que estiveram na berlinda nos últimos dias. O economista Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-caixa de campanha de Serra e de FHC, é acusado de exercer tráfico de influência quando era diretor do Banco do Brasil e de ter cobrado propina no processo de privatização. Ricardo Sérgio teria ajudado o empresário espanhol Gregório Marin Preciado a obter perdão de uma dívida de R$ 73 milhões junto ao Banco do Brasil. Preciado, casado com uma prima de Serra, foi doador de recursos para a campanha do senador paulista. Outra ligação perigosa é com Vladimir Antonio Rioli, ex-vice-presidente de operações do Banespa e ex-sócio de Serra em empresa de consultoria. Ele teria facilitado uma operação irregular realizada por Ricardo Sérgio para repatriar US$ 3 milhões depositados em bancos nas Ilhas Cayman - paraíso fiscal do Caribe.
42 – Violação aos direitos humanos
Massacres como o de Eldorado do Carajás, no sul do Pará, onde 19 sem-terra foram assassinados pela polícia militar do governo do PSDB em 1996, figuram nos relatórios da Anistia Internacional, que recentemente denunciou o governo FHC de violação aos direitos humanos. A Anistia critica a impunidade e denuncia que polícias e esquadrões da morte vinculados a forças de segurança cometeram numerosos homicídios de civis, inclusive crianças, durante o ano de 2001. A entidade afirma ainda que as práticas generalizadas e sistemáticas de tortura e maus-tratos prevalecem nas prisões.
43 – Correção da tabela do IR
Com fome de leão, o governo congelou por seis anos a tabela do Imposto de Renda. O congelamento aumentou a base de arrecadação do imposto, pois com a inflação acumulada, mesmo os que estavam isentos e não tiveram ganhos salariais, passaram a ser taxados. FHC só corrigiu a tabela em 17,5% depois de muita pressão da opinião pública e após aprovação de projeto pelo Congresso Nacional. Mesmo assim, após vetar o projeto e editar uma Medida Provisória que incorporava parte do que fora aprovado pelo Congresso, aproveitou a oportunidade e aumentou alíquotas de outros tributos.
44 – Intervenção na Previ
FHC aproveitou o dia de estréia do Brasil na Copa do Mundo de 2002 para decretar intervenção na Previ, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, com patrimônio de R$ 38 bilhões e participação em dezenas de empresas. Com este gesto, afastou seis diretores, inclusive os três eleitos democraticamente pelos funcionários do BB. O ato truculento ocorreu a pedido do banqueiro Daniel Dantas, dono do Opportunitty. Dias antes da intervenção, FHC recebeu Dantas no Palácio Alvorada. O banqueiro, que ameaçou divulgar dossiês comprometedores sobre o processo de privatização, trava queda-de-braço com a Previ para continuar dando as cartas na Brasil Telecom e outras empresas nas quais são sócios.
45 – Barbeiragens do Banco Central
O Banco Central – e não o crescimento de Lula nas pesquisas – tem sido o principal causador de turbulências no mercado financeiro. Ao antecipar de setembro para junho o ajuste nas regras dos fundos de investimento, que perderam R$ 2 bilhões, o BC deixou o mercado em polvorosa. Outro fator de instabilidade foi a decisão de rolar parte da dívida pública estimulando a venda de títulos LFTs de curto prazo e a compra desses mesmos papéis de longo prazo. Isto fez subir de R$ 17,2 bilhões para R$ 30,4 bilhões a concentração de vencimentos da dívida nos primeiros meses de 2003. O dólar e o risco Brasil dispararam. Combinado com os especuladores e o comando da campanha de José Serra, Armínio Fraga não vacilou em jogar a culpa no PT e nas eleições.




Depende.
No Chile funcionou.
Por outro lado, na Venezuela a situação está cada vez mais merda.
Óbvio que há outras milhares de coisas influenciando nos dois casos, mas eu acredito que nas duas situações o excesso de welfare (ou a falta dele) foram decisivos para o crescimento (ou não) da economia.
Para mim é urgente uma reforma trabalhista e empresarial. 50% da população está na informalidade. Microempresas dificilmente duram mais de dois anos. A cada salário pago a um trabalhador, outro é pago para o Estado. Lula dificilmente enfrentaria os sindicatos, base onde ele se criou, e faria essas reformas.
Concordo que deveriam acabar com o concurso público em alguns setores sim. No Tribunal de justiça, por exemplo o que tem de serventuário que não trabalha e também que não está nem aí para os processos não é brincadeira. Tenho um processo que demorou 4 meses para juntar uma petição, isso é um absurdo e o pior que quando você entra no cartório, ve os serventuários tomando cafezinho, conversando e trabalho que é bom nada.
Chega a ser nojento.
@topic
SERRA com certeza!
DILMA, ARAPUCA DE PERUCA!
Advogado por formação, médico por paixão!
Paixões:
† Medicina
† Direito
Agora fica dificil, pq os dois são peças de pouco valor no tabuleiro.
<editado>